domingo, 29 de junho de 2014

Relatório aponta falhas no projeto da Transnordestina

23/06/2014 - Valor Econômico

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva queria passear no trem da Transnordestina antes de deixar o Planalto, no apagar das luzes de 2010. Quase quatro anos se passaram e a ferrovia está mergulhada em problemas que colocam sua viabilização em um cenário sombrio. Obtido pelo Valor, um relatório interno da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), dona da obra, aponta inúmeras falhas no projeto e fala, inclusive, em inobservância da "boa engenharia".

A obra da estrada de ferro vinha sendo tocada pela Odebrecht até setembro do ano passado, quando foi rescindido o contrato entre a empreiteira e a TLSA (Transnordestina Logística SA), subsidiária da CSN. Apesar de a Odebrecht não ter se manifestado publicamente sobre o desacordo, a inadimplência é apontada como a causa principal do rompimento. Passados mais de nove meses, a TLSA ainda não conseguiu retomar as obras.

Com pouco mais de 1,7 mil quilômetros previstos, a Transnordestina deveria ligar o município de Eliseu Martins, no interior do Piauí, aos portos de Suape, em Pernambuco, e do Pecém, no Ceará. Para os dois primeiros Estados, foram contratadas, respectivamente, as construtoras EIT e Civilport. Já o trecho cearense, o mais atrasado, não tem sequer uma empreiteira à frente. A TLSA encomendou orçamentos a Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez, mas não houve acordo.

Assumidamente preocupado, o secretário de Infraestrutura do Ceará, Adail Fontenelle, disse ter informações de que a TLSA está finalizando a contratação de uma empreiteira e que as obras seriam retomadas em julho. Procurada pelo Valor diversas vezes nos últimos meses, a CSN se comprometeu a dar esclarecimentos, mas depois voltou atrás e optou por não fornecer nenhuma informação a respeito da obra.

Datado de janeiro de 2014, o relatório de análise crítica da ferrovia foi elaborado pela diretoria de projetos da TLSA e por consultores externos. O trecho analisado tem pouco mais de 400 km e liga as cidades de Trindade (PE) e Eliseu Martins (PI). Praxe neste tipo de empreendimento, o documento questiona o valor do investimento, dá sinal vermelho para a obra e recomenda que os trabalhos não sejam retomados antes do atendimento de uma vasta lista de adequações.

Foram reprovados, por exemplo, os projetos de terraplenagem, de drenagem e os estudos geotécnicos, avaliados como incompletos e, portanto, inválidos. "Desta forma, entende-se que o projeto tal como se encontra não atende às normas e nem a prática da boa engenharia podendo, caso seja implementado, induzir a futuros problemas", alerta o relatório da consultoria WRC, anexo ao documento.

Os consultores recomendam à CSN a contratação de engenheiros permanentes em diversas áreas para reforçar a equipe da obra. Também é sugerida a contratação de uma gerenciadora de projetos para fiscalizar com mais eficiência o andamento e o custo dos trabalhos, bem como a ampliação da equipe de fiscais ambientais, insuficiente segundo o documento.

Orçada inicialmente em R$ 4,5 bilhões, a Transnordestina já foi reajustada duas vezes e está cotada hoje em R$ 7,5 bilhões. O relatório, porém, apresenta tabelas datadas de 2011 com cifras superiores a R$ 7,8 bilhões. Segundo apurou o Valor, a própria CSN tem dito a empreiteiros que a ferrovia não deve sair por menos de R$ 11 bilhões.

O relatório de análise crítica também faz uma série de ressalvas ao Capex, termo utilizado para definir o investimento total no empreendimento. De acordo com o documento, muita coisa ficou fora do cálculo do preço final, como projetos para passarelas de pedestres, pátios ferroviários, sinalização, instalações de apoio e manutenção, entre outros.

Também não foi contemplada a construção de uma estrada ligando Eliseu Martins à pera ferroviária, como é chamada a linha férrea utilizada para manobras dos trens. "Encontramos diversas evidências que comprometem a decisão do investimento. O problema se encontra na fonte de dados para elaboração do Capex; os projetos executivos estão incompletos, em processo de revisão ou por fazer", acusa o relatório, que foi enviado ao ministro dos Transportes, César Borges.

Procurada, a assessoria de imprensa do ministério não se manifestou sobre o documento. A pasta informou que está mantido para setembro de 2016 o prazo para entrega da ferrovia, pactuado em setembro do ano passado entre governo federal e TLSA. No último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Transnordestina aparece com o sinal amarelo, o que significa que o andamento do projeto merece "atenção".

Questionado sobre a possibilidade de novos reajustes no custo do empreendimento, o ministério informou apenas que "o valor final da ferrovia é uma responsabilidade do concessionário, que arca com os custos e riscos do negócio". Em março deste ano, no entanto, a TLSA recebeu um aporte de R$ 400 milhões da estatal federal Valec (ligada ao Ministério dos Transportes), que terá sua participação no negócio elevada para 25% do capital total da ferrovia.

De olho no voto dos nordestinos, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse na semana passada que está preparando "um choque de infraestrutura" para a região. Entre as obras que promete acelerar, citou a Transnordestina, que a seu ver não vai ficar pronta no prazo anunciado. Ao lado do nordestino Eduardo Campos (PSB), os mineiros Aécio Neves e Dilma Rousseff vão disputar o direito de passear no que, pelo menos até agora, está longe de ser um "trem bão".

Com obra, procura por direitos minerários sobe 700%

Apesar dos sucessivos contratempos, a Transnordestina está aguçando o interesse dos empresários do setor mineral, que viram aumentar a competitividade da região em relação aos demais projetos de minério de ferro no país. Desde 2007, pouco depois do início das obras da ferrovia, cresceu 700% o número de direitos minerários nos três Estados atendidos pela estrada de ferro.

Dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) apontam 2.606 direitos minerários ativos em um raio de 200 km do traçado da ferrovia. Desse total, 1.472 estão no trecho entre Eliseu Martins (PI) e Salgueiro (PE). Do município pernambucano até Pecém (CE) há 571 direitos minerários ativos e do mesmo ponto até o porto de Suape, outros 563.

Com capacidade para transportar 30 milhões de toneladas por ano, a ferrovia tem na indústria da mineração um de seus principais clientes. Além do minério de ferro, a Transnordestina deve transportar gipsita, calcário, frutas do Vale do São Francisco e soja da região conhecida como Mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia).

O primeiro acordo comercial foi fechado em 2011 pela Bemisa, mineradora controlada pelo grupo Opportunity, de Daniel Dantas, que pretende investir até R$ 4 bilhões na exploração de 15 milhões de toneladas anuais de minério de ferro no Piauí.

A própria CSN, dona da ferrovia, detém quase 200 direitos minerários nas proximidades da Transnordestina. A Vale possui alvarás de pesquisa minério de ferro no Ceará. O plano original da Bemisa previa o início das operações em dezembro de 2016, mas teve que ser readequado por conta do atraso nas obras da estrada de ferro.

A paralisação do projeto preocupa os investidores, que dependem 100% da Transnordestina para viabilizar os empreendimentos el var o produto até o porto. Sob a condição de anonimato, o executivo de uma mineradora resumiu a situação: "Diamante sai até de zepelim, mas minério de ferro precisa de ferrovia".

Norte se torna corredor de escoamento para safra de grãos do Centro-Oeste

25/06/2014 - Folha de SP

Rodovias entupidas, filas de caminhões nos portos e navios parados à espera dos grãos que demoram a chegar. O país deixa de economizar R$ 7,2 bilhões por ano, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), pela ausência de estratégias para escoar a produção. 

A emergência por um sistema de escoamento eficiente de grãos transformou a região Norte do país em um potencial corredor para desafogar os portos do Sul e Sudeste na próxima década. 

As cifras explicam: escoar a produção pelos caminhos intermodais (hidrovia, rodovia e ferrovia) da região é 35% mais barato e rápido, segundo estimativas do Movimento Pró-Logística, que agrega entidades do setor produtivo. 

Na última safra, 9,2 milhões de toneladas de grãos de Mato Grosso –o correspondente a 20% do total– seguiram em direção a quatro portos do Norte. De lá, rumaram para Ásia e Europa. 

Em 2025, os mesmos portos têm a perspectiva de receber, pelo menos, 52 milhões de toneladas de grãos. 

E não é só isso: caso todas as obras previstas pelo governo federal em portos, ferrovias e rodovias saiam do papel, outros 52 milhões de toneladas de grãos poderão circular pela região. 

A secretaria de Portos diz que o Norte está sendo preparado "para receber o excedente da produção dos próximos anos". 

De acordo com a pasta, os investimentos para arrendamentos de áreas e construção de terminais privados nos portos do Norte atingem R$ 5,5 bilhões. 

Para dotar a região de estrutura, a EPL (Empresa de Planejamento e Logística), do governo federal, estuda o fluxo dos movimentos de cargas no país. Para a região Norte, a pesquisa constatou a necessidade de construção de duas ferrovias. 

"Nossos estudos constataram a viabilidade desses projetos, que serão analisados pela iniciativa privada", diz Paulo Passos, presidente da EPL. 

Passos adiantou que uma das obras ferroviárias prioritárias para a região será a Fico (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste), que ligará Lucas do Rio Verde (MT) à linha da Norte-Sul. 

"Esse projeto é prioritário e está bem avançado. Será necessário um investimento de R$ 5,4 bilhões só nesta obra."

Fonte: Folha de S. Paulo
Publicada em:: 25/06/2014

Coordenador de comitê defende apoio para efetivação do trem regional na serra

29/06/2014 - Rede Sul de Rádio

Claiton Gonçalves espera que novas informações sobre o PAC ocorram em novembro

O trem regional da serra gaúcha vai sair com o PAC 3 ou, se não, com apoio de empresas, inclusive chinesas. A garantia é do coordenador do comitê sobre o trem regional e prefeito de Farroupilha, Claiton Gonçalves. Após a notícia de que os recursos federais para o projeto executivo foram destinados ao Paraná, ao invés da Serra Gaúcha, Claiton, admite que os líderes da região precisam de foco e que, desta vez, será político. "Talvez o problema maior seja nosso mesmo, com a perda do foco. Esse movimento que passamos a integrar, agora, é bastante político. Eu não vejo como fim da linha", disse. Ele espera que novas informações sobre o PAC 3 ocorram no mês de novembro.

Claiton Gonçalves defende o apoio do governador Tarso Genro no movimento. "Se for o caso, pelo PAC, mas se não, através de bancos estrangeiros. A conversa do nosso governador com banqueiros da China é muito próxima", afirma. O comitê aguarda retorno sobre a solicitação de uma reunião com o governador.

Durante o programa Acontece, na manhã da última sexta-feira (27), o prefeito de Caxias do Sul, Alceu Barbosa Velho, afirmou que a candidatura da senadora Gleisi Hoffmann ao governo paranaense e a amizade pessoal com a presidente Dilma Rousseff devem ter pesado para a decisão do repasse de R$ 10 milhões do governo federal ao projeto Londrina-Maringá.

Por Noele Scur (Rádio São Francisco)

Fonte: RedeSul de Rádio 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Comudes aprova novo projeto ferroviário que liga Rio e ES

26/06/2014 - G1

Projeto alternativo dispensa a necessidade do Corredor Logístico. Nova opção será comunicada ao Ministério dos Transportes.

Os conselheiros do Conselho Municipal para o Desenvolvimento Sustentável (Comudes) aprovaram nesta quarta-feira (25), durante assembleia em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, um novo projeto viário que substitui o Corredor Logístico. O projeto alternativo que dispensa a necessidade do Corredor Logístico é o traçado alterado da EF 118 - Ferrovia Translitorânea que ligará os Portos do Rio de Janeiro e de Vitória-ES.

O traçado foi elaborado por empresa de consultoria técnica que aproveitou trabalho realizado por técnicos da Prefeitura de Campos para contemplar a região com passagem por fora da cidade, bem como evitando conglomerados urbanos na Baixada Campista.

A realização do projeto executivo da Ferrovia terá a participação dos governos do Estado do Rio e do Espirito Santo, tendo em vista que a partir de Vitória a EF 118 terá ligação com a Ferrovia Vitória-Minas, proporcionando o transporte de cargas dos empreendimentos do Norte Fluminense para os portos do Praia Formosa (Rio), Tubarão (Vitória) e para os mercados consumidores de Minas (Belo Horizonte e para o Centro Oeste do Brasil.

"Desde 2009 estamos defendendo na ANTT e no Ministério dos Transportes um projeto alternativo ao que foi apresentado na ocasião pela LLX, para que o então Corredor Logístico não separasse o distrito de Ururaí e a localidade da Tapera da cidade, nem seccionasse estradas importantes da Baixada Campista e nem isolasse comunidades. Hoje demos um importante passo, porque conseguimos um projeto alternativo, que foi aprovado pela representação da sociedade aqui no Comudes e agora vou comunicar a decisão ao ministro, para que sejam realizados os estudos de forma a viabilizar o projeto executivo", explicou a prefeita Rosinha Garotinho.

Durante a assembleia do Comudes, dirigentes de entidades da sociedade civil fizeram indagações sobre detalhes do projeto, a exemplo de Geraldo Hayen Coutinho, diretor da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), que buscou saber se o trecho da ferrovia no distrito de Tocos seria contemplado com a rodovia. Também se pronunciou o empresário Ricardo Vianna, do estaleiro BR-Offshore.

Ele sugeriu que o projeto considere a necessidade do modal passageiros, tendo em vista que nos próximos oito anos o Complexo Logístico Farol-Barra do Furado terá demandas de transporte de 10 milhões de toneladas de cargas e em torno de 8 a 10 mil

Fonte: Do G1 Norte Fluminense

Autorizado o projeto executivo para criar Trem Pé-Vermelho

25/06/2014 - Gazeta do Povo

A elaboração do projeto executivo do Trem Pé- -Vermelho, para ligar as cidades de Ibiporã e Paiçandu, passando por 13 municípios do Norte e Noroeste paranaenses, foi autorizado pelo Ministério das Cidades na segunda-feira, em publicação no Diário Oficial da União. Estimado em R$ 10 milhões, o prazo para a finalização do projeto de execução não foi definido no documento oficial. "Isso tudo será analisado e determinado pelo governo estadual e federal a partir da determinação do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]", informou o diretor-executivo da Agência de Desenvolvimento Terra Roxa Investimentos (TRI), Alexandre Farina.

Ele explicou que a autorização do projeto executivo é uma parte importante para a viabilização da obra. Segundo ele, a verba do projeto foi pleiteada no ano passado e a autorização chega dentro do prazo considerado normal. "Essa publicação significa uma sinalização do governo de que há verba para o Pé-Vermelho. É a etapa seguinte ao projeto de viabilidade, que já foi concluído", lembrou.

A obra está estimada em R$ 700 milhões, mas o valor poderá sofrer revisão, segundo Farina. A forma como as empresas serão contratadas para realizarem o projeto executivo ou a própria obra não foram discriminadas pela portaria do ministério.

Questionado sobre como o PAC permitiria parcerias público-privadas nesse caso, Farina disse que essas questões contratuais devem ser analisadas e definidas entre os governos. A Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística foi procurada pela reportagem para comentar sobre a autorização do Ministério das Cidades, mas nenhum representante foi localizado.

O Trem Pé-Vermelho deve percorrer um trecho de 152 quilômetros. A região concentra uma população de aproximadamente 2 milhões de habitantes. "A determinação desta segunda-feira é um passo importante para que a nossa região viabilize de forma pioneira um trem de mobilidade de passageiros no Brasil", ressaltou o diretor-executivo da Agência de Desenvolvimento Terra Roxa Investimentos (TRI).

A previsão é de que o Trem Pé-Vermelho transporte pelo menos 13,2 milhões de passageiros no primeiro ano de operação. Há ainda a possibilidade de que o trem a ser implantado seja do tipo Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que trafega entre 80 e 100 quilômetros por hora.

Mobilidade

Ideia surgiu em 2000, a partir de pesquisas universitárias

A história do trem Londrina-Maringá começou em 2000, quando o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), avaliou 64 rotas ferroviárias abandonadas que poderiam ser reativadas. Após uma "peneira", as atenções se voltaram para as interligações Bento Gonçalves-Caxias do Sul (RS), com apenas 65 quilômetros de percurso, e Londrina-Maringá, com 152,2 quilômetros, consideradas as mais viáveis do ponto de vista econômico e de movimentação das populações.

A partir de então, o Labtrans coordenou os primeiros estudos com a parceria da UEL e UEM e colocou 250 universitários dentro de ônibus de linha, rodoviárias, estradas e postos da polícia rodoviária local, onde puderam questionar e saber os desejos do provável público do Trem Pé-Vermelho.

Pelos esboços do Labtrans, o percurso Londrina-Maringá seria dividido em três áreas, o que permitiria às composições viabilizar rotas regionais independentes entre 13 cidades. O trecho Leste conectaria Londrina, Cambé e Rolândia; o percurso Oeste ligaria Paiçandu, Maringá, Sarandi, Marialva e Mandaguari, na Região Metropolitana de Maringá; e um terceiro trecho iria de uma ponta a outra – 152,2 quilômetros, conectando Londrina a Maringá com paradas em estações em Ibiporã, Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Cambira, Jandaia do Sul, Mandaguari e Sarandi.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Trilhos para chegar a Confins

19/06/2014 - O Tempo

Governo abre prazo de propostas para implantar transporte público do centro ao aeroporto

Por Bárbara Ferreira

O governo de Minas lança nesta quarta um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para a criação de projeto de transporte metropolitano sobre trilhos que ligará o centro de Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana da capital. O procedimento possibilita uma consulta geral em que todos os interessados – iniciativa privada, centros de pesquisa e universidades – podem apresentar sugestões de modelos que tenham o melhor custo-benefício. Especialistas ouvidos por O TEMPO destacam o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o monotrilho como as melhores opções para o trecho. O PMI terá uma duração de 120 dias, e, ao fim desse prazo, o governo escolherá a melhor proposta de modal e traçado para o trecho.

O especialista em engenharia de transporte e trânsito Márcio Aguiar explica que o trecho não comporta o metrô porque é um ponto de demanda média. "Nesses casos, temos o VLT e o monotrilho. Os dois têm um custo aproximado e suportam a demanda da região. A principal diferença é que o monotrilho é suspenso e não altera o trânsito que já existe", revela o engenheiro.

Aguiar acredita que, nesse caso, o monotrilho traria mais benefícios, já que é suspenso e sua capacidade pode ser alterada de acordo com a demanda. "Nesse tipo de transporte, o número de vagões pode variar, alterando sua capacidade. Podemos trabalhar em Belo Horizonte com carregamento menor. O monotrilho é um sistema igual ao trem. Cada módulo pode carregar quase mil passageiros", avaliou.

Os custos, segundo ele, variam bastante. Para a instalação do monotrilho, seriam gastos aproximadamente R$150 milhões por quilômetro, enquanto o do VLT – que é mais barato – ficaria em R$ 100 milhões. No quesito rapidez, os dois modelos estão muito próximos, chegando a uma velocidade média de 80 km/h.

Para o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em planejamento de transporte urbano Dimas Alberto Gazzola, os dois modelos são opções viáveis, mas o VLT é mais barato e, como não existem tantas ocupações urbanas no trecho, é uma opção melhor que o monotrilho. "O monotrilho é um exagero para a região. É uma distância muito grande para uma demanda relativamente pequena", afirma.

Uma sugestão do professor Marcio Aguiar é montar uma linha de monotrilho que saia da Lagoinha – onde pode convergir com o BRT e o metrô da capital – e que passe por cima do canteiro central da avenida Pedro II, passando pela Pampulha e indo até Confins.

Lançamento

Evento. O Projeto de Manifestação de Interesse (PMI) para o transporte será lançado pelo governador Alberto Pinto Coelho, nesta quarta, às 11h, no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa.

Outros projetos

Contagem/Betim.  Os levantamentos para a implantação de um transporte de passageiros sobre trilhos entre Betim e Contagem, na região metropolitana da capital, estão previstos para começar ainda neste ano. No último sábado, a empresa Trem Metropolitano de Belo Horizonte (Metrominas), ligada à Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), publicou aviso de licitação para a contratação de estudos de engenharia para fazer o projeto executivo.

Linha. A ideia é usar uma linha ferroviária que já existe entre as duas cidades e que liga os bairros Jardim das Alterosas, em Betim, e Eldorado, em Contagem. A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, destinado à mobilidade urbana.

Trem. Existe também o projeto Trem (Transporte Sobre Trilhos Metropolitano), que prevê a reativação ferroviária e a operação do serviço de transporte de passageiros em parte dos 500 km de trilhos existentes na região metropolitana e no entorno.

Lotes. O projeto Trem é dividido em três lotes. O primeiro liga as cidades de Divinópolis, Betim, Belo Horizonte e Sete Lagoas. Já o segundo passa por Belo Horizonte, Brumadinho, São Sebastião das Águas Claras (Nova Lima) e Eldorado. O terceiro abrange Belo Horizonte, Nova Lima, Conselheiro Lafaiete e Ouro Preto.

Andamento. O projeto foi apresentado em 2011 e é de responsabilidade da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana. A reportagem de O TEMPO tentou entrar em contato com a agência para saber mais detalhes sobre o andamento do estudo, mas não conseguiu falar com os responsáveis.

Veículos suspensos são opção

O professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Dimas Gazzola afirma que, se a demanda for exclusivamente para usuários do aeroporto, outra opção seria um sistema com carros suspensos sobre trilhos.

Segundo ele, cada veículo suportaria seis passageiros e passaria pelas estações a cada um minuto. O professor explica que esse modelo já é usado em algumas cidades da Europa, mas ressalta que só seria viável caso fosse de uso exclusivo de passageiros do aeroporto.

Fonte: Jornal O Tempo - MG

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Trilhos para chegar a Confins: Governo abre prazo de propostas para implantar transporte público do centro ao aeroporto

18/06/2014 - O Tempo - BH

O governo de Minas lança nesta quarta um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para a criação de projeto de transporte metropolitano sobre trilhos que ligará o centro de Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana da capital. O procedimento possibilita uma consulta geral em que todos os interessados – iniciativa privada, centros de pesquisa e universidades – podem apresentar sugestões de modelos que tenham o melhor custo-benefício. Especialistas ouvidos por O TEMPO destacam o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o monotrilho como as melhores opções para o trecho. O PMI terá uma duração de 120 dias, e, ao fim desse prazo, o governo escolherá a melhor proposta de modal e traçado para o trecho.

O especialista em engenharia de transporte e trânsito Márcio Aguiar explica que o trecho não comporta o metrô porque é um ponto de demanda média. "Nesses casos, temos o VLT e o monotrilho. Os dois têm um custo aproximado e suportam a demanda da região. A principal diferença é que o monotrilho é suspenso e não altera o trânsito que já existe", revela o engenheiro.

Aguiar acredita que, nesse caso, o monotrilho traria mais benefícios, já que é suspenso e sua capacidade pode ser alterada de acordo com a demanda. "Nesse tipo de transporte, o número de vagões pode variar, alterando sua capacidade. Podemos trabalhar em Belo Horizonte com carregamento menor. O monotrilho é um sistema igual ao trem. Cada módulo pode carregar quase mil passageiros", avaliou.

Os custos, segundo ele, variam bastante. Para a instalação do monotrilho, seriam gastos aproximadamente R$150 milhões por quilômetro, enquanto o do VLT – que é mais barato – ficaria em R$ 100 milhões. No quesito rapidez, os dois modelos estão muito próximos, chegando a uma velocidade média de 80 km/h.

Para o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em planejamento de transporte urbano Dimas Alberto Gazzola, os dois modelos são opções viáveis, mas o VLT é mais barato e, como não existem tantas ocupações urbanas no trecho, é uma opção melhor que o monotrilho. "O monotrilho é um exagero para a região. É uma distância muito grande para uma demanda relativamente pequena", afirma.

Uma sugestão do professor Marcio Aguiar é montar uma linha de monotrilho que saia da Lagoinha – onde pode convergir com o BRT e o metrô da capital – e que passe por cima do canteiro central da avenida Pedro II, passando pela Pampulha e indo até Confins.

Lançamento

Evento. O Projeto de Manifestação de Interesse (PMI) para o transporte será lançado pelo governador Alberto Pinto Coelho, nesta quarta, às 11h, no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa.

Outros projetos

Contagem/Betim.  Os levantamentos para a implantação de um transporte de passageiros sobre trilhos entre Betim e Contagem, na região metropolitana da capital, estão previstos para começar ainda neste ano. No último sábado, a empresa Trem Metropolitano de Belo Horizonte (Metrominas), ligada à Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), publicou aviso de licitação para a contratação de estudos de engenharia para fazer o projeto executivo.

Linha. A ideia é usar uma linha ferroviária que já existe entre as duas cidades e que liga os bairros Jardim das Alterosas, em Betim, e Eldorado, em Contagem. A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, destinado à mobilidade urbana.

Trem. Existe também o projeto Trem (Transporte Sobre Trilhos Metropolitano), que prevê a reativação ferroviária e a operação do serviço de transporte de passageiros em parte dos 500 km de trilhos existentes na região metropolitana e no entorno.

Lotes. O projeto Trem é dividido em três lotes. O primeiro liga as cidades de Divinópolis, Betim, Belo Horizonte e Sete Lagoas. Já o segundo passa por Belo Horizonte, Brumadinho, São Sebastião das Águas Claras (Nova Lima) e Eldorado. O terceiro abrange Belo Horizonte, Nova Lima, Conselheiro Lafaiete e Ouro Preto.

Andamento. O projeto foi apresentado em 2011 e é de responsabilidade da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana. A reportagem de O TEMPO tentou entrar em contato com a agência para saber mais detalhes sobre o andamento do estudo, mas não conseguiu falar com os responsáveis.

Veículos suspensos são opção

O professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Dimas Gazzola afirma que, se a demanda for exclusivamente para usuários do aeroporto, outra opção seria um sistema com carros suspensos sobre trilhos.

Segundo ele, cada veículo suportaria seis passageiros e passaria pelas estações a cada um minuto. O professor explica que esse modelo já é usado em algumas cidades da Europa, mas ressalta que só seria viável caso fosse de uso exclusivo de passageiros do aeroporto.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Governo faz chamamento de estudos para mais uma ferrovia em Mato Grosso

12/06/2014 - Só Notícias

O Ministério dos Transportes lançou o edital de chamada pública para escolha da empresa que vai elaborar os estudos de viabilidade técnica para o trecho da Estrada Férrea 354, entre Sapezal e Porto Velho (RO). O edital aponta que as interessadas devem enviar as propostas em até 20 dias para avaliação. As ações subsidiam a implantação da infraestrutura ferroviária, a ser acompanhada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT. 

A publicação aponta que, nas propostas, as empresas devem apresentar o detalhamento das atividades que pretendem realizar, considerando o escopo dos projetos, estudos, levantamentos ou investigações definidos na solicitação, inclusive com a apresentação de cronograma que indique as datas de conclusão de cada etapa e a data final para a entrega dos trabalhos. 

Nas propostas também devem constar a estimativa de custo específico para elaborar o estudo objeto da solicitação. "Quando da indicação do valor estimado de ressarcimento, deverá apresentar informações sobre o preço praticado em estudos semelhantes efetivamente realizados, indicando o custo médio de homem-hora para possibilitar eventual comparação entre os valores de ressarcimento dos diferentes projetos (sem prejuízo de sigilo comercial das informações prestadas, se requerido)", é destacado. 

Conforme Só Notícias já informou, o governo também licitou estudos de viabilidade técnica da ferrovia EF-170, mais conhecida como Ferronorte ou Senador Vicente Vuolo, entre Sinop e Miritituba, no Pará. -A Universidade Federal de Santa Catarina ainda deve apresentar, em Brasília, o traçado de extensão da ferrovia de Sinop a Cuiabá. A data ainda não foi definida. O trecho entre Rondonópolis e Cuiabá está orçado em R$ 1,360 bilhões em 220 km. 

No ano passado, foi inaugurado o Terminal Ferroviário de Rondonópolis e cerca 360 km de trilhos, passando também pelos terminais de Alto Araguaia, Alto Taquari, Itiquira.

Fonte: Só Notícias
Publicada em:: 12/06/2014

Gurgacz comemora edital para obras da Ferrovia Transcontinental

13/06/2014 - Jornal do Senado

Acir Gurgacz (PDT-RO) comemorou a publicação do edital para a contratação dos estudos de viabilidade técnica relativos à implantação da infraestrutura do trecho da Ferrovia Transcontinental entre os municípios de Sapezal (MT) e Porto Velho, capital de Rondônia. 

Segundo o senador, o edital prevê também a contratação do serviço aerofotogramétrico e o projeto básico de engenharia do trecho ferroviário, que terá 950 quilômetros. 

— Trata-se da ferrovia que vai consolidar os corredores logísticos e de exportação pela Hidrovia do Rio Madeira e também a rodovia que é a saída do Pacífico. Como resultado desse chamamento do Ministério dos Transportes, a empresa vencedora terá oito meses para entregar os referidos estudos — afirmou o senador, em pronunciamento no Plenário na quarta-feira.

Fonte: Jornal do Senado
Publicada em:: 13/06/2014

sábado, 14 de junho de 2014

Içara e Criciúma testam transporte ferroviário de estudantes em agosto

13/06/2014 - Redação Engeplus

A princípio, será disponibilizado um vagão do trem com 200 lugares

O projeto de condução de estudantes içarenses à universidade de Criciúma, por meio do transporte ferroviário, começa a sair do papel. Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira entre os prefeitos Murialdo Canto Gastaldon e Márcio Búrigo, direção da Ferrovia Tereza Cristina (FTC), com a participação de alguns secretários municipais e vereadores, foi definida a realização de um teste para avaliar a possibilidade de implementação.

O transporte em caráter experimental acontecerá, sem ônus, durante uma semana, nos primeiros dias do segundo semestre deste ano (agosto). Será avaliado o custo operacional; a segurança e o número de passageiros. A FTC estuda a saída às 18h30min, na linha férrea em frente à estação rodoviária de Içara, com parada próxima à Satc. Será disponibilizado um vagão com 200 lugares.

Após a reunião que discutiu o projeto, realizado na prefeitura de Criciúma, o grupo saiu in loco para verificar os pontos em que se prevê a construção de duas plataformas, caso seja implantada a proposta. "Definida a implementação, será necessária a construção de duas plataformas com abrigo, viabilizadas por cada prefeitura e uma intervenção com um túnel entre a avenida Centenário, próximo a Satc", explicou o diretor da Ferrovia Tereza Cristina, Benony Schmitz Filho.

Tanto o prefeito de Içara, como de Criciúma, demonstram-se ansiosos com o projeto. "Do Plano Diretor de Mobilidade Urbana de Içara está previsto o transporte ferroviário. Em caráter experimental está a linha que levará os estudantes de Içara à Unesc. É o primeiro passo que evoluirá nesta direção. O que se pretende é incluir a ferrovia como mais um modal no transporte coletivo", diz Gastaldon. "Quero que este projeto aconteça e que, posteriormente, seja estendido para os trabalhadores. O maior interesse é nosso", complementa Búrigo.

Ainda segundo a FTC, a velocidade a ser utilizada no transporte será de 50 km/h. Numa distância de 10 quilômetros (de Içara ao bairro Pinheirinho), o percurso de trem até a universidade será de 20 minutos.

Colaboração: Francis Leny/Comunicação Içara

Fonte: Redação Engeplus 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Governo libera estudos para concessão de seis ferrovias

10/06/2014 - Folha Online

Dos seis trechos que foram autorizados a ser estudados hoje, quatro faziam parte do programa lançado em 2012

O Ministério dos Transportes liberou hoje (10) as empresas para iniciar estudos para a licitação de seis novos trechos ferroviários no país.

As companhias terão 20 dias para pedir a autorização para o trabalho e, depois de autorizadas, terão mais 180 dias para apresentar os estudos de viabilidade do projeto.

Após apresentarem os resultados, o governo vai analisar o melhor e decidir se faz ou não a concorrência. Caso decida fazer, serão necessárias audiências públicas e autorizações dos órgãos de controle.

Com os prazos dados pelo ministério, só será possível iniciar as concorrências no segundo trimestre do próximo ano, no mínimo.

Ritmo lento

Em agosto de 2012, o governo lançou um programa ambicioso de construir 10 mil quilômetros de novas ferrovias, divididos em 12 trechos.

Quase dois anos depois, há apenas uma ferrovia liberada para ser licitada, um trecho entre Goiás e o Mato Grosso. Mesmo assim, o governo ainda não apresentou o edital para essa concessão por falta de interessados no projeto.

Dos seis trechos que foram autorizados a ser estudados hoje, quatro faziam parte do programa lançado em 2012: Açailândia (MA) - Barcarena (PA), com 457 quilômetros de extensão; Anápolis (GO) - Corinto (MG), com 775 quilômetros; Belo Horizonte (MG) - Guanambi (BA), com 845 quilômetros e Estrela D'Oeste (SP) - Dourados (MS), com 659 quilômetros.

Os outros dois trechos, Sinop (MT) - Miritituba (PA), com 990 quilômetros de extensão, e Sapezal (MT) - Porto Velho (RO), com 950 quilômetros, não estavam no plano inicial. Foram pedidos por empresas do setor agroindustrial, que têm interesse em fazer um sistema de transporte de grãos pela região norte do país.

Fonte: Folha Online/ABIFER 

Vale renova vagões da Estrada de Ferro Carajás

10/06/2014 - Revista Exame

A Estrada de Ferro Carajás tem 892 km, cinco estações ferroviárias e dez pontos de parada.

São Paulo - A linha de trem de passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC), que faz a ligação entre Maranhão e Pará, recebeu novos vagões que vão compor sua frota.

A linha é mantida pela Vale e a empresa investiu US$ 55,6 milhões na renovação, segundo comunicado. Os vagões são fabricados na Romênia.

Serão, ao todo, 39 novos carros, sendo seis executivos e 21 econômicos, além de vagões-restaurante, lanchonete, gerador e cadeirante (destinado a pessoas com dificuldade de locomoção).

Os primeiros carros desembarcaram no último sábado (7) em São Luís. De acordo com a companhia, outro lote está previsto para chegar no segundo semestre do ano.

Logo após a chegada, os equipamentos serão montados e seguirão para testes na ferrovia ao longo de 2014.

A previsão é que comecem a operar no primeiro trimestre de 2015.

A Vale também está renovando a frota do trem de passageiros da Estrada Vitória a Minas (EFVM) e os novos vagões começarão a operar ainda neste semestre.

"É de grande importância para a Vale a renovação da frota da EFC, tendo em vista que o trem atende a 23 municípios no Maranhão e a quatro no Pará. Parte dos nossos usuários depende unicamente deste transporte e este investimento vai oferecer um serviço cada vez mais seguro, moderno e confortável aos passageiros e às comunidades situadas ao longo da ferrovia", afirma, em nota, o diretor de Operações da EFC, Carlos Mello Júnior.

A Estrada de Ferro Carajás tem 892 km, cinco estações ferroviárias e dez pontos de parada. São, em média, 350 mil passageiros transportados por ano, segundo a Vale.

Fonte: Revista Exame 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Estudo analisa trem de passageiros entre Viracopos e centro de Campinas

09/06/2014 - G1

Prefeitura quer contratar empresa para verificar viabilidade de ligação férrea. Estimativa é que sejam gastos R$ 1,5 milhão na fase de avaliação da rota.

A Prefeitura de Campinas contratará um estudo de viabilidade para um sistema de transportes sobre trilhos para passageiros entre o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), e a região central da cidade. O secretário municipal de Administração, Silvio Bernardin, afirma que o governo federal já aprovou a verba de R$ 1,5 milhão para a contratação da empresa que fará a avaliação das possibilidades. "O estudo, que está em fase final de contratação, vai nos indicar as rotas possíveis na cidade e se será possível usar parte da estrutura do extinto VLT [Veículo Leve sobre Trilhos]", detalha.

O secretário afirma que a expectativa é ter o resultado do estudo de viabilidade até o fim deste ano, mas até lá não será possível mensurar valores da construção e definir a malha férrea para esse tipo de transporte, além de qual tipo de equipamento poderia ser usado. Em nota, a Prefeitura informou que já encaminhou para a Caixa Econômica Federal a documentação para a liberação da verba e aguarda o retorno do processo. Somente após a liberação da Caixa o processo licitatório para a contratação da empresa será aberto.

A concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Viracopos afirmou que realizou algumas reuniões sobre a possibilidade de interligação do novo terminal até a região central da cidade. No projeto de expansão, está prevista uma estação para parada de trens próxima à área de circulação de passageiros, dentro do sítio aeroportuário, mas o detalhamento depende do estudo de viabilidade que for contratado, segundo a empresa.

Alternativas
O projeto tem como objetivo buscar alternativas para o transporte público de massa na cidade, que atualmente conta apenas com sistema de ônibus municipal e intermunicipal. O governo paulista também tem projeto do trem intercidades para o transporte de média velocidade entre a capital, litoral e interior paulista. O edital para a proposta, que será financiada pela iniciativa privada em modelo de Parceria Pública Privada (PPP), deve ser lançado em 2014, ainda sem data definida.

A proposta ainda não foi detalhada, a ideia é utilizar a área férrea já existente no eixo norte-sul, interligando Americana (SP) até Santos (SP), e no eixo leste-oeste, entre Sorocaba (SP) e Taubaté (SP). A primeira etapa de obras com 430 quilômetros de extensão teria início por Campinas, segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), e na região passaria ainda por Americana, Nova Odessa (SP), Sumaré (SP), Hortolândia (SP), Valinhos (SP) e Vinhedo (SP), além de Jundiaí (SP) e São Paulo (SP).

Outra opção para o transporte coletivo da cidade são os corredores de ônibus do BRT (sigla de ônibus rápido, em inglês), que estão em fase final de projeto pela terceirizada contratada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). O projeto básico do BRT, segundo a Emdec, está concluído e em cerca de 30 dias será aberta fase licitatória para a parte executiva e obras. Uma das ideias é usar a antiga rota do VLT para o percurso.

Transporte de cargas
Em janeiro deste ano, a concessionária fez alterações no plano de ampliação e "agrupou" os três terminais de passageiros previstos para serem construídos no período de 30 anos. A mudança foi feita com base na possibilidade de desviar o traçado de uma linha férrea que passa dentro do sítio aeroportuário. No primeiro plano de ampliação aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a concessionária não previa a obra e, por conta disso, os terminais de passageiros ficariam "espalhados" na área do aeroporto.

Fonte: Do G1 Campinas e Região 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Empresas estudam criação de ferrovia na América do Sul

02/06/2014 - EFE

Empresas consultoras espanholas, francesas e bolivianas desenvolvem estudos para o projeto do Corredor Ferroviário Central, que pretende ligar Brasil, Bolívia e Peru, informou nesta segunda-feira em La Paz o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O especialista em transporte do BID na Bolívia, Ramón Muñoz-Raskin, afirmou à Agência Efe que foi dado um crédito de US$ 6,8 milhões para o estudo de interconexão das redes ferroviárias bolivianas do oeste e do leste, e para o início de uma Unidade Técnica de Ferrovias do governo boliviano.

'Os estudos, atualmente em desenvolvimento, identificarão as alternativas para o traçado do corredor em diferentes escalas de projeto. Cada alternativa será avaliada de acordo com suas respectivas vantagens e inconvenientes econômicos, sociais, ambientais e estratégicos', disse Muñoz-Raskin.

Os estudos incluem um de assessoria estratégica para que a Bolívia possa realizar acordos internacionais que garantam a viabilidade do Corredor Ferroviário Bioceânico Central, e apoio para organizar e coordenar reuniões com o Brasil e com o Peru.

Segundo Muñoz-Raskin, na região não há antecedentes de projetos de corredores bioceânicos ferroviários liderados por uma nação e apoiados pelo BID.

Mas já existe um estudo semelhante liderado pelo setor privado para a construção do Corredor Bioceânico Aconcágua entre Chile e Argentina.

A Bolívia receberá informação técnica, econômica, ambiental e estratégica necessária para poder tomar uma decisão embasada sobre o investimento nesse corredor e a interconexão das redes ferroviárias bolivianas, explicou o especialista do BID.

O programa também está de acordo com os objetivos gerais e estratégicos do BID para a promoção da integração internacional competitiva em nível regional e mundial, acrescentou.

As redes ferroviárias bolivianas andina e oriental, nas mãos de empresas privadas, estão separadas pela falta de infraestrutura, problema que este projeto pretende resolver para consolidar a integração ferroviária nacional.

Há poucos dias, o governo boliviano antecipou que um dos estudos, o referente ao traçado da ferrovia internacional e da interconexão das ferrovias bolivianas andina e oriental, será entregue este mês.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, já havia dito que sugeriu ao presidente chinês, Xi Jinping, co-financiar a construção de uma ferrovia da fronteira entre Bolívia e Brasil até o porto peruano de Ilo.

Caso se transforme em realidade, a ferrovia internacional facilitará o envio da carga brasileira ao Pacífico, através do território da Bolívia e dos portos do Peru.