domingo, 26 de abril de 2015

Ferrovia que liga Anápolis e Corinto atrai setor produtivo do DF

26/04/2015 -  Correio Braziliense

O projeto de uma ferrovia ligando as cidades de Anápolis (GO) e Corinto (MG) é uma das apostas do setor produtivo do Distrito Federal e de municípios do Entorno para melhorar a logística de transporte de cargas na região. A ferrovia encontra-se em fase de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental. Dez empresas demonstraram interesse em fazer as pesquisas necessárias e devem apresentar os relatórios até 30 junho. Sem o estudo técnico em mãos, o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ainda não conseguem precisar em quanto tempo deve começar a construção e qual a previsão de início da operação.

O traçado da ferrovia Anápolis-Corinto tem 775km de extensão e prevê o encontro com a Norte-Sul, que está em operação comercial desde o fim de fevereiro, no trecho entre Anápolis e Palmas (TO). Dessa forma, a nova ferrovia deve começar no leito da Norte-Sul, no Km 11, distante três quilômetros do túnel sob a BR-060, no município de Anápolis (GO). De lá, segue para Unaí (MG), Paracatu (MG) e chega em Pirapora (MG). De Pirapora a Corinto existe um ramal e ele deve ser adaptado para receber os vagões de carga. A ferrovia não deve passar dentro do DF, por conta dos custos operacionais e da proximidade de um grande centro urbano, que é Brasília. Mas ela poderá ser usada pelos produtores de grãos do PAD-DF, por isso, o empenho local na construção.

sábado, 25 de abril de 2015

Projeto de trem turístico tem primeiros investimentos

23/04/2015 - Correio do Norte

O trem de passageiros no Planalto Norte deixou de ser realidade há mais de duas décadas. No entanto, Canoinhas e Três Barras tomaram como meta o projeto do trem turístico entre os dois municípios, numa extensão de 12,6 quilômetros. 

De acordo com o diretor de turismo de Canoinhas, Marcelo Tokarski, a Associação dos Municípios do Planalto Norte (Amplanorte) apoia a iniciativa, com um ente jurídico para gerir o projeto de forma intermunicipal. Ou seja, para que Canoinhas e Três Barras possam contribuir de forma conjunta no projeto. 

Tokarski conta que alguns equipamentos ferroviários já estão sendo comprados e a linha está sendo recuperada entre as estações de Marcílio Dias (Canoinhas) e de Três Barras (no Centro). "Mafra já sinalizou que quer aderir ao projeto, mas ainda não há recursos financeiros para recuperação da linha entre Três Barras e Mafra", comenta. 

Como o objetivo inicial é o turismo, a estrutura da ferrovia é mais básica. Caso o trecho seja escolhido para ligar o Oeste do Estado ao Litoral, com a Ferrovia da Integração, a estrutura para cargas ainda deve ser reforçada. 

Tokarski comenta que, apesar de ter investimentos das prefeituras, o cronograma orçamentário precisa ser seguido. "Os recursos são limitados, não temos como aumentar significativamente. Temos algumas etapas ainda para serem cumpridas, mas já estamos com boa parte adiantado", diz. Ele afirma que artesãos e agricultores da região terão espaço no projeto para expor e vender produtos. "Os atrativos do Trem do Contestado têm de estar inseridos no contexto histórico regional." 

O passeio de trem não é o único serviço proposto no projeto. Tokarski adianta que os roteiros Caminhos do Contestado e Turismo Rural, que já envolvem outros municípios, estarão interligados nesse projeto. "Isso pode gerar um desenvolvimento maior do que apenas o turismo." 

De início, o projeto prevê dois vagões para passageiros e um para restaurante ou para ser utilizado como salão de dança. 

Trem do Contestado pode começar a funcionar neste ano 

O aceleramento do processo de licenciamento ambiental para recuperação do trecho entre Mafra e Porto União, pela concessionária da malha ferroviária, Rumo/ALL, deve ser decisiva para viabilizar o funcionamento do Trem do Contestado. O pedido de licenciamento já está no Ibama, que notificou a Rumo/ALL para apresentar informações e documentos complementares. A empresa se comprometeu a informar, nas próximas semanas, o cronograma de trabalhos para a solução do impasse. 

Em audiência na semana passada, em Brasília, o responsável pelas relações institucionais da Rumo/ALL, Daniel Rossi, cogitou a possibilidade de o trecho ser devolvido à União. No entanto, o superintende de Segurança, Patrimônio e Meio Ambiente da empresa, Evandro Abreu de Souza, reafirmou a disposição de acelerar o processo de licenciamento para recuperar o trecho de 240 quilômetros. 

Com essa decisão, conforme o diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Thomaz de Toledo, o trecho para exploração do Trem do Contestado já será beneficiado. Além disso, os responsáveis pelo projeto turístico já viabilizaram a anuência para a iniciativa junto a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fatma) e Instituto Chico Mendes (ICM-Bio). 

Durante a audiência, o coordenador do projeto do Trem do Contestado, Cláudio Hoppe, fez uma apresentação sobre o estado de conservação do trecho pretendido e criticou o descaso da concessionária para com a ferrovia. Ele afirmou que o consórcio, em fase de formalização na Amplanorte, com participações das prefeituras de Três Barras e Canoinhas, já viabilizou uma locomotiva a vapor e vagões de passageiros com a unidade de Rio Negrinho da Associação Brasileira de Patrimônio Ferroviário, que vai operar o trem. Além disso, estão garantidos cinco funcionários para cuidar do percurso a ser explorado, igual número ao da equipe que a ALL dispõe para hoje conservar o trecho de 240 quilômetros. "Acreditamos que há condições de viabilizar nosso trem turístico até o final do ano", afirma Hoppe. 

Matéria publicada em 19/04/2015

Fonte: Correio do Norte
Publicada em:: 23/04/2015

OAB de Limeira faz abaixo-assinado para trem até Rio Claro

23/04/2015 - Canal Rio Claro

A OAB de Limeira lançou na tarde desta quinta-feira (16) em sua sede a campanha por coleta de assinaturas à proposta de incluir Rio Claro no trajeto do Trem de Passageiros previsto para percorrer entre São Paulo e Americana. 

O ato oficial foi marcado pela entrega da primeira lista de assinaturas coletadas em Cordeirópolis. O documento foi entregue pelo presidente da Câmara Municipal, David Bertanha, ao presidente da OAB de Limeira, Ozeias Paulo de Queiroz. Cordeirópolis é circunscrita à OAB de Limeira. 

O coordenador geral da campanha na região, vereador Geraldo Voluntário, agradeceu a Cordeirópolis e Limeira em nome dos rio-clarenses e das lideranças regionais mobilizadas. Ele anunciou que dali seguiria para audiência com vereadores de Americana em busca de apoio à campanha e agradeceu ao presidente do Parlamento Regional de Piracicaba e presidente da Câmara Municipal de Iracemápolis, Pedro Marcelo de Campos, pelo apoio e participação na campanha. 

Ozeias Paulo de Queiroz justificou a extensão do trajeto em cinquenta quilômetros, até Rio Claro, ao destacar a dimensão do projeto do governo estadual. Segundo notou, a estimativa é que o trem metropolitano seja utilizado por 650 mil pessoas por dia, conforme o edital em fase de elaboração. 

Original da OAB de Rio Claro através de iniciativa da presidente Rosa Catuzzo e do desembargador aposentado Irineu Carlos de Oliveira Prado, em Limeira o abaixo-assinado é coordenado pela Câmara Municipal por meio do vereador Doutor Júlio. As entidades integradas à coleta de assinaturas são: Sicomércio, União Sindical dos Trabalhadores de Limeira, Associação Paulista de Medicina, Independente Futebol Clube, Sinecol, Sindguarda Sindicato da Alimentação, Sindicato dos Vigilantes, entre outras. 

"Além de Americana, a agenda de mobilização prevê reuniões com vereadores de Santa Gertrudes e de cidades que mesmo não servidas pela linha da antiga Cia Paulista apoiam a campanha", assinalou Geraldo Voluntário. Ele confirmou audiência com a presença do deputado Aldo Demarchi na Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos. 

Matéria publicada em 18/04/2015

Fonte: Canal Rio Claro
Publicada em:: 23/04/2015

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Ministro autoriza audiências para ferrovia que passará por Campos, RJ

16/04/2015 - G1

O Ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, autorizou a realização de audiências públicas no Rio, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense e em Vitória, no Espírito Santo, com vistas ao andamento do processo da EF-118, nova ferrovia litorânea que vai ligar o Rio de Janeiro a Vitória. A autorização foi concedida nesta terça-feira (14) durante teleconferência no Gabinete da Prefeita com a participação de autoridades do governo do Estado, e será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. Outros importantes assuntos relacionados à logística para Campos e cidades da região foram tratados, com a participação do secretário Estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório.

Dentre os assuntos da pauta constaram a alteração do projeto do Contorno da BR 101, que será duplicado; a definição do traçado da EF-118 e ainda avanços no processo de municipalização do Aeroporto Bartolomeu Lisandro, e duplicação da BR 101 entre Campos e o Estado do ES.

"A boa notícia, Prefeita, é que tudo que a senhora discutiu com o Conselho da representação da sociedade civil, e pediu que fosse mudado tanto no projeto do Contorno da BR 101 como na EF-118 foi atendido e já foi incluído nos novos traçados dos projetos. A Ferrovia não vai passar mais por dentro de Campos nem de Macaé, e não vai mais passar distante das cargas, como o projeto original. Vai passar em todos os portos, inclusive no porto da TPK, que será construído no Espírito Santo, e tem como sócio o Porto de Roterdam", destacou o secretário de Transportes do Estado, Carlos Roberto Osório.

Durante a reunião, Carlos Roberto Osório e Delmo Pinho anunciaram que a ANTT e o Ministério dos Transportes aprovaram as sugestões feitas pela Prefeita Rosinha Garotinho, tanto para o traçado da EF-118, que passará pelo Complexo Logístico e Industrial Farol-Barra do Furado, pelo Porto do Açu, e pelos portos do litoral no vizinho estado do Espírito Santo, bem como aprovaram as propostas da Prefeitura, em comum acordo com o Comudes, de fazer o contorno de Campos com a BR 101 no interior, pelo lado oeste da cidade.

A Prefeita lamentou a morosidade dos procedimentos que atrasam a execução dos projetos. Osório e Pinho solicitaram apoio no sentido de que a Prefeita e o secretário de Governo, ex-governadores, agendem audiência no Ministério dos Transportes, para que fosse solicitada autorização para a realização de audiências públicas no Rio de Janeiro, em Campos e em Vitória, para avançar nos procedimentos de execução da EF-118 que tem previsão de lançamento do edital para licitação no mês de agosto.

Ministro autorizou na teleconferência - O secretário de Governo Garotinho ligou para autoridades em Brasília e pediu agilidade no andamento dos processos. Ele falou pelo telefone com o ministro Sérgio Rodrigues e promoveu uma rápida teleconferência com a equipe técnica da mesa, incluindo o secretário de Transportes do Estado, e o sub, Delmo Pinho, que faz a intermediação do projeto da EF-118 com o governo do Espírito Santo. Ao final da reunião, o ministro, que já tinha recebido pedidos da Prefeita e do secretário de Governo em Brasília, informou que vai dar encaminhamento ao protocolo de autorização para as audiências públicas.

O novo traçado será mais econômico e passará por fora da região de turfa, e será duplicado, em vez de pista simples. "O traçado que levamos para a ANTT é mais curto em 42 quilômetros, passa distante da região de solo mole que implicaria num custo muito elevado, acima de R$ 1 bilhão", informou o subsecretário Delmo Pinho, que mostrou o traçado definido que terá interseções nas proximidades da Tapera, no sentido Sul, e logo após o distrito de Travessão de Campos, no sentido Norte, tirando todo tráfego pesado e intenso de dentro de Campos.

sábado, 11 de abril de 2015

Paraná apresenta propostas ao Ministério dos Transportes para melhorar infraestrutura

08/04/2015 - Agência de Notícias do Paraná

O Governo do Paraná encaminha nesta quinta-feira (09) ao Ministério dos Transportes uma série de pedidos de melhorias da infraestrutura do Estado. O secretário de Infraestrutura de Logística, José Richa Filho, quer retomar as negociações sobre a implantação da ferrovia Maracaju-Paranaguá, a construção do Contorno Norte de Ponta Grossa e a suspensão da medida provisória que pretende estadualizar mais de mil quilômetros de rodovias federais. 

"Há demandas que envolvem o governo federal e precisam ser resolvidas para melhorar a infraestrutura do Paraná. Haverá reuniões com a equipe do ministro dos Transportes, Antônioi Carlso Rodrigues, buscando avançar nestas pautas", disse o secretário Richa Filho. 

Um dos pontos importantes dessas conversas é a reversão da Medida Provisória 082, de dezembro de 2002, que pretende estadualizar rodovias federais. Pela MP, 945 quilômetros de estradas federais terão de ser absorvidos pelo Governo do Paraná, elevando os custos de manutenção em mais de R$ 200 milhões por ano. 

Esta medida provisória foi implementada na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso. Na época, 15 estados, entre eles o Paraná, receberam cerca de R$ 2 bilhões em receitas antecipadas, com o compromisso de assumir mais de 14 mil quilômetros de rodovias federais. 

A intenção do Governo do Paraná é criar uma lei que anule esta medida, ao mesmo tempo em que se prorrogue o prazo, para que seja aprovada esta lei no Congresso. Richa Filho argumenta que, se a MP entrar em vigor, o governo federal vai reduzir a sua atual malha de 1811 quilômetros para apenas 872 quilômetros. 

"A malha federal no Paraná já é pequena, parte dela é do Anel de Integração. Se reduzir ainda mais, o Paraná será responsável por manter uma grande malha viária, diferente dos outros estados, onde circulam todo o escoamento da região Sul do Brasil, parte do Sudeste, Centro-Oeste, além da Argentina e Paraguai", disse. 

FEDERALIZAÇÃO – Na reunião, Richa Filho quer acelerar o pedido de federalização da PR-280, que liga o Oeste ao Sudoeste do Paraná. Atualmente, a rodovia comporta boa parte do escoamento de produtos vindo da região Centro -Oeste do Brasil, que vão ao Sul, sem contar o tráfego que vem da Argentina e Paraguai. São mais de 6 mil veículos por dia, sendo 60% caminhões. 

O Estado quer federalizar 190 quilômetros da rodovia, que em diversos pontos entra em território de Santa Catarina. Atualmente, esta mesma rodovia (BR-280) é federal no Estado vizinho e o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) quer duplicá-la, de Porto União até o porto de Jaraguá do Sul. 

FERROVIA – Na mesma reunião, será pedida ao Ministério dos Transportes uma definição sobre a construção da ferrovia Maracaju-Paranaguá, cujos trâmites estão lentos. O Paraná quer que o governo federal defina prazos para a execução da obra ou conceda à Ferroeste todo trecho (Maracaju-Paranaguá) para que o Estado tenha o poder de concessão. 

Na reunião, haverá também um encontro com lideranças de Ponta Grossa para discutir a construção do contorno norte da cidade. São 45 quilômetros de novas estradas, que vão tirar o tráfego pesado da área central da cidade. A estimativa é investir cerca de R$ 530 milhões. O Governo do Paraná quer esta obra entre no Programa de Aceleração do Crescimento 3 – PAC-3. 

Saiba mais sobre o trabalho do governo do Estado em: http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br

Fonte: Agência de Notícias do Paraná
Publicada em:: 08/04/2015

CSN tenta destravar a Transnordestina

10/04/2015 - Valor Econômico

Ciro Gomes, ex-ministro da Integração do governo Lula, recebeu uma missão espinhosa do presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch: destravar e concluir, até o começo de 2017, as obras da ferrovia Transnordestina. O bilionário projeto, criado em 2005, enfrenta ainda uma série de problemas que travam sua execução - desde licenças ambientais, desapropriações até fluxo de capital. O atraso de entrega já caminha para cinco anos. O ex-presidente Lula pretendia inaugurar a ferrovia em 2010. 

Com 1750 mil quilômetros de extensão, cortando os Estados do Piauí, Pernambuco e Ceará, chegando aos portos de Suape e Pecém, a obra foi inicialmente orçada em pouco mais de R$ 4 bilhões. Saltou para R$ 7,5 bilhões em setembro de 2013. A valores corrigidos, hoje já atinge cerca de R$ 9 bilhões. Estimativas da CSN, que tem 62% do capital da Transnordestina Logística, apontam que o montante de desembolso pode alcançar até R$ 11 bilhões. 

"Esse valor poderá ser menos que isso, como pode ir além. Mas estamos fazendo todos os esforços para ser menos, economizar", afirmou Gomes em entrevista ao Valor. "O Benjamin me disse que quer entregar essa obra no prazo que está definido, janeiro de 2017. Vou trabalhar para isso, mas o projeto não depende só de nós, há condições que não são nossas, da empresa". 

Nomeado diretor da CSN e presidente da Transnordestina desde o início de fevereiro, depois de tomar pé de todos as questões que envolvem a ferrovia, Gomes informa que está no momento com 6 mil homens trabalhando na obra - 80% no trecho do Piauí, que vai de Trindade (PE) a Eliseu Martins (PI). E diz ter 1,1 mil máquinas em operação. Outra frente de obras está no trecho cearense, entre Missão Velha e Acopiara. 

A meta da empresa é entregar o trecho do Piauí concluído no primeiro semestre de 2016. E a chegada aos portos de Pecém e Suape, ao mesmo tempo, em 2017. Mas, ressalta: "Se" as condições de dois pontos cruciais ocorrerem sem problemas: financiamento e agenda institucional ligada à obra. 

Aos governos estaduais cabem fazer todas as desapropriações de imóveis por onde passa o traçado da ferrovia 

Segundo o executivo, a Transnordestina, empresa dona da ferrovia, conta em caixa com R$ 400 milhões, o suficiente para três a quatro meses de obras no ritmo de R$ 100 milhões que vai fechar em abril. "Como 48% de toda a obra de infraestrutura está realizada, significaria mais 52 meses para completar (1% ao mês). Mas, posso mais que duplicar a velocidade, desembolsando R$ 200 milhões por mês a partir de julho". 

Todavia, admite, para isso acontecer, conta com o aporte de R$ 1,6 bilhão - em atraso desde março - da BNDESPar, do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e da Valec, estatal federal de ferrovias. Todas são acionistas da Transnordestina. "Os entendimentos com todos estão em franco andamento", afirmou Gomes, que ontem receberia em São Paulo representantes da Valec. 

Procurado, o Ministério dos Transportes, responsável pelo acompanhamento do cronograma de repasses de recursos e financiamentos federais para essa obra, informou, em nota, que "a construção da ferrovia Transnordestina é um empreendimento de responsabilidade da concessionária, que conta com diversas fontes em sua estrutura financeira". Dentre elas, apontou a Valec, o FDNE e o BNDES. "Este último participa com duas linhas de financiamento: uma para a concessão e outra diretamente ao acionista da concessão (CSN)". 

Á nota do ministério acrescenta que até o fim de 2014 as três fontes liberaram R$ 4,5 bilhões, estando em tramitação valores referentes ao início de 2015. Tal liberação, disse, segue o rito administrativo de cada instituição envolvida para assegurar que todas as exigências sejam atendidas. 

Se os sócios da CSN no empreendimento, conforme o plano acertado no fim de 2013, fizerem outro aporte previsto entre este mês e dezembro, de R$ 1 bilhão, terá caixa que garante a não interrupção das frentes de trabalho, podendo cumprir o prazo. Mas, admite, com o orçamento do país só aprovado agora e as atuais condições da economia, a liberação de recursos pode ficar complicada. 

Segundo Gomes, a CSN já pôs R$ 2,4 bilhões na ferrovia - cuja taxa interna de retorno é 6,25% -, faltando só R$ 65 milhões. "Fez porque tem sinergias com muitos negócios futuros na região". 

Em quilometragem, a ferrovia tem 551 km prontos, a grande parte em Pernambuco. Admite que nesse trecho existe ainda algumas pendências, conforme apontamento da ANTT, agência reguladora do setor que fiscaliza a obra. Gomes informa que mais 800 km, no momento, estão com frentes de obras em andamento, a cargo de várias construtoras. 


Paulista de Pindamonhangaba, mas com atuação política feita no Ceará, onde foi governador, além de prefeito de Fortaleza, foi destacado pela CSN por conhecer a obra desde suas origens, bem como pelo seu trânsito político em Brasília e no Nordeste, região que será beneficiada pela ferrovia. "Quando da criação da Transnordestina, por volta de 2005, como ministro [da Integração] fui coordenador do grupo interministerial que coordenou esse projeto". 

A missão de Gomes é fazer a Transnordestina acontecer, buscando remover do caminho todos os entraves. Desde a execução propriamente dita da obra, em várias frentes de trabalho, até o relacionamento com todos os agentes envolvidos - governadores cearense, piauiense e pernambucano, mais de cem prefeitos e cerca de 20 instâncias do governo federal, como Casa Civil, ministérios de Transportes e Integração, IBAMA, ANTT, Sudene, Tesouro, Valec e BNDES. 

"Há vários conflitos e desinteligências. A ordem do Benjamin é limpar o caminhos dos trilhos". 

Aos governos dos três Estados cabem fazer todas as desapropriações de imóveis em locais por onde passa o traçado da ferrovia. E há ainda muitas pendências a serem resolvidas nessa questão. "Já me reuni com o Camilo Santana (PT), do Ceará, e com o Wellington Dias (PT), do Piauí, que mostraram muita disposição". Já está na sua agenda um encontro também com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). 

Desde que assumiu o cargo - o segundo na iniciativa privada em sua vida - Gomes diz que já correu a ferrovia e tomou pé da maior parte da situação. "Fui lá, reestruturei a forma de execução da obra, dei prazos e pedi performances. Pago à vista". E informa que tomou uma série de outras medidas essenciais para a obra andar. Uma vantagem, diz, com o câmbio, é que todos os trilhos de aço já estão comprados e estocados. 

Boa parte do atraso da obra - quase três anos -, disse Gomes, é decorrente da desavença com a construtora Odebrecht que fazia grande parte da ferrovia. Levou tempo até chegar a um acordo e deixou um saldo para a Transnordestina de 2.014 ações na Justiça que terão de ser renegociadas. "Esse contrato, peculiar, foi um acerto infeliz, que atravancou a obra". 

Ele informou ainda que a CSN começa a prospectar futuros parceiros estratégicos (com permissão do poder concedente e dos sócios) que queiram entrar quando a obra estiver no estágio bem avançado. Ao mesmo tempo, vai criar empresa ligada à Transnordestina, para operar um terminal no Porto de Pecém, no Ceará. E está aberto também para uma operação similar no porto de Suape.

Fonte: Valor Econômico
Publicada em:: 10/04/2015

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Norte-Sul atrai empresas e movimenta economia no Tocantins

30/03/2015 - Portos e Logísticas

O pátio multimodal da Ferrovia Norte-Sul de Porto Nacional, a 30 km de Palmas, no Distrito de Luzimangues, tem atraído empresas que atuam no armazenamento e escoamento da produção agrícola do estado, bem como a geração de emprego e renda.

O pátio está em funcionamento desde 2013 e conta com empresas de transporte de combustível (BR Distribuidora, Norship e Raízen), além da mais recente que entrou em operação, a Agrex do Brasil, que atua na produção e comercialização de grãos, fertilizantes, sementes e distribuição de defensivos agrícolas nos estados do Centro-Oeste e Nordeste.

A Agrex teve o mais novo terminal de transbordo ferroviário de grãos inaugurado no polo, no dia 5 de fevereiro deste ano e já está em operação. Segundo informações do governo, a empresa estima movimentar em Porto Nacional, neste ano, 250 mil toneladas de grãos.

O gerente de logística da Agrex, Edson Ferreira Dantas, afirmou que neste primeiro mês, a empresa já carregou 25 mil toneladas de grãos, em especial a soja. "A operação já começou, estamos recebendo a safra de grãos e produção da região e carregando os vagões. A soja que vem do produtor, nós padronizamos e carregamos os vagões de Porto até São Luís", disse ao acrescentar que todo o carregamento é feito via ferrovia.

Na área de grãos, a Valor da Logística Integrado (VLI) é uma das empresas da Vale, que opera em várias regiões do Brasil, com transportes de commodities agrícolas, que já está com as obras orçadas em R$ 125 milhões para o polo. O gerente comercial da empresa, Filipe Falheiros, informou que o terminal já está em construção. "Somos uma empresa de portos, terminais e ferrovias. O que estamos levando para Porto Nacional é um terminal focado em grãos para atender a região", frisou. A expectativa é que o terminal comece a operar ainda neste ano.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Econômico da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Eremilson Ferreira Leite, afirmou que várias empresas já sinalizaram que pretendem se instalar, aproveitando a ligação, pela Ferrovia Norte-Sul, do Tocantins com o Porto de Itaqui, no Maranhão. "As expectativas são as melhores possíveis. Com a liberação da Ferrovia Norte-Sul, por parte da Valec, no trecho de Anápolis até Porto Nacional nós já damos uma cobertura de 100% no território tocantinense, trazendo um grande ganho para o polo de Porto Nacional", revelou. 

Goiás terá rota para o Oceano Pacífico

07/04/2015 - Diário da Manhã

Reduzir para US$ 30 o preço da tonelada de grãos exportado para a Ásia. Essa é uma das metas do governo brasileiro e do governo chinês com a Ferrovia Transoceânica, ou Ferrovia Transcontinental, que terá 5,3 mil km, dos quais 2,9 mil km passando pelo Brasil. A ferrovia será construída em seis anos e ligará o litoral norte do Rio de Janeiro à malha ferroviária do Peru passando pelas cidades de Uruaçu (GO), Vilhena (RO), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC) e Boqueirão da Esperança (Fronteira Brasil-Peru). A Ferrovia Transcontinental ainda integra a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fiol) que sai de Ilhéus (BA) ligando-se à Ferrovia Norte-Sul em Figueirópolis (TO). 

A ideia do trecho ferroviário ligando os oceanos Atlântico e Pacífico surgiu em 2007. Já em 2009 o trecho entre Uruaçu (GO) e Vilhena (RO) teve seu pré-projeto concluído e foram estimados que a extensão desse trecho será de 1.500 quilômetros a um custo de R$ 5,25 bilhões em bitola larga permitindo uma velocidade de até 120 km/hora. 

A Ferrovia Transoceânica teve início com protocolo assinado entre os presidentes da China, Xi Jinping, e do Peru, Ollanta Humala, assinaram em novembro de 2014 um memorando de entendimento para a criação de um grupo de trabalho trilateral, que permitirá o avanço do projeto de conexão ferroviária bioceânica entre Peru e Brasil com participação chinesa. 

Este foi um dos sete acordos que Xi e Humala assinaram na reunião realizada no Grande Palácio do Povo de Pequim. O roteiro faz parte da visita oficial que o líder peruano realiza à China após sua participação na cúpula do fórum da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na sigla em inglês). 

Corredor 

Com a assinatura do memorando do grupo de trabalho sobre a ferrovia bioceânica, mais um passo foi dado na iniciativa de construção de um corredor que atravesse a América do Sul entre Peru e o Brasil e conecte os oceanos Atlântico e Pacífico. O acordo trilaterial foi assinado pelo Ministério de Transportes e Comunicação do Peru, o Ministério dos Transportes do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China. 

Em julho do ano passado, os presidentes da China, Xi Jinping, e do Brasil, Dilma Roussef (PT), já haviam assinado um memorando que permite o investimento de empresas chinesas em ferrovias brasileiras. A CRCC (China Railway Construction Corporation) assinou com a Camargo Corrêa um termo de acordo para estudar a formação de consórcios para disputar leiões de concessões de trechos de ferrovias. 

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o primeiro negócio que o futuro consórcio pode disputar é o leilão do trecho de ferrovia que liga Lucas de Rio Verde (MT) a Campinorte (GO), na Ferrovia Norte-Sul. Outros cinco trechos despertam o interesse dos chineses nos próximos anos, entre eles a Ferrovia Transoceânica e outros ramais da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), com 1.527 km de extensão, estabelecerá à comunicação entre o porto em Ilhéus e as cidades baianas de Caetité e Barreiras a Figueirópolis, no Tocantins, ponto de interligação dessa ferrovia com a FNS. (Com informações da Valec e jornal Folha de S.Paulo). 

Fonte: Diário da Manhã
Publicada em:: 07/04/2015

Arco Norte ganha impulso logístico no Nordeste

07/04/2015 - Gazeta do Povo

A exportação de grãos pelo Arco Norte se consolida como nova opção logística para o agronegócio brasileiro puxada por dois portos situados no Nordeste do país. Juntos, os terminais de Itaqui, em São Luís (Maranhão) e Cotegipe, em Salvador (Bahia), movimentaram 5,1 milhões de toneladas de soja em 2014. O volume equivale a 11,2% dos embarques nacionais, numa participação que tende crescer ainda mais com a conclusão de investimentos que pretendem alavancar a capacidade operacional da região no curto prazo. 

Sozinhos, os dois terminais já respondem por metade da movimentação de grãos do Arco Norte. A liderança é do porto maranhense, que ganha novo fôlego a partir desta safra com o início das operações do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no Porto de Itaqui. Financiada pelo setor privado, a estrutura terá capacidade para movimentar 2 milhões de toneladas de grãos em 2015, e a meta é chegar a 10 milhões de toneladas em menos de uma década, detalha o porta-voz do projeto, Luiz Claudio Santos. 

O grande trunfo do Tegram será a integração com a ferrovia Norte-Sul, controlada pela VLI, braço losgístico da Vale, e que garante uma conexão direta entre a região produtora de Porto Nacional (centro de Tocantins) e a cidade Açailândia (Oeste de Maranhão). De lá as cargas seguem para São Luís pela Estrada de Ferro Carajás (EFC), também controlada pela Vale. No auge das operações, esse modal vai responder por 70% da movimentação do terminal, projeta Santos. 

No contraponto, a estrutura de Cotegipe ainda é fortemente concentrada no modal rodoviário. As cargas mais próximas, oriundas do Oeste da Bahia, em praças como Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, precisam percorrer 700 quilômetros sobre rodas para serem encaminhadas à exportação, elevando os custos. 

Para reverter esse cenário, o setor aguarda o avanço das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), que deve abrir uma nova rota para a exportação de grãos via Porto de Ilhéus, no Sul baiano. O projeto deve ser concluído em 2018. "Quando essa obra ficar pronta vamos poder reduzir os gastos com transporte e ainda garantir o frete de retorno com cargas de fertilizante", prevê o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato. 

Enquanto esses projetos não avançam, o consórcio responsável pelo Tegram defende que será viável transportar cargas oriundas de toda a fronteira agrícola do Matopiba (formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além do Oeste de Mato Grosso e Norte de Goiás. "O Porto de Itaqui não está restrito ao Maranhão. Cada vez mais, ele será uma estrutura focada em atender toda a região da nova fronteira agrícola", defende o CEO da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ted Lago. 

Novos terminais potencializam mercado de milho 

O aumento na capacidade exportadora dos portos do Arco Norte promete dar novo fôlego à expansão das lavouras de milho na fronteira agrícola do Matopiba. Atualmente, a maior parte da produção regional é direcionada ao abastecimento das granjas avícolas locais, já que o alto custo com frente inviabiliza o escoamento do cereal para locais mais distantes. "Esse mercado doméstico compra um volume baixo. Isso impede que o agricultor produza em escala, já que o risco é alto. A partir de agora essa realidade tende a mudar", defende o porta-voz do Tegram, Luiz Claudio Santos. 

A janela de exportação aberta pelo Tegram ocorre em meio à expansão da oferta do cereal na região. Conforme estimativa da Expedição Safra Gazeta do Povo, o Matopiba vai colherá uma safra 3% maior neste verão, chegando a 4,85 milhões de toneladas, num movimento contrário ao observado no resto do país, que terá a primeira safra do cereal reduzida no ciclo 2014/15. 

10,5 milhões 

de toneladas de soja foram exportadas pelos principais portos do Arco-Norte em 2014. Além dos dois terminais nordestinos, complexo logístico também contempla os portos de Barcarena e Santarém, no Pará, além estrutura instalada ao redor do rio Amazonas, que se concentra em Manaus (AM). 

Fonte: Gazeta do Povo
Publicada em:: 07/04/2015

terça-feira, 7 de abril de 2015

Hyundai Rotem inicia obras de unidade de Araraquara

06/04/2015 - Revista Ferroviária

Com a presença do presidente mundial da Hyundai Rotem, Seung-Tack Kim, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do prefeito de Araraquara (SP), Marcelo Barbieri, entre outras autoridades, foi realizado na última 5a feira (02/04/15) o lançamento da Pedra Fundamental da nova fábrica de trens da Hyundai Rotem no Brasil. A cerimônia marcou o início das obras da unidade, que deve estar concluída e apta a produzir trens a partir de março de 2016.

O terreno de 150 mil m2 ocupa um espaço em meio a canaviais na área rural de Araraquara. Margeando o terreno estão os trilhos do recém-inaugurado Contorno Ferroviário, obra construída pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e operado pela concessionária ALL, que desviou o tráfego de trens do centro da cidade. Motoniveladoras já atuam na terraplenagem do terreno.

Dessa unidade industrial - a segunda maior da empresa no mundo - sairão trens que já têm destino confirmado. A Hyundai Rotem possui dois contratos já assinados no Brasil. Um deles é com a CPTM, de São Paulo, que comprou 30 TUEs com oito carros cada um (totalizando 240 carros), com motorização em 50% dos carros. O modelo escolhido terá ar-condicionado e corredores interligados. Eles serão usados na renovação da frota da companhia.

O outro contrato é para fornecer os trens do metrô de Salvador, operados pela CCR, em parceria semelhante à já realizada na linha 4-Amarela do metrô de São Paulo. Os trens para Salvador serão similares aos do metrô paulistano, porém ao invés de seis carros por composição, serão quatro. No total, serão entregues à CCR Metrô Bahia 34 trens, totalizando 136 carros, todos motorizados.

De acordo com dirigentes da Hyundai Rotem, a escolha pelos trens da empresa por parte da CCR é resultado da boa experiência alcançada na operação da linha 4-Amarela em São Paulo, a primeira do país dotada de trens driverless (sem condutor). O sistema de sinalização CBTC (communications-based train control) em São Paulo foi fornecido pela Siemens; em Salvador, pela Thales.

A nova unidade da Hyundai terá investimentos de US$ 40 milhões vai gerar pelo menos 300 empregos diretos, além de incrementar a rede de fornecedores locais. Segundo seu presidente mundial, Seung-Tack Kim, a expectativa da empresa é que a nova unidade encontre clientes em outros países da América Latina.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Dependência do transporte rodoviário impõe custo alto à produção agrícola

02/04/2015 - O Globo

Todos os dias, o Brasil tem exemplos de como é ruim depender tanto do transporte rodoviário.
E, às vezes, isso se torna mais evidente, como aconteceu recentemente, durante a greve de caminhoneiros que entupiu as estradas. O custo dessa dependência a gente vê na reportagem do Marcos Losekann.

As bolinhas douradas valem ouro. É riqueza a granel: 28 milhões de toneladas de soja que fazem Mato Grosso bater mais um recorde de produção.

Mas essa fartura que se vê nas lavouras enfrenta uma séria ameaça nos armazéns, que nunca estiveram tão abarrotados, e não é só porque a produção aumentou. A recente greve dos caminhoneiros atrasou o transporte para os portos de Santos e Paranaguá, a mais de dois mil quilômetros do local. Não foram grãos, não vieram insumos. Até combustível faltou, comprometendo o finzinho da colheita da soja e, principalmente, o plantio da próxima safra de milho.

"Nosso grande problema é que somos altamente dependentes do transporte rodoviário", ", afirma o agricultor Carlos Alberto Simon.

Jornal Nacional: Quer dizer: se tivesse trem, poderia estar levando produto e trazendo insumos?
Agricultor: Com certeza, com nível de custo bem mais aquém do que temos hoje.

O prefeito de Lucas do Rio Verde chegou a fazer um quadro do mapa da ''ferrovia de integração do Centro-Oeste'', planejada para ir de Vilhena, Rondônia, passando pelas lavouras de Mato Grosso, até Uruaçu, em Goiás. Lá se conectaria com os trilhos da norte-sul, por onde a produção agrícola poderia chegar ao porto de Itaqui, no Maranhão.

"Infelizmente é um mero quadro na parede. Todos os empresários que vinham aqui eu mostrava no quadro o que estava para acontecer aqui, a esperança que isso nos trazia", lamenta o prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta.

No meio de um milharal, bem que poderia estar passando um trem. O vídeo acima mostra o traçado da ferrovia que não saiu do papel. Sem ela, resta a BR-163. Os trens poderiam substituir 400 mil caminhões e gerar uma economia de pelo menos R$ 7 bilhões por ano só com o frete.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres, as licitações atrasaram porque os projetos ainda não estão totalmente definidos.

"O modelo regulatório ainda precisa de algumas definições de contorno. O nosso contrato de concessão ainda precisa alguns aperfeiçoamentos e esses aperfeiçoamentos vêm sendo construídos", explica o diretor ANTT, Carlos Fernando Nascimento.

Atualmente são quase 11 mil quilômetros de estradas de ferro em operação no Brasil. Se as 12 ferrovias projetadas já tivessem saído do papel, o país teria o triplo de trilhos, com trens transitando em todas as direções.

Sem muita alternativa, 58% de todas as cargas em solo brasileiro dependem do transporte rodoviário.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Região terá coleta de assinaturas para trem de passageiros

28/03/2014 - Gazeta de Limeira

Cordeirópolis e Limeira estão entre as cidades da região que receberão mobilização para sediar paradas do trem de passageiros, em projeto previsto pelo governo estadual. O movimento parte de Rio Claro, e inclui também Santa Gertudres, com apoio de gestores de outros municípios vizinhos. 

O lançamento da campanha ocorreu ontem na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Rio Claro, reunindo vereadores de diversas cidades e oficializando o início da coleta de assinaturas. 

A iniciativa partiu do ex-desembargador Irineu Carlos de Oliveira Prado, advogado que representa a OAB na busca da inclusão dos municípios no projeto. 

Ele contou à Gazeta que soube do projeto estadual no final do ano passado, em linha de São Paulo a Americana, com o objetivo de facilitar o transporte e desafogar as estradas já cheias. Foi quando começou a mobilizar a sociedade civil e entidades para buscar a ampliação até Rio Claro, beneficiando Limeira, Cordeirópolis e Santa Gertrudes. "Com o abaixo-assinado pretendemos sensibilizar o governador para que faça essa ampliação, que só tratá benefícios. Não será um trem como os de antigamente, mas metropolitano, ágil e rápido. Até Americana o tempo de viagem estimado é de 1h29. Imagine ter uma alternativa imune aos congestionamentos da marginal?", declara. 

Das informações que tem sobre o projeto, é que deve ser viabilizado por parceria público-privada, ou seja, com investimentos de empresas. Já houve um encontro com o secretário de Planejamento do Estado, e outro está previsto na próxima quinzena com o gestor dos Transportes Metropolitanos. 

Fonte: Gazeta de Limeira

Imprensa nacional destaca projeto de ferrovia no Pará

30/03/2015 - Pará de Notícias

O projeto de construção de uma ferrovia em território paraense, cujos estudos de viabilidade acabam de ser autorizados pelo governo do Estado, ganhou repercussão na imprensa nacional e internacional nos últimos dias. Produzida na quinta-feira, 25, pela Agência de Notícias Reuters, a matéria contém detalhamentos do projeto e opiniões de segmentos do setor público e do setor de produção. Desde a sua distribuição, o texto abriu espaço nos principais jornais e blogs do Brasil e na imprensa internacional, evidenciando a importância do projeto. 

A reportagem original, intitulada "Investidores planejam ferrovia e porto de R$ 16 bi no Pará", destaca que a construção da ferrovia paraense é especialmente esperada pelas companhias mineradoras e pelos empreendedores do agrobusiness. "A futura estrada de ferro, já batizada de Fepasa, deverá ligar áreas de extração de minerais e de produção agrícola a um porto a ser construído no município de Colares, ao norte de Belém, passando pelo porto de Vila do Conde, em Barcarena", informa a Reuters. 

Os investimentos privados previstos para o empreendimento são de 8 bilhões de reais, mais 6 bilhões para o porto e outros 2 bilhões para a construção de um condomínio industrial próximo ao porto. Quando ficar pronta, a ferrovia será uma alternativa mais barata para o escoamento da produção oriunda do sul e sudeste do Pará, além de promover a integração entre os modais rodoviário e fluvial, estabelecendo um circuito multimodal para o transporte de carga pesada. Uma solução ideal para a região amazônica, por ser menos agressiva ao meio ambiente e portanto, mais adequada ao desenvolvimento sustentável, que é uma premissa do governo Simão Jatene. 

A ferrovia terá 1,2 mil quilômetros de extensão e seguirá um traçado paralelo ao que foi prospectado no projeto de Ferrovia Norte-Sul, mas nunca efetivado em solo paraense pelo governo federal. Desse modo será possível conectar as duas ferrovias, a estadual e a federal, na divisa do Pará com o Maranhão. "A expectativa do governo do Estado é de que já no primeiro ano de funcionamento da ferrovia a demanda será de quase 30 milhões de toneladas, principalmente minérios e grãos, com o volume subindo para 48 milhões de toneladas anuais em cinco anos", detalha a agência de notícias alemã. 

A região de Colares foi escolhida porque tem calado natural profundo, permitindo a atracação de navios de grande porte que atualmente não conseguem acessar terminais em Santos (SP) e Paranaguá (PR), por exemplo. 

"A implantação de uma ferrovia com traçado captando os minérios e os produtos do agronegócio, tornará o Pará uma das regiões mais competitivas em todo o mundo, pela proximidade de um porto de águas profundas, atualmente Vila do Conde, e futuramente o novo porto de Colares. Esses fatores atuam de forma a atrair grandes indústrias e atividades econômicas para o futuro Condomínio Industrial portuário que integra o Projeto", afirma Adnan Demachki, titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme).

Fonte: Agência Pará de Notícias
Publicada em:: 30/03/2015