quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Chegada da ferrovia impulsiona indicadores socioeconômicos nas cidade de MT

01/01/2015 - Cenário MT

Além de favorecer o desenvolvimento e a logística do Mato Grosso, empresas contribuem fortemente para a economia fiscal do país, do estado e também do município.

Considerada uma das mais promissoras cidades da região Centro Oeste, com o segundo maior PIB (Produto Interno Bruto) mato-grossense, Rondonópolis completou, no dia 10 de dezembro, 61 anos de emancipação. A cidade abriga hoje o maior terminal ferroviário de cargas da América Latina. Inaugurado há pouco mais de um ano, o Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), que ainda segue em expansão, reflete um novo impulso socioeconômico para a região, com geração de emprego, renda, qualificação de mão-de-obra e melhora no escoamento da produção do estado.

Somente em 2014, o terminal da América Latina Logística (ALL) gerou cerca 300 empregos diretos e mais de mil empregos indiretos. De acordo com o gerente de Terminais da ALL em Mato Grosso, Ivandro Paim, atualmente, 56% do quadro de colaboradores da companhia vieram transferidos de outras cidades e o restante foi contratado no município. "Mesmo trazendo colaboradores de outras localidades, onde a ALL tem base, a empresa abre espaço e investe na formação e qualificação de mão-de-obra local", ressaltou.

Além da ALL, já opera no CIR a subsidiária Brado, pioneira no transporte ferroviário de contêineres, e a esmagadora de soja Noble. Já é prevista também a instalação de outras empresas no complexo nos próximos anos, o que deve ampliar ainda mais as oportunidades de trabalho.

O economista e professor na Universidade de Cuiabá (Unic), Alexsandro Silva, explica que o ciclo de investimentos iniciado após a instalação de um terminal de cargas com o porte do CIR, traz melhorias para diversos setores do município. Segundo ele, a vinda de profissionais com suas famílias de outras cidades, contribui diretamente para a movimentação da economia local por representar maior consumo por produtos e serviços. "Desde o imobiliário a outros setores, há um aumento significativo na demanda", explicou.

Outro setor que tem se preparado nos últimos anos para receber esse novo momento, de acordo com o economista, é o da educação. Escolas de ensino profissionalizante e faculdades vêm ampliando o número de cursos e quantidades de vagas para preparar o maior número possível de profissionais para os postos de trabalho que serão gerados. "Um exemplo disso é o curso de Engenharia de Produção, disponível em dois turnos e com alta demanda nas duas maiores faculdades particulares da cidade", comentou.

Silva também destaca a atração de outros grandes empreendimentos que optam pela cidade, influenciados pelo potencial de crescimento que o município oferece. "Outras grandes empresas, de variados setores, são influenciadas pelas promessas do grande crescimento que Rondonópolis deverá apresentar nos próximos anos, apontando a cidade como um bom lugar para investir", frisou.

Além de favorecer o desenvolvimento e a logística do Mato Grosso, Silva lembra que essas empresas contribuem fortemente para a economia fiscal do país, do estado e também do município. "Quando se eleva o nível da atividade econômica todos ganham, inclusive o governo, que arrecada mais em tributos. Ampliando a capacidade do Estado e dos Municípios aumenta-se os investimentos em melhorias dos serviços públicos como saúde, educação, segurança, habitação e lazer, por exemplo. Rondonópolis certamente se beneficiará muito com isso", concluiu.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Ministro dos Transportes confirma que ferrovia Norte Sul passará por Três Lagoas

30/12/2014 - Dia a Dia

A confirmação pelo Ministério dos Transportes de que a Ferrovia EF-267 passará pela região do Bolsão atende a uma reivindicação do senador Delcídio do Amaral.

O ministro Paulo Sérgio Passos, durante sua estada em Três Lagoas, na manhã de quarta-feira (17) passada, para a inauguração do contorno ferroviário, anunciou que o Município será também contemplado com nova opção de transporte: a ferrovia Norte-Sul (denominada EF-267), que ligará Mato Grosso do Sul a São Paulo e Paraná.

O fato causou euforia a todos os presentes no ato de inauguração do contorno ferroviário de Três Lagoas, inclusive o governador André Puccinelli, a senadora diplomada (vice-governadora) Simone Tebet e prefeita Marcia Moura.

Passos observou o aspecto econômico da região e o desenvolvimento que Três Lagoas vem apresentando nos últimos dez anos. "São empreendimentos de grande porte que necessitam suporte para atender suas capacidades de produção e precisam de opções de logística, como o modal ferroviário. Mato Grosso do Sul tem que ser bem atendido, assim como Três Lagoas", colocou o ministro.

Luta antiga de Delcídio

A confirmação pelo Ministério dos Transportes de que a Ferrovia EF-267 passará pela região do Bolsão atende a uma reivindicação do senador Delcídio do Amaral.

"Desde que o governo federal começou a planejar a obra temos feito gestões junto ao Minstério dos Transportes, a ANTT ( Agência Nacional de Tranporte Terrestres) e até na própria Presidência da República para que o traçado da ferrovia incluísse o Bolsão e a Grande Dourados. Participei de diversas reuniões com dirigentes do governo e chegamos até a promover uma audiência pública na Assembléia Legislativa, em agosto do ano passado, para mostrar a importância da EF-267 para o desenvolvimento do nosso estado. Fico feliz ao ver que o nosso sonho vai ser realizado", comentou o senador, em entrevista exclusiva ao Perfil News.

A EF-267 ligará o Mato Grosso do Sul a São Paulo e ao Paraná. Os trilhos passarão por Brasilândia, Três Lagoas, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Nova Andradina, Angélica, Deodápolis, Dourados e Maracaju, com ramais integrando à malha ferroviária do Paraná, permitindo o escoamento da produção pelo município de Mundo Novo para Guaíra, Cascavel, Guarapuava, Irati, Iguaçu e Paranaguá, onde está localizado um dos mais importantes portos do Brasil.

Para Delcídio, a EF-267 criará uma nova e eficiente alternativa para escoar a produção agropecuária do estado, "a um custo de frete bastante competitivo, o que deverá impulsionar ainda mais a economia de Mato Grosso do Sul, gerando riquezas e milhares de novos empregos".

Projeto nacional

O senador destacou que a nova ferrovia faz parte de um arrojado projeto de integração nacional da presidenta Dilma Rousseff e representa para Mato Grosso do Sul o desenvolvimento e a melhoria das cadeias produtivas, ampliando a logística de transporte do estado.

"Esta estrada de ferro é um passo importante para integrar nosso estado ao mercado brasileiro e aos países do Mercosul, alcançando também os mercados asiáticos por meio do transporte marítimo" afirma .

O ramal será licitado no ano que vem. A previsão é de que os primeiros vagões já estejam transitando em 2019. A linha férrea está prevista no Programa de Investimento e Logística do governo federal, que prevê investimentos de R$ 91 bilhões em 25 anos.

Fonte: Jornal Dia a Dia

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Passagem de trem Vitória a Minas fica mais cara em 2015

18/12/2014 - G1 ES

O valor das passagens do trem que faz o trajeto Vitória a Minas Gerais sofrerá reajuste a partir do dia 2 de janeiro de 2015, segundo a mineradora Vale, responsável pelo transporte dos passageiros. As passagens, que antes custavam R$ 58 para viagens na classe econômica, passarão para R$ 62. Já a classe executiva, que antes era tinha valor de R$ 91, será agora R$ 95.

Segundo a Vale, o reajuste também será cobrado para quem faz o trajeto inverso, de Minas Gerais para Vitória. A empresa ainda informou que o reajuste foi determinado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão que regulamenta o setor

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Locomotiva da Madeira-Mamoré é restaurada em Guajará-Mirim, RO

19/12/2014 - O Nortão

Peça é do acervo do Museu Municipal e deve ficar pronta nesta sexta-feira, 19. Iniciativa privada e secretaria firmaram parceria para revitalização.

A locomotiva número 20 exposta na praça do Museu de Guajará-Mirim (RO), distante cerca de 330 quilômetros de Porto Velho, está sendo restaurada até esta sexta-feira (19) os trabalhos serão concluídas. A Maria Fumaça faz parte do acervo do museu que comemora 34 anos no próximo dia 22 de dezembro.

De acordo com a direção do museu, a peça foi recuperada pela última vez quando participou da minissérie da Rede Globo Mad Maria, em 2005, representando a locomotiva número 5. Depois disso, ela sofreu com os efeitos climáticos, a enchente do Rio Mamoré e o descaso. Para a restauração, a Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo (Semcet) buscou parcerias com empresários locais que doaram toda a tinta para a pintura e funcionários da prefeitura compõem a mão de obra.

O diretor do museu, Fredson Martins, afirma que a parceria foi fundamental para o resgate do passado da ferrovia e espera que a população cuide do patrimônio. "Estamos revitalizando, com lavagem da peça, raspamos o ferrugem e aplicamos produto antiferrugem. Estamos terminando a pintura, graças a parceria com empresários. A maior preocupação é manter para resgatar nossos valores culturais", alega o diretor .

Quem sabe da importância da locomotiva na história do município e vê a restauração se emociona, é o caso de João Ferreira, de 77 anos, que andou na estrada de ferro com a número 20 e relembra como funcionava. "É importante ser reformada. Ela faz parte da minha história", diz o aposentado.

Também parte do acervo do museu, a Locomotiva 17, que fica exposta no centro da Praça dos Pioneiros será reformada em outra data, após análise de engenheiros. "Precisamos saber se temos o material local para estrutura-la, sem risco de tombar, para poder pintar", afirma Fredson.

A Locomotiva 20 é de 1909 e com base em fotos antigas, ela será restaurada nas mesmas cores como antigamente. No dia do aniversário do museu (22), a Maria Fumaça restaurada será reapresentada para a comunidade.

Fonte: G1 RO/O Nortão Jornal

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Trem da Vale tem reajustes nas passagens

18/12/2014 - DeFato Online 


As passagens poderão sem compradas sem o reajuste até 1º de janeiro de 2015

A partir de 2 de janeiro de 2015, as passagens do trem de passageiros da Vale terão reajuste médio de 5,77%. O reajuste foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os trechos de maior distância, a partir de Itabira, terão uma correção menor. Para Cariacica, na Grande Vitória, a tarifa na classe executiva passa de R$ 68 para R$ 72, um reajuste de 5,8%. Na econômica a passagem que custa hoje R$ 52 vai passar para R$ 55, índice de 5,7%.

De Itabira para Ipatinga o custo da viagem na classe executiva passa de R$ 24 para R$ 26, uma correção de 8,3%. Já no vagão econômico a tarifa passa de R$ 20 para R$ 21, reajuste de 5%. O valor da tarifa de Itabira para Governador Valadares na classe executiva vai aumentar 7,6%. A passagem que hoje custa R$ 39 para R$ 42. Já o custo do bilhete do vagão econômico passa de R$ 28 para R$ 30, um aumento de 7,14%.

De Belo Horizonte até Cariacica, na Grande Vitória, a tarifa passa de R$ 91 para R$ 95. O reajuste nesta classe foi de 4,3%. A passagem no vagão da classe econômica vai passar de R$ 58 para R$ 61, um aumento de 6,8%. De Belo Horizonte para Governador Valadares a tarifa na classe econômica passa de R$ 34 para R$ 36 e na executiva de R$ 62 para R$ 65. De Vitória para Governador Valadares os preços são os mesmos nas duas classes. De João Monlevade para Belo Horizonte a tarifa do vagão econômico passa de R$4 20 para R$ 21 e no executivo de R$ 34 para R$ 36.

As passagens poderão sem compradas sem o reajuste até 1º de janeiro de 2015. A empresa venda os bilhetes com 60 dias de antecedência pela internet os no guichês das estações. Em 5 de agosto deste ano a Vale colocou em circulação vagões comprados na Romênia. Mesmo os investimentos, os preços não foram reajustados.

O trem de passageiros tem sido alvo de vândalos, ou melhor, bandidos. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte e de Vitória as janelas estão sendo atingidas por pedras (veja imagem acima). A marca que lembra gotas de chuva é do vidro trincado. Os vagões antigos tinham janelas de aço. Os passageiros eram orientados a fechá-las quando o trem estava próximo do destino final. O novo trem tem janelas de vidros mais largas, evitando que os passageiros sejam atingidos.

Fonte: DeFato Online 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Governo prevê licitar novos estudos do TAV até abril

11/12/2014 - O Globo

O governo adotou uma meta para retomar o programa de implantação do Trem de Alta Velocidade (TAV) no país. De acordo com o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) apresentado nesta quinta-feira, o governo quer publicar a licitação para contratação de um novo estudo de viabilidade até abril.

A realização desse novo estudo, que compreende questões técnicas e ambientais, foi uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou sérias críticas aos conceitos que embasavam os planos do governo.

O projeto do trem-bala que vai ligar Campinas ao Rio, passando por São Paulo, está suspenso desde 12 de agosto de 2013, quando o leilão foi adiado. De lá para cá a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) vinha desenvolvendo estudos de engenharia para o projeto, estimado em R$ 33,2 bilhões.


Cemitério logístico trava investimentos em setor ferroviário

15/12/2014 - Exame

Ponte em obra inacabada da ferrovia Transnordestina: em dezenas de pátios logísticos espalhados País afora, milhares de vagões e locomotivas ainda enferrujam a céu aberto

André Borges, do Estadão Conteúdo

Iperó, Sorocaba e Mairinque - O governo anunciou planos de construir 11 mil quilômetros de novas ferrovias e erguer mais de 800 aeroportos regionais, mas há anos não consegue executar uma tarefa básica: limpar os trilhos e os aeroportos que já existem.

Em dezenas de pátios logísticos espalhados País afora, milhares de vagões e locomotivas ainda enferrujam a céu aberto, transformados em abrigo para usuários de drogas e entrave na operação diária de concessionárias que assumiram a malha ferroviária nacional, privatizada na década de 90.

Nos aeroportos, onde o pouco espaço disponível é disputado a tapa pelas companhias aéreas, dezenas de aviões e carcaças abandonadas ainda são um estorvo sem data para acabar.

Resultado da burocracia jurídica e da dificuldade do governo em concluir programas criados para desobstruir o caminho do transporte de cargas e passageiros, esses cemitérios logísticos estão escancarados em trechos como os da ferrovia Malha Paulista, que foram percorridos pelo Estado.

Ao longo da estrada de ferro que corta a região de Sorocaba (SP), linha que hoje é operada pela América Latina Logística (ALL), a reportagem flagrou centenas de vagões abandonados, estações históricas caindo aos pedaços e trânsito livre para o comércio de drogas.

Cabe ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) dar um destino aos bens da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) que não foram repassados às atuais concessionárias.

No processo de privatização, realizado 18 anos atrás, todo o patrimônio da RFFSA considerado necessário à operação (malha ferroviária, vagões, locomotivas, equipamentos e oficinas) foi arrendado às empresas.

Ficou a cargo do Dnit cuidar dos bens considerados não operacionais e obsoletos, milhares de vagões e locomotivas antigas sem condições econômicas de recuperação. A autarquia do Ministério dos Transportes chegou a criar um programa para isso, mas simplesmente não consegue tirá-lo do lugar.

Sem interesse. Em 2012, o Dnit concluiu uma primeira etapa de inventário dos vagões, com 1.175 unidades fichadas individualmente. Dessas, 600 foram avaliadas para venda em leilão, incluindo grandes volumes que estão entulhados nos pátios de Triagem Paulista, em Bauru (SP), e de Samaritá, na cidade de São Vicente, litoral paulista. Uma licitação para venda dos vagões foi realizada dois anos atrás, mas o Dnit afirma que não teve interessado. Eram aproximadamente 400 vagões.

"Abrimos leilão em setembro deste ano para Triagem Paulista e Samaritá, mas não houve interessado, ou seja, o preço oferecido pelo Dnit estava fora do mercado", declarou a autarquia, por meio de nota.

Nas contas da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que representa as concessionárias, um total de 5.400 vagões e locomotivas não foi arrendado no processo de privatização e, portanto, trata-se de material que precisa ser removido. Outras 7.400 unidades entraram nos pacotes de concessão, mas já estão em fase de devolução, por conta do fim de vida útil.

Nas contas do Dnit, ainda é preciso concluir a avaliação dos maquinários abandonados nos pátios de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e em capitais do Nordeste, como Fortaleza, que concentra grande quantidade das sucatas.

O material que será vendido por meio de leilões passará por avaliação de uma comissão de peritos da "inventariança da extinta RFFSA", processo que teve início em 2007 e que deveria ser concluído em 2015, mas que provavelmente terá de ser prorrogado. "Precisa ser concluído o inventário de torres de eletrificação elétrica em São Paulo, e depois transferir para Dnit", informou o órgão.

Legado

No processo de liquidação dos bens da RFFSA, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) assumiu o compromisso de desembaraçar mais de 52 mil imóveis que pertenciam à antiga Rede. Bens de valor cultural ficaram aos cuidados do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), enquanto a Advocacia-Geral da União (AGU) assumiu aproximadamente 40 mil processos trabalhistas.

Ao mostrar para a reportagem a situação atual em que se encontra a estação ferroviária de Iperó, o funcionário aposentado pela Ferrovia Paulista (Fepasa) Dejair de Almeida faz as promessas oficiais parecerem folclore. "Veja a que situação chegamos. Estamos sozinhos aqui. Até os prédios que pertenciam à Fepasa foram invadidos. Ninguém fiscaliza nada. É lamentável ver o que fizeram com a ferrovia."

Dejair Almeida trabalhou durante 22 anos na malha da antiga Estrada de Ferro Sorocabana (ESF). Aposentou-se quando um acidente o deixou cego do olho direito, enquanto trabalhava nas instalações elétricas da estação ferroviária da cidade. Hoje, cuida do Sindicato dos Ferroviários de Iperó. Durante a reportagem, enquanto apresentava o que restou da estação ferroviária, foi obrigado a recuar. Atrás do prédio, a polícia abordava um grupo de jovens, em busca de drogas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: Revista Exame 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Reunião define cronograma do projeto de trem interligando Goiânia/Brasília

11/12/2014 - Jornal Opção

Em agenda na capital, governador tratou de problemas do transporte no Entorno, prestigiou a posse do novo presidente do TCU

O trem de alta velocidade ligando Brasília a Goiânia, com ramificações para as cidades de Águas Lindas de Goiás e Santo Antônio do Descoberto, no Entorno Sul do Distrito Federal, voltou a ser tema de importante reunião entre o governador Marconi Perillo e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, na tarde desta quarta-feira (10/12). Na reunião, o governador e a direção da ANTT definiram um cronograma para realização, já no ano que vem, dos estudos de viabilidade e do projeto executivo.

De acordo com a previsão apresentada por Ronaldo Magalhães, técnico-financeiro da ANTT, até maio do próximo ano uma empresa de consultoria deverá apresentar o resultado do estudo de viabilidade. Em seguida será iniciado o projeto executivo para que a obra seja colocada em licitação.

Técnicos da agência expuseram ao governador os estudos de viabilidade técnica, econômica, socioambiental e jurídico-legal para o desenvolvimento estratégico do transporte ferroviário de passageiros e carga no corredor Brasília/Anápolis/Goiânia.

O encontro ocorreu na sede da ANTT, em Brasília, na presença também do secretário de Cidades, João Balestra, do deputado federal eleito, Célio Silveira (PSDB) e da deputada estadual eleita, Lêda Borges (PSDB), ambos representantes dos municípios goianos localizados no Entorno do DF. O diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, lembra que após a conclusão do projeto executivo, o trem será detalhado para a presidente Dilma Rousseff, a quem caberá dar a palavra final para a execução da obra.

“A execução do projeto está sendo amadurecida há muito tempo. Nós assinamos o primeiro protocolo há dois anos e meio juntamente com o governo de Brasília, a ANTT, Sudeco e vários outros órgãos federais e estaduais”, lembrou o governador. “Agora nós já estamos vendo a finalização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEC) e vamos partir para uma próxima etapa, que é a definição do trajeto, de custos, enfim, do projeto executivo. Isso tudo pode ficar pronto até o final de 2015 para que em 2016 esse projeto possa começar a se tornar realidade”, disse Marconi.

“Nós pretendemos levar o projeto para o Governo Federal para que ele analise, com dados já conclusivos, a demanda e o custo do projeto, para que (a União) tenha sensibilidade maior para viabilizar a obra”, declarou Jorge Bastos.

Características

De acordo com os primeiros estudos elaborados por técnicos da ANTT, o trem de alta velocidade entre Goiânia e Brasília seguirá os mesmos parâmetros do projeto já elaborado para a construção do ramal entre Campinas/São Paulo e Rio de Janeiro. A velocidade máxima será de 200 quilômetros por hora estimando-se o máximo de uma hora e meia para a conclusão do trajeto, contando-se com as paradas previstas.

O trem entre as duas capitais, somando-se os ramais para as duas cidades do Entorno – Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas de Goiás – atenderá uma população estimada de 6,3 milhões de pessoas, com a previsão de transportar 7,3 milhões de passageiros por ano.

O projeto divide a ferrovia em dois tipos de transportes, o regional – Goiânia/Brasília – e o de integração – DF/Águas Lindas/Santo Antônio do Descoberto e Goiânia/Anápolis, também conhecido como semi-urbano. Os primeiros estudos indicam que a linha começará a operar na Rodoferroviária de Brasília e interligará o VLT e o BRT no centro de Goiânia.

O transporte coletivo de passageiros que atende as cidades do Entorno do Distrito Federal também entrou na pauta da reunião desta quarta-feira do governador Marconi Perillo com o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos.

“O diretor Jorge tem-se mostrado extremamente sensível com a situação do transporte coletivo do Entorno. Marcamos um novo encontro para darmos sequência às discussões sobre as medidas que podem ser tomadas para melhorar o serviço. Vamos envolver os governos de Goiás, do DF e Federal para acharmos uma solução para este grave problema. O importante é que há, desde sempre, uma sensibilidade enorme por parte da ANTT e do diretor Jorge Bastos para que resolvamos essa questão”, detalhou Marconi.

A construção de um novo acesso ao novo aeroporto de Goiânia também foi discutida no encontro. O assunto deverá ser tema de nova reunião entre o governador e o diretor-geral da ANTT brevemente.

O governador Marconi Perillo passou a quarta-feira em Brasília onde, além da reunião na ANTT, prestigiou as posses do novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU ), Aroldo Cedraz, e do vice-presidente, Raimundo Carreiro, ocorridas na parte da manhã e da procuradora de Justiça de Goiás, Ivana Farina Navarrete Pena no recém-criado Conselho Nacional dos Direitos Humanos, ocorrida no final da tarde no Palácio do Itamaraty.

Ambas as solenidades foram prestigiadas pela presidente Dilma Rousseff e as mais autoridades do Governo Federal e dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. (Com informações da assessoria de imprensa do governador Marconi Perillo)

Fonte: Jornal Opção

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Governo assina contrato de ampliação da malha ferroviária em São Paulo

04/12/2014 - Portal Brasil

Cerimônia, na manhã de hoje (4), no Palácio do Planalto, teve participação do ministro das Cidades, Gilberto Occhi

Nesta manhã de quinta-feira (4), a presidenta Dilma Rousseff recebeu o ministro das Cidades, Gilberto Occhi, no Palácio do Planalto, para a assinatura de contratos de modernização e ampliação do transporte ferroviário em São Paulo e da implantação do linha de BRT Metropolitano- Praia Grande / São Vicente e Terminais (EMTU).

As obras de mobilidade urbana receberão um total de R$ 3,3 bilhões em recursos, entre repasses do Orçamento Geral da União (OGU) e contrapartidas estaduais.

A cerimônia também teve a assinatura de termo de investimento, por meio de Parceria Público-Privada (PPP), para o Sistema Produtor São Lourenço.

O investimento previsto é de R$ 2,6 bilhões, sendo R$ 2,3 bilhões de financiamento público e privado e R$ 261,2 milhões de contrapartida.

Fonte: Portal Brasil 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Ferrovia SP-MS está em fase de complementação de estudos, informa ANTT

02/12/2014 - A Crítica de Campo Grande/MS 

Em Mato Grosso do Sul, dois lotes fazem parte das concessões a serem leiloadas pelo Governo Federal: a ferrovia Estrela dOeste/SP-Dourados/MS e a ferrovia Maracaju/MS-Lapa/PR.

Em gestões realizadas junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o deputado federal Vander Loubet (PT-MS) tem procurado acompanhar os projetos de construção e concessão de ferrovias inseridos no Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado pelo Governo Federal em agosto de 2012.

No mês de novembro, Vander questionou a Agência sobre a situação do ramal Estrela d'Oeste/SP-Dourados/MS. De acordo com o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, o trecho da ferrovia está em Processo de Manifestação de Interesse (PMI).

O PMI é um instrumento previsto no Decreto nº 5.977, de 1º de dezembro de 2006, pelo qual o setor público obtém, de consultores externos ou das empresas interessadas em disputar futuros contratos de concessão, estudos de viabilidade sobre projetos de infraestrutura. O PMI funciona como uma complementação dos estudos realizados pelo setor público.

"Essa é provavelmente a última etapa antes que o Governo prepare o edital de concessão dessa ferrovia. É uma obra muito aguardada pelo setor produtivo do nosso estado porque vai dinamizar a logística, vai agilizar o escoamento da nossa produção para os grandes portos do país. E isso é fundamental para reduzir o custo com frete, para baratear o preço final dos produtos que são exportados por MS", pontuou Vander.

Interligação - Em Mato Grosso do Sul, dois lotes fazem parte das concessões a serem leiloadas pelo Governo Federal: a ferrovia Estrela d'Oeste/SP-Dourados/MS e a ferrovia Maracaju/MS-Lapa/PR.

O projeto da ferrovia Anápolis-Estrela d'Oeste-Panorama-Dourados tem uma extensão aproximada de 1.300 km. A concessão do serviço público de exploração da ferrovia vai compreender a construção apenas do trecho Estrela D'Oeste-Panorama-Dourados, já que o trecho Anápolis-Estrela d'Oeste (681,6 km) está em construção pela Valec, empresa pública controlada pelo Ministério dos Transportes.

Além de Dourados, o traçado deve passar pelos municípios sul-mato-grossenses de Deodápolis, Angélica, Nova Andradina, Bataguassu, Santa Rita do Pardo, Brasilândia, Três Lagoas e Eldorado.

A ferrovia Anápolis-Dourados será integrada à Ferrovia Norte-Sul, cujo trecho, quando completo, vai interligar o interior do Brasil aos portos de Belém (PA), São Luís (MA), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Rio Grande (RS). Além disso, futuramente, a Norte-Sul deve se conectar à Ferrovia Ferroeste e essa interligação atingirá também o Porto de Paranaguá (PR).

Já a concessão da ferrovia Maracaju-Lapa envolve a construção de 989 km de trilhos. O trecho integrará justamente a Ferroeste, que cruza o Paraná de leste a oeste, e permitirá a inteligação ao Porto de Paranaguá. O traçado em Mato Grosso do Sul, a partir de Maracaju, deve incluir os municípios de Itaporã, Dourados, Caarapó, Amambai, Iguatemi, Eldorado e Mundo Novo.