segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Corrida contra o tempo pelo Ferroanel

26/12/2012 - A Tribuna

A implantação do anel ferroviário demandará investimentos entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, que virão dos governos Estadual e Federal.



Uma corrida contra o relógio se inicia no próximo mês para a viabilização da construção do Contorno Ferroviário da Região Metropolitana de São Paulo, o Ferroanel. A implantação do anel ferroviário – estratégico para o desenvolvimento do Porto de Santos, uma vez que facilitará o escoamento de cargas por trens entre o complexo marítimo e o Interior do Estado – terá sua etapa de audiências públicas em janeiro. O processo licitatório deverá ocorrer dois meses depois, em março.

O Governo Federal quer concluir o certame que definirá a construtora responsável pela obra e pela exploração do Ferroanel em maio. Ainda não se sabe qual será o tempo exato de concessão, o período para que a empresa tenha o retorno do investimento.

Os prazos são apertados. Haverá apenas dois meses entre a abertura da licitação e a classificação do vencedor. Mas tal cronograma será necessário para que as obras do Ferroanel aproveitem as do trecho Norte do Rodoanel de São Paulo, o que garantirá uma economia de até R$ 1,5 bilhão na implantação do anel ferroviário. A construção da parte setentrional do sistema viário que desafoga o trânsito de carros e caminhões na Região Metropolitana de São Paulo terá início no próximo mês.

De acordo com o secretário Estadual de Transportes de São Paulo, Saulo de Castro Abreu, essa economia só será possível se a construção do Trecho Norte do Ferroanel começar até agosto do ano que vem. A ideia é viabilizar a obra aproveitando o traçado e os estudos de impacto de desapropriações da parte do anel rodoviário a ser implantada na mesma região.

"Em janeiro, começam as obras do Rodoanel. Em agosto, elas chegam num ponto em que ainda podem acompanhar as obras do Ferroanel. Se não fizer agora, terá que fazer outro traçado e jogar fora o projeto que ele tem hoje", explicou o secretário.

Pressa

Mas o Estado corre com o projeto não apenas para aproveitar o traçado do Rodoanel. As obras do Ferroanel precisam ser aceleradas para que pelo menos o Trecho Norte esteja concluído em 2015, a partir de quando a demanda e a modernização do sistema de transporte de passageiros na região metropolitana paulistana vão atingir níveis que vão inviabilizar o escoamento de cargas ferroviárias como ocorre atualmente, através da área urbana da Capital.

Hoje, as cargas podem ser transportadas pelos trilhos que atravessam a Grande São Paulo apenas quando não há circulação de passageiros – de madrugada, da 1 às 4 horas, e em alguns curtos períodos da tarde. Mas essas janelas devem ser reduzidas pois a intenção do Governo Estadual é ampliar ainda mais o transporte de passageiros com a compra de novos equipamentos, que serão entregues em 2015. Por dia, 2,8 milhões de pessoas utilizam o transporte ferroviário na região metropolitana.

"A ideia é construir os dois (trechos Norte e Sul) juntos. É que para o Norte, 2015 é o dead line. Ou faz, ou faz. O Sul pode até atrasar um pouco, não tem problema. Ou faz o Norte do Ferroanel junto com o Norte do Rodoanel ou não fará mais", advertiu o secretário de Transportes.

Projeto

O projeto do Ferroanel prevê a construção de 121,8 quilômetros de linhas ferroviárias. No Trecho Norte, que ficará entre Campo Limpo Paulista, na Capital, e a Estação Engenheiro Manoel Feio, em Itaquaquecetuba, 64 quilômetros de linhas serão implantados. Outros 57,8 quilômetros serão construídos para a implantação do Trecho Sul, que irá de Ouro Fino Paulista, em Ribeirão Pires, à Estação Evangelista de Souza, na Zona Sul de São Paulo.

A implantação do anel ferroviário demandará investimentos entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, que virão dos governos Estadual e Federal.

Dados da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) mostram que, de 1997 à 2011, houve um aumento de 87% na movimentação de cargas através de ferrovias. O volume chegou a 475,1 milhões de toneladas movimentadas no ano passado.

Segundo a Secretaria Estadual de Transportes, 250 mil toneladas de cargas armazenadas em contêineres passaram por ferrovias paulistas. No entanto, o mercado é capaz de movimentar mais de 30 milhões de toneladas de produtos conteinerizados. "Só esses números já justificam a obra do Ferroanel", destacou Abreu.

Por Fernanda Balbino

Fonte: A Tribuna

sábado, 29 de dezembro de 2012

São Roque faz parte de itinerário de trem de passageiros

17/12/2012 - Jornal da Economia Online

De acordo com a publicação, a previsão é que os primeiros trens operem em 2016 e as linhas fiquem completamente prontas em 2019.

O governo do estado de São Paulo aprovou, no final de novembro, uma Parceria Público Privada (PPP) para a construção de 432 km de linhas de trens de passageiros, que interligarão 14 cidades à capital. Com isso, São Roque fará parte do itinerário de uma das linhas que estão previstas para o projeto.

Nesta linha, o trem fará o trecho Sorocaba – Pindamonhangaba, passando por São Roque, São Paulo, Jacareí, São José dos Campos e Taubaté. O outro trecho irá de Americana a Santos, passando por Campinas, Jundiaí, São Paulo, São Caetano, Santo André, Mauá e Cubatão.

A proposta foi apresentada ao governo pela Estação da Luz Participações (EDLP) e pelo banco BTG Pactual. Pelo projeto, o governo entrará com 30% do investimento e o investidor privado, com 70%.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o vice-governador do estado, Guilherme Afif Domingos, disse que a PPP está estimada em R$ 20 bilhões.

De acordo com a publicação, a previsão é que os primeiros trens operem em 2016 e as linhas fiquem completamente prontas em 2019. A estimativa é que o serviço atenda em média 250 mil passageiros por dia.

A partir da aprovação da PPP, a proposta passará por consulta pública e depois será licitada. Qualquer companhia pode participar da concorrência. A previsão é fazer a licitação do projeto em 2014.

O Jornal da Economia entrou em contato com o governo do estado para saber mais detalhes sobre o projeto mas, até o fechamento desta edição, não obteve resposta.

Fonte: Jornal da Economia Online

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Pesquisa sobre trem de passageiros no RS é concluída

17/12/2012 - Jornal Agora

Três décadas depois de terem sido eliminados do cenário brasileiro, os trens interurbanos de passageiros voltam a receber atenção

O secretário da Comissão Municipal do Rio Grande do projeto do trem passageiro Zona Sul, Hector Vieira Mattos, entregou aos coordenadores do Grupo de Estudos de Transporte e Trânsito (Getrans - Furg) os formulários de questionário da pesquisa embarcada. Esses formulários foram desenvolvidos pelo Laboratório de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina para fins de coleta de dados de usuários de transporte coletivo, com informações sobre a demanda da população quanto ao tipo de transporte que utilizam, os trajetos e a opinião sobre o novo transporte modal, o trem, a ser implantado na Cidade do Rio Grande.

Segundo o pesquisador, a população teve boa aceitação quanto aos questionamentos, respondendo todas as perguntas e desejando muito em breve que o trem passageiro retorne. Muitas delas acreditam que esse transporte contribuirá para o desenvolvimento do Rio Grande, para todos os fins, seja para trabalho como para o turismo e também a geração de emprego e renda. Da mesma forma, acreditam que o benefício que acarretará as camadas mais populares da Cidade, uma vez que o custo benefício pode ser inferior ao transpote coletivo urbano.

Fonte: Jornal Agora

Obras da ferrovia até Rondonópolis avançam; entrega será em fevereiro

18/12/2012 - Cenário MT

A Brado investiu R$ 30 milhões no Terminal Intermodal Rodoferroviário de Rondonópolis




As obras para a construção do Terminal Intermodal Rodoferroviário da Brado Logística, em Rondonópolis, no Mato Grosso, estão dentro do prazo de conclusão. Esta semana a Companhia deu início à implantação da malha ferroviária que terá quase dois mil metros de extensão. Serão duas linhas férreas para encoste de vagões com capacidade para 120 contêineres estacionados.

A área total do empreendimento tem 140 mil m², com estrutura inicial para um pátio de 40 mil m² pavimentado em concreto, um escritório de 800 m² e um armazém de 3.200 mil m² para armazenar algodão e outras commodities. Além disso, também já foram iniciadas as obras para a nova estrutura de grãos, que terá capacidade para armazenar 15 mil toneladas e estufar 200 contêineres por dia.

"É um cilo bem moderno. Conseguimos estufar o contêiner em 4 minutos. No antigo terminal, em Alto Taquari (MT) esse trabalho era realizado em 40 minutos. É um ganho enorme de produtividade", explicou o presidente da Brado José Luís Demeterco.

O pátio já está com 50% das obras concluídas e 20% do armazém montado. Já os escritórios estão com 60% das edificações prontas. A previsão é que todos estes módulos sejam finalizados até o final de janeiro para que o Terminal seja inaugurado em fevereiro de 2013.

A Brado investiu R$ 30 milhões no Terminal Intermodal Rodoferroviário de Rondonópolis, que está sendo projetado para ser o mais moderno da Companhia, com habilitação para operar cargas gerais industrializadas por meio de armazéns especializados e movimentação inicial de dois mil contêineres por mês, podendo chegar a 10 mil em cinco anos.

Sobre a Brado Logística:

A Brado atua no mercado de contêineres no Brasil e Mercosul, utilizando o diferencial do transporte ferroviário para escoamento das cargas, que atendem o grande, médio e pequeno embarcador, com logística e infraestrutura integrada. A Companhia oferece capacidade, competitividade nos custos e qualidade de serviço, além de operações de transporte intermodal rodoferroviário, armazenagem de cargas reefer e dry, distribuição, frota própria, terminais de contêineres, Redex, Vigiagro e habilitações para os mercados internacionais.

A Brado opera em 20 Terminais Intermodais Rodoferroviários, 5 Armazéns Frigorificados e 4 Secos, localizados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Mercosul (Zárate, Buenos Aires e Palmira), além de possuir um EADI em Bauru.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Governo publica edital de concessão da 1ª fase do trem-bala

13/12/2012 - O Globo online

O governo publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira autorização para o modelo de concessão do projeto de construção do trem-bala que ligará as cidades de Campinhas (SP), São Paulo e Rio de Janeiro. O leilão está marcado para o dia 19 de setembro de 2013, às 14h, na sede do BM&Bovespa, em São Paulo.

Segundo resolução do Conselho Nacional de Desestatização (CND), o modelo de concessão da estrada de ferro 222 prevê prazo de concessão de 40 anos para o serviço de "transporte ferroviário de passageiros por trens de alta velocidade, entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, com paradas intermediárias, vinculado à exploração parcial ou total da infraestrutura, incluindo operação, manutenção e conservação do sistema".

A licitação da obra bilionária inicialmente estava prevista para dezembro de 2010, mas, depois de uma tentativa fracassada de leilão em julho do ano passado, que acabou não recebendo qualquer proposta, o governo decidiu dividir o projeto em duas etapas de concessão.

Na primeira fase, em 2013, será escolhido o operador do serviço e a tecnologia a ser adotada, enquanto a segunda, em que será escolhido o concessionário responsável pela infraestrutura do projeto, é prevista para 2014.

O governo será sócio do projeto, por meio da estatal Empresa de Planejamento e Logística (EPL). O atraso na publicação do edital resultou em um aumento do investimento inicial previsto em R$ 33,2 bilhões para R$ 35,6 bilhões. O estudo original, que apontava uma data de início de operação em 2014, considerava a demanda inicial menor, de 32,6 milhões de passageiros ao ano.

A edição do DOU informa que ainda nesta quinta-feira serão disponibilizados o "edital, seus anexos, planilhas, formulários, informações, estudos e projetos", no site da Agência Nacional de Transporte (ANTT). Os envelopes deverão ser entregues no dia 13 de agosto.

Segundo a resolução do CND, a tarifa-teto por quilômetro, em serviços prestados na classe econômica, que façam a ligação entre as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo, em quaisquer dos dois sentidos, será de no máximo R$ 0,49. A tarifa será reajustada anualmente pelo índice de inflação IPCA.

No mínimo, 60% da capacidade de cada composição deverão ser destinados à classe econômica, em todos os serviços prestados, segundo o texto do CND.

Ferroeste registra melhor trimestre em três anos

10/12/2012 - Bem Paraná

O crescimento da movimentação de cargas é resultado de um esforço da diretoria da empresa no sentido de melhorar o desempenho da produção e buscar alternativas para aumentar o volume transportado.

A Estrada de Ferro Paraná Oeste – Ferroeste obteve um bom resultado na movimentação de cargas no trimestre compreendido pelos meses de setembro, outubro e novembro de 2012, quando comparados com os dois anos anteriores.

Os números mostram que foi o melhor desempenho do período dos últimos três exercícios. De acordo com dados da companhia, em 2012 houve um superávit de 16,31%, em média, em relação aos mesmos trimestres dos anos de 2011 e 2010.

Ao se comparar o trimestre com os resultados do mesmo período de 2011, o crescimento foi de 17,03%. Já em relação ao mesmo trimestre de 2010, o resultado foi superior em 15,59%.

O crescimento da movimentação de cargas é resultado de um esforço da diretoria da empresa no sentido de melhorar o desempenho da produção e buscar alternativas para aumentar o volume transportado.

A nova diretoria foi eleita no início de setembro, tendo na presidência o engenheiro João Vicente Bresolin Araujo. Na ocasião, foram reconduzidos ao cargo, o engenheiro civil Mauro Fortes Carneiro, na Diretoria de Produção, e o economista Abelardo Círico, na Diretoria Administrativa e Financeira.

Fonte: Redação Bem Paraná

Hortolândia ganha instituição ferroviária de ensino

11/12/2012 - Revista Ferroviária

No próximo ano, a cidade de Hortolândia, no interior de São Paulo, terá a primeira instituição ferroviária de ensino e pesquisa do estado. O Centro de Estudo e Pesquisa Ferroviária (Cepefer) e a AmstedMaxion estão implantando uma unidade de ensino e pesquisa com o objetivo de qualificar teórica e praticamente profissionais ligados às ferrovias na região de Hortolândia e Campinas.

O centro de treinamento irá funcionar nas instalações do Complexo Industrial AmstedMaxion, em Hortolândia. No local, serão realizados cursos profissionalizantes e de pós-graduação, atividades de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico em sistemas e produtos ferroviários, consultorias técnicas em equipamentos e sistemas ferroviários, atividades de práticas técnicas e educacionais, simulações avançadas e palestras técnicas. Todos os cursos serão coordenados e ministrados pelo Cepefer.

Serão oferecidos cursos em turmas abertas para o mercado: MBRail (Master Business Rail) - pós graduação ferroviária - transporte de cargas e de passageiros (para graduados no ensino superior); Transporte Ferroviário no Brasil; Vagões e a dinâmica nos trens; Locomotivas e o Sistema de Tração; Qualificação técnica - transporte de cargas e de passageiros (para formados no ensino médio) e curso de Projetista ferroviário de vagões, como também, cursos customizados em turmas fechadas para os funcionários das empresas da região.

Ferroeste opera com 100% da capacidade de tração

22/12/2012 - Governo PR

A Ferroeste vem melhorando a manutenção de sua frota, nos últimos meses, graças a várias medidas adotadas pela nova diretoria.

A Ferroeste opera neste fim de ano, pela primeira vez desde 2010, com sete locomotivas. "Estamos com 100% da frota rodando, sem nenhuma máquina avariada", disse o presidente João Vicente Bresolin Araujo. "Essa é uma estatística que demonstra que a empresa continua trabalhando para chegar em 2013 com seu pleno potencial".

Com as sete locomotivas e cerca de cinquenta vagões, a Ferroeste faz o traçado de 249 quilômetros entre Cascavel e Guarapuava com o transit time de apenas 9 horas.

A última vez que a ferrovia funcionou com sete máquinas de modo simultâneo, mas por pequenos períodos, foi em 2010. Na época, a companhia tinha 15 locomotivas, sendo nove imobilizadas. Hoje, depois de devolver várias máquinas inservíveis, a Ferroeste dispõe de sete, todas funcionando.

A última máquina a entrar em operação foi a 9138, depois de reparos e testes com manobras no pátio de Guarapuava. Isso foi possível após a troca de quatro motores. Para que a reforma fosse feita, a empresa contou com a parceria da Cotriguaçu.

A Ferroeste vem melhorando a manutenção de sua frota, nos últimos meses, graças a várias medidas adotadas pela nova diretoria. Uma das providências foi a contratação de oficina especializada em motores ferroviários, o que dá maior confiabilidade ao desempenho das máquinas.

Outra medida é a melhoria na manutenção da frota, implementada na oficina de Guarapuava. A empresa também contratou mecânicos e eletricistas por concurso público, o que reduziu os custos da mão de obra terceirizada e melhorou a manutenção preventiva e corretiva.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

São Roque faz parte de itinerário de trem de passageiros

17/12/2012 - Jornal da Economia Online

De acordo com a publicação, a previsão é que os primeiros trens operem em 2016 e as linhas fiquem completamente prontas em 2019.

O governo do estado de São Paulo aprovou, no final de novembro, uma Parceria Público Privada (PPP) para a construção de 432 km de linhas de trens de passageiros, que interligarão 14 cidades à capital. Com isso, São Roque fará parte do itinerário de uma das linhas que estão previstas para o projeto.

Nesta linha, o trem fará o trecho Sorocaba – Pindamonhangaba, passando por São Roque, São Paulo, Jacareí, São José dos Campos e Taubaté. O outro trecho irá de Americana a Santos, passando por Campinas, Jundiaí, São Paulo, São Caetano, Santo André, Mauá e Cubatão.

A proposta foi apresentada ao governo pela Estação da Luz Participações (EDLP) e pelo banco BTG Pactual. Pelo projeto, o governo entrará com 30% do investimento e o investidor privado, com 70%.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o vice-governador do estado, Guilherme Afif Domingos, disse que a PPP está estimada em R$ 20 bilhões.

De acordo com a publicação, a previsão é que os primeiros trens operem em 2016 e as linhas fiquem completamente prontas em 2019. A estimativa é que o serviço atenda em média 250 mil passageiros por dia.

A partir da aprovação da PPP, a proposta passará por consulta pública e depois será licitada. Qualquer companhia pode participar da concorrência. A previsão é fazer a licitação do projeto em 2014.

O Jornal da Economia entrou em contato com o governo do estado para saber mais detalhes sobre o projeto mas, até o fechamento desta edição, não obteve resposta.

Fonte: Jornal da Economia Online

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Governo estabelece cronograma para obras do Ferroanel de São Paulo

26/11/2012 - Pini Web

Editais serão lançados em janeiro de 2013. Ferrovias exclusivas para transporte de cargas seguirá trechos Sul e Norte do Rodoanel

O Governo de São Paulo e o Ministério dos Transportes definiram na última quinta-feira (22) o cronograma de implantação dos trechos Norte e Sul do Ferroanel de São Paulo. Em janeiro será realizada audiência pública para lançamento dos editais de obras. Já a assinatura dos contratos está prevista apenas para período entre março a julho de 2013.

As linhas de trens exclusivas para transporte de cargas serão construídas paralelamente aos trechos Norte e Sul do Rodoanel. O trecho Norte, que vai da estação Perus a Manuel Freio, ligará o interior do Estado ao Porto de Santos, tornado-se importante para o escoamento de cargas de valor agregado. Enquanto isso, o trecho Sul, de Ouro Fino Paulista até Embu Guaçu, atenderá principalmente Sorocaba e o Sul do País.

A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário) será responsável pelo projeto de infraestrutura, licenciamento ambiental, levantamento da faixa utilizada para implantação da ferrovia e gerenciamento da obra do trecho Norte. Atualmente, o Ministério dos Transportes realiza estudos para dimensionar investimentos necessários para execução do trecho Sul.

Gustavo Jazra

Fonte: Editora PINI Web

Trem-bala poderá ligar São Paulo a Curitiba

27/11/2012 - Agência Estado

A EPL vai elaborar no ano que vem um projeto de engenharia detalhado - que poderá ser contratado no mercado - para dirimir dúvidas sobre custo e risco dessa parte do projeto do TAV.

O governo voltou a estudar a construção de trechos ligando São Paulo a Curitiba, Brasília e Belo Horizonte pelo Trem de Alta Velocidade (TAV), informou o presidente da Empresa de Planejamento Logístico (EPL), Bernardo Figueiredo. "Com a EPL vamos retomar e fazer o estudo de viabilidade das outras ligações", disse Figueiredo, que participou de uma palestra na Câmara de Comércio Americana (Amcham), no Rio.

Esses trechos já estavam previstos no lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas acabaram não tendo andamento. De acordo com o executivo, ainda não há uma estimativa dos custos desse projeto. Figueiredo estimou que o valor da tarifa média para viagens no trem-bala fique entre R$ 150 e R$ 200, abaixo da tarifa máxima prevista a preços de hoje pelo governo, de R$ 250.

Prazos

Figueiredo afirmou que a publicação do edital de licitação do TAV deverá sair até o dia 30. Segundo ele não houve atraso e o Tribunal de Contas da União (TCU) já se pronunciou, mas precisa levar o edital ao plenário de ministros. "É preciso respeitar os ritos do TCU", disse, afirmando que o lançamento foi apenas adiado para o dia 29 ou 30.

O edital de concessão do trará como prazo máximo para a entrega de infraestrutura da via do trem ao operador o ano de 2019. Mas a meta do governo é antecipar isso para que o TAV entre em atividade já em 2018, afirmou o presidente da Empresa de Planejamento Logístico (EPL), Bernardo Figueiredo.

A partir da entrega da infraestrutura, o operador selecionado em leilão pelo governo terá seis meses para dar início à operação do trem-bala entre Rio e São Paulo, prevê o edital. "Estou com uma meta minha de entregar (a infraestrutura) até 2018. Quero ganhar dois anos", afirmou Figueiredo, que participou de um evento hoje no Rio.

O projeto de infraestrutura é considerado crítico para o cumprimento do cronograma do TAV e a estimativa do governo é de que leve cinco anos para ser implantado. De acordo com Figueiredo, a previsão hoje é que a parte de infraestrutura responda por R$ 27 bilhões do total de investimento do trem-bala, enquanto a operação demande R$ 8 bilhões (somando R$ 35 bilhões).

Ao longo de 2013, a EPL definirá se a parte estrutural do projeto será realizada por Parceria Público-Privada (PPP), concessão ou mesmo obra pública, o que na avaliação de Figueiredo pode acelerar as obras. A ideia é que a EPL divida a parte de infraestrutura por segmentos e contrate mais de uma empresa para agilizar o processo, adiantou.

A EPL vai elaborar no ano que vem um projeto de engenharia detalhado - que poderá ser contratado no mercado - para dirimir dúvidas sobre custo e risco dessa parte do projeto do TAV. O edital para as obras de infraestrutura deve sair no início de 2014 e a previsão é contratar a obra ainda no primeiro semestre.

A expectativa de Figueiredo é que o edital de concessão da operação e prestação de serviços aos usuários passe pelo plenário de ministros do TCU até quarta-feira. Se isso se confirmar, ele acredita que o edital pode ser lançado até sexta-feira, dia 30. A previsão era que o documento estivesse na rua hoje. "A informação que temos é que a área técnica (do TCU) já se pronunciou", disse. O leilão deverá ocorrer oito meses após a publicação do edital, conforme solicitado pelas empresas candidatas.

Pesquisadores fazem levantamento no Museu do Trem

08/12/2012 - Diário de Canoas

Pesquisadores ferroviários da Agência Nacional de Transportes Terrestres estão no local

Foto: Denise Morato/GES-Especial

São Leopoldo - Pesquisadores ferroviários da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) finalizaram na manhã desta sexta-feira o levantamento do material rodante do Museu do Trem, iniciado na quinta-feira. Foram catalogados os vagões, carro de transporte de passageiros e a locomotiva B12, uma das primeiras à diesel no Estado.

Conforme a pesquisadora Daiana Kowaleski Miranda o levantamento faz parte do projeto piloto da ANTT e Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) e tem como objetivo documentar o patrimônio histórico antes da década de 50. "Começamos em Porto Alegre o trabalho, agora viemos para São Leopoldo e vamos percorrer todo o Estado em busca do patrimônio ferroviário antigo. Queremos descobrir onde estão as locomotivas, vagões, carros originais, enfim tudo que estava junto a linha férrea."

A pesquisadora diz que quem tiver informações sobre material rodante ferroviário pode entrar em contato pelo email daniela.tbr@gmail.com. "O material pode não estar em locais conhecidos. Então a ajuda da comunidade é importante, em especial no interior."

Para a diretora do Museu do Trem, Alice Bemvenuti o levantamento é fundamental para garantir a preservação do acervo espalhado pelo Estado. "Nos somos o centro da preservação da história ferroviária no RS e será muito importante ter um panorama de outros pontos no Rio Grande do Sul que sejam guardiões dessa história."

Fonte: Diário de Canoas

Ibama autoriza obras em trecho da Transnordestina

10/12/2012 - Revista Ferroviária

O Ibama emitiu na semana passada a licença autorizando as obras da Ferrovia Transnordestina entre Missão Velha (CE) e Salgueiro (PE). O trecho tem cerca de 100 quilômetros e a obra esta estimada em R$ 282 milhões.

O trecho faz parte do projeto da Nova Transnordestina para a construção de 605 quilômetros entre Eliseu Martins (PI) e Salgueiro; remodelamento de 1.123 quilômetros da malha da ferrovia; acessos aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE) e terminais portuários.

Presidente da EPL defende conexão Brasil-Pacífico

07/12/2012 - Agência Brasil

O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, defendeu na última sexta-feira (7) que os países do Mercosul façam a conexão dos oceanos Atlântico e Pacífico, por meio da implementação de infraestrutura de transporte entre o Brasil e os países com saída para o Pacífico. Figueiredo deu as declarações durante o 1º Fórum Empresarial do Mercosul.

"Falta para a América do Sul ter uma visão mais ousada de futuro. O Brasil está fazendo um programa agressivo para construir uma rede portuária da Amazônia ao Rio Grande do Sul. Acho que a gente precisa olhar também para o [Oceano] Pacífico. Temos uma ferrovia que sai do Brasil, passa na Bolívia, vai até a Argentina e aos portos do Chile. Mas é antiga, pouco competitiva. Temos que olhar essa ligação pelos países entre os oceanos Atlântico e o Pacífico", disse.

Segundo Figueiredo, os países do Mercosul também precisam uniformizar os sistemas de transporte e as regras para movimentação de pessoas e mercadorias. Ele citou como exemplo as ferrovias, que no Brasil têm bitolas diferentes das usadas na Argentina e no Uruguai.

O empresário Renato Casali Pavan, presidente da Macrologística do Brasil, que também participou das discussões sobre infraestrutura e transporte, declarou que para promover a integração é necessário discutir um projeto econômico determinando o quanto cada país se compromete a investir em infraestrutura de transportes.

A questão, no entanto, não é consenso entre os representantes de outros países da América Latina. A presidenta do Instituto Nacional de Logística do Uruguai, Beatriz Tabacco, destacou a diferença de dimensões entre o seu país e o Brasil. "Dá um pouco de medo quando falam em quanto vai investir cada país, pois o Uruguai é menor em tamanho e não poderia investir", disse.

O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai - que está suspenso do bloco até abril de 2013. O Chile, Equador, a Colômbia, o Peru e a Bolívia estão no grupo como países associados. Há, ainda, como membros observadores, o México e a Nova Zelândia.

Pacotes de investimentos geram R$ 20 bilhões ao Rio

08/12/2012 - O Globo

O Rio é um dos estados mais beneficiados nos três pacotes de logística já lançados pelo governo federal neste ano, que tratam de rodovias, ferrovias e portos. Segundo estimativas da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), foram anunciados novos investimentos que somam R$ 20 bilhões, o que pode dinamizar a atração de indústrias, sobretudo para o Norte Fluminense. Este valor, que equivale a 8,8% dos R$ 225 bilhões dos programas federais para os três modais, deve crescer com o lançamento do plano para os aeroportos, a ser divulgado antes do Natal, quando está previsto o anúncio da concessão do Galeão.

Entre as obras, estão os R$ 11,5 bilhões para os portos do Rio e de Itaguaí. O setor ferroviário receberá pouco mais de R$ 8 bilhões para a reativação do contorno férreo da Baía da Guanabara, adequação da ferrovia entre Niterói e a divisa com o Espírito Santo, além da construção da nova ligação entre Campos de Goytacazes e Uruaçu (Goiás), o que poderá ser um caminho para o escoamento de soja pelo Estado do Rio, e de melhorias nas estradas de ferro mineiras, que podem causar impacto no Rio.

Estes investimentos serão combinados com obras em construção anteriores aos pacotes, como o Arco Metropolitano — que ligará as principais rodovias do estado, evitando o tráfego desnecessário de veículos na capital e na Ponte Rio-Niterói. Mas a obra que tende a se beneficiar mais com estes projetos do governo federal é o Porto do Açu, que a LLX (subsidiária da EBX) constrói em São João da Barra. O terminal, que passará a ter ligações com todo o estado, também fica liberado a operar contêineres, permissão presente no pacote de portos, anunciado na quinta-feira.

— O Rio tem a oportunidade de ganhar ligações importantes e muitas integrações em modais diferentes, fazendo com que tenha mais eficiência em seus transportes. Isso favorece a atração de novas empresas, sobretudo na região Norte do Estado. O Rio foi um dos destaques nestes pacotes do governo federal — afirmou Cristiano Prado, gerente de competitividade industrial e investimentos da Firjan, lembrando que sua entidade já mapeou R$ 221 bilhões de investimentos no Estado até 2014.

Prado afirma que o importante é fazer com que estes investimentos sejam, de fato, concretizados. Para isso, lembra, os governos precisarão acelerar questões burocráticas e as licenças ambientais. Ele espera que os primeiros benefícios serão sentidos em dois anos, principalmente na área dos portos.

Isso poderá, em sua opinião, fazer com que o setor de cabotagem cresça fortemente. Ele não acredita, contudo, que o Rio vai "roubar" cargas de outros estados do país:
— Vemos uma demanda reprimida muito grande, há espaço para que todos cresçam com mais eficiência logística — disse Prado.

Medidas ignoram Dutra, BR-040 e Ponte

Apesar de acreditar que o Rio foi um dos estados mais beneficiados por esse pacote, ele lembra que algumas obras vitais para a logística ficaram de fora. Estes problemas estão concentrados em rodovias, justamente nas estradas que foram concedidas nos anos 90 e que vivem com alguns gargalos que, para serem solucionados, demandam investimentos de R$ 2,7 bilhões. São eles a nova pista para a subida da serra de Petrópolis na BR-040 (orçada em R$ 750 milhões), a duplicação da Via Dutra na Serra das Araras (com custo estimado de R$ 1,8 bilhão), a ligação Ponte-Linha Vermelha e o mergulhão de Niterói, de cerca de R$ 220 milhões.

Pesquisa de viabilidade do Trem de Passageiro RS começa

07/12/2012 - RBS Notícias

Começou nesse sábado a pesquisa para avaliar a viabilidade do Projeto Trem de Passageiro na zona sul do estado do Rio Grande do Sul.
Usuários de transporte coletivo de três cidades da Região Sul serão ouvidos.

Assista a reportagem:
http://globotv.globo.com/rbs-rs/rbs-noticias/v/comeca-neste-sabado-a-pesquisa-para-avaliar-a-viabilidade-do-trem-de-passageiro/2283279/

ALL efetua carregamento histórico de vagões nos terminais de MT e MS

10/12/2012 - 24 Horas News

O volume embarcado somente no terminal de Alto Araguaia, cujas operações estão sob concessão da ALL desde 2006, foi de mais de 49 mil toneladas.

Marcos Cardial

A América Latina Logística (ALL) efetuou recorde histórico de carregamento de 1.006 vagões de milho e farelo, em 24 horas, com destino ao Porto de Santos (SP). Os indicadores levam em consideração as operações das estações ferroviárias em Alto Taquari, Alto Araguaia e Itiquira (Sul de Mato Grosso) e do município de Chapadão do Sul (MS). O carregamento foi realizado no dia 30 de novembro.

Somente no terminal de Alto Araguaia foram 635 vagões, o equivalente a mais de 53.800 toneladas. A quantidade de vagões e o volume em toneladas incluem também os terminais da Cargill e da Agrenco, cujas operações foram assumidas recentemente pela ALL, visando reforçar a descarga e o transporte da safra de grãos em Mato Grosso com destino ao Porto de Santos. O recorde anterior era de 600 vagões e 48 mil toneladas, um aumento real de 5,83% no carregamento de vagões.

O volume embarcado somente no terminal de Alto Araguaia, cujas operações estão sob concessão da ALL desde 2006, foi de mais de 49 mil toneladas. No terminal da Agrenco 73.300 toneladas, enquanto que na estação da Cargill foram mais de 4.600 toneladas. No terminal de Alto Taquari, o total foi de 145 vagões carregados, o que gerou embarque superior a 3.200 toneladas. Na estação ferroviária de Itiquira, construída em parceria com a Seara, 188 vagões foram preenchidos com produtos. No terminal de Chapadão do Sul, região Norte de Mato Grosso do Sul, foram 40 vagões e um volume de quase 3.300 toneladas embarcadas em 24 horas de operação.

"Esse carregamento histórico mostra a eficiência que a companhia vem atingindo no que tange à sua operacionalização. Sem dúvida é um número para comemorar e que explicita a capacidade operacional da ALL, conhecida pela sua excelência tanto na descarga de caminhões quanto no carregamento de vagões", aponta o coordenador de Terminal da companhia, Flávio José da Silva.

Capacidade e operação

O Terminal Ferroviário de Alto Araguaia possui em sua infraestrutura, pátio de espera para marcação, pátio de classificação, balanças ferroviárias, quatro tombadores e uma moega hopper. Cada tombador tem capacidade de descarga de 10 caminhões/hora, além de sete células (armazém) com capacidade de 4,5 mil toneladas cada, totalizando cerca de 32 mil toneladas entre grãos como milho e soja e farelo de soja.

Recentemente, a ALL assumiu as operações em sistema de arrendamento nos terminas da Cargill e da Agrenco. O primeiro tem capacidade de armazenagem do terminal da Cargill é de 45 mil toneladas distribuídas em dois silos verticais, sendo um para 25 mil e outro para 20 mil toneladas de grãos. O sistema de descarga conta com dois tombadores o que possibilita descarregar de sete a oito caminhões por hora. A previsão de descarga é de 350 caminhões e carregamento de 170 vagões por dia. O terminal ainda possui 150 vagas em seu estacionamento.

Já o terminal da Agrenco possui em seu sistema de descarga dois tombadores e uma moega podendo descarregar entre 12 e 15 caminhões/hora, totalizando 300 caminhões/dia. A capacidade de armazenagem é de 175 mil toneladas. O estacionamento da unidade tem capacidade para comportar cerca de 250 caminhões.

Juntos, o três terminais podem descarregar cerca de 1,6 mil caminhões/dia e espaço de manter estacionados 1,3 mil veículos.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Transportar por mineroduto custa menos que por ferrovia

07/12/2012 - De Fato Online

O empreendimento está em fase de licenciamento ambiental e estudos.

O custo do transporte de minério de ferro extraído no projeto Vale do Rio Pardo, da Sul Americana de Metais S/A (SAM), pelo mineroduto será 18 vezes menor do que o escoamento por ferrovia. As obras do complexo minerário, que compreende o duto, abertura de mina e uma usina de concentração, no Norte de Minas, deverão ser iniciadas em 2014.

O diretor de Relações Institucionais da SAM, Geraldo Magela Gomes, informou ontem, durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que o transporte do minério entre a mina, localizada nos municípios de Grão Mogol e Padre Carvalho, e o Porto Sul, em Ilhéus (BA), custaria cerca de US$ 18,00 a tonelada, se fosse realizado por estrada de ferro. Enquanto que pelo duto custo para escoar o mesmo volume ficará entre US$ 0,90 e US$ 1,00.

Dessa forma, somente com o duto, a implantação do projeto será viável. Ele explicou que o custo para produzir o minério na região será elevado, pois o teor de ferro é de 20% e a mineradora terá que beneficiar o mineral para alcançar um teor próximo de 65%.

O empreendimento está em fase de licenciamento ambiental e estudos. A empresa já requereu junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis a licença prévia (LP) e já apresentou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima). As audiências públicas serão realizadas em janeiro.

Gomes estimou que o licenciamento deverá ser concedido em meados de 2013. O próximo passo será a obtenção da licença de instalação (LI), que deverá ser concedida no segundo semestre de 2013. "Pretendemos iniciar a implantação em 2014", disse.

Em 2015
O start do projeto está previsto para o segundo semestre de 2015. Mas o início das operações no complexo, que terá capacidade de 25 milhões de toneladas de minério de ferro anuais, dependerá do licenciamento.

De acordo com o diretor da SAM, no próximo ano, a companhia pretende iniciar os pedidos de equipamentos e materiais que serão utilizados no complexo. Durante as obras serão gerados aproximadamente 9 mil empregos na região. Já na fase operacional serão 2 mil vagas.

O projeto compreende a mina e uma usina de concentração no Norte de Minas, além de um mineroduto de 482 quilômetros entre Grão Mogol e Ilhéus. O duto irá atravessar 21 municípios em Minas Gerais e na Bahia e consumirá aportes de R$ 810 milhões.

A implantação do duto chamou a atenção dos deputados estaduais, uma vez que o equipamento necessitará de água em sua operação e o Norte de Minas sofre com a falta deste recurso. A audiência pública foi requerida pelo deputado Carlos Pimenta (PDT).

Barragens
O secretário de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), Gil Pereira, explicou que, como contrapartida pelo uso da água, a mineradora irá construir duas barragens (córrego do Vale e barragem do rio Vacaria), que serão usadas para criar um sistema de irrigação na região. Os investimentos serão de R$ 60 milhões.

Já a água que será utilizada pela companhia será proveniente da barragem de Irapé, em Grão Mogol. O projeto irá consumir 50 milhões de metros cúbicos/ano. A maior parte do recurso, ou seja 76%, será utilizada pela usina de concentração e o restante pelo mineroduto.

Apesar de o mineroduto ser a única opção viável para a SAM, a instalação de uma ferrovia no Norte de Minas continua entre os objetivos do governo estadual, conforme o superintendente de Mineração e Metalurgia da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Sérgio Rezende. Ele explicou que foi contratado um consórcio internacional para realizar um estudo de viabilidade para o modal de transportes. O levantamento será feito nas regiões Noroeste e Norte e os vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce. (RAFAEL TOMAZ – Diário do Comércio)

Fonte: DeFato Online

Bernardo Figueiredo fala sobre logística e TAV

08/12/2012 - Revista Ferroviária

O presidente da EPL explicou que as concessões de ferrovias envolvem a modernização de parte da malha e a estruturação de linhas em regiões onde não há muita demanda.

Em evento realizado nessa quarta-feira (05/12), o seminário Lide Logística, o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, informou que o principal objetivo da EPL é cumprir o cronograma estipulado pelo governo para os investimentos de R$ 133 bilhões em infraestrutura. Do montante estipulado pelo governo, R$ 91 bilhões serão para ferrovias, sendo que R$ 56 bilhões devem ser aplicados nos próximos cinco anos.

O presidente da EPL explicou também que as concessões de ferrovias envolvem a modernização de parte da malha e a estruturação de linhas em regiões onde não há muita demanda. Segundo ele, os primeiros trechos ferroviários do programa serão licitados em fevereiro de 2013.

O TAV também foi assunto durante o evento. De acordo com o presidente da EPL, as questões levantadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o projeto não devem atrasar a publicação do edital, com previsão a partir da próxima quarta-feira (12/12). "Ainda não vi o relatório, mas acredito que na quarta, quinta-feira da semana que vem é possível", disse.

Entre as questões levantadas pelo TCU no relatório estão uma cláusula que possibilita o acesso pleno aos investimentos da concessionária, a avaliação de extensão do traçado até aeroportos e tempo máximo de 99 minutos em viagens expressas entre São Paulo e Rio de Janeiro, e outras questões de localização das estações.

Figueiredo considera que a participação de 23% da iniciativa privada está adequada, o que vai de conflito com a opinião do TCU. O presidente diz que "em outros países essa participação é próxima de zero".

Segundo ele, foram realizadas reuniões com investidores sobre o projeto e houve "interesse grande". "Todo mundo concorda que o eixo São Paulo-Rio precisa de uma ligação rápida e que a melhor opção para isso é a ferrovia, e se vamos fazer uma ferrovia usaremos tecnologia desse século ou do século passado? Com certeza desse século, e qual a melhor opção? O TAV".

Figueiredo informou que trabalha para realizar a conclusão do TAV em 2018, sendo que o prazo máximo previsto para a entrega é 2020. A obra ficará pronta toda junta. "Em 2020, no máximo, a obra será entregue, mas queremos entregar em 2018. Estamos trabalhando para antecipar esse negócio em dois anos", concluiu.

Fonte: Revista Ferroviária/ABIFER

Ferroeste devolve locomotivas fora de operação

07/12/2012 - Hnews

O transporte das locomotivas (prefixos 9127, 9130 e 9141), com cerca de 70 toneladas cada uma, será feito em um comboio de três carretas.

A Ferroeste devolveu à empresa proprietária três locomotivas avariadas que estavam fora de operação no pátio da empresa em Guarapuava. A devolução deu prosseguimento ao plano de recuperação financeira da empresa e vai gerar uma economia anual de aproximadamente R$ 387 mil, ressaltou o presidente João Vicente Bresolin Araujo.

As máquinas do tipo G12, muito antigas, e que já estavam inservíveis, eram locadas da Transferro Operadora Multimodal. A empresa iniciou a retirada das máquinas na quinta-feira (6) e a operação foi concluída nesta sexta-feira (7).

O transporte das locomotivas (prefixos 9127, 9130 e 9141), com cerca de 70 toneladas cada uma, será feito em um comboio de três carretas. O equipamento será levado para o município de Tubarão. A operação também inclui a remoção de peças, em outro caminhão.

Eonomia – A medida vem ao encontro do decreto 6264, de 19 de outubro de 2012, por meio do qual o Governo do Estado determina a redução de despesas de custeio no âmbito dos órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual, como serviços de terceiros.

"A Ferroeste já estava fazendo e continua fazendo sua lição de casa", ressaltou Bresolin Araujo. Em 2010, a empresa já havia devolvido judicialmente quatro locomotivas, cada uma pesando cerca de 70 toneladas, também inservíveis, que eram locadas e estavam estacionadas no pátio de Guarapuava.

Entre outras medidas, nos últimos dois anos, a Ferroeste reduziu custos com telefonia e serviços terceirizados, além de despesas com manutenção. Um destaque foi o recebimento de 150 toneladas, ou o equivalente a 140 mil peças, de material ferroviário de reposição e de outros equipamentos cedidos à Ferroeste pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). O material cedido formará um estoque para os próximos dez anos.

Fonte: Hnews.com.br

TCU aprova edital da 1ª fase de licitação do trem-bala

05/12/2012 - O Estado de São Paulo

Projeto será licitado em duas fases: na primeira, será feita a escolha do operador e da tecnologia a ser utilizada; e na segunda, será licitada a construção

Anne Warth, da Agência Estado

BRASÍLIA - O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou na tarde desta quarta-feira o edital da primeira fase de licitação do trem de alta velocidade (TAV), que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto será licitado em duas fases: na primeira, será feita a escolha do operador e da tecnologia a ser utilizada; e na segunda, será licitada a construção do trem-bala.

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Em seu voto, o relator do processo, ministro Augusto Nardes, manifestou preocupação com o fato de que o vencedor do primeiro leilão seja o responsável por apresentar uma estimativa de custo para a construção de pontes, viadutos e túneis - que serão licitados na fase posterior. O vencedor da primeira etapa será justamente aquele que apresentar o maior valor de outorga ao governo e o menor custo para a construção das estruturas.

"Gostaria de dizer que um dos aspectos que me preocupa é a baixa vinculação da proponente em relação ao valor oferecido por ela à infraestrutura. Isso pode ocasionar problemas, por não ser o licitante responsável pela execução de obras civis relativas à infraestrutura, que será feita pelo Estado", afirmou Nardes.

Na avaliação do ministro, os proponentes podem oferecer estimativas de custo que não sejam realistas apenas com o objetivo de vencer a disputa. "É um risco, e estamos propondo que a licitação seja feita com proteções."

Para evitar o risco, o ministro propôs que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) faça constar no edital disposições que assegurem a viabilidade e a confiabilidade da estimativa de custo das obras. "Espero que o governo inclua esse ponto", disse Nardes.

Na semana passada, o ministro Aroldo Cedraz pediu vistas ao processo, o que atrasou os planos do governo de publicar a versão final do edital do trem-bala, previsto para sair na última segunda-feira (3). O projeto voltou a ser analisado na sessão desta quarta-feira.

Com a aprovação do edital pelo TCU, o governo pretende publicar o edital na próxima semana, conforme previsão feita na terça (04) pelo presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.

TCU aprova com ressalva edital do trem-bala

06/12/2012 - O Globo, Vivian Oswald

Tribunal de Contas recomenda ampliação das garantias que concessionários terão que apresentar

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira, com ressalvas, o edital para o leilão da primeira fase do trem de alta velocidade (TAV), ligando Rio, Campinas e São Paulo. Entre as recomendações do TCU está a ampliação das garantias que o governo terá dos concessionários. O documento vai pedir que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) inclua no edital os parâmetros para a estimativa da proposta de preço que o consórcio vencedor vai apresentar ao governo.
O relator manifestou preocupação com o fato de o vencedor da primeira fase propor um preço inferior ao custo real apenas para ganhar a licitação, o que inviabilizaria a execução do projeto. Vence o leilão da primeira etapa quem tiver o menor preço. Mas as obras serão de responsabilidade do vencedor do segundo leilão.
A ANTT deve publicar na semana que vem as novas regras do processo de licitação. O leilão está previsto para o início do segundo semestre de 2013. Após a licitação da primeira fase, o governo fará um segundo leilão para para escolher o consórcio que assumirá a construção do projeto.
O TCU também sugeriu a inclusão, no edital, do tempo máximo de 99 minutos para a viagem entre Rio e São Paulo. E recomendou a adoção de cláusulas objetivas e transparentes em relação ao acompanhamento do contrato e do financiamento público.
O revisor do projeto, o ministro Aroldo Cedraz, se disse preocupado com a redução da participação do setor privado nos investimentos do trem-bala, de 100%para 22,41%.

Espanha quer consórcio para licitação trem-bala Rio-SP

06/12/2012 - Revista Exame

A primeira fase do contrato do TAV, referente à operação e manutenção do trem, deve ter sua licitação no começo do ano



Madri - O governo da Espanha pediu nesta quarta-feira às empresas espanholas interessadas em participar da construção e da operação do trem de alta velocidade (TAV) entre as cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Campinas, para formarem um consórcio público-privado para participar da licitação da obra.

O secretário de Estado de Infraestruturas e Planejamento espanhol, Rafael Catalá, disse hoje que o governo "pediu esforços de fusão" às empresas interessadas em fazer parte do consórcio.

A primeira fase do contrato do TAV, referente à operação e manutenção do trem, deve ter sua licitação no começo do ano, por isso "nos próximos dias será preciso fechar a configuração do consórcio espanhol".

Ainda não se sabe quando será convocado o concurso para a segunda fase do TAV, destinada à construção da infraestrutura.

Catalá reconheceu que há vários fabricantes espanhóis de material rodante, como a Talgo e a CAF, e algumas construtoras que manifestaram seu interesse em fazer parte do consórcio.

Além disso, reiterou a necessidade de um único consórcio espanhol para esse tipo de "projetos complexos", que incluem engenharia, construção da infraestrutura, eletrificação, sistemas de segurança, operação, material móvel e manutenção.

Esse consórcio único, que seria liderado pelas empresas públicas Renfe, Adif e Ineco, teria como objetivo se apresentar a outros projetos, como o estabelecido este ano para construir e operar o trem-bala entre as cidades de Meca e Medina (Arábia Saudita).

"Nós inspiramos consórcios únicos para projetos complexos", declarou Catalá, para depois acrescentar: "Se houver vários consórcios espanhóis, ficará complicado para nós".

Fonte: Revista Exame

Estação de trem de Cumbica ficará a 2 km dos principais terminais

06/12/2012 - O Estado de São Paulo

Parada, que seria dentro do aeroporto, foi afastada a pedido da concessionária que administra o local; empresa prometeu sistema de transporte interno

Caio do Valle - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) confirmou na manhã desta quinta-feira, 6, que a estação de trem que atenderá o Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, não será construída perto dos principais terminais de embarque, o 1, o 2 e o futuro 3, já em obras. A parada ferroviária ficará ao lado do Terminal 4, conhecido como "puxadinho", que atualmente oferece apenas voos das companhias Trip e Azul, como antecipou reportagem do Estado em outubro. A obra integra a construção da Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), orçada em 1,2 bilhão de reais.

A construção, cujo edital foi lançado nesta quinta, deve começar em março de 2013 e ser concluída 18 meses depois, portanto, depois da Copa do Mundo de futebol, que ocorrerá em junho e julho de 2014. São Paulo sediará a abertura do evento esportivo.

Como a Estação Aeroporto será feita a mais de 2 km dos principais terminais, a concessionária que administra o local, o GRU Airport, garantiu que implementará um sistema de transporte interno confortável para que os passageiros e funcionários possam se locomover com rapidez dentro do sítio aeroportuário.

O mais provável é que seja um monotrilho suspenso, parecido com o dos parques de diversão da Disney World, nos Estados Unidos. A comparação foi feita pelo presidente do GRU Airport, Antônio Miguel Marques. Ainda de acordo com ele, esse modal ficará pronto antes do trem da CPTM. A entrega foi prometida pelo executivo para o dia anterior à inauguração da estação de trem, no segundo semestre de 2014. A construção desse meio de transporte deve começar em junho ou julho do ano que vem.

Originalmente, o governo do Estado pretendia montar a estação dentro do aeroporto, perto dos terminais 1 e 2. O local escolhido, segundo Jurandir Fernandes, secretário dos Transportes Metropolitanos, era o estacionamento. Mas a concepção mudou depois da chegada do GRU Airport ao comando da administração de Cumbica.

Marques defendeu a alteração da estação para o lado do Terminal 4."A ideia é que esse local será uma grande estação que, no futuro, vai concentrar a chegada não só dessa linha, mas de metrô e do trem de alta velocidade, que são projetos que estão previstos, no médio prazo, para chegarem ao aeroporto."

A Linha 13-Jade, que sairá da Estação Engenheiro Goulart, em São Paulo, terá 11 km e uma estação intermediária, a Guarulhos-Cecap, perto do Parque Cecap. Ela será entregue ao mesmo tempo do restante da linha, algo que, inicialmente, vinha sendo descartado pelo governo do Estado. A intenção, há alguns meses, era priorizar a ligação com o aeroporto, com vistas à Copa do Mundo. Agora, esse plano foi abandonado.

Bagageiros. Oito trens circularão pela Linha 13. Eles terão bagageiros em todos os vagões, que serão abertos entre si, permitindo que os passageiros possam circular por todo o trem. No total, 120 mil usuários deverão passar pela linha a cada dia. A estimativa da gestão Alckmin é que a viagem de um passageiro do sistema entre as estações Brás, na região central de São Paulo, e Aeroporto dure 35 minutos, já considerando as conexões necessárias.

No futuro, a Linha 13 poderá ser estendida até o bairro guarulhense de Vila São João, ao lado do aeroporto, afirmou Alckmin. A cidade de Guarulhos, a segunda maior do Estado, ainda não tem nenhuma conexão ferroviária. A linha também deverá chegar ao Brás.

O prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida (PT), afirmou hoje, no evento de lançamento do edital da Linha 13, que a prefeitura construirá um anel viário no entorno do Aeroporto. As obras devem começar em 2013 e serem concluídas dois anos depois. Além disso, Almeida disse que estuda implantar um sistema de veículo leve sobre trilhos (VLT), espécie de bonde moderno, ligando a parte oeste da cidade à região do aeroporto, passando pelo centro. A obra deve receber recursos da União, mas ainda não tem prazo para começar.

Ainda sobre a Linha 13-Jade, o secretário Jurandir Fernandes afirmou que totens para fazer check-in das companhias aéreas poderão ser instalados nas estações de trem, para agilizar o processo de embarque. A tarifa dessa linha será igual à cobrada no restante do sistema da CPTM. A passagem, hoje, custa 3 reais, mas deverá aumentar até a abertura desse ramal.

Paulistas e mineiros. A política também tomou conta da coletiva dada por Alckmin hoje o aeroporto. Questionado sobre quem ele acha que deve ser o próximo presidente do PSDB, ele desconversou. "Primeiro tem que eleger os diretórios municipais. Depois, os delegados elegem os diretórios estaduais e, finalmente, o diretório nacional."

Depois, perguntado sobre a pré-candidatura tucana à Presidência da República do mineiro Aécio Neves, disse, em tom de brincadeira: "Você tem algo contra os paulistas? Por que excluir os paulistas?"

Os trens intercidades no Estado de São Paulo

06/12/2012
- O Estado de São Paulo

Entre seus muitos benefícios se destacam o de prover uma alternativa confortável, rápida e menos sujeita às dificuldades de quem passa por estradas, ruas e avenidas

Em recente cerimônia conduzida pelo vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos, presidente do Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas (PPPs) estadual, foi dado o passo inicial para nova e importante parceria desse tipo: a de uma rede integrada de linhas ferroviárias para transporte rápido de passageiros, com poucas paradas, unindo Santos, Mauá, São Caetano, Santo André, Jundiaí, Campinas, Americana, São José dos Campos, Taubaté, Sorocaba e São Paulo. Nesta ficará a estação central, na região da Água Branca.

Prevê-se que a rede terá cerca de 430 quilômetros. A proposta veio de duas empresas privadas, na forma de uma Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP), instrumento criado pelo governador Geraldo Alckmin. A MIP permite ao setor privado tomar a iniciativa de projetos que atendam ao interesse público. Seguindo a legislação das PPPs, a proposta envolve uma concessão patrocinada. Ou seja, combina investimentos públicos e privados para que, entre outros objetivos, sejam cobradas tarifas competitivas em relação a outros meios de transporte.

O Brasil já teve rede ferroviária de grande dimensão, principalmente em São Paulo, que foi bastante utilizada pela população até a década de 1950. Depois houve a equivocada predominância quase que absoluta de automóveis e ônibus, só em parte aliviada pelos aviões. A decorrente e crescente demanda de rodovias e a ocupação de vias urbanas trouxe um quadro deplorável de congestionamentos e outras dificuldades de trânsito que existem há tempos, como o excessivo tempo gasto em viagens urbanas e nas regiões metropolitanas e a forte poluição do meio ambiente.

Tive a felicidade de na infância e na adolescência usar ferrovias que passavam pelas cidades de Formiga, Belo Horizonte, Contagem, Sete Lagoas e Cordisburgo, terra de Guimarães Rosa, todas em Minas Gerais. E essas ferrovias - Rede Mineira de Viação e Central do Brasil - eram competitivas em custo, tempo e conforto relativamente às jardineiras ou ônibus que trafegavam por rodovias precárias, ora poeirentas, ora barrentas. E os carros eram poucos. Um pouco mais tarde veio a tristeza de acompanhar a grande decadência das ferrovias. O gosto por trens permanece até hoje simbólico da condição de quem é mineiro.

Em São Paulo, a ocupação territorial do Estado consolidou-se por ferrovias e muitas cidades foram plantadas ao longo de suas linhas, a ponto de algumas regiões serem chamadas pelo nome das estradas que por elas passavam, como a Paulista e a Mogiana.

Agora renovei a esperança de ter os trens de volta e há notícias de que poderão ressurgir também em outras regiões do País. E melhores. Assim, os trens do projeto citado deverão ter velocidade média perto de 120 km por hora. Poderão utilizar parte reformulada das faixas ou áreas de domínio ferroviário ainda existentes, que, segundo um especialista internacional, constituem o maior ativo ferroviário não explorado do mundo. A utilização dessas faixas também deverá eliminar ou reduzir substancialmente a necessidade dos usualmente demorados licenciamentos ambientais.

Quem leu neste espaço meus artigos sobre o projeto do trem-bala federal sabe das minhas restrições a ele por ser caríssimo, exigir percurso novo e ter viabilidade econômico-financeira muito duvidosa, pois não há garantia de tráfego suficiente para assegurar seu sucesso nesse aspecto. Os caminhos de ferro devem ser prioritários, mas sustentados por projetos como esse paulista, mais os de trens metropolitanos e metrôs. De qualquer forma, se vier o trem-bala, esse projeto paulista poderá contribuir para torná-lo menos inviável. Aliás, prevê-se que o trem-bala também utilizará a estação da Água Branca na capital, trocando passageiros com essa rede intercidades.

O projeto da rede intercidades tem três fases. A primeira é a do trem expresso ligando São Paulo a São Caetano, Mauá e Santo André, mais o trecho São Paulo-Jundiaí. Na fase 2, os trechos São Paulo-Santos, São Paulo-Sorocaba e Jundiaí-Campinas e na fase 3, o trecho São Paulo-São José dos Campos. Prevê-se que a fase 1 operará em 2016, a 2 em 2018, com exceção do trecho de Sorocaba, que virá em 2019, e a 3 em 2020. Será também estudada a interconexão dos trechos das fases 2 e 3 com os Aeroportos de Viracopos e de Guarulhos.

Quanto às empresas que apresentaram o projeto, a Estação da Luz Participações é do setor de logística ferroviária e a BTG Pactual Gestora de Recursos é voltada para a estruturação financeira de grandes obras de infraestrutura. A ideia foi acolhida pelo governo do Estado. No passo seguinte, este convidará outras empresas a se apresentarem para a iniciativa e escolherá qual ou quais detalharão o projeto. Depois disso virão as licitações das concessões e as respectivas obras.

Estima-se que o conjunto terá um custo total de R$ 20 bilhões. Para uma ideia do alto significado desse valor, previsto para ser investido apenas em terras paulistas, pode-se compará-lo com o do Programa de Investimentos em Logística, anunciado em agosto pela presidente Dilma Rousseff e que também inclui ferrovias. Voltadas apenas para o transporte de cargas, prevê-se que num período de cinco anos haverá nelas um investimento total de R$ 56 bilhões em todo o território nacional.

Que venham, portanto, esses trens intercidades. Entre seus muitos benefícios se destacam o de prover uma alternativa confortável, rápida e menos sujeita às dificuldades de quem passa por estradas, ruas e avenidas, aliviando também o próprio trânsito de veículos que as congestionam, além de reduzir a poluição deles decorrente.

E, não menos importante, esses trens permitirão ao governo estadual resgatar parcela importante de uma enorme dívida de meio século, a do desmonte do transporte de passageiros por ferrovias paulistas.

Por Roberto Macedo

Fonte: O Estado de S. Paulo

Números Indicam cautela, mas mercado deve crescer

07/12/2012 - Azm

O Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE) realizou, nesse dia 4 de dezembro, o Encontro Anual da entidade.

No evento foi feito um balanço do desempenho dos segmentos de Carga e Passageiros em 2012, com detalhes sobre os fatores que impactaram os setores ao longo do ano.

A indústria fabricante de bicicletas fechou o ano com faturamento maior que 2011, no entanto a venda de unidades caiu, de 5 milhões de bicicletas vendidas em 2011 para 4,5 milhões em 2012, explicou Eduardo musa, vice-presidente do Simefre.

As importações caíram 10% e o setor começa a pensar em produzir para exportar. As projeções para 2013 são de estabilidade. Segundo Musa, as vendas devem se estabilizar em unidade, porém crescer em valor. "A bicicleta era transporte de baixa renda, esse pessoal está migrando para a moto e o carro. Aumentou o uso das bicicletas na cidade e nisso os projetos de mobilidade ajudaram. Hoje temos uma mudança no mix: menos bicicletas mais baratas e aumento na venda das mais caras".

Já a indústria de motos vive um momento negativo. A queda estimada é de 15%, em função das dificuldades na aprovação de crédito, comenta o vice-presidente do Simefre, Paulo Takeuchi. Ele lembra que entre as motos de altas cilindradas as vendas cresceram, pois essas pessoas não dependem de financiamento, mas esse é um nicho muito pequeno. No acumulado de janeiro a outubro, o setor produziu 1.486.062 motocicletas, ante as 1.839.525 unidades no mesmo período de 2011.

No setor de peças e componentes para veículos de duas rodas o problema é a concorrência dos importados. No setor de bicicletas a queda chegou a 12%, enquanto nas motos a queda está em 8%. Segundo Auro Levorin, vice-presidente do Simefre, as empresas continuam importando e reduzindo seus quadros de funcionários porque estão deixando de fabricar para importar, já que os produtos de fora competem fortemente com os nossos.

O balanço das indústrias fabricantes de implementos rodoviários das linhas leves (carrocerias sobre chassis) e pesada (reboques e semirreboques), deverá fechar 2012, 14,3% abaixo do registrado em 2011. Apesar do resultado negativo, o setor reduziu as perdas nas vendas em relação ao resultado acumulado até setembro de 2012, que apontava queda de 16,92%. O aumento das vendas, explica o vice-presidente do Simefre, Cesar Pissetti, deveu-se a redução na taxa de juro de 5,5% ao ano para 2,5% no programa PSI-Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A indústria fabricante de carrocerias de ônibus reagiu a partir de agosto, graças às ações de incentivo do Governo Federal, e deverá encerrar o ano no mesmo patamar de 2011, que foi um ano recorde da indústria de ônibus. Para o presidente do Simefre, José Antônio Fernandes Martins, a indústria deverá comercializar no mercado doméstico 31,8 mil unidades e exportar 5.115 unidades, totalizando 36.915 unidades. As exportações deverão crescer 20% em relação ao período anterior.

A capacidade instalada da indústria ferroviária está apta a absorver qualquer demanda sem preocupações. Anualmente podem ser produzidos 12 mil vagões de carga, mais de 900 carros de passageiros e 150 locomotivas. Em 2013 a capacidade instalada de locomotivas será aumentada para 250 unidades.

O setor modernizou em 2012 cerca de 70 locomotivas usadas, explica o diretor do Simefre, Vicente Abate. Embora os volumes de vendas de veículos tenham sido menores que os previstos, o faturamento da indústria para 2012, estimado em R$ 4,3 bilhões, ainda será ligeiramente superior aos R$ 4,2 bilhões de 2011. Segundo o vice-presidente do Simefre, Luiz Fernando Ferrari, a indústria trabalha com folga de capacidade e há espaço para exportações.



CENÁRIO ECONÔMICO MUNDIAL E BRASILEIRO



Não há dúvidas que planejar é a melhor maneira de enfrentar as dificuldades do mercado. Após apresentar um balanço dos setores que integram o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE), o presidente José Antonio Fernandes Martins anunciou a palestra do economista professor Antonio Lanzana.

Abordando o tema: "Cenários da Economia Mundial e Brasileira", ele falou sobre a situação atual da economia mundial e suas perspectivas, e apresentou o desempenho brasileiro em 2012 em uma visão macroeconômica e o comportamento setorial.

Na esfera Mundial três fatores foram considerados importantes em 2012: a recessão na Europa; a questão política afetando a economia nos Estados Unidos e a desaceleração na China e nos emergentes.

Olhando para a zona do Euro, em 2012 o desemprego chegou a 11% na região e 25% em alguns países. A necessidade de ajustes fiscais, com redução do déficit público, levou à recessão.No entanto a única forma de ajuste é o corte de gastos.

Nos Estados Unidos o PIB registrou pequena melhora de 1,7 em 2011, para 2% em 2012. O desemprego está em 7,8%, mas a situação política durante as eleições limitou o uso de instrumentos fiscais.

A China, entre os emergentes, começou a desacelerar caindo de 10,3% em 2010, para 7,5% em 2012. A desaceleração dos emergentes é consequencia da recessão na Europa e da inflação alta (já reduzida). Mesmo assim os emergentes continuam liderando o crescimento mundial.

Quando pensamos no futuro surgem três grandes questões: a Europa se mantêm em recessão/estagnação? Qual a solução para o abismo fiscal dos Estados Unidos? A desaceleração da China permanece?

Segundo Lanzana a crise europeia leva tempo, e a dívida Grega é impagável. Pode ocorrer um abrandamento das exigências de impostos. A solução, diz o professor, é atacar, cortar gastos e aumentar impostos, ou federalizar a dívida europeia, coisa que a Alemanha é contra.

Esse processo é longo e o ajuste fiscal mescla estagnação e recessão pelo menos por cinco anos. Já nos Estados Unidos a visão é mais otimista. Há possibilidade de renegociação do acordo feito no passado, com relação à questão fiscal, e o PIB deve repetir os 2%. "A possibilidade de acordo é muito maior, do contrário os Republicanos ficariam com a responsabilidade pela recessão", diz.

Outro fator que ajuda os Estados Unidos é que o país tem uma moeda única, decide sozinho e tem credibilidade, o que torna mais fácil flexibilizar o pacote de medidas.

A contribuição maior deverá mesmo vir da China. Ela desacelerou em função da Europa. É exportadora. Conseguiu controlar a inflação que estava em alta. "A economia chinesa continua sendo a locomotiva mundial, não tão acelerada quanto antes, mas ainda acelerada". No geral, diz o professor, o quadro internacional não é espetacular, mas melhora em 2013.

No Brasil o PIB deve fechar em 1% em 2012, menor que os 2,7% em 2011 e 7,5% em 2010. O crescimento esse ano é um dos mais baixos. O setor financeiro caiu e frustrou as expectativas. Algumas medidas de estímulo foram adotadas, como a redução dos juros (Selic e BNDES); expansão do crédito via bancos; elevação do salário mínimo; redução de impostos (pontuais) e a desvalorização cambial.

Porque cresceu pouco? Em função da desaceleração da economia mundial; da quebra da safra agrícola no 1° trimestre (-8,5%); excesso de estoques na indústria; consumidor endividado; investimentos não responderam; efeitos da correção de rumos - medidas macroprudenciais adotadas em 2011.

Como lição tirada de 2012 o professor aponta que a desaceleração mundial não explica toda a situação brasileira, outros emergentes cresceram mais fortes. Queda dos juros é uma condição necessária, mas não suficiente para a retomada.

Quem comandou o crescimento brasileiro em 2012, diz Lanzana, foi o setor de serviços, os demais estão com número negativos.O setor de serviço é responsável por 67% do PIB brasileiro. A indústria de transformação não foi bem em 2012, mas não é um fenômeno brasileiro, aconteceu em vários países, porém com mais força no Brasil.

A indústria sofreu os reflexos da questão cambial. Os importados foram ganhando espaço, embora a produção tenha diminuído, as vendas continuaram. As perspectivas para o nível de atividade indica tendência do 2° semestre se consolidar em 2013; possível redução da inadimplência (renegociação com juros menores e prazos maiores); PIB deve crescer 3,0% em 2013; crescimento limitado pelo nível de investimentos; comportamento setorial heterogêneo (agropecuária deve crescer 3,9%; indústria se recupera -2,5% e a indústria de transformação (2%).

A indústria de transformação tem condições de se recuperar e a inflação deverá ficar acima da meta de 4,5%, como nos últimos três anos. A taxa de juros deve ficar estabilizada em 7,25% ao ano.



PALESTRAS DISCUTEM OS PROJETOS FERROVIÁRIOS



As duas palestras de encerramento do Encontro Anual do Simefre foram apresentadas pelo Secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Jurandir Fernandes, e pelo presidente da EPL - Empresa de Planejamento e Logística, Bernardo Figueiredo.

Fernandes falou sobre os Projetos e obras de transporte metroferroviário, metropolitano, trens regionais, monotrilho e ônibus. Ele começou mostrando o mapa das obras pelo Estado, como a linha 4 amarela e a linha 5, que já está contratada. O trecho de monotrilho que terá 24,5 km dentre outros.

O Secretário explicou que nem sempre é possível conduzir uma obra na celeridade desejada, mas que apesar disso, o governo Estadual executou em um ano mais que tudo que foi feito em quatro anos.

Números de 2012

- 7,8% mais todo período 2003-2006;

- 48,1% mais que em 2011

- 7,9% mais recorde histórico (2010)

- 5,6 vezes mais que em 2004

- 1,6 vezes mais que em 2008

Fernandes explicou como estão os processos de licitação, em quais haverá participação pública e privada e destacou a questão dos trens regionais, que segundo ele, não interferem no processo dos trens de Alta Velocidade (TAV). O projeto do trem para Santos está "andando" enquanto outros aguardam a iniciativa privada.

O presidente da EPL, Bernardo Figueiredo disse que está aguardando para iniciar a licitação do TAV. Segundo ele, a parte mais crítica do projeto é a construção da infraestrutura. Embora o prazo de encerramento da obra seja 2020, a expectativa é ter tudo pronto até 2018.

Figueiredo aproveitou o Encontro para falar da questão da logística. Ele lembrou que nos anos 70 reclamava-se da logística e hoje pouca coisa mudou. "Logística não é só estrada". Ele citou a idade avançada da frota, que coloca nas ruas caminhões pouco econômicos. "Precisamos fazer intervenções focadas em resolver esse problema. O caminhoneiro não consegue financiamento para trocar o caminhão, a lei que reduz a jornada é boa, mas começa a faltar profissionais, tudo isso interfere na competitividade".

Para reverter esse quadro após duas décadas de baixos investimentos é que nasceu a EPL. É o início de uma nova etapa que visa restabelecer a capacidade de planejamento integrado do sistema de transporte; integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos; articulação com as cadeias produtivas.

Fonte: Azm Comunicações
07/12/2012





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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

TCU aprova edital da 1ª fase de licitação do trem-bala

05/12/2012 - O Estado de São Paulo

Projeto será licitado em duas fases: na primeira, será feita a escolha do operador e da tecnologia a ser utilizada; e na segunda, será licitada a construção

Anne Warth, da Agência Estado

BRASÍLIA - O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou na tarde desta quarta-feira o edital da primeira fase de licitação do trem de alta velocidade (TAV), que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto será licitado em duas fases: na primeira, será feita a escolha do operador e da tecnologia a ser utilizada; e na segunda, será licitada a construção do trem-bala.

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Em seu voto, o relator do processo, ministro Augusto Nardes, manifestou preocupação com o fato de que o vencedor do primeiro leilão seja o responsável por apresentar uma estimativa de custo para a construção de pontes, viadutos e túneis - que serão licitados na fase posterior. O vencedor da primeira etapa será justamente aquele que apresentar o maior valor de outorga ao governo e o menor custo para a construção das estruturas.

"Gostaria de dizer que um dos aspectos que me preocupa é a baixa vinculação da proponente em relação ao valor oferecido por ela à infraestrutura. Isso pode ocasionar problemas, por não ser o licitante responsável pela execução de obras civis relativas à infraestrutura, que será feita pelo Estado", afirmou Nardes.

Na avaliação do ministro, os proponentes podem oferecer estimativas de custo que não sejam realistas apenas com o objetivo de vencer a disputa. "É um risco, e estamos propondo que a licitação seja feita com proteções."

Para evitar o risco, o ministro propôs que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) faça constar no edital disposições que assegurem a viabilidade e a confiabilidade da estimativa de custo das obras. "Espero que o governo inclua esse ponto", disse Nardes.

Na semana passada, o ministro Aroldo Cedraz pediu vistas ao processo, o que atrasou os planos do governo de publicar a versão final do edital do trem-bala, previsto para sair na última segunda-feira (3). O projeto voltou a ser analisado na sessão desta quarta-feira.

Com a aprovação do edital pelo TCU, o governo pretende publicar o edital na próxima semana, conforme previsão feita na terça (04) pelo presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.




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Pelo edital, trem-bala estará em pleno funcionamento até junho de 2019

05/12/2012 - Valor Econômico

O trem de alta velocidade deverá estar em pleno funcionamento até junho de 2019. Pelo menos é essa a regra incluída no edital que está em fase de conclusão pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O trajeto de pouco mais de 510 quilômetros compreende a ligação de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, com algumas paradas obrigatórias. A expectativa é que em 2016 entrem em operação trechos parciais do trem-bala.

Apesar da data-limite de junho de 2019, o contrato admitirá atraso de até 12 meses ao concessionário.

Novas mudanças poderão entrar no texto definitivo, que nesta quarta-feira passa pelo crivo do Tribunal de Contas da União (TCU) para então ser apresentado às empresas interessadas.

Fonte: Valor, Por André Borges



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'Projeto na Bahia é a joia da coroa da ENRC'

22/11/2012 - O Estado de S.Paulo

Depois de quatro anos de indefinições em diversas áreas - da demora no licenciamento ambiental do Porto Sul, nos arredores de Ilhéus, na Bahia, por parte do Ibama, a paralisações constantes nas obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) -, a mineradora Eurasian Natural Resources (ENRC), do Casaquistão, controladora da Bahia Mineração (Bamin), anunciou, no início do mês, o adiamento por tempo indeterminado "do desenvolvimento dos projetos de minério de ferro no Brasil".

O anúncio veio alguns dias antes de o Ibama conceder a licença prévia para a instalação do Porto Sul, um projeto de R$ 3,5 bilhões no qual a Bamin é o maior investidor, com cerca de R$ 1 bilhão. O porto será usado pela empresa para escoar a produção da mina de Caetité, no semiárido baiano, com reservas já aferidas de 450 milhões de toneladas de minério e expectativa de produzir 20 milhões de toneladas por ano.

Apesar de o CEO da ENRC ter dito que os investimentos no Brasil estão suspensos, o presidente da Bamin, José Francisco Viveiros, diz estar certo que os recursos para a obra estão assegurados. "Dentro da ENRC, este projeto é a joia da coroa", afirma. A seguir, os principais trechos da entrevista:

No que a concessão da licença prévia para a construção do Porto Sul, pelo Ibama, muda os planos da Bamin?

A licença prévia é o passo inicial fundamental para a implantação do empreendimento. E é o mais importante, porque envolve, além dos projetos, discussões com a sociedade, até o Ibama definir se o projeto é viável. Mas é apenas o primeiro passo. Agora, começa uma discussão mais técnica, para a implementação do empreendimento.

No começo do mês, a ENRC anunciou que os investimentos em alguns projetos, incluindo a operação de extração de minério de ferro no Brasil, estão suspensos por tempo indeterminado. Como fica essa questão?

Tenho absoluta convicção de que esse projeto vai caminhar dentro da velocidade possível - e, quando falo possível, me refiro aos fatores externos, não aos relacionados com a ENRC. Dentro da ENRC, este projeto é a joia da coroa. Não há nada melhor dentro da empresa. A qualidade do minério é especial, quase única, e a logística, que é preponderante para o sucesso neste setor, é excelente. Uma ferrovia nova, moderna, em um terreno extremamente favorável, que vai permitir aos trens desenvolverem boa velocidade, chegando a um porto ultramoderno. Sendo a joia da coroa, dificilmente este projeto deixará de ser implementado.

Já há recursos alocados para o início das obras?

Começamos o ano com US$ 500 milhões alocados, isso sem que o conselho de administração da ENRC tivesse aprovado o projeto. Isso demonstra a disposição da empresa. Aí, a cada trimestre, a gente ia devolvendo, já que não havia a menor possibilidade de o dinheiro ser gasto. O projeto não podia avançar nada por causa da falta da licença prévia. Agora, estamos na discussão do orçamento do ano que vem.

Como está a mina, em Caetité?

Ainda não obtivemos a portaria de lavra, mas ela vai ser outorgada em algum momento, porque todos os trâmites já foram concluídos, o processo já percorreu todos os caminhos e agora está no Ministério das Minas e Energia, aguardando a assinatura do ministro (Edison Lobão). Hoje, temos uma pequena operação experimental, realizada sob a cobertura de uma guia de utilização dada pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral e de uma autorização ambiental do Estado da Bahia. Começamos uma pequena produção, com equipamentos de pequeno porte, que nos permite conhecer um pouco melhor a mina, o minério. Vamos colocar um pouco desse minério no mercado, para ver como o mercado reage. Estamos aquecendo os músculos.

E quais as perspectivas para as obras, a partir de agora?

Nós temos ainda muitas etapas a cumprir, como a licença de implantação, autorização da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) para o porto, contrato com a Valec para o transporte ferroviário... A partir das liberações, em 36 meses deveremos ter tudo pronto, a mina e o porto. Porque não adianta ter um sem o outro.

A ENRC não reclama da demora?

É muito ruim a gente ficar frustrando. Quando a gente fala que algo vai ser daqui a dois anos e acontece em um ano e meio, é ótimo. Quando a gente fala que vai ser daqui a seis meses e acontece em dois anos, é muito ruim. Mas estou nesse setor há 40 anos e nunca me senti tão confortável como me sinto hoje. Na mensagem que nosso presidente mundial nos mandou, internamente, ele nos elogiou pelo trabalho árduo e pela paciência. Quando recebi aquilo, disse: "Paciência minha? Não. Paciência sua!"

A venda do projeto em Caetité é uma possibilidade?

A venda total é uma possibilidade muito remota. Vir a ter um sócio pode ser, mas não há nenhuma iniciativa nesse sentido nesse momento.

Quais foram os investimentos feitos até agora pela Bamin nesse projeto?

Incluindo a compra da mina, o investimento foi da ordem de US$ 1,3 bilhão.

E quanto mais precisa ser investido?

Com a mina, US$ 1,5 bilhão. Com o porto, US$ 1 bilhão.

A cotação internacional do minério de ferro preocupa?

A cotação chegou a quase US$ 200 por tonelada, ficou estabilizada no patamar próximo a US$ 180, depois caiu para US$ 120, depois caiu num buraco, chegou a US$ 86, e voltou a subir. Minério é oferta e demanda. A China continua forte e vai continuar forte porque o modelo que eles adotaram exige uma taxa de crescimento alta. Com a China não tenho a menor preocupação. O problema está na Europa, porque esse mercado praticamente desapareceu.

Há quem diga que apenas as grandes produtoras mundiais de minério estão suficientemente preparadas para um prolongamento na crise europeia - ainda mais se a China tiver uma diminuição no crescimento.

Eu diria que os três principais produtores de minério, a Vale, a Rio Tinto e a BHP, são as últimas opções de compra dos consumidores de minério de ferro no mundo. Está todo mundo batendo na porta dos alternativos, procurando se livrar da dependência desses três


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Vale anuncia orçamento para 2013

04/12/2012 - ABIFER

A execução de projetos ficará com 85% do orçamento de 2013.



A Vale informou nessa segunda-feira (03/12) que o Conselho de Administração aprovou o orçamento de investimentos para o próximo ano de US$ 16,3 bilhões. O montante inclui US$10,1 bilhões para execução de projetos, US$5,1 bilhões para sustentação das operações existentes e US$1,1 bilhão para pesquisa e desenvolvimento (P&D). Neste ano, os investimentos nessas áreas devem alcançar US$17,5 bilhões, enquanto em 2011 firam investidos US$18,0 bilhões.

A execução de projetos ficará com 85% do orçamento de 2013. Entre os investimentos previstos está a expansão das operações integradas de minério de ferro em Carajás.

O projeto CLN 150 prevê aumentar capacidade na ferrovia e do porto do Sistema Norte, incluindo a construção do quarto píer do terminal marítimo de Ponta da Madeira, localizado no Maranhão, além do aumento da capacidade logística nominal da Estrada de Ferro Carajás (EFC), para aproximadamente 150 milhões de toneladas por ano (Mtpa). O projeto começará entre o primeiro semestre de 2013 e o segundo semestre de 2014, o investimento inicial será de US$ 498 milhões, mas o custo total chegará a US$ 4,1 bilhões.

Além desse outro destaque é o projeto Moatize II, que inclui a nova mina e duplicação da CHPP de Moatize, assim como da infraestrutura relacionada. Localizada em Tete, Moçambique, o projeto terá início no segundo semestre de 2014, e é previsto um investimento total de US$ 2 bilhões.



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EPL fará gestão do tráfego ferroviário Campinas-Santos

05/12/2012 - Revista Ferroviária

O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, anunciou nesta terça-feira (04/12), durante evento do Simefre, em São Paulo, que a EPL vai assumir a gestão do tráfego ferroviário entre a região de Campinas e a Baixada Santista. Ele explicou que a empresa fará a gestão do tráfego no trecho, mas não pegará de volta a concessão das linhas da ALL e MRS.

Figueiredo também anunciou que a EPL também vai assumir a malha dentro do Porto de Santos, operada hoje pela Portofer, da ALL. As estratégias fazem parte dos projetos de concessões dos primeiros trechos das concessões ferroviárias do Plano de Investimentos em Logística e incluem o acesso ao Porto de Santos e o Ferroanel de São Paulo, trechos Norte e Sul.



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Novo modelo deve acabar com atrasos em obras férreas

05/12/2012 - Valor Econômico

A construção de 10 mil quilômetros de ferrovias, cujos leilões de concessão estão previstos para o primeiro semestre do ano que vem, vai exigir R$ 56 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos, dos quais cerca de R$ 40 bilhões (71,5% do total) deverão ser financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco, que há 60 anos fez o primeiro empréstimo da sua história para a modernização da Estrada de Ferro Central do Brasil (Minas-Rio-São Paulo), prepara-se para apoiar financeiramente o plano do governo de ter esses 10 mil quilômetros de novos trilhos, em plena operação, até 2020.

A meta é otimista, na visão de especialistas e de executivos do setor, considerando-se o passado recente da expansão da malha ferroviária brasileira, marcada por questionamentos dos órgãos ambientais e de controle, por atrasos e aumento de custos nas obras. Mas o que anima empresários é que o novo modelo definido para operação e exploração do setor ferroviário, em que as ferrovias serão repassadas a empresas privadas em regime de concessão, tende a resolver o problema de baixa execução das obras realizadas pelo governo.

Um exemplo de baixa execução no setor é o da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), cujo primeiro trecho, entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, com 530 quilômetros de extensão e custo de R$ 2,4 bilhões, deveria ter sido concluído neste ano, mas só está com 12% de execução até agora e tem previsão de ficar pronto em 2014. Com a extensão sul da Ferrovia Norte-Sul (FNS), acontece algo parecido. A execução da obra está na casa dos 25% e o atraso é de cerca de dois anos. O trecho, que se estende de Ouro Verde (GO) até Estrela d'Oeste (SP), deverá estar pronto também em 2014 a um custo de mais de R$ 3 bilhões.

O novo modelo é um avanço, temos que apostar que vai ficar de pé, dar certo. Ele [o modelo] deve permitir resolver esse problema da baixa execução do governo, embora as metas, em termos de cronogramas, sejam muito otimistas, disse um consultor que preferiu não se identificar.

Renato Voltaire, diretor da Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (Anut), disse que a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), responsável pelo planejamento, desenvolvimento, pesquisas e prestação de serviços no setor, criou força-tarefa que deverá fazer as concessões deslancharem. Voltaire considera que conseguir fazer as licitações dos 10 mil quilômetros de ferrovias até junho pode ser um plano muito ambicioso, mas pondera: Mesmo que lance as licitações e faça correções de rumo depois, é melhor do que não fazer
A EPL prevê licitar em abril novos trechos a serem construídos e administrados por empresas privadas. Esse primeiro grupo de projetos, considerado mais atrativo pelo mercado, inclui os tramos norte e sul do Ferroanel de São Paulo, o acesso ao porto de Santos, o trecho entre Lucas do Rio Verde (MT) e Uruaçu (GO), a extensão norte da Norte-Sul, entre Açailândia (MA) e Vila do Conde (PA), além do trecho entre Estrela d'Oeste, Panorama (SP) e Maracaju (MS), importante pois permitirá a ligação da Ferrovia Norte-Sul com a malha da ALL até o porto de Santos. No grupo dois, com previsão de licitação em junho, existem malhas como a que liga Uruaçu (GO) a Campos dos Goytacazes (RJ), Belo Horizonte-Salvador, Salvador-Recife e Rio de Janeiro-Campos-Vitória (ES), entre outros.

A EPL informou que os estudos para as novas concessões estão em execução de forma que seja possível cumprir o cronograma previsto. Nas obras em andamento a cargo da Valec, Engenharia, Construções e Ferrovias, empresa de engenharia ferroviária ligada ao Ministério dos Transportes, o governo trabalha para recuperar o tempo perdido. Além da Fiol, atrasada em pelo menos dois anos, a Ferrovia Norte-Sul é outra obra cujo andamento mostrou-se complexo.

Licitada no fim da década de 80, a ferrovia tem trechos em obras e a inauguração do traçado original, entre Açailândia (MA) e Anápolis (GO), está previsto para setembro de 2013, 26 anos depois de o projeto ter sido licitado. A expectativa é de que, com o novo modelo, o governo poderá evitar, na construção da nova malha, erros que levaram o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ibama a questionar os projetos da Fiol e da Norte-Sul, o que contribuiu para os atrasos.

A EPL informou que está conduzindo trâmites para obtenção da licença prévia (LP), que é a licença que garante a viabilidade ambiental do trecho a ser licitado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Essa ação pode antecipar, em até dois anos, a obtenção das licenças ambientais se comparado com o cenário no qual o licenciamento é iniciado pelo novo concessionário, disse a EPL.

A Norte-Sul, no trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), vem servindo de referência para o TCU criticar outros projetos, disse o presidente da Valec, Josias Cavalcante. A Valec passa a ter também a função de comprar e vender capacidade das ferrovias ao menor custo possível, disse Cavalcante. O trecho Palmas-Anápolis deverá ser o piloto do novo modelo de livre acesso ao setor ferroviário, ainda em fase de definições legais. Esse trecho da Norte-Sul [entre Palmas e Anápolis] vai ser o primeiro a estar disponível para o mercado, mas se vai ser o primeiro a ser ofertado ainda não é possível dizer, disse Cavalcante.

O novo modelo será baseado no livre acesso dos operadores logísticos aos trilhos. As ferrovias, porém, não serão mais construídas pela Valec, como aconteceu até agora, mas por empresas privadas que vão também administrar a malha em contratos de concessão de 25 anos. Quando a ferrovia estiver pronta, a Valec vai comprar a capacidade e ofertá-la ao mercado. Vários operadores poderão transitar em uma mesma via, o que tende a acirrar a concorrência. No modelo atual, há um monopólio natural uma vez que o concessionário também opera os trens.

Nos novos projetos, a Valec terá o papel de comercializadora, remunerando, com o dinheiro arrecadado da compra e venda de capacidade, o concessionário, que será encarregado de construir e manter a ferrovia. O gerente de infraestrutura e logística do BNDES, Dalmo Marchetti, entende que os propósitos de ampliar a malha e atrair a carga geral representam novas metas para o setor ferroviário que não estavam previstas nas privatizações. Nunca foi meta dos contratos de concessão [a expansão e a atração de novas cargas]. As metas dos contratos de concessão eram aumento da produção [de cargas] e a redução de acidentes. Todas foram obtidas. Ele acrescentou que o futuro será de expansão da rede, atração de carga geral, maior competição entre os operadores e redução e tarifas.

O chefe do Departamento de Infraestrutura e Logística do banco, Cleverson Aroeira, diz que a sociedade brasileira sempre esperou um papel mais significativo das ferrovias na matriz de transportes. Hoje, segundo o BNDES, as ferrovias transportam apenas 23% da carga geral que circula no país, deixando os outros 77% para as rodovias.

É nessa perspectiva que o BNDES espera começara a receber no segundo semestre de 2013 as primeiras demandas por financiamentos referentes às novas obras a serem licitadas pelo governo a partir do primeiro semestre. O banco tem também a perspectiva de financiamentos para o usuário-investidor, outra figura nova no cenário das ferrovias. Usuários já vêm investindo no aumento da malha.

Tesouro pode cobrir receita da Valec

O novo modelo para as ferrovias prevê que a Valec compre a capacidade de transporte das malhas que vão ser construídas e administradas pelo setor privado. A capacidade será vendida pela Valec a operadores de carga no mercado. Com o dinheiro da venda, a estatal vai remunerar os concessionários que vão investir para construir as ferrovias em regime de concessão. Existe o risco de que o Tesouro tenha que aportar recursos na operação caso a receita obtida pela Valec seja insuficiente para remunerar os concessionários. Uma fonte disse que, no início, dificilmente haverá excesso de demanda nos lotes a serem licitados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

As empreiteiras estão animadas com o novo modelo, embora a taxa de retorno, de 6% ao ano, seja considerada baixa. Carlos Nascimento, diretor da ANTT, disse que a agência trabalha para divulgar até fim de dezembro, início de janeiro, as condições técnicas e econômicas dos trechos a serem licitados.

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Fiol tem só um trecho em construção.



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