terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Transnordestina sela acordo, mas ferrovia só ficará pronta em 2016

22/02/2012 - Valor Econômico

Às vésperas de leiloar mais dez mil quilômetros de ferrovias, o governo cedeu à pressão do empresário Benjamin Steinbruch e aceitou mexer no contrato de concessão e no acordo de acionistas da Transnordestina, aumentando o valor da obra e fixando novos prazos para a entrega do empreendimento. A CSN, de propriedade de Steinbruch, controla a Transnordestina Logística (TLSA), responsável pelo projeto.

O cronograma mais recente previa a inauguração de toda a ferrovia até o fim de 2014, quando termina o mandato da presidente Dilma Rousseff. Antes, a estimativa era concluir toda a obra até 2010, ainda no governo Lula.

Com as mudanças, que começam a ser oficializadas hoje, o governo já admite reservadamente que o trecho entre Eliseu Martins (PI) e Suape (PE) ficará pronto apenas em 2015. A ligação entre Salgueiro (PE) e Pecém (CE) sairá somente em 2016. O valor global da obra deverá passar de R$ 5,4 bilhões para cerca de R$ 7,5 bilhões, com aumento do financiamento público, por meio de bancos oficiais e fundos regionais.

O primeiro passo para essas alterações será dado hoje pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Apesar da insatisfação do governo com o andamento das obras, a diretoria colegiada da agência deverá aprovar alterações no contrato de concessão, adequando os prazos. As mudanças, no entanto, não vão sair de graça. Novas cláusulas vão determinar sanções e penalidades em caso de novos atrasos. Em última instância, se a TLSA voltar a falhar com o cronograma, pode perder a concessão.

O Valor apurou que a retomada da concessão foi cogitada por auxiliares de Dilma. A insatisfação com Steinbruch é grande no governo e ele teve que se explicar ao Palácio do Planalto pelo atraso nas obras. Diante do esforço em promover os novos leilões de infraestrutura a investidores privados, a alternativa de tirar a concessão da TLSA foi descartada.

Avaliou-se que isso poderia prejudicar a imagem do governo em um momento crucial para Dilma, que está pessoalmente empenhada em estreitar o diálogo com empresários e garantir o êxito das novas rodadas de privatizações de ferrovias, rodovias, portos e aeroportos. Outro fator considerado foi uma provável judicialização do projeto. Com tudo isso, a decisão foi refazer o acordo com Steinbruch e adotar medidas mais rígidas para o cumprimento do contrato.

Para resolver definitivamente o impasse, o governo monitora de perto a participação na obra da Odebrecht, que foi contratada pela TLSA. A empreiteira executa os trabalhos no trecho de aproximadamente 1,2 mil km entre Eliseu Martins e o porto pernambucano de Suape, onde chegou a ter 9.600 funcionários nos canteiros, em 2011. O ritmo das obras diminuiu nos últimos meses por causa do esgotamento de recursos aplicados pela controladora da TSLA, a CSN, e hoje apenas 3.784 trabalhadores estão mobilizados. O único trecho efetivamente pronto soma 262 km de extensão - apenas 15% dos 1.728 quilômetros previstos para toda ferrovia, incluindo o trecho no Ceará.

Outro problema ocorre nas desapropriações de terrenos ao longo da ferrovia, tarefa que ficou a cargo dos governos de Pernambuco e Ceará. A questão é mais grave em áreas urbanas onde passará o traçado da ferrovia. Isso tem provocado a paralisação da obra em vários trechos.

Na repactuação do contrato, o governo deverá retomar trechos antigos que o grupo de Steinbruch assumiu na década de 90, mas estão subutilizados. A retomada de parte da malha subutilizada é um aspecto vital do plano das novas concessões. No caso da Transnordestina, é preciso acertar a devolução de uma parcela dos trilhos entre Recife e Propriá (SE), que vão compor um dos lotes a ser privatizado. A partir daí, a negociação será feita entre a União e a Ferrovia Centro-Atlântica , da Vale, que controla a malha até Salvador. Concluídas as negociações, a intenção do governo é leiloar o trecho Salvador-Recife, que passará por processo de modernização.

Além dos gastos com as obras civis, a empresa responsável pelas operações da Transnordestina ainda precisará desembolsar cerca de R$ 1,5 bilhão em material rodante (locomotivas e vagões), oficinas, centros de controle e investimentos complementares em portos. Procurada pelo Valor, TLSA e CSN não se pronunciaram.

Um ano atrás, a presidente Dilma Rousseff esteve em Pernambuco e percorreu canteiros de obra da Transnordestina. Dilma cobrou agilidade no projeto e recebeu a promessa de que a ferrovia estaria pronta até o fim de seu governo, em 2014. A vocação da ferrovia é escoar a produção da nova fronteira agrícola (principalmente Maranhão e Piauí) e de novas reservas minerais (minério de ferro no Piauí e o polo gesseiro em Pernambuco). São previstas mais de 30 milhões de toneladas de cargas por ano, no fim da década de 2020.

As obras da Nova Transnordestina tiveram início em junho de 2006, com presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Missão Velha (CE). À época, além de 70 mil empregos diretos e indiretos durante a obra, havia a promessa de fazer com que o Nordeste deixasse de ser "a eterna região pobre do país". Se não houver mais atrasos, a Transnordestina será entregue dez anos depois de ser iniciada.

Fonte: Valor Econômico
Publicada em:: 22/02/2013

Transnordestina renegocia contrato de concessão

22/02/2013 - Valor Econômico

Às vésperas de leiloar mais dez mil quilômetros de ferrovias, o governo cedeu à pressão do empresário Benjamin Steinbruch e aceitou mexer no contrato de concessão e no acordo de acionistas da Transnordestina, aumentando o valor da obra e fixando novos prazos para a entrega do empreendimento. A CSN, de propriedade de Steinbruch, controla a Transnordestina Logística (TLSA), responsável pelo projeto.

O cronograma mais recente previa a inauguração de toda a ferrovia até o fim de 2014, quando termina o mandato da presidente Dilma Rousseff. Antes, a estimativa era concluir toda a obra até 2010, ainda no governo Lula.

Com as mudanças, que começam a ser oficializadas hoje, o governo já admite reservadamente que o trecho entre Eliseu Martins (PI) e Suape (PE) ficará pronto apenas em 2015. A ligação entre Salgueiro (PE) e Pecém (CE) sairá somente em 2016. O valor global da obra deverá passar de R$ 5,4 bilhões para cerca de R$ 7,5 bilhões, com aumento do financiamento público, por meio de bancos oficiais e fundos regionais.

O primeiro passo para essas alterações será dado hoje pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Apesar da insatisfação do governo com o andamento das obras, a diretoria colegiada da agência deverá aprovar alterações no contrato de concessão, adequando os prazos. As mudanças, no entanto, não vão sair de graça. Novas cláusulas vão determinar sanções e penalidades em caso de novos atrasos. Em última instância, se a TLSA voltar a falhar com o cronograma, pode perder a concessão.

O Valor apurou que a retomada da concessão foi cogitada por auxiliares de Dilma. A insatisfação com Steinbruch é grande no governo e ele teve que se explicar ao Palácio do Planalto pelo atraso nas obras. Diante do esforço em promover os novos leilões de infraestrutura a investidores privados, a alternativa de tirar a concessão da TLSA foi descartada.

Avaliou-se que isso poderia prejudicar a imagem do governo em um momento crucial para Dilma, que está pessoalmente empenhada em estreitar o diálogo com empresários e garantir o êxito das novas rodadas de privatizações de ferrovias, rodovias, portos e aeroportos. Outro fator considerado foi uma provável judicialização do projeto. Com tudo isso, a decisão foi refazer o acordo com Steinbruch e adotar medidas mais rígidas para o cumprimento do contrato.

Para resolver definitivamente o impasse, o governo monitora de perto a participação na obra da Odebrecht, que foi contratada pela TLSA. A empreiteira executa os trabalhos no trecho de aproximadamente 1,2 mil km entre Eliseu Martins e o porto pernambucano de Suape, onde chegou a ter 9.600 funcionários nos canteiros, em 2011. O ritmo das obras diminuiu nos últimos meses por causa do esgotamento de recursos aplicados pela controladora da TSLA, a CSN, e hoje apenas 3.784 trabalhadores estão mobilizados. O único trecho efetivamente pronto soma 262 km de extensão - apenas 15% dos 1.728 quilômetros previstos para toda ferrovia, incluindo o trecho no Ceará.

Outro problema ocorre nas desapropriações de terrenos ao longo da ferrovia, tarefa que ficou a cargo dos governos de Pernambuco e Ceará. A questão é mais grave em áreas urbanas onde passará o traçado da ferrovia. Isso tem provocado a paralisação da obra em vários trechos.

Na repactuação do contrato, o governo deverá retomar trechos antigos que o grupo de Steinbruch assumiu na década de 90, mas estão subutilizados. A retomada de parte da malha subutilizada é um aspecto vital do plano das novas concessões. No caso da Transnordestina, é preciso acertar a devolução de uma parcela dos trilhos entre Recife e Propriá (SE), que vão compor um dos lotes a ser privatizado. A partir daí, a negociação será feita entre a União e a Ferrovia Centro-Atlântica , da Vale, que controla a malha até Salvador. Concluídas as negociações, a intenção do governo é leiloar o trecho Salvador-Recife, que passará por processo de modernização.

Além dos gastos com as obras civis, a empresa responsável pelas operações da Transnordestina ainda precisará desembolsar cerca de R$ 1,5 bilhão em material rodante (locomotivas e vagões), oficinas, centros de controle e investimentos complementares em portos. Procurada pelo Valor, TLSA e CSN não se pronunciaram.

Um ano atrás, a presidente Dilma Rousseff esteve em Pernambuco e percorreu canteiros de obra da Transnordestina. Dilma cobrou agilidade no projeto e recebeu a promessa de que a ferrovia estaria pronta até o fim de seu governo, em 2014. A vocação da ferrovia é escoar a produção da nova fronteira agrícola (principalmente Maranhão e Piauí) e de novas reservas minerais (minério de ferro no Piauí e o polo gesseiro em Pernambuco). São previstas mais de 30 milhões de toneladas de cargas por ano, no fim da década de 2020.

As obras da Nova Transnordestina tiveram início em junho de 2006, com presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Missão Velha (CE). À época, além de 70 mil empregos diretos e indiretos durante a obra, havia a promessa de fazer com que o Nordeste deixasse de ser "a eterna região pobre do país". Se não houver mais atrasos, a Transnordestina será entregue dez anos depois de ser iniciada.

Disputa pelo traçado da Ferrovia do Frango

21/02/2013 - Portogente

Empresários de Santa Catarina estão disputando, num verdadeiro cabo de guerra, o traçado da chamada Ferrovia do Frango, uma das mercadorias mais exportadas pelo estado. Os representantes do Vale do Itajaí pleiteam que a linha férrea passe pelo local para que a carga seja embarcada pelos portos de Itajaí e Navegantes. Já os empresários do norte catarinense batalham para que a ferrovia passe por aquela região e seja enviada ao exterior pelos portos de São Francisco do Sul e Itapoá.

Um dos momentos decisivos para a decisão desse embate está previsto para 15 de março, quando o Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, visitará o estado e participará de reunião na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). A EPL recebeu como incumbência da presidenta Dilma Rousseff planejar e definir toda a política de transportes no País.

Em entrevista à Rádio Nereu Ramos, em Santa Catarina, o deputado e ex-governador Esperidião Amin disse que a ferrovia não passaria pelo Vale do Itajaí. O motivo seria o alto custo da obra. Segundo já declarou Figueiredo, a ideia preliminar da EPL é mesmo utilizar a estrutura existente da ferrovia entre Mafra e São Francisco do Sul, modernizando-a. Assim, o empresariado do Vale do Itajaí precisa correr atrás do prejuízo.

Mais uma etapa do trem regional do Sul

21/02/2013 - Jornal Agora (RS)

A etapa de pesquisa de campo do estudo que irá medir a necessidade da implantação de um trem regional de passageiros ligando os municípios de Capão do Leão, Pelotas, Rio Grande e o balneário Cassino será concluída até o final da semana que vem. A promessa é do coordenador do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (Labtrans/UFSC), Rodolfo Philippi.

Previsto, inicialmente, para ser concluído ainda em dezembro, o trabalho sofreu atraso devido a mudanças no fluxo de veículos e pessoas entre dezembro e janeiro nas cidades envolvidas. "Tivemos as festas de final de ano e as férias escolares. Isso altera o deslocamento de carros particulares e transporte coletivo nas rodovias, o que interferiria no resultado do estudo", explica o responsável pelo trabalho que estabelecerá se o projeto é viável técnica e economicamente.

O levantamento iniciado pelos pesquisadores da Universidade do Rio Grande (Furg), contratados pelo Labtrans, obteve apenas 50% dos dados necessários, entrevistando os usuários do transporte coletivo intermunicipal. Conforme Philippi, ainda é preciso entrevistar os motoristas de veículos de passeio e coletar novas informações sobre os trechos da via por onde passaria o trem. "Nossa equipe de estudo estará em Pelotas nos próximos dias e, a partir da primeira semana de março, começaremos a compilar todos os dados para fechar a pesquisa completa", afirma.

Ministério dos Transportes receberá estudo em maio

Segundo o coordenador do Comitê Executivo de Mobilização do Trem Regional, deputado federal Fernando Marroni (PT), o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental estará nas mãos do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, até o final de maio.

"Tenho uma reunião com o ministro Paulo Sérgio Passos no dia 27, quando irei reforçar a importância deste trem de passageiros e já levarei até ele algumas informações sobre o andamento deste estudo", adianta o parlamentar.

Em audiências anteriores com Marroni, Passos declarou que tão logo o estudo seja concluído e aponte a viabilidade do trem regional, o projeto será tratado como uma das prioridades do Ministério dos Transportes.

Caxias do Sul nomeia comissão para trem regional

08/02/2013 - Prefeitura de Caxias do Sul

O Prefeito de Caxias do Sul, Alceu Barbosa Velho, deu posse na terça (05/02) à comissão especial responsável pelo Plano de Revitalização das Ferrovias e o Trem Regional da Serra Gaúcha. Conforme o Decreto nº 16.184, integram a Comissão, que será coordenada pelo Vice-prefeito Antonio Feldmann, os titulares de oito secretarias e da Procuradoria Geral do Município.

Esta primeira reunião serviu para organizar as informações sobre projetos em execução e os estudos existentes para a utilização do trecho de 13,8 quilômetros cedido ao Município através de convênio com o Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O Secretário Gilberto Boschetti, do Planejamento, mostrou os projetos a todos. A primeira tarefa da Comissão é formalizar pedido de renovação deste convênio, com base no que já foi implementado e dos projetos de aproveitamento do trecho entre a gare da Estação Férrea a Forqueta, que pertenceu à Rede Ferroviária Federal.

Segundo o Prefeito Alceu Barbosa Velho, a Administração Municipal tem todo o interesse em avançar no projeto do trem regional, aproveitando os programas nacionais de revitalização deste modal, de forma integrada com políticas municipais de fortalecimento da Cultura, Turismo, Esporte, Mobilidade Humana e Infraestrutura.

Além do pedido de renovação do convênio, o coordenador da comissão Antonio Feldmann, que acompanhou como secretário da Cultura, o processo que resultou na formalização do acordo com a União, propõe uma nova visão sobre os encaminhamentos para a conquista do trem regional. "O Prefeito Alceu está determinado a lutar pela união de esforços entre os representantes da sociedade regional, interessados em viabilizar o retorno do trem, beneficiando as comunidades de Farroupilha, Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa. Para isso pretende chamar uma reunião do Aglomerado Urbano do Nordeste do Estado (AUNE) e alinhar os esforços. A partir daí deve ser convocada audiência pública regional para que todos conheçam os resultados obtidos pela UFSC quanto a viabilidade técnica e economica do trem, além do detalhamento final do projeto de implantação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)", reforçou Feldmann.

O Vice-prefeito acrescentou que todos os projetos preservam o traçado do trem para viabilizar o trem regional. "Já fomos selecionados pelo Governo Federal e estamos nos 14 trechos comunitários do Brasil. Agora precisamos mostrar isso para que possamos renovar esse convênio e colocar em prática esses projetos", afirmou Feldmann.

A próxima reunião da comissão foi agendada para o dia 04 de março.

O projeto de trens regionais do Ministério dos Transportes prevê a implantação de trens regulares de passageiros do tipo trem unidade leve podendo ser movido a diesel, biodiesel, GNV ou GNVL. Estes trens têm capacidade para atingir velocidade média de 80 km/h e, além de passageiros, podem transportar mercadorias, pacotes e outras encomendas.

Conforme dados do Ministério existem 64 trechos em todo o país que podem ser melhor utilizados a partir do transporte de passageiros, destes 28 foram analisados preliminarmente e nove serão alvos de estudos mais detalhados. Dois estão no RS: Bento Gonçalves/Caxias e Capão do Leão/Pelotas/Rio Grande/Cassino.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Valec vai dobrar execução de obras, afirma ministro

20/02/2013 - Valor Econômico

A Valec realizou R$ 1,08 bilhão em investimentos em 2012, cifra bem inferior ao R$ 1,7 bilhão registrado no ano anterior.

O Ministério dos Transportes vai tentar pôr um fim à letargia que dominou os projetos de infraestrutura tocados pela Valec durante o ano passado. Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Passos, "foram pactuados compromissos" com todas as empresas que, atualmente, estão envolvidas com as obras de ferrovias tocadas pela estatal. A Valec está à frente da construção da Ferrovia Norte-Sul, que corta a região central do país, ligando o Pará até São Paulo, e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que atravessa o sertão baiano até chegar ao litoral do Estado, em Ilhéus.

"Me reuni recentemente com todos os grupos construtores da Fiol e da Norte-Sul. Fizemos esses encontros para acertar os ponteiros. Vamos avaliar, lote a lote, o que foi e o que não foi feito, e teremos uma ideia precisa do que entregaremos até o fim deste ano", disse o ministro dos Transportes. "Na prática, nossa perspectiva é que a Valec irá mais do que dobrar a sua execução neste ano em relação ao que fizemos no ano passado."

Segundo informações do Ministério dos Transportes, a Valec realizou R$ 1,08 bilhão em investimentos em 2012, cifra bem inferior ao R$ 1,7 bilhão registrado no ano anterior.

Com o lançamento do pacote de concessões ferroviárias no ano passado, a atuação que o governo havia desenhado para a Valec mudou radicalmente. A estatal deixou de ser a encarregada da execução de grandes projetos para exercer uma função de gestora de futuras malhas, que passarão para as mãos da iniciativa privada. Restaram apenas a conclusão do trecho sul da ferrovia Norte-Sul, ligando Anápolis (GO) a Estrela DOeste (SP) e a Fiol, entre os municípios de Barreiras e Ilhéus.

Paralisadas durante boa parte do ano, essas ferrovias foram alvos de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), além de problemas com licenciamento ambiental e desapropriações de imóveis. "Posso garantir que todos esses obstáculos foram superados. Hoje não temos nenhum impeditivo que atrapalhe as obras das ferrovias", disse Passos. A previsão, segundo o ministro, é que a Valec execute R$ 2,2 bilhões de orçamento neste ano.

Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

SP: 13 grupos apresentam MIP para trens intercidades

15/02/2013 - Revista Ferroviária

Treze grupos apresentaram Manifestação de Interesse Privado (MIP) para o desenvolvimento de estudos e modelagem para a implantação de 431 km de linhas de trens intercidades no Estado de São Paulo. As empresas interessadas no projeto foram BTG Pactual Gestora de Recursos Ltda / EDLP Estação da Luz Participações Ltda; Empresa Global de Projetos Ltda; Construtora Andrade e Gutierrez S/A; Planos Engenharia S/S Ltda; Socicam Administração, Projetos e Representações Ltda; CONSTRUCAP-CCPS Engenharia e Comércio S/A; CR Almeida S/A Engenharia de Obras; KPMG Structured Finance S/A; Mitsui & CO (Brasil) S/A; Construtora Ferreira Guedes S/A; Prointec S/A; Samsung C&T do Brasil Construtora Ltda; Contern Construções e Comércio Ltda.

O Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas (CGPPP) do Estado de São Paulo publicou no final de janeiro o chamamento para os interessados apresentarem suas propostas para o desenvolvimento do projeto da rede integrada de linhas ferroviárias de passageiros que o estado quer fazer passando pelas cidades de Santos, Mauá, São Caetano, Santo André, Jundiaí, Campinas, Americana, São José dos Campos, Taubaté e Sorocaba, e se conectará a uma estação central na cidade de São Paulo. A Estação da Luz Participações (EDLP) e o BTG Pactual já tinham apresentado no final de novembro uma MIP para o Conselho Gestor das PPPs.

Segundo o edital, a MIP apresentada deve ter o projeto de engenharia; o estudo de demanda; a análise de viabilidade econômico e financeira; a análise dos aspectos operacionais; a análise dos aspectos jurídicos institucionais e o modelo de remuneração. O aproveitamento dos estudos não obriga o poder público contratar o projeto apresentado. No caso de aproveitamento do material, a empresa responsável pelos levantamentos será remunerada. O prazo de para a conclusão e apresentação dos estudos desenvolvidos é de seis meses

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Edital prevê duas estações do TAV em Campinas

14/12/2013 - Jornal Todo Dia

Jonas Donizette (PSB), prefeito eleito de Campinas, ofereceu área para Etav

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) confirmou que Campinas terá duas estações do TAV (Trem de Alta Velocidade). Além da estação no Aeroporto Internacional de Viracopos, que desde o começo constava no projeto, haverá também um ponto na Estação Ferroviária do Centro. O meio de transporte vai ligar o Aeroporto Internacional de Viracopos a São Paulo e ao Rio de Janeiro.

Ontem, o edital para a construção da obra, que prevê investimentos de R$ 35,6 bilhões, foi publicado. O leilão está marcado para o dia 19 de setembro de 2013 e a previsão é que a construção seja concluída até 2020. O prazo de concessão será de 40 anos.

O edital do trem-bala obriga a construção de estações na área da Estação Barão de Mauá (RJ), no Aeroporto Internacional Maestro Antonio Carlos Jobim (Galeão), em Barra Mansa/Volta Redonda (RJ), em São José dos Campos (SP), no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos e na área do Aeroporto de Campo de Marte, além das duas campineiras.

Novidade

O escritório regional de Campinas da Etav (Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade), que será responsável pela obra, começa a operar a partir de janeiro. O prefeito eleito, Jonas Donizette (PSB), contou que, no encontro que teve ontem com o presidente da estatal, Bernardo Figueirdo, uma sala do prédio da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) foi disponibilizada para a instalação. O gerente da regional será definido em janeiro.

As tarifas serão livremente fixadas pela concessionária, observada a tarifa-teto quilométrica para os serviços ferroviários com ou sem paradas em estações intermediárias, de valor máximo equivalente a R$ 0,49. Do total de assentos de cada composição, 60% da capacidade deve ser destinada à classe econômica.

O documento, no entanto, exclui a estação na cidade de Aparecida, em São Paulo, que havia sido confirmada pelo presidente Bernardo Figueiredo, no início do mês.

Por Thiago Rovêdo

Fonte: Jornal Todo Dia de Americana/SP

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Estado fará PPP para ferrovias e novo Porto na Paraíba

16/12/2012 - Paraiba.com.br

O Secretário de Planejamento e Gestão do Estado, Gustavo Nogueira, comentou que o estado vai investir em Parcerias Público-Privadas (PPP) para realizar obras na área de ferrovias, Porto de Cabedelo e um novo porto para a Paraíba.

Nogueira comentou que estão sendo abertas diversas discussões com vários investidores na possibilidade de fazer várias parcerias público-privadas que são feitas para projetos que não são rentáveis para a iniciativa privada e explicou que esse é um tipo de concessão diferente.

"O estado entra com uma parte e a iniciativa privada com outra. O PPP é a saída, já que o estado não tem poupança interna suficiente para fazer frente a esse vazio", destaca.

O secretário destacou que já existe esse tipo de iniciativa em vários estados como o Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, onde são feitas várias 'arenas multiuso'

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Empresa vai integrar todos os estudos do trem-bala

06/02/2013 - Valor Econômico

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A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) pretende lançar, até o fim deste mês, edital para a contratação de uma empresa responsável por coordenar o projeto executivo de engenharia do trem de alta velocidade (TAV) entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. A empresa será uma "integradora" dos diversos estudos que serão feitos para a construção do trem-bala, como as investigações geológicas, nas palavras do presidente da EPL, Bernardo Figueiredo. Com o projeto executivo, que deverá ficar pronto em um ano, o governo saberá o quanto custará o primeiro trem-bala brasileiro.

Governos estudam mudança do local da estação do TAV em SP

Governos estudam mudança do local da estação do TAV em SP

06/02/2013 - Valor Econômico

Um grupo de trabalho composto por governo federal, governo paulista e prefeitura de São Paulo ainda estuda qual é a melhor localização para a estação de São Paulo do TAV (trem de alta velocidade).

O edital do projeto prevê que a estação no Aeroporto Campo de Marte, na região norte da capital paulista, mas o governo do Estado defende que ela fique na Água Branca, na região oeste da cidade, onde se conectaria com os trens regionais --projeto que prevê transporte de passageiros em trens de média velocidade para Sorocaba, Jundiaí, São José dos Campos, ABC e Santos.

O presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística), Bernardo Figueiredo, revelou, ao Valor Pro, que a decisão deve sair até o fim do mês.

"Na Água Branca há limitação de espaço e no Campo de Marte não há articulação prevista com metrô e rede de transportes metropolitanos", afirmou Figueiredo.

Segundo ele, a integração entre os projetos do TAV e dos trens regionais em local com acesso aos transportes metropolitanos torna ambos os projetos mais atrativos.
"Há uma faixa entre a Lapa [região oeste] e a Luz [região central], cortada pela ferrovia, que tem espaços que podem abrigar essa estação", diz.

Figueiredo lembrou ainda que a chegada do TAV até a região oeste de São Paulo depende da travessia do Rio Tietê.

"Precisa passar duas vezes [por baixo do rio], mas já verificamos que isso não será um problema técnico. As dificuldades serão os trechos em que já há metrô. Nesses casos, precisam ser feitos túneis ainda mais profundos", diz.

De acordo com o secretário de Transportes Metropolitanos de SP, Jurandir Fernandes, a escolha será feita pelo governo federal, mas a intenção é que os projetos dos trens regionais e do trem bala tenham estação conjunta.

"Criaremos conexão com os transportesmetropolitanos onde a estação for instalada", garante.

Lucas do Rio Verde realiza audiência sobre a Fico

06/02/2013 - Prefeitura de Lucas do Rio Verde (MT)

O anúncio foi feito nesta terça (05), pelo prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, durante coletiva com a imprensa. Segundo o prefeito, a audiência pública, que deve ser realizada ainda este mês, irá discutir a privatização e buscar investidores interessados no trecho que liga Campinorte (GO) a Lucas do Rio Verde (MT), previsto para ser construído na primeira etapa do projeto.

Em visita a Brasília, na semana passada, Otaviano foi informado que a Valec - Engenharia, Construções e Ferrovias não é mais a gestora do projeto da ferrovia. "No fim do ano passado, atendendo uma determinação da Presidente Dilma Roussef, foi criada a Empresa de Planejamento e Logística S.A (EPL) que terá o papel de identificar os grandes projetos do governo, fazer os estudos necessários e direcionar os investimentos públicos", explicou o prefeito.

O trecho a ser construído na primeira etapa que sairá de Campinorte (GO) e cruzará o Mato Grosso até Lucas do Rio Verde terá a extensão de 1.040 quilômetros e prevê investimentos de R$ 4,1 bilhões. Recurso que, com a privatização, não sairá mais dos cofres públicos.

Inicialmente a conclusão do trecho estava prevista para 2014.

Apesar de elogiar a decisão da presidente, o prefeito se mostrou preocupado já que além desse trecho da Fico, parte da BR 163 que liga Sinop a Sonora (MS), também será privatizado.

"O fato de termos duas grandes obras com processos licitatórios abertos pode se tornar um ponto negativo em curto prazo, já que a ferrovia necessita de um estudo mais aprofundado. Temo que isso possa atrasar a vinda da Fico para Lucas do Rio Verde", afirmou.

A Ferrovia de Integração do Centro-Oeste terá uma extensão de 1.638 km, partindo da Ferrovia Norte-Sul em Campinorte (GO), até chegar em Vilhena (RO). O projeto da Fico, que será executado em duas etapas e terá investimentos de R$ 6,4 bilhões, contemplará uma das regiões do país mais prósperas na produção de grãos e carne, porém, bastante carente no que se refere à logística de transporte.

Além de Lucas do Rio Verde, o plano indica a passagem por Água Boa, Canarana em Mato Grosso, seguindo na direção de Vilhena e Porto Velho, em Rondônia e passando pelo Acre até a divisa fronteira com o Peru, na localidade de Boqueirão da Esperança.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

CCR analisa projetos do trem regional de passageiro

22/01/2013 - Valor Econômico

Enquanto estuda concessões federais de aeroportos, rodovias e ferrovias, a CCR - especializada em infraestrutura - iniciou estudos para entrar em projetos bilionários do setor no Estado de São Paulo. Os planos da companhia, controlada por Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido, incluem rodovias estaduais e o ambicioso plano de ferrovias de passageiros entre cidades. As estradas de ferro, que demandarão quase R$ 20 bilhões, ligam diferentes municípios, como São Paulo e Campinas, e são acompanhadas de perto pelo poder público e por empresas do setor.

Os chamados "trens regionais" percorrerão 430 quilômetros de trilhos, que serão construídos e operados por meio de parceira público-privada (PPP). Do desembolso total, R$ 12,5 bilhões virão da iniciativa privada e R$ 6 bilhões, do poder público. Também já manifestou interesse no projeto a Estação da Luz Participações (EDLP), do empresário Guilherme Quintella e o sócio BTG Pactual. O Estado ainda não publicou o chamamento público para manifestações de interesse - o que deve ocorrer ainda nesta semana.

Em entrevista ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, o presidente da CCR, Renato Vale, disse que a companhia também tem interesse em mais linhas do metrô paulistano. Em especial, nas linhas 6 e 20, cujos editais estão às vésperas da publicação. A empresa já controla a Linha 4-Amarela, que sofre com superlotação no horário do rush. "Demanda em São Paulo não é um problema", afirmou.

Além dos projetos na capital paulista, a companhia acompanha oportunidades de mobilidade urbana em Salvador e no Rio. "Existe muita coisa em infraestrutura, o que, se acontecer, vai ocasionar um desafio de demanda. Vai ter muito consumo de energia, cimento, aço, asfalto, gente... Mas achamos que é por aí mesmo".

A CCR também já começou a se preparar para os polpudos contratos de concessões federais. Entre eles, os aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG), que já tiveram concessão anunciada pela presidente Dilma Rousseff e demandam investimentos totais de R$ 11,4 bilhões. "Estudamos os dois", informou o executivo.

A companhia está em busca de uma nova parceira internacional, pois a suíça Flughafen Zürich, que participou com a brasileira na última rodada aeroportuária, não tem qualificação suficiente para disputar o próximo leilão - de acordo com as exigências anunciadas pelo governo, a operadora suíça não tem o número mínimo exigido de passageiros movimentados ao ano, estabelecido em 35 milhões. Vale disse que não é permitido que a CCR seja a única operadora do consórcio, mas que ela ainda pode integrar a sociedade. "Estamos procurando [outros] parceiros, com conversas avançadas", afirmou.

A companhia ainda dedica atenção às nove licitações federais deste ano no setor rodoviário - com investimento total de R$ 42 bilhões, sendo R$ 23,5 bilhões nos cinco primeiros anos de contrato. Os estudos internos da CCR sobre os dois primeiros empreendimentos a serem leiloados, as BRs 040 e 116, serão fechados na próxima semana. "Vamos estudar todos. Por enquanto, estamos sozinhos, mas abertos a sociedades", disse.

Apesar da quantidade de oportunidades, o presidente afirmou que há capital disponível para os investimentos e que aquisições não estão descartadas. "Em logística, estamos há três ou quatro anos tentando identificar uma oportunidade clara nesse sentido. Ainda não identificamos, mas infraestrutura é assim mesmo, um negócio a longo prazo".

Se considerados apenas os negócios atuais, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) deve dobrar até 2016, para um número entre R$ 5,5 bilhões e R$ 6,5 bilhões. Os investimentos devem se manter acima de R$ 1 bilhão ao ano, levando em conta desembolsos para a concessão viária Transolímpica, no Rio, e a compra de 15 trens para a linha do metrô paulistano, controlada pela companhia.

Fonte: Valor Econômico
Publicada em:: 22/01/2013

As concessões vão decolar

03/02/2013 - Istoé Dinheiro

Leilões de portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e petróleo devem movimentar pelo menos R$ 234 bilhões, até 2019.

Cristiano Zaia

Que um dos maiores gargalos da economia brasileira está na infraestrutura, o País já sabe. Que o governo não tem capacidade de, sozinho, fazer tudo o que é preciso, também. A solução, então, foi buscar a ajuda da iniciativa privada. No ano passado, o governo passou meses discutindo como viabilizar os projetos de concessão e parcerias público-privadas (PPPs) de portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, trem-bala, e novos poços de exploração de petróleo e gás, que começam a sair do papel. Juntos, devem somar pelo menos R$ 234,7 bilhões até 2019. De olho nos projetos que já estão em fase de audiência pública, como é o caso de sete trechos de rodovias federais, construtoras, operadores logísticos e fundos de investimentos nacionais e estrangeiros têm procurado os órgãos do governo para se informar.


Wagner Bittencourt, ministro da Aviação Civil: "Com cinco grandes aeroportos concedidos,
devemos melhorar o serviço de metade dos passageiros de todo o País"

Um deles é a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), responsável pelos projetos do trem-bala, ferrovias e rodovias. Somente em janeiro, o presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, foi procurado por representantes dos fabricantes de trens japoneses Mitsui e Mitsubishi, e das espanholas Asvi e Ferrovial, também do setor de transportes, além do Fundo Soberano de Cingapura e da construtora brasileira Camargo Corrêa. "Eles tinham dúvidas sobre a taxa de retorno do investimento, mas todos dizem que vão participar", afirma Figueiredo. Uma das maiores construtoras do País, a Odebrecht já manifestou interesse em entrar em todos os setores. "Toda a área de infraestrutura nos interessa", diz o presidente do grupo, Marcelo Odebrecht.

"Saneamento, logística, portos e aeroportos." Responsável pela concessão da Arena Castelão, em Fortaleza, e construtor de trechos das ferrovias Norte-Sul e Leste-Oeste, o Grupo Galvão também quer participar das novas concessões. "Temos interesse em disputar ferrovias e vamos estar nos dois próximos leilões de aeroportos", afirma Dario Galvão, presidente da Galvão e Engenharia. A Arteris, que assumiu o controle acionário da espanhola OHL e já administra várias concessões rodoviárias, como a Fernão Dias, que liga São Paulo a Minas Gerais, e a Regis Bittencourt, entre São Paulo e Paraná, diz "estar atenta a novas oportunidades". O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se prepara para financiar os novos empreendimentos.

Interesse privado: Dario Galvão, do Grupo Galvão,
quer disputar ferrovias e aeroportos

As concessões já representam 90% dos desembolsos do banco nas áreas de transporte, logística e energia. O montante de recursos deve chegar a R$ 28,5 bilhões neste ano – em comparação com R$ 24,5 bilhões em 2012. "Em 2015, esperamos chegar a R$ 40 bilhões", diz Nelson Siffert, superintendente de infraestrutura do BNDES. Para as empreiteiras, o modelo de concessões tem uma vantagem adicional: a diminuição da burocracia na contratação e pagamento da obra, já que o contratante não é o governo, mas uma empresa privada. "Algumas empreiteiras já estão preferindo as concessões às obras públicas", diz José Carlos Martins, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Em setembro, o governo quer escolher os novos operadores dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Belo Horizonte.

"É um setor muito lucrativo no mundo todo, que atrai o interesse dos investidores", diz o economista Cláudio Frischtak, da Inter B Consultoria, especializada em infraestrutura. Para o governo, as concessões devem melhorar a qualidade do transporte aeroviário. "Com cinco grandes aeroportos concedidos, devemos melhorar os serviços de metade dos passageiros de todo o País", afirma o ministro Wagner Bittencourt, da Secretaria de Aviação Civil (SAC). Outro setor que espera um impacto semelhante é o de portos, que deve receber bilhões de investimentos a partir de novas regras do setor, que permitirão a construção de portos privados. Com tantas oportunidades, o governo fica mais perto de alcançar a meta de um investimento em torno de 20% do PIB.

Monotrilho "Made in Rio"

04/02/2013 - O Globo

No dia 28, o grupo MPE, em sociedade com um grupo da Malásia, inaugura em Santa Cruz, no Rio, a fábrica que produzirá os trens que circularão em dois monotrilhos de Manaus e no que fará a ligação entre o aeroporto de Congonhas e o bairro do Morumbi, em São Paulo.

O monotrilho é mais estreito que os trens convencionais de superfície ou do metrô. Geralmente circula em estruturas elevadas. Por não exigirem tanto espaço, essas estruturas muitas vezes podem ser assentadas sobre vias já existentes, evitando-se desapropriações.

Trem-bala será feito com ou sem participação privada, diz EPL

Trem-bala 05/02/2013 - Reuters

Uma possível baixa participação privada na construção de infraestrutura para o trem-bala não inviabiliza o projeto que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, afirmou o presidente da EPL (Empresa Brasileira de Logística), Bernardo Figueiredo.

"Nós estamos buscando trazer o máximo da participação privada, mas não colocamos isso como condição para fazer o projeto. Com a participação privada que for possível, nós vamos implementar esse projeto", disse ele, durante evento em São Paulo.

Em setembro, o governo realizará a licitação para selecionar a tecnologia que será usada para operar o trem de alta velocidade. As propostas serão apresentadas em agosto.

De acordo com Figueiredo, as empresas privadas --que vão participar da licitação--vão atuar na operação e no fornecimento de equipamentos, mas dependem da infraestrutura a ser construída.

"Nós vamos tentar modelar isso para atrair a participação privada, mas nós não podemos deixar que o investidor sinta que há o risco de não ter infraestrutura. Caso não haja interesse da iniciativa privada, o governo vai fazer a infraestrutura", completou.

Para Figueiredo, o trem-bala é essencial para o país, já que a demanda nesse trecho é alta.

"(Sem o trem-bala) Teria que ter mais duas rodovias e dois ou três aeroportos como Congonhas e Santos Dumont. Isso não é viável", disse.

Fonte: Reuters
Publicada em:: 05/02/2013

Governo autoriza aumento de capital social da CBTU

04/02/2013 - O Estado de São Paulo

Decreto publicado nesta segunda-feira pelo governo federal autoriza o aumento de capital social da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O valor sobe de R$ 5,066 bilhões para R$ 5,196 bilhões. O aumento ocorre mediante incorporação de adiantamento para futuro aumento de capital transferido pela União em 2011, no montante de R$ 130,377 milhões com atualização pela taxa Selic.

Pelo decreto, a União está autorizada a subscrever ações no valor de até R$ 130,377 milhões correspondente a até 787,779 bilhões de ações nominativas sem valor nominal. A União também está autorizada a subscrever ações na proporção da participação dos acionistas minoritários caso eles não exerçam seu direito de preferência dentro do prazo legal.

Em outros dois decretos publicados também nesta segunda-feira no Diário Oficial da União (DOU), o governo autoriza a transferência de recursos do Orçamento para aumento de capital social das companhias Docas do Estado da Bahia, do Espírito Santo, do Pará, do Ceará, do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro.

Fonte: Estadão Conteúdo
Publicada em:: 04/02/2013

Licitações de ferrovias serão feitas até junho

05/02/2013 - Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta terça-feira (04/02) que a previsão do governo é que até o final deste semestre todas as licitações de ferrovias estejam feitas. "Daqui a um mês, começaremos a fazer todos os leilões", informou Mantega, durante o fórum Infraestrutura e Energia no Brasil: Projetos, Financiamentos e Oportunidades, que ocorreu na capital paulista.

O ministro destacou a importância de o Brasil construir uma extensa agenda de investimentos, "fundamental para viabilizar o crescimento sustentável do país". Ele anunciou durante o evento um novo modelo de concessão de rodovias para atrair investimentos.

Mantega reforçou que existe uma correlação forte entre investimento e crescimento. Por isso, defendeu o esforço do setor público no investimento direto, ampliado nos últimos anos. "Mas não é suficiente para [o país] deslanchar", disse.

Na presença dos empresários, Mantega defendeu que o país traz condições favoráveis para os investimentos na área de infraestrutura, já que tem, atualmente, seus principais gastos sob controle ou estacionados.

Como exemplos, o ministro disse que o principal gasto, o da Previdência Social, está "sob controle", assim como as despesas com folha de pagamento de pessoal, segunda maior do governo. Quanto aos juros, terceira maior despesa, apresentam uma trajetória de queda, de acordo com Mantega.

"O Brasil reúne condições para ter crescimento sustentável: tem bases sólidas, fundamento fiscal e política fiscal sólidas, buscando superávits primários fortes, mantendo a redução da dívida pública, mesmo no período de crise", disse.

Mantega declarou ainda que o governo fará novas reduções de tributos, ainda este ano. "Só no ano passado, fizemos desoneração equivalente a 1% do PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro".

Ele exemplificou citando as desonerações feitas na folha de pagamentos, que visam a reduzir o custo da mão de obra. Segundo o ministro, medidas como essas são importantes para os investidores, uma vez que o atual quadro de quase pleno emprego que o país vive, embora bom para a população, gera problemas aos empreendedores.

Serra Verde planeja aumentar roteiros turísticos

Serra Verde planeja aumentar roteiros turísticos

06/02/2013 - Revista Ferroviária

A Serra Verde Express, operadora de trens turísticos no Paraná, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, está com planos de ampliar o número de roteiros. Três novos passeios estão sendo desenvolvidos pela operadora, dois no estado do Rio de Janeiro e um em São Paulo.

O que está mais perto de iniciar as operações é o Trem dos Mares Costa Verde, que percorrerá um trecho de 18 quilômetros entre a estação Itacuruçá e a praia de Santo Antônio, em Mangaratiba (RJ), utilizando uma Litorina. O início das operações está previsto para julho deste ano.

Com previsão para começar a operar no fim do ano, o segundo roteiro fluminense terá 70 quilômetros entre as cidades de Barra Mansa e Angra dos Reis. Semelhante ao passeio operado pela Serra Verde que liga Curitiba a Morretes, no Paraná, o roteiro também será em região de serra e tem como destino o litoral. Para o passeio sair do papel, a Serra Verde ainda precisa restaurar os carros que transportarão os passageiros e acertar a utilização de uma locomotiva da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), ainda em negociação.

Outro passeio que tem início previsto para julho é o roteiro de 12 quilômetros entre Mairinque e São Roque, em São Paulo. O passeio paulista terá o vinho como tema, bebida tradicional da região, e utilizará uma locomotiva a vapor.

Ferronorte chega a Rondonópolis

05/02/2013 - A Gazeta (MT)

Inauguração da Ferronorte no trecho de Alto Araguaia até Rondonópolis está prevista para abril, quando será lançado o edital de licitação para contratação do projeto executivo da Ferrovia de Integração do Centro Oeste (Fico) entre Campinorte (Goiás) a Lucas do Rio Verde, a 354 km de Cuiabá. Informações foram confirmadas pelo presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo e pelo diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz.

Sobre a Ferronorte, Vuolo diz que está sendo aguardada a liberação da Licença de Operação (LO) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), que deve vistoriar as obras em abril. Quanto ao terminal ferroviário, está quase concluído. Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR) ocupa 382 hectares e absorveu aproximadamente R$ 500 milhões em investimentos por empresas particulares que irão operar no local, entre elas a esmagadora de soja e produtora de biodiesel chinesa Noble. Terminal é considerado o maior da América Latina e permitirá a circulação diária de 1,5 mil caminhões. À finalização desse trecho ferroviário é dado continuidade no projeto de extensão da ferrovia até Cuiabá, complementa Edeon Vaz. Ele explica que está sendo contratado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea) para o segmento compreendido entre Rondonopólis a Cuiabá, além de um pré-projeto referente ao trecho de Cuiabá a Santarém (PA). "A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) não pode licitar a ferrovia sem o Evtea". Previsão é que a Agência assine o convênio para autorização do Evtea esta semana e que o mesmo seja concluído até o final deste ano, completa Vuolo. "Ele foi pré-autorizado, estão formalizando e como não é um trecho longo, é possível concluir nesse prazo".

Em relação à Fico, a empresa vencedora da licitação executará a obra e vender a capacidade da ferrovia para a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. Esta, por sua vez, negociará o uso da ferrovia com outras empresas, explica o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística. Construção dos 900 km dos trilhos devem começar 12 meses após a licitação. Ferrovias são apontadas como o investimento mais viável para retirada da produção mato-grossense do Estado, por permitir diversificar as rotas de escoamento da safra de grãos e baratear os custos do transporte, predominantemente rodoviário. Com a construção da Fico será possível levar a produção estadual para os portos de Itaqui (MA) e Vila do Conde (PA), desafogando o fluxo de veículos nos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP). "Em especial a região do Vale do Araguaia - apontada como a nova fronteira agrícola do Estado -terá mais facilidade no transporte". Presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), Carlos Fávaro, ressalta que a diversificação dos modais de transporte, como ferrovias e hidrovias, ampliará a competitividade dos produtos mato-grossenses.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Câmara de Valinhos retoma reuniões do trem de passageiros nesta quinta, 24

21/01/2013 - Câmara de Vereadores de Valinhos

Governo do Estado prepara audiências públicas para fevereiro

A Câmara de Valinhos sedia, nesta quinta-feira, (24/01), às 15h, reunião que retoma os trabalhos de prolongamento trem metropolitano de Jundiaí até Campinas, abrangendo os municípios de Louveira, Vinhedo e Valinhos.

Organizada pela comissão formada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulista e os representantes dos municípios envolvidos - vereadores Lorival (Valinhos); Reginaldo Lorenzon (Louveira), ex-vereador Carlinhos Paffaro (Vinhedo), o secretário de Transportes de Campinas, Sérgio Benassi, e o prefeito de Jundiaí, Pedro Bigardi (PcdoB) - a "Campanha CPTM Campinas" auxiliará as cidades a adequar a infraestrutura para que voltem a receber o transporte ferroviário de passageiros, a exemplo do que ocorre em Jundiaí.

De acordo com o presidente da Câmara de Valinhos, Lorival Messias de Oliveira (PT), é importante que os governos das cidades envolvidas já se antecipem e tomem providências quanto a obras e até alterações em Planos Diretores. "Convidamos os secretários municipais, bem como outros integrantes da equipe do Executivo para que eles conheçam esse projeto que deverá ser implantado e como Valinhos deve se preparar ou se adequar para que isso efetivamente se concretize", afirmou.

O ex-vereador de Vinhedo, Carlinhos Paffaro (PR), acertou detalhes da reunião em visita ao presidente da Câmara de Valinhos, Lorival. Ele reiterou os compromissos assumidos no ano passado quando participaram de sete plenárias nas cidades da RMC, trazendo a discussão para a população. "A malha viária está saturada e até agora não vi nenhuma solução melhor que não seja o transporte ferroviário", disse Paffaro.

Atualmente, cerca de 40 km de trilhos que ligam a área ampliada são utilizados pela ALL (América Latina Logística), que loca as linhas para a MRS Logística apenas para transporte de carga. A proposta é que os trens com passageiros passem também por Valinhos, Vinhedo e Louveira e que cheguem a São Paulo, assim como ocorre a partir de Jundiaí.

O governo do Estado anunciou que as audiências públicas iniciam em fevereiro. É importante que elas ocorram porque as reformas, integração com o transporte coletivo urbano e reativação de uma das linhas férreas interferem no cotidiano da população. A reunião desta quinta é aberta às autoridades e imprensa.

Em entrevista ao programa Notícias em Debate, da TVB, exibida em outubro de 2012, o secretário do Estado de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou que o estudo de viabilidade da extensão dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) de Jundiaí até Campinas estava previsto para ser concluído em dezembro.

De acordo com ele, a partir dos estudos que definirão a demanda e a infraestrutura necessária para operar os trens é que o Estado dará a palavra final sobre a obra.

Fernandes acredita que o trem da CPTM, se vier para Campinas, será uma opção para passageiros que circulam dentro da RMC (Região Metropolitana de Campinas) e outras cidades do entorno de Jundiaí e São Paulo.

Autoridades confirmadas:
Gilson Pichioli- Diretor de Fomento Industrial (Jundiaí-SP )
Gerson Bittencourt- Deputado Estadual - PT (São Paulo)
Reginaldo Fernando Lourençon- Vereador - PSDB (Louveira - SP)
Sérgio Benassi- Presidente de Transportes e da EMDEC (Campinas - SP)
Pedro Bigardi- Prefeito (Jundiaí – SP)
Celso Arantes- vereador - PT (Jundiaí – SP)
José Carlos Pires- chefe de gabinete- (Jundiaí – SP)
Marcelo Cereser- Secretário de Desenvolvimento (Jundiaí - SP)
Clayton Machado- PSDB- Prefeito (Valinhos-SP)
Paulo Bandina- Secretário de Planejamento e Meio Ambiente da Prefeitura de Valinhos
Dr. José de Almeida Sobrinho- Secretário de Transportes e Trânsito da Prefeitura de Valinhos
Vereador Lorival- PT- vereador (Valinhos- SP)

Fonte: Câmara Municipal de Valinhos

ANTT qualifica seis consórcios para estudo sobre trem entre Brasília e Goiânia

22/01/2013 - Valor Econômico

Grupos escolhidos deverão apresentar as propostas técnica e financeira até março

Por Gustavo Jazra

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) qualificou seis consórcios para a licitação que resultará no estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA) para construção do trem de média velocidade entre Brasília e Goiânia. Os selecionados terão até o início de março deste ano para apresentarem as propostas técnica e financeira, sendo que apenas um será escolhido. Por questões contratuais, os nomes dos selecionados não podem ser divulgados ainda.

De acordo com a ANTT, o estudo deve possibilitar que a licitação para construção de equipamento para transporte de cargas e passageiros aconteça em pouco mais de um ano.

Em setembro, foi firmado um convênio entre a ANTT e o Banco Mundial no valor de R$ 5,5 milhões para o financiamento de estudo de implantação do trem no corredor Brasília-Anápolis-Goiânia. Ainda segundo a ANTT, o trem será de velocidade média e terá 60% de sua capacidade para transporte de passageiros e 40%, de cargas.

Entre as 41 empresas que manifestaram interesse em participar do projeto no final do ano passado, seis foram selecionadas de acordo com os critérios estabelecidos nas "Diretrizes para Seleção e Contratação de Consultores pelos Mutuários do Banco Mundial", de maio de 2004 e revisadas em outubro de 2006. Os consórcios escolhidos são liderados por empresas brasileira, espanhola, francesa e portuguesa.

Os serviços incluem preparação de um estudo de viabilidade para implantação da ferrovia e diagnóstico da situação atual de transporte entre as cidades e a integração com o Corredor Ferroviário Norte-Sul. Além disso, a empresa contratada deverá apresentar a evolução da demanda frente ao cenário atual, realizar estudos preliminares técnicos e econômicos, estudos de impacto socioambiental, assim como financeiro, operacional, jurídico, institucional e normativo para estabelecer a viabilidade da outorga da exploração do serviço.

ECT planeja embarcar no trem de alta velocidade

25/01/2013 - Valor Econômico

A ECT já havia estudado sua entrada no capital do trem-bala na primeira tentativa do governo de licitar o projeto, em 2011.



Por Daniel Rittner | De Brasília

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) se dispõe a investir até R$ 300 milhões para entrar com uma fatia "residual" no capital societário da concessionária responsável pelas operações do futuro trem de alta velocidade (TAV) entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. Essa participação acionária será de "não mais do que 5%", segundo o presidente da ECT, Wagner Pinheiro.

O executivo disse que a estatal não entrará no leilão do TAV, que tem a entrega de propostas marcada para agosto e a definição do resultado prevista para setembro, com nenhum dos consórcios a serem formados. A entrada dos Correios no negócio se dará em caráter de "sociedade estratégica", ou seja, diretamente no capital da sociedade de propósito específico (SPE) montada pelo grupo vencedor. Para isso, no entanto, precisará haver acordo entre as partes. A ECT impõe uma condição: a garantia de espaço para o transporte de mercadorias e encomendas expressas, em um ou dois vagões dos trens, principalmente durante a madrugada.

"Temos a disposição de entrar com participação acionária", disse Pinheiro, em conversa com jornalistas, por ocasião do aniversário de 350 anos dos Correios. "Esse é um mercado (Rio-São Paulo-Campinas) que concentra quase 50% da nossa movimentação diária de objetos. E esse modal nos interessa muito."

Pinheiro explicou que a entrada dos Correios no TAV não será uma imposição e precisa interessar também ao consórcio vencedor do leilão, mas fez questão de apontar uma vantagem para a futura concessionária. "Ela terá a garantia de uma demanda no curto prazo", afirmou. Mesmo tendo participação acionária, a estatal pagaria normalmente pelo transporte das encomendas.

A ECT já havia estudado sua entrada no capital do trem-bala na primeira tentativa do governo de licitar o projeto, em 2011. Pinheiro disse que, naquela oportunidade, o investimento previsto pela estatal era de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões. Isso tende a ser mantido agora, mas ainda pode sofrer alterações, ponderou o executivo.

Além das discussões sobre o TAV, a estatal tem uma série de projetos que deve avançar em 2013, segundo Pinheiro. Um deles é a venda de seguros nas agências dos Correios, de olho na nova classe média. "Inicialmente, pensamos em seguro de vida, com foco nas classes C e D. É uma parte do mercado em que a gente atua bem. Estamos olhando o retorno do investimento, porque queremos ser rentáveis e não gerar nenhum ônus para o Tesouro, mas também queremos contribuir para a ampliação do mercado."

Outros planos envolvem a criação de uma operadora virtual de telefonia celular - em que a ECT compra minutos no atacado das grandes companhias do setor e vende esses minutos no varejo - e estudos para a privatização da empresa postal de Portugal. O governo português deverá anunciar em abril o cronograma para a venda de sua empresa de Correios, de acordo com Pinheiro.

No segundo semestre, a ECT pretende contratar mais 6,6 mil funcionários, principalmente para as operações de transbordo e triagem de carta e de mercadorias. A chamada será para quem foi aprovado nos últimos concursos e ainda integra o cadastro de reserva dos Correios. Também está planejada a realização de um novo concurso nos Estados onde não há mais reserva. A estatal tem cerca de 120 mil funcionários.

Fonte: Valor Econômico

Madeira-Mamoré é candidata ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade

25/01/2013 - G1

Campanha, em Rondônia, busca assinaturas a favor do título junto a Unesco.No Brasil, apenas 19 patrimônios foram reconhecidos pela organização.

Pátio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho (Foto: Taísa Arruda/G1)

A centenária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, é candidata ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Desde o ano passado, o comitê pró-candidatura realiza uma campanha em todo o estado, a fim de recolher assinaturas a favor do título à ferrovia.

No Brasil, apenas 19 patrimônios foram reconhecidos pela Unesco. "A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é uma das mais fantásticas páginas da história do Brasil, tem um valor universal excepcional, atende aos requisitos da Unesco e tem plenas condições de se tornar uma patrimônio cultural da Humanidade", afirma o coordenador da comitê pró-candidatura, o procurador Federal Ricardo Leite". (Veja o vídeo ao lado)

Segundo Leite, com o título, a ferrovia passará a ser incluída em roteiros turísticos internacionais, passando a ter proteção internacional permanente e recursos para conservação e preservação do patrimônio, além da questão de geração de empregos e visibilidade mundial ao estado."É uma campanha de todos, e todos podem participar, contribuindo para exaltar o maior símbolo de Rondônia", finaliza o coordenador.

Fonte: Do G1 RO com informações da TV RO

Falhas em projeto atrasam início de ferrovia do MT

22/01/2013 - Só Notícias

A Ferrovia da Integração Centro-Oeste (Fico) deverá ser entregue apenas em 2015. A afirmação é do presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), Carlos Fávaro, que participou, nesta manhã, da audiência pública no Senado Federal, sobre o andamento das obras da ferrovia, que ligará Goiás a Lucas do Rio Verde. Segundo ele, a reunião foi positiva, envolvendo vários representantes políticos mato-grossenses e entidades organizadas. "A Valec está desenvolvendo um novo projeto executivo, um pouco mais amplo, detalhado, com previsão de conclusão para 2013 e obra conclusa em mais dois anos, no final de 2015", explicou ao Só Notícias.

A audiência de hoje, realizada pela Comissão de Infraestrutura, a secretária de Fiscalização de Obras do Tribunal de Contas da União (TCU), Juliana Monteiro de Carvalho, informou que erros como ausência de detalhamento de elementos estruturais de pontes e viadutos e falta de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) foram detectados pelo órgão, que recomendou a interrupção do processo licitatório. Com isto, o novo projeto deve ser finalizado até 2013. Em seguida, devem começar os trabalhos.

Juliana reforçou que os problemas de projeto são comuns e estão entre as mais frequentes causas de atraso em obras ferroviárias no país.

Maracaju receberá ferrovia em 2013

23/01/2013 - MS Notícias

A instalação de um Centro de Tecnologia, Inovação e Informação em Maracaju (MS) e a construção de uma linha ferroviária que ligará o município sul-mato-grossense até Cascavel (PR) com destino ao Porto de Paranaguá foram anunciadas nessa quarta (23/01) como medidas para impulsionar a difusão de tecnologia e ampliação do escoamento da produção agropecuária de MS. A divulgação foi feita pelo senador Waldemir Moka, na abertura do Showtec 2013.

"Maracaju está na vanguarda e agora se consolida como um pólo de conhecimento e pesquisa. Com o Centro de Tecnologia queremos capacitar mais jovens para trazê-los ao campo, carente de mão de obra qualificada", disse o senador. Para o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), Eduardo Riedel, a evolução constante do agronegócio tem como base a capacitação. "Tivemos mais de 40 mil pessoas treinadas em 2012 e esse número deve crescer", disse Riedel, referindo-se aos cursos levados ao campo pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS).

O anúncio feito pelo governo federal de investimentos em irrigação foi apontado pela secretária estadual de Produção e Turismo, Tereza Cristina, como uma das grandes promessas para o setor. "Vamos dar um grande salto na nossa produção. Com a destinação correta dos recursos queremos potencializar a agricultura e sair na frente", disse Tereza.

Para o prefeito de Maracaju, Maurílio Azambuja, o Showtec é o pilar do desenvolvimento econômico do município, que contribui para o crescimento e consolidação do Estado. "A terra fértil de Maracaju, a classe produtora organizada e consciente e a visão empreendedora das instituições tem feito o município crescer, gerando renda aqui e para todo o Estado", ressaltou Azambuja.

O presidente da Fundação MS, Luis Alberto Moraes Novaes, aponta que o aumento de 30% na participação de empresas e entidades no evento comprova que a tecnologia é o principal insumo para a produção rural. "São mais de 500 novas tecnologias, 200 delas voltadas para a agricultura familiar com o objetivo de disseminar o conhecimento e contribuir para produtividade do agronegócio", disse Novaes.

Prefeito de Campinas assina acordo para abrigar escritório do trem-bala

25/01/2013 - G1

Estatal EPL passa a usar na segunda-feira espaço no prédio da Emdec. Diretor da estatal garantiu que obras do TAV começarão em Campinas..




O prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizette (PSB), formalizou na tarde desta quinta-feira (24) a cessão de servidores municipais e de um espaço dentro da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) para a instalação do escritório regional da estatal responsável pela implantação do trem-bala. A gerência regional da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) está autorizada a trabalhar no prédio da Emdec a partir desta data, segundo informações da assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Transportes.

Participaram da cerimônia, no salão azul da Prefeitura, além de Donizette, o secretário municipal de Transportes, Sérgio Benassi, o diretor da EPL, Hélio Mauro França, e a futura gerente regional do escritório da EPL, Luciana Carneiro Muçouçah. Na ocasião foi assinado um protocolo de intenções para estabelecer diretrizes conjuntas entre município e governo federal para o desenvolvimento de estudos e soluções para implantação do TAV (Trem de Alta Velocidade).

"O que ficou estabelecido é que as atividades serão totalmente integradas. Tudo que for elaborado pela EPL será acompanhado pela Emdec", disse Benassi. O secretário explica que os servidores da Emdec não trabalharão para a estatal, mas sim serão acionados quando forem realizados estudos técnicos que envolvam interesse do município.

Segundo Benassi, o diretor da EPL garantiu durante o encontro que, embora as obras tenham andamento e conclusão simultâneos em todos os trechos, o início da instalação será feito em Campinas. Nos próximos 30 dias, será apresentado um estudo sobre a área e localização exata da estação do trem em Campinas. A ideia é aproveitar o prédio da Estação Cultura.

Escritório em Campinas
Uma sala no prédio da Emdec foi cedida desde janeiro para que a gerente da EPL trabalhassem na implantação do novo escritório até que a sede oficial da Empresa de Planejamento e Logística fique pronta, o que deve ocorrer em seis meses.

Em visita a Campinas em setembro de 2012, Bernardo Figueredo disse que um estudo será feito, em 2013, para confirmar se a cidade será a primeira a interligar linhas de expansão do TAV. O projeto original do TAV inclui Rio de Janeiro (RJ), Barra Mansa (RJ), Aparecida (SP), São José dos Campos (SP), Guarulhos (SP), São Paulo (SP), Jundiaí (SP) e Campinas.

A ideia é que o trem atinja 350 km/h e que a viagem dure no máximo 99 minutos entre Rio de Janeiro e Campinas. A previsão é que as obras comecem em 2014 e o prazo para iniciar o funcionamento está previsto para 2020. Em dezembro do ano passado, a Agência Nacional de Transporte (ANTT) publicou no Diário Oficial da União o aviso de leilão para a escolha da empresa que fornecerá a tecnologia e será a operadora do primeiro trem-bala brasileiro.

O leilão, segundo o aviso, ocorrerá no dia 19 de setembro de 2013, às 14h, na sede da Bovespa, em São Paulo, quando serão abertos os envelopes com as propostas. A expectativa é que o TAV comece a operar, no máximo, até 2020. "Nós começamos a contratar agora o projeto executivo e nós estamos prevendo concluí-lo no começo de 2014, de forma que a obra comece ainda em 2014", afirmou Figueiredo.

Maranhão, Tocantins e Piauí atraem novos projetos

12/12/2012 - Valor Econômico

Ao mesmo tempo em que o Brasil se consolida como polo mundial de produção de celulose de eucalipto, internamente, novas fronteiras estão sendo abertas pela indústria. Maranhão, Piauí e Tocantins, que formam o chamado "Mapito", atraíram a atenção dos produtores - tradicionais ou novos investidores - com terras disponíveis, recursos hídricos, logística de escoamento da matéria-prima até a costa, incentivos fiscais e processos de licenciamento menos burocráticos que os de outras regiões do país. Como resultado, vão receber ao menos US$ 7,8 bilhões em projetos previstos para os próximos anos.

A "novidade geográfica" da indústria, Mato Grosso do Sul, assistiu a uma revolução na região de Três Lagoas nos últimos seis anos, com a instalação da Fibria, maior produtora mundial da matéria-prima, e da International Paper (IP), que herdou florestas que pertenciam à antiga Champion. Neste mês, a Eldorado Brasil lançou oficialmente sua operação no município, consolidando-o como polo nacional de plantações de eucalipto.

Antes disso, o sul da Bahia atraiu empresas como Suzano Papel e Celulose e Veracel, joint venture entre a Fibria e a sueco-finlandesa Stora Enso. A elevação dos preços da terra e processos mais complicados para obtenção de licenças ambientais, contudo, desviaram o foco da indústria para outras regiões. Situações semelhantes ocorreram no Sul e no Sudeste, que ainda hoje concentram a maior parte das fábricas de celulose e papel em operação no país.

Para o vice-presidente da Pöyry Tecnologia, Carlos Alberto Farinha e Silva, em comum, os Estados do "Mapito" têm a oferecer terras e novos modais de transporte, e se mostraram receptivos a novos investidores. "Essa região se configura como uma nova fronteira, que tem na Ferrovia Norte-Sul um importante estímulo", afirma.

Boas condições para escoamento da celulose, bem como distâncias relativamente pequenas entre plantação e fábrica, são decisivas para a instalação de linhas produtivas (veja reportagem abaixo), ainda que as empresas tenham de efetuar desembolsos para ajustar a infraestrutura local a suas necessidades.

A distância em relação aos produtores de bens de capital, de acordo com o diretor industrial da Fibria, Francisco Valério, é menos relevante do ponto de vista logístico. No caso de Três Lagoas, os equipamentos importados chegaram aos portos de Santos e de Paranaguá e seguiram para o Centro-Oeste por meio de rodovia, sem grandes complicações.

"A indústria depende de dois itens: matéria-prima [madeira] e água", ressalta Valério, acrescentando que a existência de um maciço florestal da antiga Champion viabilizou a mais moderna unidade da Fibria. O executivo, que participou da implantação das fábricas da antiga Aracruz - que se uniu à Votorantim Celulose e Papel (VCP) na Fibria - no Espírito Santo, lembra que as condições à época eram ainda mais precárias do que as encontradas em Mato Grosso do Sul. "Cada região tem a sua peculiaridade", destaca.

A chegada da Eldorado ao mesmo município, conta Valério, levou a Fibria a se preparar, uma vez que estava claro que haveria maior concorrência por determinados recursos, entre os quais profissionais qualificados. "Formamos um novo grupo no Senai e, quando necessário, deslocamos mão de obra de outras unidades." Do ponto de vista da Eldorado, foi justamente a presença da cultura de eucalipto em Três Lagoas que levou a fábrica para a região.

"Já havia a experiência de passar por um grande projeto. O que a Eldorado fez foi consolidar o polo", afirma o presidente da companhia, José Carlos Grubisich. Conforme o executivo, Estado e município foram bastante receptivos ao projeto e, sim, houve desafios, especialmente de mão de obra, diante da existência de alguns projetos concorrentes - fora do setor, a Petrobras pretende instalar uma fábrica de fertilizantes na cidade.

Assim como acontece com os atrativos, os desafios das novas fronteiras são, de maneira geral, comuns. Escassez de mão de obra especializada, falta de entendimento por parte da população local do que é um empreendimento desse porte e a adaptação de clones de eucalipto ao solo aparecem como pontos de atenção da indústria. Para instalar uma fábrica no Tocantins até 2018, por exemplo, a Braxcel desenvolveu 18 campos experimentais e testou 100 diferentes clones, utilizando diversos tipos de manejo florestal. Ao fim, foram selecionadas 15 matrizes.

A caminho de iniciar a operação de uma nova fábrica no Maranhão e com planos já declarados para o Piauí, a Suzano valeu-se do conhecimento da área para levar adiante o investimento. "No Maranhão, desenvolvemos pesquisas desde a década de 80", afirma o diretor de Operações da companhia, Ernesto Pousada. "Esse é um desafio que pode se tornar uma vantagem competitiva", diz. Naquele Estado, a Suzano comprou da Vale quase 85 mil hectares de plantações. Já no Piauí, a empresa teria encontrado dificuldades com o solo seco, informação que não é confirmada pelo executivo. "Há um processo de aprendizagem, mas nada que seja relevante", garante. Para Pousada, Centro-Oeste e o norte do Nordeste correspondem, de fato, à nova fronteira para a indústria pelos próximos dez ou 15 anos.

Fora do país, afirma Farinha, da Pöyry, a China ensaia a constituição de uma indústria local de celulose e a África oferece condições de clima e solo "interessantes" à cultura do eucalipto. A consagração desses países como polos produtivos, contudo, é assunto de longo prazo. "Há grandes dificuldades nessas regiões e ainda não está claro como serão enfrentadas", afirma. Ainda assim, há tentativas por parte da indústria. A Portucel, por exemplo, pretende se estabelecer no norte de Moçambique, mas não espera iniciar a produção antes de 2022.

ANTT seleciona empresas para fazer estudo sobre trem entre Brasília e Goiânia

17/01/2013 - ANTT

Seis consórcios liderados por empresas brasileira, espanhola, francesa e portuguesa foram selecionadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para apresentar propostas para a realização de estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental – EVTEA . Este é o estudo básico que permitirá a licitação, dentro de pouco mais de um ano, da construção do trem de média velocidade, para carga e passageiros, no trecho entre Brasília e Goiânia.
No final do ano passado a ANTT recebeu manifestação de interesse de 41 empresas interessadas em participar deste projeto. Até o início de março deste ano, os seis consórcios selecionados apresentarão proposta técnica e financeira para a realização do referido EVTEA, das quais uma será selecionada.
Esta iniciativa faz parte do convênio assinado pela ANTT e o Banco Mundial, no valor de R$ 5,5 milhões, que financiará os estudos para a implantação do trem de média velocidade de passageiros e cargas no corredor Brasília-Anápolis-Goiânia.

Projeto de trem regional é apresentado para investidores pelo governo do SP

31/01/2013 - Agência Brasil

São Paulo - Intenção do Governo do Estado é atrair investimentos de US$ 9,2 bilhões para retirar carros das grandes rodovias que chegam à capital paulista...

O governo de São Paulo anunciou plano para o transporte sobre trilhos durante um roadshow na Inglaterra. Foi apresentado projeto para construção de uma ampla rede de 416 quilômetros em cinco linhas que ligarão diversas cidades a um raio de pouco mais de 100 quilômetros da capital paulista.

O roadshow tem como meta atrair investimentos internacionais para projetos de Parceria Público-Privada (PPP). Ao todo, 8 projetos foram apresentados.

No caso da rede sobre trilhos, o objetivo é atrair investimentos de US$ 9,2 bilhões para retirar carros das grandes rodovias que chegam à capital paulista, como a Anhanguera, a Bandeirantes, a Dutra, a Ayrton Senna, a Anchieta e a Imigrantes.

As cinco linhas seriam construídas em Parceria Público Privada: São Paulo - Sorocaba, São Paulo - ABC, São Paulo - Campinas, São Paulo - São José dos Campos e ABC - Santos, que permitirá a ligação entre São Paulo e Santos. Diferentemente do sistema atual operado pela CPTM na Grande São Paulo, as novas linhas terão menos estações e trens mais modernos e rápidos - a velocidade máxima chegará a 160 km/h.

Implementação

As linhas serão implantadas em três fases. A primeira prevê a ligação entre a capital e o ABC, com estações em São Caetano do Sul, Santo André e Mauá, e também entre São Paulo e Jundiaí. Na segunda fase, será construído o ramal do ABC até Santos, o trecho entre Jundiaí e Campinas - com ligação até Americana - e a linha entre a capital e Sorocaba. A última fase prevê a rota entre São Paulo e São José dos Campos, com extensão até Taubaté.

Segundo o vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos, responsável por apresentar o roadshow, "465 mil pessoas devem usar os trens regionais quando o sistema estiver pronto".

Construção de terminal ferroviário de Rondonópolis em fase final

31/01/2013 - A Tribuna

O Complexo Intermodal de Rondonópolis prevê investimentos de R$ 700 milhões, devendo ocupar 400 hectares.

A tão esperada ferrovia já é uma realidade em Rondonópolis. A construção dos trilhos está concluída e a composição de trem já circula frequentemente no município, mas sem transporte comercial de cargas. A expectativa agora está no término da construção do terminal ferroviário, chamado de Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), localizado junto à BR-163, a 25 quilômetros do perímetro urbano.

A previsão de conclusão das obras básicas do terminal ferroviário é para o final de março de 2013. No entanto, as constantes chuvas têm dificultado os serviços no momento. A data da inauguração oficial ainda não está definida, pois depende da obtenção da licença de operação, segundo informações repassadas pela concessionária responsável pela ferrovia, a América Latina Logística (ALL).

As obras têm gerado oportunidades para muitas pessoas em Rondonópolis. Atualmente, estão atuando diretamente no terminal em torno de 520 colaboradores. As obras que estão em fase final de execução são a tulha de carregamento, a moega, o armazém, o pátio de estacionamento e de classificação. A empresa informa que a terraplanagem do complexo e todo o sistema de drenagem subterrânea estão concluídos. Contudo, no local pode-se constatar que ainda há serviços de drenagem a serem feitos.

O Complexo Intermodal de Rondonópolis prevê investimentos de R$ 700 milhões, devendo ocupar 400 hectares. Haverá um centro comercial, pátio para estacionamento de caminhões e um posto de abastecimento. O terminal deve começar a funcionar sem o centro comercial. No centro comercial está prevista a construção futuramente de um shopping center, para atender tanto caminhoneiros como a população da região de Rondonópolis, com lojas comerciais e de serviços, praça de alimentação, setor de serviços públicos e um hotel com 100 quartos.

O posto de abastecimento comportará circulação de 1,5 mil caminhões/dia, oferecendo serviços de borracharia, oficina e conveniência. A ALL informa que o pátio de estacionamento, com área de 162 mil metros quadrados, terá em sua operação uma pré-triagem dos caminhões para facilitar entrada e saída de caminhões e de pessoas, além de possuir em sua infraestrutura, áreas de apoio para motoristas com banheiros equipados com áreas de banho e uma área de refeitório.

Noble – Ao lado do terminal, a construção de uma grande indústria – da Noble – chama a atenção. Será uma das maiores indústrias de Rondonópolis, voltada para o processamento de soja e biodiesel. O investimento anunciado foi de R$ 330 milhões aproximadamente. A unidade também terá carregamento ferroviário. A capacidade de esmagamento de soja será de 4 mil toneladas/dia. A capacidade de produção de biodiesel será de 160 mil toneladas/ano. A capacidade de produção de farelo de soja e pellet de casca de soja será de 1,040 milhão de toneladas ao ano.

Fonte: A Tribuna/MT

São José dos Campos terá uma estação do Trem de Alta Velocidade

25/01/2013 - R3

A prefeitura de São José dos Campos e a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), do Governo Federal, anunciaram na quarta-feira, dia 23, a inclusão de uma estação em São José dos Campos no projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV).

Na avaliação da equipe técnica da prefeitura de São José, o ideal é que essa estação seja mais próxima possível do aeroporto, permitindo a integração com o transporte aéreo e a estrutura viária da região.


Os novos estudos para avaliar os locais disponíveis e propor alternativas viáveis serão feitos pelas secretarias de Transportes e Planejamento. Segundo o presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, ainda este mês será publicado o edital para a contratação de uma empresa para gerenciar o projeto de engenharia, o que deve ocorrer até março.

De acordo com o projeto, o TAV terá 511 quilômetros de extensão, ligando os municípios de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O trem terá velocidade máxima de cerca de 300 km/h. Além da estação em São José, também já está confirmada uma estação em Aparecida.

A primeira etapa do projeto compreende a implantação dos sistemas de sinalização, eletrificação e comunicação, proteção acústica, operação e manutenção do sistema.

A licitação para a contratação das empresas que farão as obras de infraestrutura será aberta no primeiro semestre do ano que vem, para que as obras sejam concluídas até 2019 e o trem entre em operação em 2020.

O presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, que participou da coletiva, disse que ainda este mês será publicado o edital para a contratação de uma empresa para gerenciar o projeto de engenharia.

Informações: portalr3.com.br

Projeto do primeiro Trem Bala do país é refeito

08/01/2013 - Estado de Minas

Entre idas e vindas, críticas e lobbies contrários de vários segmentos, o governo tirou da gaveta e refez o projeto do primeiro trem-bala brasileiro. O edital do Trem de Alta Velocidade (TAV) para os 511 quilômetros ligando as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro está nas ruas novamente. Além de ser um marco para o setor, se concluído, o TAV será um divisor de águas no transporte aéreo entre as duas maiores capitais do país, na avaliação de especialistas.
Com velocidade de até 350 km/h e a possibilidade de fazer uma viagem entre Rio e São Paulo em 99 minutos, o TAV concorrerá diretamente com a ponte aérea, que hoje leva muito mais que os "tradicionais" 45 minutos de voo, sem contar as longas esperas no embarque, desembarque e até na esteira de bagagens, o que torna a viagem bem mais demorada.

O presidente da estatal Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, reconhece que nas rotas onde o trem-bala entrou em outros países, o transporte aéreo desapareceu. "Foi assim nos trechos Osaka-Tóquio, Paris-Lion, por exemplo", afirma. O responsável pela empresa que terá participação de 45% no consórcio que vencer o leilão assegura que as companhias aéreas não fizeram lobby contra o trem-bala. No entanto, ele admite que o tempo de deslocamento estipulado no edital considera a competição do TAV com o avião e não com o ônibus que viaja pela Nova Dutra, rodovia privada que liga as duas capitais.

Figueiredo destaca algumas das principais vantagens do trem bala na comparação com o transporte aéreo: a pontualidade e a previsibilidade. O passageiro sabe exatamente a que horas o trem sai e chega no destino, coisa rara hoje em dia nos aeroportos brasileiros. Além disso, a tarifa máxima prevista no edital do TAV é de R$ 250 (em valores de dezembro, corrigidos pela inflação oficial), na classe econômica. Esse será o preço do bilhete comprado na hora do embarque. "As empresas aéreas cobram R$ 1 mil ou mais para quem chega ao balcão e precisa viajar imediatamente", conta.

Apesar de o projeto ser da década de 1970, Figueiredo diz que a retomada do TAV começou em 2009, quando a presidente Dilma Rousseff ainda chefiava a Casa Civil do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Naquela época, o projeto do TAV foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entretanto, ficou apenas no papel. A intenção do governo era de que a obra ficasse pronta para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Mas os atrasos na preparação do edital e o desinteresse dos investidores comprometeram os prazos. O leilão foi adiado duas vezes, em abril de 2011, e, depois, em julho do mesmo ano, prejudicando o cronograma inicial. A previsão agora é que ele só entrará em operação em 2020, se não ocorrerem mais contratempos.

Polêmicas

No meio desse caminho tortuoso, houve muita polêmica em relação ao custo do projeto e aos riscos do empreendimento para o setor privado. Enquanto o governo apostava em R$ 33 bilhões, alguns especialistas afirmavam que poderia custar o dobro, ou mais, e ninguém queria assumir o risco sozinho. Diante da falta de interessados, o Executivo foi obrigado a rever o modelo e dividir o leilão em duas partes. A primeira etapa, para o fornecedor da tecnologia, que também será o operador do sistema, e a segunda, para a construção da via. Além disso, aumentou a sua participação no projeto para tentar atrair mais interessados. Hoje, a expectativa é que o investimento chegue a R$ 35 bilhões, sendo R$ 7,7 bilhões na primeira etapa, e R$ 27,5 bilhões nas obras.

A EPL terá 45% de participação e não mais 33% como estava no edital anterior ao publicado em dezembro passado. Outra mudança no edital é que o trem-bala só entrará em operação quando os 511 km que ligam o Rio a Campinas sejam concluídos. Relançado em 13 de dezembro de 2012, após o fracasso de julho de 2011, o edital do TAV prevê o leilão para 19 de setembro deste ano. "Essas mudanças foram importantes para minimizar os riscos dos investidores. E acredito que o prazo até setembro será adequado para que os fabricantes se mobilizem na formação dos consórcios", comenta o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate.

Retomada em Minas

Além do Trem de Alta Velocidade (TAV) ligando grandes centros urbanos, o transporte ferroviário regional de passageiros também começa a voltar aos trilhos com a retomada de projetos antigos. A privatização da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), na década de 1990, praticamente extinguiu essa modalidade. A carga, mais rentável para os concessionários que assumiram a malha totalmente sucateada, que causava prejuízo diário de US$ 1 milhão, ocupou o espaço do passageiro.

Atualmente, esse tipo de transporte é executado em pouquíssimos trechos da malha de 28 mil quilômetros. De acordo com dados do Ministério dos Transportes, 2,3 milhões de pessoas foram transportadas em 2011 no pouco mais de 855 quilômetros de trilhos estão destinados ao turismo, como o de São João Del Rei a Tiradentes e o de Ouro Preto a Marinana, em Minas; o do bondinho do Corcovado, no Rio de Janeiro, e o de Curitiba a Paranaguá, no Paraná. Especialistas indicam que hoje os trens regionais em operação hoje levam cerca de 5 milhões pessoas por ano, ou seja, 5% do volume anual transportado na década 1960, quando chegou a 100 milhões no auge do setor.

Vários projetos começam a ser retomados a partir de um levantamento feito pelo Ministério dos Transportes em 2002. O diretor de Planejamento do órgão, Francisco Costa, conta que o órgão identificou 64 trechos potenciais para a implementação de trens regionais, em trajetos de até 200 quilômetros e em cidades com mais de 100 mil habitantes. Desse total, 16 projetos foram selecionados e nove estão com seus estudos em curso. Entre os mais adiantados, três estão concluídos: Londrina-Maringá (PR); Bento Gonçalves-Caxias do Sul (RS) e Belo Horizonte-Ouro Preto/Conselheiro Lafaiete, incluindo Sete Lagoas, Divinópolis e Brumadinho. Outros quatro devem ser finalizados neste mês ou até abril: Pelotas-Rio Grande (RS), Salvador-Conceição da Feira-Alagoinhas (BA); Codó-Teresina-Altos (MA-PI) e São Luís-Itapecurú-Mirim (MA).

Fonte: Estado de Minas
Publicada em:: 08/01/2013