quarta-feira, 31 de agosto de 2011


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Ferrous investe em terminal e ramal ferroviário

31/08/2011 - Valor Econômico

A Ferrous Resources do Brasil, mineradora com sede em Belo Horizonte (MG), vai investir US$ 30 milhões na construção de um terminal de embarque e modal ferroviário para carregamento inicial próprio e de terceiros de 8 milhões de toneladas de minério de ferro em vagões da ferrovia MRS para escoar o produto pelos portos de Sepetiba e Itaguaí, no litoral fluminense. Ontem, a companhia recebeu a licença de instalação (LI) do empreendimento e a licença de operação da mina Santanense, uma das cinco que a empresa possui. Segundo Mozart Litwinski, presidente da Ferrous, a obra do terminal deve ficar pronta até novembro.

O pátio com silos vai ser instalado junto a mina de Viga, da Ferrous, em Congonhas, ao lado da mina de Casa de Pedra da CSN e da ferrovia da MRS. A obra vai requerer a construção de um pequeno ramal ferroviário com pouco mais de dois quilômetros para conectar o terminal aos vagões da MRS. Isto vai permitir a empresa escoar o minério de ferro do tipo sinter-feed - um tipo de minério concentrado, que não pode ser transportado por mineroduto - até o porto de Sepetiba, da Vale.

Este ano, a Ferrous deve comercializar 2,5 milhões de toneladas de minério, das quais 1 milhão será vendido no mercado interno enquanto o restante 1,5 milhão de toneladas de sinter-feed serão exportadas para a China. A Ferrous ganhou em 2011 licitação para embarcar 750 mil toneladas de sinter-feed por semestre pelo porto da Vale, pagando US$ 28 por tonelada embarcada.

A exportação de minério garante receita à companhia de pelo menos US$ 250 milhões, informou Litwinski. Segundo ele, a venda de minério para o mercado interno também está sendo um bom negócio para a Ferrous. O preço do minério na boca da mina está sendo vendido entre US$ 75 a US$ 100 a tonelada, ante US$ 50 a US$ 60 a tonelada há um ano e meio atrás. Ele atribui a alta à forte demanda pelo produto.

O minério no mercado nacional é consumido por quem está comprando para exportação, informou. Entre as clientes da Ferrous está a Namisa, uma mineradora onde a CSN é sócia, com 60% do capital, de um grupo de empresas japonesas e da Coreia.

Litwinski disse que a Ferrous vai fechar o ano com uma capacidade instalada de 4 milhões de toneladas anuais. Para 2012, a expectativa é vender 6 milhões de toneladas de minério e alcançar capacidade instalada de 8 milhões de toneladas anuais. A meta da Ferrous é produzir 25 milhões de toneladas até o final de 2014.

Este ano, a empresa já conseguiu a licença de instalação da mina de Viga, a mais importante dentro as cinco que possui no quadrilátero ferrífero e ontem, recebeu licença de operação para a mina Santanense, no município de Itatiaiuçu, na Serra Azul, área do quadrilátero ferrífero de Minas Gerais. A mina tem capacidade total de 105 milhões de toneladas (produção bruta lavrada). A produção da Santanense completa a das minas de Esperança e Viga.

O presidente da mineradora adiantou que até setembro deve anunciar o nome do sócio estratégico da Ferrous. Este processo, iniciado este ano, está a cargo do Deustche Bank.

Litwinski informou que a companhia tem US$ 300 milhões em caixa. Estamos gastando só com investimentos fundamentais, como o terminal e licenças ambientais. Também temos faturado com a venda de minério. Nossa estratégia é a de não acelerar os investimentos enquanto não entrar o novo sócio, declarou. O plano de investimento total da Ferrous é de US$ 3,7 bilhões.



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domingo, 28 de agosto de 2011


Região Sul reforça necessidade da recuperação de ferrovias
Publicado: domingo, 28 de agosto de 2011
Região Sul reforça necessidade da recuperação de ferrovias e construção de novas malhas no país


A carta de Porto Alegre, formalizada nesta sexta-feira (26) no seminário “ Diagnósticos e Estratégias das Ferrovias no Sul do País”, realizado na Assembleia Legislativa, definiu que a ferrovia Norte Sul tenha o foco Sul-Norte, para que concretize-se também com a mesma velocidade com que está sendo contemplada a região Norte do país. Mais de 5 bilhões de reais já foram investidos na ferrovia e, no entanto, apenas há pouco tempo o RS foi incluído na extensão da malha até o porto de Rio Grande. O vice presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias da Câmara, deputado Jerônimo Goergen (PP), ainda como deputado estadual, presidiu a Comissão Especial para a criação da Ferrosul e apresentou a situação de abandono a que estava relegado o RS ao ministério dos transportes, o que contribui para a inclusão do Estado na retomada dos investimentos nos trilhos. “ Este é um marco de posicionamento político da região sul, para que tenhamos o empenho do governo federal com a extensão da Norte Sul a partir do porto de Rio Grande e, da mesma forma, tornemos concreta também a implantação da Ferrosul. Os atuais contratos de concessão sucatearam as malhas ferroviárias, dilapidando este sistema logístico no Estado. Temos que retomar esta logística de uma vez por todas na região sul do país”, diz Jerônimo Goergen.             

“Propomos a inversão deste debate para haver um equilíbrio, definindo um trecho Sul Norte partindo do porto de Rio Grande, já que os investimentos só se verificaram na região Norte”, analisa Pedro Uczai, presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias.

 Entre os principais temas em discussão estiveram a definição de qual o modelo ferroviário que projeta-se para o futuro,  a situação de contratos e concessionárias, a inclusão das ferrovias no PPA (Plano Plurianual), a fim de definir-se o quanto virá de investimentos  para a agenda das ferrovias.

Os investimentos em ferrovias representam transporte mais barato e seguro, além de manter atividades produtivas e atrair mais investimentos para um novo sistema modal em conjunto com rodovias. De acordo com o secretário de política de transportes do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato, cerca de 300 bilhões de reais dever ser investidos em logística na próxima década, 30 bilhões por ano. “O Plano Nacional de Logística busca colocar o país com uma estrutura em ferrovias. Neste sentido, o Ministério está revendo processo de concessões, com a readaptação da VALEC, com função também de manter as ferrovias que são patrimônio público. É possível calcular que a conclusão do trecho de 1600 km até o porto de Rio Grande aconteça em 2016. Ainda restam etapas a serem cumpridas, com processos sujeitos a fiscalizações. É preciso também a força política da mobilização popular”, afirma Perrupato.

O Secretário dos Transportes RS pontua a necessidade de focar a mobilização em torno do compromisso federal:  “Nossos Estados não tem condição financeira para empreitar obras ferroviárias, por isso precisamos deste compromisso do governo federal. É preciso garantir a concretização do tronco ferroviário da Norte Sul como forma de escoamento de cargas, para após agregarmos novos trechos”, diz Beto Albuquerque. 

Segundo o Ministério Público Federal, o sucateamento das ferrovias tem  produzido um prejuízo na ordem dos R$ 40 bilhões ao patrimônio público, o mesmo valor que está sendo previsto para a implantação do primeiro trem-bala brasileiro. “ Este é um  serviço que tem de ser acessado por todos e não apenas de alguns como vemos hoje. Queremos definir responsabilidades”, disse o representante do MPF.  

Segue abaixo os pontos definidos no documento elaborado no seminário:                                          

Carta do Sul

Lideranças políticas, governamentais, empresariais e do setor ferroviário dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, reunidas no Seminário Regional “Desenvolvimento e Ferrovias”, em Porto Alegre/RS, no dia 26 de agosto de 2011, que tratou sobre o diagnóstico e estratégias das ferrovias no Sul do país, resolvem tornar pública a Carta do Sul, que traduz as seguintes proposições:

Apoio à política do governo federal de expandir e fortalecer o modal ferrovia, para o desenvolvimento do país;

Pela defesa da Ferrovia Sul/Norte (Norte/SUL), para que a construção seja feita por lotes nos três estados do Sul, apoiando a deliberação do Codesul;

Garantir no Plano Plurianual (PPA) recursos para a execução dos projetos ferroviários que contemplam a região Sul do país;

Reativação e modernização nos trechos ferroviários existentes no Sul do país,recuperação do patrimônio e que as autoridades competentes assumam as respectivas responsabilidades. Pelo cumprimento da deliberação nº 124, que estipulou prazo de 60 dias para as concessionárias apresentarem cronogramas físicos para execução de obras de recuperação de trechos e ramais ferroviários subutilizados ou sem tráfego de cargas. Da mesma forma, que cumpra-se as três novas resoluções publicadas pela Agência, no novo “Marco Regulatório do setor no Brasil”, com regras de utilização de trechos, metas a cumprir e compartilhamento de linhas;

Que os projetos ferroviários, do ponto de vista tecnológicos, possam contemplar o transporte de cargas e de passageiros;

Realização de audiência com o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para tratar sobre as obras, projetos e situação das ferrovias no Sul.

Retomar os processos licitatórios dos projetos de viabilidade técnica e ambiental da Ferrovia da Integração, em Santa Catarina, em ambos os trechos, Itajaí/Chapecó e Chapecó/Dionísio Cerqueira;

Promover debates permanentes com a sociedade civil para que participe dos projetos ferroviários e do acompanhamento dos mesmos;

Diante da importância estratégica das ferrovias para o desenvolvimento do país, por se tratar de um meio de transporte mais barato, mais seguro e ambientalmente sustentável, as lideranças os presentes ao Seminário assim o presente documento.

Ferrovia, esse é o caminho!

Porto Alegre/RS, 26 de agosto de 2011.

Fonte: Porto Gente

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

LLX estuda construção de ferrovia para integrar Superporto do Açu

24/08/2011 - Brasil Econômico

A LLX firmou um acordo junto à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) visando a construção de uma ferrovia que ligará o Superporto do Açu à região de Ambaí, no município de Nova Iguaçu (RJ).

O memorando de entendimentos firmado entre a LLX, empresa de logística do empresário Eike Batista, e a FCA tem como objetivo o desenvolvimento de estudos técnicos de viabilidade para o projeto.

De acordo com o comunicado divulgado pela LLX, a implantação desse corredor logístico integrará o Superporto do Açu com a malha ferroviária nacional.

Dessa forma, a estrutura permitirá o transporte de produtos como minério de ferro, artigos siderúrgicos, carvão, carga geral, além de granéis sólidos e líquidos.

"Esta parceria entre dois grandes grupos empresariais demonstra a visão estratégica para construir um Brasil mais eficiente, criando alternativas competitivas para a infraestrutura logística brasileira", comentou Eike Batista, presidente do Grupo EBX.

O Superporto do Açu é um empreendimento em fase pré-operacional. A construção, no norte do estado do Rio de Janeiro, foi iniciada no final de 2007, e o início das operações está previsto para o segundo semestre de 2012.

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Segunda etapa da FICO não tem previsão de início

23/08/2011 - Expresso MT

A Valec se prepara para lançar o editar para a contratação das empresas que irão construir cada um dos lotes do trecho que vai até Lucas do Rio Verde

Dados novos da Ferrovia de Integração Centro Oeste (FICO) mostram sua implantação em duas etapas. A primeira etapa pega de Campinorte (GO) há Lucas do Rio Verde (MT), são 1040 quilômetros e as obras devem ter início em 2012, com conclusão prevista para o final do ano de 2014, o investimento está previsto para R$ 4,1 bilhões.
 
A segunda etapa começa em Lucas do Rio Verde (MT) e vai até Vilhena (RO), sendo 598 quilômetros e as obras para esse projeto ainda não tem previsão de início, o valor exposto para o investimento é de R$ 2,3 bilhões. O trecho total então segue os 1638 quilômetros no valor de R$ 6,4 bilhões. “O projeto da ferrovia, que será executado em duas etapas e terá investimentos de R$ 6,4 bilhões, contemplará uma das regiões do país mais prósperas na produção de grãos e carne, porém bastante carente no que se refere à logística de transporte”, explica Mikaely Lima, assessora de imprensa da VALEC.
 
A ferrovia irá passar por várias cidades do Brasil, dentre elas estão as cidades de Goiás, Campinorte, Nova Iguaçu de Goiás, Pilar de Goiás, Santa Terezinha de Goiás, Crixás e Nova Crixás, já no Mato Grosso deve passar por Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Maringá, Brasnorte, Sapezal, Campos de Julio e Comodoro em Rondônia ela irá atingir apenas Vilhena. “A Ferrovia de Integração Centro-Oeste é a primeira parte de um projeto gigantesco, a Ferrovia Transcontinental (EF-354). No Plano Nacional de Viação, a EF-354 é planejada com 4.400 quilômetros de extensa”, ressalta Mikaely.
 
Os estudos preliminares, o EIA/RIMA e o projeto básico da Ferrovia de Integração Centro-Oeste foram iniciados ainda em 2009, dentre as ações definidas pelo Ministério dos Transportes. Sua execução ficará sob a responsabilidade da VALEC, como uma das obras do novo Plano de Aceleração do Crescimento, programado pelo Governo Federal. No momento, a Valec se prepara para lançar o editar de concorrência para a contratação das empresas que irão construir cada um dos lotes do trecho que vai até Lucas do Rio Verde, enquanto aguarda também a concessão da Licença de Instalação por parte do Ibama.
 
Por se conectar com a Norte-Sul, a ferrovia de Integração Centro-Oeste dará novo impulso para o desenvolvimento dos estados de Mato Grosso, Rondônia e o sul dos estados do Pará e Amazonas, principalmente com a produção de grãos, açúcar, álcool e carne. Com a redução dos custos no transporte de cargas, com acesso mais rápido a vários portos, a região deve atrair grandes projetos e investimentos da iniciativa privada e, por conseguinte, gerar empregos, renda e melhoria da qualidade de vida para os habitantes.



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sábado, 20 de agosto de 2011


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Manobra da MRS para enfrentar aclive


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Assinado acordo sobre trecho da Ferrovia Norte-Sul

18/08/2011 - Capital News

Foi assinado o acordo entre o Governo do Mato Grosso do Sul, o Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul) e o Governo Federal sobre o traçado da Ferrovia Norte-Sul, com objetivo de incluí-la no Sistema Nacional de Viação (SNV). Ficou acertado – no documento assinado na manhã de hoje (18) pelo deputado federal Giroto (PR-MS) representando o Estado, que a via férrea vai passar por Mato Grosso do Sul, cruzando os estados do Paraná e Santa Catarina, chegando ao Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

No documento ficou acertado que a gestão do tema está sob responsabilidade da Secretaria de Política de Transportes do Ministério dos Transportes, sendo que a responsabilidade em realizar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental ficará com a Valec - empresa estatal responsável pela construção e exploração de infra-estrutura ferroviária -, considerando as propostas de traçados apresentadas pelos quatro Estados do Codesul – Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que esteve na reunião em que foi redigido o documento afirmou que: “ferrovia é importante demais, é uma coisa de interesse nacional e se é de interesse nacional, temos de fazer convergência”, completando que o traçado deve contemplar os estados do Conselho.

O deputado federal Giroto destacou por meio de sua assessoria, que já está em curso o edital de licitação para escolha das empresas que vão fazer os estudos de traçado e de viabilidade econômica da Ferrovia Norte-Sul, até o estado do Rio Grande do Sul.

Pela proposta do Codesul e do Governo Federal, a Ferrovia no município de Estrela D’Oeste, no Estado de São Paulo, passa para o território sul-mato-grossense, cruzando as cidades de Aparecida do Taboado, Três Lagoas e Dourados. “Há a ponte em Aparecida do Taboado que pode ser aproveitada. Isso representa custos menores para implantar a via férrea, além de existir um potencial de carregamento grande em Mato Grosso do Sul”, enfatizou Giroto.

Em seguida, a Norte-Sul cruza o estado do Paraná, passando por Guaíra, Cianorte e Cascavel; segue por Santa Catarina (municípios de Porto União, Caçador, Videira, Joaçaba, Seara e Chapecó). No Rio Grande do Sul cruza as cidades de Erechim, Passo Fundo/Carazinho, Lajeado/Santa Cruz, General Luz, Pelotas até o porto localizado no município de Rio Grande.

O documento foi assinado pelo secretário de infraestrutura de Santa Catarina, Valdir Cobalchini; José Richa Filho, secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná; Edson Giroto, deputado federal – representando Mato Grosso do Sul; e Beto Albuquerque, Secretário de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul. Pelo Ministétrio assinou o documento o Secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato. O ministro Paulo Sérgio Passos e o diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Bernardo Figueiredo.

Ferroeste expandirá para Dourados-MS

28/06/2011 - Webtranspo

Novo trecho passa por estudos de viabilidade

Estudos terão investimento de R$ 6,5 milhões da União.

A Ferroeste deverá receber estudos para analisar viabilidade técnica de sua expansão entre o município paranaense de Cascavel e as cidades sul-mato-grossense de Dourados e Maracaju. Os recursos necessários de R$ 6,5 milhões, para o levantamento, serão repassados pela  União.

Sobre esta expansão de aproximadamente 1.116 quilômetros, Maurício Querino Theodoro, presidente da Ferroeste, reforçou a cooperação entre várias esferas para sua concretização. “Essa é o resultado do diálogo dentro do governo e com a sociedade organizada e também de entendimentos produtivos com o governo federal”, afirmou.

Beto Richa, governador do Paraná, afirma que os ganhos do Estado com este novo empreendimento serão grandes. “Além de baratear o custo de escoamento da safra agrícola do centro-oeste e norte do Brasil, vai proporcionar o desenvolvimento econômico e social de toda a região e fortalecer o Porto de Paranaguá”, comentou.

Segundo Theodoro, com esta expansão, um gargalo de 2,5 a três milhões de toneladas anuais da ferrovia  será findado. O tempo para o escoamento da produção sul-mato-grossense pelo porto de Paranaguá também diminuirá, passando dos atuais três dias (no transporte feito por caminhão) para 18 horas com a utilização dos trens. O projeto prevê ainda que haverá uma economia de US$ 5 milhões para os produtores do Mato Grosso e US$ 8 milhões para os paranaenses.

Neste ano, a linha férrea recebeu investimentos para a construção de uma unidade de transbordo da AB AgroBrasil em Cascavel; recuperou locomotivas que estavam desativadas no pátio da administradora; retirou 2.200 metros cúbicos de materiais que estavam à margem dos trilhos e fez a remoção, em parceria com ALL (América Latina Logística), de vagões sinistrados abandonados ao longo da via.





Tags:ferroviário ferroeste expansão mato grosso do sul paraná escoamento grãos produção paranaguá
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Obras de ferrovia são retomadas e funcionários são demitidos

11/08/2011 - Joá Souza/Agência A TARDE

Após 20 dias de paralisação, as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) foram retomadas ontem, (10), depois que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e a Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias assinaram termo de compromisso, na terça, (9), para a restauração da licença de instalação para execução das obras. Ao mesmo tempo, um grupo de 170 operários, de um total de 800, foi surpreendido com o anúncio de demissão em Brumado (a 654 km de Salvador). Em Barra do Rocha, foram demitidos 30 dos 700 operários.

Por conta das demissões, a fábrica de dormentes em Brumado ficará inativa por tempo indeterminado. No lote 1, onde houve as dispensas, outros 80 operários tinham sido demitidos em julho.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial do Estado da Bahia (Sintepav), Adalberto Galvão, disse que a entidade propôs aos consórcios construtores a suspensão de novas demissões e a imediata recontratação dos demitidos, sob pena de paralisação por tempo indeterminado.

As construtoras, que ainda avaliam a proposta, explicaram que, como Tribunal de Contas da União (TCU) está fazendo vistoria na licitação, o pagamento foi suspenso e faltou dinheiro em caixa para manter o quadro integral.

Meio ambiente - As obras foram paralisadas em 17 de julho por determinação do Ibama, para que a Valec – empresa do governo federal vinculada ao Ministério dos Transportes – atendesse às condicionantes ambientais. A ferrovia vai percorrer 1,1 mil quilômetros na Bahia, beneficiando 49 municípios. Os recursos, em valores globais de R$ 6 bilhões (R$ 4,2 bilhões no trecho baiano), são oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Vale anuncia duplicação de 24 km da EFVM em Minas

10/08/2011 - Diário do Comércio

Registro de investimentos da Vale (ex-CVRD) na duplicação de 24 km da Estrada de Ferro Vitória a Minas para atender ao aumento de produção das minas de Brucutu.

Recapitulação e detalhamento dos investimentos de US$ 4,6 bilhões em Minas Gerais, anunciados por ocasião da crise de fritura de Agnelli — basicamente voltados para a mineração, concentração de minério, transporte de minério.

Vale vai duplicar 24 quilômetros da EFVM
Trecho fica entre Barão de Cocais e São Gonçalo do Rio Abaixo, na região Central do Estado. 

A Vale S/A investirá na duplicação de 24 quilômetros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). O principal trecho, de 20 quilômetros, fica entre Barão de Cocais e São Gonçalo do Rio Abaixo, ambos os municípios na região Central do Estado. As obras estão previstas para começar em novembro.

A companhia recebeu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), a licença de instalação do empreendimento. O licenciamento compreende a expansão entre os pátios 5 e 7A.

De acordo com a mineradora, o objetivo é melhorar a infraestrutura ferroviária e assim atender ao acréscimo previsto na demanda pelo transporte de minério de ferro, além de carga geral. A conclusão da duplicação está prevista para março de 2015.

Em relação aos aportes necessários para a ampliação da estrada de ferro, a Vale informou que as obras ainda estão em fase de licitação. "Dessa forma, ainda não é possível detalhar os investimentos", afirmou o comunicado.

Apesar disso, estimativas da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) apontam que cada quilômetro de trilhos custa entre R$ 2,9 milhões e R$ 3 milhões. Em caso da necessidade de uma desapropriação, o aporte por quilômetro pode chegar a R$ 4 milhões. Levando-se em consideração essas projeções, os investimentos da Vale podem ficar entre R$ 72 milhões e R$ 96 milhões.

No município de São Gonçalo do Rio Abaixo está instalada a mina de Brucutu, uma das maiores operações de minério da companhia, com capacidade de 30 milhões de toneladas/ano. Quando passou por investimentos, em 2006, ela foi considerada a maior do mundo.

De acordo com a Vale, outro trecho de quatro quilômetros da EFVM também será duplicado na região. A estrada de ferro receberá inversões entre a zona rural de São Gonçalo do Rio Abaixo e Santa Bárbara.

Os aportes na área de logística da mineradora deverão somar somente neste ano US$ 5,014 bilhões. Os recursos serão aplicados nos portos e ferrovias controlados pela Vale. Entre as concessionárias estão a EFVM, a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e a Estrada de Ferro Carajás.

Plano - A empresa anunciou no ano passado um plano de investimentos da ordem de US$ 4,6 bilhões em Minas Gerais, com o objetivo de expandir suas operações de minério de ferro. Entre os projetos está o Conceição Itabiritos, que compreende a construção de uma planta de concentração para adicionar 12 milhões de capacidade nominal de pellet feed, utilizando o run-of-mine (ROM) da mina de Conceição, no complexo de Itabira, na região Central do Estado.

O aporte total é estimado em US$ 1,174 bilhão, dos quais US$ 411 milhões estão orçados para 2011. O início das operações está previsto para o segundo semestre de 2013.

Outro grande projeto é o Vargem Grande Itabiritos, com inversões estimadas em US$ 1,521 bilhão. O empreendimento compreende a construção de uma planta de concentração que será abastecida por itabiritos provenientes das minas de Abóboras, Tamanduá e Capitão do Mato. A capacidade nominal será de 10 milhões de toneladas/ano. Somente em 2011, os investimentos somarão US$ 356 milhões.

RAFAEL TOMAZ | Diário do Comércio (MG) | 10-08-2011

http://www.diariodocomercio.com.br/index.php?id=70&conteudoId=103921&edicaoId=1051

Valec assina aditivos para Ferrovia Norte-Sul

12/08/2011 - Revista Ferroviária

Os três aditivos que preveem a ampliação de prazos para obras complementares da Ferrovia Norte-Sul serão estendidos por até seis meses, segundo informações da Valec, empresa estatal da União responsável pela construção e infraestrutura ferroviária no país. O primeiro se refere ao contrato 060/2009, assinado entre a Valec e a construtora SPA, estende o prazo de vigência em mais cinco meses, para conclusão das obras do lote 04 da ferrovia. Esse lote compreende um trecho de 106,7 km entre o pátio de Uruaçu e o de Santa Izabel, em Goiás.

Outro aditivo, o contrato 005/2006, firmado entre a Valec e a Engevix, estende o prazo em mais quatro meses, para que os ajustes finais das obras do lote 09 da ferrovia – que compreende o trecho de 139 km entre Guaraí e Palmas, no Tocantins – sejam realizados.

O terceiro contrato, de número 011/08, firmado com a Vega Engenharia, prevê a extensão do prazo por mais seis meses, para também efetuar os ajustes finais das obras do lote 12 da Ferrovia Norte-Sul. Esse trecho, de 98 km, liga o pátio de Palmas/Porto Nacional ao Córrego Jabuti, no Tocantins.

Os novos prazos foram publicados na semana passada no Diário Oficial da União.

Estudos de impacto ambiental de Ferrovia Vuolo são autorizados pela ANTT

12/08/2011 - Gazeta Digital

Mato Grosso dá mais um passo na construção da Ferrovia Vicente Vuolo no trecho entre Rondonópolis e Cuiabá. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), autorizou a realização dos estudos de impacto ambiental e de viabilidade técnica na região.

A confirmação é do secretário-extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes (Selit), Francisco Vuolo, que se reuniu juntamente com o governador Silval Barbosa (PMDB) com o presidente da ANTT, Bernardo Figueiredo na terça-feira (9) em Brasília.
Conforme Vuolo, o presidente da agência garante que a elaboração do projeto e definição da equipe técnica serão decididas ainda neste mês.

Entre outras questões debatidas na reunião, Vuolo destaca o modelo de concessão a ser adotada na ferrovia, além dos estudos de impacto ambiental no futuro trecho entre Cuiabá e Santarém, no Pará.

Segundo Francisco Vuolo, os estudos devem se estender por 18 meses, a contar desde a assinatura de um termo de compromisso, em junho, o que ocorrerá na mesma época da conclusão da Ferronorte entre Itiquira e Rondonópolis.

Na avaliação do superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Seneri Paludo, a ferrovia tem 2 grandes efeitos para a agropecuária.
O primeiro é o processo de escoamento e logística, que está concentrada em Alto Taquari e poderá vir para Cuiabá.  Outro efeito é a questão do frete de retorno, que é principalmente trazer os insumos do sul do país para abastecer a produção do Médio Norte.
“Assim que sair será bem-vinda para o setor produtivo, mas existem outras prioridades”, diz Paludo ao citar a conclusão da BR 163, e a ampliação da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), além da tão sonhada hidrovia Teles Pires/Tapajós.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Iesa e Hitachi assinam acordo para nova fábrica

09/08/2011 - Revista Ferroviária

A IESA, em parceria com a japonesa Hitachi, irá assinar nesta quarta-feira (10/08) um memorando de entendimento para a construção de uma fábrica de monotrilhos, trens urbanos e interurbanos em Araraquara, no interior de São Paulo. 

Estarão presentes no evento o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri; o presidente do conselho da Inepar, Atilano Sobrinho; o presidente da IESA, Cesar Romeu Fiedler e um dos responsáveis pela divisão de transportes da Hitachi Brasil, Roberto Endo.

A futura fábrica de trens deverá ser instalada dentro da área da IESA, onde atualmente é feita a modernização de truques e carros de passageiros, e deve entrar em operação em meados de 2012. O local possui 838 mil metros quadrados de terreno, e 145 mil de área construída.

Neste mesmo local, a Equipamentos Villares fabricava, na década de 80, locomotivas EMD.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Empreiteiras agora querem ser sócias do TAV

10/08/2011 - O Estado de São Paulo

As empreiteiras estão negociando com o governo a volta à licitação do trem-bala na fase em que elas podem se tornar concessionárias da linha que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) projetou e quer construir ligando o Rio a São Paulo, passando por Campinas. A Odebrecht já conversou com representantes do governo e fez o pedido de maneira explícita, querendo ser não apenas construtora, mas também concessionária.

Depois da terceira tentativa frustrada de fazer o leilão do trem de alta velocidade (TAV), no mês passado, a ANTT mudou completamente o formato de licitação da obra. Em vez de ser um leilão para escolher a empresa que operaria e construiria o trem, o governo criou um novo processo com três fases de licitação. Pelo novo formato, as empreiteiras seriam apenas contratadas para fazer a obra.

Em 11 de julho, último dia para receber os envelopes com as propostas das interessadas em participar da construção e operação do TAV, nenhuma construtora se apresentou. O leilão marcado para o dia 29, quando seriam abertas as propostas, foi cancelado mais uma vez.

Com o novo formato de leilão do TAV em três etapas, o processo ficou assim: 1) na primeira licitação, o governo escolhe a tecnologia e o operador; 2) na segunda licitação, o governo leiloa o concessionário da linha; 3) o concessionário escolhido divide a obra do TAV em lotes - cerca de dez, calcula o governo- e faz uma concorrência para escolher as empreiteiras que vão executar a obra de construção da linha, estações e até os complexos imobiliários que vão formar as "nova cidades" em torno das estações.

A justificativa, do diretor da ANTT, Bernardo Figueiredo, para delegar a escolha das empreiteiras a um concessionário com o perfil de investidor foi aumentar a competição entre as construtoras. Na ocasião, a agência informou que empreiteiras não poderiam assumir o papel de concessionária do TAV.

Nova fórmula. Diante da reivindicação das empreiteiras, que querem não apenas ser construtoras, mas sócias do investidor que ganhará a segunda fase da licitação do concessionário da linha, o governo estuda uma fórmula para evitar que o novo leilão não acabe no Judiciário.

O temor, apurou o Estado com técnicos da ANTT, é que a construtora concessionária, que também participará da concorrência da terceira fase para a empreitada da obra, tenha vantagem sobre as demais. Mas o governo estuda o pleito das empreiteiras. A reportagem tentou ouvir a Odebrecht, mas a empresa não entrou em contato até o fechamento desta edição.
Nas três tentativas frustradas de fazer o leilão, as empreiteiras não conseguiram se associar às empresas estrangeiras detentoras da tecnologia do trem-bala, procedentes de pelo menos seis países - Japão, Coreia do Sul, Alemanha, França, Canadá e China.

A pressão das construtoras era para que o governo se tornasse um sócio que assumiria o risco financeiro e poderia, no limite, levar o custo da obra dos R$ 30 bilhões orçados para cerca de R$ 60 bilhões. O governo diz que aceita aumentar a participação na obra, por meio da Etav, estatal criada para ser sócia do empreendimento, mas fora do nível pretendido pelas empreiteiras.

Transnordestina firma primeiros acordos de carga

09/08/2011 - DCI/SP

O principal acordo foi firmado com a Bemisa, braço minerador do banco Opportunity.

São Paulo - Embora o início parcial das operações da linha esteja previsto para o final de 2012, a Transnordestina Logística (TLSA) já começou a assinar contratos de transporte de carga para a Ferrovia Transnordestina, estrada de ferro de 1.728 quilômetros, em construção. Tanto que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) já começou a fechar contratos e assinou memorandos de entendimento para a movimentação de até 16 milhões de toneladas anuais de granéis líquidos (em especial de gipsita e minério de ferro) pela Transnordestina. 

O principal acordo foi firmado com a Bemisa, braço minerador do banco Opportunity. A empresa detém os direitos de exploração de uma área, no Piauí, a qual só se tornou economicamente viável com a chegada da ferrovia que passará pela região. Há também entendimentos com fabricantes de gesso da região de Pernambuco. Segundo Edison Pinto Coelho, diretor Executivo da TLSA, os memorandos preveem uma movimentação inicial de 2 milhões de toneladas por ano, podendo chegar a 16 milhões de toneladas por ano quando a linha férrea operar com capacidade total. A Bemisa informou que sua produção de minério de ferro no Piauí será iniciada em 2015, com 5 milhões de toneladas, devendo atingir o dobro deste volume em 2017.

A TLSA acredita que em novembro de 2012 começará a funcionar o trecho que ligará o Município de Eliseu Martins (PI) ao Porto de Suape, em Pernambuco. Conforme o diretor da TLSA, este ramal está com 37% das obras já feitas.

Acordo garante retomada de obra da ferrovia Oeste-Leste

10/08/2011 - IG Bahia

Obra havia sido suspensa em julho após o Ibama constatar descumprimento de exigências ambientais

Por Thiago Guimarães

Um acordo assinado nesta terça-feira (9) entre a estatal Valec e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) deve garantir a retomada das obras da ferrovia Oeste-Leste, informou o governo da Bahia. A construção está suspensa desde o mês passado, após o Ibama constatar descumprimento de condicionantes ambientais.

Com extensão prevista de 1.516 km, entre Figueirópolis (TO) e Ilhéus (BA), a ferrovia é uma das maiores obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal, e prioridade para o governo Jaques Wagner (PT-BA).

Em 18 de julho, o Ibama suspendeu a licença de instalação da obra, válida para os quatro primeiros trechos, sob justificativa de descumprimento de exigências ambientais. Relatório do órgão apontou que a estatal não havia realizado 14 de 39 ações exigidas como contrapartida ao impacto ambiental da obra, de investimentos totais de R$ 4,2 bilhões.

Entre os principais problemas apontados estavam a falta de execução de programas básicos ambientais, de ações de controle de atropelamento de animais e de monitoramento de qualidade de águas. “A equipe técnica do Ibama constatou a não execução de nenhum programa”, diz o relatório do órgão ambiental.

Nesta segunda-feira (8), funcionários da ferrovia organizaram protestos contra a interrupção da obra em cinco municípios da Bahia.

O governo baiano agiu para reverter a decisão do Ibama – na semana passada, o governador Wagner manteve contatos telefônicos nesse sentido com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos (PP). O termo de compromisso assinado nesta terça (9) e que deve assegurar a restauração da licença de instalação – que autoriza as obras – foi apresentado em reunião solicitada pela secretária da Casa Civil de Wagner, Eva Chiavon.

Segundo o governo baiano, o cumprimento dos programas ambientais para a ferrovia é de responsabilidade da Valec e do consórcio executor, formado pela Galvão Engenharia e Construtora OAS. “O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, se comprometeu com a secretária Eva Chiavon para assegurar a retomada das obras”, informou o governo baiano.

Licitação de trecho da FICO terá de ser refeita

10/08/2011 - Só Notícias

A licitação para as obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) no trecho entre Campinorte (GO) e Lucas do Rio Verde, e também do trecho entre Campinorte (GO) a Água Boa, não deve ficar pronta em menos de cinco meses.

A previsão foi feita pelo coordenador do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz. Em entrevista ao Só Notícias, ele explicou que este é o prazo necessário para que toda a licitação seja refeita.

Segundo ele, a atual licitação, que já estava pronta e na pauta da Valec - empresa estatal do setor de ferrovias, foi suspensa por ter sido realizada em cima de um projeto básico.

A presidente Dilma Rousseff determinou, a partir de agora, que todas as licitações de obras passem a ser feitas em cima dos projetos executivos.
Com isso, explica ele, a presidente acredita que poderá diminuir o número de aditivos e o consequente encarecimento na realização das obras.

O coordenador descartou qualquer tipo de atitude do Movimento Pró-Logística ou do setor produtivo de Mato Grosso contra a suspensão desta obra.

“Neste momento não há como se fazer nada, enquanto o grupo de diretores definitivos não assumir a Valec e o Dnit. Por que vamos cobrar as pessoas que vão ficar temporariamente nestes cargos?”.

Já o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Glauber Silveira, ressaltou que mais uma vez o setor produtivo do Estado está sendo prejudicado pelo governo federal.

Para ele, quanto mais demorar a construção desta ferrovia, mais os produtores mato-grossenses vão continuar perdendo em competitividade com outras regiões.

Conforme Só Notícias já informou, o presidente interino da Valec, Antônio Felipe Sanches Costa, determinou a prorrogação por mais 30 dias da suspensão de todos os procedimentos licitatórios de projetos, obras e serviços de engenharia em curso promovidos pelo órgão.
Ao todo são quatro procedimentos afetados por esta medida e entre eles está as obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) no trecho entre Campinorte (GO) a Lucas do Rio Verde e também do trecho entre Campinorte (GO) a Água Boa.

A decisão está publicada no Diário Oficial da União, que circulou ontem, e atende determinação do Ministério dos Transportes.

Esta mesma obra já havia sido paralisada no final do mês passado por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). Na oportunidade, o TCU identificou fortes indícios de superfaturamento no projeto para construir a ferrovia.

A notificação foi encaminhada ao Ministério dos Transportes. O ministério, através da Valec, havia lançado licitações de vários trechos para serem construídos os trilhos e terminais de cargas.

A Ferrovia Integração Centro-Oeste (FICO), ligando Goiás-Mato Grosso-Rondônia, tem como previsão a construção de um terminal de cargas em Lucas do Rio Verde.
A previsão de início da construção era os primeiros meses de 2012, com conclusão de todo o trecho até Lucas do Rio Verde, totalizando 1.040 quilômetros, em 2014.
Concluída toda a primeira etapa, a ferrovia passará pelos municípios de Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã e Sorriso, até chegar a Lucas.

A segunda etapa da Ferrovia Centro-Oeste segue até o município de Vilhena (RO). O total de investimentos do Governo Federal é de R$ 4,1 bilhões para a primeira etapa, e R$ 2,3 bilhões para o trecho Lucas-Vilhena.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

CPTM quer tornar transporte de passageiros sobre trilhos novamente competitivo

Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana

www.sinfer.org.br - Seja bem-vindo! Hoje é terça-feira, 9 de agosto de 2011

CPTM quer tornar transporte de passageiros sobre trilhos novamente competitivo
Publicado: domingo, 7 de agosto de 2011
O programa da CPTM irá começar por duas cidades estratégicas: Sorocaba e Santos

Até os anos 70, era possível tomar um trem em Sorocaba e ir para o litoral, para a capital, para o interior ou, até mesmo, para as fronteiras do País. Os tempos mudaram, os governos também, e esse meio de transporte foi melancolicamente interrompido em 2001, quando o Bandeirante Apiaí, o último trem de passageiros a rodar pela Malha Sorocabana, foi suspenso pela Ferrovia Sul Atlântico. Dez anos depois, o tema volta às discussões estratégicas do Estado, com a saturação das rodovias; e se depender da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), em breve será possível ir de Sorocaba a São Paulo sem congestionamentos, a uma velocidade de 160 km/h.

A CPTM nasceu da união dos sistemas de subúrbios estaduais da Fepasa com os estaduais operados pela CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), no início da década de 90, sempre restrita à região metropolitana de São Paulo, e conseguiu transformar um meio de transporte problemático pela carência de investimentos em eficiente. Agora, quer expandir seus serviços para as cidades polo do Estado.

Segundo o presidente da empresa, Mário Bandeira, que conversou por telefone com o DIÁRIO, a decisão do governo estadual de instalar um programa de trens além da malha metropolitana já é uma realidade. "São Paulo teve sete mil quilômetros de malha ferroviária com diversos sistemas, como a Sorocabana. Houve um equívoco ao não dar continuidade ao programa ferroviário. Isso acabou gerando um desequilíbrio", ponderou, destacando a importância desse meio de transporte para o deslocamento das pessoas na cidade de São Paulo.

O programa da CPTM irá começar por duas cidades estratégicas: Sorocaba e Santos. Questionado se o governo de São Paulo estaria querendo criar uma nova Fepasa, Bandeira respondeu não saber se o sistema irá chegar na mesma dimensão da finada estatal, mas declarou ser, de certa forma, um processo natural de volta dos trens regionais de passageiros dos anos 50 e 60. "Hoje há saturação das rodovias e a penetração do sistema ferroviário é bastante interessante, através da integração do passageiro que vem de Santos e de Sorocaba com o sistema metroferroviário da capital."

O PROJETO - Bandeira explicou que a CPTM contratou uma empresa, a Planservi Oficina, para um estudo que dará à empresa elementos que permitam avaliar questões de topografia, geometria, demanda de passageiros e impacto ambiental da ligação ferroviária. "Em meados de fevereiro isso deve estar concluído. A partir daí devemos traçar a modelagem da execução." A licitação da obra deve começar em 2013, e ainda não há prazo para sua inauguração. O modelo de exploração também não foi definido: pode ser em parceria com investidores, através de uma PPP (Parceria Público-Privada), ou totalmente estatal - nesse caso, a própria CPTM seria totalmente responsável pela operação das linhas.

Uma avaliação preliminar já mostrou que será possível utilizar boa parte do traçado já existente, utilizado pela ALL (América Latina Logística) para o transporte de cargas. Em alguns locais específicos será necessário construir uma ferrovia nova. "Os raios de curvatura não permitiriam as velocidades entre 150 e 170 km/h que buscamos". O presidente da CPTM adiantou ainda que a malha entre Amador Bueno e Sorocaba, fora da jurisdição da CPTM, será compartilhada com a ALL. "Devemos entrar em acordo com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para discutir esse compartilhamento. O diálogo está começando, mas não devemos ter grandes transtornos. Já temos convênio de tráfego mútuo com a MRS Logística em malha da RFFSA", contou.

Ele explicou também que o glamour da Estação Júlio Prestes, de onde partiam os trens de longo percurso da Sorocabana, deverá ser substituído pela eficiência de uma nova estação, que será construída em local estratégico. "Nossa ideia é viabilizar uma nova estação entre a Lapa e a Água Branca. Inclusive isso já foi pensado ainda no início do século para ligar os trens da Sorocabana e da São Paulo Railway." Em Sorocaba, um novo terminal também deve ser construído, em área ainda não definida.

A antiga estação de Sorocaba deve ser utilizada caso saia do papel um segundo projeto de Trem Regional, desta vez capitaneado pelo Governo Federal, por intermédio do Ministério dos Transportes e pelo BNDES, ligando a cidade a Itapetininga. Os estudos começaram há dois anos, e até agora não se tem nada de concreto. "É difícil dizer se vai acontecer", diz o deputado Edson Giriboni (PV). Esse sistema seria operado pela CBTU. Dali também partiria o trem turístico de Sorocaba, ligando a cidade com Iperó, Cerquilho, Conchas e Laranjal Paulista.

A CPTM também pretende implantar um trem turístico entre a capital e Sorocaba, mas não há prazo para sair do papel. "O trecho é de bitola métrica e há muitos locais com problemas. Além disso, não há equipamentos para oferecer", disse lembrando que a empresa não pode mexer nos vagões oriundos da Fepasa, hoje de propriedade do Governo Federal e que, além da burocracia de transferência, demandam altos investimentos de reforma.

Sobre o projeto municipal, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico informa que o projeto de implantação do Trem Turístico Sorocabana já tem concluída a etapa de assinatura da adesão ao consórcio intermunicipal pelos prefeitos da região, que estão na vertente da ferrovia. Neste momento, trabalha-se junto ao Governo Federal (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte - Dnit) a liberação dos materiais rodantes, que são de propriedade do governo. (Eric Mantuan)
 
Brigadeiro: uma luz no fim do túnel?

Questionado sobre a possibilidade de a estação ferroviária de Brigadeiro Tobias – que abriu esta série de reportagens do DIÁRIO no último dia 17 – vir a integrar o patrimônio do município através de um contrato de cessão provisória entre RFFSA e Prefeitura, a exemplo da estação de Sorocaba, o secretário Anderson Santos foi taxativo: há o interesse, do ponto de vista cultural, que o local passe a ser utilizado pelo município, mas a decisão deve vir da Secretaria de Governo. “Depende de conversas, não posso responder por eles. Mas há o interesse em que a estação de Brigadeiro seja objeto não só de contemplação quando restaurada, mas também com o seu uso.”

A Secretaria de Governo e Relações Institucionais (SGRI) informou que, neste momento, o foco do governo municipal está na recuperação do prédio da Estação Ferroviária de Sorocaba, mas, finalizado esse trabalho, a ideia é que a Prefeitura entre em contato com a União para assumir também a recuperação de outras prédios históricos e importantes para a preservação do patrimônio da cidade, entre eles o da Estação Ferroviária de Brigadeiro Tobias. O secretário de governo, Paulo Mendes, informou que as conversações com a União serão abertas após a conclusão do tombamento histórico do prédio, atualmente em processo de estudo, mas não estipulou prazos para que isso aconteça.
 
Malha da EFS ainda está ativa para cargas

Oficinas de Sorocaba sediam Centro de Projetos de Vagões da ALL

Atualmente, pelos trilhos que cortam a região de Sorocaba circulam, diariamente, seis pares de trens com aproximadamente 50 vagões cada. As composições da ALL – América Latina Logística – transportam areia, calcário, combustíveis, celulose e cimento, bobinas de papel, aço e placas de MDF, além de vagões plataforma para o transporte de contêiner. Segundo a ALL, os contêineres levam arroz, leite longa vida e produtos frigorificados para exportação. A ALL opera o trecho sul da Sorocabana desde dezembro de 1998, inicialmente com o nome de Ferrovia Sul Atlântico, através de contrato operacional com a Ferroban - Ferrovias Bandeirantes S/A. Em maio de 2006, a empresa assumiu a concessão da Ferroban, passando administrar os bens operacionais que eram da antiga Fepasa.

OFICINAS - As oficinas da ALL em Sorocaba utilizam as mesmas instalações construídas pela E.F. Sorocabana nos anos 20, que chegou a ser a maior oficina da América Latina. Ali está instalado o Centro de Projetos de Vagões da empresa, responsável pela manutenção e revisão de todos os vagões de bitola métrica da Malha Paulista da empresa. Também são feitas transformações e reforma de vagões para o transporte de produtos industrializados. São cerca de 120 mil m² de área, dos quais 70 mil m² são formados por galpões que abrigam, por exemplo, pontes rolantes com capacidade de elevação de até 140 toneladas.

Os últimos investimentos da ALL na cidade contemplaram a construção de um novo vestiário e um forno de tratamento térmico, que aperfeiçoa o processo de fundição da matéria-prima, e totalizaram, em 2010, R$ 46 milhões em tecnologia, treinamento, compra de equipamentos e contratação de profissionais. A empresa prevê para o segundo semestre deste ano a contratação de mais funcionários e novos acordos com empresas prestadoras de serviços.

A ALL informou já ter investido, no primeiro semestre de 2011, R$ 1,7 milhão na ampliação da oficina de Sorocaba. "São melhorias estruturais objetivando atender, com mais qualidade e rapidez, à demanda relacionada às reformas de vagões e trilhos de toda a malha ferroviária pertencente à empresa. Sorocaba é uma região estratégica para a ALL, ao facilitar o escoamento de vagões. Além disso, é um centro regional com um grande potencial de crescimento no transporte ferroviário projetado para os próximos anos", diz a ferrovia.

domingo, 7 de agosto de 2011

Frente das Ferrovias leva pedidos a ministro

07/08/2011 -

Junji e demais integrantes do grupo querem incluir a reformulação do sistema ferroviário nacional no Plano Plurianual do governo, que será votado pelo Congresso neste ano

Os membros da Frente Parlamentar Mista das Ferrovias esperam ser atendidos pelo ministro dos Transportes, Sérgio Passos, na próxima semana. O objetivo da audiência é incluir a reformulação do transporte ferroviário no PPA – Plano Plurianual 2012-2015 da União, que será votado pelo Congresso neste ano. Integrante do grupo, o deputado federal Junji Abe (DEM-SP) tem grandes expectativas em relação ao encontro. No bojo dos imprescindíveis investimentos no sistema ferroviário nacional, ele batalha para garantir obras prioritárias ao Estado de São Paulo.

Junji destaca a urgência de melhorias no sistema ferroviário paulista. No Alto Tietê, por exemplo, os passageiros convivem com as deficiências do serviço, já que as melhorias proporcionadas pelo Expresso Leste ainda são muito tímidas em Mogi das Cruzes, o maior Município da Região. “A população, com razão, cobra a oferta do serviço em todos os horários e sem a necessidade de baldeação em Guaianazes”.

Ainda quanto ao transporte ferroviário de passageiros, Junji evidencia a antiga reivindicação dos mogianos para extensão da Linha 11 - Coral da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que tem parada final na Estação Estudantes, até o Distrito de César de Souza. Esta semana, o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou à Imprensa local que o investimento é inviável em razão do reduzido número de potenciais usuários.

“Para viabilizar a relação custo-benefício do investimento, nossa intenção é incluir no PPA do governo federal a reativação da antiga linha férrea da Central do Brasil que passa por César de Souza e segue até o Vale do Paraíba”, detalha, acrescentando que o trajeto garantiria a elevação do número de potenciais passageiros.

Além disso, o deputado observa que a pretendida via férrea poderia servir também ao deslocamento de cargas, respondendo às demandas dos setores produtivos, com escoamento da produção concentrado nas rodovias que ocasionam custos quatro vezes maiores que o transporte ferroviário. “É um investimento de irrefutável importância, sob os aspectos econômicos e sociais, para todo Alto Tietê e Vale do Paraíba”, defende.

Também em relação aos setores produtivos, diretamente prejudicados pela concentração dos deslocamentos de cargas pelas rodovias, Junji entende que o governo de São Paulo precisa concretizar o Ferroanel, com projeto pronto, mas sem cronograma para execução da estrutura que demandará alto investimento. Ele enfatiza a urgência de reformular o sistema e transferir a maior parte do transporte de cargas para o modal ferroviário – “mais barato, ambientalmente sustentável, mais seguro e mais ágil porque está livre dos caóticos congestionamentos”.

Na avaliação do deputado, a grande oportunidade para viabilizar o Ferroanel paulista é garantir a inclusão da obra no PPA do governo federal. Junji aponta que é uma necessidade premente para contribuir otimizar a logística de distribuição de produtos no maior Estado da Federação, responsável por 33,1% do PIB – Produto Interno Bruto nacional, segundo dados mais recentes (2008) do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A necessidade da audiência com o ministro Sérgio Passos foi decidida na quinta-feira (04/08/2011), durante reunião da Frente Parlamentar Mista das Ferrovias , presidida pelo deputado Pedro Uczai (PT-SC).

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

  www.sinfer.org.br - Seja bem-vindo! Hoje é sexta-feira, 5 de agosto de 2011  

 
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Linha-11 da CPTM possui atualmente 40 km e pouca demanda
Publicado: sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Região de César de Souza poderá ser beneficiada futuramente com a expansão da malha ferroviária até São José dos Campos

Por Júlia Guimarães

O secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou ontem que o atual número de potenciais passageiros para o transporte público ferroviário em César de Souza não justifica os investimentos necessários para extensão dos trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em direção à região leste de Mogi. Ele argumentou que os usuários do Distrito significariam apenas 1% de toda a demanda da Linha 11-Coral, enquanto que a eventual expansão exigiria aumento de 25% da malha ferroviária. Fernandes não chegou a descartar totalmente o projeto e, em consolação, alegou que dentro de 10 anos César deverá ser beneficiado pelo projeto de implantação dos chamados trens regionais para fazer a ligação da Capital ao Interior do Estado.

Recentemente, o secretário vinha adotando uma postura bastante cautelosa ao responder aos questionamentos sobre a possível expansão dos trens até César, que é uma das maiores reivindicações da população mogiana na área dos Transportes. Ontem, porém, ele adotou postura bem mais austera e, após vistorias a obras de Suzano e Ferraz de Vasconcelos, deu declarações claras de que considera o projeto inviável. O secretário afirmou que a Linha-11 possui, atualmente, 40 quilômetros e uma demanda de 400 mil passageiros por dia.

Segundo ele, a projeção é de que os usuários cheguem a 600 mil a partir da implantação integral do Expresso Leste até Suzano, prevista para o final de 2012. Fernandes afirmou que para levar os trens até César seriam necessários mais 12 km de malha, contando os percursos de ida e volta, que representariam aumento de 25% em trilhos. Para o secretário, portanto, mesmo que se confirme a demanda de 12 mil passageiros por dia em César de Souza, o número não seria suficiente para justificar os investimentos.

"Justifica-se 25% a mais de comprimento para 12 mil pessoas? Eu acho que não, é lógico que não! Se eu tenho 600 mil passageiros para 40 km, e se para mais 12 km eu tiver 10 mil pessoas; eu vou dar 25% a mais de linha para 1% a mais de passageiros. Espera um pouco! Nós temos de pensar, temos de refletir! É por isso que eu não gosto de falar não, mas tem de ser uma luta contínua. É uma luta, eu respeito e nós temos de atentar para isso. Só estou ponderando o seguinte: eu quero que alguém dê uma justificativa; 25% de 600 mil são 150 mil. Então eu vou fazer algo para 150 mil que apenas 10 mil vão usar. É esta conta que vocês tem de aprender a fazer. É isso que eu quero que vocês pensem", disse o secretário à Imprensa, durante entrevista coletiva.

Fernandes também apontou uma série de outros entraves técnicos para a expansão dos trens até César de Souza. O secretário voltou a afirmar que o Estado não tem autorização da União para compartilhamento da linha, que a partir da estação Estudantes é explorada exclusivamente pela MRS Logística para transporte de cargas. Ele afirmou, ainda, que os investimentos para viabilização do projeto não se restringiriam apenas à adaptação dos trilhos. "É como colocar mais chuveiros em casa. Não basta instalar. Para chegar até lá, vamos precisar também de mais subestações, mais energia, mais trens. É uma série de investimentos", disse.

Depois de ter dado as declarações desfavoráveis à extensão da Linha 11, no final da visita a Suzano, Jurandir Fernandes afirmou que a região de César de Souza poderá ser beneficiada futuramente com a expansão da malha ferroviária até São José dos Campos, por meio da implantação do trem regional sentido Vale do Paraíba.

Fonte: Diário de Mogi das Cruzes
 

Transnordestina começa fechar contratos de cargas

05/08/2011 - Valor Econômico

Responsável pelo projeto da ferrovia Transnordestina, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) começou a fechar os primeiros contratos de transporte de cargas para a estrada de ferro de 1.728 quilômetros de extensão. Apesar de o início parcial das operações estar previsto somente para o fim do ano que vem, a empresa já assinou memorandos de entendimento para a movimentação de até 16 milhões de toneladas anuais de granéis líquidos, especialmente minério de ferro e gipsita.

Segundo apurou o Valor, o principal acordo foi fechado com o grupo Bemisa, braço minerador do Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. A empresa detém os direitos de exploração de uma vasta área no sudeste do Piauí, no entorno do município de Paulistana. A exploração da reserva, estimada em 1 bilhão de toneladas, só se tornou economicamente viável com a chegada da ferrovia, que passará pela região.

Trata-se do principal acordo firmado até agora pela Transnordestina Logística (TLSA), empresa controlada pela CSN. Contudo, já há também entendimentos com fabricantes de gesso da região de Araripina, em Pernambuco. Segundo Edison Pinto Coelho, diretor-executivo da TLSA, os memorandos, somados, preveem uma movimentação inicial de 2 milhões de toneladas por ano, podendo chegar a 16 milhões de toneladas anuais quando a ferrovia estiver operando a plena capacidade.

Ele explicou que o preço elevado do minério de ferro no mercado internacional tem encorajado a exploração do solo piauiense, que ainda não começou. "O cenário positivo incentivou e o mercado está se movimentando para ter essa opção logística. A surpresa positiva é que esse movimento está bem maior do que o estimado inicialmente", afirmou o executivo, que se disse impedido de revelar os nomes dos clientes.

Por meio de nota, a Bemisa informou apenas que sua produção no Piauí será iniciada em 2015, com 5 milhões de toneladas, atingindo o dobro deste volume dois anos mais tarde. Fundada em 2007, a empresa tem seus principais projetos em Mato Grosso (fosfato), Goiás (níquel), Bahia (minério de ferro) e Minas Gerais (minério de ferro).

Segundo Coelho, as perspectivas favoráveis de mercado acabaram promovendo o minério ao posto de carga mais significativa no portfólio da Transnordestina, superando a produção de grãos no cerrado do Piauí e do Maranhão, que cresce ano após ano. Além desses dois produtos, a estrada de ferro irá movimentar frutas, derivados de petróleo, fertilizante e álcool. A Transnordestina será capaz de movimentar até 30 milhões de toneladas por ano, volume que poderá ser dobrado com a instalação de pátios intermediários e novas locomotivas.

A projeção atual da TLSA aponta para novembro de 2012 o início das operações do trecho que ligará o município de Eliseu Martins (PI) ao porto de Suape (PE). Segundo o diretor da TLSA, o ramal está com 37% das obras concluídas, bem a frente da ligação entre Missão Velha (CE) e o porto de Pecém (CE), com apenas 2% de conclusão e obras praticamente paralisadas. A previsão de inauguração desse ramal varia entre abril e junho de 2013.

Além dos atrasos causados pela morosidade do processo de desapropriação, o trecho cearense sofre com a escassez de recursos. Segundo Coelho, a demora do governo federal em liberar os financiamentos adicionais, referentes ao reajuste no custo final da ferrovia, está atravancando as obras. Orçada em R$ 5,4 bilhões em 2008, a Transnordestina teve o custo atualizado para R$ 6,5 bilhões, especialmente em razão do custo maior de mão de obra e material.

Ocorre que o novo valor ainda não foi referendado pelo Ministério da Integração Nacional, o que impede que o repasse do montante correspondente ao reajuste. "Está em análise o aumento proporcional dos financiamentos, o que está impondo algumas dificuldades", diz o executivo.

Pela engenharia financeira definida, a CSN arcaria diretamente com 25% do custo total. O governo federal entraria com 18,2% em forma de participação direta no capital da TLSA. Os 56,8% restantes seriam financiados por BNDES (4,2%), Banco do Nordeste (3,3%) e Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (49,3%).

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O trem-bala é mesmo prioridade nacional?

ARTIGO

04/08/2011 - Por Carlos Lessa - Valor Econômico

Até o presente, não é disponível informação detalhada sobre o projeto do trem-bala. Não foi feito o projeto básico! Segundo as informações disponíveis, entre Rio de Janeiro e São Paulo o bala percorrerá 511 km e consumirá 93 minutos; terá a velocidade de 350 km/h e, saindo do Rio (Galeão ou Leopoldina?), deslocar-se-á para São Paulo (Guarulhos ou Cumbica?). Não está claro se será um bala parador (talvez as cidades de Barra Mansa, Volta Redonda, Resende, Aparecida do Norte e São José dos Campos venham a ser estações intermediárias). A demanda por passagens foi estimada em 32,6 milhões e a tarifa para o trajeto será de R$ 199 ou R$ 200.Em 1997, a obra foi estimada em R$ 7,6 bilhões. Em 2011, o Tribunal de Contas da União a estimou em R$ 33 bilhões, levemente abaixo da avaliação do BNDES (R$ 36 bilhões). As empreiteiras parecem haver avaliado o projeto entre R$ 45 bilhões a R$ 55 bilhões; se a decisão for transferida para 2012, custaria mais R$ 5 bilhões. Em dólares, estamos falando de um projeto cujos valores oscilam entre US$ 22 bilhões até quase US$ 40 bilhões. Para comparação, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) havia gasto, de janeiro de 2010 até o final do primeiro trimestre de 2011, R$ 20,4 bilhões, dos quais teriam sido desembolsados apenas R$ 3,6 bilhões, havendo restos a pagar de R$ 17 bilhões.

Já escrevi sobre minha perplexidade em relação à prioridade dada ao projeto do bala. Continuei perplexo até que, no dia 22 de julho, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o bala "é o transporte ideal" e que "é inviável o avião entre duas metrópoles distanciadas entre 500 km e 600 km". Citou o bala japonês, ligando Tóquio a Osaka, como evidência inquestionável e explicitou duas consequências previsíveis da execução do projeto: em primeiro lugar, falou que haveria uma "desconcentração" (?) entre Rio e São Paulo ao longo do eixo ferroviário; em segundo lugar, sublinhou que o bala iria "criar uma valorização imobiliária ao longo do trajeto".

O que a presidente não disse é que o Japão tem a melhor rede logística do planeta. Lá, é espetacular o sistema integrado de transporte de mercadorias e as pessoas que acessam ao bala se deslocam pelas magníficas redes metroviárias de Tóquio e Osaka.

Não há comparação entre a prioridade do transporte nas cidades e o projeto ligando Rio-São Paulo

O Brasil tem uma péssima logística, que faz repousar o transporte interurbano de mercadorias basicamente na modalidade rodoviária e o deslocamento de passageiros urbanos sofre a insuficiência dos sistemas públicos de transporte. Nos EUA, o sistema logístico - considerado antiquado e insuficiente pelo presidente Obama - consome 8,9% do Produto Interno Bruto (PIB) americano; no Brasil, um cálculo otimista utilizando os critérios daquele país estimou em 13% a 14% o custo logístico brasileiro. A diferença está embutida nos fretes elevados do pão nosso de cada dia. O tempo de deslocamento residência-trabalho-residência, na cidade do Rio, compromete em média duas horas do cidadão carioca.

Dada a intensidade com que cresce a frota de veículos automotores (9% ao ano na última década), é previsível que a situação continue a se deteriorar e o morador do Rio, São Paulo e demais metrópoles e cidades de porte médio seja cada vez mais, pela insuficiência da logística, desapropriado do tempo de existir, esvaído no deslocamento pela rede urbana.

No Japão, o bala é um complemento; no Brasil, seria um luxo a serviço de uma pequena fração da população. Foi estimado que, com os recursos do bala brasileiro seria possível construir mais de 100 km de metrôs nas grandes cidades. Com uma fração do bala, poderíamos metrovializar os eixos ferroviárias das antigas Central e Leopoldina, que servem a mais de 60% da população do Rio. Não há comparação possível entre a prioridade social da melhoria do transporte coletivo metropolitano em relação ao bala.

Duvido que seja mais conveniente o deslocamento ferroviário em relação ao aéreo, em termos de custo e tempo de viagem. No futuro, se o bala for implantado, será terrível acessar ao embarque e desembarque ferroviário. Após o deleite do bala, o passageiro voltará a mergulhar no caos urbano.

A presidente Dilma falou de "desconcentração" ao longo do eixo ferroviário. Não creio que estivesse pensando em transporte de mercadoria pelo bala. Não creio que nenhum paulista ou carioca se deslocará, devido ao bala, para uma estação de parada. Se obtiver emprego em qualquer cidade do Vale do Paraíba, certamente poupará R$ 199 por dia morando naquela cidade. A multiplicação de empregos depende da dinâmica macroeconômica do país e de variáveis microeconômicas locacionais outras que não o luxo do bala.

Minha surpresa maior consistiu na defesa da valorização imobiliária. Qualquer política habitacional e de desenvolvimento exige terrenos edificáveis, com boa infraestrutura e ao menor custo possível. Uma das vantagens estratégicas do transporte coletivo metroviário é ampliar a oferta de terrenos mais baratos que permitam um tempo de deslocamento civilizado e existencialmente agradável. Concordo que, nas estações, haverá uma valorização imobiliária. Não sabia que esse é um objetivo da política de desenvolvimento nacional.

No Japão, nos terminais do bala estão instalados shoppings, o que reduz o tempo de abastecimento do usuário que, com sua compra, se desloca para o metrô. É difícil imaginar o passageiro do eixo Rio-São Paulo, quer no avião quer no projetado bala, fazendo compras domésticas.

Não sei como foi gestada a ideia do bala. Talvez seja para que os visitantes estrangeiros, quando da Copa do Mundo e da Olimpíada, digam que o Brasil é um país prodigioso, pois tem o bala.

A czarina Catarina II, quando se deslocava, passava por aldeias que eram previamente enfeitadas e pintadas para sua alegria visual. Talvez estejamos repetindo um gesto de baixíssima prioridade num país que tem 12% da oferta de água do planeta e apenas 4% da água dos rios que abastecem as metrópoles é de ótima qualidade. Nas periferias da grandes cidades é onde a água é de pior qualidade. Para ficar no eixo do trem-bala, o Rio Paraíba está degradado e poluído.

Carlos Francisco Theodoro Machado Ribeiro de Lessa é professor emérito de economia brasileira e ex-reitor da UFRJ. Foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES; escreve mensalmente às quartas-feiras.

Ministério incluirá ferrovias do Pantanal e Ferroeste no PAC

04/08/2011 - MS Noticias

A Ferrovia do Pantanal é um ramal da ferrovia Norte-Sul, que vai entrar no Estado pela ponte rodoferroviária de Aparecida do Taboado

O Ministério dos Transportes vai incluir na revisão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) os projetos de construção das ferrovias do Pantanal e Ferroeste. O ministro dos Transportes, Paulo Passos, afirmou na tarde de ontem (03/08) ao governador André Puccinelli (PMDB) e aos integrantes da bancada federal que vai apresentar a proposta à presidenta Dilma Rousseff no próximo mês.

A Ferrovia do Pantanal é um ramal da ferrovia Norte-Sul, que vai entrar no Estado pela ponte rodoferroviária de Aparecida do Taboado. De acordo com o projeto existente, este ramal começa no município de Estrela d’Oeste, no estado de São Paulo, e segue até Porto Murtinho, passando por Brasilândia, Bataguassu, Nova Andradina, Maracaju e Dourados. Ao todo serão 750 quilômetros de linha férrea, denominada Ferrovia do Pantanal EF-267.

O projeto da Ferroeste interliga o porto de Paranaguá ao Estado, passando pelos municípios de Cascavel, no estado do Paraná, Mundo Novo, Dourados e Maracaju, em Mato Grosso do Sul. De Dourados até Cascavel a extensão é de 350 quilômetros. De acordo com o Puccinelli, a Ferroeste possibilita usar um porto desafogado no Estado do Paraná. Após Puccinelli explicar a importância destas malhas ferroviárias, Passos enfatizou que existe a possibilidade da obra entrar no PAC, para tanto vai apresentar o projeto à Dilma Rousseff no próximo mês, quando será feita a reformulação do programa.

Segundo Puccinelli, a interligação vai possibilitar redução no valor do frete para escoar a produção agropecuária do Estado, bem como aumentar a velocidade de deslocamentos das composições, dos atuais 30 quilômetros por hora para 100 quilômetros com a colocação de bitola mais larga (de 1,6 metros de largura) na malha existente que usa bitola estreita (de um metro).

Da reunião com o ministro participaram os senadores Waldemir Moka (PMDB) e Antonio Russo (PR), e os deputados federais Giroto (PR), Marçal Filho (PMDB), Geraldo Resende (PMDB), o secretário de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac), Carlos Alberto Negreiros Said de Menezes; e o sub-secretário de Representação do Estado de Mato Grosso do Sul no Distrito Federal, Luiz Fernando dos Santos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ferrovia para o desenvolvimento do oeste catarinense

03/08/2011 -

O investimento para a execução de ferrovias da Ferrosul gira em torno de R$ 9 bilhões

Os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, reunidos por meio do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul), criaram a Ferrosul (Ferrovia da Integração do Sul S/A), uma empresa pública que tem o objetivo de planejar, construir e operar ferrovias e sistemas logísticos na região.

A partir das resoluções 1.042/2009 e 1.062/2010 do Codesul e, conforme previsto nos compromissos firmados entre os quatro estados, as leis estaduais foram e estão sendo propostas pelos executivos às Assembleias estaduais com a finalidade de criar condições jurídicas e institucionais para o início do funcionamento da Ferrosul.

Os compromissos firmados entre os estados citados para criação da Ferrosul atendem as demandas de um amplo movimento regional e sul-americano que une produtores, trabalhadores, empresários, regiões e políticos dos quatro estados.

Seminário

A economista, ex-diretora de estudos e projetos do Ministério dos Transportes e doutoranda em políticas públicas e formação humana, Ceci Juruá, esteve presente no seminário. Ela destacou que a soberania e o transporte ferroviário no Brasil sofreram um retrocesso. “Além de não dar continuidade ao projeto, nos anos 90 entregaram o sistema ferroviário ao estrangeiro, ou seja, à deterioração”, ressalta.

Em uma avalição sobre o transporte ferroviário no Brasil, o ex-presidente da Ferroeste no Paraná e um dos maiores especialistas em ferrovias do país, Samuel Gomes, diz que a situação é grave. Segundo ele, se apurados os critérios, atualmente há de seis a oito mil quilômetros de ferrovias em operação no Brasil.

“Em 1997, quando iniciou a privatização das linhas antes operadas pela RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A.) tínhamos mais de 28 mil quilômetros de ferrovias, com diversos níveis de produtividade e de operação. Hoje, segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), seria dez mil quilômetros em operação, o que não é verdade”, diz.

Investimentos

O especialista explica que o investimento para a execução de ferrovias da Ferrosul gira em torno de R$ 9 bilhões. “Mas com a participação do Exército, o custo será menor. Em todo caso, é uma ninharia se comparado com o que gerará de frutos na produção de riquezas, desenvolvimento do interior, consolidação da integração nacional, criação de cadeias de agregação de valor e manutenção das que já existem e que sobrevivem com dificuldades cada vez maiores, como é o caso do oeste de Santa Catarina, onde o milho é importado do Mato Grosso a R$ 29,00, sendo que R$ 15,00 é o custo do frete rodoviário”, relata.

Fonte: Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina
 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Só o projeto do trem-bala custa R$ 1 milhão por km

01/08/2011 - Valor Econômico

Depois do fracasso dos leilões, o governo resolveu dividir a concessão do TAV em duas etapas

Por André Borges 

O governo vai investir R$ 540 milhões dos cofres públicos na elaboração do projeto executivo para a construção do trem-bala. Esse aporte, equivalente a R$ 1 milhão por quilômetro da ferrovia, será feito por meio da Etav, estatal vinculada ao Ministério dos Transportes, criada para ser o braço do governo no consórcio do trem de alta velocidade (TAV).

A elaboração desse estudo complexo, o qual vai demorar mais de um ano para ser concluído, tem a missão de detalhar tudo o que estiver direta e indiretamente relacionado à obra, evitando, assim, falhas de informação.

Com essa mudança drástica no projeto do trem-bala, o governo quer atacar o problema central que por três vezes frustrou sua expectativa de colocar o projeto de pé. As empresas sempre tiveram interesse na obra, mas a baixa confiança nas projeções de custo e demanda apresentadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) esvaziou qualquer disposição em bancar a obra. A distância entre o custo estimado pelo governo (R$ 34 bilhões) e o avaliado pelas empreiteiras chegou a alcançar 90% a 100%, uma situação que resultou da falta de consistência de informações do projeto básico que a ANTT tinha em mãos. Desta vez, quando o projeto executivo estiver pronto, o governo quer ter a garantia de que essa discrepância não ultrapassará a margem de 10%.

O projeto executivo, figura prevista na lei das licitações, é um relatório que carrega o conjunto de informações suficientes para viabilizar a execução total de uma obra. Custa caro, porque sua elaboração exige desde intensos estudos em campo para coleta de informações, até definições técnicas de peças de engenharia e preços para todas as etapas do empreendimento.

O superintendente-executivo da ANTT, Helio Mauro França, é sucinto ao explicar por que o governo decidiu não exigir que os consórcios interessados em concorrer pela operação do TAV entregassem, logo de cara, um projeto executivo da obra. "Quem iria injetar mais de R$ 500 milhões em um estudo detalhado como esse sem saber se vai ganhar o leilão? Não tem jeito, o governo tem que assumir esse custo", disse ao Valor.

Depois do fracasso dos leilões, o governo resolveu dividir a concessão do TAV em duas etapas, separando empresas de tecnologia e operação daquelas que serão responsáveis pela construção civil.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Governo mantém obras em 3,5 mil km de ferrovias

01/08/2011 - Ministerio dos Transportes

Dados do primeiro balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, divulgado nesta sexta-feira (29) pelo governo federal, revelam que 3,5 mil quilômetros de obras em ferrovias estão em andamento. Entre as ações significativas do Ministério dos Transportes estão as Ferrovias Norte-Sul,  Transnordestina, Oeste-Leste e o Trem de Alta Velocidade.

Na Norte-Sul, maior empreendimento da pasta, está prevista a construção de 1,5 mil km de ferrovia, interligando as cidades de Palmas (TO) e Estrela d’Oeste (SP). No trecho de 230 km compreendido entre Uruaçu e Anápolis (GO), já foram executados 93% da obra, que deve ser concluída ainda este ano. No ramal que liga as cidades de Palmas e Uruaçu, 79% das obras já foram realizadas. Estima-se que, em 2012, o trecho esteja finalizado. No total, foram gastos R$ 3,16 bilhões no Trecho Sul da Ferrovia.  

O balanço aponta, ainda, que já foram investidos R$ 2 bilhões na ferrovia Transnordestina - uma obra de 1,7 mil km que vai contemplar a região Nordeste do país. A previsão é de que ainda seja investido o montante de R$ 3,24 bilhões; e a obra, concluída em 2013.

Quanto à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, destacou que já está em construção 530 km de ferrovia, a partir do litoral baiano, nas proximidades de Ilhéus (BA). “O ramal alcançará uma importante província mineral de Caetité”, apontou. Apesar das pendências relacionadas às condicionantes ambientais, Passos informou que a obra - com 1.022 km - estará concluída em 2014.

TREM DE ALTA VELOCIDADE

O diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, anunciou que o governo apresentará, até 30 de agosto de 2011, um novo programa de concessão para o Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará as cidades de Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. Para tornar o projeto mais competitivo,  uma nova modelagem será elaborada em duas fases.

A primeira – exploração de serviços de transportes –  licitará operação, tecnologia e manutenção do sistema.  Segundo Figueiredo, há seis grandes grupos interessados nessa etapa. A segunda – exploração de atividades – decidirá qual concessionária vai implantar infraestrutura. A vencedora, porém, deverá seguir as diretrizes do governo.

Ainda segundo Figueiredo, no final de agosto de 2011, serão realizadas rodadas de discussão para os interessados. Em setembro, audiência pública do edital e contrato – o qual será publicado em 30 de novembro deste ano. Por fim, ele garantiu que, apesar de ainda não haver data precisa, o leilão ocorrerá no primeiro semestre de 2012.    

Assessoria de Comunicação
Ministério dos Transportes
Tel: (61) 2029-7038/7039