quinta-feira, 31 de julho de 2014

Empresários estão receosos com Ferrovia de Integração do Centro Oeste

31/07/2014 - Circuito Mato Grosso

Projeto prevê trilhos que trilhos cheguem a Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, e sigam até Campinorte, em Goiás

Por Diego Frederici

O transporte de trilhos é apontado como um dos mais seguros e com menos custos para o setor produtivo. Em agosto de 2012, há dois anos, o Governo Federal tomou algumas ações para preencher a lacuna histórica do setor no Brasil, como o Programa de Investimentos em Logística, que apenas no setor ferroviário prevê investimentos de R$ 99,6 bi. Uma de suas vedetes, a Ferrovia de Integração do Centro Oeste (Fico), no entanto, parece não ter caído nas graças do setor produtivo, que vem hesitando em comprar o projeto.

Com o título de Estado que é símbolo do agronegócio no país, Mato Grosso tem uma demanda antiga por melhores opções de logística e de escoamento da safra de grãos, como soja e milho. Sonho dos produtores estaduais, que veem no transporte sobre trilhos a solução para o aumento dos seus lucros, a Fico vem encontrando barreiras para sua implantação, que prevê a ligação ferroviária entre as cidades de Lucas do Rio Verde (354 km de Cuiabá) e Campinorte (GO).

Segundo Edeon Vaz Ferreira, coordenador executivo do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso, alguns investidores estão receosos com o modelo adotado pelo Governo Federal para operação e construção da ferrovia, chamado de open access, no qual uma empresa fica responsável pela construção, enquanto outra companhia, nesse caso a empresa pública Valec, deterá o controle de operação da mesma, loteando a capacidade de transporte de cargas para qualquer grupo que se interesse pela utilização do serviço ferroviário.

"No modelo open access, mesmo que a empresa que irá construir a ferrovia obtenha dividendos tanto da companhia que terá o controle da operação quanto daquelas que efetivamente realizarão o transporte, ainda assim, os investidores estão cautelosos", pondera.

A Ferrovia de Integração Centro-Oeste tem previsão de 880 km de extensão e, nas palavras da presidenta Dilma Rousseff, "ligará Mato Grosso com a espinha dorsal do sistema ferroviário brasileiro, que é a Ferrovia Norte-Sul". Porém, nem mesmo a possibilidade de escoamento da produção pelo Norte e Nordeste do país, quanto dos portos do Sul e Sudeste, além do direito de explorar o negócio por 35 anos, estão seduzindo o número de investidores ou consórcios de empresas, que temem não ter lucro com o negócio.

Entretanto, há luz no fim do túnel para a empreitada, de acordo com o representante do Movimento Pró-Logística. Segundo ele, os chineses têm mostrado interesse e até já assinaram uma "carta de intenções" para avançar na negociação (leia matéria abaixo). Além disso, o governo também estuda a participação de um "fundo garantidor", controlado por bancos privados para tirar a Fico do papel. Mesmo assim, a ferrovia ainda deve demorar alguns anos para cruzar o cerrado mato-grossense.

"O edital para construção da Fico deve sair no segundo semestre de 2014, mas ainda não temos uma previsão exata", diz ele.

Fonte: Circuito Mato Grosso

Programa de ferrovias começa a superar indefinições

30/07/2014 - Valor

Atualmente, o sistema ferroviário brasileiro totaliza 30.051 km de extensão e é composto por 12 malhas concedidas, sendo 11 à iniciativa privada.

Considerado a primeira política pública estruturada para o setor ferroviário, o Programa de Investimentos em Logística (PIL) começa a superar indefinições e incertezas para poder deslanchar suas primeiras concessões neste segundo semestre, avaliam empresários e representantes governamentais.

Os trechos de Lucas do Rio Verde (MT)-Campinorte (TO) e Açailândia-Vila do Conde (PA), no total de 2,6 mil km, tidos como prioritários por ser importantes vias de escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste, já estão com estudos adiantados, aguardando publicação de edital nos próximos meses. O valor do investimento é de R$ 4,7 bilhões, com prazo de cinco anos para início de operação. Outros seis trechos, de 7,4 mil km, esperam manifestação dos interessados para elaboração de estudos de engenharia e preparação dos editais de concessão.

"Acho até que o setor empresarial demorou a compreender o modelo de concessões do PIL. Mas, depois de diálogo do governo federal com a iniciativa privada, houve algumas mudanças importantes como a taxa de retorno do investimento privado e um modelo de negócio mais estruturado para as ferrovias", destaca Gustavo Bambini, presidente executivo da Associação Nacional de Transporte Ferroviário (ANTF).

"Eu sou otimista", ressalta o executivo. "Agora com esse interesse de investidores chineses (China Railway Construction Corporation) de se associarem a uma construtora brasileira (Camargo Corrêa) e também do interesse da estatal russa (Russian Railways International) de se unir à brasileira Progen para criar uma empresa visando explorar futuras concessões de ferrovias, acho que esse programa vai se acelerar a partir do segundo semestre", diz Bambini. "Há movimentações importantes do setor empresarial no sentido de se articular para participar do modelo atual de concessões", afirma.

A experiência bem-sucedida do setor privado na administração de ferrovias brasileiras, a partir de 1997, na primeira fase de concessões, justifica o empenho e o apoio do empresariado ao novo modelo, que prevê investimentos de R$ 99,6 bilhões na construção e melhoria de 11 mil km de linhas férreas, de acordo com estudos da ANTF. Ao longo dos últimos 17 anos, as concessionárias brasileiras investiram mais de R$ 38 bilhões em novas tecnologias, capacitação profissional, compra e reforma de locomotivas e vagões, melhoria das operações ferroviárias e recuperação da malha.

Uma única concessionária, a América Latina Logística (ALL), investiu mais de R$ 12 bilhões em recuperação, melhorias e ampliação da malha ferroviária desde o início das concessões, em 1997. Os números da ANTF mostram que os investimentos tiveram resultado positivos: 94% de aumento na movimentação de cargas; 119% de crescimento da produção ferroviária; 173% de aumento na quantidade de empregados e 77% de redução no número de acidentes.

Atualmente, o sistema ferroviário brasileiro totaliza 30.051 km de extensão e é composto por 12 malhas concedidas, sendo 11 à iniciativa privada. O governo federal, através de investimentos diretos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), realiza obras em duas importantes ferrovias: a Norte-Sul (FNS), e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Com 1.527 km de extensão, a Fiol estabelecerá comunicação entre Ilhéus, Caetité e Barreiras, cruzando o Estado da Bahia até chegar a Figueirópolis, no Tocantins, ponto de sua interligação com a FNS. Terá capacidade para transportar 40 milhões de toneladas ao ano. O trecho que está em obras tem 1.027 km, entre Ilhéus e Barreiras, com investimento de R$ 6 bilhões. Mas só fica pronto em 2016.

Fonte: Valor Econômico/Revista Ferroviária 

terça-feira, 29 de julho de 2014

Sinal verde para os regionais

28/07/2014 - Revista Engenharia Automotiva e Aeroespecial (SAE

Após o sucateamento quase completo da malha nacional e dos escassos investimentos em infraestrutura nas últimas décadas, a indústria ferroviária brasileira aposta nos trens regionais para impulsionar o desenvolvimento do setor de transportes sobre trilhos no País. Para Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), com o adiamento do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV ou trem-bala) – que prevê ligar São Paulo ao Rio de Janeiro, passando por Campinas (SP) –, o desafio da integração nacional pelas ferrovias pode ser vencido de forma rápida e econômica com a implantação de linhas regionais, o que permitiria, ainda, aumentar a capacidade do transporte de carga. A expectativa da Abifer é de que o setor movimente anualmente cerca de R$ 70 bilhões entre os próximos cinco e dez anos.

Dois exemplos destes sistemas regionais são os projetos da Contrail, voltado ao setor de logística, e do Trem Intercidades, destinado ao transporte de passageiros – ambos previstos para entrar em operação nos próximos anos, em São Paulo, e financiados por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Contrail: sinergia sobre trilhos e asfalto 
A Operadora de Transporte Multimodal de Contêineres S.A., a Contrail, foi estabelecida em 2010, resultante da parceria entre a Estação da Luz Participações (EDLP) e a MRS Logística, com o objetivo de oferecer o conceito "porta a porto" em operações de transporte, por meio da combinação dos modais ferroviário e rodoviário, terminais estrategicamente localizados (CFCCs) e tecnologia da informação.

Juntas, a EDLP, que atua no segmento de assessoria logística e transporte no Brasil, e a MRS, uma das maiores operadoras ferroviárias do País, desenvolveram um modelo de negócio que transforma o transporte de contêineres que passam pelo Porto de Santos, transpondo de forma eficiente e sustentável a Serra do Mar, barreira natural com cerca de 800 m de altitude,localizada entre a Baixada Santista e o Planalto Paulista.

O conceito logístico da Contrail se baseia na utilização dos Centros Ferroviários de Consolidação de Carga (CFCCs), os quais permitem agrupar no mesmo trem contêineres de diversos tipos e tamanhos, para produtos e clientes distintos. Os CFCCs serão instalados em pontos estratégicos ao longo da linha férrea, formando uma extensa rede de captação e distribuição de produtos em São Paulo, o que, segundo a empresa, resulta em ganhos de escala e de capilaridade. A implementação completa da Contrail deve ser concluída no prazo de cinco anos, com um total de R$ 600 milhões em investimentos neste período.

A operação do sistema também prevê a construção do primeiro hub intermodal do Brasil, o Terminal Intermodal Porto de Santos (TIPS), localizado junto ao maior pátio ferroviário da Baixada Santista e próximo dos terminais marítimos das margens esquerda (Guarujá) e direita (Santos) do porto. Com 300 mil m² de área e capacidade para movimentar até 1,2 milhão de TEUs por ano, será o maior e o mais moderno terminal intermodal do Brasil, de acordo com a operadora.

A sigla TEU vem do inglês Twenty-foot Equivalent Unit, que em português significa Unidade Equivalente a Vinte Pés. O hub possibilitará o gerenciamento da movimentação de contêineres entre os CFCCs e os terminais marítimos. Em suas instalações, o TIPS será dividido em áreas para armazém geral, depot, e para as operações de estufagem, desova, cross docking, pré-stacking, transbordo e de transporte.

Associada à produtividade de movimentação gerada pelo TIPS, o modelo da Contrail introduz no Brasil o uso de vagões do tipo double stack, que permite o empilhamento de até dois contêineres de altura, possibilitando o carregamento de até quatro TEUs.

Para tanto, a AmstedMaxion, fabricante no segmento ferroviário instalada no interior paulista, está utilizando a tecnologia da americana Greenbrier no desenvolvimento do protótipo do vagão PentAMax, composto por cinco vagões double-stack articulados, desenhado para transportar contêineres empilhados no padrão ISO de 20 e 40 pés, com a bitola de 1,60 m. Carregados, os vagões terão a altura total de seis metros em relação ao nível dos trilhos. Por isso, contam com estrutura e componentes especiais para garantir sua estabilidade. O PentAMax dispõe de seis truques com suspensões especialmente desenvolvidas por meio de simulações computadorizadas dinâmicas e contínuas, além de elementos estabilizadores laterais de contato constante e rodeiros com adaptadores radiais. O sistema de choque e tração terá atuação diferenciada para vagão vazio e carregado e os freios serão montados diretamente nos truques, aumentando significativamente sua eficiência e segurança em serviço.

Conforme as previsões da operadora multimodal, com a utilização dos vagões com dupla capacidade, o "Trem Tipo" da MRS/Contrail, com 800 m de comprimento, terá um incremento de até 150% no volume transportado, podendo carregar até 200 TEUs. Além disso, segundo a Contrail, um estudo realizado nas principais ferrovias americanas constatou que o transporte de contêineres feito por vagão double stack emite 1/5 de carbono se comparado ao sistema rodoviário.

No ano passado, a MRS Logística comprou sete locomotivas da fabricante suíça Stadler para operar no trecho da Serra do Mar, por meio do sistema de cremalheira. Cada máquina tem cerca 18 m e o motor produzido pela Traktionssysteme Áustria gera a potência de 5.000 kW (6.800 cv) e força de tração de 700 kN (71.400 kgf). Conforme a MRS, as novas locomotivas são as mais potentes já construídas no mundo, sendo 50% mais eficientes do que as utilizadas anteriormente, fabricadas pela Hitachi na década de 1970. Com elas, a operadora pretende aumentar sua capacidade anual de 7 milhões de toneladas úteis para até 28 milhões de toneladas/ano, por sentido.

Trem Intercidades: a macrointegração

Também chamado de Trem Expresso Metropolitano (TEM) pelo governo de São Paulo, o projeto do Trem Intercidades (TIC) consiste de uma malha ferroviária de 431 km que ligará diversos municípios por meio de composições com velocidade média de 120 km/h, e que podem alcançar a máxima de 160 km/h. A proposta é conectar as quatro áreas metropolitanas do Estado incluídas na Macrometrópole Paulista, com as regiões de São Paulo, Campinas, Santos e Vale do Paraíba, na qual se localizam 153 cidades e uma concentração de 30 milhões de habitantes. Segundo os dados oficiais, essa macrometrópole gera 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do País e reúne 72% da população e 80% de toda a riqueza gerada no Estado.

A ideia é utilizar as áreas de ferrovias já existentes no eixo norte-sul, interligando Americana até Santos, e no eixo leste-oeste, entre Sorocaba e Taubaté. As duas linhas se cruzam na cidade de São Paulo, onde o sistema também tem a previsão de se conectar à futura linha do TAV. De acordo com o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, o projeto funcional do primeiro trecho do Trem Intercidades está pronto e as obras devem começar até o final de 2014. Pelo cronograma do governo, o percurso inicial de 25,4 quilômetros, que vai interligar o ABC, deve entrar em operação em 2016. A extensão até Campinas, com 90 quilômetros, tem a construção programada para começar em 2015 e entrega em 2018. As outras linhas devem ser iniciadas em seguida, com prazo final de conclusão previsto para 2020.

O orçamento para interligar a Macrometrópole Paulista – o maior empreendimento privado em estudo no País – é estimado em R$ 20 bilhões, sendo que R$ 4 bilhões virão de recursos públicos. No final de 2012, o Conselho Gestor de PPPs do Estado de São Paulo aprovou a Manifestação de Interesse Privado (MIP) apresentada pelo consórcio BTG-Pactual/EDLP – que já são sócios na Contrail – para a realização do estudo de viabilidade do sistema de Trens Intercidades. Das 13 empresas autorizadas a fazerem os estudos, o consórcio foi o único a apresentá-los.

O projeto também atraiu o interesse das quatro fabricantes de composições já estabelecidas no País: Bombardier, CAF, Alstom e Siemens. Além delas, a alemã Vossloh e a Malásia Scomi Engineering, recém-instaladas em território nacional, também demonstraram intenções de participar do segmento de trens regionais.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Novo trem Vitória-Minas circula 30 anos após última renovação

23/07/2014 - G1

Trinta anos após a última renovação na linha, o novo trem de passageiros da Vale, que faz o trajeto entre o Espírito Santo e Minas Gerais, vai começar a circular no próximo dia 5 de agosto. Entre aumento no número de acentos e instalação de ar-condicionado nos vagões de classe econômica, as novidades estão presentes em todos os 56 novos carros que desembarcaram em Vitória. O G1 conferiu as alterações e seguiu viagem em um dos novos vagões, até a cidade de Fundão, na Grande Vitória. 

Com painel digital anunciando o destino final e cada parada do veículo, o trem realiza duas viagens diárias. Uma parte de Vitória rumo a Belo Horizonte, em Minas Gerais, e a outra faz o trajeto inverso. Para realizar o percurso completo de 664 quilômetros, o passageiro continua a pagar o mesmo valor cobrado atualmente, que é de R$ 91 para a classe executiva e de R$ 58 para a econômica. Também é possível comprar trechos menores, para 30 cidades que ficam ao longo do caminho até a capital mineira. 

A classe econômica tem capacidade para 75 passageiros, distribuídos em duas poltronas de cada lado do vagão. Os novos carros ganham ar-condicionado e os assentos passam a ter uma mesa de apoio para refeições e leitura. Já os vagões de classe executiva contam com 57 lugares, sendo um assento do lado direito e dois do lado esquerdo. As poltronas foram automatizadas para realizar reclinação e ganharam apoio para os pés. 
Câmeras de segurança foram instaladas em todos os carros da nova linha, além de contar com novo dispositivo de alarme de incêndio, tomadas e sistema de isolamento acústico. "O passageiro consegue viajar mais tranquilamente, sem incômodos, já que não sofre com o barulho vindo do lado de fora. Antes era mais difícil controlar esse som. Hoje, está bem mais suave", falou o gerente de operação ferroviária da Vale, Paulo Curto. 

O tempo de viagem não foi reduzido, mesmo com a renovação de toda a linha. Em 1h10 de viagem até Fundão, a velocidade média do trem variou entre 45 km/h e 50 km/h, sendo a máxima de 65 km/h. A justificativa, de acordo com Curto, é que a ferrovia foi feita para transporte de cargas pesadas e, então, deve-se obedecer a uma velocidade máxima para evitar transtornos e acidentes. 
Além dos vagões de classe executiva e econômica, a linha conta com um carro desenvolvido para deficientes e acompanhantes, um carro-lanchonete e outro onde se encontra o restaurante, com mesas e poltronas para os passageiros realizarem refeições. A alimentação fica por conta de cada viajante e não está inclusa no valor pago na passagem. "Temos um cardápio de refeições, que pode ser renovado com frequência, de acordo com a demanda do público", disse o gerente de operação. 

Com a chegada dos novos veículos, os carros antigos saem de linha no dia 4 de agosto e devem ser encaminhados para um projeto da empresa. 

Fonte: G1
Publicada em:: 23/07/2014

sábado, 26 de julho de 2014

ANTT autoriza operação em trecho da Ferrovia Norte-Sul

26/07/2014 - Agência Nacional de Transportes Terrestres/Portal Brasil 

Traçado do empreendimento se localiza entre cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO) e servirá a transporte comercial de cargas

A autorização para o início da operação comercial do trecho da Ferrovia Norte-Sul compreendido entre os pátios de Porto Nacional (quilômetro 720) e Gurupi (quilômetro 940), entre os estados de Tocantins e Goiás, foi publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União (25).

O trecho está situado entre Palmas (TO) e Anápolis (GO) e terá como finalidade o transporte comercial de cargas. Depois de concluída, a ferrovia contará com mais de 4.000 quilômetros compreendidos entre Barcarena (PA) e Rio Grande (RS).

Ferrovia Norte-Sul

A Ferrovia Norte-Sul foi projetada com o objetivo de promover a integração do território nacional, diminuir custos para transporte de cargas e interligar as regiões brasileiras, por meio das suas conexões com ferrovias novas e existentes.

Iniciado ainda na década de 1980, a partir de ligação com a Estrada de Ferro Carajás, o empreendimento terá a extensão de 4.155,6 quilômetros quando concluído e cortará os estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Fonte: Agência Nacional de Transportes Terrestres/Portal Brasil 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Novo trem da EFVM circula 30 anos após última renovação

23/07/2014 - G1 ES

Trinta anos após a última renovação na linha, o novo trem de passageiros da Vale, que faz o trajeto entre o Espírito Santo e Minas Gerais, vai começar a circular no próximo dia 5 de agosto. Entre aumento no número de acentos e instalação de ar-condicionado nos vagões de classe econômica, as novidades estão presentes em todos os 56 novos carros que desembarcaram em Vitória. O G1 conferiu as alterações e seguiu viagem em um dos novos vagões, até a cidade de Fundão, na Grande Vitória.

Com painel digital anunciando o destino final e cada parada do veículo, o trem realiza duas viagens diárias. Uma parte de Vitória rumo a Belo Horizonte, em Minas Gerais, e a outra faz o trajeto inverso. Para realizar o percurso completo de 664 quilômetros, o passageiro continua a pagar o mesmo valor cobrado atualmente, que é de R$ 91 para a classe executiva e de R$ 58 para a econômica. Também é possível comprar trechos menores, para 30 cidades que ficam ao longo do caminho até a capital mineira.

A classe econômica tem capacidade para 75 passageiros, distribuídos em duas poltronas de cada lado do vagão. Os novos carros ganham ar-condicionado e os assentos passam a ter uma mesa de apoio para refeições e leitura. Já os vagões de classe executiva contam com 57 lugares, sendo um assento do lado direito e dois do lado esquerdo. As poltronas foram automatizadas para realizar reclinação e ganharam apoio para os pés.

Câmeras de segurança foram instaladas em todos os carros da nova linha, além de contar com novo dispositivo de alarme de incêndio, tomadas e sistema de isolamento acústico. "O passageiro consegue viajar mais tranquilamente, sem incômodos, já que não sofre com o barulho vindo do lado de fora. Antes era mais difícil controlar esse som. Hoje, está bem mais suave", falou o gerente de operação ferroviária da Vale, Paulo Curto.

O tempo de viagem não foi reduzido, mesmo com a renovação de toda a linha. Em 1h10 de viagem até Fundão, a velocidade média do trem variou entre 45 km/h e 50 km/h, sendo a máxima de 65 km/h. A justificativa, de acordo com Curto, é que a ferrovia foi feita para transporte de cargas pesadas e, então, deve-se obedecer a uma velocidade máxima para evitar transtornos e acidentes.

Além dos vagões de classe executiva e econômica, a linha conta com um carro desenvolvido para deficientes e acompanhantes, um carro-lanchonete e outro onde se encontra o restaurante, com mesas e poltronas para os passageiros realizarem refeições. A alimentação fica por conta de cada viajante e não está inclusa no valor pago na passagem. "Temos um cardápio de refeições, que pode ser renovado com frequência, de acordo com a demanda do público", disse o gerente de operação.

Com a chegada dos novos veículos, os carros antigos saem de linha no dia 4 de agosto e devem ser encaminhados para um projeto da empresa.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Os russos estão chegando

23/07/2014 - Valor Econômico

Os planos do governo de atrair estrangeiros para os investimentos em logística no país começam a ter resultados. Além da parceria entre Camargo Corrê a e China Railway Construction Corporation (CRCC), a brasileira Progen e a estatal Russian Railways International (RZD) firmaram um memorando de entendimentos para participar do processo de leilões de ferrovias no Brasil.

Os executivos de Progen e RZD querem ser os responsáveis por preparar os estudos que vão embasar editais de licitação e ainda têm interesse em disputar as concessões. O memorando de entendimentos envolve também o banco estatal Vnesheconombank (VEB), espécie de BNDES da Rússia - o que pode dar suporte a um eventual financiamento para as obras. Também está aberta a possibilidade de haver outros sócios.

Atualmente, a prioridade das duas empresas é apresentar manifestações de interesse para todos os lotes de ferrovias lançados pelo governo. São seis trechos com edital de chamamento aberto pelo governo federal. Nessa fase, as companhias autorizadas farão levantamento de engenharia das linhas. Mais de uma empresa pode participar em cada trecho. Mas, ao fim do prazo, será selecionado apenas um levantamento para cada trecho.

No passado, a Progen foi responsável por estudos sobre sete trechos do pacote do governo. Mas as licitações não atraíram interessados. No formato atual, em que diferentes empresas do mercado apresentam seus estudos, a Progen planeja participar novamente. Ela e a RZD querem se candidatar para analisar todos os trechos.

Além de fazer os estudos que serviram de base para trechos de ferrovia do Programa de Investimentos em Logística (PIL, o pacote de concessões) do governo, a Progen já prestou serviços para empresas como a concessionária de ferrovias MRS Logística e para a mineradora Vale, como na linha da Estrada de Ferro Carajás.

Mas as empresas não planejam parar na fase de estudos. Segundo Eduardo Barella, presidente da Progen, a RZD tem intenção de atuar como concessionária no Brasil. E a Progen não descarta participar como sócia também nesse plano. Depois, a ideia é contratar empreiteiras para prestar o serviço de construção.

O faturamento da Progen é de R$ 431 milhões. Sua parceira russa tem números expressivos. Com mais de € 40 bilhões em faturamento, a RZD está com planos de atuar na construção de ferrovias em território internacional. "A Rússia é um país ferroviário por essência. A experiência que a RZD tem é tanto de construção como de operação", diz Barella.

Hoje, a RZD opera 85,2 mil quilômetros com 20 mil locomotivas, um milhão de vagões e 975 mil funcionários. Entre os projetos sendo construídos por ela, está uma rede de ferrovias na Líbia, com custo de € 2,2 bilhões.

No Brasil, as novas licitações de ferrovias já foram anunciadas há mais de dois anos, mas ainda não saíram do papel. O lote mais adiantado, de Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO), já tem estudos prontos e deve ser o primeiro a ser colocado em disputa. Tem 883 quilômetros de extensão e investimento estimado em R$ 5,4 bilhões.

Quanto a outros seis trechos, o governo receberá manifestação, até terça-feira, dos interessados em elaborar estudos de engenharia para os editais de concessão. O prazo para o detalhamento varia de seis a oito meses, dependendo do trecho. Mais de uma empresa pode participar, mas somente um dos estudos será selecionado para cada lote. Posteriormente, o responsável será remunerado pelo vencedor da concessão.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Camargo espera ajustes para entrar em leilões de ferrovia

22/07/2014 - Valor Econômico

O grupo brasileiro Camargo Corrêa espera que a parceria firmada recentemente com a China Railway Construction Corporation (CRCC) para ferrovias seja um benefício não só por trazer a experiência da estatal chinesa em obras do setor como também pelo potencial de atração de capital daquele país aos projetos a serem disputados no Brasil. Mas a real participação das empresas nas licitações ainda depende de estudos e acertos na modelagem.

Dalton Santos Avancini, presidente da construtora Camargo Corrêa, diz que a empresa chinesa quer atuar além do papel de prestadora de serviços. "Ela não está vindo como simples construtora. Ela tem interesse em investimento também. Esse é um dos aspectos da nossa parceria. E outro fator importante é que ela pode atrair mais investidores com ela", diz. Pode haver novos sócios, ele explica, embora atualmente não esteja previsto nenhum, diz o executivo.

Além do potencial para levantar capital chinês, a Camargo conta com o conhecimento em ferrovias da nova parceira - apesar de já ter participado de vários projetos do setor no país. "Eles [chineses] têm uma escala muito maior do que a gente [em obras de ferrovias]. Isso fez com que eles desenvolvessem tecnologia."

O memorando de entendimentos assinado recentemente prevê que as empresas analisem em conjunto os trechos de ferrovia anunciados pelo governo federal no Plano de Investimentos em Logística (PIL, o pacote de concessões), anunciado há quase dois anos. Quando concluídos os estudos, as empresas vão decidir se preparam ou não propostas.

A Camargo e a CRCC, assim como qualquer interessado, podem fazer estudos para seis trechos de ferrovia. Esses levantamentos vão embasar as futuras licitações e trarão o detalhamento de investimentos para redução dos riscos de engenharia (por meio de estudos sobre geologia e terraplenagem, por exemplo). O prazo para os estudos varia de seis a oito meses, dependendo do trecho. Mais de uma empresa pode fazer os estudos, mas somente um deles será selecionado. Posteriormente, o responsável será remunerado pelo vencedor da concessão.

O lote de ferrovia mais adiantado, de Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO), já tem estudos prontos e deve ser o primeiro a ser colocado, pelo governo, em disputa. A Camargo e a CRCC podem analisar esse lote também e decidir se é interessante o suficiente para receber uma oferta ou não. Mas essa linha está sendo alvo de discussões, informam os executivos, e pode ser alterada para uma licitação de construção convencional. "Ainda não há uma definição", diz Avancini.

De qualquer forma, ainda faltam ajustes no processo de concessão de ferrovias para que o real interesse dos investidores seja despertado. O principal deles é a garantia de receitas dos empreendimentos.

Pelo modelo do Planalto, a concessionária recebe sua remuneração da estatal Valec (que comprará toda a capacidade de movimentação em cada trecho). No primeiro momento, serão usados aportes do Tesouro Nacional. Depois, conforme espera o governo, a Valec fará os pagamentos usando a receita que receberá de operadores privados interessados em movimentar trens nos trechos. Esse foi o modo encontrado pelo governo para despertar a competição de operadores sobre a via, em vez do monopólio de uma empresa.

Mas a garantia de receitas desse modelo é o que mais desafia o interesse dos investidores, que temem, por exemplo, a interrupção dos pagamentos no futuro. O contrato dura 35 anos. "Há discussões a serem aprimoradas, como o detalhamento de como vai funcionar a garantia da Valec. Tem de ser indicado ao concessionário privado que haverá capacidade de pagamento daquelas tarifas [por parte da Valec], que viabilizarão tanto o repagamento dos financiamentos como o retorno sobre o capital investido. É essa a preocupação", diz Roberto Deutsch, diretor de novos negócios da Camargo Corrêa.

Segundo ele, há detalhes ainda não encaminhados sobre o assunto. "Existe uma percepção, por exemplo, de que a garantia funciona simultaneamente para todos os trechos. Ou seja, se você licita todos os trechos juntos e um deles consome essa garantia, como vai ser?", resume.

Uma das discussões caminha no sentido de definir o Tesouro como o garantidor dos pagamentos da Valec. Mesmo assim, há temores, compartilhados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), sobre uma futura escassez de recursos públicos para subsidiar esses investimentos. "Não é que a gente olhe a situação do Tesouro como um risco real hoje. [Mas] estamos falando de 35 anos", diz Avancini.

De qualquer forma, os executivos dizem que há disposição do governo em aprimorar o assunto e as discussões estão evoluindo. "Está havendo um  grande para que se crie as condições de viabilidade. Isso nos anima a participar efetivamente", diz Avancini.


domingo, 20 de julho de 2014

Governo Federal libera R$ 53 milhões para modernização dos trens urbanos do RN

20/07/2014 - Tribuna do Norte - Natal

Destes R$ 53.387.950,00 liberados, cerca de 7 milhões serão destinados à contratação para elaboração do projeto de modernização do sistema, com licitação prevista para o próximo dia 30/07

A deputada federal Fátima Bezerra (PT) comemorou a publicação do decreto da presidenta Dilma Rousseff que libera recurso suplementar no valor de R$ 53.387.950,00, voltado para Companhia Brasileira de Trens urbanos – CBTU. Esse montante é uma parcela dos R$ 311,65 milhões anunciados pelo Governo Federal para a modernização do sistema de trens urbanos de Natal, através do PAC 2 Mobilidade Urbana.

Destes R$ 53.387.950,00 liberados, cerca de 7 milhões serão destinados à contratação para elaboração do projeto de modernização do sistema, com licitação prevista para o próximo dia 30/07. A outra parte da verba será utilizada para aquisição de dormentes, aparelhos de mudança de via – AMV´s, fixações e trilhos.

Segundo Fátima Bezerra, "a Região Metropolitana de Natal possui uma alta densidade populacional e uma malha viária saturada. A população que usa diariamente o que chamamos carinhosamente de "trem do grude" precisa de um transporte mais moderno. O VLT, integrado com outros modais de transporte, é o caminho para solucionar o problema de trânsito da cidade e da região", ressalta Fátima Bezerra ao considerar que a liberação desses recursos é "mais um importante passo para a implantação do VLT".

Fonte: Tribuna do Norte - Natal 

sábado, 19 de julho de 2014

Prefeitura de Salto abre licitação para construção do Trem Republicano

08/07/2014 - G1

A Prefeitura de Salto (SP) abriu licitação para contratar a empresa que irá executar a obra nos trilhos do Trem Republicano. O vencedor terá que construir a grade de linha com 1.111 metros, mais 70 metros sobre a ponte.

A obra será custeada com recursos do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade) e o valor estimado é de R$ 2,4 milhões.

Os envelopes com as propostas serão abertos na manhã do dia 21 de julho, no paço municipal. A empresa vencedora terá até 12 meses para finalizar a obra.

Fonte: G1
Publicada em:: 08/07/2014

Empresas farão estudos de viabilidade para as concessões de ferrovias

01/12/2013 - Valor

O governo resolveu atender a um dos apelos da iniciativa privada para destravar as concessões de ferrovias em 2014. Diante das reclamações de que os investimentos nas novas linhas ferroviárias estão subestimados e aumentam os riscos de engenharia em torno das concessões, o governo pretende entregar às próprias empresas a responsabilidade por fazer estudos de viabilidade e anteprojetos de engenharia, por meio de chamada pública.

"Estamos pensando em fazer um procedimento de manifestação de interesse para o mercado elaborar seus próprios projetos. Vários podem se apresentar e depois a ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] escolhe o melhor para licitar", afirmou ao Valor a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

"O estudo que for mais bem avaliado é o que será colocado pelo governo em licitação. Se quem ganhar não for o próprio dono do estudo, ele será ressarcido", disse Gleisi. Segundo a ministra, o procedimento deverá valer para ferrovias totalmente novas - maioria entre os 14 trechos, em um total de 11 mil quilômetros, que compõem o programa de concessões lançado pela presidente Dilma Rousseff no ano passado. "O mercado já nos informou que pode se encarregar desses estudos, como ocorre no setor elétrico."

Com isso, o governo repete de certa forma a preparação feita nos leilões de rodovias e de aeroportos, que considera bem-sucedidos. O Ministério dos Transportes e a Secretaria de Aviação Civil lançaram chamadas para a apresentação de estudos, que serviram de base para os editais de licitação. Todos foram feitos pela Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), constituída pelo BNDES e oito bancos comerciais.

No caso das ferrovias, o grau de detalhes é bem menor e foi visto como um dos motivos de desinteresse do setor privado pelo trecho entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA), que inauguraria os leilões. O governo estimava o custo das obras em R$ 3,2 bilhões. As empreiteiras garantiam que não podiam fazer por menos de R$ 5 bilhões. Diante do impasse, o Palácio do Planalto desistiu de licitar esse trecho antes dos demais.

Os novos projetos para ferrovias "greenfield", segundo Gleisi, vão detalhar aspectos de engenharia e mostrar "se o que estamos exigindo de capex [investimentos em obras] nas ferrovias é correto ou não". "Vamos fazer um esforço para melhorar os estudos e ter mais certeza sobre os números", disse a ministra.

O governo federal, reiterou Gleisi, ainda aposta em dois trechos considerados maduros para dar partida às licitações: a Ferrovia da Soja, entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), e a Ferrovia do Pantanal, de Panorama (SP) a Dourados (MS). Por serem mais conhecidos do setor privado, não vão precisar de estudos adicionais, segundo Gleisi. Esses trechos só aguardam aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU) para terem seus editais lançados.

De acordo com a ministra, o objetivo do governo é concluir todos os leilões que faltam - também em rodovias e em portos - no primeiro semestre de 2014. Mas ressalta: "Depende do TCU e do mercado". "O Tribunal de Contas tem suas limitações de pessoal e está avaliando várias concessões ao mesmo tempo. E tivemos várias solicitações do mercado e dos investidores para fazer, daqui para frente, os leilões de forma mais espaçada. Eles têm dificuldade para estudar todos os projetos e preparar as ofertas de forma concomitante."

Outro ponto crítico para destravar as concessões de ferrovias é concluir as negociações com as atuais concessionárias para a devolução de trechos subutilizados atualmente. A Transnordestina Logística já assinou um acordo com a ANTT que libera trilhos necessários para a modernização de linhas como Salvador-Recife.

Também foi assinado um compromisso com a FCA que retoma trilhos para o trecho Belo Horizonte-Salvador. Ela ficará com créditos para vender ao mercado, em concorrência com a estatal Valec, o direito de uso da nova ferrovia por transportadores de carga. No novo modelo, a futura concessionária tem todo o direito de transporte comprado - por 35 anos - pela Valec, que revende isso em ofertas públicas.

O Valor apurou que outras duas concessionárias - a ALL e a MRS - podem ser contempladas com benefício semelhante para devolver parte de suas malhas. A MRS chegou a propor ao governo uma extensão contratual de uma ferrovia que cruza o Vale do Aço, em Minas Gerais, para entregar à União um ramal ferroviário de acesso ao porto de Santos. Esse trecho é fundamental para viabilizar a construção do Ferroanel de São Paulo.

Gleisi sinalizou, no entanto, que o governo deverá recusar a proposta da MRS de troca do acesso a Santos por uma prorrogação de 30 anos do contrato da Ferrovia do Aço. "Gostaríamos de finalizar as negociações com essas concessionárias para colocar novos trechos em licitação, mas sem extensões contratuais, preferencialmente."

Fonte: Valor Econômico
Publicada em:: 01/12/2013

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Brasil e China assinam acordos para transporte, infraestrutura e outras áreas

17/07/2014 - Agência CNT de Notícias

Atos de cooperação incluem projetos do sistema ferroviário, venda de aeronaves e diversificação dos canais de financiamento ao desenvolvimento.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Os governos do Brasil e da China assinaram 32 acordos na manhã de hoje (17), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), em uma cerimônia com a presença da presidente Dilma Rousseff; do presidente da China, Xi Jinping, entre outros representantes dos dois países. Os acordos incluem os setores de transporte, energia, comércio, infraestrutura e educação.

Na área de transporte sobre trilhos, foi assinado um memorando de entendimento sobre cooperação ferroviária entre o Ministério dos Transportes do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) da China. A proposta é que haja uma ajuda mútua para a elaboração de projetos ferroviários e capacitação de recursos humanos.

Os chineses têm grande expertise na implantação de sistemas ferroviários de alta tecnologia e poderão contribuir para melhorar a infraestrutura de transporte do Brasil, tanto na área de cargas como na de passageiros.

Em relação à aviação, a fabricante brasileira Embraer venderá 40 aeronaves (20 E-190 e 20 E-190E-2) à Tianjin Airlines, companhia aérea da Hainan Airlines. Também serão comercializados 20 jatos E-190, da Embraer, em um negócio feito com o ICBC (sigla em inglês do Banco Industrial e Comercial da China).

A SAC (Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República) do Brasil e a CAAC (Administração Nacional de Aviação Civil) chinesa assinaram uma cooperação nas áreas de infraestrutura aeroviária, transporte aéreo, navegação aérea, combustíveis ambientais e sustentáveis, indústria aeronáutica e capacitação de recursos humanos.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o CDB (sigla em inglês para o Banco de Desenvolvimento da China) também firmaram uma cooperação na área de infraestrutura, com foco em projetos no Brasil e na América Latina. A proposta é diversificar e ampliar os canais de financiamento ao desenvolvimento.

Os outros acordos entre os dois países incluem, por exemplo, a promoção de investimento industrial, a facilitação de vistos de negócios, o incentivo à tecnologia da informação e telecomunicação e também o aprendizado em mandarim no Brasil.

A presidente Dilma Rousseff destacou a importância da proximidade das relações comerciais entre os dois países e do incentivo aos investimentos. Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil. A visita de Xi Jinping marca os 40 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

"China e Brasil são as maiores economias em desenvolvimento nos respectivos hemisférios. E estão cada vez mais integradas. Partimos de uma corrente de comércio de US$ 3 bilhões para a cifra recorde de quase US$ 90 bilhões, em 2013", destacou Dilma Rousseff.

Antes da assinatura dos atos, Dilma Rousseff se reuniu com Xi Jinping no Palácio do Planalto. Ela disse que apresentou ao presidente da China as oportunidades que se abrem no Brasil em licitações nos setores ferroviário, portuário, aeroviário e rodoviário. "Aqui, as empresas chinesas encontrarão segurança jurídica e marco regulatório estável, e também serão muito bem-vindas", garantiu Dilma Rousseff.

Xi Jinping enfatizou que a visita dele ao Brasil "constitui uma viagem para intensificar a cooperação e para consolidar a confiança". Segundo ele, a China irá estreitar ainda mais o intercâmbio com o Brasil, em todos os níveis, para que ocorra maior aprofundamento do conhecimento mútuo.

"A China está disposta a conduzir com o Brasil uma cooperação estratégica na construção de ferrovias e outras infraestruturas", disse Xi Jinping, que participou no Brasil da sexta Cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O presidente da China afirmou também que serão estimuladas as parcerias com o Brasil nas áreas de petróleo, energia elétrica, minério de ferro, agricultura e outras.

Cynthia Castro

Agência CNT de Notícias

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Chineses vão entrar em leilão de ferrovias

17/07/2014 - O Estado de SP

BRASÍLIA - Os chineses vão participar dos leilões de concessão de ferrovias brasileiras por meio de uma cooperação da China Railway Construction Corporation (CRCC) com a construtora Camargo Corrêa. A empresa brasileira confirmou ontem ao 'Estado' ter assinado um termo de acordo "para estudos de viabilidade de investimentos no (PIL), programa de investimentos em logística, do Governo Federal."

A parceria deverá ser o principal saldo do encontro bilateral da presidente Dilma Rousseff com o presidente da China, Xi Jinping. Os países deverão assinar um protocolo de intenções de investimentos em infraestrutura. Foram oferecidas aos chineses seis linhas que o governo brasileiro considera estratégicas.

A primeira linha a ser leiloada é uma ligação entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), mas há diversas outras em fase de estudos. Entre elas, algumas que ligam o cerrado brasileiro a portos do Norte, como Sinop (MT) a Miritituba (PA) e Sapezal (MT) a Porto Velho (RO).

"Esse é o grande fato do nosso encontro", disse o presidente da seção brasileira do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), embaixador Sérgio Amaral, durante evento com empresários dos dois países promovido pela entidade. "Não conversamos mais sobre exportação de commodities ou investimento em infraestrutura, que marcaram o início das nossas relações, mas partimos para outro patamar, que é o de parceria."

Segundo o embaixador, a diferença agora é que as empresas dos dois países atuarão juntas. Haverá cooperação na construção da linha e no transporte da carga aqui. A associação continuará do outro lado do mundo, pois empresas brasileiras, como a BR Foods, têm centros de distribuição na China.

Por ligarem áreas produtoras de alimentos aos portos, algumas ferrovias caem como uma luva no interesse estratégico chinês de garantir sua segurança alimentar. Os empreendimentos também proporcionarão redução do custo do transporte. Com as linhas, será possível aos chineses comprar grãos e proteína animal diretamente dos produtores brasileiros, em vez de adquirir esses produtos de tradings, como ocorre hoje. O comércio direto, disse Amaral, foi mencionado pelos negociadores chineses de alto nível como um objetivo. "Eles vão concorrer com as tradings."

Ao Brasil interessam não só os investimentos diretos chineses, mas também os investimentos financeiros, informou o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Pablo Fonseca. Ele explicou aos chineses as facilidades oferecidas pelo Brasil nas debêntures de infraestrutura e nos fundos de private equity. A principal é a isenção do Imposto de Renda para investidores estrangeiros.

Brics. Não é possível prever se o banco dos Brics, sacramentado esta semana, terá aplicação prática nas ferrovias. Se o consórcio sino-brasileiro participar e vencer o leilão, o mais provável é que a obra seja financiada por uma parceria entre o BNDES e o banco de desenvolvimento da China. Além disso, três grandes bancos chineses estão se instalando no Brasil, o que garantirá financiamento privado ao empreendimento.

sábado, 12 de julho de 2014

Projeto da Transnordestina ganha aditivo de R$ 1,2 bilhões

11/07/2014 - Estadão

Ao todo, serão 2.304 quilômetros de ferrovia passando por 81 municípios, sendo 19 no Piauí, 28 no Ceará e 34 em Pernambuco.

O Ministério da Fazenda aprovou pedido da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) de contratação de um aditivo de R$ 1,2 bilhão do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para o projeto de construção da ferrovia Transnordestina.

A suplementação de recursos se dará mediante a emissão de debêntures, conforme despacho assinado pelo ministro interino da Fazenda, Paulo Caffarelli, e publicado no Diário Oficial da União.

O projeto da Transnordestina Logística S/A liga o município de Eliseu Martins (PI) e áreas dos Estados de Pernambuco e Piauí aos Portos de Suape (PE) e Pecém (CE).

Ao todo, serão 2.304 quilômetros de ferrovia passando por 81 municípios, sendo 19 no Piauí, 28 no Ceará e 34 em Pernambuco. O foco do projeto é o transporte de carga de grãos, minérios, combustíveis e insumos agrícolas.

Segundo informações da Sudene, a ferrovia conta com investimentos totais de R$ 5,3 bilhões, com participação de R$ 2,6 bilhões do FNDE, ou seja, 50% do empreendimento. A Sudene já liberou recursos de R$ 1,4 bilhão, o equivalente a 56% dos recursos alocados ao projeto.

Fonte: Estadão Conteúdo 

Prefeitura de Salto abre licitação para construção do Trem Republicano

A Prefeitura de Salto (SP) abriu licitação para contratar a empresa que irá executar a obra nos trilhos do Trem Republicano. O vencedor terá que construir a grade de linha com 1.111 metros, mais 70 metros sobre a ponte.

A obra será custeada com recursos do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade) e o valor estimado é de R$ 2,4 milhões.

Os envelopes com as propostas serão abertos na manhã do dia 21 de julho, no paço municipal. A empresa vencedora terá até 12 meses para finalizar a obra.

Fonte: G1
Publicada em:: 08/07/2014

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Ferrovia Norte-Sul: Empreiteira prevê trilhos para setembro

09/07/2014 - Jornal Tá Na Mão/Região Noroeste 

Construção da ponte sobre o Rio Grande avança e viaduto na Euclides da Cunha (foto) já tem fundações

Fernandópolis - As obras de construção da Ferrovia Norte-Sul avançam pela região e já atingem 65% do cronograma, segundo estimativa feita pela empreiteira Triunfo Iesa Infraestrutura (Tiisa) responsável pelo lote 5, que vai do Rio Arantes, em Minas Gerais, até Estrela d´Oeste em nossa região, numa extensão de 141,9 quilômetros. A chegada dos trilhos à região está prevista para setembro.

Em nota ao jornal Tá na Mão, a empresa informa que o trecho de Minas Gerais está finalizado e que está em andamento a construção da ponte ferroviária sobre o Rio Grande , com 600 metros de comprimento sobre cinco pilares cujas bases ficarão submersas. A obra terá vão navegáveis – que permitirão a passagem das balsas que passam pela hidrovia. De acordo com a nota, 14,2% da obra foram executados, o que inclui os serviços de infraestrutura (fundações) e mesoestrutura (pilares). A previsão de conclusão, segundo a Tiisa, é março de 2015.

Outra obra de arte de grande porte já em construção é o viaduto sobre a Rodovia Euclides da Cunha em Estrela d´Oeste, a um quilômetro da divisa com Fernandópolis. A empreiteira Verissimo trabalha na conclusão das fundações do viaduto e diz que aguarda a liberação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para construção das fundações do pilar no vão central da rodovia.

As obras de terraplenagem avançam em meio aos canaviais que dominam o cenário regional, cortando os territórios dos municípios de Ouroeste, Guarani d´Oeste, Populina e Fernandópolis . Entre Arabá e Estrela d´Oeste, várias obras de arte de menor porte estão em construção. A partir de setembro, diz a nota da Tiisa, terá início a construção da infraestrutura de ferrovia, ou seja, a colocação dos trilhos. O prazo previsto para a conclusão total da obra é Maio de 2015, conclui a nota.

Em Estrela d´Oeste, a Ferrovia Norte Sul se conectará com a Ferrovia EF – 364, operada pela América Latina Logística (ALL), de modo a permitir acesso ao Porto de Santos. O investimento previsto no PAC é de R$ 3,38 bilhões.

Fonte: Jornal Tá Na Mão/Região Noroeste 

Brasil quer atrair investimento russo para ferrovias

08/07/2014 - Agência Estado/O Estado de Minas 

A dificuldade maior seria o financiamento para investimentos externos, já que a empresa concentra-se no próprio território e em alguma expansão para países asiáticos

O governo brasileiro quer atrair a Rússia para investir nos leilões das ferrovias brasileiras, a serem abertos no ano que vem. A visita do presidente russo, Vladimir Putin, será o momento para a consolidação de um memorando de entendimento para tratamento preferencial de investimentos entre os dois países, o que abriria as portas das licitações brasileira para a empresa russa, RZD International, operadora do sistema ferroviário russo.

As dificuldades enfrentadas pelo Brasil para atrair investimentos privados nacionais para as ferrovias está por trás da busca ativa pelas empresas dos parceiros nos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Além da Rússia, a China também já mostrou interesse nesse mercado. O interesse específico na empresa russa é a expertise da RZD Internacional no transporte de cargas e na operação de ferrovias de longa distância.

"O potencial da parte comercial nossa com a Rússia é enorme, inclusive da fase de defesa. Eles têm demonstrado interesse no programa de ferrovias, que começou a andar mesmo. Podemos ter um protocolo de entendimento de tratamento preferencial de investimento, haverá um diálogo. Vamos apresentar o que temos pela frente e pronto", disse ao jornal "O Estado de S. Paulo" o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges.

A dificuldade maior seria o financiamento para investimentos externos, já que a empresa concentra-se no próprio território e em alguma expansão para países asiáticos. Em negociações prévias, executivos da empresa mostraram-se dispostos a participar das licitações, mas pediram a participação de um parceiro local, familiarizado com a legislação brasileira, para facilitar sua entrada nesse mercado. Já o financiamento pode ser facilitado com a criação do Banco dos Brics, que deve ser finalizada na próxima semana, durante a Cúpula do grupo, em Fortaleza.

Conveniência

No governo brasileiro fala-se nos leilões da malha ferroviária brasileira como um dos possíveis projetos iniciais a ser financiado pelo banco, com a facilidade de ser aprovado porque beneficiaria, ao mesmo tempo, dois dos membros, Rússia e Brasil.

Como os cinco membros entrarão com cotas iguais no capital do banco, a decisão sobre os projetos que serão financiados terá que seguir normas técnicas e políticas. Entre elas, o interesse dos países financiadores e a importância econômica, além de critérios de desenvolvimento sustentável - critérios nos quais fontes ouvidas pelo jornal "O Estado de S. Paulo" acreditam que a proposta se encaixa.

A primeira licitação para construção de um trecho da malha ferroviária do País já poderia ter sido feita. A estrada de ferro entre Lucas do Rio Verde (MT) e Uruaçu (GO) tem o edital pronto e liberado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mas não foi para a rua porque o governo ainda tenta resolver o problema da falta de interesse do setor privado. Atrair empresas do exterior seria a forma de garantir o sucesso dos leilões. Até agora, além dos russos, chineses, australianos e espanhóis demonstraram interesse.

Fonte: Agência Estado/O Estado de Minas 

Construção do Trecho Sul do Ferroanel é indefinida

08/07/2014 - A Tribuna/ABIFER

Atualmente, o tramo Norte é considerado estratégico para economia nacional.

A construção do Ferroanel de São Paulo era para ter sido iniciada no começo dos anos 2000, com a primeira etapa do Rodoanel Mário Covas. Na época, discutia-se a viabilidade dos 66 quilômetros do tramo Sul que, assim como o Norte, seria construído em paralelo com a rodovia. A indefinição do Governo Federal, que passava por transição política, engavetou o projeto.

Atualmente, o tramo Norte é considerado estratégico para economia nacional. Por isso, é tratado como prioridade. Oficialmente, entretanto, o Ministério dos Transportes não descartou o tramo Sul, que deverá interligar as linhas de Parelheiros as de Rio Grande da Serra. A pasta limita-se a dizer, por meio da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que ele está sob avaliação.

Para o presidente da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Laurence Casagrande Lourenço, o tramo Sul, como havia se imaginado há mais de uma década, não poderá ser concretizado. Será preciso rever a viabilidade do empreendimento. "A pista do Rodoanel, que iria margeá-lo, ficou muito próxima à Serra do Mar. Por isso, será difícil de acontecer", pondera.

Da mesma forma, conforme explica o presidente da estatal paulista, caso o licenciamento ambiental acontecesse, a obra ficaria muito mais cara. Os trilhos teriam que ser instalados sobre viadutos, principalmente, pelas áreas alagadas da represesa Billings e do Riacho Grande, por exemplo.

Fonte: A Tribuna/ABIFER 

Ferrovia Norte-Sul: Empreiteira prevê trilhos para setembro

09/07/2014 - Jornal Tá Na Mão/Região Noroeste 

Construção da ponte sobre o Rio Grande avança e viaduto na Euclides da Cunha (foto) já tem fundações

Fernandópolis - As obras de construção da Ferrovia Norte-Sul avançam pela região e já atingem 65% do cronograma, segundo estimativa feita pela empreiteira Triunfo Iesa Infraestrutura (Tiisa) responsável pelo lote 5, que vai do Rio Arantes, em Minas Gerais, até Estrela d´Oeste em nossa região, numa extensão de 141,9 quilômetros. A chegada dos trilhos à região está prevista para setembro.

Em nota ao jornal Tá na Mão, a empresa informa que o trecho de Minas Gerais está finalizado e que está em andamento a construção da ponte ferroviária sobre o Rio Grande , com 600 metros de comprimento sobre cinco pilares cujas bases ficarão submersas. A obra terá vão navegáveis – que permitirão a passagem das balsas que passam pela hidrovia. De acordo com a nota, 14,2% da obra foram executados, o que inclui os serviços de infraestrutura (fundações) e mesoestrutura (pilares). A previsão de conclusão, segundo a Tiisa, é março de 2015.

Outra obra de arte de grande porte já em construção é o viaduto sobre a Rodovia Euclides da Cunha em Estrela d´Oeste, a um quilômetro da divisa com Fernandópolis. A empreiteira Verissimo trabalha na conclusão das fundações do viaduto e diz que aguarda a liberação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para construção das fundações do pilar no vão central da rodovia.

As obras de terraplenagem avançam em meio aos canaviais que dominam o cenário regional, cortando os territórios dos municípios de Ouroeste, Guarani d´Oeste, Populina e Fernandópolis . Entre Arabá e Estrela d´Oeste, várias obras de arte de menor porte estão em construção. A partir de setembro, diz a nota da Tiisa, terá início a construção da infraestrutura de ferrovia, ou seja, a colocação dos trilhos. O prazo previsto para a conclusão total da obra é Maio de 2015, conclui a nota.

Em Estrela d´Oeste, a Ferrovia Norte Sul se conectará com a Ferrovia EF – 364, operada pela América Latina Logística (ALL), de modo a permitir acesso ao Porto de Santos. O investimento previsto no PAC é de R$ 3,38 bilhões.

Fonte: Jornal Tá Na Mão/Região Noroeste 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Linha 13-Jade de SP terá € 300 mi de agência francesa

04/07/2014 - Revista Ferroviária

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou ontem (03/07) um contrato de financiamento com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O embaixador da França no Brasil, Denis Pietton, o cônsul-geral da França no Brasil, Damien Loras, e o representante da AFD no Brasil, Laurent Duriez, participaram da solenidade.

O valor - de € 300 milhões - será investido no projeto de implantação da Linha 13-Jade. A assinatura se deu no canteiro de obras da Estação Engenheiro Goulart, que está sendo reconstruída e fará a interligação entre as linhas 12-Safira e 13-Jade da CPTM.

A nova linha deve ter investimento total de € 557,48 milhões (R$ 1,8 bilhão), sendo € 300 milhões (R$ 960 milhões) por meio do financiamento da AFD para Obras Civis, € 80 milhões (R$ 256 milhões) por meio de financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) para Material Rodante, R$ 250 milhões provenientes do PAC Mobilidade (OGU) para Energia, Telecom e Sinalização e R$ 322 milhões em recursos do Estado de São Paulo como contrapartida.

Com um total de 12,2 quilômetros de extensão (4,3 km de superfície e 7,9 km de elevados), a Linha 13-Jade atenderá a demanda em expansão da ligação de Guarulhos com São Paulo. A linha terá as estações Aeroporto de Guarulhos, Guarulhos-Cecap e Engenheiro Goulart, onde fará integração com a Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana), em São Paulo. A estação Engenheiro Goulart, na Linha 12-Safira, foi fechada ao público no dia 23 de junho e o prédio já está sendo demolido.

A demanda projetada indica que a nova linha deverá atender cerca 120 mil passageiros por dia em sua fase inicial e alcançar 200 mil passageiros por dia útil em 2020. Oito trens, 64 carros no total, atenderão à demanda. As obras civis da Linha 13 se iniciaram em dezembro de 2013.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Estudos do trem Sorocaba-SP estão parados e sem previsão de retomada

30/06/2014 - 

Sequer há prazo para o início do funcionamento da locomotiva, anunciada para 2016 e depois para 2019

A CPTM prevê a parada do trem em quatro estações: no centro de Sorocaba, bairro Brigadeiro Tobias, São Roque e o destino final, em SP

Por Leandro Nogueira

Há mais de seis meses estão parados todos os trâmites para instalar a linha de Sorocaba a São Paulo do trem regional que transportará os passageiros entre as duas cidades em viagens planejadas para durarem menos de uma hora. Agora sequer há previsão para o início do funcionamento da locomotiva, que inicialmente foi anunciada para 2016 e depois adiada para 2019. Também deixa de ser divulgado quando serão retomados os estudos para instalar a linha férrea de passageiros Sorocaba-São Paulo. A única garantia é que tais projetos deixarão de ser avaliados neste ano, já que os estudos deste trecho serão retomados após a conclusão da linha que está sendo considerada prioritária e atende o tronco São Paulo a Campinas, segundo divulga o próprio governo do Estado.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM) e responsável pelos estudos para a instalação do trem, no momento depende do trabalho de outra pasta do governo estadual, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo. E é nesta segunda Secretaria que está o Conselho Gestor das Parcerias Públicas Privadas (PPPs), que avalia a viabilidade da proposta apresentada pelo setor privado. Segundo a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional, o Conselho Gestor das PPPs trabalha para que seja feita a licitação da linha São Paulo-Jundiaí-Campinas-Americana até o final do ano. Após essa licitação é que iniciará a avaliação de outros quatro techos, entre eles o de Sorocaba, mas deixa de prever uma data aproximada para iniciar a análise da proposta da linha de Sorocaba, já que existem outros trechos que também dependem de estudos.

O projeto funcional da linha Sorocaba-São Paulo foi concluído ainda em 2012, segundo informou a CPTM durante reunião em Sorocaba no final daquele mesmo ano. Na ocasião foi informado que faltavam os projetos básico e o executivo, que seriam os próximos que precisavam ser contratados. A CPTM explica que naquela mesma época foi apresentada uma Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP) ao Governo Estadual, pelas empresas BTG Pactual e EDLP Estação da Luz Participações.

A MIP, que depende da avaliação do Conselho Gestor das PPPs, propõe a construção de infraestrutura, implantação de equipamentos e sistemas e compra de material rodante para a operação de uma rede integrada de linhas de trens de 416 km, abrangendo as cidades de Santos, Mauá, São Caetano, Santo André, Jundiaí, Campinas, Americana, São José dos Campos, Taubaté e Sorocaba, que se conectará a uma estação no centro da cidade de São Paulo. De acordo com a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, o Conselho Gestor das PPPs concluiu que há viabilidade para a construção da linha São Paulo-Jundiaí-Campinas-Americana e trabalha para que a licitação do trecho seja feita até o fim do ano.

Conheça a promessa

A CPTM prevê a parada do trem Sorocaba-São Paulo em quatro estações: no centro de Sorocaba, bairro Brigadeiro Tobias, São Roque e o destino final na cidade de São Paulo será a estação Água Branca. Partirá de Sorocaba margeando as proximidades da rodovia Raposo Tavares (SP-270) e chegará em São Paulo ladeando a rodovia Castelo Branco (SP-280). O intervalo das partidas está previsto para ocorrer a cada 15 minutos e objetivo é que a passagem do trem custe menos do que o valor gasto com o deslocamento com o carro e ainda seja competitivo com o valor do ônibus. A estimativa é de 54 viagens ao dia entre os dois destinos. Inicialmente foi anunciado que a composição gastaria 40 minutos entre Sorocaba e São Paulo, mas depois esse tempo foi elevado para 51 minutos.

Na estação Água Branca, na região da Lapa, zona oeste da Capital, atualmente passam os trens que atendem a linha 7-Rubi da CPTM. Na mesma Água Branca há projetos para ser integrada a futura linha do trem regional para Jundiaí, além da também planejada linha 6-Laranja do Metrô. Há estudos para que aquela mesma estação seja ponto de partida do futuro trem regional São Paulo-Santos. A estação Água Branca fica a dez quilômetros da praça da Sé, a 18 km do Aeroporto de Congonhas e 33 km do Aeroporto de Guarulhos.

Metrô de superfície

Outro projeto discutido para Sorocaba é o metrô de superfície (que pode ser um Veículo Leve sobre Trilhos - VLT). Segundo o estudo da Urbes - Trânsito e Transportes, o projeto do Trem Regional, que ligaria Sorocaba a São Paulo, e do Contorno Ferroviário, possibilitam a implantação de um VLT, aproveitando o leito ferroviário existente. Esse tipo de transporte seria no trecho da antiga Estrada de Ferro Sorocabana, que parte de um ponto próximo ao rio Sorocaba e vai até Iperó. Hoje, às 8h30, Joaquim Lopes, presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (Emtu/SP), fala sobre como este tipo de projeto é executado em entrevista na rádio Cruzeiro FM (92,3 MHz).

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul