terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Movimento Pró-Logística debate instalação da Ferrogrão e da ampliação da Vicente Vuolo

30/01/2017 - Expresso MT

Reunião do Movimento Pró-Logística realizada em Sorriso nesta manhã (30) . Participação dos prefeitos de Sorriso, Ari Lafin e de Lucas do Rio Verde, Flori Luiz Binotti, além de vereadores e outras autoridades.

Crédito: AssessoriaReunião do Movimento Pró-Logística realizada em Sorriso nesta manhã (30)

O objetivo era debater os projetos em andamento para a implantação da Ferrovia Sinop/Miritituba, a Ferrogrão, além de discutir a possibilidade de ampliação para Lucas do Rio Verde/Miritituba.

Fonte: Claudia Lazarotto/Decom

Uma reunião do Movimento Pró-Logística realizada em Sorriso nesta manhã (30) com a participação dos prefeitos de Sorriso, Ari Lafin e de Lucas do Rio Verde, Flori Luiz Binotti, debateu os projetos em andamento para a implantação da Ferrovia Sinop/Miritituba, a Ferrogrão, além de discutir a possibilidade de ampliação para Lucas do Rio Verde/Miritituba.

O técnico em Logística da Aprosoja, Edeon Vaz, pontuou que a Ferrovia Sinop/Miritituba, denominada Projeto Pirarara, já está cadastrada e aprovada na Agencia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Quando concretizada, serão 965,4 quilômetros de ferrovia.

Segundo Vaz quando o consórcio vencedor apresentou o projeto da Ferrovia Sinop/Miritituba ao Governo Federal, levou em consideração o fato da rodovia entre Sinop (MT) e o porto de Miritituba, em Itaituba (PA), ser duplicada, o que, segundo o próprio consórcio, contribuiu de forma fundamental na decisão. O consórcio é operado pela traiding formada pela Cargill, Amaggi, Bunge e Louis Dreyfus.

Um dos itens que tem atrasado a implantação se deve ao traçado. As obras da Ferrograão devem passar dentro do Parque Nacional do Jamanxim e foi preciso fazer a desafetação dessa área, pelas medidas provisórias 756 e 758. Inicialmente, espera-se a liberação de R$ 9,9 bilhões em investimentos para a ferrovia.

Lucas do Rio Verde/Miritituba

Vaz também pontuou que a pedido do próprio Ministério dos Transportes, o consórcio elaborou um projeto contemplando uma ampliação da Ferrogrão, com o trajeto Lucas do Rio Verde/Miritituba. “Mas esse projeto não está cadastrado na ANTT, somente no Ministério dos Transportes. São dois projetos e duas situações”, reforçou.

Esse novo projeto prevê a instalação de trilhos em 1.142 quilômetros, com a geração de 116.405 empregos diretos e capacidade de transporte de 13 milhões de toneladas até 2020 e de 42 milhões de toneladas até 2050, se o Governo Federal aprovar a implantação. Para implantar a Ferrogrão no trecho Lucas/Miritituba, o pré-projeto prevê a necessidade de R$ 12,6 bilhões em investimentos.

Porém, salienta Vaz, o corredor até o porto de Miritituba é um dos caminhos muito usado por rodovia. Hoje o terminal localizado na cidade de Itautuba tem capacidade para transbordo de até 16 milhões de toneladas. Desse total, até cinco milhões/ton podem ser reencaminhadas para o porto de Santarém (PA), 1,5 milhão/ton para o porto de Santana (AP) e 15 milhões/ton para o porto de Vila do Conde (PA).

Ferrovia Vicente Vuolo

Além de falar da questão da Ferrogrão, Vaz pontuou que na semana passada foram realizadas duas audiências públicas, uma em Cuiabá e outra em Brasília para tratar da renovação da concessão da ALL Malha Paulista, que estende a malha até o Mato Grosso.

A ALL Malha Paulista é a concessionária da Rumo-All do Grupo Cosan que opera a Ferrovia Vicente Vuolo. Em reunião com representantes da Rumo-All, no último dia 20 de janeiro, o governador Pedro Taques, solicitou a elaboração de um estudo técnico e um projeto executivo contendo o traçado e relevo para a ampliação da ferrovia, inicialmente até Cuiabá e na sequência de Cuiabá a Lucas do Rio Verde, com um trecho de 600 quilômetros. Para realizar a obra, seriam necessários R$ 5 bilhões em investimentos.

Para o prefeito Ari Lafin, depois dessa reunião, esse é o momento da sociedade organizada, Sindicato Rural e poder público, por meio da Prefeitura e da Câmara Municipal, unirem-se e “fazermos gestão para buscarmos junto ao Governo Estadual e Federal formas de contemplar Sorriso. Somos o maior produtor nacional de grãos, precisamos ser respeitados e ouvidos e temos necessidade desse modal para gerar agilidade e economia”, pontuou.

De acordo com o suplente de deputado federal, Ederson Dal Molin, com a viabilidade da ferrovia, um dos pontos a ser discutido é o do direito de passagem. “O poder público precisa estar presente nessa discussão para defender o interesse do produtor e o direito de passagem é fundamental. Outra questão é a criação de terminais especializados”, pontuou.

Vaz ressaltou que além do direito de passagem, é importante a presença do “OFI” – Operador Ferroviário Independente. “Tanto o direito de passagem quanto o OFI impedem a formação de monopólios naturais e impedem que uma única empresa ou consórcio estipulem o preço do modal”, explicou.

Já o presidente do Sindicato Rural, Luimar Gemmi, frisou que o encontro que contou com a presença do prefeito de Lucas do Rio Verde, Flori Luiz Binotti, foi um importante passo na caminhada que irá justificar a extensão e passagem do modal por Sorriso.

O encontro contou com produtores rurais, empresários, vereadores, secretários municipais, representantes do Sindicato Rural, de entidades organizadas e dos prefeitos de Sorriso e de Lucas do Rio Verde, além do Movimento Pró-Logística da Aprosoja.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Trem Pé-Vermelho é retirado das prioridades do PAC

 12/01/2016 - Folha

O projeto do Trem Pé-Vermelho, que pretende ligar as cidades de Paiçandu a Ibiporã, numa extensão de 152 quilômetros, não receberá mais recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Por meio da portaria 632 do Ministério das Cidades, e junto com dezenas de outras obras em todo o País, ele foi retirado das prioridades de mobilidade urbana que o governo federal pretende apoiar com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A publicação saiu no Diário Oficial da União, dia 30 de dezembro. 

"Ressaltamos que, diante do atual cenário econômico e das dificuldades que os Estados e as prefeituras têm enfrentado, foi necessária uma revisão da carteira de projetos de mobilidade urbana. Havia um conjunto grande de empreendimentos selecionados há mais de um ano, em que os entes federados não conseguiram vencer as etapas necessárias para contratação", justificou o ministério por meio de nota enviada à reportagem. 

O projeto de viabilidade do trem, feito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), estima investimentos de R$ 700 milhões. A ferrovia está prevista para ter início em Paiçandu e término, em Ibiporã, passando pelos seguintes municípios: Maringá, Sarandi, Marialva, Mandaguari, Jandaia do Sul, Cambira, Apucarana, Arapongas, Rolândia, Cambé e Londrina. O empreendimento integra o Programa de Resgate do Transporte Ferroviário de Passageiros e teria parte do financiamento bancado pelo Ministério das Cidades.

Por meio de nota, o governo do Paraná minimizou a decisão do Ministério, lembrando que, no final de 2015, lançou um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), que ainda está em execução. Três consórcios privados, cujos nomes o Estado não revela, estariam fazendo a atualização do projeto da UFSC, realizado na década passada. "Após a atualização dos estudos iniciais, o governo do Paraná irá buscar a consolidação do projeto por meio de recursos do Tesouro, federais, internacionais e/ou Parceria Público-Privada (PPP)", diz a nota. Não há prazo para a conclusão do PMI. 

Luiz Figueira, assessor especial para Assuntos Estratégicos da Prefeitura de Londrina, lamentou a retirada do projeto das prioridades federais. "Há muitos anos, existe um esforço para tirar o trem do papel. Entendemos as dificuldades do momento e vamos realizar uma articulação política (para realizar o empreendimento)", afirmou. De acordo com ele, esse "esforço" não deve ser exclusivo do Poder Público. "Trata-se de uma obra estruturante muito importante para toda a região. Ela é indutora de desenvolvimento e interessa à toda sociedade civil organizada." 

O diretor executivo da Agência de Desenvolvimento Terra Roxa, Alexandre Farina, também lamentou a saída da obra do PAC. Mas afirmou acreditar na viabilidade do projeto, mesmo assim. De acordo com ele, o Ministério não bancaria toda a obra, mas apenas os trechos urbanos de Londrina e Maringá. E há necessidade de se buscar recursos privados. "Vamos ver o resultado do PMI", disse. 

Projeto 

Inicialmente, segundo o Laboratório de Transporte e Logística Lab Trans, da universidade catarinense, o projeto estava previsto para ligar Maringá a Londrina. Mas, a pedido de prefeituras e entidades privadas, foram incluídos os municípios de Paiçandu, no extremo oeste do traçado, e de Ibiporã, no leste. Ele pode beneficiar uma população de cerca de 1,8 milhão de pessoas. 

A ideia original era aproveitar os trilhos já existentes entre Maringá e Londrina, sob concessão da ALL Logística. Mas o estudo da UFSC mostrou ser uma propostas inviável devido às condições da ferrovia. Uma viagem de trem hoje entre as duas cidades pode levar nove horas.
Nelson Bortolin - Grupo Folha

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

ANTT recebe contribuições para estudo de trem entre Brasília e Goiânia

10/01/2017 - Estadão Conteúdo

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará uma tomada de subsídio com o objetivo de obter informações para o aprimoramento do estudo de viabilidade do trem de passageiros no trecho Brasília-Anápolis-Goiânia.

De acordo com aviso publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 10, os interessados poderão enviar contribuições a partir desta terça-feira, 10, até 27 de janeiro.

Em junho do ano passado, a agência divulgou estudos sobre o projeto que previam, no primeiro ano de operação, mais de 40 milhões de passageiros transportados em uma velocidade de até 160 km/h.

A viagem entre Brasília e Goiânia levará 95 minutos e a previsão é de que o projeto seja feito por concessão à iniciativa privada.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Trem Sorocaba-S.Paulo continua indefinido

08/01/2017 - Cruzeiro do Sul

Leandro Nogueira - leandro.nogueira @jcruzeiro.com.br 
      
 Pelo planejado, o trem partiria de Sorocaba margeando as proximidades da rodovia Raposo Tavares e chegaria à capital ladeando a Castelo Branco - FÁBIO ROGÉRIO - ARQUIVO JCS (15/01/2011)

O trem que ligaria Sorocaba a São Paulo com tempo de viagem inferior a 50 minutos chegou a ser cogitado pelo governo do Estado para entrar em funcionamento em 2016, mas até agora nenhuma empresa foi contratada para implantá-lo e atualmente o governo nada responde à pergunta sobre quando o serviço será efetivado. A nova versão é que se encontram em estudos todos os traçados das quatro linhas prometidas: Sorocaba-São Paulo, Americana-São Paulo, Santos-São Paulo e São José dos Campos-São Paulo. Em 2014, o Estado informou que a prioridade era para a linha até Americana e após a definição da contratação (licitação) daquele trecho, começariam os estudos de uma das demais linhas, mas sem informar qual seria ela. Passados dois anos, nem mesmo a linha para Americana foi licitada. Em fevereiro de 2011 foi divulgado que o governador Geraldo Alckmin (PSDB), queria fazer dos trens regionais a marca da sua administração. 
  
Intercidades 

A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos alega que "o governo do Estado trabalha para viabilizar a implantação do projeto Trens Intercidades, por isso segue em tratativas com a União para obter autorização do uso da faixa de domínio dos trens, que fica, em grande parte do trajeto, ao lado dos trens de carga sob concessão do governo federal." Em reportagem do jornal Correio Popular, de Campinas, veiculada no dia 29 de novembro, foi publicado que o secretário estadual de Transportes Metropolitanos do Estado, Clodoaldo Pelissioni disse aos deputados federais em Brasília, que o governo pretende licitar a parceria público-privada (PPP) para a implantação do trem intercidades até o final deste ano. 
  
"O trecho Americana a São Paulo, com 135 quilômetros de extensão e custo de R$ 5,4 bilhões, será o primeiro a ser licitado, afirmou o secretário", como consta na reportagem do Correio Popular que também mostrou haver entraves. Um deles, é que o Estado entraria com R$ 1,8 bilhão para a linha até Americana, mas com a crise, esse aporte está inviável. Com isso, o governo pediu um reestudo na tentativa de reduzir o valor do governo. Tais informações publicadas pelo diário em Campinas foram enviadas pelo Cruzeiro do Sul à assessoria de imprensa da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, que não divergiu de nenhuma delas. 
  
O trem de Sorocaba 
  
O trem prometido para Sorocaba pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) previa paradas em quatro estações: na do centro de Sorocaba, na do bairro Brigadeiro Tobias, em São Roque, e na cidade de São Paulo, na Água Branca. Pelo planejado, ele partiria de Sorocaba margeando as proximidades da rodovia Raposo Tavares (SP-270) e chegaria na capital ladeando a rodovia Castelo Branco (SP-280). O intervalo das partidas era previsto para ocorrer a cada 15 minutos e objetivo é que o valor da passagem do trem fosse inferior ao gasto com o deslocamento de carro e ainda competitivo com a tarifa de ônibus. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Trem que faz viagem entre Minas Gerais e Espírito Santo tem passagem reajustada

Passagem da classe econômica vai custar R$ 73 e, a executiva, R$ 105.

03/01/2017 - G1

Trem que faz viagem entre Minas Gerais e Espírito Santo tem passagem reajustada

Cerca de 3,5 mil pessoas são transportadas por dia pelo trem Vitória Minas. O passeio é uma boa opção para as férias, mas a partir desta quarta-feira (4), as passagens vão ficar mais caras. A passagem da classe econômica vai custar R$ 73 e, a executiva, R$ 105.

Em funcionamento desde 1907, o serviço transporta cerca de 1 milhão de passageiros por ano e percorre 664 quilômetros. Neste período de férias, o trem circula com quatro vagões executivos e 11 econômicos. No período de baixa procura, a formação comum é com três executivos e cinco econômicos.

A Vale, responsável pelo trem, informou que o reajuste no valor das passagens é determinado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão que regulamenta o setor.

O trem

A Estrada de Ferro Vitória a Minas opera o único trem de passageiros diário no Brasil que liga Cariacica (ES) e Belo Horizonte.

Às 7h, um trem parte de Cariacica, na Região Metropolitana de Vitória, e chega a Belo Horizonte, por volta de 20h10; no sentido inverso, um trem parte da capital mineira às 7h30 e encerra a viagem às 20h30. Há também um trem adicional que faz o percurso entre Itabira e Nova Era, em Minas Gerais.

A passagem deve ser comprada com até 30 minutos de antecedência da saída do trem. Após esse prazo, os guichês só fazem a venda de bilhetes para as viagens programadas para o dia seguinte.

Em 2014, a frota de vagões foi totalmente renovada. Na Vitória a Minas entraram em circulação 56 novos carros, sendo dez executivos e 30 econômicos. Também foram comprados novos carros restaurante, lanchonete, gerador e cadeirante (destinado a pessoas com dificuldade de locomoção) para ambas as ferrovias.

Cada carro executivo tem capacidade para transportar 57 passageiros. Já nos econômicos há 75 lugares. Em ambas as classes os carros são climatizados e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas para possibilitar o carregamento de equipamentos eletrônicos, como notebooks e telefones celulares. Veja mais informações no site da Vale.