sexta-feira, 31 de julho de 2015

Vice-Prefeito entrega estudo do Trem Regional da Serra Gaúcha ao BNDES

30/07/2015 -Informativo Online da Prefeitura de Caxias do Sul 

O Vice-Prefeito Antonio Feldmann entregou nesta quarta-feira (29.07) ao Presidente do BNDES, Luciano Coutinho, todos os estudos e o Projeto de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental do Trem Regional da Serra Gaúcha. A audiência com Coutinho, da qual participou também o deputado federal Mauro Pereira, completa mais um ciclo na lutara pela retomada do modal ferroviário na região. 

Este pleito começou a ser trabalhado em 1997 quando o BNDES decidiu patrocinar um estudo de avaliação sobre a malha férrea existente que poderia servir de alternativa para o transporte regional de passageiros. O levantamento realizado naquela época resultaram positivos para o aproveitamento. Na audiência com o Presidente do Banco abriu-se a possibilidade do BNDES constituir-se novamente em parceiro estratégico na luta pelo Trem da Serra Gaúcha, viabilizando recursos para sua implantação, dentro do do Programa Nacional de Trens Regionais de Passageiros, que abrange outras regiões do Brasil. 

Na terça-feira (28) Feldmann conheceu a central de operações do Consórcio de Trens VLT que recém foi implantado na cidade do Rio de Janeiro.

Assessoria de Imprensa - Prefeitura de Caxias

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Encerradas audiências públicas para projeto da nova ferrovia

30/07/2015 - Jornal Ururau

Foi encerrada nesta terça-feira (28/07), em Brasília, a última etapa de audiências públicas da nova ferrovia Rio-Vitória (EF-118). Com potencial de carga de 100 milhões de toneladas por ano, a EF-118 interligará a Região Metropolitana do Rio com Vila Velha, em Vitória. Em Campos, no dia 17 deste mês, uma audiência foi realizada para apresentar as modificações no projeto que serão feitas no trecho entre Campos e o Açu, em São João da Barra.

Em todos os encontros, que aconteceram em Campos, Brasília, Rio de Janeiro e Vitória, foram apresentados em detalhes o projeto de engenharia de implantação da nova ferrovia, incluindo traçado detalhado, infraestrutura da obra, potencial logístico, integração com a malha ferroviária nacional e com os portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, e o potencial de geração de negócios.

Agora, todas as sugestões recebidas durante os encontros serão encaminhadas para discussões técnicas e, caso seja necessário, ajustes no planejamento da nova ferrovia serão implantados. A próxima fase é encaminhar o projeto da EF-118 para apreciação do Tribunal de Contas da União (TCU) e, posteriormente, colocar em licitação pública pelo Governo Federal para concessão por meio de Parceria Público Privada (PPP).

Com orçamento de R$ 7,6 bilhões, a EF-118 terá 577,8 km de extensão, sendo 169,2 Km no Espírito Santo e 404,6 Km no Rio de Janeiro, e interligará os complexos portuários dos dois estados. O projeto prevê a implantação de seis túneis, 171 viadutos rodoviários, 130 pontes ferroviárias, 117 passagens inferiores e 60 passagens de pedestres.

Com potencial de carga de 100 milhões de toneladas por ano, a EF-118 interligará a Região Metropolitana do Rio com Vila Velha, Vitória. A ferrovia se articulará com a futura EF-354 (Estrada de Ferro Transcontinental - ligação ao Peru), a partir de Campos, atravessando as regiões minerais e agrícolas de Minas Gerais e do Centro Oeste brasileiro, e possibilitando a conexão com os mercados europeu e asiático. Além disso, a nova ferrovia estará interligada com a rede da concessionária MRS, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo e Minas Gerais. E, no Espírito Santo, com a estrada de ferro Vitória-Minas.

A EF-118 atenderá a demanda da rede portuária dos dois estados, incluindo os portos de Sepetiba, Itaguaí, Macaé, Barra do Furado e Açu, no Rio de Janeiro, e os portos Central, Ubu, Tubarão e Vitória, no Espírito Santo e posicionará o Rio de Janeiro como a plataforma logística de classe mundial. A província portuária do Rio de Janeiro e do Espírito Santo será a maior do país, estando ancorada pelos superportos do Açu, do Rio de Janeiro e Central, no Espírito Santo. Esses são dois portos de grande capacidade, calado profundo acima de 20 metros, capazes de receber navios graneleiros de última geração. Essa nova infraestrutura logística, que integra portos e ferrovias de grande capacidade, possibilitará a atração para o Rio de Janeiro de novos empreendimentos industriais e logísticos, fazendo do estado uma grande plataforma de entrada e saída de produtos de todo o Brasil, com geração de emprego e renda de forma sustentável e por longo prazo.

A nova ferrovia Rio-Vitória faz parte do Programa de Infraestrutura e Logística (PIL), lançado pela presidente Dilma Rousseff no mês passado, que prevê a concessão, por parte da União, de ferrovias, rodovias, portos e aeroportos em todo o país.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Há 80 anos, chegada do trem mudava a história de Londrina

28/07/2015 - Jornal de Londrina

Quando o relógio da Estação Ferroviária marcou 15h em 28 de julho de 1935 e o apito de trem invadiu os ouvidos dos não mais que 600 habitantes do povoado de Londrina, um dos eventos históricos locais mais importantes aconteceu: a chegada da locomotiva Baldwin. Com caldeiras à vapor e maquinaria construídas em Nova Iorque, o trem que utilizava uma das mais importantes tecnologias de propulsão para motores marcou, de forma determinante, o norte do Paraná e todas as cidades ao longo da linha férrea.

Há 80 anos, o povo se alvoroçava na primeira estação ferroviária para receber a primeira viagem oficial de trem a Londrina, em 1935, com partida de Jataizinho e duração de quase quatro horas. A estação estava instalada em um local que pouca gente imaginaria hoje, ante a falta de sinais ou marcos. A casa de madeira do feito histórico ficava no que é atualmente o piso inferior do Terminal Urbano de Londrina, no centro.

Com o desenvolvimento meteórico dos negócios de terras após a ferrovia, uma segunda estação ferroviária foi construída em 1951 para se tornar sede do sistema ferroviário regional. Durou até 1982, quando os trilhos que ?dividiam Londrina? foram, em definitivo, retirados e a segunda estação virou a sede do Museu Histórico Padre Carlos Weiss.

Antes da via férrea chegar a Londrina, quem quisesse comprar terras ou trabalhar por aqui deveria vir de trem até Jataizinho, do outro lado do Rio Tibagi, e arriscar-se em uma travessia em balsas e barcos para, depois, continuar a viagem no lombo de animais, até o povoado.

Naquela época, os apitos do trem, a 20 quilômetros por hora, anunciavam a chegada da comitiva em meio aos fogos de artifício e aplausos dos moradores.

No trem de passageiros estava a comitiva com representantes dos governos de Londrina, do Paraná e dos ingleses da Companhia de Terras Norte do Paraná ? proprietária da ferrovia e dos trens.

Mister Thomas, terceiro prefeito de Londrina e diretor da Companhia, seria um dos orgulhosos a desembarcar naquele dia.

Tudo registrado em filme: Hikoma Udihara, vendedor de terras da companhia e primeiro cineasta de Londrina, fez das imagens da locomotiva avançando em meio aos cafezais material de divulgação para os novos compradores que chegariam aos milhares.

?O trem já existia em Jataizinho desde 1932 e atravessar o Tibagi era sempre uma tragédia, um risco?, conta Ninger Ovídio Marena, 68, pesquisador da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e um dos responsáveis pelo Museu de Geologia da instituição.

Com o trem, vieram as linhas de telégrafo, de energia, mercadorias, mais conforto. E gente. Muita gente. ?A linha férrea é um divisor de águas da história regional. A partir daí, as cidades começaram a surgir e as populações duplicaram, triplicaram aqui no Norte do Paraná?, conta. ?Em 1935, automóveis eram artigo de luxo, gasolina era importada, estradas inexistiam e o trem, simplesmente, representava tudo?.

Devido à importância da data e do feito, o pesquisador, até hoje, não compreende como no andar debaixo do Terminal não há um painel gigante com fotos e imagens da época, marcando o lugar: ?As pessoas têm o direito de saber que ali é um lugar muito simbólico para Londrina, um marco histórico da nossa região?, atesta.

Baldwin era 
ônibus espacial da época

Aficionado em ferrovias e miniaturas de trens, o arquiteto Christian Steagall-Condé fez parte, inicialmente, da equipe de restauro da locomotiva Baldwin que hoje está no Museu Histórico Padre Carlos Weiss. A locomotiva nunca circulou aqui na região: veio de Jundiaí, interior de São Paulo, onde ficava exposta em um parque público. ?Tem a mesma configuração da que foi usada na primeira viagem para Londrina. Na época, significava o máximo da inteligência e da tecnologia mecânica mundial. Era algo tão avançado que usava a mesma tecnologia do Titanic (caldeiras à vapor) e significava o equivalente às viagens do ônibus espacial?, compara. Da locomotiva no pátio do museu, no entanto, o arquiteto esperava mais. Tanto que discordou da escolha do restauro e deixou o projeto antes do fim: ?Fui contra uma recomposição apenas estética. O desejo era ver a locomotiva funcionando nos trilhos para demonstrações e, como não, até pequenas viagens. Não apenas para tirar fotos?, argumenta. Para ele, a locomotiva Baldwin ?é dotada de alma? e mereceria mais do que tornar-se um objeto histórico-cenográfico. ?Vê-la em movimento seria o resgate completo da memória para as próximas gerações?, opina. ?Quem não gostaria de uma viagem no tempo e em movimento??
?É gente que merece lugar na história?

O avô do pesquisador Ninger Ovídio Marena, o sertanista Ovídio Vicente Rodrigues, era derrubador de mato, entendedor de línguas indígenas e, entre muitos trabalhadores que desapareceram na história, fez a vida a erguer trilhos pelo norte do Paraná. Ao findar a construção do trecho da ferrovia entre Londrina e Apucarana, contaminou-se de malária e faleceu, aos 49 anos. ?As ferrovias vieram pelas mãos de muita gente humilde, trabalhadores braçais, ferroviários?, conta o neto dele. ?É gente que merece lugar na memória?, diz. Regina Alegro, diretora do Museu Histórico Padre Carlos Weiss, afirma que a história ferroviária de Londrina e região está fotografada, catalogada e disponível para consulta por interessados. O museu tem dezenas de peças, mobiliários, uniformes de funcionários e objetos da época. ?O trem é a tradução do avanço de Londrina e da modernidade que chegava ao norte do Paraná?, diz a diretora. ?Era a possibilidade de chegar na região sem ser obrigado a atolar no barro e sem necessidade de enfrentar a floresta?, explica.

sábado, 25 de julho de 2015

Vale terá novo trem de passageiros

25/07/2015 -  Diário do Pará

Um novo trem de passageiros começará a circular ainda neste segundo semestre na Estrada de Ferro Carajás (EFC). Quem embarcar em algum dos 15 pontos ao longo da malha atendidos pelo serviço terá a oportunidade de conhecer todas as novidades e funcionalidades dos novos carros. A renovação do transporte de passageiros, que interliga os Estados do Maranhão e Pará, é um marco para a Vale pois este ano a empresa celebra 30 anos de operações da EFC.

Única empresa do país a oferecer o transporte ferroviário de passageiros em longa distância, a Vale investiu US$ 55,6 milhões na frota da EFC. Foram adquiridos 39 carros, dos quais 6 são executivos, 21 econômicos e 12 de serviços que incluem lanchonete, restaurante, especial para cadeirantes, bagageiro e gerador. Cada carro executivo da EFC tem capacidade para transportar 60 passageiros. Já nos econômicos haverá 79 lugares. Além disso, toda a composição conta com detector de fumaça, aumentando a segurança dos usuários.

Os carros da classe executiva contam com sistema de som e iluminação individualizados para dar maior conforto e comodidade aos viajantes. As novidades contemplam também os dois carros-restaurante que possuem, cada um, 72 lugares. 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Ferrovia Bioceânica pode ser saída para viabilizar a Fiol

22/07/2015 - O Estado de SP

Depois de ser completamente ignorada pelo governo no novo pacote de concessões anunciado no mês passado, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que está em construção na Bahia, passou a ser analisada como uma alternativa para viabilizar o traçado da chamada "Ferrovia Bioceânica", projeto previsto para cortar o Brasil e o Peru, ligando por trilhos os oceânicos Atlântico e Pacífico.

O jornal "O Estado de S. Paulo" apurou que os chineses, principais interessados no projeto, pediram informações à estatal federal Valec sobre a construção da Fiol, seu traçado e a previsão de ligar sua malha à Ferrovia norte-sul.

Com 1.527 km de extensão, a Fiol está desenhada para sair de Figueirópolis (TO), por onde já passa a Norte-Sul, e avançar pela Bahia até chegar a Ilhéus, no litoral. A avaliação é de que essa rota poderia substituir o plano de construir uma nova linha na região Sudeste, cortando Minas e o Estado do Rio, até chegar ao Porto do Açu.

Há uma diferença crucial entre a Fiol e o traçado da região Sudeste previsto para a Bioceânica: a ferrovia baiana é uma obra real, um projeto que já consumiu R$ 3 bilhões dos cofres públicos. O problema é que, hoje, a ferrovia da Bahia está com sua viabilidade em xeque, por conta da crise econômica internacional, que jogou na lona o preço do minério de ferro.

Iniciada em 2010, a Fiol foi projetada para escoar o minério que passaria a ser extraído em grande escala em Caetité, na região central da Bahia. Além disso, da fronteira com o Tocantins sairia a produção agrícola daquele que já é o segundo maior polo de algodão do País, além da forte produção de soja. A queda no preço do minério de ferro, no entanto, levou o governo a simplesmente retirar o projeto de suas prioridades. Ironicamente, agora é a Bioceânica, um projeto desacreditado por muitos especialistas e economistas, que poderia trazer uma nova "razão de ser" para a conclusão da Fiol.

Prevista para ser concluída em julho de 2013, a Fiol enfrenta hoje a redução no ritmo de obras - e até mesmo paralisação total - em seus lotes. Dos 1,5 mil km do traçado, os primeiros 500 km ainda não têm sequer data para serem licitados. No segundo bloco de 500 km, a execução física das obras é de apenas 6%. Nos últimos 500 km, que avançam até Ilhéus, são aproximadamente 60% de execução.

O grupo de engenheiros chineses enviado ao Brasil vai analisar todas as possibilidades. Nas últimas semanas, esse grupo percorreu, de carro, mais de 4 mil km, entre os municípios de Campinorte (GO), onde passa a Norte-Sul, até a cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, próximo à fronteira com o Peru.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Justiça Federal suspende licença para duplicação da Ferrovia Carajás

21/07/2015 - G1

A Justiça Federal concedeu liminar que suspende a licença de instalação da Estrada de Ferro Carajás (EFC), de acordo com informações do Ministério Público Federal divulgadas nesta segunda-feira (20). A medida é resultado de ação ajuizada pelo órgão ministerial acusando a empresa Vale S.A., o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) de praticarem irregularidades durante o processo de licenciamento.

Segundo denúncias feitas pelos indígenas ao órgão ministerial, atos administrativos referentes à duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) estavam sendo realizados sem a consulta prévia adequada e legal aos povos indígenas localizados na área, o que aumenta os impactos já causados na região pela ferrovia.

Análise pericial do MPF realizada em 2013 afirma que, embora regularizadas, as terras indígenas dos Awá, um dos últimos grupos indígenas isolados do mundo, encontram-se invadidas e ameaçadas por não índios e por projetos econômico-mineradores.

O MPF diz que o Ibama emitiu licença de instalação em favor da obra mesmo observando os impactos aos índios e sem a fase de consulta livre e informada ao povo impactado. O órgão acusa a Funai de omissão por deixar de consultar previamente os índios e posicionar-se favorável ao empreendimento. A Vale é acusada de atuação inadequada ao oferecer, por meio de funcionários, bens e produtos aos indígenas, buscando colaboração para a realização do empreendimento.

De acordo com o MPF, além da suspensão da licença do Ibama em relação ao trecho que causou impacto aos indígenas, a Justiça também determinou que seja aberta a fase de consulta prévia. Além disso, a empresa Vale S.A. não poderá mais fazer promessas ou enviar bens aos índios antes e durante a realização do período de consulta.

A implantação da duplicação da Estrada de Ferro Carajás poderá gerar danos irreversíveis ao meio ambiente e à cultura dos Awá-Guajá, diz a nota do órgão.

O G1 entrou em contato com a assessoria da Vale, que disse que  a empresa vai adotar os recursos e medidas cabíveis para o restabelecimento das obras. Confira a íntegra da nota:

NOTA

A Vale foi intimada da decisão do Juiz da 8a. Vara Federal do Maranhão, que determinou a suspensão das obras de ampliação no trecho próximo à Terra Indígena Caru.

A Vale informa que as obras de ampliação estão sendo realizadas dentro da faixa de domínio da Estrada de Ferro Carajás, e o processo de licenciamento seguiu estritamente a legislação aplicável, tendo autorização do Ibama e da Funai.

A Vale adotará os recursos e medidas cabíveis para o restabelecimento das obras.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Transnordestina entra em etapa de entregas sob pressão da ANTT

20/07/2015 - Valor Econômico

Em obras desde 2006, a ferrovia Transnordestina está prestes a entrar na aguardada fase das entregas. O cronograma definido no contrato de concessão prevê entregas de lotes em quase todos os meses entre agosto de 2015 e janeiro de 2017, prazo marcado para a conclusão das obras da estrada de ferro. Dona do projeto, a Transnordestina Logística SA (TLSA) deveria ter entregue até agora seis lotes de obras, mas isso não aconteceu. A empresa, controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), está respondendo a processos administrativos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que apura o descumprimento dos prazos contratuais.

De acordo com o diretor responsável pela área de ferrovias da ANTT, Carlos Fernando do Nascimento, os processos visam o esclarecimento de fatos que, "em tese, descaracterizam a efetiva entrega dos lotes". A ANTT já confirmou ao Valor atrasos anteriores na obra da ferrovia, mas agora tem preferido a cautela. Ainda assim, a autarquia não confirma a entrega de nenhum trecho da Transnordestina.  

Nascimento explica que o processo de homologação da entrega é complexo. Quando a concessionária conclui o trecho, o poder concedente tem de checar a conformidade técnica dos trabalhos. Quando a obra não é entregue, debruçase sobre as motivações da empresa para o atraso.

A olho nu, porém, a avaliação é bem mais simples. Chefe de gabinete da Prefeitura de Aurora, município do sertão cearense, Sebastião Rangel garante que estão longe de serem concluídos os dois trechos que ligam seu município às vizinhas Ingazeira e Lavras. As obras, que fazem parte do corredor entre a cidade de Missão Velha e o porto do Pecém, em Fortaleza, deveriam ter sido entregues, respectivamente, em abril e junho deste ano.

"Há uma escola no caminho da ferrovia que terá de ser derrubada, mas ainda está funcionando normalmente", disse Rangel. Também junho, deveria ter sido entregue um lote da Transnordestina entre a cidade de Araripina, em Pernambuco, e a divisa com o Piauí. A ANTT ainda está avaliando se a obra ficou pronta.

"A manifestação desta ANTT quanto ao cumprimento dos prazos depende do resultado de processo administrativo nos termos da legislação vigente, garantindo o direito à ampla defesa e contraditório. Desta forma, não se pode afirmar, neste momento, que houve descumprimento dos prazos, tendo em vista que o processo administrativo encontra¬se em curso", alegou a autarquia.

Somente neste ano, estão previstas no contrato as entregas de sete lotes de ferrovia, que somam centenas de quilômetros de trilhos. O estágio atual das obras não indica que a meta será cumprida, apesar da cautela demonstrada pela agência reguladora da ferrovia. Em janeiro, deste ano, entretanto, a ANTT já havia informado ao Valor a identificação de atrasos nas obras. A falta de mão de obra suficiente para a fiscalização pode ajudar a explicar a demora na checagem dos trabalhos da Transnordestina, mas a ANTT não confirma. A agência aguarda uma posição do Ministério do Planejamento para um pedido de contratação de 670 novos servidores.

A verdade é que a relação entre concessionária e poder concedente melhorou substancialmente desde que o ex¬ministro e ex¬governador do Ceará Ciro Gomes foi contratado pela CSN para cuidar da Transnordestina. Segundo relatos, ele tem acompanhado pessoalmente o andamento do projeto, tanto participando de reuniões em Brasília quanto visitando o campo de obras da ferrovia.

Com 1.753 quilômetros de extensão, a Transnordestina vai ligar o município de Eliseu Martins, no sertão do Piauí, aos portos de Suape, em Pernambuco, e Pecém, no Ceará. Após alguns aditivos, a obra está orçada atualmente em R$ 7,5 bilhões, mas dentro da própria TLSA há quem diga que a estrada de ferro não sai por menos de R$ 11 bilhões. O projeto é praticamente todo financiado com recursos públicos, principalmente fundos regionais de desenvolvimento e financiamentos do BNDES. A TLSA foi procurada, mas se negou a apresentar qualquer informação.

Público prestigia audiência sobre a ferrovia Rio-Vitória

20/07/2015 - Antt

Campos dos Goytacazes (RJ) recebeu, hoje (17/7), a terceira sessão presencial da Audiência Pública nº 005/2015, promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com o objetivo de colher contribuições dos interessados para aprimorar os estudos técnicos voltados para nova concessão ferroviária: trecho entre os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O projeto é integrante da segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL) do governo federal.

Mais de 240 pessoas participaram do evento e registraram 27 manifestações escritas e orais.

A última sessão presencial será realizada em Brasília (DF), no dia 28/7.

Contribuições podem ser encaminhadas por escrito até as 18h do dia 31/7/2015, por meio de formulário eletrônico, que está disponível, junto a todas as informações específicas sobre os procedimentos da audiência, no site pilferrovias.antt.gov.br. Esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos pelo e-mail ap005_2015@antt.gov.br.

Rio-Vitória – No dia 9/6, o governo federal apresentou a segunda etapa do PIL, com o anúncio de investimentos de R$ 86,4 bilhões para o setor ferroviário. Desse total, estão previstos R$ 7,8 bilhões para a construção da ferrovia Rio-Vitória. Com 572 quilômetros de extensão, a ferrovia é importante para a economia do país.  Seu traçado referencial atravessa 25 municípios e visa proporcionar o acesso ferroviário aos portos localizados nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, o que possibilitará conexão com os mercados europeu e asiático.
 
SERVIÇO
4ª sessão presencial
Data: 28/7/2015
Horário: 14h às 18h
Endereço: Auditório Eliseu Resende, edifício-sede da ANTT - SCES, lote 10, trecho 03, Projeto Orla 8 – Brasília (DF)

sábado, 18 de julho de 2015

Empresários da Bahia pressionam ministro e cobram do governo obras em ferrovia

Fonte: Correio da Bahia
Publicada em:: 14/07/2015

Por essa o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, não esperava. Ele se reuniu ontem com empresários baianos para apresentar projetos do Plano de Investimentos Logísticos (PIL) na Bahia, mas acabou tendo que se explicar em relação às ausências no pacote de obras. 
A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), seja pela ausência no PIL, pelo traçado da via ou pelo anúncio de redução no ritmo das obras físicas devido às dificuldades de caixa do governo federal, foi o principal foco das críticas. 

Pressionado por representantes de entidades empresariais e do governo baiano, restou a Rodrigues acenar para a possibilidade de alterar o PIL para a inclusão de projetos que estão ausentes e para a possibilidade de alterar o traçado da Fiol, a fim de integrá-la a outros projetos ferroviários em curso no Brasil, com a Ferrovia de Integração Norte-Sul e a Bioceânica. Além disso, o ministro se comprometeu a retornar à Bahia em setembro para tratar especificamente de investimentos ferroviários. 

Logo no início, o ministro bem que tentou agradar aos baianos. Anunciou um acordo com a concessionária Via Bahia, que administra as concessões da BR-324, entre Salvador e Feira de Santana, e a BR-116, entre Feira de Santana e a divisa com Minas Gerais. 

Segundo Rodrigues, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) prevendo a construção de 23 quilômetros da terceira faixa de trânsito na 324, entre Salvador e Simões Filho, será assinado até o fim do mês. "Os problemas com a Via Bahia ficaram no passado, nós repactuamos a relação para que a concessão atenda os anseios do povo da Bahia". 

Duplicação 
Além disso, o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes na Bahia (Dnit), Amauri Lima, anunciou que o governo vai lançar os projetos de licitação para os trechos da BR-101 que ainda não têm previsão de duplicação até o final do ano. Entre Eunápolis e Mucuri, Extremo Sul, o edital será lançado em agosto, disse. E o trecho entre Gandu e Eunápolis deve ser lançado até dezembro. 

Anfitrião do encontro, o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban, manifestou preocupação com a ausência de projetos "importantes para a Bahia" no PIL. Além de citar a Fiol, Alban destacou a necessidade de um volume maior de investimentos nos portos, especialmente Aratu. 

"Deixamos de aproveitar aquilo que a natureza nos deu. Temos a segunda maior baía do mundo, com águas abrigadas e que tem uma subutilização endêmica", avaliou, destacando a necessidade de uma convergência de esforços para o desenvolvimento do setor portuário baiano. 

"A agricultura brasileira tem 20% de perdas por conta de problemas logísticos. Este é um ponto que nos preocupa bastante", ressaltou o presidente da Fieb, lembrando que a construção da Fiol e do Porto Sul são importantes para a atividade na Bahia. 

O ministro explicou que a Fiol ficou de fora do PIL porque ainda não tem nenhum trecho em condições de ser operado, o que tornaria uma eventual concessão agora desinteressante. Ele explicou que chamou as empresas responsáveis pela obra para informar que o ritmo seria reduzido por falta de recursos neste momento de ajuste fiscal. De acordo com o superintendente de Planejamento da Valec, Paulo Lano, estão previstos R$ 101 milhões para a Fiol entre julho e dezembro deste ano. "A prioridade neste momento é preservar o que já foi feito e não iniciar novas obras", argumentou. A explicação para a parada no projeto que deve ligar a região Oeste do estado ao litoral Sul, em Ilheus, não convenceu os presentes. O presidente da Federação da Agricultura do Estado da Bahia, João Martins, lamentou as deficiências logísticas e disse que o que estava sendo apresentado era insuficiente para atender aos anseios do setor produtivo. 

"Nossa competitividade no campo termina da porteira pra fora, onde começam os ônus, que estão no escoamento", explicou. "Eu não estou convencido de que teremos algum tipo de melhoria em nossa competitividade a médio prazo com isto que está sendo colocado aqui", criticou. 

Segundo plano 
Para o presidente do Centro das Indústrias da Bahia (Cieb), Reginaldo Rossi, o governo federal estaria cometendo uma injustiça com a Bahia ao não priorizar a Fiol. "A Bahia, sobretudo o setor produtivo do estado, não aceita e não pode aceitar a paralisação da Fiol. Entendemos que foi feito um projeto, tendo sido dado um start, em algum momento as coisas mudam e a Bahia é prejudicada", disse. 

Rossi acredita que o estado vem sendo colocado em segundo plano. "Nas horas em que Brasília está tendo lucro, não somos chamados a dividir o lucro. É interessante. Só temos sido chamados na Bahia, e as últimas eleições provaram isso, para dividir o prejuízo". 

O ministro rechaçou a possibilidade de algum preconceito em relação ao estado, mas ponderou não ter recursos no momento para manter o ritmo de obras acelerado na Fiol. "O que eu tenho de recursos no momento eu investi na Fiol. A ferrovia não está parada e não vai parar. Hoje eu tenho um volume menor de recursos, eu chamei os empresários e fiz uma adequação do que eu tenho no momento", disse. 

Matéria publicada em 11/07/2015

Valec acompanha engenheiros chineses em traçado que integra a Ferrovia Bioceânica

Não é de hoje que a VALEC pensa e trabalha para viabilizar o desejo de ligar o Brasil ao Oceano Pacífico. 

Para sair do município de Campinorte (GO) e chegar à cidade de Cruzeiro do Sul (AC) é preciso atravessar mais de 3.500 km. Desde o dia 05/7, essa trajetória está sendo percorrida por técnicos da VALEC que apresentam a Ferrovia Bioceânica a uma comitiva de engenheiros chineses. 

Durante dez dias, o grupo percorre o longo traçado que já vem sendo objeto de estudos pela VALEC há alguns anos devido ao projeto da FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), que constitui boa parte da Bioceânica. 

O trecho Campinorte (GO) – Lucas do Rio Verde (MT), com 901 km, já conta com o EVTEA (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) e o Projeto Básico concluídos, desde 2012. 

O trecho seguinte, entre Lucas do Rio Verde (MT) e Vilhena (RO), com 646 km, também concluiu seu EVTEA, no ano passado. O Licenciamento Ambiental foi obtido após longa negociação com a FUNAI. 

O processo licitatório para a elaboração do EVTEA e do Projeto Básico do trecho mais ao oeste, Vilhena (RO) – Porto Velho (RO), com 770 km, foi concluído e aguarda apenas a autorização para contratação. 

A Bioceânica recentemente ganhou força com a assinatura do Memorando de Entendimento Brasil/China/Peru pela presidente Dilma Rousseff, e os presidentes da China, Xi Jinping, e do Peru, Ollanta Humala. O acordo prevê a entrega de estudos de viabilidade econômica patrocinado pelos chineses em maio de 2016. 

A VALEC assessorou o Ministério de Relações Exteriores no trabalho de elaboração do acordo estando presente nas reuniões preparatórias em Brasília e na capital peruana. Os técnicos da VALEC também têm participado ativamente das reuniões com os chineses, organizadas pela EPL (Empresa de Planejamento e Logística), a quem cabe coordenar os trabalhos em nome do Ministério dos Transportes. 

A Bioceânica vai abrir uma nova rota de escoamento da produção brasileira passando pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Acre, e, atravessando o Peru, chegar ao Oceano Pacífico. Atualmente, os produtos exportados para o mercado asiático são escoados somente via Canal do Panamá. 

A futura ferrovia poderá também enviar a produção agrícola do Centro-Oeste brasileiro para os portos do Norte e Sudeste, através da Ferrovia Norte-Sul, construída pela VALEC, quando exportadas para Europa e Oriente Médio, o que abre ainda mais oportunidades logísticas.

Fonte: Valec
Publicada em:: 14/07/2015

Rio reativa ramais de trens e coloca o turismo nos trilhos

14/07/2015 - O Dia

O turismo ferroviário está perto de andar nos trilhos no Rio. O apito de partida para a exploração de ramais desativados da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) para este fim já ecoa em Miguel Pereira, no Sul Fluminense. O município ganhou da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Amigos do Trem uma luxuosa e reformada Litorina (vagão ferroviário dotado de motor próprio), fabricada nos Estados Unidos há 57 anos. Deve estar pronta para entrar em operação em outubro, num trecho inicial de 4,5 quilômetros. A cidade será a primeira do interior a ter novamente composição para turistas. Hoje, só o Trem do Corcovado é usado para passeios no estado. 

Na sexta-feira, o secretário estadual de Transportes, Carlos Osorio, revelou que o governador Luiz Fernando Pezão autorizou estudos para a reativação de mais dois circuitos ferroviários destinados a viagens de lazer. O primeiro liga Miguel Pereira, Vassouras, Paty do Alferes e Paraíba do Sul, no Centro-Sul Fluminense. O outro fica entre Lídice (distrito de Rio Claro) e Angra dos Reis, no Sul do estado. Os dois percursos mantinham locomotivas turísticas no passado. 

"Estamos entrando em acordo com a União, para utilizar parte de uma multa, estimada em R$ 900 milhões, que será aplicada à concessionária Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), uma vez que a empresa desativou e devolverá determinados trechos ferroviários que ela não utilizou e acabaram se deteriorando. O principal é que os trilhos ainda existem em mais de 80% desses trechos", afirma Osório. 

Em Miguel Pereira, a prefeitura fez licitação para obras de recuperação e readaptação da bitola de um metro para 1,60 metro, em um trecho que estava abandonado. Ele pertence à primeira etapa do projeto, ligando o Centro ao distrito de Governador Portela. Do total de R$ 2,5 milhões orçados para reativação da linha, o governo municipal arcará com R$ 750 mil. O restante será bancado pela União e a Oscip Amigos do Trem. 

"A médio prazo, vamos estender a recuperação de trilhos até o distrito de Vera Cruz. Mais 9 km, com direito a vista paradisíaca de nossas montanhas", propagandeia o secretário municipal de Turismo, Marco Aurélio Casa Nova. Ele sonha com postos de trabalho para boa parte dos 26 mil moradores, que tem o comércio como principal fonte de renda. A Litorina poderá acelerar a abertura de lojas de artesanato e restaurantes e dobrar os 2 mil leitos de hotéis. "Nossas expectativas são as melhores possíveis. Dobrando a quantidade de leitos, dobra-se a de funcionários", diz Armando Ribeiro Júnior, dono de pousada. 

Antigo Trem de Prata também está sendo recuperado por ONG 

Depois de uma viagem de 300 quilômetros por rodovias numa carreta, em 27 dias, entre Barbacena (MG) e Miguel Pereira, envolvendo 500 técnicos e guindastes, a Litorina foi posta para visitação na estação ferroviária da cidade do Sul do estado, onde há um museu dedicado ao cantor Francisco Alves. O início da circulação está previsto para outubro, mês de aniversário miguelense. 

Presidente da Oscip Amigos do Trem, Paulo Henrique Nascimento está eufórico. "Vamos provar que assim como em algumas cidades paulistas, do Paraná e Minas Gerais, trens turísticos são autossustentáveis. No Sul Fluminense, as belezas ecológicas, o casario herdado do ciclo do café e a riqueza da cultura regional são fontes de atrações naturais de turistas", justifica. 

Nascimento revela que outra Litorina passa por reforma, em parceria com a Inventariança da RFFSA e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e poderá ser acoplada à de Miguel Pereira. "Outra novidade é que oito vagões do antigo Santa Cruz, o Trem de Prata, que ligou São Paulo ao Rio até 1991, estão sendo restaurados e poderão ser usados no circuito Miguel Pereira-Paty-Vassouras-Paraíba do Sul", adianta. 

Gente que viveu da ferrovia se emociona. É o caso de Adail Rodrigues, 70, o "Xerife dos Trilhos". Ex-maquinista de Maria Fumaça aposentado, ele está há 23 anos, com apoio de um amigo, tomando conta, por iniciativa própria, de 400 metros de trilhos no Centro, a bordo de um antigo auto de linha, engenhoca movida a gasolina, que ele garimpa no comércio. Graças a ele, o trecho não sofreu invasões imobiliárias e nem furtos. "Isso aqui é minha vida, minha paixão", resume. 

"É muita felicidade. Oitenta por cento das famílias de Governador Portela são de ferroviários", diz Geraldino Fraga, 57, que, assim como o pai e o avô, trabalhou por 30 anos na RFFSA. "Visitantes já estão vindo a Miguel Pereira para tirar fotos ao lado da Litorina", atesta Luiz Alberto Amaro, 59, neto de maquinista. 

Matéria publicada em 11/07/2015

Fonte: O Dia
Publicada em:: 14/07/2015

Vale entrega interligação ferroviária em Minas

A Vale concluiu o projeto de reforma de um pequeno mas importante trecho da Ferrovia Centro¬Atlântica (FCA), em Belo Horizonte (MG), que permitiu eliminar um gargalo logístico centenário. Com investimentos de R$ 300 milhões, a empresa retificou e duplicou trecho de 8,3 quilômetros na malha da FCA, entre a capital mineira e Sabará (MG), que serve como interligação entre os sistemas ferroviários Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Pelo local, passam trens de três concessionárias: FCA, MRS Logística e Estrada Ferro Vitória a Minas (EFVM). "É um grande projeto em uma grande capital", disse Alexandre Porto, superintendente de ferrovias da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). 

A agência autorizou o projeto, realizado em parceria com o governo federal. As obras duraram quatro anos e incluíram a retificação e a duplicação do traçado da via e também obras de urbanização, como a construção de viadutos e passarelas. Segundo a Vale, Belo Horizonte se transformou na primeira grande capital brasileira a ter uma linha férrea cortando o seu centro urbano completamente isolada da comunidade por onde passa. Um muro e cercas foram erguidos em Belo Horizonte e em Sabará, evitando o contato direto de moradores com os trens. 

O conflito entre trens e comunidades urbanas é um dos grandes desafios para as concessionárias ferroviárias desde a privatização da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), em 1996. Com o crescimento dos centros urbanos, tornou-se comum que as áreas próximas aos trilhos fossem cercadas por ocupações humanas. Esse conflito envolve riscos de atropelamentos, acidentes entre trens e veículos automotores e até descarrilamentos. 

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) vem trabalhando no tema, tomando como base os estudos do Programa Nacional de Segurança Ferroviária nos Centros Urbanos (Prosefer). Algumas obras foram concluídas como o rebaixamento da linha férrea em Maringá (PR), os contornos ferroviários de Araraquara (SP) e Três Lagoas (MS) e a transposição da linha férrea nos municípios de Campos Altos (MG), Valentim Gentil e Matão (SP), Londrina e Paranaguá (PR) e Paverama e Santa Maria (RS). Há outras obras em andamento. 

O trecho retificado na atual malha da FCA, pertence à Valor da Logística Integrada (VLI), da qual a Vale é sócia, tinha um traçado sinuoso, com curvas e inclinações incompatíveis com os atuais comboios ferroviários que passam pelo local transportando cargas como grãos, minério de ferro, cobre, cal, coque e fertilizantes. Antes de 2012 a Vale registrou seis acidentes no local, número que foi zerado em dois anos, segundo a empresa. 

O novo traçado começou a operar com restrições em dezembro de 2013 e as obras foram concluídas em maio deste ano. O investimento feito pela Vale no projeto pode ser alvo de um encontro de contas relativo à concessão da FCA na revisão tarifária da empresa em 2017. Os investimentos feitos e não amortizados até o fim da concessão da FCA também poderão vir a ser indenizados pelo governo. 

Maurício Cretella, gerente de projetos de logística da região Sudeste da Vale, disse que a obra aumentou a capacidade de transporte no trecho em 120%, de nove pares de trens circulando por dia, em ambos os sentidos da via, para 20 pares de trens diários. Pelo local, circulam composições formadas por até 90 vagões. A modernização ajudou a aumentar o volume do corredor de exportação Goiás¬Minas Gerais¬Espírito Santo, calculado em tonelada útil (TU). Na comparação do primeiro trimestre de 2012 com o mesmo período de 2015, o total de cargas exportadas por esse corredor tendo como destino o Porto de Tubarão, da Vale, em Vitória (ES), cresceu quase 60%. Passou de 868 mil/TU, em 2012, para 1,38 milhão/TU, em 2015.

Fonte: Valor Econômico
Publicada em:: 17/07/2015

Agora é oficial: Ferrovia Norte-Sul passará pelas regiões de Panambi e Cruz Alta (RS)

O prefeito de Panambi, Miguel Schmitt-Prym, esteve em Brasília nesta semana. Em encontro ele obteve confirmação de que a ferrovia Norte-Sul vai passar por Panambi e região. Durante reunião no Ministério dos Transportes, foi fechada a questão do traçado. 

Ficou estabelecido que os trilhos no Rio Grande do Sul vão entrar por Frederico Westphalen, passando por Palmeira das Missões, Panambi, Cruz Alta, Santa Maria, até o porto de Rio Grande. De Cruz Alta a Santa Maria e os ramais para Santa Rosa e Cachoeira do Sul o projeto prevê a reativação de mil quilômetros de ferrovia concedidos para a America Latina Logística e atualmente sem uso.

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
Publicada em:: 17/07/2015

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Governadores querem acelerar projeto de ferrovia entre Rio e Espírito Santo

13/07/2015 - Agência Brasil

Os governos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) querem agilizar a elaboração do projeto da Ferrovia EF-118, que ligará portos dos dois estados. O detalhamento das obras ocorreu durante audiência pública na Associação Comercial do Rio de Janeiro. O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse esperar que o que cabe ao planejamento seja finalizado este ano, de modo a avançar em 2016.

"Não tem data. Estamos na fase de audiências públicas, mas quero que cheguemos ao fim do ano com a engenharia para começar em 2016″, informou o governador. "É uma ferrovia muito importante para nós e vital para o Rio, o Espírito Santo, Minas e o  Brasil inteiro. Passará por todos os portos e pelo Porto do Açu, que é uma nova fronteira do desenvolvimento. Será um porto com capacidade para receber grandes navios."

O projeto está orçado em R$ 7,6 bilhões e faz parte do Programa de Infraestrutura e Logística, lançado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff. A extensão da ferrovia será de 577,8 quilômetros, com bitola larga e mista.

Do total, 404,6 quilômetros serão no Rio e 169,2 quilômetros, no Espírito Santo, interligando terminais portuários de características diferentes nos dois estados, entre eles Sepetiba, Itaguaí e Macaé, no Rio, e Ubu, Vitória e Tubarão, no Espírito Santo. Além do Porto do Açu, o sistema integrará o porto capixaba Central, que também tem calado para navios maiores.

A ferrovia cortará 25 municípios, partindo de Nova Iguaçu, na região metropolitana do Rio, onde se conectará com a malha concedida à MRS Logística S.A, que liga o Rio a São Paulo e Minas. No Espiríto Santo, haverá ligação na cidade de Cariacica com a Estrada de Ferro Vitória a Minas, concedida à Vale S.A.

Em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, a ferrovia será ligada à futura Estrada de Ferro Transcontinental, projeto que pretende estabelecer um caminho sobre trilhos para o Oceano Pacífico, chegando ao Peru.

Depois das audiências públicas, o projeto será encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), para que possa ser licitado pelo governo federal e se torne uma parceria público-privada.
O governador do Rio defendeu agilidade no projeto e a busca de parceiros com concessões no setor. "Que tragam parceiros novos, mas não podemos pensar em inventar a roda. Vimos a demora quando temos de elaborar e viajar muito para buscar parceiros. Não sai do papel."

De acordo com Pezão, a frustração foi grande com o trem-bala. "Discutimos por três, quatro anos e jogamos o projeto na lata de lixo. Deixamos de realizar sonhos quando o Brasil crescia a 5%. "Segundo ele, obras de outros modais, como o metrô, poderiam ter sido discutidas no período.

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, destacou que o projeto garante competitividade ao Brasil e retoma a visão do desenvolvimento ferroviário, "perdida de forma equivocada no país", com a priorização de rodovias.

Para Hartung, é preciso estabelecer uma agenda que enfrente "o baixo astral no país". "Vivemos um momento em que, se deixar, o baixo astral toma conta. Precisamos enfrentar essa tendência negativa que toma conta do país. Não podemos enfrentar de cabeça baixa, muito menos pensar 2018 em 2015″, acrescentou o governador.

O diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, também afirmou que o projeto é fundamental para o Brasil e precisa ser executado "o mais rápido possível". "Ele terá capilaridade para cargas diversas e ligará os dois maiores portos em desenvolvimento no Brasil."

Fonte: Agência Brasil

Estrada de Ferro Sorocabana era inaugurada há 140 anos

13/07/2015 - Estado de S. Paulo

Há 140 anos, em 10 de julho de 1875, era inaugurado o primeiro trecho da Estrada de Ferro Sorocabana (EFS), que já foi uma das principais ferrovias do País. Os trilhos se estendiam da região central de São Paulo, desde a Estação Júlio Prestes, até a fábrica de ferro de São João de Ipanema, à época pertencente a Sorocaba, por isso a ferrovia também foi chamada, por um período, de Companhia Sorocabana de Estrada de Ferro de Ypanema a São Paulo.

A primeira composição puxada por locomotiva a vapor saiu da capital às 8h30 daquela manhã, levando acionistas e convidados até a estação de Sorocaba. Nos anos seguintes, a ferrovia idealizada pelo sorocabano Luis Matheus Maylasky, seguiu rumo ao oeste paulista. Os vagões de cargas e passageiros fizeram surgir povoações e cidades ao longo dos trilhos.

Em 1919, a ferrovia chegou a Presidente Prudente e, em 1922, os trilhos tocaram as barrancas do Rio Paraná, em Epitácio Pessoa, na divisa de São Paulo com o Mato Grosso – hoje Mato Grosso do Sul. A extensão da linha até a Baixada Santista só ocorreu em 1937.

A ferrovia, que em 1892 se fundira à Estrada de Ferro Ytuana, transformou-se em ferrovia estadual em 1905, sendo integrada à Fepasa – Ferrovias Paulistas S.A. em 1971. Em 1998, o governo paulista transferiu a malha estadual à União, através da Rede Ferroviária Federal. Os trens de passageiros circularam até 1999.

Os 140 anos de ferrovia, atualmente integrante da malha concedida à ALL- America Latina Logística, são tema da mostra "Imagens da Ferrovia", com fotografias, desenhos e pinturas que revivem a história da Sorocabana. A exposição tem entrada gratuita no Museu da Estrada de Ferro Sorocabana, no Jardim Maylasky, centro de Sorocaba.

Também foi lançado para lembrar a data o documentário "A Sorocabana: Ferrovia-Cultura", produzido por Márcio Schimming Dias Lopes, Rafael Paião e Tauan Fontão, que recupera casos, experiências de ferroviários e histórias ligadas à estrada de ferro. O filme, produzido com apoio de leis de incentivo à cultura, pode ser visualizado em redes sociais na internet.

sábado, 11 de julho de 2015

Ferrovia entre Rio e ES terá seis túneis, 171 viadutos e 130 pontes Destaque

11/07/2015 - Notícia Capixaba - Vitória/ES

Foi realizada nesta sexta-feira (10), no Rio de Janeiro (RJ), a segunda sessão presencial da Audiência Pública para o projeto da ferrovia que vai ligar o Estado ao Rio de Janeiro (EF-118). No evento foi apresentado em detalhes o projeto de engenharia de implantação da nova ferrovia, incluindo traçado detalhado, infraestrutura da obra, potencial logístico, integração com a malha ferroviária nacional e com os portos cariocas e capixabas, além do potencial de geração de negócios. O projeto prevê a implantação de seis túneis, 171 viadutos rodoviários, 130 pontes ferroviárias, 117 passagens inferiores e 60 passagens de pedestres.

A audiência contou com um público de cerca de 250 pessoas, dentre elas os governadores Paulo Hartung (ES) e Luiz Fernando Pezão (RJ), além do diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos; o diretor Carlos Fernando do Nascimento; os secretários de Transportes do Rio de Janeiro, Carlos Osório, e do Espírito Santo, Paulo Ruy; secretário de obras do Rio de Janeiro, José Iran; presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Paulo Protasio; prefeitos, parlamentares, representantes sindicais, empresários e mais interessados no projeto. Foram registradas 15 contribuições presenciais e sete escritas.

"Esse projeto é de extrema importância para o país, pois vai interligar uma rede portuária do Espírito Santo e Rio de Janeiro com outros Estados. Estamos confiantes na viabilização deste projeto, que é importante para driblarmos históricos obstáculos da competitividade e produtividade nacional", avalia o governador Paulo Hartung.

Ainda durante o evento, o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, reforçou que o trecho é fundamental para o desenvolvimento não apenas dos estados envolvidos, mas também do país. "O segmento vai ligar dois dos maiores portos de movimentação de cargas no Brasil", explicou.

As audiências são a última etapa a ser vencida para que o projeto da nova ferrovia seja encaminhado para apreciação do Tribunal de Contas da União (TCU) e, posteriormente, colocado em licitação pública pelo Governo Federal para concessão por meio de Parceria Público Privada (PPP). O orçamento previsto para a construção da ferrovia é de R$ 7,6 bilhões.

A nova ferrovia Rio-Vitória faz parte do Programa de Infraestrutura e Logística (PIL), lançado pela presidente Dilma no mês passado, que prevê a concessão, por parte da União, de ferrovias, rodovias, portos e aeroportos em todo o país. A EF-118 terá 577,8 km de extensão, sendo 169,2 Km no Espírito Santo e 404,6 Km no Rio de Janeiro, e interligará os complexos portuários dos dois estados.

Novas ligações

Com potencial de carga de 100 milhões de toneladas por ano, EF-118 interligará a Região Metropolitana do Rio com Vitória. A ferrovia se articulará com a futura EF-354 (Estrada de Ferro Transcontinental - ligação ao Peru), a partir de Campos dos Goytacazes, atravessando as regiões minerais e agrícolas de Minas Gerais e do Centro Oeste brasileiro, e possibilitando a conexão com os mercados europeu e asiático.

Além disso, a nova ferrovia estará interligada com a rede da concessionária MRS, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo e Minas Gerais. E, no Espírito Santo, com a estrada de ferro Vitória-Minas.

Rede portuária

A EF-118 atenderá a demanda da rede portuária dos dois estados, incluindo os portos de Sepetiba, Itaguaí, Macaé, Barra do Furado e Açu, no Rio de Janeiro, e os portos Central, Ubu, Tubarão e Vitória, no Espírito Santo, e posicionará o Rio de Janeiro como a plataforma logística de classe mundial.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Governo apresenta projeto da ferrovia que vai ligar o Rio ao Espírito Santo

10/07/2015 - G1 RJ

O governo do Estado apresenta nesta sexta-feira (10), numa audiência pública, o projeto da ferrovia que vai ligar o Rio de Janeiro ao Espírito Santo (EF-118). Na evento será apresentado em detalhes o projeto de engenharia de implantação da nova ferrovia, incluindo traçado detalhado, infraestrutura da obra, potencial logístico, integração com a malha ferroviária nacional e com os portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, e o potencial de geração de negócios.

As audiências são a última etapa a ser vencida para que o projeto da nova ferrovia seja encaminhado para apreciação do Tribunal de Contas da União (TCU) e, posteriormente, colocado em licitação pública pelo Governo Federal para concessão por meio de Parceria Público Privadas (PPP). O orçamento previsto para a construção da ferrovia é de R$ 7,6 bilhões.

A nova ferrovia Rio-Vitória faz parte do Programa de Infraestrutura e Logística (PIL), lançado pela presidente Dilma no mês passado, que prevê a concessão, por parte da União, de ferrovias, rodovias, portos e aeroportos em todo o país. A EF-118 terá 577,8 km de extensão, sendo 169,2 Km no Espírito Santo e 404,6 Km no Rio de Janeiro, e interligará os complexos portuários dos dois estados. O projeto prevê a implantação de seis túneis, 171 viadutos rodoviários, 130 pontes ferroviárias, 117 passagens inferiores e 60 passagens de pedestres.

Segundo o secretário Estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, em um primeiro momento não estava previsto o transporte de passageiro na ferrovia, mas esse pedido será feito. "O governo federal desenhou esse projeto originalmente para ferrovia de carga, mas nós já temos notícia que na audiência pública de hoje será feita uma sugestão para que seja incluído o transporte de passageiro", afirmou o secretário, ressaltando que entre os dois estados há várias cidades importantes como, por exemplo, Macaé e Campos.

Com potencial de carga de 100 milhões de toneladas por ano,EF-118 interligará a Região Metropolitana do Rio com Vila Velha, na grande Vitória.  A ferrovia se articulará com a futura EF-354 (Estrada de Ferro Transcontinental - ligação ao Peru), a partir de Campos dos Goytacazes, atravessando as regiões minerais e agrícolas de Minas Gerais e do Centro Oeste brasileiro, e possibilitando a conexão com os mercados europeu e asiático. Além disso, a nova ferrovia estará interligada com a rede da concessionária MRS, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo e Minas Gerais. E, no Espírito Santo, com a estrada de ferro Vitória-Minas.

A EF-118 atenderá a demanda da rede portuária dos dois estados, incluindo os portos de Sepetiba, Itaguaí, Macaé, Barra do Furado e Açu, no Rio de Janeiro, e os portos Central, Ubu, Tubarão e Vitória, no Espírito Santo e posicionará o Rio de Janeiro como a plataforma logística de classe mundial.

Ainda de acordo com o secretário, em um estudo inicial foi identificado que para implantar o transporte de passageiro será necessário empregar cerca de 3% a mais do valor previsto para o orçamento da ferrovia, que é de R$ 7,6 bilhões.

Segundo Osório, além de emprego a ferrovia vai gerar competitividade. "A nossa infraestrutura de logística é deficiente. Uma nova ferrovia, ligando os principais portos, vai fazer o Rio muito competitivo. E não são apenas os empregos na obra, são os empregos que vão ser gerados após a obra", afirmou o secretário.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Ministro libera estudos de concessão de ferrovia Vitória-Rio

06/07/2015 - G1

O ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, liberou, nesta sexta-feira (3), a realização dos estudos do modelo de concessão da ferrovia EF 118, que vai ligar a Grande Vitória à cidade do Rio de Janeiro. A previsão é que a licitação para as obras aconteça no primeiro trimestre de 2016.

Na ocasião, aconteceu a primeira audiência pública para debater e aperfeiçoar o traçado do projeto, em Vitória. Outras três audiências estão marcadas para o mês de julho, sendo no Rio de Janeiro, em Campos dos Goytacazes e em Brasília.

Esse é o primeiro projeto de ferrovias apresentado após o anúncio do programa de investimento em logística, do governo federal.

O projeto do ramal ferroviário EF 118 vai fazer a ligação de Vitória com o Rio, passando pelo Porto Central, em Presidente Kennedy, no Sul do estado, e também pelo Porto de Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro. E aproveita o traçado da Ferrovia Litorânea Sul, que vai de Vitória a Anchieta, feito pela Vale.

Segundo o ministro, o projeto já está adiantado, porque os estados já fizeram a primeira parte. "Rio de Janeiro e Espírito Santo anteciparam a etapa mais difícil e demorada, que é da elaboração do projeto. Então, isso facilitou o trabalho do governo federal, já que ganhamos, com isso, mais de seis meses", disse.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) destacou que, ao longo do trecho ferroviário, serão construídos ramais para ligar a estrada à região Sul do estado. "Entre 2025 e 2030 vencem os contratos de concessão da malha ferroviária no Brasil. Em contrapartida, vamos pedir o investimento nela, como na EF 118", falou.

Para o governador Paulo Hartung (PMDB-ES), as audiências públicas são o primeiro passo para a concretização do projeto. "É importante que o projeto seja aperfeiçoado e, que ao mesmo tempo, a gente mobilize parcerias privadas para incitar interesses em torno da ferrovia. Isso é bom para, quando vier o processo licitatório, você já tenha grupos provados importantes para poder participar desse leilão", explicou.

BR-447

O superintendente do Dnit do Espírito Santo, Antônio Guanabarino, anunciou o início das obras do Regime Diferenciado de Contratação (RDC) Integrado do acesso ao Porto de Capuaba, em Vila Velha, na Grande Vitória, pela BR-447.

Segundo Guanabarino, a previsão de conclusão dos serviços é de 18 meses, a partir do início das obras, liberadas nesta sexta-feira (3).

"Como é um RDC Integrado, o projeto e a obra são executados em uma só licitação. É uma obra que complementa um serviço já executado na rodovia Leste-Oeste, pelo governo estadual", disse o superintendente.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Trecho que unirá maiores ferrovias do país passará por dez municípios capixabas

01/07/2015 - Folha Vitória

Espírito Santo e Rio de Janeiro dão os primeiros passos para integrar duas das maiores ferrovias brasileiras. A ferrovia ES 118, batizada inicialmente por Vitória-Rio, ligará a malha concedida à MRS logística S.A, no município de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, à estrada de ferro Vitória-Minas, concedida à Vale, em Cariacica. 

A ferrovia atravessará 25 municípios, dez deles em terras capixabas: Cariacica, Viana, Vila Velha, Guarapari, Anchieta, Iconha, Piúma, Rio Novo do Sul, Itapemirim e Presidente Kennedy. O ramal ferroviário também fará a ligação entre os portos do Rio de Janeiro, Vitória e Tubarão, passando pelos terminais privados capixabas e cariocas. A obra do trecho ferroviário tem 577,7 quilômetros de extensão e INVESTIMENTO estimado de R$ 7,8 bilhões. 

Este é o segundo passo para o andamento de obras que são consideradas gargalos no Espírito Santo. O primeiro aconteceu na última quinta-feira (25), quando a senadora Rose de Freitas (PMDB); o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha; o governador Paulo Hartung; o presidente da Infraero, Gustavo do Vale; entre outros representantes, assinaram a ordem de serviço para a retomada das obras do aeroporto de Vitória - esta com dinheiro público. 

A construção faz parte do Programa de INVESTIMENTOS em Logística, anunciado pela presidente Dilma Rousseff, no último dia 9 de junho. No pacote de concessões, está também incluída a duplicação e melhoria da BR-262, nos trechos de Vitória a Belo Horizonte e de Viana até a divisa com Minas. 

Passo a passo 

A primeira parte do processo para a construção da ferrovia já está marcado. A partir da próxima sexta-feira (3), uma série de quatro audiências públicas – em Vitória, Rio de Janeiro, Campos e Brasília – serão realizadas para debater com a sociedade os pontos da construção e, segundo o subsecretário estadual de Obras Públicas, Valdir Uliana, consolidar o projeto conceitual. O evento contará com a presença do ministro dos transportes, Antônio Carlos Rodrigues, e com o presidente da ANTT, Jorge Bastos. 

Ainda de acordo com Uliana, os próximos passos serão ofertar o projeto no mercado para avaliação e negociação com investidores. "Ainda não foi informado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres se haverá algum FINANCIAMENTO da União para as obras; isso deve ser informado durante as audiências", avaliou. A estimativa para a construção da ferrovia é de cinco anos. 

Audiência no ES 

O debate capixaba sobre a rodovia acontecerá na Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em Vitória, das 9 horas às 13 horas. O público que deseja comparecer ou contribuir com o processo pode acessar o site pilferrovias.antt.gov.br. 

No próprio endereço, disponibilizado pela ANTT desde segunda-feira (29), consta o link "formulário de envio e contribuições", canal para os interessados enviarem sugestões, até 31 de julho. Também há a possibilidade de colaborar pelo email ap005_2015@antt.gov.br. 

Fonte: Folha Vitória
Publicada em:: 01/07/2015