quarta-feira, 31 de março de 2010

Estado terá mais trens de passageiros


17/3/2010
O Estado de S.Paulo

O governo do Estado planeja expandir a malha ferroviária para trens de passageiros, ultrapassando os limites da região metropolitana e chegando a cidades como Sorocaba, São José dos Campos e a região da Baixada Santista. O passo inicial foi um decreto do governador José Serra que aumentou a competência da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, que agora pode organizar políticas de transporte em todo o Estado.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos já deu início aos estudos de algumas linhas, na tentativa de concluí-los até o fim do ano para incluir no próximo Plano Plurianual de ações. Dependendo do andamento dos trâmites, as primeiras linhas podem sair do papel até 2014.

As novas linhas serão integradas à rede da Companhia Paulista dos Trens Metropolitanos (CPTM). Os projetos prioritários são as ligações entre São Paulo e Sorocaba, entre a capital paulista e a Baixada Santista e também com Campinas. "Existe uma grande demanda nessas regiões, tanto que muitas pessoas utilizam ônibus fretados para vir trabalhar na capital. Nosso projeto é transferi-los para os trilhos", diz o secretário José Luiz Portella, que afirma já haver negociações.

Alta velocidade. Há também o projeto para a inclusão de uma linha até São José dos Campos. No entanto, o governo paulista aguarda posição federal, uma vez que uma linha "paradora" também está contemplada no projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV), entre Rio e Campinas.

A ligação com Sorocaba é a mais fácil de ser concluída, uma vez que já existe uma linha desativada e em boas condições fazendo o trajeto entre as duas cidades. O ramal para Campinas será feito em grande parte por meio da linha da CPTM até Jundiaí, sendo necessário um ramal complementar até a outra cidade.

"A ligação com Santos será feita até a Estação Samaritá e depois a linha será integrada ao VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da região", diz Portella.

A retomada dos trens regionais é elogiada por muitos especialistas, principalmente entre os críticos do movimento "rodoviarista". "Para um País que está entre as principais economias do mundo, é importante ter alternativas aéreas, em rodovias e ferrovias", diz o presidente da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), Aílton Brasiliense. Ele acrescenta que haverá um estímulo à substituição pelos trilhos. "Acabariam os congestionamentos nas estradas."

PPP. O governador assinou ontem a autorização para que a CPTM firme uma Parceria Público-Privada (PPP) para a manutenção de 36 trens do percurso entre a capital e Itapevi (Linha 8-Diamante). O contrato é de 20 anos. Hoje, uma parte da manutenção é feita pela própria CPTM e outra, terceirizada. A concessionária terá de fazer reparos diariamente, com financiamento de R$ 200 milhões por ano.

Também foi anunciado o fim das obras de vedação (instalação de muros ou grades) em todas as linhas da CPTM ? serviço que só deve acabar mesmo no fim deste mês, ao custo de R$ 100 milhões. A iniciativa é uma tentativa de reduzir as mortes por atropelamento de trens, segundo o governador.

Projeto é tornar a cidade centro de conexões também para Curitiba, Uberlândia e BH


30/3/2010
Correio Popular (SP)

A segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2, anunciada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pretende transformar Campinas em um centro de conexão do transporte de alta velocidade do País. O PAC 2 incluiu a realização de estudos de viabilidade para a construção de três novas linhas do trem de alta velocidade (TAV): uma de São Paulo a Curitiba, outra de Campinas a Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e outra de Campinas a Belo Horizonte, em Minas Gerais. O projeto é tornar Campinas um hub ferroviário de alta velocidade, onde serão realizadas as conexões para Minas Gerais e Paraná.
   
"Campinas sempre foi um entroncamento ferroviário importante e essa vocação se manterá com o TAV. Junto com Viracopos, seremos um centro de distribuição do transporte ferroviário e aéreo", disse o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), que participou ontem na solenidade de lançamento do PAC 2, em Brasília.
   
Com as definições gerais do programa, os municípios apresentarão seus projetos. Campinas pleiteia recursos para implantar o veículo leve sobre pneus (VLT), a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Capivari 2, o programa de macrodrenagem da Avenida Orosimbo Maia e mais unidades habitacionais do PAC da Habitação. Esses projetos já estão há meses com o governo.
   
O projeto atual do TAV tem 511 quilômetros e vai ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro a um custo estimado de R$ 34,6 bilhões. Esse trecho foi incluído no PAC 1, mas até agora não saiu do papel. Com o PAC 2, o governo pretende elevar para 1.991 quilômetros a extensão da ferrovia de alta velocidade no País.
   
A ligação entre Minas Gerais, São Paulo e Paraná já estava prevista no Plano Nacional de Viação (PNV). O trajeto iria passar por Belo Horizonte, Divinópolis, Varginha, Poços de Caldas, Bragança Paulista, São Paulo, Sorocaba, Itapetininga, Apiaí e Curitiba. Na medida provisória editada em 2008, o governo substituiu Bragança Paulista por Campinas. A novidade no PAC 2 é a inclusão do trecho até Uberlândia.
   
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou ontem que ainda não recebeu qualquer demanda para a realização de estudos sobre os novos trechos. Segundo a agência, não é possível definir, ainda, qual seria o trajeto que o trem faria de Campinas a Uberlândia: tanto pode ser com passagem por Ribeirão.

A viabilidade de uma ligação por alta velocidade entre as três capitais está no fato, segundo o governo, de Curitiba ter 2 milhões de habitantes, Belo Horizonte cerca de 2,5 milhões e São Paulo mais de 20 milhões de pessoas e das cidades estarem em uma região onde circulam 60% do Produto Interno Bruto (PIB). Alguns estudos de tráfego já realizados indicam que a região tem um potencial para 8 milhões de passageiros por ano - o padrão internacional recomenda 5 milhões de usuários nesse período.
   
A primeira linha do TAV, entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, prevê, até agora, nove estações prioritárias, sendo duas em Campinas, uma em São Paulo, uma do lado paulista do Vale do Paraíba e outro do lado fluminense, além de Aparecida, Aeroporto Antônio Carlos Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, e em Barão de Mauá.
   
A ANTT poderá excluir o Galeão da lista de paradas. A medida é uma reivindicação dos investidores para reduzir custos da implantação do projeto e está sendo analisada. A agência informou que, caso o aeroporto do Rio não seja mais considerado uma estação prioritária, ele continuará sendo atendido, mas de forma indireta, com outro tipo de transporte que leve os passageiros do TAV até o terminal aeroportuário.


Expansão
   
O PAC 2 traz também os planos do governo para o setor ferroviário em todo o País, que prevê a conexão dos principais centros urbanos do País, proporcionando melhorias de mobilidade, conforto, tempo e segurança. O programa prevê investimentos de R$ 46 bilhões em expansão e estudos de ferrovias, sendo R$ 43,9 bilhões entre 2011 e 2014 e R$ 2,1 bilhões após 2014.
   
Entre as diretrizes ferroviárias para o País apontadas no PAC 2 está o desenvolvimento de moderno sistema ferroviário integrado e de alta capacidade, que implicará na ligação de áreas de produção agrícola e mineral aos portos, indústrias e mercado consumidor. O governo planeja a revisão do modelo regulatório para criar ambiente competitivo no transporte de cargas, incentivar a utilização plena da capacidade da infraestrutura e estimular novos investimentos.
   
Nos planos governamentais para o setor ferroviário estão estudos e projetos para integração multimodal, de forma a garantir carteira de projeto para ampliação e melhor utilização da malha ferroviária integrada aos demais modais de transporte.


O NÚMERO
2 mil
QUILÔMETROS
É a extensão da rede ferroviária de alta velocidade incluída no PAC 2

Governo adia mais uma vez edital de concessão do TAV

Lançamento estava previsto para este mês, mas ainda aguarda análise do TCU

Enquanto anuncia estudos para ampliar para 1.991 quilômetros a futura rede de alta velocidade no Brasil, o governo adia, mais uma vez, o lançamento do edital de concessão do trem de alta velocidade que vai ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. A última previsão era de que o edital seria publicado até o final deste mês, ou seja, até amanhã, mas isso não irá ocorrer. A ANTT informou que aguarda a análise e aprovação dos documentos encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU).

O TCU informou, ontem, que dificilmente sairá um parecer antes de duas semanas. O órgão tem 60 dias para se manifestar, contados a partir do último dia 19, quando a ANTT enviou os últimos documentos com os resultados das audiências públicas que discutiram os estudos de implantação do TAV e a modelagem econômica.

O Tribunal informou, pela assessoria de imprensa, que devido à relevância do projeto, ele será tratado com prioridade e poderá estar concluído em duas semana. A ANTT não precisa esperar pela aprovação do TCU para publicar o edital de concessão, mas quer ter a aprovação para garantir transparência no processo de licitação. (MTC/AAN)



Segunda fase prevê mais investimentos em Viracopos
   
Recursos serão destinados para terminais de passageiro e módulos, porém, valores não foram divulgados ontem
   
A adequação do atual terminal de passageiros, a primeira fase de construção de novos terminais e a implantação de módulos para dar conta da atual movimentação no Aeroporto Internacional de Viracopos foram incluídos na segunda fase do PAC, anunciado ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No anúncio, que prevê investimentos para o período de 2011 a 2014, não foram informados os valores para essa fase.
   
A assessoria da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em Viracopos informou que, com a definição dos projetos, o setor de engenharia fará o detalhamento para as estimativas de custos.
   
No PAC 1, Viracopos havia sido contemplado com recursos para a reforma das pistas de pouso e de taxiamento, além da construção do novo terminal de passageiros e construção da segunda pista. Nenhuma dessas obras, no entanto, teve início.
   
A Infraero suspendeu, na semana passada, duas licitações que estavam em andamento por orientação do Ministério Público Federal (MPF) porque elas estavam ocorrendo sem que a empresa tivesse o licenciamento ambiental prévio para as obras de ampliação. O prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) disse que a Infraero não deveria ter suspendido as licitações porque elas poderiam continuar seu curso. "Uma coisa é licitação para estudos, outra é para obras. Agora. o que está sendo feito são estudos", disse.
   
No PAC 2, estão destinados investimentos de R$ 3 bilhões em 22 empreendimentos de 14 aeroportos brasileiros. São 11 terminais de passageiros, quatro estruturas modulares, cinco pistas, pátio e torre de controle, e dois projetos e estudos. As diretrizes para os aeroportos preveem ampliação ou construção de novos terminais, estruturas modulares para atendimento emergencial da demanda, reforma e construção de pistas, pátios e torres, modernização tecnológica de sistemas operacionais.
   
Os investimentos visam atender à demanda, em especial, nas cidades-sede da Copa do mundo de 2014, além de fortalecer a estrutura de armazenagem e distribuição de cargas. (MTC/AAN)

França fecha maior o contrato PPP do mundo



30/03/2010 - Business Week

Um consórcio liderado pela Vinci SA foi selecionado, em um contrato PPP (Parceria Público-Privada) de US$ 9,8 bilhões, para construir e operar uma linha de alta velocidade de TGV entre as cidades francesas de Tours e Bordeaux.
O acordo será assinado no segundo semestre, com as obras começando em 2011, durando cinco anos. A concessão perdurará até 2060. O consórcio, que inclui as empresas Axa SA e Caisse des Depots et Consignations, construirá mais de 300 km de vias de alta velocidade.  Autoridades locais financiarão uma metade da PPP, enquanto o consórcio vencedor e a operadora ferroviária RFF (Reseau Ferre de France) irão arcar com a outra parte.
“É uma das maiores PPP do mundo”, disse Pierre-Denis Coux, principal mentor do projeto que está sendo realizado pela RFF. A encomenda marca a primeira vez que a França adota um novo modelo de concessão, o qual é tipicamente mais arriscado e potencialmente mais vantajoso para o contratante, uma vez estendidas a construção, operação e custos de manutenção, junto com as receitas de tráfego. Alguns países, incluindo o Reino Unido, adotaram as PPP como forma de atualização de suas infraestruturas sem a necessidade de se gastar verbas públicas.

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=5256&InCdUsuario=3307&InCdMateria=10120&InCdEditoria=3

terça-feira, 30 de março de 2010

PAC 2 inclui estudos de 3 novas linhas de TAV



29/03/2010 - Agência Estado

A extensão do Programa de Aceleração do Crescimento, o chamado PAC 2, prevê a realização de estudos de viabilidade para a futura construção de três novas linhas do trem bala: São Paulo - Curitiba (PR), Campinas (SP) - Triângulo Mineiro e Campinas (SP) - Belo Horizonte (MG).
O PAC 2 prevê investimentos totais de R$ 109 bilhões na área de transportes, sendo R$ 104,5 bilhões até 2014 e R$ 4,5 bilhões após 2014. A área de rodovias é a que receberia a maior fatia, de R$ 50,4 bilhões, enquanto as ferrovias receberiam outros R$ 46 bilhões.
Em relação às rodovias, o PAC 2 prevê a construção de 7,9 mil quilômetros e a manutenção de 55 mil quilômetros. Para a área de aeroportos, são estimados investimentos de R$ 3 bilhões. O foco das obras aeroportuárias é adequar principalmente a infraestrutura dos aeroportos das cidades que vão receber os jogos da Copa do Mundo de 2014. Na área de portos, estão previstos investimentos de R$ 5,1 bilhões em 21 terminais. Para as hidrovias, o PAC 2 reservou R$ 2,7 bilhões.
Mobilidade urbana
A segunda versão do PAC prevê ainda investimentos de R$ 18 bilhões na chamada mobilidade urbana, área que concentra os programas de transportes nos centros urbanos. Conforme o documento divulgado hoje, serão investidos R$ 6 bilhões do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 12 bilhões em financiamentos pelo prazo de 2011 a 2014.
O objetivo é implementar sistemas de transporte público coletivo nos grandes centros urbanos. O documento não traz detalhes dos projetos que serão contemplados, mas diz que serão feitos investimentos em metrô, veículo leve sobre trilhos (VLT) e corredores de ônibus. O governo federal busca melhorar a qualidade do transporte e diminuir o tempo de deslocamento.
Pelo PAC Cidade Melhor, o governo pretende investir R$ 6 bilhões em obras de pavimentação de vias urbanas, principalmente em regiões de baixa renda.

Confira o documento na íntegra

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=5253&InCdUsuario=3307&InCdMateria=10106&InCdEditoria=2

segunda-feira, 29 de março de 2010

Brasil terá sistema ferroviário forte



29/03/2010 - G1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, ao longo de seu programa de rádio “Café com o presidente”, que foi ao ar na manhã desta segunda-feira (29), que o Brasil terá um sistema ferroviário vigoroso.
Lula iniciou o programa falando sobre a inauguração do gasoduto da integração Sudeste e Nordeste. Para o presidente, o país vai mais do que dobrar o transporte de gás do Nordeste.
“Significa um pouco mais de independência para o desenvolvimento da região Nordeste, porque nós fizemos a integração entre o Sudeste e o Nordeste. É um gasoduto de 1.387 km, o maior construído pelo Brasil nos últimos 10 anos. O mais importante é que vai transportar 20 milhões de metros cúbicos de gás por dia, praticamente mais do que dobrar aquilo que era a capacidade do Nordeste”, disse.
O presidente falou também sobre a importância da parceria com a China na construção do gasoduto e o benefício que a construção gerou na região. “Foi a primeira parceria que fizemos com os chineses, um investimento de R$ 7,2 bilhões. E esse gasoduto, durante a sua construção, gerou 47 mil postos de trabalho”, afirmou.
Ferrovia Oeste-Leste
Lula comentou sobre a licitação da Ferrovia Oeste-Leste, que, segundo ele, ajudará o país a ter um sistema ferroviário forte.
“A ferrovia Oeste-Leste é grande, de 1.527 km. Se a gente for analisar o tamanho, saindo de Ilhéus, passando por Caetité e Barreiras, na Bahia, a gente vai chegar a Figueirópolis, no Tocantins, interligando com a Norte-Sul, permitindo que o Brasil tenha um sistema de transporte moderno. Tudo vai terminar se ligando ao Porto de Itaqui.
Depois que terminarmos a Ferrovia Norte-Sul, em Anápolis, vamos levá-la até Estrela D’Oeste, em São Paulo. Então você vai ter uma ligação direta do Norte e o Nordeste com o Sul e o Sudeste. Vamos ter um sistema ferroviário forte. Com a conclusão, em 2012, da Ferrovia Transnordestina, vamos ter um sistema ferroviário vigoroso”.

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=5252&InCdUsuario=3307&InCdMateria=10093&InCdEditoria=2

TAV entre Curitiba e SP custará US$ 6 bi



29/03/2010 - Gazeta do Povo - PR

Dentre as novidades do PAC 2 está o trem-bala ligando Curitiba a São Paulo. Mas, para entrar nos trilhos, o projeto dependerá de recursos estimados em US$ 6 bilhões – mais que o dobro da soma de todos os recursos federais previstos para o Paraná pelo programa até 2014: R$ 5 bilhões.
O que o PAC 2 prevê, por enquanto, é a alocação de recursos para estudos e a elaboração do projeto da segunda linha do Trem de Alta Velocidade (TAV), ligando Curitiba à capital paulista, conforme consta no Plano Nacional de Viação, do Ministério dos Transportes.
O plano original prevê uma linha entre Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro. Em junho, o governo deve lançar o edital para licitação do trecho, com um ano e meio de atraso – a previsão inicial era para dezembro de 2008.
O ramal paranaense deve ter como base o estudo desenvolvido pelo Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), que estima o custo para a implantação do trecho.
O projeto prevê partidas de hora em hora, das 6 às 22 horas, todos os dias, entre as duas capitais. A velocidade do trem-bala chegaria a 300 quilômetros por hora e a viagem de 360 quilômetros seria feita em 1 hora e 40 minutos.

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=5252&InCdUsuario=3307&InCdMateria=10099&InCdEditoria=2

sexta-feira, 26 de março de 2010

TCU segura edital do TAV



26/03/2010 - Revista Ferroviária


O Tribunal de Contas da União (TCU) não deve julgar o processo do Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo-Campinas nas próximas duas semanas. O TCU recebeu da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a documentação complementar do projeto apenas no dia 19 de março e tem o prazo regimental de 60 dias (até 19 de maio) para a avaliação final.

Segundo a assessoria de imprensa do TCU, devido à importância do projeto, o processo será tratado como prioridade e deve ser votado antes do prazo regimental, mas não antes de duas semanas a partir de hoje (26 de março).

Os documentos estão sendo estudados pelos auditores do Tribunal de Contas, que os entregarão ao relator do processo, que dará o seu parecer e encaminhará para votação em plenário.
De acordo com a assessoria do TCU, o órgão aguardava a entrega dos papéis no final do ano passado, o que, no entanto somente ocorreu em fevereiro deste ano, e ainda de forma incompleta. Somente agora, em março, a complementação foi entregue.

A ANTT, de sua parte, informou à RF que os documentos foram entregues oficialmente no dia 18 de dezembro, portanto na data prevista, mas que o TCU pediu mais informações, que foram apresentadas no dia 19 de março. Por conta dos novos documentos, o prazo foi prorrogado.

A ANTT está contando o prazo de 60 dias a partir de dezembro. Neste caso, o processo deveria ter sido definido em fevereiro. O TCU, no entanto, conta a partir de 19 de março.

O edital de licitação deve ser lançado após esse parecer.

SP estuda trens para Santos e Sorocaba



26/03/2010 - Revista Ferroviária


O Secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, assinou nesta quinta-feira (25), uma resolução que cria um grupo de trabalho para viabilizar estudos para a implantação do transporte ferroviário de passageiros para Sorocaba e Baixada Santista. Na última semana, o Governo do Estado de São Paulo ampliou geograficamente a área de atuação da Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM).

O grupo de trabalho é formado por técnicos da STM e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Em até 30 dias, será apresentado um estudo preliminar para a viabilidade de implantação de sistemas sobre trilhos partindo da Capital Paulista para a Baixada Santista e também para Sorocaba.

De acordo com o decreto nº 55.564 do governador José Serra, a atuação da STM pode agora ser ampliada para todo o Estado no que se refere ao transporte sobre trilhos, envolvendo questões formulações, proposições e definição de políticas públicas que envolvam o transporte ferroviário nas regiões metropolitanas. A Secretaria também atuará em relação a qualquer tecnologia e desempenho, para acesso, passagem ou atendimento nas diversas aglomerações urbanas do Estado.

O objetivo é levar o transporte sobre trilhos às diversas aglomerações urbanas do Estado. No médio prazo, poderão ser desenvolvidos estudos que viabilizarão a implantação de linhas interligando outros grandes centros como Campinas e São José dos Campos.

Câmara cria subcomissão para acompanhar TAV






26/03/2010 - Revista Ferroviária


A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados (CVT) criou nesta semana a subcomissão especial para acompanhar a implantação do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre São Paulo e Rio de Janeiro e as ações para aprimoramento dos sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos nas regiões metropolitanas.

O autor da proposta foi o deputado Jaime Martins (PR/MG), que ressaltou que a implantação do TAV é especialmente importante para que o País atenda às exigências dos comitês organizadores da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Ele explicou que a nova subcomissão dará continuidade ao trabalho da Subcomissão Especial do Transporte de Passageiros sobre Trilhos nas Regiões Metropolitanas, que funcionou no ano passado.

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle também criou uma subcomissão para fiscalizar as obras do TAV. O grupo tem como presidente o Deputado Vanderlei Macris (PSDB/SP).

quarta-feira, 24 de março de 2010

Companhia espanhola foca no trem-bala Rio-SP

Revista Ferroviária

23/03/2010 - EFE

A companhia espanhola Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF) estabeleceu a linha de trens de alta velocidade que deve ser construída para unir São Paulo e Rio de Janeiro como alvo estratégico.

O presidente do Governo do País Basco (lehendakari), Patxi López, e o conselheiro de Indústria, Bernabé Unda, visitaram hoje a fábrica que a CAF construiu em Hortolândia (SP), na qual foram investidos 45 milhões de euros.

Cerca de 800 pessoas trabalham nessas instalações, segunda maior fábrica da companhia basca.

A instalação começou a ser construída em fevereiro de 2009 e, na próxima semana, a CAF já entregará a primeira unidade fabricada para o metrô de São Paulo. Atualmente, ela tem capacidade de produzir dois vagões por dia.

Segundo um porta-voz da direção da CAF, espera-se que a nova fábrica entregue 400 carros ainda este ano, entre 20% e 30% da produção da companhia no mundo todo.

Uma fonte precisou que o "desafio" da CAF para os próximos meses e anos é crescer em outros estados brasileiros e tentar conseguir o contrato para produzir as unidades da linha de alta velocidade entre São Paulo e Rio. No entanto, as eleições presidenciais deste ano podem atrasar a licitação.

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=5244&InCdUsuario=3307&InCdMateria=10063&InCdEditoria=2

terça-feira, 23 de março de 2010

CHEGOU A VEZ DOS TRENS DE LONGO PERCURSO NO ESTADO DE SP

17 março 2010

A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM) poderá planejar a retomada do transporte ferroviário de passageiros de longo percurso, o que contribuirá para consolidar o conceito de mobilidade, promovendo o deslocamento das pessoas entre os municípios paulistas.

Isso será possível porque a atuação da pasta, antes focada nas Regiões Metropolitanas de São Paulo (RMSP), Campinas (RMC) e Baixada Santista (RMBS), foi geograficamente ampliada, por meio do Decreto n° 55.564, publicado no Diário Oficial na terça-feira (16).

Essa abrangência será ampliada para todo o Estado no que se refere ao transporte sobre trilhos. Além de poder desenvolver estudos e participar nas formulações, proposições e definição de políticas públicas que envolvam o transporte ferroviário nas regiões metropolitanas, a STM terá a mesma atuação em relação a qualquer tecnologia e desempenho, para acesso, passagem ou atendimento nas diversas aglomerações urbanas do Estado.

No médio prazo, poderão ser desenvolvidos estudos que viabilizarão a implantação de linhas interligando centros como Campinas e São José dos Campos, que diariamente mandam muitas pessoas para a capital. Um exemplo é o estudo desenvolvido pela STM, entre 2004 e 2005, para a ligação de São Paulo e Campinas, com parada em Jundiaí. A STM poderá ainda desenvolver outros projetos, como ligações da capital paulista com Campinas, São José dos Campos, Sorocaba e outras importantes cidades do Estado.


http://www.expansao.sp.gov.br/noticias_int.php?n=81

segunda-feira, 22 de março de 2010

Investidores interessados no TAV querem aeroporto internacional do Rio de fora do traçado

22/03/2010

Os investidores interessados no trem de alta velocidade (TAV) que ligará o Rio de Janeiro a São Paulo encaminharam à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) um pedido para que a estação do aeroporto internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão) seja excluiída da lista das nove paradas obrigatórias do trajeto. A informação é do jornal “O Globo”.

A retirada da estação do Galeão facilitaria o traçado e iria reduzir os custos, já que ela envolveria um túnel sob o mar, por exemplo. A ANTT, no entanto, ainda vai analisar o pedido. Caso a exclusão seja autorizada, ela deverá ser compensada por outro meio de ligação entre o aeroporto e o TAV.

O TAV é o maior projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele está orçado em R$ 34,6 milhões e o leilão para definir o construtor e o futuro operador será em maio deste ano. O projeto prevê oito estações, além do Galeão.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que espera um grande número de participantes na licitação do TAV. “Nós sempre queremos o de sempre em licitações: aumentar o número de participantes, porque assim aumenta a competição e a possibilidade de escolher é maior. Os asiáticos são mais agressivos, pode ser o estilo. Mas há grandes empresas europeias e elas podem surpreender”, comentou.

http://www.transporteideias.com.br/2010/03/22/investidores-interessados-no-tav-querem-galeao-de-fora-do-tracado/


terça-feira, 16 de março de 2010

TAV movimenta a infraestrutura brasileira


16/03/2010

A participação de empresas brasileiras na construção e operação do trem de alta velocidade (TAV), que vai ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, está movimentando o setor de infraestrutura do Brasil, segundo o “Correio Popular”.

Até o presente momento, somente o Grupo Bertin declarou adesão ao TAV, associando-se aos sul-coreanos. Outras empresas, como a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, que integram o consórcio português vencedor, no final do ano passado, da licitação para construir o primeiro TAV de Portugal, além da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) e da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), manifestaram intenção em disputar a licitação, mas sem definir ainda em qual grupo.

A indústria ferroviária do Brasil vem negociando a participação direta na produção de itens ferroviários do TAV. “Podemos ter R$ 4,2 bilhões de receitas potencialmente feitas no Brasil, em quatro ou cinco anos, se tivermos 60% de conteúdo nacional na fabricação dos itens ferroviários”, afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate ao “Correio Popular”.

A associação também não tem informações sobre as negociações, por ser assunto estratégico de cada empresa. Segundo Abate, a Abifer está atuando na defesa de um índice de 60% de nacionalização porque a indústria ferroviária brasileira “possui capacidade instalada para atender a fabricação do TAV”. Ainda de acordo com o presidente da Abifer, o Brasil tem técnicos altamente especializados.

“O TAV irá gerar para a indústria uma receita adicional importantíssima. É um grande projeto para o setor”, concluiu Vicente Abate.

http://www.transporteideias.com.br/2010/03/16/tav-movimenta-a-infraestrutura-brasileira/