terça-feira, 31 de maio de 2011

TAV poderá ter estação na região central de SP

30/05/2011 - Agência Estado

Trem Bala

O diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, disse hoje que há possibilidade de mudar a localização da estação do Trem de Alta Velocidade (TAV) na cidade de São Paulo. 

Pelo projeto original, a estação está prevista para o aeroporto Campo de Marte, na zona norte, mas a Prefeitura defende que seja na Barra Funda, na região central. O município tem um projeto de revitalização para o local."A ideia é tirar o nome do Campo de Marte do projeto do TAV e assim flexibilizar a decisão sobre a localização da estação, deixá-la a cargo do investidor", afirmou Figueiredo. 

Segundo ele, alguns técnicos defendem, inclusive, que é possível ter duas estações em grandes centros urbanos.

Questionado se o trem-bala estará pronto para os grandes eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos, o diretor da ANTT reafirmou que para a Copa do Mundo, em 2014, não será possível, mas que existe a possibilidade de pelo menos um trecho ser concluído até a Olimpíada, em 2016. "Para a Copa, com certeza, não há a menor possibilidade. 

Para a Olimpíada pode ser feito um esforço para que pelo menos um trecho seja viabilizado", afirmou. Esse trecho seria a parte que liga a capital paulista a Campinas, no interior de São Paulo.O projeto completo do TAV, que ligará as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, tem prazo estabelecido no edital para ser concluído em até seis anos. 

O leilão de concessão está marcado para 29 de julho, sendo 11 de julho a data-limite para a entrega das propostas. Inicialmente, o leilão seria em 16 de dezembro do ano passado, mas foi adiado pela ANTT para 29 de abril, sendo que no início daquele mês a data foi novamente postergada. Figueiredo participou hoje, em São Paulo, do seminário Infraestrutura de Transporte no Brasil. 

CPTM lança edital para estudos de trem regional

31/05/2011 - Via Trólebus

A CPTM lançou novamente, na última quinta-feira, 26, edital para estudos técnicos de traçado, viabilidade, operacional e ambiental para a implantação do serviço de trem regional entre São Paulo e Santos. A licitação para estudo do traçado São Paulo-Santos foi aberta em 31 de dezembro de 2010, mas no dia 5 de janeiro foi publicado seu adiamento por tempo indeterminado. A mudança no calendário se deu devido à necessidade de adequação ao decreto estadual 56.565, que alterou as regras para a aprovação e contratação de projetos básicos de obras e serviços de engenharia e arquitetura.

Em dezembro de 2010, a Secretária dos Transportes Metropolitanos lançou o estudo preliminar para restabelecimento de ligações ferroviárias regionais. Dois projetos foram avaliados para melhor atender a demanda entre São Paulo e Santos, estimada em 10 a 15 milhões de passageiros/ano. Estudou-se um projeto para a construção de um novo traçado, que implicaria na perfuração de túneis. Outro projeto prevê a utilização do antigo funicular da Serra do Mar com um novo sistema de cremalheira. O modelo do trem para o percurso não está definido, mas estão sendo avaliadas tecnologias que permitam subir rampas de 7% e 8% e circular no trecho de planalto e no litoral. A ideia é aproveitar ao máximo o que restou da antiga linha (sem utilização há mais de 50 anos), melhorando e reconstruindo trechos deteriorados.

Trem ligará Estação da Luz em São Paulo a Campos do Jordão

30/05/2011 - José Benedita da Silva


O mais novo passeio turístico de trem de São Paulo terá 207 km, quase sete horas de duração (só de ida) e irá ligar a estação da Luz, na capital, a Campos do Jordão, na serra da Mantiqueira.

Se implantado, o Trem da Montanha será a mais longa linha ferroviária de passageiros do Estado de São Paulo.

A linha é uma das três que o governo paulista quer implantar no projeto Expresso Turístico, coordenado pela CPTM, estatal que gerencia os trens metropolitanos.

As outras são o Trem dos Romeiros, para Aparecida (180 km de São Paulo), e o Trem do Vinho, para São Roque (66 km da capital).

Hoje, o projeto já leva turistas ao entorno da Grande São Paulo em três linhas, com destino à vila de Paranapiacaba (Santo André), a Jundiaí e a Mogi das Cruzes, todas partindo da Luz.

Os três novos passeios, segundo o governo, devem ser implantados ainda este ano, mas o de Campos do Jordão deve ser o mais complexo.

Para viabilizá-lo, o governo precisa de um acordo com a MRS, concessionária privada que opera a malha ferroviária no vale do Paraíba, só com transporte de cargas.

Isso porque a linha da CPTM vai pouco além da Grande São Paulo e seria usada pelo Trem da Montanha até Itaquaquecetuba, de onde passaria à malha da MRS.

Dali, o trajeto seguiria pelo vale do Paraíba, alternando cenários urbanos (como São José dos Campos) e bucólicos --antigas fazendas e várzeas do rio Paraíba do Sul.

Em Pindamonhangaba, uma troca de veículos: em um pequeno trem elétrico semelhante a um bonde, é feita a subida da serra da Mantiqueira até o Capivari, centro da badalação da estância.

A subida da serra --que já existe hoje-- é operada pela Estrada de Ferro Campos do Jordão, ex-empresa federal encampada pela Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos este ano.

APARECIDA

O governo não sabe quanto vão custar as novas linhas. Porém, já sabe que os passeios a Campos do Jordão e Aparecida serão em semanas alternadas e sairão às sextas e o retornarão aos domingos.

Hoje, as três linhas do Expresso Turístico saem de manhã e voltam a São Paulo no fim do dia.

Em 165 viagens feitas desde 2009, transportaram 25 mil passageiros.

O expresso é formado por uma locomotiva a diesel e dois carros de passageiros, fabricados nos anos 1950.

O projeto Trens Regionais também ensaia levar a CPTM além dos limites da Grande São Paulo.

A ideia é reativar o transporte regular de passageiros da capital para Sorocaba, Santos, Campinas, Jundiaí e São José dos Campos.

Governo estima criar 5 mil novos empregos com Transnordestina

30/05/2011 - Cidade Verde

Coordenador do PAC diz que obra vai ganhar impulso no meio do ano. Previsão de finalizar é em 2012.


Com 90% das questões de desapropriação praticamente solucionadas, as obras da ferrovia Transnordestina no Piauí deverão ganhar novo impulso nos meses de junho e julho, podendo gerar até cinco mil empregos diretos. A estimativa foi feita na manhã desta segunda-feira (30) pelo coordenador estadual do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Mirócles Veras.

Com 1.628 mil quilômetros de extensão, 420 deles no Piauí, a Transnordestina é a maior obra do governo federal no Estado, num investimento que deve ultrapassar R$ 1,3 bilhão. Toda a ferrovia deverá chegar a R$ 5 bilhões, com previsão de ser concluída até 2012.

A Transnordestina vai ligar a região Sul do Piauí aos portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, facilitando o escoamento da produção, inclusive a dos Cerrados. Seu traçado no estado passa pelos municípios de Eliseu Martins, Pavussú, Rio Grande do Piauí, Itaueira, Flores do Piauí, Pajeú do Piauí, Ribeira do Piauí, São José do Peixe, São Miguel do Fidalgo, Paes Landim, Simplício Mendes, Bela Vista do Piauí, Nova Santa Rita, Campo Alegre do Fidalgo, Paulistana, Betânia do Piauí, Curral Novo do Piauí e Simões.

Na cidade de Elizeu Martins, a 489 quilômetros de Teresina, serão construídos os escritórios e armazéns da ferrovia. O governo também pretende instalar uma Zona de Processamento de Exportação no município, para facilitar as exportações.

Numa segunda etapa, a Transnordestina fará a ligação do trecho piauiense com a ferrovia Norte-Sul, através da cidade Estreito, no Maranhão, e ao porto de Luís Correia, através de um novo ramal ferroviário.

Fonte: CidadeVerde.com

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Valec anuncia edital da Ferrovia Centro-Oeste

28/05/2011 - G1

O presidente da empresa pública Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, José Francisco das Neves, anunciou neste sábado (28) o lançamento do edital de construção da Ferrovia Centro-Oeste, no trecho que liga os municípios de Campinorte, no estado de Goiás, a Água Boa, a 730 km a leste de Cuiabá.

O anúncio foi feito durante do Encontro Nacional de Tecnologia de Safras (Entec$), realizado no município de Lucas do Rio Verde, a 354 km ao Norte da capital. O evento reúne produtores, empresários, autoridades e pesquisadores para debater sobre os avanços tecnológicos no agronegócio.

Segundo o presidente da Valec, o edital para a construção da Ferrovia, que prevê a conclusão do trecho de 430 Km, está previsto para o final de junho. A construção deve começar no início de 2012, com previsão de conclusão de todo o trecho até Lucas do Rio Verde, totalizando 1.040 Km, em 2014.

Concluída toda a primeira etapa, a Ferrovia passará pelos municípios de Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã e Sorriso, até chegar a Lucas. A segunda etapa da Ferrovia Centro-Oeste segue até o município de Vilhena (RO). O total de investimentos do Governo Federal, é de R$ 4,1 bilhões para a primeira etapa, e R$ 2,3 bilhões para o trecho Lucas-Vilhena.

"O Governo Federal tem trabalhado para a construção desta que é uma obra muito importante para todo o país. A ferrovia em Mato Grosso reduzirá os custos de transporte e trará melhorias e avanços para o Estado", destacou o presidente da Valec, José Francisco das Neves.

O secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, destacou que a articulação política do Governo do Estado foi fundamental para a implantação da ferrovia em Mato Grosso.

"A Gestão vem articulando ações para trazer cada vez mais oportunidades que contribuam para o desenvolvimento no Estado. Tanto a Ferronorte como a Ferrovia Centro-Oeste são de extrema importância para Mato Grosso", ressaltou.

O prefeito de Lucas do Rio Verde afirmou que a chegada da ferrovia ao município é motivo de alegria. "Sabemos dos benefícios que a ferrovia trará ao municípios, e agradecemos a iniciativa do Governo Federal e do Estado", disse.

Vuolo destacou ainda que, no próximo dia 20 de junho, o presidente da Valec retornará a Cuiabá para conversar com o governador do Estado, Silval Barbosa, com o objetivo de tratar especificamente da ferrovia Vicente Vuolo.

Na oportunidade também será debatido o detalhamento da construção do trecho entre Rondonópolis e Cuiabá. No último dia 18 de maio, o Governo do Estado e a Valec assinaram um termo de cooperação junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre para a conclusão do trecho.

Sorocaba estuda construção de anel ferroviário

29/05/2011 - Agência Estado (AE) 

Dado o primeiro passo para retirar a ferrovia da região central da cidade.

A Câmara de Sorocaba, a 92 km de São Paulo, deu o primeiro passo para retirar a ferrovia da região central da cidade. Uma comissão de vereadores aprovou a contratação do projeto de um anel ferroviário que levaria os trilhos para o distrito industrial. A Câmara que aproveitar a instalação de uma fábrica da Toyota na cidade para "vender" o projeto do ferroanel ao governo federal. Apenas a montadora japonesa deve gerar um movimento de cargas diário estimado em 800 caminhões. 

De acordo com a proposta, o anel ferroviário terá início no bairro Brigadeiro Tobias, passando pelo distrito industrial, e vai acompanhar o traçado da rodovia Castelo Branco até o Parque Tecnológico, voltando para o eixo atual da ferrovia no distrito de George Oeterer, em Iperó. Com a construção do ferroanel, o trecho da linha que corta a cidade será desativado. 

A comissão decidiu consultar a América Latina Logística (ALL), operadora da ferrovia, sobre o movimento atual de trens. De acordo com o vereador Izídio de Brito (PT), o traçado da ferrovia na área urbana remonta à criação da Estrada de Ferro Sorocabana (EFS) no final do século 19 e ficou obsoleto. A linha corta áreas densamente povoadas, inclusive o centro da cidade, o que limita o uso do trem como meio de transporte.

Expresso turístico da CPTM vai chegar até Campos do Jordão, Aparecida e São Roque

29/05/2011 - Folha de São Paulo, revisado por Renato Lobo-Via Trolebus


O Expresso Turístico é um projeto da CPTM para mostrar e divulgar a história das linhas e dos trens os quais impulsionaram a capital e as cidades que fazem parte da malha ferroviária paulista. O mais novo roteiro terá 207 km, e quase sete horas de duração só na ida, e irá ligar a estação da Luz, em São Paulo, a Campos do Jordão, na serra da Mantiqueira.

Quando implantado, o Trem da Montanha será a mais longa linha ferroviária de passageiros do Estado de São Paulo. A linha é uma das três que o governo do estado de São Paulo pretende implantar no projeto. As outras são o Trem dos Romeiros, para Aparecida (180 km de São Paulo), e o Trem do Vinho, para São Roque (66 km da capital).


Atualmente, o projeto já leva turistas ao entorno da Grande São Paulo em três linhas, o mais trajeto mais recente criado com destino à vila de Paranapiacaba (Santo André), a Jundiaí e a Mogi das Cruzes, todas com saídas da estação Luz. As três novos roteiros devem ser implantados ainda este ano, mas o de Campos do Jordão deve ser o mais complexo.

Compartilhando vias

Para sair do papel, o governo precisa de um acordo com a MRS, concessionária privada que opera a malha ferroviária no vale do Paraíba, só com transporte de trens cargueiros. Isso porque a linha da CPTM vai pouco além da Grande São Paulo e seria usada pelo Trem da Montanha até Itaquaquecetuba, de onde passaria à malha da MRS. Dali, o trajeto seguiria pelo vale do Paraíba, alternando cenários urbanos (como São José dos Campos) e bucólicos --antigas fazendas e várzeas do rio Paraíba do Sul. Em Pindamonhangaba, uma troca de veículos: em um pequeno trem elétrico semelhante a um bonde, é feita a subida da serra da Mantiqueira até o Capivari, centro da badalação da estância. A subida da serra --que já existe hoje-- é operada pela Estrada de Ferro Campos do Jordão, ex-empresa federal encampada pela Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos este ano.


Aparecida do Norte

O governo não sabe quanto vão custar as novas linhas. Porém, já sabe que os passeios a Campos do Jordão e Aparecida serão em semanas alternadas e sairão às sextas e o retornarão aos domingos. Hoje, as três linhas do Expresso Turístico saem de manhã e voltam a São Paulo no fim do dia. Em 165 viagens feitas desde 2009, transportaram 25 mil passageiros. O expresso é formado por uma locomotiva a diesel e dois carros de passageiros, fabricados nos anos 1950. 


Trens Regionais

O projeto Trens Regionais também quer levar a CPTM além dos limites da região metropolitana de São Paulo. A ideia é reativar o transporte regular de passageiros da capital para Sorocaba, Santos, Campinas e São José dos Campos.

sábado, 28 de maio de 2011

Ferrovia Norte Sul em Colinas já carrega 50 mil toneladas mês

25/05/2011 - www.surgiu.com, Márcio Raposo 

O Pátio ferroviário de Colinas já despacha mensalmente cerca de 50 mil toneladas de soja para o Porto de Itaqui, no Maranhão, a 968 quilômetros de distância


O Pátio ferroviário de Colinas já despacha mensalmente cerca de 50 mil toneladas de soja para o Porto de Itaqui, no Maranhão, a 968 quilômetros de distância, que geralmente será percorrido em dois dias. No porto, os grãos são embarcados em navios graneleiros que tomam o rumo do mercado internacional, com destinos seguros em direção a América, Europa e Ásia. 

Em Palmas, a montagem do pátio ferroviário que vai servir a Capital e adjacências está fazendo parte da pauta do governador Siqueira Campos, preocupado em viabilizar o quanto antes a completa operação da Ferrovia Norte Sul em todo o Estado. Em 9 de fevereiro, o governador reuniu-se com os empresários representantes das empresas vencedoras da licitação dos lotes das área do pátio de transbordo que fica a 25 quilômetros do centro de Palmas. Participaram Nova Agri, Norship, Cosan , Petrobrás Distribuidora, Vale e Bunge Alimentos, além de representantes da Valec. Siqueira deixou patente que não vai medir esforços para fazer com que as empresas viabilizem seus empreendimentos. 

Um dos projetos apresentados naquela ocasião é o da Petrobrás Distribuidora, que prevê o transporte de 30 milhões de litros de combustíveis por mês, podendo chegar a 75 milhões de litros utilizando com base o terminal ferroviário de Palmas. 

Já em Colinas, em franca atividade, para se chegar ao transporte mensal das 50 mil toneladas, uma sofisticada operação logística é colocada em prática. Para tanto, pelo menos 100 bi-caminhões com quase 40 toneladas de soja cada despejam o produto, três vezes por semana, no silo de seis mil toneladas do pátio ferroviário de Colinas, a 300 quilômetros de Palmas. A empreitada de descarregamento, através da utilização de guindastes, sugadores e outros equipamentos pressurizados, alivia a carga de grãos das carrocerias graneleiras em apenas alguns minutos. 

Daí, é só fazer a operação inversa, agora carregando a composição ferroviária, através de um complicado sistema de túneis, em que os grãos sobem e descem nos corredores de vácuo, até serem enviados para um dos oitenta vagões containers com capacidade para 92 toneladas cada unidade, todos umbelicalmente ligados às duas locomotivas mãe. 

Em Colinas, a taxa de descarregamento de soja, conforme previsão da própria Vale, empresa responsável pela operação da Ferrovia Norte Sul, poderá chegar a 25 caminhões em apenas uma hora. 

Descarregar os graneleiros, portanto, e preencher os vagões ferroviários com as quase 4 mil toneladas de grãos por vez, já virou rotina naquele pátio de transbordo, cuja atuação faz com que o produto seja imediatamente encaminhado, via ferroviária, na mais absoluta segurança, para o porto de Itaqui, no Maranhão. 

Cálculos preliminares dão conta de que o caminho geográfico deste tipo de exportação, agora vencido com a ferrovia, foi reduzido à metade, se levar em conta que antes o produto tinha que descer até Santos-SP, para depois subir passando pelo Nordeste,em direção aos mercados internacionais. 

Porém, a grande quantidade de soja que está sendo transportada pela Ferrovia Norte Sul a partir de Colinas apenas parcialmente é produzida nos campos tocantinenses. Os bi-caminhões que chegam ao pátio arrastam o produto até mesmo do interior extremo do Mato Grosso. Na última semana, foi feito registro naquele terminal do ingresso da soja de São Felix do Xingu, MT, num percurso superior a 1.100 quilômetros. 

De qualquer forma, está cada vez mais presente nos vagões da Norte Sul, a soja, por exemplo, cultivada no platô tocantinense conhecido como “garganta”, na região de Dianópolis. Não fosse a ferrovia Norte Sul, tal produto ganharia as distâncias das estradas da Bahia, buscando os portos mais ao sul do Pais, perdendo competitividade, reduzindo as margens de lucros dos operadores de grãos, e frustrando o ingresso de divisas no País.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ferroeste tem oito propostas para estudo

27/05/2011 - Gazeta do Povo - PR

Foram abertas ontem as propostas de oito empresas interessadas em elaborar o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) do novo trecho da Ferroeste, ligando Maracaju, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá, no litoral paranaense.

A abertura dos envelopes aconteceu na sede da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, estatal vinculada ao Ministério dos Transportes. Segundo o presidente da Ferroeste, Maurício Querino Theodoro, não há previsão para divulgação da empresa ganhadora, mas após a escolha, o projeto deve ser apresentado em até 180 dias. “Só então abriremos uma nova licitação, dessa vez para a execução do projeto”.

Na prática, o novo trecho vai ampliar a Ferroeste dos atuais 248 quilômetros para 1.116 quilômetros. O limite de valor para o estudo é R$ 6,75 milhões, bancados pela própria Valec. A intenção é incluir o projeto na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Enquanto isso, as secretarias estaduais de Infraestrutura e Logística, Planejamento e Agricultura trabalham em um projeto de racionalização de custos da ferrovia – a empresa acumularia R$ 6 milhões de dívidas desde gestões anteriores – e na criação de um selo para os produtos paranaenses. “A ideia é também eliminar a fila no Porto de Paranaguá, criando bolsões de três mil caminhões no interior e controlando melhor o tráfego”, diz Theodoro.

Do montante de débitos da Ferroeste, cerca de R$ 700 mil seriam gastos não reconhecidos ainda pelo governo anterior (de Orlando Pessuti), como eventos de mídia de divulgação pública, e que estariam sendo investigados. Uma auditoria contratada por Pessuti e feita no ano passado pela Audiacto Auditores e Consultores – referente ao período de 2009 e agosto de 2010 – gerou um relatório, que foi entregue ainda no fim do ano à Procuradoria Geral do Estado, à Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) e ao Tribunal de Contas do Estado (TC). Segundo Theodoro, os órgãos ainda não se manifestaram sobre o caso e o novo projeto para a empresa deverá ser divulgado dentro das próximas semanas.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Santa Catarina pode ganhar corredor ferroviário

26/05/2011 - Frota e Cia.


Projeto de linha férrea de 622 quilômetros entre Itajaí e Chapecó deverá receber R$ 31 milhões em investimentos do Governo Federal ainda neste ano

O Estado de Santa Catarina ganhará 622 quilômetros de trilhos. A ideia é ligar Itajaí a Chapecó, fazendo assim um corredor que facilitará o escoamento da produção agropecuária e industrial de outras cidades como Xaxim, Xanxerê, Concórdia, Seara, Joaçaba, Rio do Sul, Indaial e Blumenau, até o Porto de Itajaí.

Para a elaboração do projeto básico de engenharia da chamada EF-487, o Governo Federal deverá investir R$ 31 milhões ainda neste ano. A ferrovia contribuirá para redução do fluxo de cargas em toda a BR-470 e trechos das rodovias BR-153 e BR-282.

Estima-se que, com o novo corredor, será possível retirar das rodovias cerca de 90 mil toneladas por mês, sendo a grande maioria frangos e aves, que são exportadas para a União Europeia e Extremo Oriente. A mercadoria representa cerca de 35% da movimentação global do Complexo Portuário de Itajaí.

Crescimento do modal

O anúncio de mais um empreendimento ferroviário solidifica a afirmação do balanço da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários), realizado recentemente, que confirma crescimento nos investimentos, na movimentação de cargas e na criação de empregos nas ferrovias.

Para Rodrigo Vilaça, Diretor Executivo da ANTF, esse crescimento é uma tendência. “Nós já temos uma projeção média estimada de 9% ao ano, entre 2011 e 2020. Isso é baseado em uma linha de projetos que remetem aos principais desafios do setor, que são a eliminação dos gargalos e ampliação da malha, dentro de um marco regulatório estabelecido”.

“Temos três ferrovias de classe mundial e de altíssima competência. Atualmente, nossas ferrovias transportam 25% de todas as cargas movimentadas no território nacional, o que significa mais de 500 milhões de toneladas. Muitos confundem que a ferrovia brasileira não tem destaque em cargas conteinerizadas e de maior valor agregado. O Brasil é um país que necessita implantar uma nova cultura a respeito do sistema ferroviário”, conclui o executivo.

Edital do trem-bala sofrerá alterações

26/05/2011 - O Globo

BRASÍLIA - Com a promessa de não adiar novamente o leilão, marcado para 29 de julho, nem mudar o modelo de licitação, o governo cedeu às demandas da iniciativa privada no projeto do trem-bala e fará algumas alterações no edital para garantir a participação do maior número possível de empresas. Deve-se abrir a possibilidade de não transferência imediata de tecnologia para o país e mais flexibilidade ao traçado da linha, informa a repórter Vivian Oswald.

A alteração do traçado pode ter implicações sobre os custos do grupo vencedor, já que a ligação entre Rio, no nível do mar, e São Paulo, a 750 metros, terá de passar por uma longa serra, com desvios e construção de túneis.

Já o maior prazo para a transferência de tecnologia permite que as empresas superem barreiras jurídicas e até regulamentos internos para passar seu conhecimento a terceiros. Algumas têm limitações para fazê-lo de uma só vez. Além disso, é uma forma de protegê-las da concorrência por outros trechos, como Curitiba-SP, Belo Horizonte-SP e SP-Triângulo Mineiro.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deve publicar todas as modificações já nos próximos dias. O secretário executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Passos, se disse otimista com a formação dos consórcios e afirmou que sul-coreanos, japoneses, franceses e alemães continuam no páreo.

Ferrovia Norte-Sul

26/05/2011 - Zero Hora

Concorrência

Serão conhecidas hoje, às 10h, as propostas das empresas interessadas em elaborar estudos de viabilidade para as obras da segunda etapa da Ferrovia Norte-Sul. O secretário de Infraestrutura, Beto Albuquerque, quer garantir recursos do PAC para o projeto.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Decisão da Justiça Federal pode paralisar obras da Ferronorte

23/05/2011 - A Gazeta

Uma decisão do juiz federal da 1ª Vara Cível de Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva, pode paralisar as obras da Ferronorte no trecho entre Alto Araguaia e Rondonópolis que tem cerca de 260 quilômetros e já tem 40% das obras executadas, inclusive com a implantação de parte dos trilhos. O magistrado federal compreendeu ter razão a Conspavi Construção e Participação Ltda que venceu a disputa junto à América Latina Logística (ALL) para construir o trecho por um custo de aproximadamente R$ 650 milhões, mas que teria sido preterida por outras construtoras.

No seu despacho o magistrado solicitou a juntada de todos os contratos celebrados entre a América Latina Logística Malha Norte S.A e as empreiteiras envolvidas e a requisição junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dos contratos de financiamento da empreiteira que, em que pese particular, se utiliza de recursos públicos ofertados pela instituição pública.

O problema começou quando a ALL, depois de várias reuniões em Curitiba, capital do Paraná, dispensou a Conspavi, chamando a segunda colocada na disputa, a Constran S/A Construções e Comércio, por valores acima de R$ 720 milhões, empresa de Olacir de Moraes e que já foi proprietária da Ferronorte. Só que a Constran também abriu mão da execução e passou para outras empreiteiras, a Terpasul e Contern, chegando ao valor a R$ 800 milhões, conforme declarações do próprio diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot.

Julier Sebastião da Silva recomendou que a ALL contrate a Conspavi sob pena de declarar nulo o termo de acordo para a construção do subtrecho ferroviário entre a ALL e a Constran, bem como reconheceu a obrigatoriedade de se cumprir os valores financeiros da melhor proposta que foi a vencedora do certame mas que acabou sendo desprezada pela empresa sem justificativas ou motivações legais para tanto.

ANTT espera que 4 consórcios apresentem propostas para trem-bala

25/05/2011 - Valor, André Borges

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) espera que, ao menos, quatro consórcios apresentem proposta para o trem-bala, que será licitado no dia 29 de julho. O diretor-geral da agência, Bernardo Figueiredo, destacou a Coreia do Sul, Japão, França e Alemanha como os principais interessados na concorrência.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Trem de carga entre Rio e SP tem ociosidade de 66%

22/05/2011 - Folha de SãoPaulo



Enquanto o governo tenta emplacar o trem-bala entre Rio e São Paulo, a linha ferroviária existente entre os dois centros mais importantes do país trabalha com uma ociosidade de 66,2% no transporte de carga.

É o que mostra estudo feito pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), a pedido da Folha, sobre o chamado Ramal de São Paulo.

Se fosse utilizado em sua plenitude, evitaria cerca de 5.000 viagens diárias de caminhão de carga (27 toneladas) pela via Dutra, que acompanha seu traçado, o que representa 36% do movimento de caminhões do último trecho de São Paulo.

O trecho principal começa em Barra Mansa (RJ) e vai até o bairro do Brás (SP). O levantamento usou parâmetros mínimos de tráfego e atestou que ele poderia levar 35,3 milhões de toneladas anuais de carga. Em 2010, transportou 11,9 milhões.

O modelo da concessão é apontado por especialistas como um dos fatores para essa realidade. A via é administrada desde a década de 1990 pela MRS Logística, empresa que tem como principais sócios a Vale e a CSN.

Não temos poder de fazer a MRS transportar mais carga pelo ramal, mesmo ocioso. Queremos que, se ela não usa, outros possam usar, afirma o presidente da ANTT, Bernardo Figueiredo.

A empresa diz que não consegue carregar mais volume por problemas logísticos e devido ao compartilhamento de trilhos com trens de passageiros em São Paulo.

Mas especialistas apontam o fato de que a linha acaba transportando só produtos que interessam a sua controladora, da área de mineração e siderurgia, e que não é adaptada para cargas de menor volume e maior valor -que vão em contêineres.

Privatização

Para a Vale, a MRS não é receita. É custo. Foi uma falha na privatização não ter permitido a entrada de terceiros na via, diz Antonio Pastori, economista e ex-funcionário do BNDES na área de logística, ressalvando que o problema é semelhante nas outras concessões pelo país.

Segundo o estudo, 92,7% do volume transportado em 2010 refere-se apenas a três produtos: minério de ferro (86,3%), carvão mineral (2,7%) e siderúrgicos (3,7%). Outros 18 produtos ficaram com apenas 7,3% do volume.

Apesar da alta de 20% no volume transportado em 2010 ante 2006, a concentração em minério, carvão e siderúrgicos é praticamente a mesma de cinco anos atrás.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Em audiência pública, IBAMA e ALL apresentam futuro terminal à população de Rondonópolis

18/05/2011 - ExpressoMT

Na apresentação foram mostradas curiosidades do Projeto Expansão Malha Norte, assim como os pátios de cruzamento que terão a extensão de 2,5 quilômetros

Aproximadamente 450 pessoas compareceram a audiência pública em Rondonópolis, convocada pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), para tratar de assuntos referentes a licença ambiental do terceiro segmento do Projeto Expansão Malha Norte, da ALL - América Latina Logística, que visa a extensão da ferrovia em Mato Grosso. A audiência foi realizada na terça-feira à noite (18.05), na União Rondonopolitana das Associações de Moradores de Bairro (URAMB).

Os representantes da ALL na audiência, Sildomar Tavares, Thiago Fiori e Renata Ramalho, apresentaram todos os detalhes da ferrovia que ligará Itiquira a Rondonópolis e dados da futura instalação do terminal, que se localizará a 28 km do centro da cidade.

Após a apresentação, o superintendente do IBAMA, Ramiro Martins Costa, abriu a audiência para os questionamentos do público, formado por diversos segmentos sociais, como universitários, autoridades locais, regionais e federais, imprensa e outros. Ramiro considerou a audiência válida para a licença prévia das obras. O documento, segundo ele, deverá ser emitido em breve.

Na apresentação foram mostradas curiosidades do Projeto Expansão Malha Norte, assim como os pátios de cruzamento que terão a extensão de 2,5 quilômetros. O terminal possuirá quatro tulhas ferroviárias dinâmicas, com capacidade estática de 1.500 toneladas/hora. Haverá também área destinada à limpeza de vagões e um pátio, pavimentado, para 1.200 caminhões.

Conforme a Companhia Ambiental, empresa contratada pela ALL para os serviços relacionados ao Meio Ambiente, na ausência da implantação do novo trecho de linha férrea em Mato Grosso, não seria possível evoluir no transporte de cargas na região, pressão sobre a infraestrutura das vias existentes, com restrições que reduzem o desempenho e elevam os riscos de acidentes. Foram feitas também comparações entre a logística viária e ferroviária, na qual se concluiu que o trem é uma forma ágil, econômica, com maior vida útil e ecologicamente correta. A Companhia Ambiental conta com 75 colaboradores em função no Projeto.

Termo marca início dos estudos para chegada da ferrovia em Cuiabá

19/05/2011 - O Documento

O primeiro passo concreto para a construção da ferrovia entre Rondonópolis e Cuiabá foi dado com assinatura do termo de acordo de cooperação entre o Governo de Mato Grosso, a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit). O anúncio da assinatura do acordo ao governador Silval Barbosa aconteceu nesta quinta-feira (19.05) em Brasília, pelo secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo.

A Valec Engenharia é a empresa pública, vinculada ao Ministério dos Transportes, e cuja função social é a construção e exploração de infraestrutura ferroviária. Pelo acordo assinado com o Governo de Mato Grosso, a Valec irá fazer os estudos de impactos ambientais e o Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (EIA-Rima), estudo de viabilidade econômica, ambiental e projeto básico com definição do traçado da ferrovia de Rondonópolis a Cuiabá.

O secretário Francisco Vuolo disse que com a saída da ALL - que renunciou ao direito de concessão do trecho Rondonópolis-Cuiabá, existia uma natural apreensão por parte de segmentos da sociedade quanto a continuidade da obra e a chegada da ferrovia até Cuiabá. O Governo de Mato Grosso dá um passo importante para garantir a continuidade da ferrovia e sua efetiva chegada até Cuiabá.

Agora o Governo vai aguardar a publicação do Termo de Acordo no Diário Oficial da União para dar início aos elementos técnicos necessários para começar os estudos de impacto. Vuolo destaca que esses estudos e levantamentos serão bancados pela própria Valec. Quando essa fase estiver superada, de posse do projeto básico, começará a outra etapa, do projeto executivo e o governo vai trabalhar para que não aconteça nenhuma interrupção na continuidade do projeto até Cuiabá. O terminal intermodal de Rondonópolis deve ser inaugurado em 2012.

O secretário Voulo ressalta a participação da bancada federal por meio do deputado federal Wellington Fagundes, que também esteve no ato de assinatura do acordo na sede da Valec, em Brasília.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

ALL prevê para 2012 complexo industrial-logístico de Mato Grosso

17/05/2011 - Reuters, Roberto Samora

A região de Rondonópolis, berço do agronegócio de Mato Grosso, contará a partir de outubro de 2012 com o maior complexo agroindustrial e logístico para movimentação de grãos do Brasil, com investimentos totais de 730 milhões de reais, revelou nesta terça-feira a ALL (América Latina Logística).

Esse investimento será feito majoritariamente pelas empresas que pretendem levantar unidades no local --esmagadoras de soja, misturadoras de fertilizantes e distribuidoras de combustíveis. E deverá se somar aos 760 milhões de reais que vêm sendo aplicados pela ALL, desde 2009, na construção da estrutura ferroviária que ligará o terminal de Alto Araguaia (MT) a Rondonópolis, num trecho de 260 km.

O complexo de Rondonópolis (sul de MT), que ocupará uma área equivalente a mais de 500 campos de futebol, deverá atrair fábricas das principais empresas do agronegócio, além de unidades de distribuidoras de combustíveis --a ALL não detalhou com quem já assinou acordo, mas prevê 30 empresas no local.

'Até julho queremos ter todos os contratos fechados', disse o diretor comercial da ALL, Sérgio Nahuz, a jornalistas durante a apresentação do projeto. 'Todas as empresas que são nossos clientes ou já operam na nossa estrutura (terão unidades no local). Quem não estiver na estrutura perderá competitividade, e um sinal dessa perda de competitividade é o alto interesse das empresas', acrescentou Nahuz, citando entre eventuais participantes a Bunge, Cargill, entre outras multinacionais.

Ele prevê que haverá três esmagadoras de soja no local, e que as misturadoras de fertilizantes migrarão suas operações para o complexo. 'A competitividade será imbatível.'

O novo polo logístico finalmente conectará uma importante região produtora de Mato Grosso à ferrovia que leva as cargas para exportação até o porto de Santos (SP), numa viagem que aumentará a competitividade do produto da região Centro-Oeste. Atualmente, os carregamentos do Estado escoados por ferrovia são transportados até Alto Araguaia de caminhão, numa rota mais custosa e perigosa por rodovias esburacadas.

O COMPLEXO

A construção do complexo, que terá capacidade inicial para 15 milhões de toneladas ao ano, começará em 2011. E, de acordo com a demanda, uma expansão no terminal poderá elevar o potencial de movimentação para 30 milhões de toneladas/ano.

As obras no local deverão ser concluídas quase que simultaneamente à chegada da ferrovia em Rondonópolis, no final do ano que vem, permitindo aumentar a capacidade de transporte da companhia, que hoje responde por cerca de metade da movimentação de soja, milho e farelo de soja de Mato Grosso, com um volume de aproximadamente 10 milhões de toneladas.

O Estado é o principal produtor de soja e algodão e segundo produtor de milho do Brasil. Além disso, o Mato Grosso tem conquistado nos últimos anos importância também na produção de carnes, além de ter o maior rebanho bovino do país.

'A demanda de Mato Grosso justifica o investimento que a ALL está fazendo e que os clientes estão fazendo', disse Nahuz.

A ALL, maior operadora logística da América Latina, investirá por meio da sua controlada Brado Logística cerca de 30 milhões de reais na unidade de contêineres do complexo.

Outros 60 milhões de reais, incluso no montante do projeto ferroviário, a própria ALL aplicará na estrutura dentro do terminal de Rondonópolis, com 45 km de trilhos.

O complexo logístico de Rondonópolis foi projetado para carregar dois trens de 120 vagões simultaneamente, e contará com terminais com capacidade de carregamento de 4.500 toneladas/hora de grãos, além de 1.500 t/hora de fertilizante.

Atualmente a companhia opera com desenho de trens de 80 vagões, carregados em 18 horas. Mas quando o novo modelo de 120 vagões estiver operando, em até quatro anos, a companhia poderá elevar o volume da carga em 50 por cento, reduzindo o tempo de carregamento em 70 por cento, disse o diretor da ALL, lembrando que isso terá impacto no tempo da viagem até Santos.

No novo terminal, a ALL diz que manterá a tarifa entre 10-15 por cento mais competitiva que o transporte rodoviário.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Audiência pública discutirá licença ambiental do trecho Itiquira a Rondonópolis

16/05/2011 - O Documento (Cuiabá)

Representantes da ALL - América Latina Logística, participam, nesta terça-feira (17.05), em Rondonópolis (MT), de uma audiência pública junto ao IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), para discutir o licenciamento ambiental das obras de implantação do ramal ferroviário de Rondonópolis. A audiência será às 19h, na União Rondonopolitana das Associações de Moradores de Bairro (URAMB).

O objetivo da audiência é acelerar a emissão da Licença Prévia para as obras do terceiro trecho do Projeto Expansão Malha Norte. Será colocada em questão a importância socioeconômica do projeto, oportunidade em que os representantes da ALL responderão perguntas de diversos segmentos sociais que estarão presentes no local.

Também, durante a audiência, serão apresentadas peculiaridades sobre o Projeto Expansão Malha Norte, que visa a extensão da ferrovia em Mato Grosso em 250 quilômetros, de Alto Araguaia a Rondonópolis, facilitando sobremaneira a logística na região, com a aproximação do transporte ferroviário aos mato-grossenses. A audiência dará ênfase ao terceiro segmento que abrange 75 quilômetros do projeto, único que ainda não iniciou as obras pela necessidade da licença ambiental.

Já foram licenciados pelo IBAMA 175 quilômetros e, acatando as exigências do Instituto, a ALL utiliza a técnica de aterro armado, já usada em outras Áreas de Preservação Permanente (APP). O processo consiste em fabricar placas de concreto em ato simultâneo à terraplanagem. Além disso, bueiros são substituídos por galerias ecológicas, com dimensões de 2,5 x 7 metros e fundo natural, sem o uso de laje, para manter o máximo possível das condições naturais.

A ALL foi além e implantou programas ambientais de acompanhamento da obra nos trechos licenciados, visando controlar erosões, garantir a qualidade das águas e zelar pelas áreas úmidas. A empresa também cuida para que o monitoramento da fauna seja rigoroso, bem como a recomposição das áreas possivelmente degradadas.

Ferronorte: riscos do desvio

16/05/2011 - Diário de Cuiabá

ARTIGO
*José Antonio Lemos dos Santos, arquiteto e urbanista, é professor universitário.

Por trás dessa questão da ferrovia em Mato Grosso estão em jogo dois projetos de futuro para o estado. Por um a ferrovia passa por Cuiabá, e por outro, a ferrovia não passa por Cuiabá. Ou melhor, por esse outro projeto a ferrovia não pode passar por Cuiabá, pois um terminal ferroviário em Cuiabá, ligado a Santarém e Porto Velho, impedirá Rondonópolis de ter o maior terminal ferroviário do estado, indispensável ao deslocamento geopolítico ao sul, pretendido por alguns. Como Cuiabá é o maior reduto eleitoral do estado, esse jogo não pode ser aberto, e tem sido habilmente dissimulado até agora.

O primeiro projeto tem quase cinco décadas e a cada ano se revela mais atual, mostrando a extraordinária visão de seus idealizadores, os saudosos senador Vicente Vuolo e o professor Domingos Iglesias. Seu traçado segue a espinha dorsal do estado - a BR-163 - até Santarém, com uma variante para Porto Velho passando por Tangará ou mesmo por Sapezal. Comporta ainda extensões para Cáceres, e até mesmo a variante recém-criada da Leste-Oeste. Uma ferrovia para todo o estado, mantendo a integridade geopolítica que faz de Mato Grosso um estado otimizado, de maior sucesso no país hoje. Uma ferrovia para levar e também trazer o desenvolvimento, mercadorias, fertilizantes, insumos diversos, não apenas uma esteira exportadora de soja. O problema do projeto original da Ferronorte é que ficou órfão politicamente, com as ausências do senador Vuolo e de Dante de Oliveira. Deste, os herdeiros políticos ficaram com seus votos, mas abandonaram a continuidade de suas obras.

O outro projeto surge com o avanço do agronegócio no estado e a afirmação política de alguns de seus segmentos. Não se trata de um projeto de todo o agronegócio mato-grossense, que se espalha por todo o Estado, mas de alguns de seus segmentos, em minoria no conjunto, mas poderosos, competentes e determinados. Nem se trata também de um projeto do governo - Silval vestiu a camisa da ferrovia em Cuiabá - mas de um grupo que tem muita força nele. Por ele, a Ferronorte segue de Rondonópolis direto para Lucas do Rio Verde e de lá para Santarém e Porto Velho. Esse projeto é complementado com a nova ferrovia Leste-Oeste e com a pavimentação da MT-130, ligando direto Rondonópolis a Lucas por rodovia, sem passar por Cuiabá. É fácil entender a intenção de deslocar artificialmente o centro geopolítico do estado para dois pólos, um no médio-norte e outro no sudeste, em Lucas e Rondonópolis, e a ameaça que isso representa à atual e exitosa unidade estadual. O Mato Grosso platino fica excluído e Cuiabá vira a Ouro Preto do agronegócio, com no máximo um ramal ferroviário de consolo.

Está prevista para hoje (17/05) a Audiência Pública sobre o trecho entre Mineirinho e Rondonópolis, um desvio de 90 graus no traçado original da Ferronorte indispensável à aproximação da ferrovia até aquela importante cidade. Não se pode pensar a ferrovia em Mato Grosso com ela passando a cerca de 60 quilômetros de Rondonópolis. Por outro lado, também é um absurdo sequer imaginar que ela não passe por Cuiabá e Várzea Grande, o maior pólo produtor, consumidor e distribuidor do estado e, assim, o maior centro de carga de ida e de retorno de Mato Grosso. Se a ferrovia subir a serra por lá, não desce para chegar a Cuiabá. Seria o fim do estado poderoso tal como o conhecemos hoje e sua volta ao final da fila, sem voz e sem vez. Que esta nova audiência não esqueça que a ferrovia é para servir Mato Grosso como um todo, respeitadas as questões ambientais, passando por Rondonópolis e Cuiabá, e avançando por todo o estado, inclusive Nobres, Lucas, Sorriso, Nova Mutum e Sinop. E já! Mato Grosso, sua economia e a qualidade de vida de seu povo aguardam ansiosamente por ela.

Corredor ferroviário reduzirá custos operacionais em Santa Catarina

11/05/2011 - DNIT, Evandro Alvarenga – Assessoria de Imprensa

A ligação ferroviária entre Chapecó e Itajaí pode retirar das rodovias a média mensal de 90 mil toneladas


Projeto da ferrovia entre Chapecó e Itajaí tem R$ 31 milhões no orçamento do ano

No Plano Nacional de Viação, a EF-487 é planejada para fazer a ligação entre Itajaí e Chapecó, com 622 quilômetros de trilhos. Trata-se de um corredor fundamental para facilitar o escoamento da produção agropecuária e industrial de municípios como Chapecó, Xaxim, Xanxerê, Concórdia, Seara, Joaçaba, Rio do Sul, Indaial e Blumenau até o Porto de Itajaí.

Por isso o Governo Federal investe este ano R$ 31 milhões na elaboração do projeto básico de engenharia do corredor ferroviário. Além de baixar os custos com transporte de produtos, a ferrovia entre o Oeste e o Litoral norte de Santa Catarina contribuirá para redução do fluxo de cargas em toda a BR-470 e trechos das rodovias BR-153 e BR-282.

Segundo dados da Superintendência do Porto de Itajaí, a grande maioria das cargas de frangos e aves exportadas para a União Européia e Extremo Oriente pelo Porto são provenientes da região Oeste de Santa Catarina. Em 2010 os produtos representaram a média mensal de 90 mil toneladas, respondendo por aproximadamente 35% da movimentação global do Complexo Portuário.

Essa característica garantiu ao corredor o apelido de ferrovia do frango. Na opinião do superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Júnior,“A ligação ferroviária será de grande importância na redução dos custos operacionais da logística de exportação das carnes produzidas no oeste catarinense e escoadas pelo Complexo Portuário do Itajaí. A redução no número de caminhões nas rodovias que ligam os dois municípios também trará um impacto bastante positivo, aumentando significativamente a segurança das estradas”.

Se a ferrovia for utilizada apenas para transportar a produção de congelados até o Porto, que não opera granéis, pelo menos quatro mil caminhões por mês, deixarão de fazer o trajeto do oeste ao litoral norte pela BR-153, BR-282 e BR-470. Mas o incremento do transporte ferroviário terá um impacto maior para o estado, grande produtor de milho e soja, cargas que poderiam seguir do oeste ao porto de São Francisco do Sul/SC por meio do corredor e da ferrovia litorânea.

Os custos da implantação da EF-487 ainda não são conhecidos. O diretor de Infraestrutura Ferroviária do DNIT, Geraldo Lourenço de Souza Neto diz que “a geografia da região indica a necessidade da construção de muitos túneis além de viadutos e pontes”. Ainda assim, na opinião dele, será de extrema importância para toda a região Sul.

Outro fator importante considerado por Lourenço é a possibilidade da ampliação do corredor ferroviário de Chapecó até Dionísio Cerqueira, na fronteira com a Argentina. O Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica para o trecho está autorizado e foi iniciado levantamento aerofotográfico da região.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

A primeira ferrovia do Oeste do Paraná

Postado por Amantes da Ferrovia em 13 maio 2011 às 11:31



ESTRADA DE FERRO MATE LARANJEIRAS

Resta apenas uma locomotiva a vapor da ferrovia da Companhia Mate Laranjeira — incorporada em 1944 ao Serviço de Navegação da Bacia do Prata (SNBP) e erradicada em 1959. Todo material foi a leilão em 1963 e arrematado pela Fundição Guaíra, de Curitiba.

A locomotiva sobrevivente, "fabricada há quase um século na Alemanha", foi salva pelo austríaco Ernst Mann, que em 1963 era diretor não-remunerado do Departamento de Turismo de Guaíra.

Encontra-se exposta na Praça Pres. Dutra, em Guaíra, ao sol e à chuva, sujeita à ação dos vândalos e da ferrugem.

Porto Murtinho

A Cia. Mate Laranjeira surgiu de uma concessão imperial a Tomás Laranjeira, por serviços prestados na guerra do Paraguai. A primeira sede foi em Concepción. Posteriormente, Laranjeira associou-se à família Murtinho e à família Mendes Gonçalves.

A Mate Laranjeira foi responsável pela fundação de Porto Murtinho (MS), no rio Paraguai, de onde passou a embarcar chá para a Argentina. O transporte do mate — colhido num vasto império extrativo no atual Estado de Mato Grosso do Sul — exigia 800 carretas e 20 mil bois. Ao aproximar-se do rio Paraguai, o terreno torna-se pantanoso, e a Mate Laranjeira viu-se obrigada a construir um "aterro ferroviário" de 22 km, para chegar ao porto.

No início de 1990, Luiz Octávio (ABPF-RJ) informava a descoberta dessa extinta ferrovia, com bitola de 60 cm e 8 locomotivas a vapor. A loco n° 2 ainda estava exposta na praça principal de Porto Murtinho; e vagões gôndola e guindaste no Hotel Saladero.

Até a edição de 1980, o Atlas Geográfico Escolar do MEC ainda indica o trajeto dessa ferrovia.

Guaíra

Em 1909, a Mate Laranjeira estabeleceu-se em Guaíra, para facilitar o escoamento. Pelo novo esquema, a erva mate passou a ser levada em chatas rebocadas por pequenos vapores, descendo os afluentes sul-matogrossenses do rio Paraná até Guaíra. Daí, seguia por carroças de boi até Porto São João, 45 km ao sul. Logo, construiu uma via férrea tipodecauville, para vagões puxados por muares, para melhorar o trajeto.

Em 1913, adquiriu de Isnardi, Alves & Cia. uma concessão estadual para construir uma ferrovia ligando o alto ao baixo Paraná. Com isso, estendeu a linha até Porto Mendes e substituiu os muares por locomotivas a vapor inglesas e alemãs, recondicionadas.

A ferrovia foi inaugurada em 1917/Jun/1° e, até a Revolução de 30, resistiu às pressões do governo para abrir seu uso ao público — o que ocorreu com a posse de Getúlio Vargas. Durante a II Guerra Mundial, aliás, Vargas criou o território federal de Iguaçu, por motivos de segurança. Nessa época, a Argentina criou restrições ao mate brasileiro e a empresa entrou em dificuldades, sendo encampada pelo Serviço de Navegação da Bacia do Prata (SNBP).

A estrada da Mate Laranjeira esteve em foco nos anos 20, quando os rebeldes paulistas de 1924 refugiaram-se no oeste do Paraná, até receber o reforço gaúcho e formar a Coluna Prestes. Siqueira Campos, um dos líderes revoltosos, é hoje homenageado com o nome de uma cidade paranaense. Rondon, que os combateu, é homenageado com o nome de outra.

Por: Flávio R. Cavalcanti — Centro-Oeste nº 87 (1º-Fev-1994)

sábado, 14 de maio de 2011

Obras da Transnordestina começam em dezembro no Ceará

06/05/2011 - Jornal O Estado

As obras da Ferrovia Transnordestina, no Ceará, tem previsão de começo no segundo semestre deste ano e devem ficar prontas em dezembro de 2013. A informação é do presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher Filho, acrescentando que todos os preparativos já estão sendo feitos, dependendo apenas da equação financeira que já foi iniciada.

Conforme explicou a ferrovia, no Ceará, terá 522 quilômetros e vai de Missão Velha até o Porto do Pecém. O trecho cearense da ferrovia vai gastar cerca de R$ 1,5 bilhão. “No Ceará estamos um pouco prejudicados na montagem da grade de linha, em função das pesadas chuvas do inverno deste ano, mas tomamos as providências para cumprir o cronograma de fim da obra, que é o de dezembro de 2013”, informa.

Ele observa que uma obra de muita pujança como a Ferrovia Transnordestina é muito difícil não haver alguma descontinuidade, mas a luta é para que isso não aconteça e até agora está tudo dentro das previsões, embora surjam problemas. A obra toda tem 1.728 quilômetros e investimentos da ordem de R$ 5,4 bilhões, observando que já existem mais de R$ 2 bilhões aplicados até agora.

Daher informa que a própria obra já está produzindo os dormentes da ferrovia, chegando a cerca de quatro mil por dia. Lembra ainda que os trilhos estão sendo soldados nos próprios locais e que também a obra já está produzindo a própria brita. “A Ferrovia Transnordestina está com a sua obra em ritmo normal e os recursos estão todos garantidos com as liberações, saindo de acordo com as necessidades”, assegura.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Financiamento do TAV é sancionado

06/05/2011 - Webtranspo

Lei também prevê a criação da empresa Etav

O Governo Federal publicou no DOU (Diário Oficial da União), desta quinta-feira, 5, a lei 12.404/2011 que autoriza o consórcio administrador do TAV (Trem de Alta Velocidade) a contrair empréstimos de até R$ 20 bilhões junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Além disso, estabelece a criação da Etav (Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade).

Conforme anunciado, a estatal estará incumbida da desapropriação das propriedades atingidas pelo trajeto, por obter a licença ambiental do empreendimento, realizar estudos para a ampliação das linhas desse trem e disseminar a tecnologia transferida desse transporte para outros setores da economia.

O projeto prevê a ligação ferroviária entre as cidades de Campinas (SP), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) por meio de 511 quilômetros de linha e terá capacidade de transportar 40 mil passageiros por ano.

A construção será administrada por um consórcio, a ser definido por meio de leilão previsto para o dia 29 de julho. A entrega das propostas dos interessados está marcada para 11 de julho e o vencedor será responsável pela construção e exploração do serviço.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ibama realizará audiência para liberar Ferronorte

04/05/2011 - G1

Uma audiência pública será realizada em Rondonópolis, no sul de Mato Grosso, para tratar da construção da ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte) no trecho entre o distrito de Mineirinho e Rondonópolis. Depois da audiência, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deverá concluir o processo de licenciamento ambiental, que permitirá à empresa América Latina Logística (ALL) continuar as obras. A audiência está marcada para o dia 17 de maio, na sede da União Rondonopolitana das Associações de Moradores de Bairro (Uramb). O cronograma da empresa prevê que os trilhos devem chegar a Rondonópolis em 2012.

Ao todo serão 250 quilômetros da Ferrovia Vicente Vuolo, dividido em três etapas. Foram construídos mais de 100 quilômetros de infraestrutura e já instalados os dormentes e trilhos em 20 quilômetros. A terceira etapa são os 75 quilômetros entre a comunidade de Mineirinho até Rondonópolis, que aguardava a liberação do Ibama para a audiência.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ibama faz dia 17 audiência para liberar trecho da ferrovia entre Mineirinho e Rondonópolis.

03/05/2011 - Só Notícias

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) liberou a audiência pública para debater as adequações realizadas pela empresa América Latina Logística (ALL), no terceiro lote da ferrovia Senador Vicente Emílio Vuolo (Ferronorte), no trecho entre o distrito de Mineirinho e Rondonópolis. Após a audiência o Ibama vai concluir o processo de licenciamento ambiental e a ALL receberá a licença definitiva para dar continuidade às obras de construção da ferrovia entre Itiquira e Rondonópolis. A audiência será no próximo dia 17 de maio, na sede da União Rondonopolitana das Associações de Moradores de Bairro (Uramb).

O secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, volta a destacar que os prazos do cronograma do Projeto de Expansão da Malha Norte ficam assim definitavamente garantidos e a Ferrovia deve chegar a Rondonópolis em 2012, conforme o planejamento inicial.

Vuolo disse que essa preocupação passou a existir a partir do momento que o Ibama solicitou alterações no projeto o que poderia atrasar o andamento das obras. Ele lembra que assim que o Ibama pediu essas alterações o governo já começou a trabalhar, de forma antecipada, para evitar qualquer possibilidade de retardo. Se a licença saísse após a conclusão do terminal de Itiquira, a ALL poderia desmobilizar o canteiro de obras o que atrasaria as obras, em pelo menos um ano.

Lembrando, o licenciamento ambiental é uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade com potencial poluidor ou degradação ambiental e possui como uma de suas principais características a participação social na tomada de decisão, por meio da realização de audiências pública como parte do processo.

O Ibama atua, principalmente, no licenciamento de grandes projetos de infraestrutura que envolvam impactos em mais de um estado e nas atividades do setor de petróleo e gás na plataforma continental.

Francisco Vuolo disse que é importante agora a participação da população por meio dos segmentos organizados se fazer presente nessa audiência do dia 17 de maio, até como forma da população começar a se preparar para os impactos que a chegada da ferrovia irá provocar nos municípios de Itiquira e Rondonópolis, nos aspectos socioeconômico e urbano.

O secretário da Logística Intermodal, Francisco Vuolo, ressalta que essa preocupação com o cumprimento dos prazos pela ALL é que a conclusão da obra até Rondonópolis faz parte do projeto do governador Silval Barbosa - que está trabalhando em parceria com o Governo Federal na realização de estudos e estratégias no desenvolvimento da Ferrovia até Cuiabá