quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Edital do trem-bala será publicado no dia 26 de novembro

31/10/2012 - Agência T2

O lançamento do edital de concessão do Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, será publicado no próximo dia 26 de novembro

Modelo de trem bala a ser implantado no Brasil futuramente
créditos: Divulgação

A previsão era que o edital fosse publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (31).

Devido a quantidade de contribuições recebidas nas audiências públicas, o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse que o edital precisaria ser reformulado para acolher as 150 sugestões recebidas. Uma das alterações, segundo ele, é a redução do prazo de dez anos de tempo mínimo de experiência da empresa interessada em disputar a licitação.

A diminuição viabilizaria a inclusão de mais uma empresa na concorrência – um grupo coreano, liderado pela Hyundai, que opera no setor de trens de alta velocidade. O presidente da EPL disse que, até o momento, seis grupos econômicos estão aptos para apresentar as propostas.

Após o lançamento do edital, os concorrentes terão oito meses para apresentar suas propostas e suas credenciais. O processo precisa estar concluído em meados de julho de 2013.

Agência T1, Com informações da Agência Brasil



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Relator quer maior abrangência para empresa de logística

30/10/2012 - Agência Câmara de Notícias

O relator da medida provisória (576/12) que cria a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), deputado Henrique Fontana (PT-RS), quer dar um caráter mais abrangente às atividades da empresa, especificando no texto que ela poderá subsidiar as ações de quaisquer órgãos do governo. Pelo texto atual, a EPL estaria mais ligada ao setor de transportes.

Segundo Fontana, a empresa poderia inclusive atuar como executora de outros projetos importantes, além do Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo-Campinas, que já está na MP. O relatório do deputado poderá ser votado nesta quarta-feira na comissão especial de deputados e senadores.

Alguns parlamentares, como o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), criticaram o fato de a EPL estar vinculada ao Ministério dos Transportes. "A localização correta da EPL seria num órgão central do governo, ou na Casa Civil ou no Ministério do Planejamento. Acho que fica mais adequado no Ministério do Planejamento".

Trem-bala

A EPL decidiu adiar por 15 dias o lançamento do edital de licitação para a construção do trem-bala que ligará São Paulo e Rio de Janeiro. A previsão é que o edital fosse disponibilizado ao público amanhã (31).

O anúncio foi feito pelo presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, que participou hoje de debate na comissão mista do Congresso Nacional, responsável por analisar a medida provisória que criou a empresa e novas regras para infraestrutura de transportes. Bernardo Figueiredo disse que o adiamento é para reformular o edital, com o objetivo de acolher 150 sugestões recebidas.

Uma das alterações propostas, por exemplo, é a redução do prazo de dez anos de tempo mínimo de experiência da empresa interessada em disputar a licitação. A diminuição viabilizaria a inclusão de mais uma empresa na concorrência - um grupo coreano, liderado pela Hyundai, que opera no setor de trens de alta velocidade, acrescentou o presidente da EPL. Bernardo Figueiredo informou que, até o momento, seis grupos econômicos estão aptos para apresentar as propostas.

Ferrovias

Fontana ressaltou que no texto a operação das ferrovias será destacada da sua construção e manutenção, evitando os casos de abandono de malhas que existem hoje. "Essa separação entre a concessão da ferrovia e a operação de quem vai transportar passageiro ou cargas na ferrovia é uma inovação - insisto com a palavra - fantástica que pensa o nosso País a médio e longo prazo."

No caso das ferrovias, o objetivo é duplicar a malha de 10 mil quilômetros em uso hoje.

Desigualdades regionais

Fontana avisou, no entanto, que vai rejeitar emendas que mencionem obras específicas, porque poderia até limitar a ação da empresa. De qualquer forma, a partir de manifestações de parlamentares do Norte e do Nordeste, Fontana afirmou que deverá incluir uma emenda que indique entre os objetivos da empresa a redução das desigualdades regionais.

Bernardo Figueiredo explicou que a EPL atuará para apontar soluções para os gargalos da infraestrutura brasileira. "Eu costumo citar muito o caso de portos que, às vezes, gasta-se bilhões duplicando uma rodovia para ganhar produtividade nos caminhões, enquanto os caminhões ficam dias esperando nos portos para descarregar."
Na opinião de Figueiredo, um investimento em um silo ou em um porto que permita o caminhão descarregar rapidamente e voltar para buscar mais carga é mais importante do que a duplicação de uma estrada que aumente a velocidade deste caminhão.

Estudo ambiental

Bernardo Figueiredo garantiu aos parlamentares que os editais de concessão de rodovias e ferrovias que serão lançados até o ano que vem já terão estudos de viabilidade ambiental. Os editais também vão prever uma modulação de tarifas e de investimentos em função da evolução econômica dos trechos, e estarão em sintonia com as demandas mais recentes como a necessidade de pontos de descanso para motoristas rodoviários.


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Canoenses estão nos trilhos da história do Município

30/10/2012 - Diário de Canoas

Ferroviários se reúnem para relembrar os tempos do trem e da profissão

Por Tamires Souza

Canoas - Eles são a história viva da cidade. Nesta quarta-feira, data em que se comemora o Dia do Ferroviário, eles serão lembrados como os propulsores do desenvolvimento do município. "Antes aqui não tinha nada, depois da construção da estrada de ferro é que as pessoas começaram a povoar a cidade", conta Paulo Roberto da Silva, que dedicou quase 40 anos da sua vida à profissão.

A estrada construída em 1871 e inaugurada em 1874, para ligar Porto Alegre a São Leopoldo, ainda está bastante presente na memória destas pessoas. Em homenagem realizada nesta sexta-feira na antiga estação férrea, as lembranças daquele tempo se multiplicavam. O aposentado Vilmar da Silva relembrava de quando veio de Cruz Alta acompanhando o pai que trabalharia na ferrovia. "Eu andei muito de trem com ele por aqui. O que mais me emocionava é como ele tinha orgulho daquele uniforme, realmente amava a sua profissão", recorda Vilmar.

Reencontros e volta no tempo

A união é uma característica bastante visível nos ex-ferroviários. Apesar de estarem aposentados há muito tempo, a maioria deles sempre dá um jeitinho de se reunir com os antigos colegas de profissão. O grupo da Melhor Idade Maria Fumaça é uma dessas iniciativas e há pelo menos cinco anos promove passeios e encontros para reviver o passado. "São poucas categorias que têm uma relação como esta. Por isso acho importante o retorno do uso de trens na cidade, também porque é um transporte seguro e que promove o progresso por onde passa", conclui a presidente do grupo, Tereza Barbosa.

Preservação do passado

O lugar que por muitos anos fez parte da vida dos ferroviários vai contar a história destes homens e mulheres que fizeram do trabalho uma paixão. A Fundação Cultural, antiga estação férrea, dará espaço ao museu Simões Lagranha. "Este projeto é muito importante, porque é preciso que os jovens conheçam a história do município", explica a gerente de publicações da Secretaria da Cultura de Canoas, Kássia Batista. A reforma do prédio, que é patrimônio tombado do município, está prevista para começar em 2013.

Fonte: Diário de Canoas


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Publicação do edital do TAV é adiada

31/10/2012 - Revista Ferroviária

A publicação do edital do Trem de Alta Velocidade ligando Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas foi adiada mais uma vez. A lançamento do edital estava marcado para esta quarta-feira (31/10) e agora a previsão é que aconteça nos próximos 15 dias.

Segundo o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, o governo está avaliando as propostas apresentadas nas audiências públicas pelos interessados no projeto e por conta disso o lançamento foi adiado. A ANTT, responsável pelas audiências, recebeu cerca de 150 contribuições. O novo cronograma da licitação será publicado com o edital.

A informação do adiamento foi dada por Figueiredo nesta terça-feira (30/10) após ele participar de uma reunião na comissão mista do Senado e da Câmara que avalia a MP 576/2012, que cria a EPL.


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Valec licita obras remanescentes na Ferrovia Norte-Sul

31/10/2012 - Revista Ferroviária

A Valec publicou nesta terça-feira (30/10) o aviso da licitação para a contratação de obras remanescentes e manutenção da Ferrovia Norte-Sul, em um trecho de 310 quilômetros que vai da divisa dos estados de Tocantins e Goiás e a cidade de Palmas (TO). Os serviços serão de reposição das margens da ferrovia, manutenção de pequenas pontes e passagens de animais.

O recebimento das propostas será no dia 13 de dezembro, às 10h, no auditório da Valec, em Brasília. A licitação será por Regime Diferenciado de Contratação (RDC), conforme as especificações e condições do edital e do termo de referência, conforme o processo nº 51402.019485/2012-65.

O edital será disponibilizado nos sites www.valec.gov.br e www.comprasnet.gov.br . Outras informações podem ser obtidas nos telefones (61)2029-6481 ou 2029-6482.


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Hortolândia cresce com novo boom ferroviário

31/10/2012 - Folha de S. Paulo

Em Hortolândia, a locomotiva do crescimento é, na verdade, um vagão de trem. Num retrato mais fiel, um vagão carregado de computadores. A cidade do interior paulista de 192 mil habitantes, sede de empresas de tecnologia como IBM e Dell, resgata sua tradição ferroviária para despontar como o maior polo do setor no país.

Desenvolvimento impõe tendência de verticalização em Hortolândia

Cerca de 70% dos vagões de carga e 60% das unidades de passageiros fabricados no país saem de Hortolândia.

Os dois números sugerem um mergulho na história. Na década de 1980, a região, ainda um distrito da hoje vizinha Sumaré, era sede de uma unidade da Cobrasma (Companhia Brasileira de Materiais Ferroviários) e representava fatia relevante da produção nacional.

A falência da companhia, nos anos 1990 e a queda dos investimentos no setor deixaram um passivo trabalhista e galpões vazios na cidade.

Problemas que fizeram do município um hospedeiro natural de empresas do setor após a retomada dos investimentos, estimulada pela criação do plano ferroviário do governo federal, em 2003.

"Existia uma tradição ferroviária em Hortolândia. Havia mão de obra. Quando chegou a hora, [a cidade] tinha todas as condições de receber investimentos", diz Luis Ramos, diretor da Bombardier.

O grupo instalou em 2012 uma linha de produção global de monotrilhos.

A primeira a ocupar os ociosos galpões da antiga Cobrasma foi a AmstedMaxion, em 2003. Pela infraestrutura local, o grupo acabou transferindo mais adiante toda a produção de vagões de Cruzeiro (SP) para Hortolândia.

A espanhola CAF, hoje com pedidos da CPTM (Companhia Paulista de Trens e Metrô), inaugurou uma fábrica na região em 2009 e se juntou às outras três já presentes (AmstedMaxion, Progress Rail e Hewitt).

A chegada da canadense Bombardier consolidou o polo. Hoje, são cerca de 4.000 trabalhadores ligados à atividade ferroviária, ainda inferior ao setor de tecnologia, com quase 15 mil.

A instalação das fábricas seguiu a evolução dos contratos do setor. As encomendas saltaram de 748 vagões em 2000 para 7.597 vagões em 2005, no pico, para se manter estável perto de 3.000.

Até 2020, a produção deve alcançar 40 mil vagões e 4.000 carros de passageiros, sem as vendas externas.

A Bombardier, por exemplo, está de olho em editais na Índia e na América do Sul, todos para serem fabricados em Hortolândia.

FUTURO

Vicente Abate, presidente da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), prevê mais investimentos nos próximos anos.

Para ele, Hortolândia atrai não só por infraestrutura e mão de obra mas por uma política industrial agressiva.

Os novos aportes no polo devem chegar com a conquista de novos contratos.

Para fazer frente à demanda de mão de obra futura, o setor articulou com o Senai um centro de formação no Estado de São Paulo.

A escola ferroviária receberá R$ 60 milhões de investimento e terá capacidade para 12 mil matrículas. A expectativa é que ela seja construída em Hortolândia.


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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Logistel propõe transporte de passageiros para FTC

30/10/2012 - Revista Ferroviária

A Ferrovia Tereza Cristina (FTC) recebeu, na última quinta-feira (25/10), uma proposta da empresa portuguesa Logistel para o transporte público de passageiros no Sul de Santa Catarina. A ideia é que o serviço, que ligará o interior do estado à orla marítima do Porto de Imbituba, utilize os 164 quilômetros de extensão da malha da FTC, que atravessa 14 municípios da região.

O transporte de passageiros, quando estiver em operação, abrangerá 11% da população que mora na área de influência da FTC, o que aumentaria as opções de transporte nas áreas urbanas e suburbanas.

Para Albino Pedrosa, administrador da Logistel que levou a proposta para a FTC, é grande a expectativa em firmar esta parceria com a concessionária. "Já tivemos a oportunidade de conhecer a ferrovia e por isso temos interesse nesta parceria, para contribuir com o desenvolvimento econômico da região. Sabemos que algumas variáveis devem ser ajustadas com a administração da empresa, além de avaliação de infraestrutura, instalações e estações. Estamos à disposição para discutir com a equipe técnica, para que possamos oferecer o transporte de passageiros na região em que a ferrovia atua".

A FTC se mostrou interessada na proposta da empresa portuguesa e vai realizar um estudo de viabilidade econômica e social do projeto. Nos próximos 15 dias, a FTC e Logistel se reunirão para avaliarem os investimentos e disponibilidade da infraestrutura.


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EPL poderá realizar projetos executivos

30/10/2012 - Agência Estado

O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, afirmou nesta terça-feira que a nova estatal poderá realizar projetos executivos, caso julgue conveniente para a administração pública. Figueiredo participa de audiência na Comissão Mista do Congresso que examina a Medida Provisória 576, que trata da criação da EPL.

Segundo ele, o Executivo levará em conta se o investimento é "grande" e o risco, "elevado" para lançar mão de fazer projetos executivos em futuros empreendimentos. Figueiredo confirmou ao relator da comissão mista da MP, deputado Henrique Fontana (PT-RS), que a Medida Provisória já contém essa possibilidade de elaboração de projetos, mas disse que isso poderia ficar mais explícito agora, na votação do texto final.

O executivo também informou que tentará entregar, no ato das concessões das novas rodovias, as licenças prévias das obras. "Vamos antecipar tudo o que for possível e se possível fazer concessão com licença prévia da rodovia já pronta". Para ele, o desafio é inverter a lógica atual, de se pedir as licenças ambientais posteriormente à realização das concessões. "É investir para não ficar ruim", ressaltou. O presidente da estatal disse que o programa vai gerar "efeito" quando tiver uma "prateleira de projetos".


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Edital do trem-bala é adiado por 15 dias para reformulação

30/10/2012 - Agência Brasil

A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) decidiu adiar por 15 dias o lançamento do edital de licitação para a construção do trem-bala que ligará São Paulo e Rio de Janeiro. A previsão é que o edital fosse disponibilizado ao público amanhã (31).

O anúncio foi feito pelo presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, que participou hoje (30) de debate na comissão mista do Congresso Nacional, responsável por analisar a medida provisória que criou a empresa e novas regras para infraestrutura de transportes. Bernardo Figueiredo disse que o adiamento é para reformular o edital, com o objetivo de acolher 150 sugestões recebidas.

Uma das alterações, por exemplo, é a redução do prazo de dez anos de tempo mínimo de experiência da empresa interessada em disputar a licitação. A diminuição viabilizaria a inclusão de mais uma empresa na concorrência - um grupo coreano, liderado pela Hyundai, que opera no setor de trens de alta velocidade, acrescentou o presidente da EPL. Bernardo Figueiredo informou que, até o momento, seis grupos econômicos estão aptos para apresentar as propostas.


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Nordeste precisa investir R$ 25,8 bilhões nos próximos oito anos para escoar produção, diz estudo

30/10/2012 - Agência Estado

A Região Nordeste precisa investir R$ 25,8 bilhões em rodovias, ferrovias, hidrovias e portos a fim de evitar gargalos no escoamento de produção. O dado faz parte do estudo Nordeste Competitivo, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgado hoje (30). Segundo o levantamento, o valor deve ser aplicado nos próximos oito anos em 83 projetos eleitos como prioritários, sendo que a maior parte deles - 90% - diz respeito à ampliação e modernização de portos e ferrovias. Caso o investimento não ocorra, a pesquisa prevê entrave ao transporte de cargas na região.

De acordo com o estudo da CNI, o investimento total para resolver os problemas de logística nos estados do Nordeste chega a R$ 71 bilhões para tocar 196 projetos. No entanto, com foco inicial somente nos prioritários, o estudo aponta que seria possível recuperar o valor investido em uma média de 4,4 anos, com a economia de R$ 30,2 bilhões gastos na região com frete, pedágios, transbordo e tarifas portuárias.

Durante a divulgação dos dados, representantes da CNI defenderam a colaboração entre os setores público e privado para garantir as reformas necessárias. "Sugerimos que uma força-tarefa multidisciplinar [envolvendo setor público e privado] seja criada", disse Robson Braga de Andrade, presidente da CNI.

"Não podemos deixar que esse trabalho [a pesquisa] morra nas gavetas dos móveis das autoridades governamentais", afirmou José de Freitas Mascarenhas, vice-presidente da entidade e presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). Segundo ele, o estudo Nordeste Competitivo teve a colaboração dos governos estaduais e será levado a representantes do governo federal.

A pesquisa destaca que a Região Nordeste responde por 13,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro - soma de todas as riquezas produzidas pelo país. O estudo prevê que, sem os investimentos necessários, a região enfrentará, a partir de 2020, uma situação crítica para escoar produtos e bens.

O trecho de ferrovias Açailândia-Marabá, por exemplo, que liga duas cidades paraenses, mas corta o Nordeste, recebe 279 mil toneladas de carga diariamente. A capacidade máxima é 311 mil toneladas. A previsão é que, em 2020, o volume diário de carga da rodovia chegue a 877 mil toneladas.

A situação dos portos também deixa a desejar. De acordo com o levantamento, atualmente, dois portos nordestinos - Complexo Portuário de São Luís, no Maranhão, e o Porto de Recife, na capital pernambucana - operam acima de sua capacidade. No entanto, a previsão é de que, em 2020, seis portos operem acima da capacidade e mais dois sofram com gargalos. Os casos mais críticos devem ser os do Complexo Portuário de São Luís e do Porto de Natal.

Quanto às rodovias que cruzam a região, três apresentam gargalos, com carros e caminhões transportando carga que ultrapassa em 65% o peso suportado por essas estradas. Segundo o estudo da CNI, uma simulação de crescimento da produção até 2020 mostra que, sem investimentos, nove rodovias serão usadas acima de sua capacidade no prazo de oito anos. Duas delas podem apresentar estado crítico, ultrapassando em 151% o peso máximo suportado.

O estudo Nordeste Competitivo é o terceiro de uma série para identificar gargalos no desenvolvimento do país. Já foram divulgadas pela CNI as pesquisas Norte Competitivo e Sul Competitivo. A primeira revelou necessidade de investir R$ 13,8 bilhões em obras prioritárias na Região Norte. A segunda mostrou demanda por R$ 15,2 bilhões para os investimentos mais urgentes na Região Sul. Um estudo semelhante sobre a Região Centro-Oeste já está em andamento e deve ser divulgado no 2° trimestre de 2013.


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Parlamentares querem expandir atuação da EPL

30/10/2012 - Agência T1

Deputados e senadores solicitam a atuação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) no Ministério das Cidades, Planejamento, e Minas e Energia.

Foto: Reprodução

Prestes a apresentar o relatório final amanhã, a comissão mista sobre a MP 576/12, que cria a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), reuniu-se nesta terça-feira (30) para debater o tema. A comissão recebeu 62 emendas com alterações no texto da medida.

Segundo o presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, a empresa foi criada para a expandir a infraestrutura de transportes e resgatar o planejamento integrado do sistema. "A logística não se restringe apenas a infraestrutura, temos que pensar no seu poder de competitividade e na articulação com as cadeias produtivas", disse.

Serão destinados R$ 133 bilhões para a modernização e ampliação das rodovias e ferrovias no país por meio de parcerias público-privadas (PPP), o que inclui também o Trem de Alta Velocidade (TAV). "Temos que duplicar os principais eixos rodoviários do país, e nas ferrovias precisamos reestruturar e resgatar a malha antiga, construída no final do século XIX e início do século XX. Com a iniciativa privada teremos melhora tanto na eficiência quanto na ampliação da capacidade de realizar projetos."

MP 576

A MP foi editada em agosto deste ano, com o plano do governo federal de concessões e investimentos em transporte, e depois do relatório final entregue pela comissão mista, a medida ainda terá que passar pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Como forma de assegurar que a infraestrutura de transporte seja tratada como parte da logística, uma das sugestões de alteração no texto da MP, foi feita pela senadora Ana Amélia (PP-RS). Ela sugeriu que a EPL fosse subordinada ao Ministério do Planejamento e não ao Ministério dos Transportes, como está na medida. Para a parlamentar, a forma atual pode gerar conflitos e enfraquecer a empresa.

Já o senador Gim Argello (PTB-DF) solicitou uma relação da EPL com o Ministério de Minas e Energia no planejamento estratégico da construção simultânea de eclusas nas hidrelétricas. Além de sugerir a possibilidade da empresa estatal realizar os projetos básicos e executivos de infraestrutura.

O presidente da comissão, senador Clésio Andrade (PMDB-MG), e o relator, deputado Henrique Fontana (PT-RS), irão analisar as medidas e apresentam o relatório nesta quarta-feira (31), em reunião marcada para 10h.

Agência T1, Por Bruna Yunes




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Só 25% dos projetos do Nordeste estão em andamento

30/10/2012 - Valor Econômico

Apenas um quarto de 83 projetos considerados prioritários para a ampliação da infraestrutura da região Nordeste está em andamento. O diagnóstico faz parte de um estudo encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que analisou os empreendimentos na região e concluiu que o escoamento da produção dos nove Estados pode travar nos próximos anos.

Os projetos em desenvolvimento considerados prioritários no Nordeste pela CNI somam R$ 25,8 bilhões. Os investimentos são encabeçados, em larga escala, pelo poder público. Apenas 15% das obras que estão em estudo ou em execução contam com a participação da iniciativa privada.

As ferrovias e os portos concentram os investimentos planejados ou já em execução: 90% dos R$ 25,8 bilhões. Outros 9% estão sendo investidos nas rodovias e 1% nas hidrovias. A entidade avalia que a infraestrutura do Nordeste demanda investimentos ainda maiores. Segundo a CNI, outros projetos também relevantes, embora não prioritários para a região somam R$ 71 bilhões no total.

O setor ferroviário é o que mais demanda investimentos nos próximos oito anos, com necessidade de desembolso chegando a R$ 12 bilhões. Um exemplo considerado crítico pela CNI é o trecho da ferrovia Açailândia (MA) a Marabá (PA), da Estrada de Ferro Carajás. Com capacidade para suportar o transporte de 311 mil toneladas por dia, escoa atualmente 279 mil toneladas diariamente. A expectativa é que com o aumento da produção esse volume cresça para 877 mil toneladas por dia em 2020. Se nenhum investimento for feito, a capacidade será ultrapassada, ao fim da década em 1.522%.

Considerada fundamental para a expansão da capacidade de escoamento, a Nova Transnordestina também passa por dificuldades, sobretudo no trecho cearense, que liga a cidade de Salgueiro (PE) ao Porto do Pecém (CE). As seguidas renegociações de preços entre o governo e a concessionária Transnordestina Logística, controlada pela CSN, são as grandes responsáveis pela morosidade das obras, que só devem ser concluídas em 2016.

Outro projeto importante - e ainda mais problemático - é o da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), que ligará a cidade de Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO). O projeto foi concebido para viabilizar a exploração de minério de ferro no oeste baiano, mas está paralisado em vários trechos devido a entraves ambientais. O governo federal avalia como "preocupante" o andamento das obras da ferrovia, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A expectativa é que o minério e a soja do oeste baiano sejam exportados pelo Porto Sul, que será construído em Ilhéus, mas que também enfrenta entraves. Uma guerra entre o governo da Bahia e entidades ambientalistas colocou em xeque o ancoradouro, que nem sequer começou a ser construído.

Os investimentos nos projetos de infraestrutura teriam retorno em pouco mais de quatro anos, diz a CNI, com a economia de gastos logísticos. Atualmente, a região gasta em torno de R$ 30,2 bilhões com transportes, incluindo gastos com frete, pedágios, transbordo, terminais, tarifas portuárias e frete marítimo.

No caso dos portos, atualmente apenas o Complexo Portuário de São Luís e o Porto de Recife utilizam mais do que suas capacidades permitem. Em 2020, seis portos vão operar acima da capacidade e outros dois estarão com potenciais gargalos. Os casos mais críticos devem ser os do Complexo Portuário de São Luís e o Porto de Natal.

Das rodovias que cruzam a região, a BR-101 entre Sergipe e Rio Grande do Norte apresenta os maiores gargalos. A utilização pelos carros e caminhões de carga ultrapassa em até 65% a capacidade de peso que suporta em um determinado período, o que reduz a velocidade dos veículos e provoca congestionamentos. A duplicação da BR-101 está adiantada entre Natal e Recife, porém os prazos originais já foram superados há bastante tempo. Uma simulação do crescimento da produção até 2020 mostra que, se nenhum investimento for feito nos próximos oito anos, nove rodovias estarão sendo utilizadas acima da capacidade.

Para Olivier Girard, um dos sócios da Macrologística, que conduziu o estudo, a matriz do país é concentrada no setor rodoviário e falta investimentos nos modais hidroviário e ferroviário. "Falta competitividade nos diferentes modais. No setor ferroviário, há poucas empresas e concentração de movimentação de carga própria, como ocorre com a Vale e a MRS ", diz. Já as hidrovias, segundo ele, possuem potencial que poderia ajudar na diminuição dos custos logísticos. "O custo do transporte hidroviário é quase metade do rodoviário", compara. No caso do Nordeste, além da cabotagem entre as capitais da região, pelo mar, há a possibilidade do desenvolvimento de transporte pela hidrovia São Francisco.


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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Trem Brasília-Goiânia atrai 41 propostas para estudo

25/10/2012 - Valor Econômico

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que recebeu documentação de 41 consórcios interessados na realização de estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA) para implantação do trem de carga e de passageiros entre as cidades de Brasília, Anápolis e Goiânia.

Entre os grupos que manifestaram interesse em realizar o estudo estão 23 consórcios liderados por empresas brasileiras e 18 liderados por empresas estrangeiras, informou a agência.

Entre esses interessados serão selecionados seis consórcios para os quais será solicitada a apresentação de proposta técnica e de preço para a realização do estudo. Uma proposta será selecionada. A assinatura do contrato com o consórcio vencedor está prevista para março do ano que vem, quando terão início os levantamentos técnicos.



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Terminal de Alto Araguaia tem capacidade de descarga de 800 caminhões dia

29/10/2012 - O Correio News

Motoristas esperam até 8 dias para descarregar grãos em terminal ferroviário de Alto Araguaia (MT)

Há oito dias, aproximadamente 200 caminhoneiros estão parados no terminal ferroviário de Alto Araguaia, a 426 quilômetros de Cuiabá, para descarregar grãos. De acordo com Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Mato Grosso, alguns deles estão no local desde a quinta-feira passada, 19, em condições precárias. O atraso ocorre pela falta de vagões, segundo a categoria.

O presidente do Sindicato, Luis Gonçalves, informou que os motoristas estão parados por falta de logística da ALL. "A empresa não organiza a logística deles e isso já virou um caos, um câncer", disse, ao explicar que está agendada uma audiência para o dia 29 de novembro deste ano no Ministério Público Estadual (MPE) onde deve se discutir questões ambientais e o controle de logística.

Segundo Gonçalves, a América Latina Logística (ALL) se comprometeu em agosto deste ano, durante protesto dos caminhoneiros, a apresentar um novo método de logística em 20 dias, o que não aconteceu. "Uma das alternativas é alugar um estacionamento na região e o motorista só irá para o terminal quando for chamado para descarregar, porque hoje os caminhoneiros ficam no meio do mato, sem as mínimas condições de higiene", sugeriu o sindicalista.

A entidade que representa a categoria negociou com a transportadora para o ressarcimento das despesas com estadia dos motoristas. No entanto, segundo o presidente do Sindicato, em muitos casos os acordos não são cumpridos. "Não é pago na hora, então muitas empresas dão o calote nos motoristas", afirmou.

Por melhores condições de trabalho, os caminhoneiros realizaram um protesto em agosto deste ano na BR-364 e interromperam por um dia as atividades de descarga no terminal. O manifesto só acabou depois que a ALL se comprometeu a apresentar um estudo de viabilidade para diminuição do fluxo de veículos no local.

Um dos motoristas que aguarda na fila para descarregar uma carga de milho, Renato Lima, disse que está parado no local desde domingo (21) e que o maior problema é a falta de alimento. "Produzimos a comida no próprio caminhão, mas os alimentos estão acabando e a cidade fica a uns 15 quilômetros do terminal", reclamou. Além disso, conforme ele, no pátio da empresa não tem local adequado para abrigar os condutores enquanto aguardam o desembarque.

O terminal de Alto Araguaia tem capacidade de descarga de 800 caminhões dia e, conforme dados divulgados referentes ao mês de julho deste ano, 946 foram descarregados em apenas um dia.

A assessoria da ALL informou, por meio de nota, que o grande fluxo de caminhões no terminal de Alto Araguaia é resultado de um número excessivo na originação de produtos, bem como o reflexo do fim da safra de milho no Estado. Segundo a empresa, o terminal está operando com 100% da sua capacidade, 24 horas por dia. O mesmo ocorre com o Terminal Rodoferroviário da Cargill, cujas operações foram assumidas pela companhia recentemente para ampliar sua capacidade de recepção. Juntos, os terminais possuem uma capacidade de descarga de 1,3 mil veículos/dia, informou a ALL.

No entanto, a América Latina diz haver um número expressivo de vagões à disposição para carregamento dos produtos. Segundo a empresa, cerca de 500 caminhões aguardam descarga nos terminais, o que equivale a 30% da capacidade diária.

Fonte: O Correio News


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Ocupação impede recuperação da Madeira-Mamoré

27/10/2012 - G1 RO

Um dos empecilhos para recuperação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) em Porto Velho é a ocupação irregular por residências ao longo dos trilhos da ferrovia, segundo Beto Bertagna, superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A ferrovia está em processo de revitalização desde 2007.

Geraldo Godoy, representante da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), explica que a revitalização da ferrovia de Rondônia começou após um estudo de viabilidade técnica em 2007. "Na época havia aproximadamente dois quilômetros de ocupação irregular no leito da ferrovia. Foi feito o cadastramento de todas as pessoas e a Prefeitura de Porto Velho deveria ter retirado as pessoas do local. Isso não aconteceu e com a chegada das usinas, aumentou a população naquele local", explica Geraldo.

Segundo Beto, a recuperação da praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e dos galpões trouxe a sociedade porto-velhense para um espaço que pertecente a ela mesma. "Antes da recuperação, a praça era um ponto de usuários de drogas, hoje é local de famílias, de crianças", frisa o superintendente do Iphan.

A revitalização da EFMM está a passos lentos conforme relato de Beto. "É um processo demorado que requer cuidado", afirma.

Os trabalhos estão sendo realizados na recuperação da estrutura metálica que será a oficina das locomotivas e ainda uma outra parte onde será o museu. No museu haverá peças grandes, como vagões não restaurados, e peças pequenas que já estão sendo guardadas no museu improvisado.

"Nestes 100 anos de EFMM me sinto muito feliz com o progresso. É um avanço tudo o que já foi feito. Ela estará toda pronta quando acabar o impasse com a Prefeitura de Porto Velho que sempre diz que não há verba para indenizar as famílias. Mas o dinheiro deve vir das comodities compensatórias das construções das usinas", afirma Beto.

As obras de recuperação da Madeira-Mamoré, em Porto Velho, têm recursos da Santo Antônio Energia, por meio da condicionante da licença de operação da usina hidrelétrica, em construção no Rio Madeira.

O representante da ABPF, Geraldo Godoy, destaca que a Madeira-Mamoré é a estrada de ferro mais conhecida em todo o mundo. "Devido à sua história, a participação de diversas pessoas de vários locais do mundo, os ataques indígenas, tudo isso chama a atenção do mundo", garante Godoy.

O Iphan não prevê um prazo para finalizar a revitalização da ferrovia. "Serão 8 quilômetros por onde haverá passeio em trem turístico, mas não sabemos ainda quando será finalizado", finaliza Beto.

A Prefeitura de Porto Velho não quis comentar sobre o processo de desocupação às margens da ferrovia.


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domingo, 28 de outubro de 2012

Minas dá início ao projeto de trens de passageiros

18/10/2012 - Hoje em Dia

A Secretaria de Gestão Metropolitana (Segem) do governo de Minas Gerais selecionou duas empresas para o desenvolvimento do plano básico de engenharia para dois trechos previstos na PPP das ferrovias.

O plano é de restauração da malha ferroviária da Região Metropolitana de Belo Horizonte e sua utilização para transporte de passageiros, em traçado que abrange, no total, 21 municípios, com extensão de cerca de 450 quilômetros.

Dados preliminares de um estudo encomendado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontou um potencial de demanda de 120 mil passageiros ao dia. Como comparação, o metrô de Belo Horizonte transporta uma média de 215 mil passageiros diariamente.

As empresas selecionadas deverão entregar os estudos até fevereiro de 2013 e, até meados do mesmo ano, deverá ser desenvolvido o edital de licitação para concessão dos trechos à iniciativa privada. O início da concessão está previsto para 2014.

Traçado

No primeiro lote, de Divinópolis a Sete Lagoas, dos 245,4 quilômetros de extensão, 110 deles são duplicados. Em cinco quilômetros, de General Carneiro a Sete Lagoas não haverá revitalização, mas a construção do trecho.

O projeto básico e a proposta de modelo de concessão ficará por conta da Brasell Gestão Empresarial, sediada em São Paulo.

O segundo lote, de Belo Horizonte a Brumadinho, com derivação até o Eldorado (Contagem) e outra para Águas Claras (Nova Lima) terá o projeto e a modelagem de concessão elaborada pela construtora mineira Aterpa M. Martins e a Vertran Gerenciamento e Controle de Tráfego.

Investimento

A Segem estima que essas empresas deverão desembolsar entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões nos levantamentos. "Haverá o ressarcimento a essas empresas somente no caso de seus projetos serem implementados", afirmou o diretor de Planejamento Metropolitano, Articulação e Intersetorialidade da Segem, Adrián Machado Batista.

Em um terceiro trecho, que vai de Belo Horizonte a Ouro Preto, não houve interessados na iniciativa privada e o Estado vai confeccionar o projeto por conta própria. Já o lote que pretendia revitalizar ferrovias no Vale do Aço foi suspenso. Nenhuma empresa manifestou interesse e o Estado decidiu suspender o projeto.


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Seminário técnico discutiu a revitalização da Madeira-Mamoré

27/10/2012 - Rondoniaovivo

Para o Superintendente do IPHAN em Rondônia, Beto Bertagna, este diálogo é importante porque mostra a transparência e a seriedade com que são tratadas as intervenções na Madeira-Mamoré


O IPHAN, através da sua Superintendência em Rondônia, promoveu nesta sexta (26) um Seminário Técnico para discutir e dialogar com a sociedade as intervenções no Pátio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, bem tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional.

O painel da manhã foi apresentado pelos palestrantes José Cavalcanti Neto (coordenador de Patrimônio Ferroviário do IPHAN), Júlio de Moraes (restaurador e conservador do IFPPC - Instituto de Ferrovias e Preservação do Patrimônio Cultural) e Geraldo Godoy (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária - ABPF) e visou mostrar um panorama da situação das ferrovias turísticas e culturais do Brasil.

Ao final da primeira rodada, foram discutidas e esclarecidas ao público presente diversas questões envolvendo a preservação do patrimônio histórico.

No painel da tarde, as apresentações ficaram a cargo do arquiteto José Leme Galvão Júnior (Coordenador de Jardins Históricos do IPHAN), da historiadora Carolina Pena Alencar (Mestre pelo Programa de Especialização em Patrimônio do IPHAN) e do engenheiro-civil Valter Vilhena Valio (responsável pelos projetos das estruturas metálicas dos galpões e da oficina).

Para o Superintendente do IPHAN em Rondônia, Beto Bertagna, "este diálogo é importante porque mostra a transparência e a seriedade com que são tratadas as intervenções na Madeira-Mamoré, projetadas, executadas e fiscalizadas por arquitetos e engenheiros de renome nacional na área da preservação histórica."

"É natural que as pessoas tenham muitas dúvidas, afinal nunca foi feito nada parecido até então em Rondônia." – finalizou Bertagna.

Fonte: Rondoniaovivo.com


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sábado, 27 de outubro de 2012

MP ajuíza ação para exigir restauro da 1ª estação ferroviária de Minas

27/10/2012 - Diário de Pernambuco

Bem ferroviário foi inaugurado por imperador em 1869. Para compensar impacto de hidrelétricas, empresa só garante recuperação de entorno

O trem de passageiros não apita há décadas, o movimento na plataforma de embarque ficou só na memória e o que restou do prédio está escorado. Mas a luta de moradores e defensores do patrimônio de Chiador, na Zona da Mata, não para nos trilhos e vai às últimas consequências para preservar o seu ícone arquitetônico – a estação ferroviária, primeira de Minas, inaugurada em 1869 pelo imperador dom Pedro II (1825–891). Nesta semana, o Ministério Público (MP) estadual ajuizou ação em Mar de Espanha, na mesma região, contra a estatal Furnas Centrais Elétricas S.A., para que a empresa restaure o bem cultural e não apenas o seu entorno, como compensação por construção de hidrelétrica.

Segundo o promotor de Justiça da comarca, Daniel Ângelo de Oliveira Rangel, a estatal foi obrigada, como condicionante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para implantação do Aproveitamento Hidrelétrico de Simplício (AHE), a fazer o tratamento paisagístico. "Queremos que o prédio histórico também seja recuperado, pois tem grande importância para a nossa história. Além disso, o empreendimento fica a pouco mais de 300 metros da estação", afirma Rangel, autor da ação com o coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais (CPPC), Marcos Paulo de Souza Miranda.

Antes pertencente à extinta Rede Ferrroviária Federal (RFFSA) e hoje de propriedade da União e sob guarda do município, a construção em ruínas foi tombada em 2003 pela Prefeitura de Chiador. "O prédio está em degradação avançada. Foram feitas obras emergenciais, mas é preciso um serviço de restauro que, no futuro, dê ao prédio condições de sediar, por exemplo, um centro cultural. Ele é fundamental para o patrimônio de Chiador", afirma Rangel.

Segundo ele, já houve uma reunião com representantes de Furnas, mas a empresa não aceita fazer o serviço. Estranhamente, a medida compensatória contemplou apenas o tratamento paisagístico, deixando de lado o restauro da edificação histórica a poucos metros do gigantesco empreendimento. "Como propor como medida compensatória o tratamento paisagístico do entorno, um acessório, se o conjunto ferroviário em si, o principal, se encontra em péssimo estado de conservação?", indaga o promotor.

Impacto

No documento, os promotores de Justiça destacam a importância econômica da estrutura ferroviária do município, que proporcionou considerável desenvolvimento econômico e social da região, além do transporte da rica produção cafeeira. Diz o texto: "As características dominantes da centenária edificação são neoclássicas, cores claras, enquadramento e molduras em argamassa, elementos de ferro muito usados em estações ferroviárias e alguns elementos coloniais, com vergas retas e grande cobertura".

O certo é que a chegada da estrada de ferro a Chiador, ressalta Daniel Rangel, propiciou o intercâmbio com outras localidades, inclusive o litoral, e promoveu o surgimento das indústrias de laticínio e cerâmica. "O intenso comércio com o Rio de Janeiro garantiu o crescimento do povoado, que, em 1880, se tornou distrito de Mar de Espanha."

O coordenador do CPPC lembra que Furnas concorda em revitalizar apenas o entorno, "menosprezando a edificação em si, a mais antiga de Minas. Como há impactos negativos no patrimônio cultural de Chiador, especialmente ao conjunto ferroviário, é necessária a compensação ambiental por força da responsabilidade civil – que, no caso, é objetiva – e da incidência do princípio do poluidor-pagador".

Estrada de ferro abandonada

O diretor de departamento da prefeitura, Giovane Silva e Silva, está preocupado com a situação do prédio, que perdeu paredes e cobertura, mas é passível de recuperação. "A prefeitura quer a obra, mas não tem verba para executá-la. O escoramento foi conduzido com recurso do ICMS Cultural", informa. Localizado na comunidade de Chiador Estação, a seis quilômetros do Centro da cidade de 3 mil habitantes, o patrimônio, segundo Giovane, aguarda um projeto para tirá-lo da decadência. "Furnas tem grande poder financeiro. Chiador vive da pecuária. Seria muito bom ter o prédio reformado e usado para fins culturais", diz Giovane.

Em nota, a estatal esclarece que não foi comunicada oficialmente sobre qualquer ação judicial requerendo a restauração da estação ferroviária de Chiador, localizada no entorno do Aproveitamento Hidrelétrico de Simplício (AHE). A empresa informa ainda que, entre as medidas compensatórias para construção do empreendimento, está prevista a recuperação paisagística do entorno da estação e a implantação de vias de acesso até o atracadouro (para pequenas embarcações) a ser construído no reservatório da Usina de Anta, além de área de lazer e de atividades esportivas.

Sobre o AHE Simplício, a empresa informa que se trata de duas hidrelétricas – Anta e Simplício. O empreendimento terá capacidade total instalada de 333,7 MW, energia suficiente para abastecer uma cidade de 800 mil habitantes. O aproveitamento hidrelétrico abrange quatro municípios: Três Rios e Sapucaia (RJ), Além Paraíba e Chiador (MG).

Fonte: Diário de Pernambuco


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Ferrovia Tereza Cristina pode retomar transporte de passageiros

27/10/2012 - Diário do Sul

A manifestação de interesse visa a oferecer uma forma cômoda de viajar com segurança, sem problemas de trânsito, com rapidez, preço reduzido e baixo impacto ambiental.

Tubarão - Uma empresa de Portugal apresentou um projeto para o transporte público ferroviário de passageiros no Sul de Santa Catarina, utilizando a Ferrovia Tereza Cristina, ligando o interior à orla de Imbituba.

O plano foi mostrado ontem aos diretores da FTC, pelo administrador da empresa portuguesa Logistel, Albino Pedrosa. Os secretários de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis e de Tubarão, Renato Hinnig e Haroldo de Oliveira da Silva, respectivamente, acompanharam a visita, representando o governador do Estado, Raimundo Colombo.

A manifestação de interesse visa a oferecer uma forma cômoda de viajar com segurança, sem problemas de trânsito, com rapidez, preço reduzido e baixo impacto ambiental. "Aumentar as opções e a capacidade do sistema de transportes nas áreas urbanas e suburbanas é nossa aposta. O serviço de passageiros abrangerá cerca de 11% da população residente na área de influência direta da malha da Ferrovia, que tem 164 quilômetros de extensão e atravessa 14 municípios, quase de uma ponta à outra do Sul do Estado", explica Pedrosa.

O diretor-presidente da FTC, Benony Schmitz Filho, pontua que por décadas não se falou em ferrovias e agora, com o novo modelo logístico, o setor ferroviário voltou a ser lembrado por ser um forte corredor do desenvolvimento econômico. "Santa Catarina também precisa de uma malha ferroviária para dar suporte ao volume de mercadoria que comercializa. Precisamos pensar na relevância social deste projeto. Trazer de volta o trem de passageiros elevaria a sua importância à sociedade", ressalta Benony, lembrando que o último ano com transporte regular de passageiros foi 1968.

Fonte: Diário do Sul




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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

TAV já custou R$ 30 milhões à União

24/10/2012 - Valor Econômico

Passados cinco anos desde que foi anunciado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto do trem de alta velocidade segue no papel. Seus custos, não.

Por meio da Lei de Acesso a Informações, o Valor perguntou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) quanto já foi gasto pelo governo até agora com o projeto do trem-bala, planejado para ligar Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

Segundo a agência, foram sacados R$ 29,1 milhões dos cofres da União para bancar a ideia. O desembolso, de acordo com a ANTT, foi utilizado para "a realização dos estudos de viabilidade que embasaram a concepção da modelagem econômico-financeira e de concessão, a elaboração de editais de concessão, a execução de estudos preliminares para avaliação do impacto ambiental do empreendimento, trabalhos de consultoria técnica e de apoio jurídico". A cifra também embute a realização de audiências públicas.

A agência informou que o montante não inclui os custos relativos ao pessoal da equipe responsável pelo projeto, mas não informou que repasse seria esse.

O fato é que, depois de cinco anos e R$ 30 milhões desembolsados, o projeto retornou, praticamente, à estaca zero. O governo argumenta que continua a se basear nas premissas dos estudos já realizados. A modelagem do trem-bala, no entanto, foi radicalmente alterada e hoje está distante do que se previa originalmente, com o propósito de dissolver dúvidas básicas e provar a viabilidade do negócio. O governo passou os últimos anos pressionado pelos potenciais interessados no empreendimento, que questionavam o preço final do trem e a demanda de passageiros. O resultado dessa equação foram três tentativas frustradas de licitar a obra.

Agora, a expectativa do governo é lançar o novo edital para a operação do trem-bala até o fim deste ano. As propostas comerciais deverão ser entregues pelas empresas até o dia 30 de abril de 2013. A licitação está prevista para maio do ano que vem. O governo também está contratando consultorias para fazer o desenho da engenharia da obra. Numa segunda etapa, será licitada a construção da linha, o que está previsto para 2014. O início de operação de alguns trechos é almejado para 2018. Pelo novo modelo que está em elaboração, agora serão os próprios empreendedores que terão de dizer qual será o custo final da obra.


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IPHAN promove seminário técnico sobre Madeira-Mamoré

24/10/2012 - Rondonotícias

Para o Superintendente do IPHAN em Rondônia, Beto Bertagna, a EFMM é referencial embora ainda esteja sofrendo com um problema comum ao patrimônio histórico em muitas cidades


Nesta sexta-feira, (26/10/2012) o IPHAN promove um seminário técnico aberto ao público no Galpão 2 da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré com a presença de diversos profissionais que estão envolvidos no processo de revitalização do Complexo.

Tem presença confirmada José Cavalcanti Neto (coordenador de Patrimônio Ferroviário do IPHAN), Júlio de Moraes (restaurador e conservador do IFPPC-Instituto de Ferrovias e Preservação do Patrimônio Cultural), Geraldo Godoy (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária - ABPF), Carolina Pena Alencar (historiadora e mestre pelo Programa de Especialização em Patrimônio do IPHAN), José Leme Galvão Júnior (arquiteto e Coordenador de Jardins Históricos do IPHAN) e Valter Vilhena Valio (engenheiro civil responsável pelos projetos das estruturas metálicas dos galpões e da oficina).

O objetivo do seminário é dialogar com a sociedade, seguindo a política de transparência das ações de intervenção no Pátio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) que objetivaram restaurar as edificações protegidas por tombamento e requalificar urbanisticamente a área.

O local, antes pouco ocupado por grande parte da população, dado o estado de descuido e a inexistência de uma estrutura que possibilitasse a ampla utilização do espaço, agora, além de receber visitação constante e em grande número, é palco de eventos culturais que utilizam tanto o interior como o exterior dos edifícios.

Para o Superintendente do IPHAN em Rondônia, Beto Bertagna, "a EFMM é referencial embora ainda esteja sofrendo com um problema comum ao patrimônio histórico em muitas cidades: o vandalismo. O local teve muitos contrausos, cujas marcas aos poucos estão sendo revertidas. Para Bertagna, "com as intervenções propostas no pátio da EFMM, houve, em um primeiro momento, um ganho visual, pois os dois galpões já restaurados, antes escondidos por bares e pequenos restaurantes, agora estão com todo seu perímetro visível. A obra, além de qualificar os galpões, recuperou o entorno dos mesmos, possibilitando, além de tudo, acessibilidade e mobilidade, antes impossíveis pela precária situação. E a grande oficina, o girador e a rotunda estão sendo impecavelmente restauradas, devendo abrigar o Novo Museu da EFMM ainda em 2013", finalizou Bertagna.



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EPL encomenda estudo sobre gargalos

26/10/2012 - Valor Econômico

A Empresa de Planejamento e Logística (EPL), criada para acelerar os investimentos no setor de transporte, vai contratar no ano que vem um estudo sobre os gargalos de infraestrutura do Brasil. A ideia é que o trabalho seja feito em um ano e meio e apresente um retrato preciso da situação logística no país. Um acordo de cooperação será firmado com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), vinculado ao Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, para a execução do trabalho. Até lá, a EPL vai trabalhar com as pesquisas realizadas pelo próprio Ipea ou estudos como o Brasil Competitivo, da Confederação Nacional da Indústria, para a definição de projetos.

"Nos próximos dezoito meses vamos trabalhar na produção do primeiro plano de logística integrada do país", diz o presidente da EPL, Bernardo Figueiredo. "Uma das ideias é contratar uma ampla pesquisa dos eixos rodoviários para determinar qual a rota usada pelos caminhões e que critérios os caminhoneiros adotam para driblar as dificuldades que surgem nas estradas. Paralelamente a isso, será levantada toda a rede de infraestrutura existente - rodovias, portos, hidrovias e aeroportos - e criado um sistema integrado de identificação dos pontos críticos que orientem as ações governamentais."

A EPL, que vai assumir o papel de empreendedor dos projetos até que a concessão seja concluída, para acelerar as obras de infraestrutura, já começou a mapear as dificuldades no traçado de algumas rodovias e ferrovias previstas no pacote de investimentos públicos e privados de R$ 133 bilhões para o setor de transporte, na tentativa de encontrar formas que evitem conflitos ambientais. A intenção é dar maior agilidade ao licenciamento dos projetos no Ibama e nos órgãos ambientais estaduais e municipais. Os primeiros empreendimentos que serão coordenados por essa nova modalidade serão os de duplicação das rodovias BR-146, que é ligará as regiões do Alto Paranaíba, Triângulo Mineiro e Sul de Minas com o porto de Santos e o litoral paulista, e da BR-040, em Minas Gerais.

"Vamos avançar onde for possível para acelerar as obras", afirmou Figueiredo. "A grande novidade que a EPL está encaminhando é para que a ação do governo deixe de ser reativa e se torne preventiva. Hoje, quando o governo anuncia uma ação, leva-se dois anos para que ela aconteça."

O presidente da EPL espera que até o fim deste mês fique pronta a proposta de investimentos nos portos do país que está sendo formulada por uma força tarefa do governo, sob a coordenação da Casa Civil da Presidência da República e do Ministério dos Transportes. O anúncio do pacote deve ser feito em novembro. O objetivo é lançar uma série de ações que promovam a adequação dos portos existentes e a instalação de novos.

Como no caso das rodovias e ferrovias, a proposta deve prever iniciativas públicas e concessões. A estimativa de investimento é de R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões. Um estudo do Ipea aponta que a necessidade de investimento nos portos do país é de R$ 45 bilhões. O trabalho aponta ainda que 17 dos 20 principais aeroportos brasileiros estão em situação crítica ou preocupante e que oito dos onze aeroportos nos quais estão previstos investimentos nos terminais de passageiros por conta da Copa do Mundo de 2014 estão nas fases iniciais dos projetos.

"Em 2006, quando houve problema nos aeroportos, criou-se uma onda de terrorismo dizendo que a situação estava crítica. Nada foi feito, mas o mundo não acabou", afirma Bernardo Figueiredo. "Nenhum aeroporto do mundo está livre de filas nos momentos de pico. Se houver um superdimensionamento da estrutura para os momentos de pico, 90% dela ficará ociosa nos momentos que não são de pico. Eu não acho que está tendo atraso. É melhor uma boa decisão do que uma decisão apressada."


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Vale informa ao governo interesse em ferrovias

25/10/2012 - Agência Estado

O presidente da mineradora Vale, Murilo Ferreira, disse nesta quinta-feira à presidente Dilma Rousseff que a empresa tem interesse em alguns trechos do pacote de concessão de ferrovias, desde que encontre parceiros privados dispostos a ratear os investimentos necessários. Segundo a assessoria da mineradora, a participação da empresa seria feita por meio da holding Vale Logística Integrada (VLI). Ferreira contou à Dilma que está "entusiasmado" com o projeto e que há sinalizações muito boas do mercado, por isso "vislumbra" alguma participação no programa de concessões.

Segundo fontes do Planalto, o presidente da mineradora pediu a audiência a Dilma na semana passada, quando os dois se encontraram no Maranhão, durante inauguração da hidrelétrica de Estreito. A Vale integra o consórcio que construiu a usina. No encontro desta quinta, que durou quase uma hora no Palácio do Planalto, Ferreira fez ainda uma apresentação de conjuntura. Discutiu com Dilma a volatilidade do preço do minério de ferro, fez uma análise da produção e excedente de aço por continente, apresentou os projetos de investimento da mineradora no Brasil e na África.



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Primeira Etapa do TAV atrai investidores

26/10/2012 - Valor Econômico

A Empresa de Planejamento Logístico espera concluir até o fim do mês a análise das quase duzentas contribuições feitas em audiência pública ao projeto do trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro. O passo seguinte será encaminhar o edital de licitação pública ao governo para que seja aprovado e divulgado. A expectativa é que o processo seja concluído até o fim de novembro. O leilão da primeira etapa do projeto deve ser realizado seis meses depois. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) chegou a anunciar a data de 29 de maio de 2013.

"Se houver atraso vai haver descolamento na data final do leilão, mas se houver atraso será coisa pequena", disse o presidente da EPL, Bernardo Figueiredo.

Pelo menos cinco grandes empresas já manifestaram interesse em participar da primeira etapa da implantação do trem-bala brasileiro. Na semana passada, Figueiredo teve encontro com representantes da Alstom Brasil, braço nacional do grupo francês GEC Alstom, que atua na área de infraestrutura de energia e transporte, mas não quis detalhar o resultado. Siemens, Mitsui Brasil, Caf e Talgo também teriam demonstrado interesse no processo.

"Os representantes dessas empresas não só confirmaram interesse como se manifestaram na audiência pública com sugestões para aumentar a atratividade do projeto. Continuamos conversando com todo mundo. Já fizemos uma rodada de conversas, mas não há nenhum novo encontro previsto."

A Alstom Brasil, que atua no país há 55 anos e foi a fornecedora de 96 carros para a Linha 2 do Metrô de São Paulo, confirma a participação no processo. "A Alstom tem a intenção de seguir na sua parceria com a operadora francesa SNCF e, nesse âmbito, Alstom e SNCF reafirmam o interesse no projeto e vão continuar discutindo isso com todas as partes interessadas, utilizando os seus conhecimentos a fim de ajudar a trazer a tecnologia de trens de alta velocidade para o Brasil", informa nota da empresa.

A Talgo, fabricante espanhola de trens de alta velocidade, também manifestou interesse em participar ainda no ano passado. Embora tenha escritórios na Alemanha, EUA, Cazaquistão e Bósnia, é a sede da empresa, na Espanha, onde são fabricados os trens de alta velocidade usados na linha que liga Madri a Sevilha, que cuida do projeto do trem bala brasileiro. Executivos da Siemens, que forneceu equipamentos para o trem-bala Madri-Barcelona, manifestaram em maio o interesse da empresa em participar do projeto brasileiro. Em setembro, a espanhola CAF (Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles), que fez a modernização de 354 trens da Rio Trens, anunciou a formação de um consórcio com a também espanhola Renfe para disputar a primeira fase do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

Alguns especialistas têm criticado a viabilidade do projeto. O trem-bala, indicado para distâncias médias entre cidades de grande concentração populacional, custaria muito caro ao Brasil e provavelmente teria que ter a passagem subsidiada pelo governo. Na Espanha, que tem população de 45 milhões de pessoas, mas recebe 40 milhões de turistas por ano, a ligação Madri-Barcelona é deficitária. "O trem-bala brasileiro dificilmente ficaria pronto no prazo de seis anos. Está se tentando dar o pulo de um calhambeque para uma Ferrari, quando um trem com velocidade menor ficaria mais barato", diz Flávio Zambelli Cerquinho, professor da ISE Business School.

O trem de alta velocidade consiste em uma linha de 510 km entre as duas capitais. De São Paulo sairia uma segunda linha de 97 quilômetros até Campinas. O custo da obra é estimado em R$ 33,3 bilhões. Ele transportaria cerca de 33 milhões de pessoas no primeiro ano de operação.


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Investidor do TAV terá mais garantias

26/10/2012 - O Estado de S. Paulo

O governo estuda incluir um mecanismo de proteção para investidores do trem-bala em caso de falta de clientes. Essa espécie de seguro contra uma demanda baixa para o trem que vai ligar Campinas, São Paulo e Rio foi uma das principais questões levantadas pelos interessados no projeto.

O edital definitivo do Trem de Alta Velocidade (TAV) deve ser publicado até terça-feira (30), conforme cronograma. No período em que a primeira versão do edital (minuta) ficou em consulta pública, mais de 1.200 contribuições foram feitas ao projeto.

Cerca de dez dessas questões estão sendo analisadas pela presidente Dilma Rousseff e pela alta cúpula da Casa Civil e dos ministérios dos Transportes, Fazenda e Planejamento, além de representantes da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Os investidores sempre questionaram as projeções de demanda do governo. Por isso, a inclusão de alguma proteção contra eventual frustração de expectativa sempre foi defendida pelas empresas.

No edital feito para o leilão fracassado de 2011, o governo incluiu um seguro. Se a demanda de passageiros fosse inferior à projetada pelo governo em alguns períodos, haveria corte na taxa de juros do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Agora, uma das possibilidades avaliadas é compartilhar o risco da demanda entre o vencedor do leilão e a União, caso ela não se mantenha.

Nesse cenário, a outorga fixa, com base em cada quilômetro de viagem (o mínimo é de R$ 66,12 por quilômetro trafegado comercialmente por trem de referência de 200 metros), seria substituída por um porcentual da receita da operadora. Se a demanda for inferior à prevista, o consórcio poderá pagar um valor de outorga menor. Se a demanda for maior, a receita será dividida entre as duas partes.


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Contrail recebe Licença de Instalação para obras do TIPS

26/10/2012 - Revista Ferroviária

A Contrail Logística obteve na última terça-feira (23/10), a Licença de Instalação (LI) para o início das obras do Terminal Intermodal do Porto de Santos (TIPS), em Cubatão (SP). Com área de 300 mil metros quadrados, o TIPS terá capacidade para movimentar 1,2 milhão de TEUs/ano (Twenty Equivalent Units, ou contêineres de 20 pés), e deve iniciar as operações em maio de 2013.

"As obras do TIPS começam na semana que vem e lá iniciaremos a operação dos trens de vagão double-stack junto com a MRS no final do primeiro semestre de 2013. Esta operação vai mudar toda a logística de movimentação de contêineres no Porto de Santos", afirma Fabio Russo, Diretor Presidente da Contrail.

A Contrail tem uma proposta de aumentar a movimentação de TEUs no Porto de Santos dos atuais 4% para 25%, até 2017. As operações serão feitas em parceria com a MRS Logística.

O Grupo Gerdau, 14º maior produtor de aço do mundo, já manifestou interesse em firmar parceria com a Contrail para o transporte de contêineres por ferrovia até o Porto de Santos. O grupo transporta cerca de 30 mil toneladas de contêineres no Brasil.








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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Portos precisam se adaptar às ferrovias

22/10/2012 - Conteúdo Empresarial

O setor logístico brasileiro passa por um momento de transformação, em que o modal ferroviário volta à agenda de prioridades. O cenário, que já vinha sendo desenhado pelos números positivos do segmento nos últimos anos, ganhou um impulso maior com a recente criação, pelo Governo Federal, da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que pretende investir, ao longo de 25 anos, R$133 bilhões em rodovias e ferrovias. Mesmo com este ambiente de otimismo, há neste processo, no entanto, um obstáculo a ser superado: como readaptar complexos de embarque e desembarque de cargas, como os portos, a esta realidade e de modo ágil e ecoeficiente?

"O Porto de Santos, por exemplo, não tem estimulado a vocação para o transporte ferroviário de contêineres. Para fazermos projeções positivas no complexo quanto ao aumento do uso de trens de carga, é necessário investir em uma série de transformações", ressalta Washington Soares, vice-presidente da Câmara Brasileira de Contêineres, Transporte Ferroviário e Multimodal (CBC) e pesquisador de políticas sustentáveis e modais ecoeficientes. "A movimentação de cargas deve ocorrer dentro do porto organizado por meio de vagões double stack, para minimizar o custo logístico do usuário e, ao mesmo tempo, fomentar o modal mais ecoeficiente", explica.

Para que isso aconteça, frisa Soares, é fundamental que a autoridade portuária invista em equipamentos para movimentação em circunstancias especiais de transbordo com movimentação aérea pelo Conceito Thruport (transporte por transbordo entre áreas) e em veículos adaptados com tecnologia adequada para controle de emissões, para não gerar problemas de externalidades que provoquem impactos sociais, ambientais e econômicos à comunidade portuária. "Para evitar novos custos de transbordos ao usuário do porto, a formação de trens expressos de contêineres no porto, a exemplo de outros portos no exterior, deve ocorrer dentro do porto organizado, em área segregada pela autoridade portuária, ou, preferencialmente, nas áreas adjacentes dos terminais próximos aos navios", afirma.

A importância da ecoeficiência em processos logísticos, destaca, parte da premissa de um porto mais sustentável e, para isso, é necessário fomentar o desenvolvimento do conceito de Modal Shift (troca modal), sobretudo com a perspectiva de um transporte sustentável por meio do estímulo a modais ecoeficientes para diversos processos cujo gerenciamento envolve todos os elos da cadeia de suprimentos.

"Considerando os novas propostas de investimentos com base no programa de projetos voltados a ferrovia divulgados no PAC 2, o montante dos recursos atingirá R$91 bilhões no setor. A ecoeficiência operacional depende de áreas de transbordos para serviços de transporte intermodal e para induzir práticas sustentáveis de serviços logísticos em distribuição física, com inovações organizacionais com o modal ferroviário. Isso deve partir da premissa da disponibilidade para conexão com a rede ferroviária portuária", explica.

Transporte sustentável Washington Soares cita o Porto de Vancouver, no Canadá, como exemplo: "Uma das características do transporte sustentável lá é o papel exercido pelo departamento de fiscalização do setor de transportes e movimentação de cargas sobre práticas ambientais, que toma medidas diuturnamente para mitigar os impactos ambientais a partir do controle de emissões de CO2 feito pelas concessionárias ferroviárias, não ficando a responsabilidade apenas do departamento das operações dos arrendatários de áreas privatizadas do porto organizado". E completa: "Nos complexos brasileiros, a contratação de uma empresa especializada em gestão multimodal pode ser um caminho interessante para desenvolver projetos de pesquisas de ecoeficiência para o transporte sustentável por ferrovia".

A projeção para este ano de 2012 é de que o setor de transporte ferroviário de cargas movimente, segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), um total de R$ 5,3 bilhões, em um setor que envolve aproximadamente 47 mil trabalhadores. Para atender necessidade por mão de obra qualificada, 13 universidades federais já anunciaram que vão ofertar cursos direcionados para o modal. A Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, pretende disponibilizar, em 2013, o curso de Engenharia Ferroviária.

Expansão O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está investindo, ao longo deste ano, R$ 2,4 bilhões para o transporte sobre trilhos, número 63% maior ao de 2011. Entretanto, a Câmara Brasileira de Contêineres, Transporte Ferroviário e Multimodal (CBC) mantém a preocupação com ausência da expansão das ferrovias, dentro dos limítrofes do porto organizado, para formação de trens que atendam o transporte de contêineres. Isto só ocorrerá se existir interesse dos arrendatários das áreas do porto organizado que, por ora, ainda defendem projetos de erradicação de linhas férreas nos terminais, mesmo sabendo da existência de projetos os quais certamente dependerão da conexão portuária. Mesmo com os recursos públicos já aprovados, não tratam com a mesma prioridade a ferrovia dentro da área do porto organizado, como o programa de planejamento e investimentos do Governo Federal divulgado no PAC (Plano de Aceleração de Crescimento) 2.


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Projeto nota 10

23/10/2012 - Revista Ferroviária

Paulo Passos, Bernardo Figueiredo e Marcos Lutz conversam na inauguração do terminal de Itirapina (SP)
Ainda falta construir a cobertura dos navios em Santos, para embarcar açúcar em dias de chuva, e duplicar 180 km de linhas no planalto paulista. Mas com a inauguração, nesta segunda-feira (22/10), do terminal concentrador de Itirapina, entre Rio Claro e Araraquara, o projeto da Rumo Logística está quase concluído. Em 2013, perto de 9 milhões de toneladas de açúcar de 100 usinas paulistas chegarão a Santos de trem, o que ainda pode crescer, dependendo da safra. Em 2014, o projeto deve estar completado, com o transporte de 11 milhões de toneladas por ferrovia.

Em Itirapina, ficou claro que a empresa está olhando mais além. "Podemos sim replicar este modelo com outras cargas", disse Marcos Lutz, diretor presidente da Cosan, a cooperativa de usinas que controla a Rumo. Hoje, as 50 locomotivas e os 729 vagões, sendo 229 a caminho, já transportam soja e milho na entressafra da cana. "Podemos inclusive ser operadores ferroviários no futuro", diz ele. No grupo, presidido por Rubens Olmeto, e que compreende a Raizen, a Cosan Lubrificantes e a Radar Propriedades Agrícolas, já se fala em Cosan Infraestrutura.

Exemplo

Presente na inauguração, Bernardo Figueiredo, presidente da recém criada EPL, usou o caso bem sucedido da Rumo para dar um recado aos empresários:

"A Rumo pode servir de exemplo para outras empresas que, como a Cosan, não se conformam com a insuficiência em logística e partem para soluções próprias, ou se associam com as operadoras ferroviárias existentes". No caso, a associação foi com a ALL, que opera o projeto, sob o controle atento de Julio Fontana, presidente da Rumo.

Na entrevista coletiva que antecedeu na inauguração, Julio e Marcos disseram que a negociação para a compra da maioria das ações do grupo de controle da ALL está avançando e pode estar concluída até o final deste ano: "os sócios estão conversando – disse Marcos – e nós mantemos a proposta feita no início do ano".

Com a maturação do projeto, em 2014, perto de 80 % do açúcar de exportação chegará a Santos de trem, reproduzindo e indo além do que aconteceu com a soja na década passada, da qual 60 % chega hoje a Santos de trem. Com a transferência do açúcar, já no ano que vem, 1 mil viagens de ida e volta de caminhões pesados deixarão de ser feita nas estradas paulistas. Além do ganho ambiental, as usinas já estão se beneficiando de uma redução considerável do frete, que, conforme a distância, vai de 15 a 30 % no valor, segundo Julio Fontana.

Também presente da inauguração, o ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos, chamou a atenção para o abandono da malha e para a expectativa que os clientes e futuros operadores independentes venham a reparar isso:

"Temos 29 mil km de linhas, dos quais pouco mais de 10 mil km são utilizados intensamente. Nós podemos mudar isso. Já estamos trabalhando para tirar do papel o Plano de Investimento em Logística anunciado pela presidenta Dilma. Nosso Bernardo Figueiredo está arrancando os cabelos – apesar dos galos – para por o programa de pé."

Também presente na inauguração do terminal de Itirapina o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o diretor geral da ANTT, Ivo Borges, e o secretário de Desenvolvimento da Fazenda, David Siegelman.




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Comentários
23/10/2012 - Comentário de José Balan Filho -

Uma notícia como essa é um alento, um sinal de que definitivamente, e sem trocadilho, as coisas começam a andar nos trilhos.
O atual "status quo" não é mais suportável, e somente os trens, inclusive de passageiros, poderão dar um novo dinamismo ao setor e desfazer esse nó que existe no nosso sistema de transporte.



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Dnit licita consultoria para variante de Camaçari

23/10/2012 - Revista Ferroviária

O Dnit publicou nesta terça-feira (23/10) o aviso de licitação para a seleção de uma empresa de consultoria especializada em gestão ambiental para fazer a supervisão e gerenciamento ambiental das obras de implantação da variante ferroviária de Camaçari, na Bahia. O contorno de 18,68 quilômetros permitirá a ligação entre o polo petroquímico de Camaçari e o porto de Aratu.

As propostas devem ser entregues até 06 de novembro. O edital será disponibilizado nos sites www.dnit.gov.br e www.comprasnet.gov.br.

A ordem de serviço para as obras da variante foi assinada pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, em novembro de 2010. Mas o projeto de R$ 140 milhões está parado aguardando revisão. Segundo o Dnit, a revisão do projeto foi necessária, pois no traçado da variante está a comunidade Quilombola de Pitanga dos Palmares e por conta disso o órgão aguarda a conclusão da análise para dar continuidade à obra.

O consórcio Cowan/Cotrin é o responsável pela obra, que está prevista para ser finalizada em fevereiro de 2014.


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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Rumo inaugura terminal no interior de São Paulo

22/10/2012 - Revista Ferroviária

A Rumo Logística inaugura nesta segunda-feira (22/10) o seu novo terminal em Itirapina, no interior de São Paulo. O terminal é um dos mais modernos do setor de agronegócio e carrega trens em movimento. Localizado em um terreno de 230 hectares, com dois mil metros quadrados de área construída, próxima à Rodovia Washington Luís, o terminal tem capacidade estática para armazenar 110 mil toneladas de açúcar e outros granéis sólidos, e movimentação de cerca de dois milhões de toneladas por ano.

A cerimônia contará com a presença de Geraldo Alckmin (governador do Estado de S. Paulo), Marcos Lutz (presidente da Cosan) e Julio Fontana (presidente da Rumo Logística).

Foram investidos R$ 100 milhões na primeira fase do terminal. O projeto prevê mais duas fases, que serão implantadas em 2013, com investimento de mais R$ 100 milhões. A Rumo também conta com três outros terminais em operação no interior de São Paulo - Sumaré, Jaú e Barretos.


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sábado, 20 de outubro de 2012

Licitação da ferrovia entre Goiás e Lucas será retomada no começo de 2013

20/10/2012 - MT Agora

Projetos serão retomados a partir do início de 2013, já através do novo programa de concessões do governo federal lançado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, defendeu a retomada do cronograma relativo às obras da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) entre Uruaçú (GO) e Lucas do Rio Verde (350 km ao Norte de Cuiabá), durante reunião na última quinta-feira (18) do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES/PR).

Constituído para discutir grandes temas do país, o conselho é umbilicalmente ligado à Presidência da República e conta com representantes de diversos setores da economia e da sociedade brasileira.

Ao demonstrar preocupação com a paralisação das obras, Rui Prado recebeu garantias do presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, de que os projetos serão retomados a partir do início de 2013, já através do novo programa de concessões do governo federal lançado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff.

"O Bernardo Figueiredo confirmou que houve a suspensão temporária dos trabalhos por causa da mudança nas concessões, mas garantiu que abrirá licitação a partir do início do ano que vem e que as obras começarão já, o que para nós é muito importante", afirmou Prado.

Prado também externou ao ministro do "Conselhão", Moreira Franco, sua preocupação com a vigência do decreto 6620/2008 que trata da modernização dos portos privados brasileiros. A norma permite que somente os donos das mercadorias importadas ou exportadas podem realizar obras de melhorias e adaptações nos terminais de carga.

Segundo o presidente da Famato, a vigência do decreto limita investimentos em portos por parte de investidores e provoca prejuízos à economia.

"Este decreto é muito prejudicial. O governo precisa revogar esta regra. O ministro Moreira Franco entendeu a nossa necessidade e se comprometeu a buscar uma solução. Mas mesmo assim vamos formalizar uma proposta por escrito ao governo federal para que esses portos possam ser modernizados com recursos externos", explica.

Fonte: MT Agora - AgroOlhar




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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Governo debaterá sugestões para o trem-bala, diz a EPL

18/10/2012 - Agência Estado

O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, informou que o governo deve promover, na próxima semana, reuniões para avaliar a possibilidade de incluir ou não as sugestões apresentadas por empresários durante o processo de consulta pública da minuta do edital do Trem de Alta Velocidade (TAV).

Segundo ele, o governo tem ouvido algumas das empresas que fizeram contribuições e pode adotar algumas, de forma a aperfeiçoar o edital "Teve um ânimo bom de participação. Tem algumas sugestões de aperfeiçoamento que estamos avaliando e procurando entender", afirmou.

Conforme o cronograma do governo, o edital deve ser publicado até o dia 31 de outubro. Figueiredo acredita que o prazo deverá ser cumprido. "Estamos fazendo tudo para não alterar o cronograma. Não posso fixar prazo para o governo decidir, mas não vejo muita razão para isso (atrasos)", afirmou.

Figueiredo reiterou que o estudo técnico do TAV é o mesmo que já foi apresentado ao Tribunal de Contas da União (TCU) em ocasiões anteriores e que já foi aprovado pelo órgão. "Rigorosamente, o TCU só se pronuncia sobre edital e contratos depois de publicados. Nesse caso, embora não tenha mudado o estudo técnico que o TCU já tinha aprovado, na verdade houve uma mudança de modelo, mas nós já mandamos para o TCU."


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Valec licita projeto e obras do pátio de Anápolis

19/10/2012 - Revista Ferroviária

A Valec publicou nesta sexta-feira (19/10) o aviso da licitação para a elaboração do projeto executivo e execução das obras para a implantação do pátio de Anápolis (GO) da Ferrovia Norte-Sul. O recebimento das propostas será no dia 04 de dezembro, às 10h, no auditório da Valec, em Brasília.

A licitação será por Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que foi criado pela Lei 12.462/2011 e permite a flexibilização de licitações e contratos destinados à realização da Copa das Confederações, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Em junho, o Senado aprovou a ampliação da aplicação para as todas as obras incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O edital será disponibilizado nos sites www.valec.gov.br e www.comprasnet.gov.br . Outras informações podem ser obtidas nos telefones (61)2029-6481 ou 2029-6482.


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Governo levará trilhos da Ferronorte a Cuiabá

18/10/2012 - Agência Estado

A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Míriam Belchior, afirmou na noite desta quarta-feira (17), em comício em Cuiabá, que serão liberados R$ 15 milhões para fazer os trilhos da Ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte) chegarem à capital do Mato Grosso. O terminal, que auxiliará na movimentação de 2,5 milhões de toneladas de carga por ano, é composto por área de classificação de grãos; descarga de caminhões; armazenagem (silos); tulha (carga dos vagões), e edificações de apoio (guaritas, escritórios, balanças, posto de combustível). Míriam participou de um comício do candidato a prefeito Lúdio Cabral (PT).

Iniciada em maio de 2011, a ferrovia deverá ligar Porto Velho (RO) e Santarém (PA), passando pela capital mato-grossense, fazendo interligação em Santa Fé do Sul (SP) e chegando ao Porto de Santos (SP). A América Latina Logística (ALL) é a concessionária que responde pela Ferronorte. De acordo com Míriam , nesta sexta-feira (19), a presidente Dilma Roussef assinará um termo de compromisso com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para a elaboração dos estudos iniciais de execução da obra. A primeira etapa, com 166 quilômetros, está pronta e mais 80 quilômetros deverão ser concluídos até o fim do ano, alcançando Rondonópolis (MT). O complexo intermodal de Rondonópolis terá a capacidade de carregamento de dez mil toneladas em seis horas.

Em 2014, segundo os planos da ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, deve começar a execução rumo a Cuiabá. "Não temos dúvida da viabilidade desta obra", afirmou. Míriam classificou como "redenção necessária" o avanço dos trilhos até Cuiabá para que o setor produtivo possa inserir esta região num novo ciclo de crescimento.

Em Mato Grosso, Itiquira foi a terceira cidade a contar com um terminal da Ferronorte. O primeiro trecho da ferrovia, entre Aparecida do Taboado (MS) e Alto Taquari (MT), foi concluído em 1999. Anos mais tarde, foi entregue mais um terminal, o de Alto Araguaia. O projeto foi 90% financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).







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Novo modelo para rodovias e ferrovias corrigirá distorções

18/10/2012 - Agência Brasil

O Programa de Investimentos em Logística para Rodovias e Ferrovias corrigirá distorções no transporte de cargas no país, entre elas a baixa profissionalização dos caminhoneiros e a subutilização e precariedade da malha ferroviária do país, disse hoje (18) o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. Ele falou sobre durante o Colóquio Infraestrutura para o Desenvolvimento, organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão de assessoramento da Presidência da República.

O presidente da EPL destacou que 70% do transporte de carga rodoviária no país são feitos por autônomos ou empresas com até quatro veículos. Segundo ele, o baixo nível de profissionalização e a remuneração deficiente não permitem que se melhore a frota de caminhões. "A idade média da frota de caminhões é 18 anos. Nossas mercadorias são transportadas por veículos de 25, 30 anos. Esse é um quadro preocupante", disse.

Figueiredo ressaltou que as linhas de crédito oferecidas nos últimos anos para estimular a aquisição de novos veículos não funcionaram como previsto. "A gente percebe que só as grandes empresas se interessaram. O trabalhador autônomo ficou de fora, pois ele trabalha na informalidade. [O autônomo] não é personalidade econômica que possa acessar uma linha de crédito".

O presidente da EPL disse que o Programa de Investimentos para Rodovias e Ferrovias corrigirá a situação, ao ofertar um crédito apropriado ao perfil dos caminhoneiros autônomos. "O governo está criando uma linha de financiamento em condições absolutamente adequadas, com prazo grande de carência e amortização e taxas de juros muito baratas", disse.

Figueiredo afirmou também que o investimento na malha ferroviária do país, por meio de parceria público-privada, mudará a configuração do transporte de carga. Atualmente, 90% da movimentação de mercadorias no país são via malha rodoviária. O motivo, segundo o presidente da EPL, é a precariedade das ferrovias. "Temos infraestrutura construída há mais de 100 anos. O nível de serviço, tirando nichos modernos como Carajás e Vitória-Minas, é de baixo padrão. Os preços são formados em uma relação de cliente dependente de serviço monopolista", declarou. Segundo ele, o novo modelo condicionará a concessão das ferrovias à modernização e criará um ambiente de competitividade. "[O modelo] vai gerar ganhos tarifários porque o preço será formado em ambiente competitivo", declarou.

Lançado pela presidenta Dilma Rousseff em 15 de agosto, o Programa de Investimentos em Logística para Rodovias e Ferrovias prevê aporte de R$ 133 bilhões em 25 anos. No total, serão concedidos 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias. Os investimentos, nos próximos 25 anos, somarão R$ 133 bilhões, sendo que R$ 79,5 bilhões nos primeiros cinco anos. Nas rodovias serão aplicados R$ 42 bilhões e nas ferrovias R$ 91 bilhões.


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