quarta-feira, 29 de maio de 2013

Traçado do trecho Estrela d’Oeste-Dourados será mantido

28/05/2013 - Agora MS

Não existe chance de mudança do traçado da ferrovia EF 267, que ligará Estrela D’Oeste (SP) a Dourados (MS). A afirmação é do deputado Geraldo Resende (PMDB), vice-presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias, que participou nesta terça-feira (28) de uma audiência da bancada federal e deputados estaduais de Mato Grosso do Sul com o diretor-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) Bernardo Figueiredo, em Brasília.

A reunião foi solicitada por conta da pressão que vinha sendo feita por parlamentares da bancada paulista para que o traçado da EF 267 apenas circundasse Mato Grosso do Sul e passasse a ligar as cidades paulistas de Presidente Epitácio e Rosana a Cascavel, no Paraná. Segundo Geraldo Resende, o presidente da EPL garantiu que a chance de se mudar o traçado entre Estrela d’Oeste e Dourados é zero. “A solicitação da bancada paulista será contemplada em outro projeto”, explicou Bernardo Figueiredo.

Participaram da audiência na sede da EPL em Brasília os senadores Ruben Figueiró (PSDB) e Delcídio do Amaral (PT); os deputados federais Geraldo Resende, Vander Loubet (PT), Reinaldo Azambuja (PSDB), Antônio Carlos Biffi (PT); e os deputados estaduais Laerte Tetila (PT), Mara Caseiro (PT do B), Zé Teixeira (DEM), Felipe Orro (PDT), Amarildo Cruz (PT), Dione Hashioka (PSDB) e Marcio Monteiro (PSDB).

O projeto da ferrovia que ligará Estrela d’Oeste e Panorama (SP) a Dourados consta no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e foi apresentado em reunião participativa (audiência pública) realizada em Dourados no último dia 6 de maio, em evento organizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a própria EPL e o deputado Geraldo Resende.

Esse ramal será licitado ainda este ano para a concessão de administração e construção. A previsão é de que os primeiros vagões já estejam transitando nesta estrada de ferro em2019. Aferrovia ainda vai atravessar as cidades sul-mato-grossenses de Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Nova Andradina, Angélica e Deodápolis.

Entroncamento

Outra ferrovia que ligará os municípios de Mato Grosso do Sul com os principais portos do país está sendo planejada para sair de Maracaju passando por Dourados e chegando até Lapa, no Paraná. Com isso, o município de Dourados será um entroncamento de dois grandes ramais ferroviários.

 “Estamos trabalhando para que isso aconteça, garantindo que Dourados seja um grande entroncamento, onde duas ferrovias se ligarão, possibilitando o escoamento da produção da região para os portos de Paranaguá e Santos”, afirmou o deputado Geraldo Resende.

Bernardo Figueiredo confirmou presença na reunião participativa a ser organizada em Dourados pela ANTT e o mandato de Geraldo Resende, para discutir o novo traçado Maracaju-Dourados, até o município de Lapa (PR).

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Transnordestina supera orçamento original em R$ 3 bi

25/05/2013 - O Estado de S. Paulo

Com dois anos e meio de atraso, as obras da Ferrovia Transnordestina, uma das grandes promessas do governo Lula, ainda não estão nem na metade, mas o orçamento não para de crescer. Começou com R$ 4,5 bilhões, em 2007; foi reajustado para R$ 5,4 bilhões, em 2010; e acaba de ser revisto para R$ 7,5 bilhões. O detalhe é que o aumento do custo não vai parar por aí: por contrato, o valor é corrigido pela inflação e, segundo pessoas envolvidas no projeto, já estaria em mais de R$ 8 bilhões.

Embora seja uma obra privada, a Transnordestina nasceu como um projeto para ser executado pelo governo federal. Sem verbas e enrolada na burocracia, a obra nunca saiu do papel e foi repassada como uma missão à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), do empresário Benjamin Steinbruch. Ele já tinha a concessão de uma ferrovia no Nordeste e o direito de operar a nova Transnordestina.

A estrada de ferro começa no sertão do Piauí e seus 1.728 km de trilhos passarão por cerca de 80 cidades em três Estados, até chegar aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). Foi desenhada para escoar a produção de novas fronteiras agrícolas da região e incentivar investimentos no semiárido, como exploração de ferro e gesso.

Ao transferir o projeto para a CSN, a administração federal prometeu financiamentos de bancos e órgãos públicos, como o (BNDES) e o Banco do Nordeste. Por esse motivo, a revisão do orçamento, pleiteada desde 2011, dependia do aval do governo.

O acordo fechado com a CSN vai além do preço da obra e inclui ainda a prorrogação do contrato de concessão da Transnordestina por mais três décadas, novo prazo para entrega das obras, renegociação de dívidas e a criação de uma nova estrutura empresarial. O Ministério dos Transportes confirmou o acordo, por meio de nota. A CSN não quis se manifestar.

Atraso. Além da complexidade de lidar com vários pontos em aberto, as negociações se arrastaram também por causa da irritação da presidente Dilma Rousseff com a CSN. Desde que era ministra da Casa Civil, ela reclamava e ameaçava retomar a concessão por causa dos atrasos nas obras. Na visão da presidente, a CSN fazia corpo mole para forçar a renegociação do contrato. Sem ser atendida, a CSN reduziu o ritmo das obras.

No início, as obras atrasaram por dificuldades nas desapropriações - que eram responsabilidade dos Estados - e porque as liberações de verbas do governo foram feitas de forma irregular, ditando o ritmo da construção. E o custo do empreendimento estourou porque o orçamento foi feito com base em avaliações irrealistas desde o começo. Os primeiros estudos já apontavam que o valor mais razoável da obra girava em torno de R$ 8 bilhões. Só que o governo pediu mudanças no projeto e reduziu o valor para R$ 4,5 bilhões. É uma repetição do que tem ocorrido com a usina hidrelétrica de Belo Monte, cujo investimento começou com R$ 16 bilhões e já está em R$ 30 bilhões.

Cisão. O acerto entre o governo e a CSN prevê ainda um novo cronograma para entrega da obra: dezembro de 2015, segundo o Ministério dos Transportes, que liderou a negociação. Outra reivindicação da CSN foi a extensão do tempo de concessão da Transnordestina por mais 30 anos, a partir de 2027, quando vence o prazo original. O contrato está valendo desde 1997 e, por causa dos atrasos, a empresa já perdeu 16 anos de concessão sem explorar a nova ferrovia.

Para destravar de uma vez o acordo, a ANTT assinou com a CSN um aditivo ao contrato de que permitiu a renegociação de R$ 6 milhões em multas pelo descumprimento de obrigações contratuais. Os débitos foram parcelados e os compromissos pendentes ganharam novos prazos. Outra mudança para melhorar a operação foi a cisão das concessões, com a criação de duas empresas. Uma ficará com a malha existentes e a outra com os 1.728 km da Nova Transnordestina. As dívidas serão separadas e os acionistas, como Valec e BNDES, terão as participações elevadas.

Com as mudanças, a ferrovia ganha uma nova chance para se tornar realidade. Ainda assim, se tudo der certo, ela será entregue com cinco anos de atraso e pelo dobro do preço.

Mais um trecho do PIL receberá propostas para edital

27/05/2013 - Revista Ferroviária

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou nesta segunda-feira (27/05) a abertura da tomada de subsídios para mais um trecho do Programa de Investimentos em Logística (PIL), entre o Rio de Janeiro (RJ) e Vila Velha (ES). Seguindo as demais tomadas de subsídios, o objetivo é obter contribuições e informações para os estudos preliminares. As contribuições poderão ser encaminhadas para a ANTT até 28 de junho de 2013.

O trecho em questão tem 551 quilômetros entre o Rio de Janeiro e Vila Velha, passando por 27 municípios. No Espírito Santo a ferrovia passará por Vila Velha, Santa Leopoldina , Cariacica, Viana, Guarapari, Anchieta, Iconha, Rio Novo do Sul, Itapemirim, Atilio Vivacqua, Pres. Kennedy e Mimoso do Sul. No Rio de Janeiro, a ferrovia passará por Campos de Goytacazes, São Francisco de Itabapoana, Conceição Macabu, Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Silva Jardim, Rio Bonito, Tanguá, Cachoeiras de Macau, Itaboraí, Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu. Também estão previstos quatro túneis, cuja extensão total é de 5,6 km.

Os documentos disponíveis sobre o trecho estão no site da ANTT – www.antt.gov.br -, juntamente com o formulário para envio das contribuições.  A agência já divulgou abertura de tomada de subsídios para Maracajú (MS)-Lapa (PR), Lucas do Rio Verde (MT)-Campinorte (GO), Açailândia (MA)-Vila do Conde(PA), Estrela D’oeste (SP)-Dourados (MS).

ANTT marca leilão do TAV para 19 de setembro de 2013

13/12/2012 - Revista Ferroviária

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) marcou para 19 de setembro de 2013 o leilão para a escolha do operador e da tecnologia do Trem de Alta Velocidade entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. O aviso da licitação foi publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (13/12).

A licitação do primeiro TAV brasileiro está dividida em duas etapas. A primeira é para a operação, manutenção e conservação do sistema, precedida do fornecimento e montagem da proteção acústica, dos sistemas de eletrificação, telecomunicações, sinalização, controle de trens, entre outros. Já a segunda etapa, sem data prevista de lançamento, escolherá quem fará a linha.

O edital e seus anexos devem ser disponibilizados ainda hoje no site da ANTT – www.antt.gov.br - e ficarão disponíveis até 13 de agosto. A agência realizará reuniões de esclarecimento do edital nos dias 29 de janeiro e 19 de março, na Bovespa, em São Paulo. Os pedidos de esclarecimentos podem ser solicitados à ANTT até 16 de abril.

A entrega dos envelopes com os documentos de pré-qualificação, garantia da proposta, plano de negócio e projeto funcional está marcada para 13 de agosto, também na Bovespa.

O processo licitatório do projeto começou em 2010, com o lançamento do primeiro edital em 14 de julho e leilão previsto para 1º de novembro, data alterada para 16 de novembro do mesmo ano. Depois, o leilão foi adiado por mais duas vezes, abril e julho de 2011, sendo que da última vez foi por falta de interessados. Então, o governo anunciou a divisão do leilão em duas etapas.

FICO - Ferrovia de Integração Centro-Oeste

09/01/2013 - Planeta Ferrovia

A Ferrovia de Integração Centro-Oeste é a primeira parte de um projeto gigantesco, a Ferrovia Transcontinental (EF-354). No Plano Nacional de Viação, a EF-354 é planejada com 4.400 quilômetros de extensão. Ela segue da Norte-Sul, região de Uruaçu (GO) para o sudeste, cortando o Sul do Distrito Federal (DF) e Minas Gerais, até o litoral fluminense.

Para o oeste, o plano indica a passagem por Água Boa, Canarana e Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, seguindo na direção de Vilhena e Porto Velho, em Rondônia e passando pelo Acre até a divisa fronteira com o Peru, na localidade de Boqueirão da Esperança.

A FICO terá uma extensão de 1.638 km, partindo da Ferrovia Norte-Sul em Campinorte (GO), até chegar em Vilhena(RO). O projeto da ferrovia, que será executado em duas etapas e terá investimentos de R$ 6,4 bilhões, contemplará uma das regiões do país mais prósperas na produção de grãos e carne, porém bastante carente no que se refere à logística de transporte.

O trecho a ser construído na primeira etapa sairá de Campinorte (GO), cruzará o estado de Mato Grosso no sentido leste/oeste e chegará até Lucas do Rio Verde no estado do Mato Grosso. Entre Campinorte (GO) e Lucas do Rio Verde (MT) a ferrovia terá a extensão de 1.040 quilômetros.

Até o ano de sua conclusão prevista para 2014, a previsão é de investir R$ 4,1 bilhões. Já para o trecho entre Lucas do Rio Verde (MT) e Vilhena (RO) com 598 quilômetros, a ser construído na segunda etapa, deve ser investido o total de R$ 2,3 bilhões.FICO - Ferrovia de Integração Centro-Oeste

A Ferrovia de Integração Centro-Oeste é a primeira parte de um projeto gigantesco, a Ferrovia Transcontinental (EF-354). No Plano Nacional de Viação, a EF-354 é planejada com 4.400 quilômetros de extensão. Ela segue da Norte-Sul, região de Uruaçu (GO) para o sudeste, cortando o Sul do Distrito Federal (DF) e Minas Gerais, até o litoral fluminense.

Para o oeste, o plano indica a passagem por Água Boa, Canarana e Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, seguindo na direção de Vilhena e Porto Velho, em Rondônia e passando pelo Acre até a divisa fronteira com o Peru, na localidade de Boqueirão da Esperança.

A FICO terá uma extensão de 1.638 km, partindo da Ferrovia Norte-Sul em Campinorte (GO), até chegar em Vilhena(RO). O projeto da ferrovia, que será executado em duas etapas e terá investimentos de R$ 6,4 bilhões, contemplará uma das regiões do país mais prósperas na produção de grãos e carne, porém bastante carente no que se refere à logística de transporte.

O trecho a ser construído na primeira etapa sairá de Campinorte (GO), cruzará o estado de Mato Grosso no sentido leste/oeste e chegará até Lucas do Rio Verde no estado do Mato Grosso. Entre Campinorte (GO) e Lucas do Rio Verde (MT) a ferrovia terá a extensão de 1.040 quilômetros.

Até o ano de sua conclusão prevista para 2014, a previsão é de investir R$ 4,1 bilhões. Já para o trecho entre Lucas do Rio Verde (MT) e Vilhena (RO) com 598 quilômetros, a ser construído na segunda etapa, deve ser investido o total de R$ 2,3 bilhões.

BNDES aprova condições de financiamento para concessionário do TAV

18/01/2013 - Portal 2014

Leilão que definirá o grupo responsável pela operação, manutenção e conservação ocorrerá em setembro

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou novas condições de financiamento para a implantação do trem de alta velocidade (TAV), que ligará as cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e Campinas. Segundo explicou hoje (18) o BNDES, por meio de sua assessoria de imprensa, a redefinição das condições de apoio existentes visou a adaptá-las ao novo processo licitatório do projeto.

O edital de concessão para exploração de serviço público de transporte ferroviário de passageiros por trem de alta velocidade foi publicado em dezembro do ano passado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O leilão que definirá o grupo responsável pela operação, manutenção e conservação do TAV está programado para o dia 19 de setembro deste ano, na Bolsa de Mercadorias e Futuros da Bolsa de Valores de São Paulo ((BM&FBovespa).

No local, estão previstas reuniões de esclarecimento do edital e seus anexos nos dias 29 de janeiro e 19 de março próximo. A expectativa é que o TAV começará a funcionar em 2020.

O apoio do BNDES será na modalidade de project finance, modelo de fianciamento em que o fluxo de caixa do projeto é considerado a fonte primária de recursos para atender aos serviços do empréstimo, servindo como garantia os ativos e recebíveis desse mesmo projeto.

O apoio do banco terá um prazo máximo de 30 anos. O valor do financiamento será até R$ 5,3 bilhões na data-base de dezembro de 2008, corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A participação do BNDES, porém, está limitada a 80% dos itens financiáveis ou a 70% do investimento total. As condições financeiras incluem Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 5% ao ano, mais 1% ao ano.

Fonte: Portal da Copa 2014

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Audiência debaterá projeto do Trem Pé-Vermelho

23/05/2013 - O Diário

Uma audiência pública vai discutir o Projeto Trem Pé Vermelho no próximo dia 20 de junho, em Apucarana (a 65 km de Maringá), promovida pela Agência de Desenvolvimento Terra Roxa Investimentos. O projeto, que prevê o transporte de passageiros por trilhos para ligar as regiões de Maringá e Londrina, foi aprovado pelo Governo Federal e já está com recursos garantidos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2.

Durante o mês de abril, o Ministério dos Transportes manteve no site uma consulta pública para sugestões da comunidade que podem contribuir com o projeto. Os dados da consulta pública serão colocados para debate na audiência de Apucarana, passo importante dentro do projeto de implantação do modal. Com o projeto aprovado, é possível buscar parcerias com a iniciativa privada para iniciar a obra.

O Trem Pé-Vermelho vai percorrer um trecho de 152 quilômetros ligando 13 municípios: Paiçandu, Maringá, Sarandi, Marialva, Mandaguari, Jandaia do Sul, Cambira, Apucarana, Arapongas, Rolândia, Cambé, Londrina e Ibiporã. A região concentra uma população de aproximadamente 2 milhões de habitantes.

Atualmente a região é atendida apenas por serviço de ônibus para o transporte coletivo de passageiros. A maior parte das ligações é servida por uma mesma linha de ônibus e que a frequência diária da maior parte de linhas oferecidas é de uma viagem/dia.

As discussões sobre a volta do trem de passageiros na região teve início há cerca de cinco anos. O Ministério dos Transportes considerou o projeto o mais viável na mobilidade por trilhos, depois de pesquisa de viabilidade realizada em 2010 pelo Laboratório de Transporte e Logística (Labtrans) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com usuários do trecho. Estudos de viabilidade econômica apontaram a região entre Maringá e Londrina como a segunda em potencial para receber trens de passageiros entre 40 analisados em todo o Brasil.

Dourados será entroncamento de ferrovias, apontam estudos técnicos

25/05/2013 - Agora MS

Geraldo Resende articula audiência pública para discutir a Ferrovia EF 484, que sairá de Maracaju, passando por Dourados, rumo ao Paraná

O município de Dourados se transformar num entroncamento de duas ferrovias. É o que indicam estudos técnicos que vêm sendo feitos pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres. A primeira delas, a EF 267, braço da Ferrovia Norte-Sul, prevê um traçado saindo de Estrela D’Oeste (SP) e Panorama (SP) e chegando a Dourados, passando por outras seis cidades do Estado. A segunda, a EF 484, deverá sair de Maracaju, passando por Dourados (MS) e chegando a Lapa (PR).

Além do traçado que já foi discutido por meio de audiência pública em Dourados no último dia 6 de maio, começou a coleta de subsídios para o trajeto que liga Dourados (MS) a Lapa (PR), saindo de Maracaju e passando também por Itaporã, Caarapó, Amambai, Iguatemi, Eldorado e Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul; e Guaíra, Terra Roxa, Nova Santa Rosa, Maripá, Toledo, Cascavel, Tupãssi, Catanduvas, Ibema, Guaraniaçu, Nova Laranjeiras, Campo Bonito, Laranjeiras do Sul, Cantagalo, Marquinho, Candói, Goioxim, Irati, Guarapuava, Fernandes Pinheiro, Inácio Martins, Palmeira, Porto Amazonas, Balsa Nova e Lapa.

A coleta de subsídios para este projeto já teve início no portal da ANTT. A exemplo do que aconteceu no último dia 6 de maio, o deputado federal Geraldo Resende (PMDB), vice-presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias está articulando junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a realização de uma nova audiência pública em Dourados, para discutir outro ramal ferroviário EF 484 que deverá passar pelo município, um braço da Ferroeste que terá uma extensão de 989 quilômetros, em direção ao Paraná. A data e o local ainda serão definidos.

Norte-Sul

O mandato de Geraldo Resende organizou em Dourados, no dia 6 de maio em conjunto com a ANTT e a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), a reunião participativa oficial do Governo Federal, que debateu o projeto do ramal da ferrovia Norte-Sul (EF 267) que partirá de Estrela D’Oeste (SP) e Panorama (SP) e chegará até Dourados, passando por outras seis cidades do Estado.

A audiência contou com a presença de lideranças políticas de todas as regiões do Estado, como o prefeito Murilo Zauith, o secretário estadual de Planejamento Carlos Alberto Negreiros, o secretário de Obras do Estado Edson Giroto, além de vereadores, prefeitos, empresários e presidentes de entidades classistas. A intenção do parlamentar é realizar a nova audiência pública também em Dourados.

“A implantação deste modal é fundamental, pois 20% do valor do que produzimos refere-se ao custo do transporte, e transportamos muito mal nossas riquezas. O suor e o esforço do Brasil que dá certo, que produz da forma mais tecnológica, se perde ao longo de rodovias, na fila dos portos, no preço crescente do frete, na demora, no desperdício e na perda de mercados por não conseguirmos cumprir os prazos”, explica Resende.

Mato Grosso do Sul está contemplado no Programa de Investimento e Logística, lançado no dia 15 de agosto do ano passado, que prevê investimentos na ordem de R$ 91 bilhões em 25 anos e a maior parte nos primeiros cinco, a contar de 2014. Serão mais de 10 mil quilômetros de trilhos construídos em todo o país. “O Estado contará com duas destas ferrovias, a EF 267 e este novo ramal, dos quais Dourados será o entroncamento”, finaliza Geraldo Resende. (www.facebook.com/nf365)

Fonte: Agora MS 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Abaixo-assinado quer garantir trajeto original para a Ferrovia do Frango

23/05/2013 - Portos e Logística

Iniciado em 16 de abril, o documento possui 16 mil assinaturas

Um abaixo-assinado defendendo o traçado original da Ferrovia da Integração (ou do Frango) — ligando Dionísio Cerqueira ao Porto de Itajaí — está sendo capitaneado pela Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi). A ação tem o apoio de 12 das 21 associações municipais de SC.

Iniciado em 16 de abril, o documento possui 16 mil assinaturas. A meta é chegar a 100 mil. Para conseguir apoio à proposta e atingir o objetivo proposto, as associações estão realizando ações nos municípios filiados.

A iniciativa não foge do traçado sugerido no lançamento do edital para o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), lançado no último dia 10, em Chapecó. De acordo com o secretário executivo da Amavi, Agostinho Sehnem, o objetivo é evitar que surjam propostas de traçados que saiam da linha de municípios sugerida originalmente.

— Queremos reforçar o Vale do Itajaí neste cenário — explicou.

A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) apoia o traçado da Ferrovia da Integração passando pelo Vale do Itajaí. O presidente da entidade e prefeito de Gaspar, Celso Zuchi, argumenta que o traçado é o melhor por possibilitar o transporte de cargas do Oeste e também porque serve para o transporte de passageiros da região.

— A ferrovia vai beneficiar o potencial turístico do Vale do Itajaí — opina.

Lideranças defendem mudanças no traçado

Há algumas iniciativas para mudança de traçado. O deputado estadual Moacir Sopelsa, por exemplo, fez uma indicação na Assembleia Legislativa defendendo um traçado passando por Chapecó, Seara, Concórdia, Piratuba e Capinzal, passando por Herval d'Oeste.

Atualmente o processo da Ferrovia da Integração está na fase de recebimento de propostas para o EVTEA. O vencedor deve ser anunciado no dia 26 de junho.

O edital prevê que logo após o EVTEA será contratado o levantamento aerofotogramétrico e, na sequência, o projeto básico. O prazo é de 22 meses com custo para esta fase de R$ 69 milhões. A obra em si deve ser concluída até 2019, com custo de R$ 4 bilhões.

Argumentos da proposta

As razões de quem defende o traçado original:

— O parque industrial de SC — composto de grandes, médias e pequenas indústrias — tem uma produção que é escoada a outras regiões do Estado, do país e ao exterior, além da necessidade de receber importantes insumos;

— Oferecer competitividade ao setor produtivo por meio da redução dos custos da importação de insumos e no escoamento da produção;

— Oferecer à população do Vale, Oeste, Meio-Oeste e Planalto uma opção de transporte mais econômica e segura;

— Conectar a ferrovia aos portos de Navegantes e Itajaí — otimizando os investimentos feitos —, como também ao aeroporto de Navegantes, Chapecó e o futuro aeroporto de Correia Pinto;

— Ligar Santa Catarina à rede ferroviária nacional, bem como aos gasodutos da SCGás e da Petrobras.

Quem apoia o documento:

— Municípios das regiões do Vale do Itajaí, Oeste, Meio-Oeste e Planalto de Santa Catarina.

— Também há 15 outras entidades, entre associações comerciais, universidades e clubes de serviço.

www.facebook.com/nf365 

terça-feira, 21 de maio de 2013

ANTT contrata empresa para estudo de ferrovia

20/05/2013 - ANTT

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou a contratação do Consórcio EGIS-VEGA/LOGIT/JGP/MMSO para a execução de serviços especializados para estudo de viabilidade técnica, econômica e socioambiental para a implantação de serviços transporte de passageiros e de cargas entre Brasília-Anápolis-Goiânia. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (20/05).

O contrato, no valor de R$ 3.212.145,44 (três milhões, duzentos e doze mil, cento e quarenta e cinco reais, e quarenta e quatro centavos), tem prazo de vigência de dezoito meses, a partir da data de sua assinatura e será financiado com recursos do Banco Mundial.

Contribuições para Açailândia-Barcarena até dia 22

20/05/2013 - Ministério dos Transportes

Termina nesta quarta-feira (22/05) o prazo para a consulta pública destinada a receber contribuições pela internet sobre as propostas de edital que vão disciplinar o processo de concessão à iniciativa privada do trecho ferroviário entre Açailândia, no Maranhão, e Barcarena, no Pará. Além do formulário de envio de contribuições, os estudos e a minuta do edital estão disponíveis no site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Aproximadamente 50 pessoas compareceram na última quinta-feira (16/05) na sede da Agência, em Brasília, a audiência pública presencial para conhecer e debater a minuta do edital sobre o trecho ferroviário. O segmento, que será uma extensão da ferrovia Norte-Sul, terá 477 quilômetros de extensão e abarcará 11 municípios dos estados do Maranhão e Pará.
O investimento estimado da obra é de R$ 2,6 bilhões. O projeto ferroviário, juntamente com mais nove outros trechos que ainda vão ser concedidos pela União, faz parte do Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançado pelo governo federal em 2012.

A ferrovia vai viabilizar a ampliação e a integração do sistema ferroviário nacional e interligar a Região Norte e os portos de Rio Grande (RS), Santos (SP) e Itaguaí (RJ). Além disso, o Complexo Portuário de Vila do Conde, localizado no município de Barcarena (MA), assumirá uma posição estratégica em relação aos portos da Europa e da costa leste da América do Norte, uma vez que servirá como alternativa para o escoamento de produtos pelo norte do País.

Próximos trechos do PIL só em 2014

04/04/2013 - Revista Ferroviária

A ANTT deverá lançar somente ao longo de 2014 a licitação de mais dois trechos do Programa de Investimentos em Logística (PIL): Anápolis-Panorama-Dourados e Campinorte- Lucas do Rio Verde. Ainda não existe uma data prevista para o lançamento dos editais desses novos trechos. A informação foi dada pelo superintendente de Infraestrutura de Serviços de Transporte Ferroviário de Cargas da ANTT, Jean Mafra dos Reis, durante uma palestra na Intermodal, em São Paulo.

"A questão logística está caótica, tanto no porto de Santos quanto em Paranaguá", assim Jean Mafra dos Reis iniciou sua palestra durante o Intermodal 2013. Reis afirmou que o Programa de Investimentos em Logística não resolverá o problema instantaneamente, mas acabará gradativamente com gargalos, hoje, existentes no escoamento da produção brasileira. Ele também falou sobre o pacote de concessões ferroviárias que conta com 12 trechos, com investimento total previsto em R$ 91 bilhões. O edital do primeiro trecho entre Açailândia (MA) e Vila do Conde (PA) já foi publicado e o leilão está previsto para o segundo semestre deste ano.

Outro ponto citado foi o tempo mínimo que os vencedores das concessões de ferrovias fiquem na sociedade escolhida para investir nos trechos licitados. O governo exigirá que esse tempo seja de três anos, evitando que as empresas se omitam dos compromissos que assumirem ao vencer a licitação.

domingo, 19 de maio de 2013

Governo detalha em Lucas R. Verde a construção da ferrovia


19/05/2013 - Só Notícias

Este será o segundo encontro em Lucas do Rio Verde para a tomada de subsídios.

Está confirmada para a próxima sexta-feira (24) reunião participativa para tratar sobre a concessão da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), em Lucas do Rio Verde, onde está prevista construção de um terminal de cargas. Os debates serão na Fundação Rio Verde a partir das 14 horas, durante o Encontro Nacional de Tecnologias de Safras (Entec$). O diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Carlos Fernando do Nascimento vai debater com prefeitos, dirigentes de entidades do setor produtivo, agricultores o traçado da ferrovia, prazos para licitação, início das obras e outros aspectos.

Este será o segundo encontro em Lucas do Rio Verde para a tomada de subsídios. O primeiro acontece no dia 21 em Brasília. E, de acordo com a ANTT, no mês de junho deve ser realizada uma audiência pública em Cuiabá. A publicação do edital de licitação está prevista para outubro. Há cerca de 3 anos, houve outro encontro em Lucas, articulado pelo ex-prefeito Marino Franz e o ex-diretor do DNIT, LUiz Pagot, que reuniu o então secretário (que depois virou ministro) do Ministério dos Transportes, Paulo Passo, senadores, deputados e demais lideranças.

A Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) terá extensão de 1.638 km, partindo da Ferrovia Norte-Sul em Campinorte (GO), passando por Lucas do Rio Verde, cortando o Mato Grosso até chegar em Vilhena (RO). O projeto da Fico, que será executado em duas etapas e terá investimentos de mais de R$ 6 bilhões, contemplará uma das regiões do país mais prósperas na produção de grãos e carne, porém, bastante carente no que se refere à logística de transporte.

Caso não haja percalços de ordem ambiental ou com o Tribunal de Contas da União (TCU), os trilhos da Fico devem cortar Lucas do Rio Verde em fins de 2017 ou início de 2018. Quando a ferrovia estiver concluída, a expectativa é de que o custo de transporte da safra de grãos seja reduzido em pelo menos 50%, informa a assessoria. (www.facebook.com/nf365)

Fonte: Só Notícias 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Mato Grosso terá em junho mais um terminal ferroviário


16/05/2013 - Midia News

O terminal da Ferrovia Vicente Vuolo, a Ferronorte, em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), será inaugurado no próximo mês de junho.

O prazo foi confirmado pelo secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes (Selit), Francisco Vuolo, em entrevista ao MidiaNews.

Anteriormente, a inauguração estava prevista para abril. Agora, o Governo do Estado espera a vistoria final, que será feita pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ainda neste mês.

 “Neste mês, nós estivemos no Ibama para providenciar a visita ao terminal. O instituto fará a vistoria final em um prazo máximo de 30 dias, já que fará a liberação da Licença de Operação (LO)”, afirmou Vuolo.

Considerado o maior da América Latina, o Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR) ocupa 382 hectares e absorveu aproximadamente R$ 500 milhões em investimentos por empresas particulares, que irão operar no local - entre elas, a esmagadora de soja e produtora de biodiesel chinesa Noble.

Com a inauguração do terminal, a expectativa é de que os trilhos possam chegar até Cuiabá. A “esperança” da Secretaria de Logística Intermodal de Transportes é de que a Capital receba a estrada de ferro até 2015.

Segundo Vuolo, até o fim do ano, deve ser finalizado um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea), elaborado pela Universidade Federal de Santa Catarina e que será entregue ao Governo do Estado.

O levantamento foi aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no mês de abril.

Além do trecho Rondonópolis-Cuiabá, também foi levado em conta o estudo do trecho Cuiabá-Santarém (PA).

A ferrovia em Cuiabá

Com o levantamento Evtea, o próximo passo para implementação dos trilhos até a Capital seria a viabilidade do projeto e, por fim, sua licitação, que pode ocorrer em meados de 2014.
Dessa forma, o início das obras estariam previstos para 2015.

O formato de concessão também deve ser estudado pelo Governo do Estado e pelo Governo Federal.

Hoje, o período mínimo concedido é de 90 anos, diluído o período da assinatura dos contratos.

De acordo com Vuolo, atualmente, o trecho Rondonópolis-Cuiabá está previsto para custar R$ 1,3 bilhão.

No total, a distância entre o Município e a Capital pelos trilhos seria de 220 km. De acordo com o secretário, com tecnologias usadas hoje em dia, é possível construir 2 km de ferrovia por dia.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Governo quer contratar ferrovia Cuiabá-Santarém já no próximo ano

15/05/2013 - Revista Carga Pesada/Expresso MT

Em evento para empresários alemães, presidente da EPL esbanjou otimismo ao declarar que gargalos logísticos estarão superados em oito anos

Na visão otimista do presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, em oito anos o Brasil terá resolvido os gargalos logísticos do escoamento de grãos no País. Isso significa ter executado os R$ 250 bilhões já projetados no atual Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT), divulgado no ano passado. E mais R$ 250 bilhões que seriam definidos em, no máximo, mais três anos. Cada projeto tem prazo máximo de 5 anos para ser concluído.

Além das 12 obras ferroviárias já definidas, que entram em fase de licitação no segundo semestre, há outros cinco em estudos, sendo o principal o que liga Cuiabá a Santarém, na extensão da BR 163. Para transportadores ouvidos pela Carga Pesada (clique aqui para ler mais), se sair do papel, essa ferrovia irá acabar com as longas distâncias rodoviárias no transporte de grãos em Mato Grosso. "Este projeto está na segunda fase do nosso plano. E se tudo correr bem vamos contratá-lo no ano que vem", afirmou o presidente da EPL.

Ontem, ele participou em São Paulo do 31º Encontro Econômico Brasil Alemanha, onde conversou com a Carga Pesada. Sobre a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), que vai ligar Campinorte (GO) a Lucas do Rio Verde (MT), Figueiredo disse que a expectativa é licitá-la em agosto deste ano, caso não seja apontada a necessidade de mudança de traçado. O projeto passará por audiência pública em Lucas do Rio Verde.

Para o presidente da EPL, em 8 anos, entre 70% e 80% da soja brasileira será transportada por trem ou pelos rios. "Vamos reduzir em 30% a 40% o custo logístico atual", afirma.

O novo formato definido pelo governo, de acordo com ele, irá garantir tarifas ferroviárias mais competitivas. As concessionárias serão responsáveis apenas pela construção e pela manutenção dos trilhos. "Copiamos da Europa o modelo do operador ferroviário independente", disse. (www.facebook.com/nf365)

União apresenta estudo do trecho Parnamirim-Feira


16/05/2013 - Bahia Notícias

Os ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e dos Transportes, César Borges, estiveram nesta quarta-feira (16) em Juazeiro, no norte baiano, para participar da abertura oficial da 24ª edição da Feira Nacional da Agricultura Irrigada (Fenagri) e da 7ª Exposição de Caprinos e Ovinos do Vale do São Francisco (Expovale), realizada no campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A Fenagri/Expovale deve reunir até o próximo domingo (19) empresas nacionais e internacionais, além de produtores, gestores públicos, técnicos, pesquisadores, empresários, exportadores e representantes de diversos segmentos.

No encontro, César Borges apresentou o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) do projeto da ligação ferroviária entre Parnamirim, em Pernambuco, até Feira de Santana, na Bahia, passando por Petrolina e Juazeiro. A malha terá 580 km quilômetros de extensão e será responsável pelo escoamento de toda a produção agrícola na região. Ainda durante a cerimônia, os ministros assinaram o contrato para ocupação agrícola de 10,7 mil hectares de terra de perímetro irrigado localizado na zona rural de Petrolina, pertencente ao projeto Pontal, empreendimento que pretende criar 2,5 mil empregos diretos e integrar agricultores familiares em 25% da área irrigável na região do Vale do São Francisco.

Governo estuda trem de passageiros ligando Salvador e Feira de Santana


16/05/2013 - Correio 24 Horas

A ideia é de que seja um trem veloz, que circulará com a velocidade de 140 km/h

Já imaginou fazer o percurso Salvador-Feira de Santana usando um trem? O Governo do Estado estuda viabilizar este meio de transporte entre a capital baiana e a segunda maior cidade do estado. O secretário da Casa Civil da Bahia, Rui Costa, disse, em entrevista à rádio Tudo FM nesta terça-feira (14), que conversou com o ministro dos transportes, César Borges, e que já estão fazendo o traçado de um trem de passageiros de Feira de Santana até Salvador.

De acordo com Costa, o trem será veloz e circulará com a velocidade de 140 km/h. "E ele encontraria com o metrô na BR [BR-324] da linha 1 e, portanto, nós teriamos uma estação de integração, que a pessoa poderia sair de Feira em um trem, entrar no metrô e estar em qualquer lugar de Salvador. Portanto, nós garantiríamos uma completa integração de toda a Região Metropolitana e também da segunda maior cidade do estado, Feira de Santana, com a cidade de Salvador", disse o secretário à rádio.

Durante a entrevista, Costa também informou que a Companhia de Trens de Salvador (CTS), cuja transferência para o Estado foi aprovada na Câmara nesta segunda-feira (13), vai ser encaixada dentro da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado. O secretário disse que a CTS vai ser responsável pela condução do metrô e pelo processo de licitação, assim como pela a reestruturação completa dos trens do subúrbio.

Rui Costa também falou sobre um possível VLT (veículo leve sobre trilhos) ou trem para a Região Metropolitana. "Nós já estivemos na Agência Nacional de Transportes, a ANTT, já estivemos no Ministério dos Transportes, com o ministro César Borges, conversando sobre a reestruturação do trem, onde nós solicitamos, inclusive, a reposição dos oito quilômetros de trilho que foram retirados pela concessionária no trecho de Mapele, para que nós possamos operar ou um VLT ou um trem para a Região Metropolitana", disse o secretário. Uma reunião com os prefeitos da Região Metropolitana será realizada para conversar sobre esse trem ou VLT metropolitano, afirmou Costa.

"E também conversei com o ministro, porque nós teremos novas concessões de linhas férreas Belo Horizonte - Salvador, Salvador-Recife e Salvador também para entroncar com a ferrovia Norte-Sul usando o atual traçado da [ferrovia] Centro-Atlântica", contou Rui Costa. Segundo ele, o ponto de encontro será Feira de Santana, onde haverá um ramal puxando para o porto de Aratu. (www.facebook.com/nf365)

Fonte: Correio 24 Horas 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Primeiro trem elétrico do Paraná será restaurado


14/05/2013 -Gazeta do Povo

Raul Carneiro Neto observa a "Metrovick”: trem rodou entre 1953 e 1961 fazendo o trajeto Curitiba-Estação Banhado, na Serra do Mar

Acervo de um passado marcado por invenções tecnológicas, a primeira locomotiva elétrica a rodar pelas ferrovias paranaenses – a Metropolitan Vickers Bo-Bo 3000V – completa neste ano seis décadas de chegada ao Brasil. Para marcar a data, a Associação Brasileira de Proteção Ferroviária (ABPF) está dando os primeiros passos para restaurar a raridade, hoje sob os cuidados da entidade em Curitiba. Uma vez reformada, a locomotiva será uma das atrações de outro plano da associação – a criação de um museu nas dependências da própria ABPF, que fica na capital.

Fabricada na Inglaterra ainda no início dos anos 1950, a "Metrovick” teve vida curta nos trilhos paranaenses. Registros mostram que a locomotiva rodou entre 1953 e 1961 no estado, relata o diretor administrativo da regional da ABPF no Paraná, Raul Carneiro Neto. O trajeto percorrido pela "inglesinha” começava em Curitiba e seguia, no sentido Paranaguá, até a estação "Banhado” – anterior à "Véu de Noiva” –, na Serra do Mar.

Reforma

O diretor administrativo da ABPF no Paraná explica que o projeto de restauração exigirá um trabalho de pesquisa minucioso, sobretudo, porque só existem dois modelos da "Metrovick” em terras brasileiras. Um deles é o de Curitiba e o outro está na cidade histórica de São João Del Rey, em Minas Gerais.

Será preciso atentar para os detalhes na recuperação interna da cabine, maquinário, faróis, sinos, para-brisa e pantógrafo, além de tirar a ferrugem deixada por intempéries das últimas décadas e aplicar novas camadas de tinta. "Provavelmente, a cor que vamos usar será a ‘pinhão’, um marrom avermelhado. Estamos pesquisando bastante sobre os detalhes, em documentos e com o pessoal mais antigo”, explica.

A equipe de restauradores também não descarta buscar peças e outras referências sobre a locomotiva fora do país. Segundo Neto, todos os materiais utilizados no projeto devem seguir normas de segurança previstas na legislação brasileira. "Nossa ideia é que a locomotiva possa funcionar novamente, que ela fique como saiu da fábrica. Mas, por não termos uma ferrovia eletrificada, ela ficará estática, não poderá rodar”, diz.

Recursos

Entidade vende miniaturas da "Metrovick” para financiar a reforma

Uma campanha foi iniciada pela regional paranaense da Associação Brasileira de Proteção Ferroviária (ABPF), em parceria com a empresa Microtransport, a fim de obter recursos para a restauração da "Metrovick”. Uma miniatura da locomotiva elétrica, apta a ser motorizada, foi criada com base no exemplar que está em Curitiba. Os recursos arrecadados na venda do produto deverão ser direcionados para a reforma.

As miniaturas devem ser entregues em setembro, mês previsto pela associação para a apresentação da locomotiva restaurada. A ABPF também busca o apoio de empresas através da doação de materiais para a reforma da "Metrovick”. Os interessados em colaborar podem obter mais informações por meio do site da entidade, o www.abpf.org.br, no link "Regionais”.

"Em países da Europa vemos locomotivas de 1850 funcionando, com uma estrutura muito boa. As pessoas têm orgulho disso. Nós também precisamos preservar o que é a história de um povo para saber de onde viemos e para onde queremos ir”, defende o diretor administrativo da ABPF no Paraná, Raul Carneiro Neto.

Interior da locomotiva elétrica: reforma vai deixá-la "pronta para uso”

Raridades

Visitas agendadas

Além da Metropolitan Vickers, a sede da Associação Brasileira de Proteção Ferroviária (ABPF) em Curitiba abriga outras relíquias, como uma locomotiva Maria-Fumaça do tipo Baldwin, fabricada nos Estados Unidos, e veículos adaptados que transportavam funcionários na rede ferroviária. Visitas podem ser agendadas para os sábados, a partir das 9 horas. A ABPF no Paraná fica na Rua Mariano Torres, 1.115 (ao lado da Rodoferroviária de Curitiba). Mais informações pelo e-mail contato@abpfpr.com.br

Uma rede elétrica independente a movia nesta época, permitindo o transporte de cargas e passageiros pela ferrovia eletrificada. "Mas esse sistema foi desativado ainda na década de 1960 e a locomotiva deixou de ser usada”, conta Neto.

Governo estuda construção de ferrovia entre MT e PA


14/05/2013 -Valor Econômico

Leia também: Edital vai precisar de licença ambiental antes de ser lançado

O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse ontem que o governo estuda construir uma ferrovia ligando Cuiabá a Santarém (PA), margeando a BR-163. De acordo com ele, há uma parceria com o governo do Mato Grosso para a contratação dos estudos de viabilidade ainda neste ano. "O contrato deve ser assinado o ano que vem", diz.

Figueiredo lembrou que a ferrovia faz parte de um segundo momento da construção de ferrovias, após a contratação dos 10 mil quilômetros de linhas férrea previstos no Programa Integrado de Logística, lançado no ano passado. "Temos R$ 500 bilhões de déficit de investimentos em logística. Vamos contratar esse programa e já contratar os próximos projetos", disse. Ele lembrou que num primeiro momento a conclusão da pavimentação da BR-163 entre Santarém e Cuiabá resolverá o gargalo no escoamento da soja na região.

A região norte do Mato Grosso, onde se concentra a maior produção de soja brasileira, também será cortada pela Ferrovia da Integração do Centro-Oeste (Fico), que vai ligar Campinorte (GO) até Lucas do Rio Verde (MT). " A expectativa é soltar o edital até agosto", disse. O prazo máximo de construção da ferrovia é de cinco anos. Numa segunda fase, a ferrovia vai de Lucas do Rio Verde até Porto Velho. Depois de prontas, as ferrovias vão transportar, segundo Figueiredo, cerca de 70% a 80% da soja produzida no país.

Segundo Figueiredo, o governo estuda ainda as condições previstas nos editais de ferrovias e garante que deve ser divulgado "o mais breve possível" um aumento da Taxa Interna de Retorno (TIR) desses projetos.

Figueiredo: devem ser feitos ajustes no leilão do TAV


13/05/2013 - Agência Estado

O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse nesta segunda-feira que devem ser feitos alguns ajustes nas condições do leilão do trem de alta velocidade (TAV), que ligará Campinas, São Paulo e Rio. Entre os pontos que deverão ser alterados, estão a alavancagem e a taxa interna de retorno (TIR). A ideia da EPL é elevar a alavancagem dos atuais 70% para 80%, acompanhando o porcentual indicado para os demais projetos de ferrovias. Também queremos aumentar a TIR, disse, sem revelar qual o novo patamar. Ainda assim, ele disse considerar que 7% a 7,5% é um bom patamar.

Figueiredo afirmou também que a EPL deve explicar melhor questões relacionadas ao uso da tecnologia. De acordo com o presidente da EPL, o edital diz que o vencedor da licitação deve entrar com tecnologia homologada, mas permite que use uma tecnologia futura mais moderna. Interessados no projeto questionam com qual tecnologia a proposta deveria ser feita, disse, esclarecendo que o projeto devera ser realizado com a tecnologia atualmente homologada, Porque há o risco de a mais moderna não ser homologada, acrescentou. Figueiredo afirmou que as mudanças previstas não devem implicar em mudança no cronograma. A EPL prevê lançar o edital do TAV em agosto e realizar o leilão em setembro.

Outras mudanças

O presidente da EPL reiterou que, também para os projetos ferroviários, se avalia a possibilidade de elevação da TIR. Essas coisas têm uma lógica, são os riscos envolvidos no projeto, ferrovia tem mais risco que rodovia, o TAV tem mais risco que ferrovia, tem de ter uma coerência, disse, dizendo que as mudanças devem ser anunciadas o mais breve possível. Durante apresentação no Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2013, Figueiredo disse que a estatal segue com a intenção de lançar os primeiros editais de ferrovias em julho e realizar os leilões da primeira etapa do programa de investimentos até dezembro.

Valec licita gerenciamento da Fiol


14/05/2013 - Revista Ferroviária

A Valec abriu no início de maio uma concorrência para a contratação de empresa para prestação de serviços de suporte e apoio no gerenciamento da implantação da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), entre Ilhéus e Barreiras, na Bahia.

A concorrência é do tipo técnica e preço. O valor de referência é R$ 42 milhões. A abertura das propostas está marcada para 27 de junho. O edital está disponível no site da Valec – www.valec.gov.br .

A Ferrovia de Integração Oeste Leste terá 1.527 km,  entre Ilhéus, na Bahia, e Figueirópolis, em Tocantins. Em dezembro de 2010 e nos dois primeiros meses de 2011 foram expedidas ordens de serviços para a construção de oito lotes de construção de Ilhéus até Barreiras (BA), totalizando 1.022 km, sendo um deles a construção da ponte sobre o Rio São Francisco.

Atualmente, estão em construção quatro desses lotes entre Ilhéus e Caetité (BA), com 537 km). Os quatro lotes restantes entre Caetité e Barreiras, com 485 km, estão com as obras suspensas. O trecho de Barreiras-Figueirópolis está em fase de projeto executivo.

Sorriso quer integrar traçado da ferrovia Mato Grosso-Pará


1405/2013 - O Documento

O traçado inicial previa 1,6 mil quilômetros de trilhos e com a inserção de Sorriso, a extensão aumentaria para dois mil quilômetros.

O município de Sorriso deve ser inserido no novo projeto de integração logística para escoamento da safra agrícola, que compreende o trajeto Mato Grosso/Pará. Técnicos da Assembleia Legislativa, responsáveis pela elaboração do esboço da proposta, estiveram na última semana em Sorriso, onde proferiram uma palestra sobre o assunto aos produtores da região.

Para a presidente da Câmara de Vereadores de Sorriso, Marilda Savi (PSD), organizadora da palestra, o trajeto Mato Grosso/Pará, para ser justo e interessante economicamente, tem que ter Sorriso como ponto de partida, já que o município responde por pelo menos 3% de toda a produção de grãos do País e não está contemplado no projeto inicial, que prevê a construção da ferrovia a partir de Água Boa, na região do Araguaia, até o Porto de Espadarte, no Pará.

“Nós queremos que se priorize Sorriso, que esse trajeto se inicie aqui e disso nós não abrimos mão, pois somos hoje o maior produtor de grãos do Brasil. Além disso, todos os municípios vizinhos terão o privilégio de contar com a Ferrovia a partir de Sorriso”, salientou a presidente Marilda.

O traçado inicial previa 1,6 mil quilômetros de trilhos e com a inserção de Sorriso, a extensão aumentaria para dois mil quilômetros, usando um trajeto que ligaria Sorriso ao município de Canarana, no Araguaia.

Conforme o arquiteto e urbanista, André Nóbrega, um dos palestrantes, “o município de Sorriso está geograficamente localizado no centro do Estado” e é possível fazer com que o projeto possibilite o escoamento da safra por essa nova via, num raio de até 500 quilômetros.

De acordo com o coordenador do projeto, Nelson Abdala, a oportunidade dada pela presidente da Câmara de Sorriso, Marilda Savi, foi fundamental para levar os esclarecimentos aos produtores locais, uma vez que investidores estrangeiros já estariam interessados em investir na obra, principalmente se contemplar Sorriso, por ser o maior produtor de grãos nacional.

“A presidente Marilda está certa em ser taxativa nessa exigência e o deputado Mauro Savi (PR) também já nos manifestou interesse, aprovação e apoio a esse novo projeto, que, a nosso ver, coloca Sorriso no centro desse raio, o que vai beneficiar todo o Estado produtor de grãos, porque nenhuma outra cidade produtiva estará a mais de 400 quilômetros e seguramente Sorriso se tornará o maior centro de exportação do País”, destacou Abdala.

Segundo secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Sorriso, Afrânio Migliari, o escoamento da produção agrícola do município e região, precisa urgente de alternativas viáveis que reflitam diretamente no preço do frete marítimo e também do terrestre, que vem assolando os produtores devido à precariedade da conservação das rodovias estaduais e federais. “Sorriso é bola da vez, que esse projeto nasça aqui ou que passe por aqui. O que nós precisamos é de logística para a saída dos nossos grãos com a diminuição dos custos do frete”, apontou.

Na avaliação do prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, o novo traçado fará do município um polo, que absorveria toda a produção de grãos em um raio de 450 quilômetros nos arredores de Sorriso. “Com esses dois mil quilômetros de ferrovia, nesse novo modal de transporte, teremos o barateamento de frete, o que vai viabilizar totalmente nossa produção, pois hoje nós somos bons produtores, mas o nosso custo de logística é muito pesado”, disse Rossato. (www.facebook.com/nf365)

Fonte: O Documento 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ANTT apresenta três alternativas de traçado da Fico

13/05/2013 - Expresso MT

Durante a reunião foram apresentados três estudos de traçados elaborados pela ANTT

A audiência da última sexta-feira (10), em Cuiabá, foi marcada pela participação dos prefeitos e representantes das cidades onde a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) passará em Mato Grosso. A reunião técnica para a contribuição ao traçado, em estudo, à implantação da ferrovia, ligando Lucas do Rio Verde a Campinorte (GO), foi promovida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes (Selit) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Além do prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, e do governo, o encontro contou com a presença dos gestores de Sorriso, Nova Ubiratã, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Canarana, Água Boa, Nova Nazaré e Coalinho.

Durante a reunião foram apresentados três estudos de traçados elaborados pela ANTT, com investimento mínimo de R$ 6,6 bilhões e máximo de R$ 8,3 bilhões. A iniciativa inclui a construção de obras de artes, pontes, viadutos, pátios de cruzamentos, mas não a contempla a construção de terminais, o que ficará para outra fase. O projeto executivo será realizado pela empresa ou consórcio vencedor da concorrência, e o prazo para conclusão, após iniciada a obra, é de 38 meses.

O prefeito Otaviano Pivetta está entusiasmado com o novo marco regulatório que proporciona segurança jurídica ao processo, e que juntamente com o direito de passagem e transporte mútuo, operado pela Valec, vão garantir o retorno dos investimentos realizados pela iniciativa privada. “Vamos sempre defender os interesses de Lucas do Rio Verde

O senador Pedro Taques também participou da reunião e destacou a importância de debater o traçado e trabalhar para que o projeto saia do papel. “A Fico é uma das obras imprescindíveis para resolver o problema de logística de Mato Grosso. É preciso vontade política do governo federal para que ela saia do papel”, disse Taques.

De acordo com Francisco Vuolo, titular da Secretaria de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, foram apresentadas na reunião importantes contribuições que vão agilizar o processo para abertura dos editais.

Para dar continuidade às discussões sobre a Fico ainda serão realizados mais três encontros, em Lucas do Rio Verde, em Água Boa e outro em Brasília. Depois deste processo, será dado início às audiências públicas. (Com informações da SecomMT)

Fonte: ExpressoMT 

Valec publica edital do projeto da Ferrovia de Integração


12/05/2013 - Portal Economia SC

Contrato engloba o levantamento aerofotométrico e o projeto de engenharia para construção.

O edital de concorrência 0004/13 para a contratação da empresa que fará a elaboração de Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Ferrovia da Integração (Extremo-Oeste - Litoral) já está disponível no site da empresa pública Valec. O edital é referente ao trecho que vai de Dionísio Cerqueira a Itajaí. E ocorre nesta sexta-feira, dia 10, às 16h em Chapecó o ato simbólico da assinatura do edital de licitação do estudo. A solenidade terá a participação do ministro dos Transportes, Césa Borges, da ministra da Relação Institucional, Ideli Salvatti, do deputado estadual, Dieceu Dresch e do presidente da Valec, Josias Sampaio.

"Agora é para valer. Demos de fato o primeiro passo. A nossa frente parlamentar vai acompanhar passo a passo esse processo e cobrar que seja executado dentro dos prazos fixados. O contrato também será feito pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC), que da mais agilidade e encurta o tempo do processo de licitação". Dresch

Além do EVTEA, o contrato também engloba o levantamento aerofotométrico e o projeto de engenharia para construção da Ferrovia da Integração. O edital de concorrência fixou o valor de referência do contrato em R$ 68,7 milhões. As propostas serão abertas no dia 26 de junho e a empresa vencedora terá prazo de 22 meses para concluir o trabalho. (www.facebook.com/nf365)

Fonte: Portal Economia SC

domingo, 12 de maio de 2013

Erros e abandono marcam traçado da Ferrovia Norte-Sul

15/04/2013 - Valor Econômico

Uma árvore cresce entre os dormentes da Ferrovia Norte-Sul. A planta avança bem. O capim também é promissor e começa a encobrir os trilhos. Aos poucos, a vegetação investe sobre a malha da ferrovia, mas não encobre a profusão de problemas em que se transformou o mais importante projeto ferroviário do país.

O trecho de 855 quilômetros da Norte-Sul, que liga a cidade de Palmas (TO) à Anápolis (GO), teve suas obras retomadas em 2007 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois de passar 20 anos no limbo durante os governos anteriores. Lula sacou R$ 4,2 bilhões dos cofres públicos e depositou na estatal Valec, que prometia entregar todo o traçado até outubro de 2010. Até hoje, nenhum trem passou pelo trecho. No caminho da Norte-Sul, o que se viu foi um festival de contratos aditivados por até 17 vezes, projetos de engenharia deficientes, casos frequentes de superfaturamento e obras mal executadas, uma farra que, em 2011, levou a Norte-Sul para as páginas policiais.

O Valor visitou alguns trechos da ferrovia que foram minados por esse entrevero. Em Anápolis, um túnel de 360 metros de extensão foi entregue, mas a malha de ferro que deveria passar por ele, não. Ficou para trás um ramal de aproximadamente 7 km para ligar a linha até o porto seco de Anápolis. Hoje, na prática, o trecho liga nada a coisa nenhuma. Os sinais do tempo começam a surgir. Nos taludes de concreto que sustentam a entrada e a saída do túnel já é possível ver rachaduras causadas por plantas e infiltrações das chuvas.

A cerca de 100 km dali, no município de Jaraguá, o traçado da Norte-Sul previa a instalação de um pátio logístico, local que seria usado para o transbordo da carga. O que existe é um acesso por terra, sem nenhum tipo de instalação. Donos de chácaras já cercaram a linha da ferrovia de um lado a outro, com arame farpado, para delimitar a área de pastagem de gado.

Nos dormentes instalados no trecho, mais um flagrante da falta de planejamento. Até determinado ponto dos trilhos, as peças de concreto instaladas possuem presilhas de ferro que seriam usadas para prender uma terceira linha dos lingotes de aço. Esse recurso permitiria o tráfego de trens com diferentes bitolas. Acontece que, no metro seguinte, foram instalados dormentes simples e sem essas presilhas, ou seja, só um tipo de composição pode passar por ali.

A realidade desse trecho da Norte-Sul está bem distante daquela que se vê nos balanços oficiais da Valec. Nos papel, todos os contratos com as empreiteiras foram concluídos e muitos trechos são dados como 100% entregues pela estatal. Apesar de uma parte significativa da obra estar contaminada por problemas estruturais - sem contar etapas não cumpridas -, a execução financeira desses contratos já chega a 98%, um índice que, teoricamente, deveria indicar que o empreendimento está praticamente pronto. Longe disso.

O Tribunal de Contas da União (TCU) acaba de fazer uma vistoria no traçado da Norte-Sul entre Anápolis e Uruaçu. Achou 280 km de problemas. A conclusão dos auditores é de que as obras entregues até agora "não configuram um produto pronto face à dilapidação promovida no escopo original do trecho".

A análise aponta que, mesmo se forem desconsiderados os erros que só afetarão a ferrovia ao longo do tempo - como deficiências provocadas pela falta de drenagem, aterros mal construídos e ausência de proteção vegetal - ainda há um trecho de 88 km de malha sem acabamento final na superestrutura dos trilhos, além de um desvio de cruzamento e um corte de 840 metros de traçado que não foram executados. Outros quatro pátios precisam sair do papel, além dos 7 km de trilhos que levam até o porto seco de Anápolis.

Como já ocorreu em auditorias anteriores, o TCU voltou a encontrar superfaturamento - desta vez, de R$ 27 milhões - e uma infinidade de materiais estocados inadequadamente ao longo do traçado. "A descrição detalhada da situação de cada lote indica que as obras estão longe de serem entregues de forma que atinjam a finalidade a que se destinam", disse o ministro relator do processo no TCU, Aroldo Cedraz, após analisar o relatório.

No ano passado, a Valec chegou a fazer um levantamento detalhado da situação entre Palmas e Anápolis. Sua conclusão foi alarmante: pelo menos 210 km de extensão já construídos - 25% do trecho analisado - teriam que passar por intervenções.

A Norte-Sul é uma obra crucial para viabilizar o bilionário pacote de concessões de ferrovias que o governo pretende leiloar no segundo semestre. A maior parte dos 12 trechos que serão oferecidos à iniciativa privada está diretamente ligada a seu traçado e depende dele para cortar o país por todos os lados. No ramal de Anápolis, por exemplo, a Norte-Sul vai se conectar à malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), uma rede com mais de 8 mil km de extensão, que atravessa Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, Goiás, Bahia, São Paulo e o Distrito Federal. A questão é saber quando, de fato, essa malha fica pronta.

Lançada durante o governo do então presidente José Sarney, a Norte-Sul atravessou duas décadas de abandono e passou por dois governos de Fernando Henrique Cardoso tendo avançado ínfimos 215 km. Em 2007, com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o projeto foi retomado por Lula. Naquele ano, a mineradora Vale pagou R$ 1,4 bilhão para ter exclusividade na operação de um trecho de 719 km, entre os municípios de Açailândia (MA) - onde se conecta à Estrada de Ferro Carajás - e Palmas. Esse traçado foi entregue e hoje é utilizado pela empresa.

O plano de concessão retirou da Valec a meta de levar a rede de Açailândia até o porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA). Agora, essa parte ficará à cargo do investidor privado. Na Valec, permanece a missão de estender a malha até Estrela D'Oeste (SP). A linha de 680 km tem obras em andamento. Até o ano passado, seu prazo de conclusão era julho de 2014.

Com 2.244 km de extensão e orçamento total de US$ 6,7 bilhões estimado pelo Ministério da Fazenda, a Norte-Sul é hoje a sétima obra de transporte mais cara do mundo.

sábado, 11 de maio de 2013

Nova ferrovia que chegará ao Norte de Mato Grosso custará R$ 6,6 bilhões


11/05/2013 - Cenário MT

A logística é o grande problema do Estado, e o governo está trabalhando muito para resolver.

A reunião para contribuições ao traçado, em estudo, à implantação da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), ligando Lucas do Rio Verde a Campinorte (GO), nesta sexta-feira, no Palácio Paiaguás, demonstra a determinação política do governo para efetivar com celeridade o modal, importante para o escoamento da produção mato-grossense. Prefeitos dos municípios por quais a ferrovia irá passar, lideranças políticas e empresariais se reuniram com o governador Silval Barbosa durante toda a manhã.

Silval Barbosa disse que a Fico é um importante componente para a logística e a solução de Mato grosso, na atual commodities do agronegócio. “Essa ferrovia vai possibilitar outra importante economia, que é a extração de minério”, assinalou.

A logística é o grande problema do Estado, e o governo está trabalhando muito para resolver. “A tecnologia da produção, da produtividade, os nossos produtores, as federações, já detêm, e este é o motivo de estarmos aqui reunidos para debater essa logística e acelerar a sua implantação”, completou.

Importantes contribuições que vão otimizar o processo para se colocar o quanto antes os editais na praça foram apresentadas da reunião, conforme o secretário Francisco Vuolo, titular da secretaria de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes (Selit). Foram apresentados os estudos de traçados elaborados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com investimento mínimo de R$ 6,6 bilhões, não incluindo a construção de terminais que ficará para uma outra fase, mas inclui a construção de obras de artes, pontes, viadutos, pátios de cruzamentos. O projeto executivo será realizado pela empresa ou consórcio vencedor da concorrência. O prazo para conclusão, após iniciada a obra, é de 38 meses.

O prefeito de Lucas de Rio Verde, Otaviano Piveta, está bastante entusiasmado com o novo marco regulatório que proporciona segurança jurídica e com o direito de passagem e transporte mútuo, operado pela Valec, vão garantir o retorno dos investimentos realizados pela iniciativa privada.

"O dinheiro para a construção da Fico não é problema, pois ela está dentro do PAC, como prioridade do Governo Federal, o que queremos é celeridade na execução, que ela saia do papel o quanto antes”, disse o deputado federal Wellington Fagundes. O senador Pedro Taques também destacou a importância da reunião para debater o traçado da Fico.

Participaram ainda os prefeitos de Paranatinga, Vilson Pires; e de Água Boa, Mauro Rosa da Silva; políticos e empresários de Nova Ubiratã, Gaúcha do Norte, Canarana, Nova Nazaré, Cocalinho; representante do Ministério Público, Mauro Delfino César; Edeon Vaz Ferreira, diretor do Movimento Pró-Logistica de Mato Grosso, e o do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Mato Grosso (OCB/MT), Onofre Cesário de Souza Filho, presidente da OCB/MT. (www.facebook.com/nf365)

Fonte: CenárioMT 

Sergipe deve receber nova ferrovia

02/05/2013 - G1 SE

Sergipe deve receber uma nova ferrovia. O anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes, César Borges, ao governador Marcelo Déda.

A nova ferrovia, Transnordestina, dará suporte à ferrovia Centro Atlântico (FCA) e passará por Aracaju, Feira de Santana, Alagoas e Recife.

A Transnordestina, obra de 1,7 mil km, segue do interior do Ceará até os portos de Pecém (CE) e Suape (PE).

Com o novo roteiro, também será possível o escoamento de produtos do interior cearense e pernambucano até o Porto de Aratu (BA).

"Havia uma disputa para retirar essa ferrovia do litoral, Sergipe foi um dos estados o qual defendia que a ferrovia seguisse o traço do atual Centro Atlântico, uma vez que as produções industrial e agrícola dos estados de Sergipe e Alagoas tendem a buscar o modal rodoviário, através da BR-101, ou portuário, através de seus portos", destacou o governador.

Estudo de Viabilidade da ferrovia Cuiabá-Santarém será feito pela UFSC

30/04/2013 - Revista Ferroviária

Expertise da UFSC na área de construção de ferrovias foi citada para explicar escolha.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou a celebração do Termo de Cooperação Técnica entre o órgão e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O objeto é a elaboração de Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental dos trechos ferroviários Rondonópolis/Cuiabá e Cuiabá/Santarém (EVTEA).

O secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, diz que esse é o primeiro passo para efetivação da implantação e construção da Ferrovia Vicente Vuolo, de Rondonópolis até Cuiabá e, posteriormente, até Santarém.

Ele informa que os trabalhos serão desenvolvidos pela UFSC, cuja expertise na área de construção de ferrovias é reconhecida internacionalmente. Esses estudos, segundo Vuolo, deverão estar concluídos em até meses. "Assim que estivemos de posse do EVTEA, vamos iniciar o segundo passo, que o processo para a tomada de subsídios e abertura do leilão da concessão desses trechos".

Segundo ele, o governo está empenhado na implementação do modal ferroviário, como suporte importante para a agregação de valores na nossa produção e, fundamentalmente, garantir o escoamento dentro dos prazos contratados pelos produtores.

Acesse essa notícia direto da fonte.

Marcada 1ª audiência do trem de passageiros no RS

18/04/2013 - Ministério dos Transportes

O Ministério dos Transportes vai realizar, em 6 de maio, a primeira audiência pública sobre a linha de trens de passageiros que ligará os municípios Caxias do Sul e Bento Gonçalves. O objetivo é promover o debate do aproveitamento dos trechos de ferrovias de cargas já existentes, devidamente adequados para o transporte de passageiros em trens de média velocidade. A audiência acontece às 8h30 na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul.

Durante o encontro, integrantes do Ministério dos Transportes e do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC) vão apresentar os resultados dos estudos que concluíram pela viabilidade técnica-econômica do projeto e informar sobre os próximos passos. Além disso, o Ministério quer definir como será a participação dos setores privado e público, se por meio de concessão de exploração ou de Parceria Público-Privada (PPP).

A entrada em operação das novas linhas resultará em economia de energia, redução no tempo de viagem, segurança, conforto, além de promover a competição entre os dois modais. A ideia é fixar tarifas que concorram com as do transporte rodoviário de passageiros a fim de desafogar as rodovias. O Ministério dos Transportes também estuda a integrado dos trens regionais com o transporte urbano das cidades contempladas.

Além da Serra Gaúcha, o Ministério dos Transportes também divulgou recentemente os estudos sobre viabilidade econômico-financeira de trens de passageiros e abriu o período de consulta pública para os municípios de Londrina e Maringá. A estimativa preliminar é que a demanda diária de beneficiados será de 9,5 mil passageiros. A audiência pública para o trecho paranaense ainda não tem data confirmada.

Estudos de outros quatro trechos já foram contratados pelo Ministério e estão em fase de desenvolvimento: Pelotas – Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul, Conceição da Feira – Salvador – Alagoinhas – Feira de Santana, no Estado da Bahia, Teresina/PI – Codó/MA e São Luis – Itapecurú-Mirim, no estado do Maranhão. Esses levantamentos estão sendo feitos em parceria com as Universidades Federais de Santa Catarina, da Bahia e de Minas Gerais.

Ministério lança consulta do Trem Pé-Vermelho

18/04/2013 - Revista Ferroviária

O Ministério dos Transportes está fazendo uma consulta pública para colher informações da população sobre o Trem Pé-Vermelho, que faria a ligação entre as regiões metropolitanas de Maringá e Londrina. A intenção é buscar dados da comunidade para melhorar o estudo de viabilidade econômico-financeira feito pelo governo federal.

Inicialmente, o trem passaria por um trecho de 122 quilômetros, mas há a possibilidade que a linha vá de Ibiporã (16 km de Londrina) a Paiçandu (16 km de Londrina), o que acarretaria em um distância de 152,7 quilômetros entre os dois extremos na linha ferroviária.

A linha integra os municípios de Paiçandu, Maringá, Sarandi, Marialva, Mandaguari, Jandaia do Sul, Cambira, Apucarana, Arapongas, Rolândia, Cambé, Londrina e Ibiporã. As pessoas podem enviar opiniões sobre o estudo até o dia 30 de abril. As fichas da consulta estão disponíveis no site do Ministério dos Transportes.

O Trem Pé-Vermelho é uma reivindicação antiga da região norte do Paraná para aumentar a mobilidade entre os municípios e contribuir com o desenvolvimento econômico. Os recursos para elaboração do projeto executivo da linha ferroviária virão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

ANTT abre consulta do trecho Estrela D’Oeste-Dourados

17/04/2013 - Revista Ferroviária

A Superintendência de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Carga (Sufer), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), abriu nesta terça-feira (16/04) o processo de tomada de subsídio para colher contribuições e informações para os estudos de implantação da ferrovia entre Estrela D'Oeste (SP) e Dourados (MS).

Com 477 km de extensão, a ferrovia se conectará com a Ferrovia Norte-Sul. A linha passará por Panorama (SP) e seguirá para Dourados (MS).

A obra faz parte do Programa de Investimentos em Logística, anunciado em agosto do ano passado pelo Governo Federal. O trecho Estrela D'Oeste -Dourados deverá ser licitado ainda este ano e as obras estão prevista paras 2014. O cronograma do Governo Federal prevê que esteja pronta em 2019.

A tomada de subsídio é uma forma eletrônica de a população conhecer e dar sugestões referentes à implantação da ferrovia e poderá ser feita no site da ANTT até 16 de maio, às 18h, através do link http://www.antt.gov.br/index.php/content/view/21180/Tomada_de_Subsidio_n__006_2013.html .

União abre consulta para duas linhas de passageiros

12/04/2013 - Ministério dos Transportes

Estudos sobre viabilidade econômico-financeira de duas linhas de trens de passageiros na região Sul estão disponíveis para os interessados em consulta pública aberta nesta sexta-feira (12/04) pelo Ministério dos Transportes (MT). Uma das linhas liga Londrina a Maringá, no Paraná, e outra, Caxias do Sul a Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. As análises, encomendadas pelo Ministério, foram elaboradas pela Universidade Federal de Santa Catarina.

O trecho paranaense vai interligar 13 cidades e terá cerca de 150 quilômetros de extensão. O segmento na serra do Rio Grande do Sul vai ligar as cidades de Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa e Garibaldi. Até 30 de abril, as contribuições podem ser enviadas ao e-mail consultapublica@transportes.gov.br. Há previsão de que seja realizada a audiência pública presencial em maio próximo para ouvir os moradores e governos locais sobre os projetos.

A intenção é aproveitar trechos de ferrovias de cargas já existentes, devidamente adequados para o transporte de passageiros em trens de média velocidade. Os projetos preveem a operação dos trens pela iniciativa privada, por meio de Parcerias Público–Privadas (PPP) ou concessões, com tarifas que concorram com as do transporte rodoviário de passageiros a fim de desafogar as rodovias.

Estudos de outros quatro trechos já foram contratados pelo Ministério e estão em fase de desenvolvimento: Pelotas – Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul, Conceição da Feira – Salvador – Alagoinhas – Feira de Santana, no Estado da Bahia, Teresina/PI – Codó/MA e São Luis – Itapecurú-Mirim, no estado do Maranhão. Esses levantamentos estão sendo feitos em parceria com as Universidades Federais de Santa Catarina, da Bahia e de Minas Gerais.







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Comentários
16/04/2013 - Comentário de Mauro Majczak -

Que excelentes notícias! Transporte Ferroviário é a chave para o desenvolvimento sustentável e barato.

Ferrovia do Frango começam em dois anos entre Dionísio Cerqueira e Itajaí


11/05/2013 - Diário Catarinense

A Ferrovia da Integração, também conhecida como Ferrovia do Frango, começará a ser construída em dois anos e terá um traçado de 862 quilômetros entre Dionísio Cerqueira e Itajaí.

O traçado foi confirmado pelo ministro dos Transportes, Cesar Borges, que esteve ontem em Chapecó para a assinatura do edital de lançamento do Estudo de Viabilidade Técnica e Ambiental (EVTEA) da ferrovia. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e o presidente da Valec, Josias Sampaio, participaram do ato que reuniu lideranças na sede da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC). O ministro justificou a escolha do trajeto ao afirmar que o traçado até o Porto de Itajaí é mais barato e oferece melhor logística. O presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias, Pedro Uczai, disse que o trajeto deve passar por Chapecó, Herval do Oeste e Santa Cecília. Mas o percurso pode variar em torno de 30 quilômetros ao Norte ou ao Sul deste eixo central. O estudo deve apontar três traçados prováveis, todos próximos destes municípios.

Projetos custarão R$ 68 milhões

Cesar Borges disse que o EVTEA deve ficar pronto em um ano. Em seguida será elaborado o levantamento aerofotogramétrico (foto aérea para avaliação do terreno) e o projeto básico. Uczai disse que o edital contempla os três trabalhos, com custo estimado de R$ 68 milhões e previsão de conclusão de 22 meses. A empresa vencedora deve ser conhecida no dia 26 de junho e a expectativa é de que em dois anos seja licitada a obra que deve ser concluída em 2019. Segundo Borges, a obra em si deve custar R$ 4 bilhões.

O ministro dos Transportes disse que a concessão ficará a cargo da iniciativa privada, mas o direito de passagem deve ficar com a Valec que, por ser uma empresa governamental, estimulará a concorrência. A intenção é implantar um trem com velocidade de 80 quilômetros por hora, o que reduziria o custo das cadeias produtivas entre 30% e 50%.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó, Maurício Zolet, a construção da ferrovia é fundamental para o desenvolvimento da região. Ele disse que a partir de agora as entidades vão acompanhar e cobrar a execução da obra.

O ministro aproveitou a oportunidade para lembrar que já está em estudo o traçado da Ferrovia Norte-Sul, ligando Panorama (SP), Chapecó (SC) e Rio Grande (RS), que é outra importante obra para ligar Santa Catarina ao Sudeste brasileiro.

A meta do governo federal é expandir de 29 mil quilômetros para 40 mil a malha ferroviária no país até 2020. Estão previstos investimentos de R$ 200 bilhões em ferrovias até 2025 para construção, recuperação, estudos e projetos. Desses, R$ 33 bilhões serão direcionados ao sul do Brasil.

Trem Regional Campinas-Santos atrai 6 empresas


10/05/2013 - Investe SP

O projeto de parceria público-privada que está sendo comandado pelo governo do Estado para implantar dois corredores de trens intercidades de passageiros, um deles cortando a Região Metropolitana de Campinas (RMC), ligando Americana a Santos, está atraindo os quatro fornecedores de trens instalados no Brasil e mais dois que estão chegando.

A Bombardier e a CAF, com plantas em Hortolândia, além da Alstom e Siemens, já estão desenvolvendo estudos para avaliar o potencial desse mercado.

A alemã Vossloh, que venceu a licitação para fornecer 22 VLTs ao sistema que será construído entre Santos e São Paulo, e a Malásia Scomi Engineering, ganhadora da concorrência internacional para a elaboração do projeto, fabricação e implantação do sistema de monotrilho para a Linha 17-Ouro, que ligará a estação São Judas do metrô ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, são os novos players do mercado interessados no trem intercidades. As duas empresas estão se instalando no Brasil para produzir os equipamentos.

O montante a ser investido é de R$ 18 bilhões, no esquema PPP, sendo que cerca de R$ 4 bilhões do governo do Estado. Quatroze grupos empresariais estão interessados na implantação de uma rede integrada e linhas ferroviárias passando pelas cidades de Santos, Mauá, São Caetano, Santo André, Jundiaí, Campinas, Americana, São José dos Campos, Taubaté e Sorocaba. Os corredores se conectarão a uma estação central na cidade de São Paulo.

A extensão até Americana tem interessados. O banco de investimentos BTG-Pactual e a Estação da Luz Participações (EDLP) formaram um consórcio para realizar estudos de viabilidade de um sistema de trens intercidades, composto por dois corredores de passageiros. É o maior empreendimento privado em estudo no País.

O secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse ontem que essas empresas talvez não se consorciem aos grupos que disputarão a implantação da infraestrutura, para poderem permanecer no mercado e negociar a venda dos trens ao grupo vencedor. “Geralmente elas agem assim, porque não têm interesse em operar os trens, mas sim vender os equipamentos”, afirmou.

O chamamento público feito pelo governo para a parceria público-privada atraiu 14 empresas, que se cadastraram, a maioria delas do setor da construção civil. Até o dia 23 de julho elas têm prazo para entregar estudos envolvendo projeto de engenharia, estudo de demanda; análise de viabilidade econômico-financeira; análise dos aspectos operacionais; análise dos aspectos jurídicos institucionais; modelo de remuneração da concessionária. Os autores dos estudos que forem selecionados pelo Estado terão ressarcimento de R$ 5,2 milhões.

Fernandes disse que o otimismo do governo no projeto vem do fato de que, entre os interessados, está o banco de investimentos BTG-Pactual. “Esses investidores não entram em projeto que não acreditam. O banco não é um grupo ligado ao tema, mas que entra para articular quem faz parte da cadeia produtiva”, afirmou.

A proposta do Trem Intercidades é ligar as quatro regiões metropolitanas do Estado que formam a chamada Macrometrópole Paulista, com as regiões de Campinas, São Paulo, Santos e Vale do Paraíba, onde estão 153 cidades de 30 milhões de pessoas. Essa macrometrópole gera 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do País e reúne 72% da população e 80% de toda a riqueza gerada no Estado.

Informações: Investe SP