quarta-feira, 17 de abril de 2013

Trem regional começa a sair do papel


17/04/2013 - O Estado de SP
Denominado Trem Intercidades, o projeto estadual de criar uma malha ferroviária de 430 km – com aproveitamento da faixa de domínio da CPTM – terá licitação em outubro e obras já no próximo ano. O Trem Intercidades vai interligar, inicialmente, dois principais eixos do Estado.
O primeiro ligará a capital a Campinas, Americana, Jundiaí, Santo André, São Bernardo, São Caetano e Santos e o outro ligará São Paulo a Sorocaba, São Roque, São José dos Campos, Taubaté e Pindamonhangaba. A estação na capital deverá servir de ligação com o trem bala federal e com o metrô paulistano. O projeto foi idealizado pelo BTG actual e pela Estação da Luz Participações (EDLP). O montante a ser investido é de R$ 18 bilhões, no esquema de parceria público privada (PPP), com R$ 4 bilhões do governo do Estado.
"A expectativa é de fechar a concorrência pública em outubro, para começarmos as obras no ano que vem”, disse o vice-governador, Guilherme Afif Domingos, em entrevista exclusiva ao Estado. Ele ressaltou que os R$ 4 bilhões provenientes dos cofres do governo paulista "já estão previstos no orçamento”. E esse projeto "é a menina dos olhos do momento”

terça-feira, 16 de abril de 2013

Governo vai analisar inclusão de linhas mineiras de trens para passageiros


16/04/2013 - O Estado de Minas

Estação Miguel Burnier em Ouro Preto: recuperação de vários trechos ferroviários

O Ministério dos Transportes deve analisar a inclusão de três linhas mineiras no programa de trens de passageiros, além das três em estudo pelo governo de Minas. Prefeituras do interior do estado fizeram solicitação ao governo federal para que sejam feitos estudos de viabilidade econômica para os trechos que ligam Montes Claros a Janaúba e Januária, no Norte; Uberlândia, Uberaba, Araguari, no Triângulo, e Araxá, no Alto Paranaíba; e Lavras e Varginha, no Sul. Caso os pedidos sejam acatados, as linhas se somam a 14 consideradas prioritárias pela União em todo o país e que totalizam quase 2 mil quilômetros.

Atualmente, no que tange ao projeto de trens de passageiros do Plano de Revitalização das Ferrovias, seis trechos estão com estudos em andamento. As linhas estão localizadas no Rio Grande do Sul (2), Paraná (1), Bahia (1), Piauí (1) e Maranhão (1). Em relação a dois deles, o Ministério dos Transportes já abriu consulta pública sobre os estudos: Caixas do Sul a Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, e Londrina a Maringá, no Paraná. Os processos ficarão abertos até o dia 30, com objetivo de colher subsídios para reforçar os estudos elaborados durante a década de 1990. Em maio deve ser realizada audiência pública em Brasília para que moradores e governos opinem sobre os projetos. “A ideia é que técnicos da área deem contribuição para que caso necessário sejam feitas correções”, afirma o coordenador do programa de trens de passageiros do Ministério dos Transportes, Euler Costa Sampaio.

Sobre as linhas mineiras, ele explica que foram feitos contatos e as prefeituras primeiro precisam preencher formulários com informações sobre o trecho para que os técnicos do ministério verifiquem a necessidade do trecho. Os dados extrapolam o nível de interesse. Aprovados, em parceria com instituições de ensino (a Universidade Federal de Minas Gerais é uma das parceiras) são feitos estudos para mostrar origem e destino; nível de demanda e a caracterização da malha. No caso da linha do Triângulo, alguns dados já foram levantados e falta agendamento de reunião para discutir possível participação da Universidade Federal de Uberlândia no processo. “A julgar pelo porte das cidades, tem sua atração”, avalia o coordenador do programa, que lembra que os projetos são para unir cidades com distância entre 100 e 200 quilômetros.

Estudos

No entanto, ainda não há definição sobre como os projetos podem sair do papel. “Os estudos permitirão uma tomada de decisão”, afirma Sampaio. São duas as possibilidades: concessão e inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A primeira tem sido a mais discutida. Mas a segunda também pode ser adotada em alguns casos. Em relação à linha Londrina-Maringá, por exemplo, é estudada inclusão no PAC das Cidades Médias.

Das três linhas em estudo pelo governo de Minas – BH-Sete Lagoas-Divinópolis, Belvedere (BH)-Brumadinho e BH-Conselheiro Lafaiete –, as duas primeiras estão com estudos quase concluídos. A previsão era de que fossem entregues em fevereiro, mas o prazo foi estendido para junho. A expectativa é de que o governo publique ainda este ano edital para PPP de ambos. Em relação ao terceiro, a Secretaria Estadual de Gestão Metropolitana está fazendo o estudo em parceria com a UFMG, pois nenhuma empresa se mostrou interessada.

Fonte: O Estado de Minas Gerais

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Valec relicita obras que faltam e garante trecho pronto até Anápolis em dezembro


15/04/2013 -  Valor Econômico/Agência T1

Quatro licitações acabam de ser lançadas para resolver as obras remanescentes da ferrovia.

A Valec promete dar um fim ao embaraço da Ferrovia Norte-Sul. Até dezembro deste ano, garante o presidente da estatal, Josias Cavalcanti, estará pronto para operação o trecho de 855 km de extensão entre as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO). Quatro licitações acabam de ser lançadas para resolver as obras remanescentes da ferrovia. Para ganhar tempo, a Valec optou pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC), modelo que dribla etapas tradicionais do ritual licitatório e promete um resultado mais rápido. Uma das propostas já foi aberta e o contrato foi firmado em fevereiro. Outros três contratos têm previsão de serem assinados ainda neste mês, para que as obras comecem, efetivamente, em maio, quando termina o período das chuvas. O trecho já teria 88% de suas obras prontas.

“Temos enfrentado os problemas de frente. É verdade que realmente existem pendências para serem resolvidas, mas estamos trabalhando para dar um jeito nessa situação o mais rápido possível”, disse Cavalcanti.

Os desafios não se esgotam no trecho até Anápolis. A “extensão Sul” da ferrovia, que liga Ouro Verde de Goiás (GO) à Estrela D’Oeste (SP), já tem obras em andamento, mas a sua execução depende da compra de trilhos. O material que a Valec tinha em estoque está esgotado. Há dois anos, a estatal tenta, sem sucesso, adquirir os lingotes de aço que precisa para forrar esse novo traçado, mas a licitação internacional emperra em problemas técnicos e brigas judiciais. Neste momento, não há previsão sobre quando a Valec conseguirá comprar os trilhos. O Brasil, um dos maiores produtores de minério de ferro do mundo, não produz esse tipo de material. (AB)

Fonte: Valor Econômico/Agência T1

Aos 26 anos, Norte-Sul continua fora do trilho


15/04/2013- Valor Econômico

Valec relicita obras que faltam e garante trecho pronto  até Anápolis em dezembro

Árvore cresce no meio dos trilhos de Ferrovia Norte-Sul, em Jaraguá: vistoria do TCU encontrou 280 km de problemas

Uma árvore cresce entre os dormentes da Ferrovia Norte-Sul. A planta avança bem. O capim também é promissor e começa a encobrir os trilhos. Aos poucos, a vegetação investe sobre a malha da ferrovia, mas não encobre a profusão de problemas em que se transformou o mais importante projeto ferroviário do país.

O trecho de 855 quilômetros da Norte-Sul, que liga a cidade de Palmas (TO) à Anápolis (GO), teve suas obras retomadas em 2007 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois de passar 20 anos no limbo durante os governos anteriores. Lula sacou R$ 4,2 bilhões dos cofres públicos e depositou na estatal Valec, que prometia entregar todo o traçado até outubro de 2010. Até hoje, nenhum trem passou pelo trecho. No caminho da Norte-Sul, o que se viu foi um festival de contratos aditivados por até 17 vezes, projetos de engenharia deficientes, casos frequentes de superfaturamento e obras mal executadas, uma farra que, em 2011, levou a Norte-Sul para as páginas policiais.

O Valor visitou alguns trechos da ferrovia que foram minados por esse entrevero. Em Anápolis, um túnel de 360 metros de extensão foi entregue, mas a malha de ferro que deveria passar por ele, não. Ficou para trás um ramal de aproximadamente 7 km para ligar a linha até o porto seco de Anápolis. Hoje, na prática, o trecho liga nada a coisa nenhuma. Os sinais do tempo começam a surgir. Nos taludes de concreto que sustentam a entrada e a saída do túnel já é possível ver rachaduras causadas por plantas e infiltrações das chuvas.

A cerca de 100 km dali, no município de Jaraguá, o traçado da Norte-Sul previa a instalação de um pátio logístico, local que seria usado para o transbordo da carga. O que existe é um acesso por terra, sem nenhum tipo de instalação. Donos de chácaras já cercaram a linha da ferrovia de um lado a outro, com arame farpado, para delimitar a área de pastagem de gado.

Nos dormentes instalados no trecho, mais um flagrante da falta de planejamento. Até determinado ponto dos trilhos, as peças de concreto instaladas possuem presilhas de ferro que seriam usadas para prender uma terceira linha dos lingotes de aço. Esse recurso permitiria o tráfego de trens com diferentes bitolas. Acontece que, no metro seguinte, foram instalados dormentes simples e sem essas presilhas, ou seja, só um tipo de composição pode passar por ali.

A realidade desse trecho da Norte-Sul está bem distante daquela que se vê nos balanços oficiais da Valec. Nos papel, todos os contratos com as empreiteiras foram concluídos e muitos trechos são dados como 100% entregues pela estatal. Apesar de uma parte significativa da obra estar contaminada por problemas estruturais - sem contar etapas não cumpridas -, a execução financeira desses contratos já chega a 98%, um índice que, teoricamente, deveria indicar que o empreendimento está praticamente pronto. Longe disso.

O Tribunal de Contas da União (TCU) acaba de fazer uma vistoria no traçado da Norte-Sul entre Anápolis e Uruaçu. Achou 280 km de problemas. A conclusão dos auditores é de que as obras entregues até agora "não configuram um produto pronto face à dilapidação promovida no escopo original do trecho".

A análise aponta que, mesmo se forem desconsiderados os erros que só afetarão a ferrovia ao longo do tempo - como deficiências provocadas pela falta de drenagem, aterros mal construídos e ausência de proteção vegetal - ainda há um trecho de 88 km de malha sem acabamento final na superestrutura dos trilhos, além de um desvio de cruzamento e um corte de 840 metros de traçado que não foram executados. Outros quatro pátios precisam sair do papel, além dos 7 km de trilhos que levam até o porto seco de Anápolis.

Como já ocorreu em auditorias anteriores, o TCU voltou a encontrar superfaturamento - desta vez, de R$ 27 milhões - e uma infinidade de materiais estocados inadequadamente ao longo do traçado. "A descrição detalhada da situação de cada lote indica que as obras estão longe de serem entregues de forma que atinjam a finalidade a que se destinam", disse o ministro relator do processo no TCU, Aroldo Cedraz, após analisar o relatório.

No ano passado, a Valec chegou a fazer um levantamento detalhado da situação entre Palmas e Anápolis. Sua conclusão foi alarmante: pelo menos 210 km de extensão já construídos - 25% do trecho analisado - teriam que passar por intervenções.

A Norte-Sul é uma obra crucial para viabilizar o bilionário pacote de concessões de ferrovias que o governo pretende leiloar no segundo semestre. A maior parte dos 12 trechos que serão oferecidos à iniciativa privada está diretamente ligada a seu traçado e depende dele para cortar o país por todos os lados. No ramal de Anápolis, por exemplo, a Norte-Sul vai se conectar à malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), uma rede com mais de 8 mil km de extensão, que atravessa Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, Goiás, Bahia, São Paulo e o Distrito Federal. A questão é saber quando, de fato, essa malha fica pronta.

Lançada durante o governo do então presidente José Sarney, a Norte-Sul atravessou duas décadas de abandono e passou por dois governos de Fernando Henrique Cardoso tendo avançado ínfimos 215 km. Em 2007, com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o projeto foi retomado por Lula. Naquele ano, a mineradora Vale pagou R$ 1,4 bilhão para ter exclusividade na operação de um trecho de 719 km, entre os municípios de Açailândia (MA) - onde se conecta à Estrada de Ferro Carajás - e Palmas. Esse traçado foi entregue e hoje é utilizado pela empresa.

O plano de concessão retirou da Valec a meta de levar a rede de Açailândia até o porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA). Agora, essa parte ficará à cargo do investidor privado. Na Valec, permanece a missão de estender a malha até Estrela D'Oeste (SP). A linha de 680 km tem obras em andamento. Até o ano passado, seu prazo de conclusão era julho de 2014. Com 2.244 km de extensão e orçamento total de US$ 6,7 bilhões estimado pelo Ministério da Fazenda, a Norte-Sul é hoje a sétima obra de transporte mais cara do mundo.

Empresas culpam qualidade de estudos


15/04/2013 - Valor Econômico

Depois de dezenas de termos aditivos e repactuação de contratos, as construtoras que participaram do complicado trecho da Ferrovia Norte-Sul, entre os municípios de Uruaçu (GO) e Anápolis (GO), alegam ter cumprido exatamente aquilo que lhes foi exigido. Os problemas dos contratos, segundo as empresas, estariam em sua origem: estudos de engenharia de péssima qualidade. Isso não impediu, no entanto, que todos os contratos fossem assinados.

A Camargo Corrêa era responsável pela construção do trecho entre o viaduto sobre a GO-222, em Anápolis, até Ouro Verde de Goiás, obra de 40 km que, só depois de 17 termos aditivos, foi considerada concluída pela Valec. A empreiteira também respondia pelo trecho entre Ouro Verde e o pátio de Jaraguá, o qual não existe até hoje. Procurada pelo Valor, a empresa informou que assinou a rescisão do contrato 2009 por não concordar com a repactuação de preços da proposta e que deixou o projeto antes iniciar as obras, "participando apenas da construção da infraestrutura do canteiro e da mobilização de profissionais e equipamentos". O lote foi assumido pela Constran, que recebeu cinco termos aditivos até o vencimento do contrato, em dezembro de 2011. Segundo o TCU, a Constran "havia se desmobilizado mesmo antes de concluir os serviços contratados". A Constran informou que, durante a execução do contrato "foram encontradas pequenas inconsistências entre o projeto executivo e a realidade".

"Muito embora isso tenha sido alertado pela Constran, as correções necessárias não foram realizadas a tempo e o prazo do contrato chegou ao fim - com 95% da obra concluída - tendo o seu termo definitivo de recebimento publicado no Diário Oficial", justificou a empresa. Para a correção do percentual restante, a Valec optou por realizar nova licitação.

A Andrade Gutierrez foi contratada para cuidar do trecho entre os pátios de Jaraguá e Santa Isabel. O lote recebeu 11 termos aditivos e terminou em dezembro de 2011. Um dos aditivos retirou as presilhas de ferro dos dormentes que garantiriam o tráfego de bitola mista. O pátio logístico também ficou fora dos planos. Em nota, a empreiteira alegou que "atendeu a rigorosamente todas as especificações, de projeto e contratuais, para a execução das obras do lote."

Na área do porto seco de Anápolis, a Queiroz Galvão respondeu pela construção de um túnel e uma via principal de 7 km. Foram feitos 12 termos aditivos ao contrato. Não há trilhos ou dormentes instalados no local. O TCU aponta que "o que está ficando pronto não é o produto desejado pela administração, já que nem sequer chega ao seu ponto de destino". A Queiroz Galvão respondeu que "o contrato foi executado rigorosamente dentro da lei e das especificações da Valec e, em razão disso, já conta com o termo de recebimento definitivo emitido pelo órgão".

Entre Uruaçu e Santa Isabel, o contrato que previa 109 km de trilhos foi inicialmente fechado com a Constran, para depois ser rescindido em 2009 e passar para a SPA Engenharia. Após cinco aditivos, teve sua vigência expirada em abril do ano passado, sem que alguns serviços fossem executados. Segundo o TCU, a SPA utilizou bens e equipamentos da Valec que não foram ressarcidos à estatal. Em resposta ao Valor, a SPA informou que os aditivos estão "cobertos pelo manto da absoluta legalidade" e que a expiração do contrato ocorreu por "exclusiva responsabilidade da contratante, apesar de nossos alertas e notificações formais, com grande antecedência". A SPA diz ser credora da Valec "de valores elevados, tendo inclusive diversos serviços executados e ainda não medidos, causando enormes prejuízos à contratada."

A empresa alegou desconhecer os apontamentos do TCU apresentados pelo Valor, mas informou que "certamente merecerão de nossa parte as devidas respostas, sempre no sentido de preservar nossa idoneidade moral e técnica".

O presidente da Valec, Josias Cavalcanti, promete cobrar as empreiteiras sobre serviços não entregues e aqueles feitos sem a qualidade desejada. "Temos uma comissão que está analisando cada contrato. Muitos já estão gerando glosas de milhões de reais. Ainda não sabemos qual será o tamanho dessas glosas, mas vamos cobrar esse dinheiro", disse.

Cavalcanti assumiu a Valec em outubro do ano passado, após o engenheiro José Eduardo Castello decidir deixar o cargo, prestes a completar um ano à frente da estatal. Castello substituia José Francisco das Neves, o "Juquinha", que caiu por causa dos escândalos de corrupção que envolveram a cúpula do Ministério dos Transportes, em junho de 2011.

Valec relicita obras que faltam e garante trecho pronto até Anápolis em dezembro


15/04/2013 -Valor Econômico

A Valec promete dar um fim ao embaraço da Ferrovia Norte-Sul. Até dezembro deste ano, garante o presidente da estatal, Josias Cavalcanti, estará pronto para operação o trecho de 855 km de extensão entre as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO). Quatro licitações acabam de ser lançadas para resolver as obras remanescentes da ferrovia. Para ganhar tempo, a Valec optou pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC), modelo que dribla etapas tradicionais do ritual licitatório e promete um resultado mais rápido. Uma das propostas já foi aberta e o contrato foi firmado em fevereiro. Outros três contratos têm previsão de serem assinados ainda neste mês, para que as obras comecem, efetivamente, em maio, quando termina o período das chuvas. O trecho já teria 88% de suas obras prontas.

"Temos enfrentado os problemas de frente. É verdade que realmente existem pendências para serem resolvidas, mas estamos trabalhando para dar um jeito nessa situação o mais rápido possível", disse Cavalcanti.

Os desafios não se esgotam no trecho até Anápolis. A "extensão Sul" da ferrovia, que liga Ouro Verde de Goiás (GO) à Estrela D'Oeste (SP), já tem obras em andamento, mas a sua execução depende da compra de trilhos. O material que a Valec tinha em estoque está esgotado. Há dois anos, a estatal tenta, sem sucesso, adquirir os lingotes de aço que precisa para forrar esse novo traçado, mas a licitação internacional emperra em problemas técnicos e brigas judiciais. Neste momento, não há previsão sobre quando a Valec conseguirá comprar os trilhos. O Brasil, um dos maiores produtores de minério de ferro do mundo, não produz esse tipo de material.

Infraestrutura do Sul vai bombar... se sair do papel

10/04/2013 - Amanhã - Porto Alegre/RS

Levantamento feito pela Sobratema mostra um volume de obras alentador para a região – R$ 99,4 bilhões. Mas menos da metade está em andamento

Por Pedro Pereira
Nos próximos quatro anos, o Brasil deverá ter exatas 8.948 obras de infraestrutura concluídas ou em andamento, com investimentos no valor total de R$ 1,6 trilhão. Deste montante, a fatia que caberá à Região Sul corresponde a 1.307 obras – a um valor total de R$ 99,4 bilhões. Entre os principais projetos da região aparecem o Estaleiro Pontal do Paraná, a Usina Termelétrica Sul Catarinense e a Linha 2 do metrô de Porto Alegre (confira a lista no final do texto). O s dados são de um levantamento feito pela CriActive e e8 inteligência a pedido da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema). O estudo foi apresentado hoje em Porto Alegre.

Antes de comemorar, uma ressalva. Entre as obras previstas para a região sul, o que está em andamento é menos da metade. Para ser preciso, apenas 606 obras, ou 46,4%. A grande proporção (692 obras, ou 52,9%) permanece no papel. E 9 obras, ou 0,7% do total, seguem paralisadas, ou sem uma situação clara e oficial sobre o estágio em que se encontram.

Nada muito diferente do que acontece no restante do país. O relatório nacional aponta 54,4% das obras ainda no papel. Os índices são insatisfatórios, cobra o vice-presidente da Sobratema, Eurimilson Daniel. "É um momento duvidoso do mercado [da construção civil]. Estamos há dois anos com resultados desfavoráveis e por isso a expectativa é muito grande para 2013. O país está discutindo muita política e poucos projetos", impacienta-se Daniel.

Ele vê um bom volume de projetos, mas, de outra parte, uma capacidade muito pequena de tirá-los das gavetas. Para dar uma idéia da lentidão, o dirigente da Sobratema lembra que o investimento em 2012 ficou abaixo de 2% do PIB brasileiro, enquanto a expectativa apontava para 4%. "Está aí a safra agrícola sem estrada para escoar. Chega a valer mais a pena ir do centro-oeste para o Porto de Rio Grande do que para o sudeste, mesmo percorrendo 1,5 mil quilômetros a mais", aponta.

A queda na venda de equipamentos para a construção civil, que chegou a 13%, até foi suave, segundo ele, pois o "marasmo" nas obras de infra-estrutura alimentava prognósticos ainda mais pessimistas. O que atenuou o impacto foi a expectativa sobre os benefícios e concessões feitos pelo governo federal para reanimar a economia. "O problema é que já estamos em abril e os efeitos ainda não foram sentidos", lamenta Brian Nicholson, consultor da Sobratema. Nicholson destaca que boa parte dos R$ 470 bilhões anunciados em concessões federais em agosto de 2012 interessam à construção civil e ao setor de venda de equipamentos. "Não há falta de projetos e, provavelmente, não haja falta de recursos para os projetos viáveis", aposta Nicholson.

O emperramento das obras é um grave complicador para o setor de equipamentos: os empresários que adquiriram máquinas novas não estão operando com toda a sua capacidade e, assim, não faturam o suficiente para honrar o investimento. "Sem investir, temos menos obras. Sem as obras, o desenvolvimento do país fica comprometido, o que leva a menos investimentos ainda no futuro", acredita Daniel. Ele acrescenta que apenas 48% das máquinas da chamada linha amarela – especiais para movimentação de solo, como retroescavadeiras – estão em atividade atualmente, quando o ideal seria 75%. Em 2010 a ocupação esteve neste nível, mas já no ano seguinte caiu para 60% e em 2012 acabou em 56%.

Nicholson revela que a projeção feita em novembro do ano passado aponta para um crescimento de 13% nas vendas de produtos da linha amarela. Mas faz questão de salientar que, para isso se confirmar, diversos fatores precisam contribuir. "O mais crítico é dar andamento aos investimentos. Se isso não acontecer, nossa projeção vai para o espaço", cogita.

Dualidade de responsabilidade
Rui Toniolo, diretor regional da Sobratema, expôs um diagnóstico pessoal sobre o atraso nas obras no sul. Para ele, entraves de ordem ambiental ou burocrática deveriam ser evitados com mais veemência pelos governos. Mas, em contrapartida a esse respaldo, seria interessante que as empreiteiras tivessem claramente expostas em contrato suas responsabilidades com a qualidade das obras.

"Se a obra começa e precisa parar por algum motivo que não compete à empresa, o governo precisa bancar isso [o custo de ficar parado]. Mas se a empresa entrega uma obra sem durabilidade, deve estar previsto em contrato que as correções devem ser feitas com custo zero para o Estado", sugere.

Construction Expo
A comitiva da Sobratema aproveitou para divulgar no Sul a Contruction Expo 2013, que será realizada em São Paulo entre os dias 5 e 8 de junho. O evento promoverá uma série de debates sobre o setor da construção civil e apresentará seções temáticas, como um espaço dedicado a explicar os processos de construção da Arena Corinthians, da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro e do primeiro submarino nuclear brasileiro. "Até nós estamos curiosos para saber que tipo de informações esse submarino vai trazer do mar", brinca Daniel.

A feira terá cerca de 300 expositores e espera receber 25 mil visitantes no espaço de 50 mil metros quadrados do Centro de Exposições Imigrantes. A dinâmica promete ser inovadora: enquanto uma parte da exposição tratará da parte técnica das obras, o restante trará estandes com os fornecedores dos empreendimentos. "O visitante poderá ver como será o estádio construído para a Copa do Mundo e já conhecer o fabricante das cadeiras", ilustra Daniel.

Veja, abaixo, as principais obras da região sul listadas no estudo da Sobratema:
Em andamento







UF

R$ bi

Oito unidades de produção tipo FPSO (casco) construídas no Porto de Rio Grande

RS

23,7

Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP) - Unidade de hidrotratamento de diesel, retirada de enxofre

RS

1,6

Bacia de Campos – duas plataformas FPSO

RS

1,1

Estaleiro Pontal do Paraná – Duas plataformas fixas de petróleo para a Bacia de Campos

PR

1,0






Em projeto





Fábrica de papel e celulose da Klabin em Ortigueira, capacidade para produzir mais de 1,5 milhão de toneladas de celulose/ano

PR

6,8

Usina Hidrelétrica Binacional Garabi, 1.150 MW

RS

3,2

Metrô de Porto Alegre Linha 2, 14,9 km

RS

2,5

Metrô de Curitiba Linha Azul - 1ª Fase, 14,2 Km

PR

2,3

Ferroeste - Ramal Cascavel/Guaíra

PR

1,6

Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, 350,2 MW

PR

1,6

Usina Termelétrica Sul Catarinense (Usitesc), a carvão, 440MW

SC

1,6

Estaleiro EBR, implantação

RS

1,2

Usina Hidrelétrica São Jeronimo, Rio Tibagi, 331 MW

PR

1,2

Usina Hidrelétrica Itapiranga, 725MW

SC/RS

2,0

Complexo Eólico Verace, 10 parques, 258 MW

RS

1,0

Ramal Ferroviário Guarapuava/Paranaguá

PR

1,0

Ferrovia Litorânea Sul, 235 km, entre os portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul, incorporando a ferrovia Tereza Cristina

SC

0,9

Fonte: Estudo de Investimentos Sobratema, em parceria com CriActive e e8 inteligência
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Centro de convenções

11/04/2013 - O Globo, Ancelmo Gois

Sabe a antiga casa de espetáculos Ribalta, no número 9.650 da Avenida das Américas, na Barra?
A prefeitura deu licença, ontem, para que sejam construídos no local um hotel com 190 quartos e um grande centro de convenções.

Ferrovia Estrela D’Oeste-Dourados será debatida dia 26

11/04/2013 - Jornal Agora MS

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e o mandato do deputado Geraldo Resende (PMDB) vão realizar no dia 26 de abril, na Associação Comercial de Dourados a Audiência Participativa Oficial, que vai apresentar e discutir o projeto do ramal ferroviário que vai ligar Estrela D'Oeste, no Estado de São Paulo, a Dourados, denominado EF (Estrada de Ferro) 267.

Os detalhes da Audiência Participativa Oficial foram definidos na tarde de quarta-feira (10), na sede da ANTT, em Brasília. O evento é a segunda etapa de consulta pública para apresentação e debate sobre os novos traçados. "Antes das reuniões participativas locais, vamos abrir o sistema no portal da Agência, ainda na semana que vem, para realizar a tomada de subsídio, que é uma forma eletrônica da população apreciar e dar sugestões referentes à implantação", afirmou o diretor da ANTT Carlos Fernando Nascimento.

A ANTT e a EPL estudaram três traçados diferentes e identificaram a viabilidade econômica, a atratividade e o respeito ambiental do projeto a ser apresentado no dia 26. "O traçado está pronto. Mas a população terá a oportunidade de opinar. Só o morador de onde vai passar o trilho sabe das especificidades das localidades", afirmou o Gerente de Projetos Clauber Campelo.

A obra de implantação está prevista para iniciar em 2014. Ainda este ano, o trecho será licitado para concessão de construção e administração pela iniciativa privada. Segundo o cronograma do Governo Federal, até 2019, vagões e máquinas já estarão transitando na EF 267. Outra linha férrea, que passará pelo mesmo processo nos próximos meses é a que vai ligar Maracaju à Cascavel, no Paraná e ao Proto de Paranaguá, passando também por Dourados.

"Para nós, é uma grande vitória. Estamos acompanhando a evolução da intenção do Governo Federal em investir no modal há quatro anos. Comemoramos muito ao saber que a rica região da Grande Dourados será cortada por duas linhas férreas. Os municípios estarão ligados com os principais portos do País", afirmou Geraldo Resende, vice-presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias.

Os trilhos a serem implantados serão de bitola larga, ou seja, de 1,60 metro. Esta tipologia possibilita o trânsito livre aos portos do Sudeste e do Sul, bem como a ligação com estados do Norte e Nordeste do País. A confirmação da implantação dos ramais que ligam a Ferro Oeste à Ferrovia Norte Sul ocorreu no dia 26 de março, quando Resende esteve em audiência com o diretor presidente da EPL Bernardo Figueiredo.

O modal ferroviário é o mais utilizado nos países de grandes economias. Além de diminuírem os custos de transporte, evitando o desperdício e os danos nas estradas, retira das vias grandes e pesados caminhões, possibilitando mais segurança nas rodovias. A reunião na ANTT na quarta-feira foi acompanhada pelo superintendente de Ferrovias Jean Mafra, que também estará presente na Audiência Participativa Oficial de Dourados.

Licitação de ferrovia em Lucas é adiada para novembro

10/04/2013 - AgroOlhar

Foi adiado para novembro o lançamento do edital de licitação para as obras da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) no trecho entre Lucas do Rio Verde (MT) e Uruaçú (GO). A informação é do gerente de projetos de transporte ferroviário de cargas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), André Luis de Oliveira Melo.

Não é a primeira vez que o cronograma para FICO é adiado. Anteriormente, a data definida pelo governo era abril deste ano. Para o secretário de logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, o atraso é inadmissível.

"O governo havia prometido que no primeiro semestre seria lançado o edital. Agora ficou para novembro. Estamos atrasados. Os estudos estão concluídos. É inaceitável", protestou Vuolo durante audiência pública sobre o tema solicitada pelo deputado Valtenir Pereira (PSB).

Queremos anúncio de investimentos, diz Valtenir de Fico e Ferronorte

De acordo com o gerente da ANTT, a FICO foi incluída no Plano de Investimento em Logística (PIL), que é o novo programa federal voltado para investimentos em logística que estavam inseridos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O trecho entre Lucas do Rio Verde e Uruaçú tem 1065 km de extensão, terá bitola larga e raio mínimo de 500 metros. A ferrovia será comportará locomotivas com 150 vagões capazes de transportar 38 milhões de toneladas por ano.

Ferrovia em Lucas está na fila de prioridades do governo, diz ANTT

A estimativa da ANTT é de investimentos de R$ 8,4 bilhões para sua conclusão e o prazo para concessão para a iniciativa privada é de 35 anos.

Ainda de acordo com o gerente da ANTT, o traçado referencial inicia em Lucas do Rio Verde, passa por Sorriso, Nova Ubiratã, Campinorte e Uruaaçú, mas pode ser alterado. "Temos enfrentado dificuldades em relação a reservas indígenas e unidades de conservação", argumentou Oliveira Melo.

domingo, 14 de abril de 2013

Governo estuda linha de passageiro no Sul


14/04/2013 - Folha de SP

O governo quer viabilizar duas linhas de trens de passageiros no Sul e colocou em consulta pública estudos econômicos e financeiros para viabilizar os projetos. A ideia é que as linhas sejam operadas pela iniciativa privada, mas ainda não há definição se serão por regime de concessão ou PPP (Parceria Público-Privada). O governo pretende oferecer transporte ferroviário de passageiros entre Londrina e Maringá, no Paraná, e entre Caxias do Sul e Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. A ideia é aproveitar os trechos de ferrovias de carga já existentes nas regiões e fazer as adaptações necessárias para o transporte de passageiros em média velocidade.

Transnordestina: governo já tem contrato de concessão

11/04/2013 - Agência Estado

O diretor-presidente da Transnordestina Logística, Angelo Baptista, disse nesta quinta-feira que "está nas mãos do governo" o novo contrato de concessão, o acordo de acionistas e o termo de ajustamento de conduta (TAC) da companhia, o que incluirá a necessidade de novos aportes de capital e aumento da participação do governo na companhia.

Baptista disse esperar que a assinatura dos documentos ocorra até o fim do mês. "Mas essa também era a nossa expectativa no mês passado", acrescentou. Ele não revelou detalhes, mas citou que faz parte desse acordo entre a empresa e o governo a devolução de trechos de ferrovias hoje concedidos à Transnordestina, como a linha que liga Recife a Sergipe, que deve ser incorporada a um lote de ferrovia que o governo pretende licitar, dentro do programa de investimento em logística, que ligará Pernambuco à Bahia. Também incluirá alteração do traçado da ferrovia, o que implicará em aumento do custo do projeto. Em contrapartida a essa alta dos custos, serão necessários novos aportes de capital na companhia e novos financiamentos.

Baptista também não quis comentar detalhes sobre os aportes e financiamentos, e explicou que o aumento da participação do governo corresponde, não apenas à fatia das ações como também a debêntures conversíveis. Segundo ele, o projeto só é viável por causa da participação do governo. "O risco é muito alto, porque precisa desenvolver demanda", justificou. A Transnordestina é controlada da CSN.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ferrovia do Aço custou US$4 bi e demorou 5 mil dias para ser concluída

07/04/2013 - Estado de Minas

Congonhas e Coronel Xavier Chaves – Quando Patrícia Venâncio tinha apenas 10 meses, seu pai, João Maria Venâncio, morreu. Ele era carpinteiro e montava a estrutura de uma pilastra de um viaduto da Ferrovia do Aço, quando caiu. Além do bebê, João deixou Cristiane, de 3 anos, e a viúva Aparecida Venâncio. "Como consegui criá-las? Deus me ajudou", explica Aparecida, hoje com 55 anos, que trabalhou como empregada doméstica e na roça, em plantações de milho e feijão.

Assim como João, que deixou Florianópolis (SC) para participar da construção da Ferrovia do Aço, outros trabalhadores vieram de diferentes regiões do Brasil e tiveram seu destino modificado por causa de uma das maiores obras já executadas no país. A ferrovia foi, com a Usina de Itaipu, a Ponte Rio-Niterói e a Transamazônica, um dos projetos empreendidos pelo governo militar e que reforçaram o argumento – após o golpe em 1964 – para que os generais se sustentassem no poder, com um discurso de progresso e desenvolvimento.

Porém, na prática, a realidade foi bem diferente. Quando a construção da ferrovia foi anunciada, no governo do general Emílio Garrastazu Médici, em maio de 1973, a previsão era de que a obra duraria apenas 1 mil dias, ou seja, menos de três anos. Entretanto, a primeira inauguração, com o projeto totalmente modificado e reduzido, foi apenas em 1989, no governo de José Sarney (PMDB), após 5.140 dias.

O anúncio das obras foi feito no mesmo período da primeira  grande crise mundial do petróleo, o que diminuiu o ritmo de crescimento da economia brasileira. Os planos do governo militar eram calcados no período conhecido como milagre econômico, com a economia crescendo a taxas superiores a 10% ao ano, mas que com a crise internacional começou a perder fôlego. Como os militares que comandavam o país abusaram dos empréstimos internacionais para financiar as obras faraônicas, a dívida externa explodiu. Seguiu-se então um período de inflação elevadíssima, que só foi terminar em 1994, no governo de Itamar Franco, quando foi instituído o Plano Real.

As obras da ferrovia começaram apenas em 1975 e foram gastos US$ 4 bilhões no total. Planejada para ligar Belo Horizonte ao Rio de Janeiro e São Paulo, ela teve o projeto reduzido. A ferrovia começa em Itabirito e vai até Volta Redonda (RJ). De Itutinga, no Sul de Minas, deveria sair outro ramal que iria até São Paulo, mas ele também não foi concluído. Nos anos seguintes, com dinheiro da iniciativa privada, principalmente da antiga Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), que foi comprada pela Vale, o trecho entre Itabirito e Jeceaba foi feito. Os trechos entre Belo Horizonte e Itabirito foram suspensos e seis túneis ficaram prontos, que somam nove quilômetros de extensão, quatro viadutos inacabados e aproximadamente vinte quilômetros de aterros e galerias cobertos de mato estão abandonados.

Privatizada em 1996, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a ferrovia está hoje sob a concessão da MRS Logística. A previsão inicial de gastos era US$ 743 milhões, que foi superada mais de cinco vezes. Outra falha é que a ferrovia deveria ser completamente eletrificada, o que não aconteceu. Tantos atrasos e mudanças fizeram com que a obra fosse apelidada de Ferrovia do Acho.

ORGULHO

Porém, quem participou da construção se orgulha do feito. O diretor da construtora gaúcha Toniolo Busnello, Humberto Busnello, lembra que a empresa foi contratada para fazer túneis entre Congonhas e Jeceaba. "Foi uma experiência muito importante para a empresa. A exigência era fazer a obra no curto prazo, e compramos equipamentos novos", recorda Busnello. O executivo lembra que foram contratados cinco profissionais italianos com experiência em perfurar túneis.

Um dos vértices do Quadrilátero Ferrífero, a região de Congonhas, o Alto Paraopeba, é a principal fornecedora do minério que é transportado hoje pela Ferrovia do Aço. São carregados 110 milhões de toneladas de minério de ferro para os portos do Rio de Janeiro e para a usina da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda (RJ). Por dia são até 30 composições, com 134 vagões e quatro locomotivas. Passam também mais três a cinco composições por dia que levam cimento, sucata, gusa e produtos siderúrgicos.




sexta-feira, 5 de abril de 2013

Museu do Trem no Rio de Janeiro reabre nesta terça

01/04/2013 - O Globo

O Museu do Trem do Rio de Janeiro será reaberto para o público nesta terça-feira (02/04), às 10h. O espaço foi inaugurado em 1984 e estava fechado desde 2007, quando a Rede Ferroviária Federal (RFFSA) foi extinta e o governo federal transferiu todos os bens móveis e imóveis de interesse histórico e cultural para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A reabertura foi idealizada pelo historiador Bartolomeu d' El-Rei, que trabalha para reativação do museu desde julho do ano passado.

O visitante poderá ver a locomotiva nº 01 do Brasil, de 1852, batizada como "Baroneza", em homenagem a Baronesa de Mauá. Também estarão expostos o carro de passageiros usado pelo rei Alberto da Bélgica, na década de 20, conhecido como Carro do Rei Alberto; o Carro Imperial, fabricado na Bélgica, em 1886, e utilizado por Dom Pedro II; e o Carro Presidencial, utilizado por Getúlio Vargas, na década de 30, em suas viagens oficiais.

A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a sexta, das 10h às 15h. O Museu do Trem fica na Rua Arquias Cordeiro, nº 1046, no bairro Engenho de Dentro, Rio de Janeiro. O telefone para informações é (21)2233-7483.

Valec oferece transporte em trecho de ferrovia na BA

21/03/2013 - Exame

Oferta foi publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União. Conclusão das obras e início das operações MP trecho na Bahia estão previstos para dezembro de 2014.

Brasília - A Valec pretende disponibilizar a capacidade de transporte do trecho ferroviário entre as cidades de Caetité e Ilhéus (BA), dentro da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol). A oferta foi publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União. No texto, a Valec informa que a conclusão das obras e início das operações MP trecho estão previstos para dezembro de 2014.

De acordo com o comunicado, poderão participar do processo usuários que desejarem transportar carga própria, operadores ferroviários independentes, operadores de transporte multimodal e os atuais concessionários de transporte ferroviário.

A Valec informa, ainda, que a cessão onerosa da capacidade "será realizada mediante cumprimento de condições operacionais oportunamente fixadas, vedadas situações que configurem ou possam configurar monopólio, domínio de mercado e restrição à livre concorrência, conceituados na legislação específica". Destaca também que o exercício do direito de uso de capacidade na infraestrutura ferroviária dependerá da celebração de contrato específico com a Valec.

O comunicado alerta que as regras operacionais e tarifárias serão especificadas posteriormente, bem como os procedimentos de solicitação de reserva de horário e alocação de capacidade. "Em complemento à cadeia logística regional, a Valec conta com a ampliação do complexo portuário de Ilhéus, o que tornará a ferrovia um corredor de alta capacidade de transporte", acrescenta o comunicado.

Fonte: Revista Exame-Abril

Projeto do Ferroanel em BH poderá ser viabilizado

21/03/2013 - Diário do Comércio

A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) se prepara para implantar um anel ferroviário destinado ao transporte de cargas, o que permitirá, no médio prazo, a liberação de trens que circulam na região para o transporte de passageiros. Segundo informou o secretário extraordinário de Gestão Metropolitana, Alexandre Silveira, a semente foi plantada em janeiro, em reunião entre governos federal, estadual e concessionárias de transporte ferroviário. Os entendimentos prosseguiram e, conforme ele, no dia 19 passado, a MRS Logística confirmou que assumirá o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, além do projeto executivo do FerroAnel.

Paralelamente, está sendo concluída a modelagem para o Trem Metropolitano, um projeto voltado para o transporte de passageiros na Grande BH, com previsão de licitação no segundo semestre "e início dos trabalhos no primeiro semestre de 2014". A ideia é que o transporte ferroviário seja compartilhado entre cargas e passageiros nas linhas existentes, por meio do Trem Metropolitano, até que seja viabilizado o FerroAnel. A partir de então, os 1.500 km da malha ferroviária em estudo ficarão livres para o transporte de passageiros. "São projetos complementares", pontuou.

Segundo Silveira, em reunião realizada em janeiro, presidida pelo governador Antonio Anastasia, participaram o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, um diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e representantes das concessionárias MRS Logística e da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA): todos os agentes responsáveis pela viabilização do projeto, ressaltou o secretário.

Projeto do Ferroanel em BH poderá ser viabilizado

21/03/2013 - Diário do Comércio

A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) se prepara para implantar um anel ferroviário destinado ao transporte de cargas, o que permitirá, no médio prazo, a liberação de trens que circulam na região para o transporte de passageiros. Segundo informou o secretário extraordinário de Gestão Metropolitana, Alexandre Silveira, a semente foi plantada em janeiro, em reunião entre governos federal, estadual e concessionárias de transporte ferroviário. Os entendimentos prosseguiram e, conforme ele, no dia 19 passado, a MRS Logística confirmou que assumirá o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, além do projeto executivo do FerroAnel.

Paralelamente, está sendo concluída a modelagem para o Trem Metropolitano, um projeto voltado para o transporte de passageiros na Grande BH, com previsão de licitação no segundo semestre "e início dos trabalhos no primeiro semestre de 2014". A ideia é que o transporte ferroviário seja compartilhado entre cargas e passageiros nas linhas existentes, por meio do Trem Metropolitano, até que seja viabilizado o FerroAnel. A partir de então, os 1.500 km da malha ferroviária em estudo ficarão livres para o transporte de passageiros. "São projetos complementares", pontuou.

Segundo Silveira, em reunião realizada em janeiro, presidida pelo governador Antonio Anastasia, participaram o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, um diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e representantes das concessionárias MRS Logística e da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA): todos os agentes responsáveis pela viabilização do projeto, ressaltou o secretário.

Governo federal quer obra de ferrovia no Rodoanel de SP

01/04/2013 - Diário do Grande ABC

Segundo o presidente da Dersa - Desenvolvimento Rodoviário, Laurence Casagrande Lourenço, a resposta já foi encaminhada ao governo federal, que avalia um aditivo para repassar os valores.

A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) quer que o governo do Estado de São Paulo faça uma readequação do projeto do Rodoanel Norte para incluir obras do Ferroanel. Em carta enviada à administração paulista, a empresa do governo federal argumenta que se a terraplenagem for feita isoladamente, o custo do projeto ferroviário poderá subir até R$ 1,5 bilhão. Se as obras forem feitas juntas, o valor do Rodoanel terá acréscimo de R$ 300 milhões.

A construção do Ferroanel de São Paulo estava orçado em cerca de R$ 2 bilhões (os três trecho: Sul, Norte e Noroeste). Ou seja, se não houver um acordo, o orçamento do projeto tem potencial para crescer 75%. O governo paulista aceita fazer a terraplenagem do Ferroanel desde que a União arque com o custo adicional.

Segundo o presidente da Dersa - Desenvolvimento Rodoviário, Laurence Casagrande Lourenço, a resposta já foi encaminhada ao governo federal, que avalia um aditivo para repassar os valores. Agora o assunto está sendo tratado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Lourenço explica que a revisão do projeto envolve apenas os serviços de terraplenagem nos 44 quilômetros (km) do Rodoanel Norte (o Ferroanel trecho norte terá 55 km). Nessa área, haverá todo um trabalho de proteção de encosta e retirada de terra, que se for feita de forma isolada, de fato, complicará a construção do anel ferroviário.

"É uma forma de o governo do Estado ajudar o governo federal nesse empreendimento, mas tenho de ter garantia de verba", diz Lourenço. Segundo ele, a remodelação do projeto do Rodoanel, com as inclusões das obras da ferrovia, agora está nas mãos do governo federal.

Uma fonte do Planalto afirma que a negociação esta em fase de análise dos aspectos jurídicos da transação - ou seja, do repasse dos custos adicionais do Rodoanel pela União. Do lado da administração paulista, se a contrapartida for aceita, haverá necessidade de fazer uma revisão dos contratos feitos com os vencedores da licitação de construção do Rodoanel, fechada em fevereiro. Quatro lotes da obra foram arrematadas por construtoras estrangeiras - algumas em parceria com empresas brasileiras.

Projeto estratégico

O projeto de construção do Ferroanel de São Paulo já dura mais de uma década e envolveu uma forte divergência entre os governos federal e estadual. Brasília sempre demonstrou preferência pelo trecho Norte e a administração paulista, pelo Sul. A solução, encontrada em meados do ano passado, foi fazer os dois projetos mais o Noroeste.

O trecho Norte - considerado o de maior potencial de transporte, o será construído ao lado do Rodoanel, o que tende a diminuir custos e impactos ambientais. Cálculos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) mostram que, quando concluído, esse trecho será responsável por 90% da demanda do Ferroanel. Movimentará cerca de 40 milhões de toneladas de carga até 2040, sendo 24 milhões com destino a Santos. O tramo Sul, defendido pelo governo estadual, será o segundo a ser construído e terá demanda de aproximadamente 5 milhões de toneladas.

Apesar da demora na construção, o empreendimento é estratégico para o comércio exterior brasileiro. Hoje os trens de carga que sobem ou descem para o Porto de Santos são obrigados a compartilhar a mesma malha ferroviária com os trens da CPTM. Mas, com o aumento da demanda urbana e a necessidade de reduzir o tempo de partida dos trens de passageiros, essa convivência tem sido cada vez mais difícil - com tendência a piorar nos próximos anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Diário do Grande ABC

Ferrovia do Frango terá efeitos econômicos e ambientais em SC

04/04/2013 - Avicultura Industrial

O traçado da ferrovia será definido pelos estudos técnicos que consubstanciarão o projeto e ligará Chapecó ao porto de Itajaí.

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A decisão do Governo Federal de construir a Ferrovia da Integração – também chamada de Ferrovia do Frango – ligando o oeste ao litoral catarinense terá efeitos sociais, ambientais e econômicos na avaliação do presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo.

O projeto será elaborado pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias e executado pelo 10º Batalhão de Engenharia de Construções (BEC) do Exército Brasileiro, sediado em Lages. O traçado da ferrovia será definido pelos estudos técnicos que consubstanciarão o projeto e ligará Chapecó ao porto de Itajaí.

Pedrozo realça que a estrada de ferro reforçará a integração territorial, repetindo o papel que a rodovia BR-282 exerceu a partir da década de 1970. Com o transporte de produtos e mercadorias aos portos catarinenses, a ferrovia proporcionará a redução do número de caminhões pesados no sistema rodoviário, diminuindo a poluição, os acidentes e o custo da movimentação de cargas.

Por outro lado, aumentará a competitividade dos produtos catarinenses exportáveis, que incluem carnes em geral, grãos, manufaturados etc. Por isso, Pedrozo julga mais apropriada a expressão "rodovia da integração" em lugar de "ferrovia do frango".

O presidente da Faesc lembra que a obra é cara, complexa e demorada, mas, realça que o importante é iniciá-la o mais rapidamente possível. Destaca a articulação do governador Raimundo Colombo com a presidente Dilma Rousseff, o Ministério dos Transportes, a Valec e a Empresa Brasileira de Logística (EBL) para a aprovação técnica e política do empreendimento.

Pedrozo considera importante para a competitividade internacional da economia catarinense a construção de um sistema ferroviário, interligando as regiões produtoras com os portos. Observa que tão ou mais importante que a linha férrea intraterritorial catarinense é a ferrovia norte-sul, ligando Chapecó ao Mato Grosso do Sul para o transporte de grãos que abastece o parque agroindustrial catarinense. "São mais de 2,5 milhões de toneladas de milho e soja que exigem 80 mil viagens de carretas", exemplifica.

Pedrozo lembra que nas décadas de 1950/1960 a estrada da ferro Paraná-Santa Catarina fazia o transporte de calcáreo, adubos, trigo,soja, areia e mercadoria entre os dois Estados, dinamizando a economia regional. "Precisamos recuperar esse papel das ferrovias na economia barriga-verde", encerra.

Fonte: Avicultura Industrial

Governo de SC e Exército fazem parceria para garantir Ferrovia

04/04/2013 - Portal SC 24 Horas

O objetivo da parceria é aproveitar a mão de obra do Exército e ganhar tempo.

Fernanda Rodrigues

Brasília - O governador Raimundo Colombo recebeu, nesta quarta-feira, dia 3, em Brasília, o parecer favorável para a construção da ferrovia que vai de São Miguel do Oeste a Itajaí, conhecida como Ferrovia do Frango. As obras serão executadas pelo 1º Batalhão Ferroviário de Lages, ligado ao Exército.

Raimundo Colombo se reuniu, na manhã desta quarta, com o diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, e com o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general Jorge Fraxe. O objetivo da parceria é aproveitar a mão de obra do Exército e ganhar tempo. "Com esta parceria, valorizamos o dinheiro público e vencemos etapas. Como se tratam de dois órgãos públicos, não é necessário processo licitatório e aguardar todas as suas fases", explicou o governador.

A presidente Dilma Rousseff também aprovou e autorizou a execução da rodovia pelo Exército. Já o projeto será feito pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. "Vamos acertar os detalhes desta integração e definir o cronograma. Nunca estivemos tão perto de começar obra tão estratégia para Santa Catarina", acrescentou o governador. A expectativa é que os trabalhos comecem até o final deste ano.

O general Fraxe também confirmou para o dia 10 de abril o lançamento do novo edital de licitação para o lote da BR-470 entre Blumenau e Indaial. O governador Colombo também buscou recursos para a duplicação dos oito quilômetros urbanos da BR-280 entre Guaramirim e Jaraguá do Sul, trecho fora do projeto de duplicação aprovado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "O governo do Estado já tem o projeto e precisamos apenas de convênio para executar a obra", explicou. Ao todo, a obra está orçada em R$ 85 milhões, contemplando três elevados. "Temos condições de começá-la imediatamente, o que resolverá este grave pronto de congestionamento na região", finalizou o governador.

Participaram também da reunião em Brasília os secretários de Infraestrutura, Valdir Cobalchini; de Articulação Nacional, João Matos; da Casa Civil, Nelson Serpa; da Fazenda, Antônio Gavazzoni e da Saúde, Dalmo de Oliveira.

Fonte: Portal Santa Catarina 24 Horas

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Estudo da CNT diz que ferrovia em Lucas diminui 37% preço do frete

02/03/2013 - Mídia News

O levantamento aponta que, com instalação de um terminal de cargas em Lucas do Rio Verde o valor do frete por tonelada cairia para R$ 148,58


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O estudo "Transporte e Economia – o Sistema Ferroviário Brasileiro", publicado na última semana pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), revela que o preço do frete para escoar a safra de grãos do médio-norte de Mato Grosso até os portos pode cair cerca de 37%, se a Ferrovia da Integração do Centro-Oeste (Fico) sair do papel.

O levantamento aponta que, com instalação de um terminal de cargas em Lucas do Rio Verde (350 km de Cuiabá), o valor do frete por tonelada cairia de R$ 232,74 (preço atual para levar a soja até o Porto de Paranaguá-PR em caminhões) para R$ 148,58 utilizando apenas o modal ferroviário até o Porto de Itaqui (MA). Foi considerado o custo de transbordo nas rotas multimodais.Transporte ferroviário cresceu apenas 2.8% em 2012, diz CNT

Porém, o estudo não considerou o ganho com frete marítimo (o foco era apenas o modal ferroviário no Brasil), que vai fazer esse preço cair ainda mais, já que o aluguel de navios partindo do Norte do país rumo à China (principal importador de grãos) é bem mais em conta do que os que saem da região Sudeste.

Os dados mensurados na pesquisa levaram em conta informações obtidas pela CNT junto à Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) e ao Movimento Pro-Logística. "O objetivo é ressaltar a importância do modal ferroviário para o desenvolvimento da economia nacional", pontua a confederação.

Audiência pública em Lucas do Rio Verde debate construção de ferrovia entre Goiás e MT

"O Brasil precisa de rotas alternativas para o escoamento da safra agrícola destinada à exportação. As ferrovias são eficientes porque movimentam grandes tonelagens por longas distâncias a um custo menor", explica o presidente da CNT, senador Clésio Andrade.

Esse ganho de eficiência depende necessariamente de investimentos em infraestrutura de transporte e da construção de novos trechos, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), a Ferrovia Norte-Sul (FNS), a Transnordestina, entre outras.

A pesquisa da CNT conclui que o custo de se transportar a soja da região Centro-Oeste do país até um porto na região Sudeste pelo modal rodoviário incorre em significativas perdas de competitividade para o agronegócio. "Existe uma necessidade de rotas alternativas para o escoamento da soja destinada à exportação", diz o documento.

"Nesse sentido, as ferrovias se apresentam como o modal mais eficiente, por apresentarem ganhos de escala na operação. Ou seja, movimentam grandes tonelagens por longas distâncias a um custo menor que o praticado pelo rodoviário", comenta o presidente da CNT.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Estação Ferroviária é tombada e vira patrimônio cultural brasileiro

01/04/2013 - Cidade Verde

Portaria do Ministério da Cultura confirma o quarto patrimônio tombado pelo Iphan em Teresina. Conheça os outros.

O Ministério da Cultura homologou o tombamento do conjunto da Estação Ferroviária de Teresina. Agora todo o entorno do prédio histórico é Patrimônio Cultural Brasileiro.

A portaria da ministra Marta Suplicy foi publicada no Diário Oficial da última segunda-feira (25) e referendou a decisão do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que aprovou o tombamento em março de 2012.

Com a medida, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) poderá transformar a área no Parque da Cidadania, obra que terá espaço para oficinas de arte e museus ao lado da ferrovia.

Localizada na avenida Miguel Rosa, no cruzamento com a avenida Frei Serafim, a estação foi construída na década de 1920 e simbolizava o desenvolvimento econômico da capital.

A Estação Ferroviária de Teresina é o quarto bem da capital tombado como Patrimônio Cultural Brasileiro. Já faziam parte da lista a Igreja de São Benedito, a Ponte Metálica João Luís Ferreira e a floresta fóssil, no rio Poti.

reportagem de Gorete Santos (TV Cidade Verde)
Fábio Lima (Da Redação)

Fonte: CidadeVerde.com

Deputado luta por colocar Araguaia na rota da Ferrovia

01/04/2013 - Cenário MT

A proposta de Riva já foi até apresentada a entendidos do assunto para que a Ferrovia MT-PA siga até a cidade de Lucas do Rio Verde, podendo ser incorporada a partir deste ponto à Ferrovia de Integração do Centro-Oeste.

O período de crise do setor produtivo mato-grossense pela escassez de alternativas para escoamento de seus produtos pode, enfim, ter fim. E a pretensão de "salvação" está sendo erguida por um projeto do presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD), que aos poucos tem articulado a firmação do projeto da Ferrovia Mato Grosso/Pará, em uma rota que resgata o Araguaia.

O parlamentar apontou uma rota alternativa à BR-163, que atende a poucos produtores, e aponta um caminho usando a BR-158, que poderá ter maior viabilidade de construção e atender uma maior demanda. As primeiras etapas do projeto já foram finalizadas e agora o governador Silval Barbosa (PMDB) deve tomar conhecimento oficial sobre o estudo.

Partindo do município de Água Boa e seguindo até o futuro Porto de Espadarte, no Pará - e que ainda está em construção -, a alternativa é uma frente ao Porto de Santarém, tido como de baixo calado e passível de embarcar apenas três milhões de toneladas por ano. Fora o lado comercial, em concepção política, a ferrovia poderia resgatar o Araguaia, atualmente esquecido pelo Estado.

No quesito político, Riva está à frente do projeto. Mas é o assessor parlamentar Nelson Abdala Salim quem faz articulação junto a grupos financeiros para poder viabilizar o estudo e levá-lo para o plano da concretização.

Ao Diário, ele destaca que, com a consolidação, Mato Grosso terá uma rota de saída para o mundo, provocando toda uma alteração no plano econômico.

"Essa via resgata o Araguaia e facilita a entrada da produção agrícola, além de que possibilita toda a mudança do fluxo de caminhões. Nós estamos numa atual situação de dificuldade com as estradas, lotadas de veículos pesados e isso poderia mudar. Secretários e o governo já estão fascinados com essa possibilidade", avaliou Salim.

A proposta de Riva já foi até apresentada a entendidos do assunto para que a Ferrovia MT-PA siga até a cidade de Lucas do Rio Verde, podendo ser incorporada a partir deste ponto à Ferrovia de Integração do Centro-Oeste. Como apoio a este anseio, as prefeituras ao redor da BR-158 já estão sendo contatadas para dar o suporte necessário nas discussões.

No âmbito econômico para sua construção, Salim destaca que o projeto também é altamente viável, que grupos chineses, americanos e russos já demonstraram interesse na participação. Dessa forma, o investimento deverá ser concluído através de uma Parceria Público-Privada (PPP) com a escolha de qual será a empresa parceria até o final do mês de abril.

Enquanto que o trajeto pela BR-163 necessita de 800 km de asfalto a serem construídos, a 158 necessitaria apenas 190 km, o que reflete diretamente no preço do frete, que pela Cuiabá-Santarém ficaria 20% mais caro que o calculado pela sua concorrente.

Além disso, a estrada por Santarém atravessaria dois parques nacionais, dois municípios e três distritos. Em contraponto, a alternativa pensada agora teria menos impactos sócio-ambientais.

De olho nessas contraposições, no ano passado o grupo chinês que teria inicialmente se interessado pela Cuiabá-Santarém recuou da proposta e pediu maiores estudos de viabilidade sobre a imensa obra.

Fonte: CenárioMT

Ferrovia Norte-Sul vai passar pelo Sudoeste

01/04/2013 - Jornal de Beltrão

O edital para a licitação será publicado ainda neste ano

Por Francisco Beltrão

Lideranças do Sudoeste tiveram em Brasília, a confirmação de que a ferrovia Norte-Sul vai passar pela região. "Isto está garantido, o edital para a licitação será publicado ainda neste ano", disse o vice-prefeito de Francisco Beltrão, Eduardo Scirea (PT), em contato telefônico com o Jornal de Beltrão. "De Cascavel para baixo, vai passar pelo Sudoeste, isto é uma notícia garantida; é um grande investimento para o desenvolvimento da nossa região", completou Eduardo.

Ele teve audiência com Bernardo Figueiredo, diretor da Empresa de Planejamento e Logística, quando o assunto foi explanado. Também participaram o prefeito de Beltrão, Antônio Cantelmo Neto (PMDB), e o presidente da Amsop, prefeito de Honório Serpa, Rogério Benin (PSD)

A visita foi marcada pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT), que também esteve presente na reunião.

Fonte: Jornal de Beltrão/Intelog