sábado, 29 de outubro de 2011

Brasil desenvolve trem que levita sobre os trilhos

25/10/2011 - Portal ODM

O Instituto Nacional de Tecnologia, no Rio de Janeiro, iniciou, em 2009, o processo de fabricação do primeiro protótipo do trem urbano de levitação magnética, o Maglev Cobra. O trem é projetado especificamente para o transporte urbano, podendo trafegar até 70 km/h com um diferencial de estar sempre levitando, seja parado ou em movimento.

O Maglev Cobra está sendo desenvolvido há cerca de 10 anos pelo Coppe/UFRJ. O Maglev é propulsionado por forças magnéticas atrativas e repulsivas, ativadas através de supercondutores. Com quatro módulos autopropulsores, o veículo terá capacidade total para 28 pessoas e flutuará a uma velocidade máxima de 30 km/h.

O desenhista industrial Álvaro Guimarães, responsável pelo projeto, explica que a carroceria desta é em compósito de fibra de vidro e resina de poliéster. Depois dos testes, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, o governo do Estado do Rio de Janeiro planeja construir uma via expressa ligando os aeroportos Antonio Carlos Jobim e Santos Dumont utilizando o trem magnético.

Aproveitamento dos trilhos

Além da vantagem de não poluir o ambiente, o veículo poderá aproveitar trajetos de vias férreas e do metrô já construídas, aproveitando o espaço entre os trilhos. Alguns países como China e Coreia já utilizam tecnologias semelhantes, mas são trens para grandes distâncias e só levitam quando atingem altas velocidades [saiba mais].

A tecnologia que está sendo desenvolvida para o Maglev Cobra é especificamente para o transporte urbano, podendo trafegar até 70 km/h com um diferencial de estar sempre levitando, seja parado ou em movimento.

Duplicação da EFC tem efeitos em cadeia no PA e MA

28/10/2011 - Valor Econômico

A duplicação do sistema norte de Carajás, um projeto que inclui a Estrada de Ferro de Carajás e o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, é um dos trunfos da Vale para aumentar as exportações de minério de ferro. Os investimentos em logística vão permitir que o transporte do produto passe das atuais 130 milhões para 230 milhões de toneladas por ano. A expectativa é que a duplicação, considerada um dos projetos estruturantes para o desenvolvimento do Brasil, gere efeitos em cadeia para a economia do Pará e do Maranhão.

Mas há problemas. Reivindicações de comunidades remanescentes de quilombos no Maranhão, que já são cortadas pela ferrovia, conseguiram fazer com que a Justiça bloqueasse um trecho da obra e determinasse a negociação entre a Vale e os moradores. O prazo para um acordo é de 90 dias, mas a aposta da empresa é que não haverá atraso no projeto. "Só nas obras da ferrovia, do porto e da retroárea a expectativa é que sejam gerados 23 mil empregos diretos e outros mil, que deverão ser criados depois para a operação do sistema", diz Selbe Meireles, líder sênior de projetos da Vale.

O projeto de duplicação da Estrada de Ferro de Carajás prevê a implantação de 625 km de novas linhas férreas, a remodelação de 224 km de linhas existentes, com a substituição de trilhos e dormentes de madeira por outros de concreto, além de 46 pontes ferroviárias, viadutos e passarelas.

O Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão, ganhará mais de 120 km de trilhos. O ramal do Sudeste do Pará, que vai interligar à mina de Canaã dos Carajás, outros 100 km de extensão. Os investimentos chegam a US$ 2,9 bilhões. Só este ano há previsão do aporte de US$ 1,289 bilhão.

As obras começaram em março. O primeiro trecho prevê a duplicação de 51 km. Hoje, 2.700 operários de construtoras trabalham nessa primeira frente, em obras principalmente de terraplenagem, drenagem e construção de obras de arte especiais.

Depois, começam a ser colocadas brita, dormentes e trilhos. Os trechos receberam a liberação do Ibama em dezembro. A Vale realiza agora estudos complementares para a liberação ambiental dos demais trechos da obra.

A previsão é que a primeira etapa do CLN 150, que prevê 115 km de duplicação da ferrovia, mais 120 km do terminal da Ponta da Madeira, o Píer 4, dois viradores de vagões e equipamentos de recuperação e estocagem de minério na retroárea do porto, esteja concluída até 2013.

"As obras estão no ritmo esperado", afirma Selbe Meireles.

Em setembro, uma decisão judicial determinou a restrição de execução de 2,4 km do projeto por causa de uma ação civil pública do Ministério Público do Maranhão que contesta a licença ambiental do Ibama. A ação do MP levanta a possibilidade de prejuízo a comunidades quilombolas em Itapecuru-Mirim, a 114 km de São Luiz.

Moradores de Santa Rosa dos Pretos e Monge Belo alegam que as obras começaram sem ações compensatórias satisfatórias por parte da Vale. Eles reclamam dos problemas de travessia da ferrovia, aterramento de igarapés, morte de animais e prejuízos à produção agrícola, saúde e educação. A Justiça determinou a realização de reuniões de ajustes do projeto aos interesses da empresa e da comunidade.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Transnordestina irá avançar 2,5km por dia

28/10/2011 - Valor Econômico

A Transnordestina começa a avançar ao ritmo de 2,5 km por dia a partir do dia 1º. Até agora, a expansão diária era de 1 km, com os 10 mil operários parando apenas entre 3h30 e 6h20, para manutenção das máquinas. A aceleração será possível porque seis locomotivas se juntarão às duas já em operação no transporte dos trilhos e dormentes de concreto, de 380 quilos cada um. E é mais que bem-vinda, pois, concluída, a ferrovia levará ainda mais empregos e melhoria à economia da região que abrange.

Até o fim de 2013 deve estar concluída a linha que ligará Eliseu Martins, no Piauí, onde se descobriu mina de ferro com reserva estimada em 2,97 bilhões de toneladas, ao Porto de Suape, em Pernambuco. Já o trecho entre o município pernambucano de Salgueiro e o Porto de Pecém, no Ceará, ficará pronto em 2014.

O projeto inicial previa a entrega total da obra até o fim de 2013, mas houve gargalo na desapropriação de terras no Ceará, afirma Tufi Daher Filho, diretor presidente da Transnordestina Logística. Por outro lado, mais de 200 km foram liberados para a implantação dos trilhos. E, do total a ser desapropriado, a Justiça concedeu imissão de posse, última etapa do processo, para outros 240 km.

Concluída, a nova Transnordestina terá 1.728 km e dará à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) autossuficiência no transporte de mais de 30 milhões de toneladas de carga por ano no Brasil em 2025 - podendo chegar a 50 milhões com a duplicação dos pátios. A atual ferrovia, que sai de São Luiz, passa por Teresina, Fortaleza, atravessa a região do Cariri e cruza a Paraíba até chegar a Suape leva 2 milhões de toneladas/ano; em 2014 a capacidade será de 3,1 milhões de toneladas/ano.

A estrada de ferro trará crescimento econômico à região do Cariri, acredita o prefeito de Missão Velha, Washington Luiz Macedo Fechine, do PSB. A cidade cearense, de 35 mil habitantes e economia centrada na agricultura e no comércio, será o ponto de entroncamento da ferrovia para Suape e Pecém. As obras já atraíram 3 mil novos moradores. A expectativa agora é de que traga indústrias. Para Daher, o empreendimento quebra um binômio negativo do Nordeste: as empresas não se instalavam na região por falta de logística adequada e não se criava a logística porque não havia empresa disposta a vir para cá.

Também a oferta de empregos evoluiu. Estudo do Banco do Nordeste mostra que a ferrovia gerará em toda a cadeia 500 mil empregos, informa o executivo. Dez mil vagas foram criadas na fase inicial. Mais de 60% dos operários são locais; e 8% são mulheres. Além disso, 4 mil pessoas sem perspectiva de disputar o mercado estão sendo formadas pelo projeto Acreditar, da CSN, para atuar na ferrovia.

A preocupação agora é com a qualificação da mão de obra, ressalta Ana Neide de Barros, secretária de Planejamento e Meio Ambiente de Salgueiro. A 518 km do Recife, a cidade tem o 7º maior PIB do sertão pernambucano, e só agora - com as obras de transposição do Rio São Francisco e da Transnordestina - recebe projetos grandiosos de infraestrutura, de geração de emprego para o 56.641 moradores e a primeira fábrica de montagem de computadores do Nordeste. A ferrovia põe Salgueiro na rota do desenvolvimento, diz ela.
No município, foi montado canteiro com três grandes indústrias para atender a obra: a maior fábrica de dormentes de concreto em operação no mundo, que produz 4.800 peças/ dia; estaleiro de solda de trilho e usina de britagem com capacidade para 4.500 m3 por dia - cerca de 225 caminhões basculantes e mais do que a produção anual das 40 maiores pedreiras paulistas.

O orçamento da obra, de 2008, é de R$ 5,422 bilhões. São R$ 3,1 bilhões em empréstimos - R$ 2,7 bilhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), R$ 225 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e 180 milhões do Banco do Nordeste - e R$ 2,3 bilhões de equity funding - R$ 1,3 bilhão da CSN, R$ 823 milhões do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor) e R$ 164 milhões da Valec. O custo por km, de cerca de R$ 2,9 milhões, é o menor para ferrovia com este padrão classe mundial de implantação no mundo, atesta Daher.

Marchetti acredita que o marco regulatório do setor poderá fazer a separação entre a infraestrutura, que contempla a construção e manutenção, e a operação da via. Isso já poderia ocorrer na malha que está sendo construída pela estatal Valec, que está sendo bancada por recursos públicos. Nesse contexto, pode haver a possibilidade de múltiplos operadores pagarem o direito de passagem pela via pública. Mas esse desenho regulatório ainda não está montado.

Segundo Marchetti, para o modal ganhar mais espaço na movimentação de cargas, será preciso aumentar a velocidade comercial dos trens e melhorar o acesso aos portos. Há cinco anos, o BNDES oferece uma linha de crédito, em condições favoráveis como juros mais baixos, para superação desses obstáculos que envolvem principalmente a passagem dos trens perto de zonas urbanas. Essa linha já foi mais demandada no início, mas a procura tem sido inibida por conta de uma zona cinzenta, já que existem incertezas se esse investimento é da União ou da concessionária privada, comenta.

No setor de transporte de passageiros sobre trilhos, os recursos vêm do BNDES, orçamento da União, organismos internacionais multilaterais e de eventuais parcerias público-privadas (PPP). O governo federal anunciou recentemente a liberação de recursos para a construção do metrô de Porto Alegre e de Curitiba. Na capital paranaense, o governo federal vai investir R$ 1,75 bilhão para a construção de 14 km do metrô - quase 80% dos recursos necessários para execução da obra - R$ 1 bilhão diretamente do orçamento a fundo perdido, e R$ 750 milhões financiados ao Estado e à prefeitura com juros baixos. Na capital gaúcha, o governo federal também vai investir R$ 1,75 bilhão - R$ 1 bilhão a fundo perdido e R$ 750 milhões financiados -, totalizando dois terços dos recursos necessários à execução do metrô de Porto Alegre.

Organismos multilaterais são outra fonte de recursos para projetos de mobilidade urbana. Em junho, o governo fluminense assinou termo de compromisso com a Agência Francesa do Desenvolvimento (AFD) que poderá representar assinatura de contrato de financiamento de € 500 milhões para a construção da linha 4 do metrô da capital, entre Ipanema e Barra da Tijuca, projeto que deve ficar pronto até 2016.

As PPPs são outro caminho. O governo paulista foi o primeiro a dar um passo nessa direção, com a concessão à iniciativa privada da linha 4 do Metrô, que interliga a zona oeste ao centro da capital. O Estado agora desenvolve estudos para construir um trem regional entre São Paulo e Santos, projeto que poderá ser feito por uma PPP, diz Edson Aparecido, secretário de Desenvolvimento Metropolitano de São Paulo.

Transnordestina ganha impulso

28/10/2011 - Valor Econômico

Até o fim de 2013 deve estar concluída a linha que ligará Eliseu Martins, no Piauí

A Transnordestina começa a avançar ao ritmo de 2,5 km por dia a partir do dia 1º. Até agora, a expansão diária era de 1 km, com os 10 mil operários parando apenas entre 3h30 e 6h20, para manutenção das máquinas. A aceleração será possível porque seis locomotivas se juntarão às duas já em operação no transporte dos trilhos e dormentes de concreto, de 380 quilos cada um. E é mais que bem-vinda, pois, concluída, a ferrovia levará ainda mais empregos e melhoria à economia da região que abrange.

Até o fim de 2013 deve estar concluída a linha que ligará Eliseu Martins, no Piauí, onde se descobriu mina de ferro com reserva estimada em 2,97 bilhões de toneladas, ao Porto de Suape, em Pernambuco. Já o trecho entre o município pernambucano de Salgueiro e o Porto de Pecém, no Ceará, ficará pronto em 2014.

"O projeto inicial previa a entrega total da obra até o fim de 2013, mas houve gargalo na desapropriação de terras no Ceará", afirma Tufi Daher Filho, diretor presidente da Transnordestina Logística. Por outro lado, mais de 200 km foram liberados para a implantação dos trilhos. E, do total a ser desapropriado, a Justiça concedeu imissão de posse, última etapa do processo, para outros 240 km.

Concluída, a nova Transnordestina terá 1.728 km e dará à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) autossuficiência no transporte de mais de 30 milhões de toneladas de carga por ano no Brasil em 2025 - podendo chegar a 50 milhões com a duplicação dos pátios. A atual ferrovia, que sai de São Luiz, passa por Teresina, Fortaleza, atravessa a região do Cariri e cruza a Paraíba até chegar a Suape leva 2 milhões de toneladas/ano; em 2014 a capacidade será de 3,1 milhões de toneladas/ano.

A estrada de ferro trará crescimento econômico à região do Cariri, acredita o prefeito de Missão Velha, Washington Luiz Macedo Fechine, do PSB. A cidade cearense, de 35 mil habitantes e economia centrada na agricultura e no comércio, será o ponto de entroncamento da ferrovia para Suape e Pecém. "As obras já atraíram 3 mil novos moradores. A expectativa agora é de que traga indústrias." Para Daher, o empreendimento quebra um binômio negativo do Nordeste: as empresas não se instalavam na região por falta de logística adequada e não se criava a logística porque não havia empresa disposta a vir para cá.

Também a oferta de empregos evoluiu. "Estudo do Banco do Nordeste mostra que a ferrovia gerará em toda a cadeia 500 mil empregos", informa o executivo. Dez mil vagas foram criadas na fase inicial. Mais de 60% dos operários são locais; e 8% são mulheres. Além disso, 4 mil pessoas sem perspectiva de disputar o mercado estão sendo formadas pelo projeto Acreditar, da CSN, para atuar na ferrovia.

"A preocupação agora é com a qualificação da mão de obra", ressalta Ana Neide de Barros, secretária de Planejamento e Meio Ambiente de Salgueiro. A 518 km do Recife, a cidade tem o 7º maior PIB do sertão pernambucano, e só agora - com as obras de transposição do Rio São Francisco e da Transnordestina - recebe projetos grandiosos de infraestrutura, de geração de emprego para o 56.641 moradores e a primeira fábrica de montagem de computadores do Nordeste. "A ferrovia põe Salgueiro na rota do desenvolvimento", diz ela.

No município, foi montado canteiro com três grandes indústrias para atender a obra: a maior fábrica de dormentes de concreto em operação no mundo, que produz 4.800 peças/ dia; estaleiro de solda de trilho e usina de britagem com capacidade para 4.500 m3 por dia - cerca de 225 caminhões basculantes e mais do que a produção anual das 40 maiores pedreiras paulistas.

O orçamento da obra, de 2008, é de R$ 5,422 bilhões. São R$ 3,1 bilhões em empréstimos - R$ 2,7 bilhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), R$ 225 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e 180 milhões do Banco do Nordeste - e R$ 2,3 bilhões de equity funding - R$ 1,3 bilhão da CSN, R$ 823 milhões do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor) e R$ 164 milhões da Valec. O custo por km, de cerca de R$ 2,9 milhões, é o menor para ferrovia com este padrão classe mundial de implantação no mundo", atesta Daher.

Com licença do Ibama, Oeste-Leste pode avançar

28/10/2011 - Valor Econômico

O primeiro trecho entre Ilhéus e Caetité - com 537 km - será concluído apenas em 2013

A Ferrovia Integração Oeste-Leste (Fiol), que ligará Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO), precisa vencer uma série de barreiras para percorrer seus planejados 1.527 km e transformar-se no eixo ferroviário horizontal do país. A nova linha férrea, que interligará o Porto Sul, a ser construído na Ponta de Tulha - ao Norte de Ilhéus -, sofreu vários atrasos.

O primeiro trecho entre Ilhéus e Caetité - com 537 km - será concluído apenas em 2013, quando a previsão era para o final de 2012. Um entrave partiu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que exigiu uma mudança no traçado da ferrovia no trecho Caetité-Oeste Baiano. A alegação do Instituto é que a linha atual passa por cavernas nos municípios de Barreiras, São Félix do Coribe, Santa Maria da Vitória e São Desidério.

Mas a questão foi superada e as obras podem avançar. "A Valec já está com uma estrutura montada que permitirá cumprir as exigências feitas pelo Ibama", afirma Mauro Ramos, superintendente comercial da Valec Engenharia Construções e Ferrovias S.A.. Com isso, as obras de construção da ferrovia foram retomadas e o Ibama realizará duas verificações em dois meses. A linha está orçada em de R$ 7,43 bilhões e contará com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).O trecho Caetité-Oeste Baiano está dividido em quatro lotes. O quarto e último lote é específico para a construção de uma ponte de três km sobre o rio São Francisco. "As especificações para a construção dessa ponte são bem mais rigorosas", afirma Neville Chamberlain Barbosa da Silva, superintendente de Construções da Fiol.

A Fiol terá capacidade para transportar 70 milhões de toneladas de carga. "O primeiro trecho Ilhéus- Caetité irá atender o transporte de minérios e deverá ser concluído no final de 2013", diz Silva. O segundo, entre Caetité e Barreiras (no Oeste baiano), as obras só não começaram por falta de licença ambiental. "A previsão é de que as obras sejam iniciadas até o final do ano", diz Silva. O terceiro trecho, de Barreiras a Figueirópolis, ainda está em fase de projeto executivo, devendo sair do papel entre 2013 e 2014.

Em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano, será construído um porto seco para que os grãos do oeste possam seguir pela ferrovia. Esse terminal deve ficar pronto no final de 2014, proporcionando uma economia expressiva no custo do frete para os agricultores da região. Hoje, os produtores gastam cerca de R$ 100,00 para transportar uma tonelada de grãos por rodovia até o litoral baiano. Com a estrada de ferro, o gasto com frete cairá para cerca de R$ 20,00 por tonelada.

A previsão da Valec é de que em meados de 2012 os primeiros trilhos da ferrovia já estejam colocados. Para Neville Barbosa, da Fiol, "trata-se de uma ferrovia sofisticada, de primeiro mundo, do padrão da Norte-Sul e da Estrada de Ferro Carajás, compatível com a malha de carga existente nos Estados Unidos, na Austrália e no Canadá". Ele observa que haverá uma "mudança de paradigma no modelo operacional do Brasil que é Norte-Sul. Vamos criar um grande potencial no sentido Oeste-Leste", diz.

Ferrovia Norte-Sul custará R$ 20 bilhões

28/10/2011 - Valor Econômico

Iniciada nos anos 1980, construída aos pedaços e emendada a vários outros ramais ao longo do país, a Ferrovia Norte-Sul consumirá R$ 20 bilhões e mais sete anos se mantiver seu propósito de ligar as duas pontas do país.

Serão 4.576 km de ferrovia ligando Pará ao Rio Grande do Sul. Hoje, os vários trechos da ferrovia estão em diferentes estágios. São 719 km em operação e outros 855 km que estarão prontos no início do próximo ano. Um terceiro trecho está em fase de Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e outro acabou de sair do papel.

O trecho de 855 km que ligará Palmas, em Tocantins (TO), a Anápolis, em Goiás (GO), deverá entrar em operação em fevereiro de 2012. As obras para a construção dos 681 km do trajeto que compreende Ouro Verde (GO) e Estrela D'Oeste (SP) já foram iniciadas e o prazo de finalização está marcado para julho de 2014. Se tudo correr dentro do previsto, em dois anos deverá ter início a obra do trecho que ligará Açailândia (MA) a Belém, no Pará, em uma extensão de 490 km.

Esse último trecho está na fase de EVTEA, cuja finalização está prevista para 2012. A obra deverá ser iniciada dentro de dois anos, estima Mauro R. Ramos, superintendente comercial da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes e que detém a concessão para construção e operação da ferrovia.

Os investimentos, até agora orçados em R$ 7,8 bilhões - dos quais R$ 4,95 bilhões já foram absorvidos - resultarão em 2.735 km. Mas o projeto não para aí. Ainda em fase embrionária, a Valec já fala em licitação para contratação do EVTEA para a construção de mais 1.620 km que ligarão o trecho de Panorama (SP) ao Rio Grande do Sul.

Se o governo mantiver o ritmo atual de investimento, as duas regiões do país estarão interligadas em cinco a sete anos, com toda malha ferroviária Norte-Sul pronta. Seriam 4.576 km de ferrovia com investimentos que podem chegar a R$ 20 bilhões. Sua conclusão diminuirá o Custo Brasil, diz Ramos. Pelas suas contas, o transporte de uma tonelada de soja em caminhão, do Mato Grosso até o Porto de Paranaguá, implica um gasto de US$ 67,00. A mesma carga via ferrovia custaria a metade.

A capacidade de carga da Norte Sul é de 110 milhões de toneladas/ano, o suficiente para atender a demanda, afirma. Hoje, afirma Ramos, no trecho entre Belém e Brasília trafegam cerca de 4,5 mil caminhões diariamente.

Outros pontos positivos citados por Ramos referem-se aos altos investimentos feitos pelas indústrias no entorno da ferrovia gerando novos postos de trabalho. A Suzano Celulose investiu R$ 3,5 bilhões em uma nova planta em Imperatriz (MA), gerando mais de 10 mil empregos diretos e indiretos. Em Guaraí (TO), a Bunge investiu R$ 1,5 bilhão em uma usina de álcool. São investimentos por causa da ferrovia, reforça. Segundo ele, a tendência é de que os empreendimentos prosperem região. Os investimentos estão crescendo porque há um modal para escoar a produção, o que não tinha antes, conclui Ramos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ferronorte deve escoar commodities do MT em 2015

26/10/2011 - Olhar Direto

Cerca de 60% das exportações de commodities de Mato Grosso serão escoadas pela ferrovia em 2015, aposta a América Latina Logística (ALL) empresa concessionária e responsável pelas obras da Ferronorte.

O Terminal Ferroviário de Rondonópolis, que deve ser chegar à cidade em dezembro de 2012, terá capacidade para transportar 120 toneladas por vagão do trem, o equivalente a quatro caminhões bitrens. Ao todo, o trem puxará 120 vagões.

Com investimento de R$ 750 milhões, a ALL pretende saltar dos atuais 8 milhões de toneladas transportados para 12 milhões em 2013 e 15 milhões de toneladas de produtos em 2015. Os dados incluem o transporte de grãos como soja e milho, fertilizantes, combustíveis, minérios e outros tipos de cargas.

Balanço do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior apontam que Mato Grosso exportou US$ 7,1 bilhões de janeiro a agosto deste ano contra US$ 5,9 bilhões no mesmo período do ano passado. A evolução de 16% nos dados é puxada pela soja, carne e milho. Mais de 50% dos produtos comercializados pelo Estado tem como destino a Ásia.

O superintendente de projetos da ALL, Adriano Bernardi, apresentou o projeto do Terminal de Rondonópolis na sexta-feira (20) durante a mesa redonda “Impacto da chegada da Ferronorte em Rondonópolis”, proposta pelo deputado federal Wellington Fagundes (PR), com a presença do presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara Federal, deputado João Maia (PR/RN), governador Silval Barbosa, deputados estaduais, prefeitos, vereadores, empresários e lideranças de bairro.

Com área de 385 hectares e distante 30 km do centro da cidade, o Terminal da Ferronorte destinará ao menos 25% da área total para estacionamento, o equivalente a quatro mil caminhões, ou 120 km dos veículos pesados enfileirados.

Dezesseis indústrias devem se instalar no complexo da ALL. A primeira delas a Noble Group já iniciou as obras. Serão gerados três mil empregos diretos no local. Além do complexo às empresas, a área conta com área de serviços do tamanho similar a de 30 estádios de futebol. Conforme o superintendente estão previstos no local bancos, lotéricas, hotel, restaurante, dentre outros serviços no centro comercial dentro do terminal. “Isso ajuda a evitar que os funcionários tenham que se deslocar 30 km para se alimentar ou pagar contas. Facilita para eles e aos caminhoneiros”, explicou.

Frete

O representante da ALL no evento disse que não é possível dizer em quanto o frete deverá ser barateado após a chegada da ferrovia em Rondonópolis. “Ainda é cedo para avaliar o impacto, mas pelo volume transportado, o impacto será significativo”. Conforme a Associação de Produtores de Soja (Aprosoja) os custos do frete variam entre o pico da safra e a entressafra, mas pode chegar até 40% dependendo da região produtora.

O diretor executivo da Associação de Transportadores de Carga (ATC), Miguel Mendes, não acredita no barateamento do frete. “Você só vê o frete ferroviário reduzir na entressafra. No pico, eles se aproveitam e colocam o preço que querem. Não acredito que o custo do frete irá reduzir sem concorrência ferroviária, pois a ALL tem monopólio, com os transportadores é diferente porque concorrem entre si, sem contar os autônomos”, disse.

Mendes aposta que as filas quilométricas de caminhões nos terminais de Alto Araguaia e Alto Taquari também devem ocorrer em Rondonópolis. “Na triagem deles há vagas para 600 caminhões. É pouco, já que o projeto inicial era para duas mil vagas. Quando começar a operacionalização do terminal em 2012, sem a duplicação da BR-364 do posto Trevão ao terminal, os caminhoneiros devem ocupar a margem da pista até conseguir entrar no local”, comentou.

Fonte: Agência T1

Catarinenses querem mais ferrovias

26/10/2011 - Porto Gente, Por Vera Gasparetto de Florianópolis

Santa Catarina possui 980 quilômetros de ferrovias em operação
  
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) reuniu dirigentes empresariais para ouvir o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar Mista das Ferrovias, Pedro Uczai, sobre “A situação das ferrovias e a obra do PAC”, no último dia 21. A preocupação dos empresários catarinenses é discutir alternativas para ampliar o modal ferroviário no estado e destacar a importância da mobilização das lideranças para garantir os recursos ao projeto. O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, entregou ao parlamentar, um conjunto de propostas da indústria destinadas ao relator do Orçamento da União na área de transportes e logística, na Câmara Federal.

Santa Catarina possui 980 quilômetros de ferrovias em operação, ligada à malha principal brasileira (portos de Paranaguá e Rio Grande), com as malhas Argentina e Uruguaia, com o Porto de São Francisco do Sul e possui uma ligação da região carbonífera, no Sul do estado até o Porto de Imbituba.  As empresas concessionárias são a Ferrovia Tereza Cristina e a empresa América Latina Logística (ALL).

Uczai destacou a necessidade das ferrovias para o futuro de Santa Catarina e a importância de se garantir a inclusão dos projetos ferroviários no Plano Plurianual 2012-2015, que está em debate no Congresso Nacional.

“A inclusão das obras estruturantes no PPA, em especial as nossas ferrovias, é crucial para garantirmos a continuidade do nosso desenvolvimento social e econômico”, observa o parlamentar, destacando que o transporte ferroviário é mais barato, mais seguro e ambientalmente sustentável, além de manter e atrair novos investimentos nas regiões. “As ferrovias contribuem ainda para a preservação das nossas rodovias”, concluiu. 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Subcomissão recomenda retomada de Ferrovia Norte-Sul

25/10/2011 - Agência Câmara

A Subcomissão de Fiscalização e Acompanhamento das Obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do programa Minha Casa, Minha Vida recomendou ao Tribunal de Contas da União (TCU) a retomada das obras de 211 quilômetros em Tocantins da Ferrovia Norte-Sul. O relatório com a determinação, elaborado pelo deputado Nelson Bornier (PMDB-RJ), foi aprovado pela subcomissão na quarta-feira (19).

O trabalho foi suspenso pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por indícios de sobrepreço de R$ 81 milhões, de um total de R$ 537 milhões, para construção do trecho entre os municípios de Alvorada (TO) a Santa Rita (TO). Quando concluída, a ferrovia possuirá a extensão de 1.980 km e cortará sete estados: Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Após a determinação do TCU para que 10% dos valores a serem pagos à empresa contratada fossem retidos, a Justiça Federal concedeu suspensão dos efeitos da medida administrativa. Segundo Bornier, há necessidade de conclusão das obras, por já estarem adiantadas e pelos prejuízos financeiros que a paralisação pode causar.

De acordo com dados da construtora responsável pela obra, citados pelo relator, os prejuízos com a paralisação poderiam chegar a R$ 200 milhões, pois a obra passaria o inverno sem proteção de drenagem. Para a conclusão desse trecho da Ferrovia Norte-Sul faltam ser feitos a drenagem, 20 km de grade ferroviária, lastramento e nivelamento de linha, a um custo de R$ 150 milhões, “pequeno em relação à obra”, segundo Bornier.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ferrovia Norte-Sul será concluída em abril de 2012

13/10/2011 - Goiás Agora

Ao lado do presidente da Agetop, Jayme Rincon, e do secretário de Infraestrutura, Wilder Moraes, o governador Marconi Perillo reuniu-se no final da tarde de quinta-feira (13/10) com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para tratar de investimentos em obras rodoviárias e ferroviárias no Estado. O ministro informou ao governador que a conclusão da Ferrovia Norte-Sul está prevista para abril do próximo ano. Disse ainda que serão licitados os trechos entre Anápolis e Estrela d`Oeste (SP) e Campinorte e Lucas do Rio Verde (MT).

Marconi sugeriu ao ministro Paulo Passos que o Estado de Goiás participe financeiramente dos investimentos necessários para a construção de viadutos na Perimetral Norte, numa futura parceria com o Governo Federal. Pediu também que o Ministério dos Transportes agilize a construção do anel viário de Goiânia e construa viadutos nas entradas das cidades de Terezópolis, Anápolis, Abadiânia e Alexânia, no trecho Goiânia–Brasília da BR-060.

O ministro prometeu a Marconi estudar a viabilidade da implantação de uma ligação ferroviária entre Brasília e Goiânia. Marconi solicitou ainda obras na BR-070, no trecho da Belém–Brasília até Cocalzinho e daí até Cuiabá, onde falta um pequeno trecho a ser concluído, e BR-080, entre Padre Bernardo e Brasília e Uruaçu e São Miguel do Araguaia. O governador Marconi solicitou a construção da terceira pista entre Brasília e Padre Bernardo e um anel viário na entrada desta cidade. O governador nomeou o secretário Wilder Moraes, e o presidente da Agetop, Jayme Rincon, interlocutores do governo de Goiás junto ao Ministério dos Transportes, para acompanhar os interesses do governo goiano no andamento das obras.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Minas Gerais terá escola para ferroviários

11/10/2011 - Webtranspo

Núcleo será erguido em Divinópolis

O setor de trilhos nacional ganhará um Núcleo de Excelência em Transportes Ferroviários. Nesta semana, o governo federal firmou um compromisso com representantes do segmento para instituir na cidade de Divinópolis, em Minas Gerais a chamada “escola para ferroviários”, visando a modernização, com investimentos na especialização de mão-de-obra.

Integraram o acordo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Ministério dos Transportes, Cefet-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais) e a ANTF (Associação Nacional de Transportadores Ferroviários).

“Divinópolis tem a vantagem de partir na frente, mas essa iniciativa encontrará campo para se multiplicar”, avisou o ministro Paulo Sérgio, explicando que há carência de profissionais ferroviários, no Brasil, e que a iniciativa deve ser replicada em outras cidades. “Temos que formar recursos humanos, não só em nível médio, mas em superior e de suas extensões”, continuou o ministro.

O núcleo já tem seu nome de fantasia, “Instituto Nacional de Tecnologia Ferroviária”, e seus parceiros passam agora a definir a estruturação da entidade educacional. O setor ainda comemora a implantação, em Juiz de Fora (MG), de um sistema de sinalização considerado o mais moderno do mundo.

CPTM contrata estudo para trem SP-Santos

11/10/2011 - O Estado de São Paulo

O projeto funcional - que define o número de paradas e a demanda diária - do trem que fará a ligação entre Santos e São Paulo deve ficar pronto nos próximos 12 meses. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) anunciou que o consórcio formado pelas empresas Sistram e Prime Engenharia ganhou a licitação para os estudos, que vão custar R$ 852 mil. As obras devem começar em 2014 ou 2015.

sábado, 8 de outubro de 2011

Ferroeste recupera mais uma locomotiva

06/10/2011 - Agência de Notícias (PR)

Técnicos da Ferroeste concluíram nesta quinta-feira (6) a recuperação da locomotiva 9128, até então era considerada inservível. “Quando assumimos, tínhamos somente três máquinas operando, e com muita dificuldade”, lembrou o presidente Mauricio Querino Theodoro. A nova máquina vai reforçar a movimentação de cargas pela ferrovia, incrementando a oferta de tração para os clientes da empresa.

A locomotiva 9128 será submetida ainda a um breve período de teste, em que realizará operações de manobra. O objetivo é permitir aos técnicos fazer os ajustes finais. Quando tudo estiver resolvido, dentro de uma semana, a locomotiva será colocada no trecho para reforçar o material rodante.

Com o reforço da 9128, a Ferroeste passará a operar com cinco locomotivas – as outras são as de número 9139, 9141, 9144 e 9120 (utilizada para manobras). “Até o final de novembro, estarão em operação mais três locomotivas”, informou Theodoro. As máquinas que estão na oficina são as de número 9138, a 9142 e a 9127.

A Ferroeste recuperou, em junho, a primeira das locomotivas que estavam paradas nos pátios da empresa (9139), que hoje se encontra em operação normal entre Cascavel e Guarapuava. O conserto faz parte do esforço da atual diretoria, engenheiros e técnicos da Ferroeste no sentido de melhorar o desempenho operacional da ferrovia. “Assim, prestamos um serviço mais eficiente aos nossos clientes e parceiros”, afirmou o presidente.

Governo – O presidente da Ferroeste frisou que o restauro das máquinas tem sido possível graças ao apoio incondicional do governador Beto Richa e de várias secretarias estaduais. Theodoro mencionou a ajuda do secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, do secretário, Cássio Taniguchi, e da Fazenda, Luiz Carlos Hauly.

Os trabalhos nas oficinas da empresa, localizadas no pátio de Guarapuava, aconteceram dentro do cronograma. Para fazer as máquinas voltarem a funcionar, além da parte mecânica, é preciso recuperar ou obter peças de reposição. Por outro lado, a empresa também possui um projeto de aquisição de novas locomotivas, adiantou o presidente.

Novo layout – A locomotiva 9128 também foi pintada conforme o novo layout que a empresa adotou para suas máquinas de tração. A nova pintura, nas cores azul, vermelho e branco, apresenta um leiaute mais moderno, com a logomarca tradicional da Ferroeste gravada na lateral da locomotiva, incluindo o brasão do Governo do Paraná na parte frontal. A cor azul domina a faixa central da locomotiva, ladeada, acima e abaixo, pelas duas faixas vermelhas. Frisos diagonais em branco e vermelho fazem o detalhe da bainha da pintura, em listras já tradicionais no modal ferroviário.

Ferroeste recebe empresários paraguaios no Terminal de Cascavel

07/10/2011 - Escrito por Secretaria de Estado da Comunicação Social - SECS - Paraná

O presidente da Ferroeste, Maurício Querino Theodoro, visitou nesta sexta-feira (7) o pátio da empresa em Cascavel. Ele verificou a evolução das obras que estão sendo realizadas no terminal ferroviário, acompanhado do presidente da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), Silvestre Tino Staniszewski, e do coordenador de um grupo paraguaio que está investindo no Terminal da Ferroeste, Raul Valdez.

A Codapar é a empresa gestora do Porto Seco, que funciona no pátio da Ferroeste, em Cascavel. O porto passou por reestruturação e está sendo reativado. O grupo paraguaio – formado por um pool de cooperativas e cerealistas – está investindo em instalações alfandegadas para grãos e carga geral.

As exportações de granéis do Paraguai, via Porto de Paranaguá, estão praticamente interrompidas há anos. A intenção é voltar a investir na logística ferroviária para exportar pelo porto paranaense. Para isso, a participação da Ferroeste, segundo os paraguaios, é fundamental.

Na quinta-feira (6), durante uma reunião empresarial, Theodoro informou que a intenção da nova diretoria da Ferroeste (com o apoio do secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho) é recuperar o material rodante da empresa, focando-se em novas parcerias. A meta é atingir, a médio e longo prazo, a movimentação de até 20 milhões de toneladas por ano com a expansão da linha de Guarapuava até Paranaguá.

Theodoro falou sobre os atuais números e as perspectivas para a ferrovia nos próximos anos, tendo em vista os projetos que ligam Cascavel a Maracaju (MS) e Guarapuava ao Porto de Paranaguá, com a finalidade de eliminar gargalos históricos no setor ferroviário do Paraná.

Objetivos – O governo estadual, por determinação do governador Beto Richa, está atento para promover mudanças que levem a ferrovia a cumprir seus objetivos. À medida que o volume transportado aumentar, até 30 milhões, o valor do frete cairá gradualmente até chegar, em média, a 25%.

A empresa também está trabalhando na manutenção de suas linhas entre Cascavel e Guarapuava. A previsão é de que as obras fiquem prontas até novembro. A correção das linhas, com investimento de R$ 450 mil, vai ampliar o número de viagens em oito por mês.

Hoje, os trens demoram 12 horas para vencer o percurso, mas pode fazer até em 7h30.

Theodoro também disse que parcerias público-privadas deverão injetar mais de R$ 50 milhões em novos investimentos na Ferroeste. Por outro lado, a empresa vai investir na compra de cinco novas locomotivas a quantia de R$ 8 milhões e aguarda a liberação dos valores.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná
 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ibama suspende licenciamento da FICO

06/10/2011 - Água Boa News

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) suspendeu o trabalho de licenciamento ambiental prévio da Ferrovia de Integração do Centro Oeste (Fico) e a obra, cuja conclusão estava prevista entre o final de 2013 e o início de 2014, está praticamente paralisada.

"Na verdade, nem saiu do papel ainda", confirma uma fonte do Ibama ouvida pelo Olhar Direto no final da manhã desta quinta-feira (6). "O Ibama tem outras prioridades e não há vontade política com a Fico, o que é lamentável", revelou a mesma fonte, em tom de desabafo, que vinha trabalhando no licenciamento.

Inicialmente, a Fico iria ligar Uruaçu (GO) a Vilhena (RO), num traçado de 1.602 quilômetros, que vai exigir investimentos da ordem de R$ 6,4 bilhões. Contudo, no trecho entre Campinorte, em Goiás, e Água Boa, em Mato Grosso, a obra, de fato, continua nas pranchetas e não saiu mesmo do papel.

Em território mato-grossense, a ferrovia também passará por Lucas do Rio Verde. O ex-presidente da Valeca-Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, empresa do governo federal responsável pela obra, chegou a anunciar, em Lucas, que os trilhos chegariam até aquele município "no final de 2012".

"Infelizmente, este será mais um sonho frustado para a sociedade de Mato Grosso, porque a articulação da bancada federal deixa a desejar, assim como a inércia do governador Silval Barbosa preocupa. Tem que haver um trabalho conjunto de todos, envolvendo inclusive as bancadas de Goiás e Rondônia, porque mais vez estamos perdendo o 'trem da história'", declarou uma segunda fonte ouvida pelo Olhar.

Para desalento das autoridades de Mato Grosso, não é só apenas a suspensão do licenciamento prévio que preocupa. As licitações para contratação de empresas responsáveis pelas desapropriações e pelo projeto executivo (PE) também estão suspensas.

Segundo apurou a reportagem, apenas o projeto básico (PB) entre Campinorte e Água Boa está pronto. No trecho Água Boa-Lucas, o PB está caminhando a passos de tartaruga. "É uma situação lamentável, sob todos os aspectos e as bancadas dos Estados da áreas de abrangência da Fico precisam se mobilizar se quiserem que as obras voltem a andar", sentencia uma terceira fonte.

União termina estudos de trens regionais em dezembro

07/10/2011 -

Os estudos vão mostrar as demandas dos trechos, a estrutura necessária para a linha, o tipo de material rodante, entre outras características.

Escrito por Revista Ferroviária

O ministério dos Transportes finaliza até dezembro os estudos de viabilidade dos trens regionais federais entre Londrina e Maringá, no Paraná, e entre Caxias do Sul e Bento Gonçalves, no Rio grande do Sul.

Os estudos vão mostrar as demandas dos trechos, a estrutura necessária para a linha, o tipo de material rodante, entre outras características. Segundo o secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato, os estudos são financiados pela União e custam, em média, R$ 750 milhões cada. Eles estão sendo feitos em parceria com universidades federais como a de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e da Bahia.

Perrupato explicou que, após a finalização, a modelagem dos projetos será passada para o BNDES, que colocará em consulta no mercado para saber quais são as empresas interessadas em participar.

Também estão sendo avaliadas as ligações entre Salvador e Alagoinhas, na Bahia, e Pelotas-Rio Grande, no Sul do Brasil.

As informações foram apresentadas durante o painel “Desafios da integração do transporte ferroviário no Brasil”, do Congresso SAE Brasil 2011, em São Paulo. A palestra contou também com a participação do presidente da Aeamesp, José Geraldo Baião; do diretor de Planejamento e Expansão do Metrô de São Paulo, Mauro Biazotti; e moderação do diretor da Revista Ferroviária, Gerson Toller.

Fonte: ABIFER
 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Transnordestina ganhará novo ramal

06/10/2011 - Webtranspo

Governo estuda ligar trilhos com porto Itaqui

Ferrovia pode chegar ao Porto de ItaquiProjetada para interligar o Cerrado piauiense aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), a ferrovia Transnordestina poderá estender seu traçado para um ramal de ligação com o Porto do Itaqui, em São Luís (MA), de acordo com a proposta de lideranças políticas e empresariais do Piauí.

Se esse projeto for concretizado, a Transnordestina vai integrar os maiores portos do Nordeste. A Câmara de Vereadores de Campina Grande (PB), pleiteia uma ligação ferroviária do Porto de Cabedelo à ferrovia a fim de compor uma rede de integração com Suape, Pecém e Itaqui.

No Piauí, ela deve chegar até o município de Eliseu Martins, região de cerrado, para receber a produção agrícola e de minérios do Sul do estado e de regiões vizinhas, a partir de 2013.

Representantes da Transnordestina Logística sugerem também a construção de um ramal entre Palmerais (próximo ao Rio Parnaíba) e Teresina (capital) para o escoamento da produção da Suzano Papel e Celulose.

“O ramal se conectaria até a malha já existente. Faríamos o trecho de ligação da fábrica Suzano até a linha da CFN que passa por Teresina para escoar a produção no Porto de Itaqui, no Maranhão”, disse o diretor administrativo financeiro da Transnordestina, Ricardo Fernandes.

Pelo projeto atual, a ferrovia vai ligar a região Sul do Piauí aos portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, facilitando o escoamento da produção. A ferrovia tem 1.728 quilômetros de extensão, sendo 420 em território piauiense. Na totalidade, a obra está orçada em R$ 5,4 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão investido no Piauí.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Reunião define cronograma para início dos projetos da Ferrovia Senador Vuolo

23/09/2011 - O Documento - MT

A construção da Ferrovia “Senador Vicente Vuolo” – trecho Rondonópolis-Cuiabá – começa a sair do papel nesta sexta-feira (23.09). Uma reunião em Cuiabá, na Sala de Reunião Governador José Garcia Neto, a partir das 8h30, é o marco desse início e vai contar com a participação de representantes do Governo Federal, através da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), das universidades federais de Mato Grosso (UFMT) e Santa Catarina (UFSC).

Também participam o segmento produtivo – através das entidades Aprasoja, Famato, Fecomércio, Sebrae, Fiemt entre outras, e o Governo de Mato Grosso, os mesmos atores do Seminário “Desenvolvimento e Ferrovias”, que aconteceu em junho próximo passado, quando foi assinado o Termo de Compromisso com ANTT e Valec.

“É uma reunião técnica”, informa o secretário-extraordinário de Logística e Transportes Intermodal, Francisco Vuolo. “Continuação da reunião técnica na qual debateu o modal ferroviário, agora com a participação das universidades federais de Mato Grosso e Santa Catarina”, destaca. Outra participação importante é dos representantes chineses no Brasil, como convidados, que já está confirmada.

Nesta reunião, será definido o cronograma do projeto e do papel de cada um, com definição de prazo, para cumprir aquilo que ficou definido no Termo de Compromisso. Quanto ao trecho Rondonópolis-Cuiabá, as universidades terão papéis importantes, por conta da expertise de cada uma. A Federal de Mato Grosso, é reconhecida pelo domínio nas questões ambientais, enquanto a de Federal de Santa Catarina é especialista na construção de ferrovias. As duas serão autoras dos estudos e projetos que deverão ficar prontos até dezembro de 2012, quando inicia a etapa de definição do modelo de concessão.

A UFMT já tem um desenho de um pré-traçado da Ferrovia já elaborado e será apresentado ao governador Silval Barbosa. Lembrando: em outubro o Terminal de Intemodal de Itiquira começa a operar e será oficialmente inaugurado em dezembro, no aniversário da cidade. No segundo semestre de 2012 a ferrovia chega até Rondonópolis. Segundo Francisco Vuolo, a confirmação desse calendário demonstra a importância da reunião desta sexta-feira.

O trecho deverá ter 220 km e vai exigir um investimento na ordem de R$ 800 milhões. Vuolo, contudo, faz questão de lembrar que ainda não se vai debater a construção da ferrovia, pois a fase é de elaboração de projeto e depois a definição do modelo de concessão.

A participação chinesa na reunião, segundo Vuolo, deve-se ao fato que será apresentado um pré-estudo de viabilidade técnica e econômica elaborado pelo Fórum Pró-Ferrovia da Ferrovia Cuiabá-Santarém. Também será debatida a questão da capacitação da mão-de-obra, com instauração de pós-graduação e/ou mestrado numa parceria entre as duas universidades. A criação desses cursos também vão ser importantes na manutenção dos trens do VLT.

O representante da ANTT, Noburo Ofugi, o mesmo que assinou o termo de compromisso em junho, deve chegar em Cuiabá ainda nesta quuinta-feira (22.09). A ANTT será a executora dos recursos para elaboração dos estudos de impactos econômicos e ambientais. A Universidade Federal de Santa Catarina vai participar com quatro professores-doutores do Laboratório de Logística da UFSC.

O único trem de luxo do Brasil

05/10/2011 - Isto é / Big Viagem

Para quem sonhava com uma viagem Paris-Veneza no Orient Express, agora já pode ter uma experiência similar no Brasil.

Sempre ouvimos falar dos mais diversos trens (ou comboios) de luxo espalhados pela Europa, o que muitos  não sabem é que o Brasil agora também tem um, é o Great Brazil Express, operado e administrado pela empresa Serra Verde Express no Paraná. O Great Brazil Express tem capacidade para apenas 22 passageiros por vagão. Inaugurado há poucos anos, o  único trem de luxo do Brasil, o Great Brazil Express, foi criado com inspiração no lendário Orient Express,  linha inaugurada em 1883 ligando a Europa à Ásia.

Pelo que sei o pacote turístico se limita a regiões turísticas do Paraná, percorrendo mais de 450 km de percurso, os preços mais baratos por pessoa está por volta de R$ 5.800,00, um luxo para poucos. O trem (comboio) de luxo Great Brazil Express é todo decorado em estilo colonial, com madeira nobre, sofás adquiridos em antiquários e reproduções de Debret e Rugendas.

O Great Brazil Express tem guias poliglotas e comissários de bordo para assegurar toda a comodidade aos turistas. Quem quiser apreciar os requintes do trem de luxo brasileiro terá de adquirir um pacote com, no mínimo, seis dias de viagem, com bebidas, refeições, passeios e hospedagens incluídos. O roteiro do Great Brazil Express foi montado com viagens por ônibus e avião. Os pontos de partida são Rio de Janeiro ou Foz do Iguaçu, dois fortes atrativos para os estrangeiros; ou Curitiba, largada do passeio de seis dias.

Então? Gostaram da novidade? Para quem sonhava com uma viagem Paris-Veneza no Orient Express,  agora já pode ter uma experiência similar no Brasil! Aproveitem!



Conheça o site oficial: www.greatbrazilexpress.com

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ferrovia Transnordestina poderá ligar os portos de Itaqui, Pecém e Suape

03/10/2011 - Intelog - Inteligência em Gestão Logística

No Piauí, a Transnordestina vai chegar até o município de Eliseu Martins, região de cerrado, para receber a produção agrícola e de minérios do Sul do estado e de regiões vizinhas, a partir de 2013.

A ferrovia Transnordestina, empreendimento projetado para interligar o Cerrado piauiense aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), poderá ter um ramal de ligação com o Porto do Itaqui, em São Luís (MA), de acordo com a proposta de lideranças políticas e empresariais do Piauí. Se concretizada essa ideia, a Transnordestina vai integrar os maiores portos do Nordeste.

Além disso, em reforço a essa proposta, a Câmara de Vereadores de Campina Grande (PB), pleiteia junto ao Executivo paraibano que reivindique do Governo Federal uma ligação ferroviária do Porto de Cabedelo à Transnordestina, a fim de compor uma rede de integração com Suape, Pecém e Itaqui.

No Piauí, a Transnordestina vai chegar até o município de Eliseu Martins, região de cerrado, para receber a produção agrícola e de minérios do Sul do estado e de regiões vizinhas, a partir de 2013. O assunto foi discutido na primeira quinzena deste mês, quando representantes da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) tiveram uma audiência na Secretaria de Fazenda do Piauí para discutir o processo de instalação da ferrovia.

Na ocasião, os representantes Transnordestina Logística também falaram da construção de um ramal entre Palmerais (próximo ao Rio Parnaíba) e Teresina (capital) para o escoamento da produção da Suzano Papel e Celulose. “O ramal se conectaria até a malha já existente. Faríamos o trecho de ligação da fábrica Suzano até a linha da CFN que passa por Teresina para escoar a produção no Porto de Itaqui, no Maranhão”, disse o diretor administrativo financeiro da Transnordestina, Ricardo Fernandes.

Paraíba – No início deste mês, a Câmara Municipal de Campina Grande (PB), através do vereador-presidente Nelson Gomes (PRP), defendeu gestões junto ao governador Ricardo Coutinho e à bancada federal do seu estado no Congresso Nacional para contemplar a Paraíba com a Transnordestina. Para Gomes, um ramal da Transnordestina é adequado para a interligação do Porto de Cabedelo aos portos de Pecém, Suape e Itaqui. Na ocasião, disse Nelson Gomes, cujo requerimento foi aprovado por unanimidade que é necessário contemplar com um ramal do empreendimento a Paraíba, pois a integração de Cabedelo aos demais portos nordestinos elevará a capacidade de escoamento da produção nessas localidades e beneficiará toda a Região Nordeste.

Mais - A ferrovia Transnordestina, pelo projeto atual, vai ligar a região Sul do Piauí aos portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, facilitando o escoamento da produção. A ferrovia tem 1.728 km de extensão, sendo 420 km em território piauiense. Na totalidade, a obra está orçada em R$ 5,4 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão investido no Piauí.

sábado, 1 de outubro de 2011

Chineses têm interesse em investir no CE

30/09/2011 - Diário do Nordeste (CE)

Diversos projetos de infraestrutura a serem executados no Ceará podem contar com parceria chinesa. Ontem, empresários da empresa Sinohydro, da China, tiveram um encontro com o governador Cid Gomes, no Palácio da Abolição, para tratar do tema. Entre os empreendimentos que podem receber intervenções da companhia, estão o arco metropolitano, que deverá ligar a Pacatuba à BR-222; a ampliação do Porto do Pecém; e parte da Ferrovia Transnordestina.

Orientações

Durante a reunião, Cid Gomes deu orientações sobre o funcionamento da lei de licitações e das parcerias público-privadas (PPP). A visita dos chineses é atribuída pelo Governo Estadual como uma continuidade à viagem ao país asiático realizada no semestre passado. A Sinohydro foi responsável pela construção de 65% das usinas hidrelétricas de médio e grande porte da China, incluindo a de Três Gargantas, considerada a maior do mundo, no Rio Yangtze.