terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ex-dirigente da Valec é denunciado por desvios na Norte-Sul

19/12/2013 - Folha de São Paulo

A investigação foi feita em conjunto com o Ministério Público em Goiás e buscou identificar o patrimônio considerado suspeito de Juquinha e sua família, que chega a R$ 60 milhões.

Por Fernando Mello | Curta nossa página no facebook

O Ministério Público Federal denunciou o ex-presidente da Valec José Francisco das Neves, o Juquinha, outros ex-diretores do órgão e integrantes da construtora Odebrecht por desvios nas obras da Ferrovia Norte-Sul no Tocantins.

A Valec é o órgão responsável pelas ferrovias federais. A licitação do trecho de Tocantins foi vencida pela Odebrecht, mas a empreiteira rescindiu o contrato após 50% da obra. O valor total do trecho é de R$ 348 milhões.

De acordo com a denúncia, foi identificado um sobrepreço de R$ 37 milhões. "Avulta a intensidade do dolo dos acusados quando se tem em mente que o próprio orçamento-base constante no edital já vinha recheado de valores que beneficiavam as empresas em detrimento do erário", escreveu o procurador Rodrigo Luiz Santos.

Segundo a denúncia, Juquinha, o ex-diretor de engenharia da Valec e o presidente da comissão de licitação, "pretendendo manipular a licitação", inseriram no edital itens que restringiram a concorrência, "facilitando a manobra de favorecer determinada empresa e possibilitar o desvio de recursos".

O Ministério Público Federal ainda acusa a Odebrecht de fazer subcontratações irregulares. Empreiteiras menores procuraram a Procuradoria e levaram notas fiscais.

A Odebrecht, segundo o Ministério Público, entregou partes da obra às empreiteiras Rio Tranqueira, Alja e VCK, que fizeram a construção por um preço menor.

"A construtora locupletou-se indevidamente de verbas federais à medida que pagava às subcontratadas valores bem menores do que os recebidos pela Valec pelos mesmos serviços", afirmou o procurador. No total, a diferença com as subcontratações foi de R$ 5,4 milhões.

"A fraude ganha ares de peculato quando se verifica que dela tomaram parte os funcionários da Valec, justamente aqueles responsáveis pela fiscalização das obras, os quais, mesmo cientes das subcontratações, omitiram-se dolosamente, deixando que a construtora lucrasse com os pagamentos reduzidos efetuados às suas subcontratadas", diz Santos.

Estatal que cuida das ferrovias, a Valec foi alvo de denúncias durante a gestão de Juquinha, que deixou o cargo em meio à faxina promovida pela presidente Dilma Rousseff no Ministério dos Transportes, em 2011.

Em 2012, Juquinha chegou a ser preso pela Polícia Federal devido a investigação da Operação Trem Pagador.

A investigação foi feita em conjunto com o Ministério Público em Goiás e buscou identificar o patrimônio considerado suspeito de Juquinha e sua família, que chega a R$ 60 milhões. Seis meses depois, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região anulou as escutas telefônicas da PF.

Outro lado

A Odebrecht negou, por meio de sua assessoria de imprensa, ter participado de qualquer procedimento ilegal na licitação.

"A empresa esclarece que participou da licitação concorrendo com diversas outras empresas, tendo vencido por apresentar o menor preço", afirmou a empresa, por meio de nota.

A empreiteira disse que as empresas foram subcontratadas para realização de serviços específicos, "o que é prática comum". Disse ainda que os preços pagos estavam de acordo com os praticados pelo mercado.

A Odebrecht informou que move uma ação na Justiça contra a Valec, por prejuízos no trecho da investigação, "em que também pleiteia o pagamento de valores indevidamente retidos relacionados a serviços executados".

A Valec afirmou que sempre busca atender as recomendações dos órgãos de controle, "o que ocorreu no caso em fomento como forma de preservar a imagem da empresa e a continuidade dos trabalhos".

Sobre a denúncia do Ministério Público Federal, a estatal disse que aguarda uma comunicação oficial, o que ainda não ocorreu.

Desde sexta-feira, o advogado de José Francisco das Neves não responde aos e-mails e aos telefonemas. Em outras investigações sobre a Norte-Sul, ele disse que as perícias feitas nas obras seguiram parâmetros equivocados e negou irregularidades.

Fonte: Boainformacao.com.br - Autoria: Folha.com.br

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Dilma vai privatizar só 2 dos 12 trechos de ferrovias

16/12/2013 - O Globo

Investidores, bancos e o próprio TCU consideraram inconsistentes os anteprojetos encomendados para embasar os editais de concessão das ferrovias.

Dos 12 trechos de ferrovias lançados pelo governo há um ano e meio para serem privatizados com previsão de investimentos de R$ 56 bilhões nos primeiros cinco anos, só dois projetos deverão sair do papel até o fim do mandato de Dilma Rousseff: a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que liga Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO) e o trecho da Norte-Sul de Açailândia (MA) a Barcarena (PA), cujo projeto está sendo avaliado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Os demais serão reformulados pela iniciativa privada, o que deve demorar entre quatro e oito meses, segundo o ministro dos Transportes, César Borges.

Apesar de o governo assegurar a demanda pelas ferrovias, investidores, bancos e o próprio TCU consideraram inconsistentes os anteprojetos encomendados para embasar os editais de concessão das ferrovias. Com a precariedade dos estudos e incertezas de engenharia, o governo cedeu e decidiu aceitar ofertas de projetos privados, que serão avaliados para compor os editais dos mais de 10 mil quilômetros de ferrovias que restarão a ser licitados pelo Programa de Investimentos em Logística (PIL).

— Notamos que o anteprojeto de engenharia incomodava tanto o TCU quanto a iniciativa privada. Daremos a possibilidade de as empresas oferecerem estudos complementares — disse o ministro ao Globo.

Esta abertura para oferta de projetos pela iniciativa privada é chamada de manifestação de interesse, com amparo legal no Decreto 5.977/2006. O modelo já foi adotado para a reformulação dos projetos das rodovias BR-040 e BR-116, em Minas Gerais, nos quais a Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) ofereceu novos estudos.

Segundo Borges, os novos projetos só serão concluídos em período que pode chegar a oito meses, a partir do próximo ano, quando os editais de manifestação de interesse começarão a ser publicados. Depois de concluídos, os estudos precisam ser validados pelo governo e aprovados pelo TCU.

— Queremos fazer da maneira mais rápida, mas também da forma mais realista — observou o ministro.

Para um executivo da iniciativa privada, a abertura para nova análise dos projetos leva ao caminho certo e, apesar de atrasos, é melhor ter um projeto consistente e que não implique readequações futuras.

— Em se tratando de concessões de 35 anos, mais alguns meses não podem ser considerados um atraso — disse o interlocutor.

Fonte: O Globo 

Governo quer ao menos uma concessão de ferrovia em 2013

29/12/2013 - Agência Estado

De acordo com Borges, há uma variedade de projetos para a escolha dos investidores do setor de infraestrutura, talvez até mesmo em um número acima da capacidade dos empresários em abraçar todos os empreendimentos.

Por Wladimir D'Andrade | Facebook

O ministro dos Transportes, César Borges, disse nesta segunda-feira, 28, que espera que 2013 termine com a realização de, ao menos, um trecho de ferrovia. De acordo com ele, seria a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que liga Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO), necessária para melhorar o escoamento da produção agrícola até os portos do País. "Esperamos fazer ao menos uma concessão em 2013", disse.

Borges afirmou que as empresas gastam, em média, 13% do faturamento com logística e que, para reduzir esse montante, é preciso diminuir a dependência do modal rodoviário para desenvolver, por exemplo, ferrovias. "Atualmente temos um sistema monopolista de ferrovias, com pressão de demanda e oferta extremamente limitada, por isso estamos tentando erguer um sistema que possa desenvolver o modal ferroviário no País", disse o ministro durante evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na capital paulista.

Ele destacou os projetos de infraestrutura que estão sendo oferecidos à iniciativa privada por meio das concessões federais. De acordo com Borges, há uma variedade de projetos para a escolha dos investidores do setor de infraestrutura, talvez até mesmo em um número acima da capacidade dos empresários em abraçar todos os empreendimentos. "Temos um cardápio variado de concessões para investidores de infraestrutura", disse. "Talvez até em excesso", completou.

Fonte: Agência Estado/A Tarde On Line

Ferrovia chegará a Cuiabá e pode transportar passageiros

24/11/2013 - Cenário MT

O secretário de Logística Intermodal de Transporte, Francisco Vuolo (PP), acredita que a ferrovia até Cuiabá vai sair do papel. De acordo com ele, a classe política está empenhada em viabilizar a obra e a iniciativa já tem avanços significativos como, por exemplo, o termo de compromisso assinado entre a Valec – responsável pelas obras da Ferronorte –, a ANTT e o DNIT, em 2011, a fim de dar andamento nos estudos.

Nesta primeira etapa, as análises são feitas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e, até agora, um relatório foi entregue, sendo que o segundo, já com o desenho do traçado do trecho, será concluído neste ano.

Mais do que atender a expectativa do setor produtivo no Estado, há também a possibilidade de que a ferrovia faça o transporte de passageiros pelo menos no trecho de Cuiabá a Rondonópolis. "Esse é um avanço importante que nós conseguimos. A ferrovia avança até porque foi desenhado pelo governo federal um novo modelo de concessão, um novo marco regulatório", explicou.

Dessa forma, a ferrovia deixa de ser um monopólio, hoje concentrada nas mãos da América Latina Logística (ALL). Assim, conforme o secretário, se um empreendedor, que tiver uma locomotiva, quiser adquirir vagões ele vai poder colocar isso nos trilhos e levar de Cuiabá até o Porto de Santos.

Em relação a outras prioridades, o secretário cita a ferrovia da integração Centro-Oeste, a Fico (com 1 mil km), do trecho Campinorte (GO) a Lucas do Rio Verde – com previsão para ser lançado em 2019. A expectativa é de que o processo licitatório comece em dezembro, sendo que o início do processo depende apenas de um parecer do TCE. O investimento total previsto para a Fico é de R$ 6,5 bilhões.

Vuolo também destacou a viabilização da ferrovia Senador Vuolo, inaugurada em setembro pela presidente Dilma Rousseff (PT). Com investimento de R$ 150 milhões, apenas da ALL é o maior da América Latina, com condições de carregar duas composições ao mesmo tempo. A projeção é que a ferrovia receba mais R$ 450 milhões de empresas da iniciativa privada que estão se instalando no complexo. "Esse é um terminal potente que vai agregar, em termos de transporte, pelo menos mais 5 a 7 milhões de toneladas a serem transportadas já na próxima safra", ressalta.

O terminal tem capacidade estática para armazenagem é de 60 mil toneladas, no entanto, esse tópico faz parte de outras ações desencadeadas pela secretaria. "Estamos trabalhando outra ação forte dentro do Estado especificamente para garantir a armazenagem de um modo geral e dar condições melhores para os produtores rurais", reforça. A pasta vem dialogando com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller (PMDB), juntamente com a Conab, para viabilizar os trabalhos.

Fonte: Cenário MT
Publicada em:: 24/11/2013

sábado, 21 de dezembro de 2013

TAV permanece na "linha de projetos" da União

12/12/2013 - Valor Econômico

O ministro dos Transportes, César Borges, disse ontem que o Trem de Alta Velocidade (TAV), que interligará as cidades de Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, continua na "linha de projetos" do governo que precisam sair do papel.

"O trem de alta velocidade está nos projetos. Como este ano só tivemos um interessado em participar da licitação, o governo achou por bem adiar o processo de licitação que escolheria a tecnologia a ser usada na operação", disse Borges, em audiência pública Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.

O ministro afirmou que somente a Alstom se interessou em participar da licitação que seria realizada em setembro deste ano. Desde a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo tem tentado licitar o projeto, que já acumula diversos adiamentos.

Durante a audiência, o ministro frisou ainda ser um "adepto" da adoção do modelo de trem de alta velocidade no Brasil. Do contrário, disse ele, a ligação das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo terão que contar com novas alternativas de aeroportos e rodovias de alta capacidade para garantir o atendimento da demanda futura de fluxo de passageiros.

Borges questionou o fato de outros países como China, Espanha, França Alemanha, Japão e Coreia do Sul contarem com trens de alta velocidade em operação e o Brasil não. "Acho que é um avanço tecnológico para o Brasil. Temos que pensar grande, pensar no futuro", ressaltou.

Segundo estudos do governo, o trem-bala terá investimentos de R$ 35,6 bilhões, a preços de 2008. Após sucessivos adiamentos, o modelo de licitação passou por adaptações que levaram o leilão ser dividido em duas etapas.

Na primeira fase será escolhida a empresa detentora da tecnologia, que vai operar o trem por 40 anos, ficando responsável pelo investimento de R$ 8,7 bilhões. Em seguida, será feita a segunda etapa do leilão para a escolha das empresas que realizarão obras de infraestrutura (pontes, viadutos, túneis e via permanente), que consumirá R$ 26,9 bilhões, a preços de 2008.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Projeto Centro-Oeste Competitivo aponta 3 eixos logísticos prioritários no MS

30/10/2013 - A Crítica

Para o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, o Centro-Oeste Competitivo aponta a necessidade de integralidade, de forma a beneficiar todos os Estados.

Por Lúcio Borges

Hidrovia Rio Paraguai, ALL Malha Oeste, no trecho entre Corumbá e Campo Grande, e Ferroeste, no trecho Maracaju e Dourados (MS) com Guaíra (PR) e Paranaguá (PR), foram apontados como os três eixos logísticos prioritários para receber investimentos até 2020 em Mato Grosso do Sul com o objetivo de garantir o escoamento ágil e eficiente da produção estadual, conforme levantamento do Projeto Centro-Oeste Competitivo, que teve a divulgação oficial da conclusão feita nesta terça-feira (29/10), em Brasília (DF), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Confederação da Agricultura e Pecuário do Brasil (CNA), em parceria com as federações da indústria e da agricultura e pecuária da região.

"De posse desses resultados, o próximo passo agora é preparar a equipe técnica para buscarmos alinhamento com o setor privado e conseguirmos investidores por meio de PPPs (Parcerias Público Privadas) para implantarmos as ações propostas no projeto, uma vez que o diagnóstico dos problemas e as possíveis soluções foram apenas a primeira fase do Centro-Oeste Competitivo", declarou o presidente da Fiems, Sérgio Longen, que falou em nome das federações da indústria e da agricultura e pecuária dos três Estados do Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) mais Distrito Federal. "A apresentação desses dados demonstra a união do Centro-Oeste em busca de soluções integradas para os gargalos existentes na região", reforçou, completando que no dia 11 de novembro a Fiems e a Famasul farão, em Campo Grande (MS), a apresentação dos dados com foto apenas em Mato Grosso do Sul.

Sérgio Longen acrescentou que apenas com a implementação das soluções apresentadas no Projeto será possível a manutenção dos índices elevados de crescimento registrados por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. "O grande desafio agora é manter a parceria construída pelo setor produtivo, pois temos hoje em mãos uma ferramenta ideal para avançarmos na direção da melhoria da competitividade dos nossos produtos, mas, para isso, precisamos concretizar as soluções propostas", reforçou.

Para o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, o Centro-Oeste Competitivo aponta a necessidade de integralidade, de forma a beneficiar todos os Estados. "Esse projeto fará, a partir da implementação desses dados, uma modificação da noite para o dia em relação à competitividade dos produtos nos mercados mundiais. Mato Grosso do Sul já tinha seus projetos, mas a Fiems e a Famasul lideraram esse estudo de integralidade em todos os modais dos Estados do Centro-Oeste, fazendo com que essa nossa integração possa ser mais benéfica ainda a todos eles e em especial a Mato Grosso do Sul", avaliou.

Fonte: A Crítica

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Governo quer ao menos uma concessão de ferrovia em 2013

29/10/ 2013 - Agência Estado

De acordo com Borges, há uma variedade de projetos para a escolha dos investidores do setor de infraestrutura, talvez até mesmo em um número acima da capacidade dos empresários em abraçar todos os empreendimentos.

Wladimir D'Andrade

O ministro dos Transportes, César Borges, disse nesta segunda-feira, 28, que espera que 2013 termine com a realização de, ao menos, um trecho de ferrovia. De acordo com ele, seria a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que liga Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO), necessária para melhorar o escoamento da produção agrícola até os portos do País. "Esperamos fazer ao menos uma concessão em 2013", disse.

Borges afirmou que as empresas gastam, em média, 13% do faturamento com logística e que, para reduzir esse montante, é preciso diminuir a dependência do modal rodoviário para desenvolver, por exemplo, ferrovias. "Atualmente temos um sistema monopolista de ferrovias, com pressão de demanda e oferta extremamente limitada, por isso estamos tentando erguer um sistema que possa desenvolver o modal ferroviário no País", disse o ministro durante evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na capital paulista.

Ele destacou os projetos de infraestrutura que estão sendo oferecidos à iniciativa privada por meio das concessões federais. De acordo com Borges, há uma variedade de projetos para a escolha dos investidores do setor de infraestrutura, talvez até mesmo em um número acima da capacidade dos empresários em abraçar todos os empreendimentos. "Temos um cardápio variado de concessões para investidores de infraestrutura", disse. "Talvez até em excesso", completou.

Fonte: Agência Estado/A Tarde On Line

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Dilma vai privatizar só 2 dos 12 trechos de ferrovias

15/12/2013 - O Globo

Dos 12 trechos de ferrovias lançados pelo governo há um ano e meio para serem privatizados com previsão de investimentos de R$ 56 bilhões nos primeiros cinco anos, só dois projetos deverão sair do papel até o fim do mandato de Dilma Rousseff: a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que liga Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO) e o trecho da Norte-Sul de Açailândia (MA) a Barcarena (PA), cujo projeto está sendo avaliado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Os demais serão reformulados pela iniciativa privada, o que deve demorar entre quatro e oito meses, segundo o ministro dos Transportes, César Borges.

Apesar de o governo assegurar a demanda pelas ferrovias, investidores, bancos e o próprio TCU consideraram inconsistentes os anteprojetos encomendados para embasar os editais de concessão das ferrovias. Com a precariedade dos estudos e incertezas de engenharia, o governo cedeu e decidiu aceitar ofertas de projetos privados, que serão avaliados para compor os editais dos mais de 10 mil quilômetros de ferrovias que restarão a ser licitados pelo Programa de Investimentos em Logística (PIL).

— Notamos que o anteprojeto de engenharia incomodava tanto o TCU quanto a iniciativa privada. Daremos a possibilidade de as empresas oferecerem estudos complementares — disse o ministro ao Globo.

Esta abertura para oferta de projetos pela iniciativa privada é chamada de manifestação de interesse, com amparo legal no Decreto 5.977/2006. O modelo já foi adotado para a reformulação dos projetos das rodovias BR-040 e BR-116, em Minas Gerais, nos quais a Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) ofereceu novos estudos.

Segundo Borges, os novos projetos só serão concluídos em período que pode chegar a oito meses, a partir do próximo ano, quando os editais de manifestação de interesse começarão a ser publicados. Depois de concluídos, os estudos precisam ser validados pelo governo e aprovados pelo TCU.

— Queremos fazer da maneira mais rápida, mas também da forma mais realista — observou o ministro.

Para um executivo da iniciativa privada, a abertura para nova análise dos projetos leva ao caminho certo e, apesar de atrasos, é melhor ter um projeto consistente e que não implique readequações futuras.

— Em se tratando de concessões de 35 anos, mais alguns meses não podem ser considerados um atraso — disse o interlocutor.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Túnel de 30 km deve abrigar trem que vai ligar São Paulo a Santos

09/12/2013 - Via Trólebus

Segundo os estudos, foram analisadas 3 opções, sendo que a considerada mais viável, e provavelmente a escolhida será uma ferrovia que com um túnel de 30 Km.


A CPTM divulgou recentemente a conclusão de estudos para implantação do trem Regional que vai ligar a Capital Paulista a Santos, e diferentemente do que se pensava, a via férrea não vai seguir pelo traçado de Paranapiacaba. Segundo os estudos, foram analisadas 3 opções, sendo que a considerada mais viável, e provavelmente a escolhida será uma ferrovia que com um túnel de 30 Km.

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Traçado

A nova linha deve sair da futura estação São Carlos, que será erguida para os trens da Linha 10 Turquesa da CPTM, que também terá integração para Linha 6 laranja do Metrô. Após o local, o trem seguirá paralelo ao Expresso ABC até a estação Prefeito Celso Daniel – Santo André. Posteriormente a ferrovia segue por um túnel de 30 Km, Serra do Mar abaixo até a cidade de São Vicente e depois chegando a Santos. De acordo com a CPTM, tal opção apresenta menores impactos ambientais, melhor opção para maior desempenho, porem com um maior custo em relação a opção de seguir pelo traçado original dos trens de carga que descem pelo sistema de cremalheira, de Paranapiacaba, até Cubatão. Esta última foi considerada desfavorável ambientalmente em relação as demais alternativas, e desempenho inferior, além de ter riscos consideráveis para implantação e operação. A terceira opção, descartada, propunha o traçado do trem paralelo a Linha 9 esmeralda, pela marginal Pinheiros até a futura estação Varginha, seguindo pela linha ferroviária existente até Evangelista de Souza, descendo pelo ramal Mairinque-Santos. Mas a ferrovia possui grande movimento de trens cargueiros. O trem regional deve ter integração com o VLT de Santos.

Operação

A bitola usada para ferrovia será a de 1.435 mm e o tempos de viagem entre São Paulo/ABC será de 13 minutos. Já entre

São Paulo/São Vicente será de 30 minutos e São Paulo e Santos de 35 minutos. O intervalo entre trens no pico poderá ser de 15 Minutos, e a linha terá 88 Viagens por dia. Os trens terão 3 carros, sendo dois motorizados e um reboque. Cada carro será equipado com 4 motores. Cada composição terá a capacidade de 184 passageiros sentados. Estão previstos banheiros nos trens (mínimo de 2 conjuntos por composição), som interno e instalações para serviços de bordo. Os trens devem atingir a velocidades de 180 km/h.

Os estudos apontam ainda que o modal trará alivio do carregamento do Sistema Anchieta – Imigrantes, diminui o tempo de viagem nos deslocamentos São Paulo – Santos/São Vicente/Cubatão/Praia Grande, reduz as emissões veiculares, gases de efeito estufa e acidentes.

O banho de água fria é que não existe previsão para inicio das obras, muito menos de operação.

Fonte: Via Trolebus

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Ferrovia chegará a Cuiabá e pode transportar passageiros

24/11/2013 - Cenário MT

O secretário de Logística Intermodal de Transporte, Francisco Vuolo (PP), acredita que a ferrovia até Cuiabá vai sair do papel. De acordo com ele, a classe política está empenhada em viabilizar a obra e a iniciativa já tem avanços significativos como, por exemplo, o termo de compromisso assinado entre a Valec – responsável pelas obras da Ferronorte –, a ANTT e o DNIT, em 2011, a fim de dar andamento nos estudos.

Nesta primeira etapa, as análises são feitas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e, até agora, um relatório foi entregue, sendo que o segundo, já com o desenho do traçado do trecho, será concluído neste ano.

Mais do que atender a expectativa do setor produtivo no Estado, há também a possibilidade de que a ferrovia faça o transporte de passageiros pelo menos no trecho de Cuiabá a Rondonópolis. "Esse é um avanço importante que nós conseguimos. A ferrovia avança até porque foi desenhado pelo governo federal um novo modelo de concessão, um novo marco regulatório", explicou.

Dessa forma, a ferrovia deixa de ser um monopólio, hoje concentrada nas mãos da América Latina Logística (ALL). Assim, conforme o secretário, se um empreendedor, que tiver uma locomotiva, quiser adquirir vagões ele vai poder colocar isso nos trilhos e levar de Cuiabá até o Porto de Santos.

Em relação a outras prioridades, o secretário cita a ferrovia da integração Centro-Oeste, a Fico (com 1 mil km), do trecho Campinorte (GO) a Lucas do Rio Verde – com previsão para ser lançado em 2019. A expectativa é de que o processo licitatório comece em dezembro, sendo que o início do processo depende apenas de um parecer do TCE. O investimento total previsto para a Fico é de R$ 6,5 bilhões.

Vuolo também destacou a viabilização da ferrovia Senador Vuolo, inaugurada em setembro pela presidente Dilma Rousseff (PT). Com investimento de R$ 150 milhões, apenas da ALL é o maior da América Latina, com condições de carregar duas composições ao mesmo tempo. A projeção é que a ferrovia receba mais R$ 450 milhões de empresas da iniciativa privada que estão se instalando no complexo. "Esse é um terminal potente que vai agregar, em termos de transporte, pelo menos mais 5 a 7 milhões de toneladas a serem transportadas já na próxima safra", ressalta.

O terminal tem capacidade estática para armazenagem é de 60 mil toneladas, no entanto, esse tópico faz parte de outras ações desencadeadas pela secretaria. "Estamos trabalhando outra ação forte dentro do Estado especificamente para garantir a armazenagem de um modo geral e dar condições melhores para os produtores rurais", reforça. A pasta vem dialogando com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller (PMDB), juntamente com a Conab, para viabilizar os trabalhos.

Fonte: Cenário MT
Publicada em:: 24/11/2013

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Ponto de ônibus hi-tech é instalado na Paulista

03/12/2013 - O Estado de São Paulo

Paradas terão telas sensíveis ao toque, estrutura única e mais publicidade

Caio do Valle - O Estado de S.Paulo
A exemplo do que vem ocorrendo em outras vias da cidade, os abrigos de ônibus da Avenida Paulista começaram a ser trocados. O passageiro encontrará estruturas mais modernas, hi-tech, com iluminação noturna e até telas sensíveis ao toque, mas terá de conviver com diversos painéis publicitários. As duas primeiras paradas reformadas - uma na frente do Parque Trianon, outra diante do Hospital Santa Catarina - serão entregues antes do Natal, segundo a São Paulo Obras (SPObras).

Até o fim de fevereiro, todos os 14 pontos da avenida serão renovados, conforme a empresa da Prefeitura responsável por gerenciar o contrato com a concessionária Otima, que monta e mantém os abrigos, podendo explorá-los comercialmente. O modelo adotado na Paulista, porém, é diferente da maioria dos pontos da capital.

Batizado de "minimalista com ginga" tem, além de bancos, apoio para os braços. Nele, os usuários também poderão usar telas touchscreen - cuja função não foi revelada pela empresa. A tecnologia será instalada "nos próximos meses, após definição de alguns detalhes do serviço", informou a Otima.

A concessionária e a SPObras garantem que o teto de vidro das estruturas vai proteger os usuários do sol forte. Esse foi o principal alvo de queixas nos primeiros abrigos alterados, que começaram a ser instalados no primeiro semestre. Inicialmente, vinham com uma cobertura transparente, que permitia que a luz entrasse direto no ponto. Depois, o problema foi corrigido com uma camada fosca.

No croqui divulgado para o abrigo do Parque Trianon contam-se oito espaços dedicados para a publicidade. É que, como os pontos da Paulista geralmente têm mais do que uma cobertura, multiplicam-se as oportunidades de exploração comercial do espaço. Hoje, cada abrigo isolado tem direito a duas propagandas.

Até agora, 1.219 abrigos já foram trocados na cidade, de um total de 6,5 mil. A meta da concessionária é substituir todos até 2015. Antes do fim da concessão de 25 anos, a empresa também terá de instalar mais mil abrigos e 2,3 mil totens na capital.

Wi-Fi. Por dois meses, os usuários de alguns pontos de ônibus da zona sul terão internet sem fio gratuita à disposição. Por enquanto, estão em três abrigos novos. Um deles fica na Avenida Ibirapuera, na frente do Hospital do Servidor. Os outros estão na esquina das Avenidas Juscelino Kubitschek e Faria Lima e na Avenida Doutor Chucri Zaidan, na frente do número 860. Trata-se de uma campanha publicitária da Mozilla Firefox e da Vivo.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Vale investirá US$ 3,2 bilhões em Carajás em 2014

03/12/2013 - Revista Ferroviária

O Conselho de Administração da Vale aprovou esta semana o orçamento de investimentos para 2014, incluindo dispêndios de US$ 9,3 bilhões para a execução de projetos e US$ 4,5 bilhões dedicados à manutenção das operações existentes, bem como US$ 0,9 bilhão para pesquisa e desenvolvimento.

Segundo a Vale, a principal iniciativa de investimento é a expansão da operação de Carajás, onde serão investidos US$ 3,2 bilhões.

A expansão da operação é formada pelos projetos S11D, que aumentará a produção de Carajás; CLN S11D, que prevê a construção do ramal ferroviário de 101 km; os projetos de Serra Leste; e o CLN 150, que permitirá a expansão da capacidade logística de Carajás para 150 milhões de toneladas métricas anuais (Mtpa), envolvendo a duplicação de 125 km da Estrada de Ferro Carajás e a construção de um terminal ferroviário.

A obra de construção do ramal ferroviário de 101 quilômetros que conectará a mina S11D, que fica na Serra Sul, a Estrada de Ferro Carajás já foi iniciada. O ramal ligará o pátio de estocagem da mina à ferrovia. Serão 85 km da linha principal e 16 km da pera ferroviária.

O ramal faz parte do projeto S11D para a expansão da capacidade logística do Sistema Norte, que compreende a duplicação da ferrovia, renovação da linha existente, terminal ferroviário, a construção do ramal e investimentos em instalações portuárias.

A empresa já conclui cinco trechos da duplicação da Estrada de Ferro Carajás. Esses trechos totalizam 63 quilômetros. O projeto é composto por 11 trechos ferroviários.

Após a duplicação e renovação da via existente, a EFC passará a utilizar os vagões GDU com capacidade para 37,5 t/eixo (150 toneladas total). A ferrovia já tem dois mil vagões GDU para 37,5 t/eixo, que estão sendo usados somente com 100 toneladas total por conta das características atuais da linha. Segundo o diretor de engenharia da Vale, Roberto de Biasi, por enquanto, esse é o único projeto da Vale com a capacidade de 37,5 t/eixo.

A renovação da linha existente engloba a troca de brita e reforços estruturais de pontes e viadutos e dos braços dos viradores de vagões do porto de Ponta da Madeira. A previsão é que parte do projeto esteja concluída no primeiro semestre de 2015 e a finalização seja em 2018.