quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Vale apresenta novo Trem de Passageiros à Imprensa

26/08/2015 - Marabá Notícias - Marabá/PA



Na próxima quarta-feira (2), a Vale apresenta à Imprensa o novo Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC). A visita técnica será realizada às 14h30 na Estação Ferroviária de Marabá, no Km 738, no Distrito Industrial.

A renovação do transporte de passageiros, que interliga os Estados do Pará e Maranhão, é considerada um marco para a Vale, pois este ano a empresa celebra 30 anos de operações da EFC e do Complexo Minerados de Carajás.

O trem, que percorre 27 municípios e povoados, sendo quatro no sudeste paraense e 23 no Maranhão, é utilizado por 1.300 pessoas por dia. Em média, por ano, são 350 mil pessoas beneficiadas com o transporte ferroviário. (Ascom/Vale)

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Novo trem de passageiros da EFC começa a operar em setembro

24/08/2015 - Jornal Pequeno - São Luis/MA

Um novo trem de passageiros começará a circular em setembro na Estrada de Ferro Carajás (EFC). A partir do dia 14/9, segunda-feira, quem embarcar em algum dos 15 pontos ao longo da malha atendidos pelo serviço terá a oportunidade de conhecer todas as novidades e funcionalidades dos novos carros. A renovação do transporte de passageiros, que interliga os estados do Maranhão e Pará, é um marco para a Vale pois este ano a empresa celebra 30 anos de operações da EFC.

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Carro da classe econômica do novo trem da EFC

Única empresa do país a oferecer o transporte ferroviário de passageiros em longa distância, a Vale investiu US$ 55,6 milhões na frota da EFC. Foram adquiridos 39 carros, dos quais 6 são executivos, 21 econômicos e 12 de serviços que incluem lanchonete, restaurante, especial para cadeirantes, bagageiro e gerador. Cada carro executivo da EFC tem capacidade para transportar 60 passageiros. Já nos econômicos haverá 79 lugares. Além disso, toda a composição conta com detector de fumaça, aumentando a segurança dos usuários.

Os vagões, que desembarcaram em São Luís (MA) no segundo semestre de 2014, obedecem a padrões europeus de qualidade. Mais modernos, os banheiros receberam novo layout e tecnologias voltadas a priorizar o uso sustentável dos recursos naturais, como a substituição do papel toalha por ar quente para a secagem das mãos. O sistema de descarga é a vácuo, semelhante ao utilizado na indústria da aviação, o que reduz o consumo de água. Os novos carros também são equipados com monitores de vídeo.

Os carros da classe executiva contam com sistema de som e iluminação individualizados para dar maior conforto e comodidade aos viajantes. Outro diferencial são as poltronas, mais confortáveis. As novidades contemplam também os carros-restaurante e cadeirante. O primeiro possui 72 lugares, o que representa um acréscimo de 56% em relação às composições que operam atualmente.

Segurança e conforto

O investimento prevê ainda um novo sistema de abertura e fechamento das portas externas, bem como as localizadas entre um carro e outro, que é automático. A travessia entre os carros também mereceu melhorias e ficará ainda mais segura e confortável.

Os novos carros de passageiros contam ainda com displays externos e internos, que exibem informações gerais sobre a viagem. Dados como destino e trajeto do trem, número dos carros, estações e paradas de embarque e de desembarque, entre outros, são algumas das orientações voltadas a facilitar ainda mais a viagem.

Responsabilidade Social

Com a entrada em operação da nova frota do trem de passageiros da Estrada de Ferro Carajás e a climatização de todos os carros, as pessoas que vendem alimentos às margens da ferrovia – as chamadas "bandequeiras" – deixarão de comercializar seus produtos na janela do trem. Para criar uma alternativa de renda que represente uma melhora na vida dessas pessoas, a Fundação Vale implantou o Programa AGIR EFC (Apoio à Geração e Incremento de Renda). Em parceria com instituições especializadas, a Fundação Vale está promovendo capacitações e auxiliando esse público na busca por novos mercados consumidores.

Centenas de famílias de seis municípios maranhenses foram beneficiadas no início deste processo. Foram criados 22 negócios sociais em seis municípios do Maranhão e um no Pará. Os benefícios do projeto incluem a qualificação e formalização do trabalho, a capacitação em gestão integrada do negócio, a remodelagem de embalagens e criação de logotipos, o fomento ao trabalho coletivo e o fortalecimento da autonomia e autoestima das participantes.

Serviço:

O trem parte da Estação Ferroviária de São Luís (MA) com destino a Parauapebas, no sudeste do Pará, às segundas, quintas-feiras e sábados. Às terças, sextas-feiras e aos domingos, realiza o percurso de volta. Só não há viagem na quarta-feira, quando é realizada a manutenção dos carros e locomotivas.

A Vale opera com reserva de duas passagens interestaduais gratuitas para idosos por viagem. Quando esgotadas as duas passagens, os demais idosos têm direito a 50% nos bilhetes para os assentos da classe econômica, nos trechos interestaduais. Para tanto, é preciso que se comprove ter 60 anos ou mais e renda igual ou inferior a dois salários mínimos, conforme o Estatuto do Idoso – Decreto Federal Nº 5.130 e com a Resolução Nº 654 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), de julho de 2004.

Pela internet ou pelo Alô Ferrovias (0800-285-7000), o passageiro obtém os horários de chegada e partida do trem, bem como os preços das passagens, dicas de viagem, mapa da ferrovia, locais de compra de bilhetes, entre outras informações.

Governo da Bahia adia licitação do VLT

25/08/2015 - A Tarde - BA

Anunciado para o dia 14 deste mês, o lançamento do edital de licitação para as obras do VLT foi adiado. Segundo a assessoria de comunicação da Casa Civil do Estado,  foi preciso fazer alguns ajustes técnicos e, por isso, o prazo foi estendido.

Em entrevista ao A TARDE no início do mês, o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, disse que, após a licitação, as obras iniciariam em cerca de 90 dias.

O projeto prevê a reforma e construção da linha permanente, das paradas, implantação dos sistemas de eletricidade e comunicação e a urbanização da faixa de domínio (margem do trajeto).

O percurso será ampliado - passará a ser entre o Comércio e a Av. São Luís, em Paripe - de 13,5 km para 18,4 km e, posteriormente, para 19,9 km, quando o veículo for até a Estação da Lapa.

Segundo Dauster, na área limítrofe do sistema serão construídas calçadas e vias para ciclistas. As estações também serão reformadas e os prédios serão utilizados para a oferta de serviços à população.

O coordenador de Operações da CTB, Al Mello, adiantou que existe o projeto de implantar um Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) na estação da Calçada. "Com isso, fazemos a chamada solução 'não transporte'. O cidadão não precisará mais se deslocar para o centro da cidade para fazer documentos", diz.

Controvérsia

O coordenador-geral do movimento Ver de Trem, Gilson Vieira, contesta a forma como o projeto do VLT foi executado. "Esta reforma poderia ser feita de forma sustentável e paulatina, sem que fosse preciso parar o sistema", disse.

Ele lembrou que o atual passou por reforma recentemente, em 2012, e que a manutenção deveria ter sido melhor aproveitada. Gilson diz que  está agendando uma audiência  com a Defensoria Pública do Estado para discutir o caso, no dia 1º de outubro.

O coordenador da ONG também relatou que o projeto do governo não  dialoga com o do Ministério dos Transportes, que pretende estender a ferrovia para Conceição da Feira e Alagoinhas futuramente.

Alckmin descarta 32 projetos de PPPs para infraestrutura no Estado

25/08/2015 - O Estado de SP

SÃO PAULO - O governo Geraldo Alckmin (PSDB) descartou 32 projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs) em infraestrutura no Estado. Seis das propostas, no valor de R$ 13 bilhões, já haviam tido estudos ou licitação anunciados pela gestão, como a construção e operação de seis fóruns, de três complexos prisionais, de pátios para veículos apreendidos, da Linha 20-Rosa do Metrô e do Expresso ABC, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

O governo informou que "não está excluindo projetos, mas ideias de empresas ou consórcios privados que não são prioritárias para o Estado ou cuja execução pode ser feita de forma mais eficiente e menos onerosa para o contribuinte". Em nota, disse também que "o Conselho Gestor de PPP pedirá que sejam submetidas propostas atualizadas, em face da mudança do cenário econômico e regulatório".

A área de mobilidade urbana foi a mais afetada com o arquivamento dos projetos, decidido por unanimidade pelo Conselho Gestor do Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas em julho. A ata da reunião só foi publicada no sábado no Diário Oficial do Estado. Ao todo, 11 propostas envolvendo linhas de trem, Metrô e corredor de ônibus foram excluídas da carteira de PPPs. Entre elas está a Linha 19-Celeste do Metrô, que ligaria o bairro Campo Belo, na zona sul paulistana, a Guarulhos, e o Expresso Jundiaí, com 45 km de extensão unindo a capital à cidade do interior.

No caso do Expresso ABC, uma linha de trem com 25,2 quilômetros que ligaria a Estação da Luz, no centro, à cidade de Mauá, na região metropolitana, a desistência da PPP afeta uma promessa feita por Alckmin em 2006, no seu terceiro mandato. Já a PPP do Expresso Bandeirantes, que previa a ligação São Paulo-Campinas, foi abandonada após ter sido engavetada em 2008 pelo então governador José Serra (PSDB).

Segundo o Conselho Gestor das PPPs, 15 projetos foram extintos após as secretarias apontarem "incompatibilidade das propostas com as demais ações prioritárias de cada uma das pastas", como a operação de 11 unidades assistenciais de saúde e a construção de 10 mil unidades habitacionais. Outras 5 propostas, feitas pela iniciativa privada, não cumpriam os requisitos mínimos para análise, e 7 sequer foram avaliadas ou estavam paralisadas no governo.

No caso das linhas 19 e 20 do Metrô e do pátio para veículos apreendidos, a decisão foi tomada "em face do cenário de restrição orçamentária vigente", uma vez que o governo teria de aplicar dinheiro de contraprestação nos próximos anos.

A crise econômica tem afetado São Paulo de forma mais intensa. Só no primeiro semestre, a arrecadação com tributos encolheu 2,9% na comparação com 2014.

Já as propostas de construção de fóruns regionais e de prédios do Ministério Público receberam parecer contrário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) porque "as atividades exercidas pelo Poder Judiciário não seriam passíveis de delegação à iniciativa privada", o que levaria à "submissão" do Judiciário ao conselho e "violaria a separação dos Poderes".

Para Sérgio Lazzarini, professor de Estratégia do Insper, as PPPs continuam sendo de extrema importância para o Estado. "A chave é atrair mais o capital privado, ainda mais neste momento de crise, apresentando bons projetos e reduzindo o risco para o investidor."

Dessalinização.Alckmin também descartou de vez o investimento na construção de uma usina de dessalinização da água do mar para socorrer a região metropolitana ou em um polo produtor de água de reúso no Vale do Juqueri, na Grande São Paulo, em parceria com a iniciativa privada.

Ao todo, o Conselho Gestor das Parcerias Público-Privadas (PPPs) do Estado excluiu cinco projetos de saneamento da carteira de possíveis investimentos, dois deles relacionados à dessalinização. Um dos projetos, orçado em R$ 1,5 bilhão, foi apresentado ao governo em fevereiro deste ano por um consórcio formado por três empresas. Entre os defensores da ideia estava o economista Gesner Oliveira, ex-presidente da Sabesp.

A proposta era construir uma usina no litoral paulista para "aliviar" os sistemas que abastecem a Grande São Paulo e estão em situação crítica, como o Cantareira e o Alto Tietê. Além de ser considerada cara pelo governo, a dessalinização da água do mar, adotada em países com grande estresse hídrico, como Israel, foi considerada incompatível com outras propostas prioritárias do governo ou inviável porque concorre com outros projetos em curso.

O conselho gestor das PPPs também excluiu da lista a proposta de universalização do Saneamento no Vale do Juqueri, em Franco da Rocha, e a constituição de polo produtor de água de reúso naquela cidade da Grande São Paulo. Orçado em R$ 835 milhões, o projeto beneficiaria 730 mil pessoas, chegando a 1 milhão em 2040, segundo proposta preliminar que estava em análise até o mês passado.

Barra Bonita.Também foi descartada pelo governo Geraldo Alckmin uma proposta de construção de um novo sistema produtor de água em Barra Bonita, a 260 quilômetros da capital paulista. O mesmo ocorreu com a ideia de fazer uma PPP para investimentos e manutenção das obras da calha do Rio Tietê, contra enchentes na capital paulista - a proposta começou a ser estudada por Alckmin em 2006. / F.L.

Propostas com chance.Dos 43 projetos que existiam na carteira de Parcerias Público-Privadas do governo Geraldo Alckmin, apenas 11 continuarão sendo estudados e têm alguma chance de sair do papel. Mas, de acordo com o Conselho Gestor das PPPs, todas as propostas serão "readequadas e atualizadas" e ainda não têm prazo de execução previsto.

Entre elas estão a que prevê implementação e operação de um moderno sistema de identificação digital, a produção de 14 mil moradias (avaliada em R$ 3,5 bilhões), a construção de uma rede de trens intercidades com 416 km de extensão, operação da Linha 5-Lilás do Metrô, modernização de escolas, logística de medicamentos, ampliação de estação de esgoto e construção do Complexo Cultural da Luz.

Segundo o conselho gestor, "lições aprendidas" nos 11 anos de existência do programa de PPPs demonstraram "a necessidade de um regramento mais preciso" com relação às "etapas da tramitação das propostas", "definição mais clara quanto as competências e responsabilidades" dos órgãos envolvidos, "transparência sobre as etapas do procedimento", "interação entre as secretarias" envolvidas nos estudos, "necessidade de inovação para permitir melhorias na realização e aprofundamento dos estudos".

Desde 2004, 11 projetos foram feitos por meio de PPPs, como a operação da Linha 4-Amarela do Metrô, a ampliação do Sistema Alto Tietê, e as construções da Linha 6-Laranja e do Sistema São Lourenço.

CONFIRA AS PROPOSTAS ABANDONADAS:

1. Prédios do Ministério Público

2. Gestão dos fóruns

3. Dessalinização da água do mar por osmose reversa

4. Implementação do sistema de dessalinização de água associada ao sistema de transporte para a região metropolitana

5. Implementação de linha de Metrô monotrilho interligando os bairros de Santo Amaro, Jardim Ângela e Capão Redondo

6. Expresso ABC

7. Expresso Bandeirantes

8. Expresso Jundiaí

9. Gestão, operação e manutenção de 11 unidades assistenciais de saúde

10. Bairro Inteligente

11. Construção de 10 mil unidades habitacionais na região metropolitana

12. Geração de energia elétrica por meio de aterros sanitários

13. Construção de Polo Produtor de Água de Reúso (PPP Saneamento Vale do Juqueri)

14. Construção, operação, manutenção e adequação da Linha 2 do Metrô

15. Construção, operação e manutenção do Parque Tecnológico do Jaguaré

16. Modernização da Linha 7-Rubi da CPTM

17. Sistema Produtor Tietê-Barra Bonita

18. Implementação, operação e manutenção da Linha 19-Celeste, do Metrô

19. Implementação, operação e manutenção da Linha 20-Rosa, do Metrô

20. Pátio Legal

21. Duplicação, operação e manutenção da Rodovia SP-079

22. Identificação Veicular

23. Manifestação de Interesse Privado (MIP) do Expresso ABC

24. Construção, operação e manutenção de 200 creches na região metropolitana

25. Monotrilho ligando Portuguesa-Tietê ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos

26. Calha do Tietê

27. Logística de alimentos e material didático, da Secretaria da Educação

28. Corredor de ônibus (Antônio João-Alphaville-Santana de Parnaíba)

29 e 30. Construção, operação e manutenção de extensão do Trecho Sul do Rodoanel e rodovia de acesso à Baixada Santista partindo do Trecho Leste do Rodoanel (Ligação SP-021)

31. Gestão e operação das unidades Poupatempo

32. Construção, operação e manutenção de unidades prisionais

sábado, 22 de agosto de 2015

Ferrovia Norte-Sul passará por 29 municípios do RS, diz ministro

22/08/2015 -  G1 RS / Diário da Manhã / O Nacional - RS

O ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, apresentou nesta sexta-feira (21) o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Ferrovia Norte-Sul durante evento na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), na Zona Norte de Porto Alegre. Segundo ele, o trecho gaúcho da ferrovia deverá passar por 29 municípios entre as regiões Norte, Noroeste, Central e Sul.

Entre as cidades, estão Seberi, Palmeira das Missões, Panambi , Cruz Alta, Júlio de Castilhos, Santa Maria, Cachoeira do Sul, Cristal e Rio Grande. O orçamento estimado para o traçado, entre Chapecó (SC) e o Porto de Rio Grande, que abrange 833 quilômetros, é de R$ 8,7 bilhões. Ao todo, o estudo apontou que a ferrovia passará por 82 municípios em quatro estados, com extensão total prevista de 1.731 quilômetros.

"A ideia é trabalhar com sistema de concessões e para isso acontecer precisamos da sinalização firme e positiva por parte de empresários, gaúchos, catarinenses, paranaenses, de outros Estados e estrangeiros também", disse Rodrigues.

A reunião foi promovida pela bancada federal gaúcha em parceria com a Fiergs. O secretário dos Transportes, Pedro Westphalen, que representou o governo estadual, defendeu o início das obras pela Região Sul.

"A decisão da ferrovia está tomada e agora estamos em busca de investidores para viabilizá-la. A vinda do ministro consolida e dá um novo patamar para essa nova fase da ferrovia, que trará a intermodalidade necessária para o estado diminuir os custos logísticos", disse o secretário gaúcho.

Diário da Manhã – Passo Fundo/RS

Evento ocorreu nessa sexta-feira com presença de industriais, prefeitos e parlamentares federais e estaduais

O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, apresentou, na sexta-feira (21), na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), os resultados do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Ferrovia Norte-Sul, entre Rio Grande (RS), Chapecó (SC) e Panorama (SP). O trecho gaúcho deverá abranger 30 municípios e terá 833 quilômetros. "A ideia é trabalhar com sistema de concessões e para isso acontecer precisamos da sinalização firme e positiva por parte de empresários, gaúchos, catarinenses, paranaenses, de outros Estados e estrangeiros também", explicou Rodrigues, no evento que reuniu industriais, deputados estaduais e federais, prefeitos e a senadora Ana Amélia Lemos.

Ao destacar a mobilização da Região Sul para implantar a ferrovia, o ministro relatou que em julho recebeu uma comitiva de parlamentares, quando firmou compromisso que os resultados do projeto seriam mostrados a todas as bancadas. "Fizemos isso em 12 de agosto. Hoje estou aqui para discutir o resultado desse importante trabalho. Nunca vi as bancadas dos três Estados tão unidas. Parabéns. Isso foi muito importante para que acontecesse", salientou.

O presidente da FIERGS, Heitor José Müller, propôs que as obras se realizem no sentido Sul-Norte, ou seja, comecem pelo Rio Grande do Sul. "Desta maneira, teremos a integração mais rápida da malha ferroviária estadual, beneficiando a produção que se destina ao porto de Rio Grande", argumentou. "Essa ferrovia é uma das mais antigas aspirações do setor de transportes do Estado, e mereceu prioridade no estudo Sul Competitivo, realizado em conjunto pelas Federações de Indústrias do Paraná, Santa Catarina e a FIERGS, com o apoio da CNI. Assim, teremos um ganho logístico muito importante para os setores produtivos gaúchos", salientou Müller.

O secretário dos Transportes e Mobilidade, Pedro Westphalen, que representou o governador José Ivo Sartori no evento, também reforçou a proposta: "Que essa ferrovia inicie pelo Porto de Rio Grande". O coordenador da bancada gaúcha no Congresso Nacional, Giovani Cherini, lembrou do esforço da Agenda 2020 em apontar soluções para a infraestrutura dos modais de transporte e solução dos gargalos de logística. "Essa área no Rio Grande do Sul está muito atrasada em comparação com outros Estados. Na nossa unidade, na união e no diálogo, quem sabe encontramos o bom caminho para o RS", ponderou o parlamentar. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edson Brum, avaliou que a construção da rodovia já movimentaria a economia do Estado. Depois de pronta, ainda contribuiria para a exportação de grãos, móveis e outros produtos, diminuindo o valor do frete.

A deputada estadual Zilá Breitenbach (PSDB), coordenadora da Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa da Ferrovia Norte-Sul, observou que o EVTEA representa um avanço de projeto, mas não é uma garantia de realização. "O que temos de concreto é uma faixa do traçado que prevê o benefício para muitos municípios e projetos logísticos. Temos condições de avançar para que o projeto saia do papel, começando a buscar as empresas interessadas em realizar a obra", argumentou.

Obra representa alternativa eficiente para escoamento da produção

A Ferrovia Norte-Sul faz parte de um programa inserido no Plano de Integração Nacional. A área de influência é o somatório de todas as microrregiões brasileiras que constam no cadastro do IBGE. O traçado proposto pelo estudo considera o equilíbrio entre os pontos de captação de carga, os aspectos de relevo da região e os custos de implantação e de operação do sistema futuro. Entre os critérios abrangidos estão: afastamento das áreas urbanas, traçado mais retilíneo possível (eficiência operacional), uso do conceito de Polos de Carga (pátios de carregamento) definidos no Estudo de Mercado, integração com a infraestrutura de transporte existente e pequenas distâncias do modo rodoviário.

O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental da Ferrovia Norte-Sul (EVTEA) do trecho Sul começou a ser realizado em 2012 e custou R$ 9,8 milhões. O levantamento abrange 1.731 km, sendo 833 km em solo gaúcho. O trecho cruzará por 82 municípios de quatro Estados: oito em São Paulo, 31 no Paraná, 14 em Santa Catarina e 30 no Rio Grande do Sul. A obra é aguardada com expectativa por todos os segmentos produtivos, uma vez que representará uma alternativa barata e eficiente para o escoamento da produção, com grandes perspectivas de incremento na exportação de produtos. O EVTEA foi elaborado pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, empresa estatal vinculada ao Ministério dos Transportes.

O trecho ferroviário poderá ser uma nova opção de transporte para a região, principalmente para o escoamento de safras agrícolas e demais produtos em direção aos portos do Sul do Brasil, em especial Rio Grande, e também para os portos do Sudeste, por meio de conexão com a malha ferroviária existente.

Concessão do direito de exploração da ferrovia

1. A Concessionária detém o direito de exploração da Ferrovia.

2. A Valec compra a totalidade da capacidade da ferrovia, remunerando a concessionária por uma tarifa (Tarifa pela Disponibilidade da Capacidade Operacional);

3. A Valec subcede, a título oneroso, partes do Direito de Uso aos Usuários;

4. A concessionária presta serviços de operação diretamente aos usuários, que é remunerada através de outra tarifa (Tarifa de Fruição), na medida da utilização da ferrovia.

O Nacional - RS

Ferrovia Norte-Sul deverá passar por 29 municípios no RS

A garantia foi dada pelo ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, durante o evento de apresentação do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Ferrovia Norte-Sul, nesta sexta-feira (21).

O trecho da Ferrovia Norte-Sul que cruza o Rio Grande do Sul está definido. O orçamento estimado para o traçado, entre Chapecó (SC) e o Porto de Rio Grande, que abrange 833 quilômetros, é de R$ 8,7 bilhões. O trecho gaúcho deverá passar por 29 municípios, entre eles Seberi, Palmeira das Missões, Panambi, Cruz Alta, Júlio de Castilhos, Santa Maria, Cachoeira do Sul, Cristal e Rio Grande.

A garantia foi dada pelo ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, durante o evento de apresentação do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Ferrovia Norte-Sul, nesta sexta-feira (21), na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). O encontro foi promovido pela bancada federal gaúcha em parceria com a Fiergs. O secretário dos Transportes e Mobilidade, Pedro Westphalen, foi o representante do governo do Estado na reunião.

Elaborado pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, empresa estatal vinculada ao Ministério dos Transportes, o EVTEA indicou como referência a passagem da ferrovia por 82 municípios em quatro estados (oito em São Paulo; 31 no Paraná; 14 em Santa Catarina e 29 no Rio Grande do Sul). A extensão total prevista é de 1.731 quilômetros.

Para as lideranças políticas e industriais do Estado, o trecho ferroviário será uma nova opção de transporte para a região, principalmente para o escoamento de safras agrícolas e demais produtos em direção aos portos do sul do Brasil, em especial o de Rio Grande, e também para os portos do sudeste, por meio de conexão com a malha ferroviária existente.

Westphalen agradeceu a atenção do ministro e de suas equipes com o Rio Grande do Sul e defendeu o início da obra pela Região Sul. O secretário ainda destacou a mobilização em torno do tema entre as bancadas do Sul com o governo federal: "Temos um projeto muito abrangente de concessões ferroviárias e rodoviárias e devemos nos unir".

Ao final do encontro, Westphalen se disse otimista sobre os próximos passos para a implantação do projeto. "A decisão da ferrovia está tomada e agora estamos em busca de investidores para viabilizá-la. A vinda do ministro consolida e dá um novo patamar para essa nova fase da ferrovia, que trará a intermodalidade necessária para o Estado diminuir os custos logísticos".

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Conexão Metrô-Aeroporto atinge recorde de passageiros transportados em um único mês

11/08/2015 - Trensurb

Em julho, a conexão metrô-aeroporto via tecnologia aeromóvel, da Trensurb, atingiu seu recorde de passageiros transportados em um único mês. Foram 103.478 passageiros transportados, média de mais de 3,6 mil por dia útil – também a maior marca atingida desde o início da operação do modal. 

Desde o início da operação comercial, em maio do ano passado, já foram transportados 1,4 milhão de passageiros. O recorde de usuários transportados foi em 20 de março de 2015: 4.142. 

A linha metrô-aeroporto do aeromóvel 

O projeto da primeira linha da tecnologia aeromóvel em operação comercial no Brasil é uma iniciativa da Trensurb e totalmente desenvolvido no país, usando tecnologia 100% nacional, de baixo custo de implantação e operacional, além de reduzido impacto ambiental. Funcionando alternadamente conforme a demanda, os dois veículos (um com capacidade para 150 passageiros, outro para 300) suspensos, movidos por propulsão pneumática, permitem a integração gratuita e acesso rápido e direto dos usuários do metrô ao terminal aeroportuário. O trajeto de 814 metros, com duas estações de embarque, é percorrido em dois minutos e 50 segundos. 

Além de qualificar o acesso ao aeroporto, o empreendimento cumpre diretriz do governo federal para empresas estatais de investir em projetos de infraestrutura e inovação tecnológica e fomentar o desenvolvimento da indústria nacional. 

Reunião discute reativação do modal ferroviário que irá beneficiar Campina

12/08/2015 - O Nordeste 

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Por iniciativa do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, os gestores dos principais municípios do Estado estão se mobilizando estrategicamente para reativar o modal ferroviário de cargas e passageiros da Paraíba.

E foi com a intenção de discutir parcerias, e traçar estratégias do ponto de vista institucional e político, que representantes de Sousa, Campina Grande e João Pessoa se reuniram na manhã desta segunda-feira, 10, na sede da Companhia Docas, em Cabedelo, na oportunidade representada pelo prefeito Leto Viana e o secretário Hugo Braga.

Os secretários André Agra (Obras), Marcos Procópio (executivo do Desenvolvimento Econômico) e o auxiliar Dunga Júnior representaram o prefeito Romero Rodrigues no encontro, que também contou com a participação de representantes da Anvisa e CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), do prefeito de Sousa, André Gadelha, acompanhado do vereador Cacá Gadelha, além do secretário adjunto de Planejamento da capital, José Rivaldo Lopes, e do presidente da Docas, Lucélio Cartaxo.

"Essa foi a terceira reunião formal para tratar desse importante assunto, um tema de Estado. Tecnicamente, sabemos que o investimento é alto, por isso estamos contando também com a participação da iniciativa privada no encontro. Os representantes de Cajazeiras e Patos também estão sendo convocados e novas reuniões vão acontecer", disse o secretário André Agra.

Para o prefeito Romero, que iniciou a mobilização dos prefeitos e recentemente adiantou contatos sobre a pauta com o ministro dos Transportes Antonio Carlos Rodrigues, a reativação do modal ferroviário deve agregar valor ao Complexo Aluízio Campos, onde estão sendo instalados empreendimentos do comércio, indústria, ciência, tecnologia e empresas do setor de logística.

A próxima reunião está prevista para acontecer em setembro, quando o grupo deve visitar o Aluízio Campos.
PMCG

Em Pinda, EFCJ registra aumento de passageiros no trem de subúrbio

12/08/2015 - Portal R3 - Pindamonhangaba/SP

Em julho de 2015, a EFCJ transportou 5.024 usuários no Trem de Subúrbio, serviço que opera do centro de Pindamonhangaba até a zona rural da cidade. (Foto: Arquivo PortalR3)

Em julho de 2015, a EFCJ transportou 5.024 usuários no Trem de Subúrbio, serviço que opera do centro de Pindamonhangaba até a zona rural da cidade. (Foto: Arquivo PortalR3)

A Estrada de Ferro Campos do Jordão – EFCJ, órgão vinculado à Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, registrou um novo recorde mensal de passageiros transportados pelo Trem de Subúrbio. A marca acontece após uma série de investimentos feitos pelo Governo do Estado em obras na via permanente e nas instalações da ferrovia, segundo divulgou em nota o órgão.

Em julho de 2015, a EFCJ transportou 5.024 usuários no Trem de Subúrbio, serviço que opera do centro de Pindamonhangaba até a zona rural da cidade, registrando o recorde mensal de passageiros no serviço. Esse número representa um aumento de 33,79% (1.269 usuários) em relação a julho de 2014, que somou 3.755 passageiros, e de 21,03% (873 usuários) em relação ao recorde anterior, que aconteceu em janeiro do ano passado, quando 4.151 passageiros utilizaram o serviço. Já se comparado ao volume de julho de 2011, ano imediatamente anterior ao início da atual gestão, o número é ainda mais expressivo, ficando na casa dos 62% (1.934 usuários).

"É interessante salientar que Pindamonhangaba é a única cidade não capital no Brasil que conta com um serviço de transporte sobre trilhos para atender ao município", explicou o Diretor Ferroviário da EFCJ, Ayrton Camargo e Silva. "O serviço do Trem de Subúrbio, com extensão semelhante a do corredor note-sul do Metrô de São Paulo, também tem um caráter social significativo, já que atende locais mais isolados e com comunidades muitas vezes vulneráveis", completou.

Esse aumento expressivo é explicado, entre outras coisas, pelos investimentos que a Estrada de Ferro Campos do Jordão, por meio do Governo do Estado, tem feito no Trem de Subúrbio. Desde o começo da atual gestão, em 2012, quatro novos horários de operação foram criados, totalizando agora dez horários/dia útil (confira todos os horários, trajetos e valores desse serviço na tabela abaixo). Além disso, o recorde acontece logo após a conclusão de dois conjuntos de obras realizadas pela EFCJ: modernização da via permanente e construção de novas paradas.

Os dois conjuntos de obras tiveram início em 2014 e foram finalizadas em junho de 2015, sendo realizados entre os quilômetros zero e 23 da ferrovia, justamente para atender aos usuários do Trem de Subúrbio. Nas obras de modernização da via permanente, destaque para a troca de 16 mil metros de trilhos e três mil unidades de dormentes, a implantação de dois mil metros de canaletas de drenagem e a construção de contenção de encostas em quatro pontos da via. Já nas obras de construção das paradas, destaque para a construção de sete novas edificações, dotadas de acessibilidade e comunicação visual, e para a adequação de acessibilidade em seis estações da ferrovia.

Prorrogados os prazos para estudos de concessões de ferrovias

12/08/2015 - Ministério dos Transportes

O Ministério dos Transportes prorrogou os prazos para apresentação dos estudos de viabilidade técnica, via Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), de dois trechos ferroviários a serem concedidos à iniciativa privada, dentro do Programa de Investimento em Logística (PIL). Para o trecho Estrela d'Oeste/SP- Três Lagoas/MS, a nova data é 30 de setembro. Para o trecho da ferrovia entre Lucas do Rio Verde/MT a Miritituba/PA, passando por Sinop/MT, o prazo passou para 31 de outubro.

As portarias 202 e 203 que informam as novas datas foram publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (10/8). Os dois trechos ferroviários estão na nova etapa do PIL, anunciada em 6 de junho último.

sábado, 8 de agosto de 2015

Em SP, falhas encarecem e atrasam obra do monotrilho

08/08/2015 - Folha de SP

Apresentado como uma solução rápida e barata para ligar a Vila Prudente até a Cidade Tiradentes, no extremo leste de São Paulo, o monotrilho da Linha 15-Prata do Metrô virou uma obra demorada e cada vez mais cara do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Uma entre outras obras atrasadas do metrô paulistano, esse projeto completo prevê um total de 18 estações, em um trajeto completo de 26,7 km. Mas há exatamente um ano apenas um trecho de 2,9 km, entre as estações Vila Prudente e Oratório, opera –em sistema de testes.

Nesta segunda (10), no mesmo trecho entre as duas únicas estações concluídas, o horário de funcionamento será ampliado (das 7h às 19h), e a tarifa de R$ 3,50 será cobrada.

A promessa de entrega da obra já mudou algumas vezes. Inicialmente, antes mesmo do atual edital, falou-se em 2012. A seguir, o prazo foi lançado para o final de 2015.

A obra não ficará completa antes do final de 2018 –até lá, a previsão oficial é concluir até nove estações.

O governo estima que gastará R$ 7,1 bilhões, mas já há ao menos dez aditivos de preço que vão encarecer a obra.

"Vantagens apresentadas, como a agilidade da obra e a interferência menor no viário, por exemplo, já deixaram de existir", afirma o consultor em transporte Flamínio Fichmann. Para ele, um BRT (tipo de corredor de ônibus com maior capacidade) teria sido mais barato e eficaz.

A reportagem conversou com pessoas ligadas à execução da linha do Metrô, que revelaram uma série de problemas, que vão de falhas tecnológicas a erros de projeto.

Entre eles, um erro no projeto obrigou a deslocar galerias subterrâneas de águas para a construção de estações, caso revelado pela Folha que ampliou os custos.

Mas esse é apenas um dos problemas. A licitação fatiada, com a construção da linha separadamente das estações, atrapalhou o andamento da obra, segundo engenheiros que atuam no monotrilho.

SÉRIE DE PROBLEMAS

Também houve atraso na chegada dos trens e problemas com sistemas de energia e softwares. Recentemente, técnicos resolviam falhas em um chip que passa informações dos pneus do trem para a central. Outro ponto problemático foi um sensor da porta, que emitia sinal incorreto.

A linha foi fechada nesta semana e, neste fim de semana, serão feitos os últimos testes. Usuários rotineiros reclamam da forte trepidação.

Quem mora próximo da linha afirma que, após um longo período com as obras paradas, os operários passaram a ser vistos com mais intensidade nos últimos três meses.

"Com esse começa e para só fica pronto em 2020", diz o pintor Marco Antonio Santos, 54, que mora perto da futura estação Camilo Haddad.

Dono de um bar perto da futura estação Vila União, Expedito Alves Coelho, 83, afirma que os sucessivos atrasos vêm causando prejuízo.

"Com essa obra na [avenida Luiz Ignácio de] Anhaia Mello, as pessoas não conseguem chegar aqui. E eu também não consigo trabalhar todos os dias, porque o barulho é muito alto", declara.

"Quando inaugurar, vai ser bom para mim. Mas já estou no fim da vida, não sei se vou ver isso não", completou.

Metrô nega erros e diz que estações estão sendo feitas

O Metrô nega que tenha cometido erros no projeto e diz que as vigas estão prontas até a futura estação Iguatemi.

Segundo a companhia, estão em andamento as obras de oito estações, de São Lucas a São Mateus. A previsão é que o trecho até Iguatemi esteja em funcionamento até 2018.

As obras do trecho até Cidade Tiradentes necessitam de outra medida. "É necessário o alargamento das avenidas Ragueb Chohfi, Estrada do Iguatemi e dos Metalúrgicos, em tratativas com Prefeitura de São Paulo, desapropriações e recursos financeiros", afirmou o Metrô, em nota, sem estipular um prazo.

Um dos entraves é a área de um pátio de manobras, próxima à Ragueb Chohfi.

A companhia afirma também que está em andamento o remanejamento da galeria de águas abaixo das futuras estações São Lucas, Camilo Haddad e Vila Tolstoi. "O Metrô tem conhecimento da existência da galeria do córrego da Mooca desde o projeto básico do monotrilho", afirma a companhia.

Segundo a nota, durante o desenvolvimento do projeto executivo, verificou-se a necessidade de soluções de engenharia. A opção de menor impacto foi o remanejamento.

A obra abrange melhorias, segundo o Metrô, como terminais de ônibus, sistema viário e ciclovia. Sobre a trepidação, o Metrô afirma que o monotrilho tem características específicas por utilizar pneus.

OBRAS ATRASADAS DA LINHA 15-PRATA

2010

Assinatura do contrato

Fim de 2015

Era o prazo para término das obras, que foi adiado para depois de 2018

OUTROS PROBLEMAS DA LINHA:

Falha

Houve problemas na rede com os sistemas de energia e softwares

Veículos

Trens demoraram para serem entregues

Galeria de águas

Uma galeria de águas pluviais sob a avenida Anhaia Mello terá de ser desviada para construir algumas das estações

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ministério das Cidades estuda a implantação do VLT em Campina Grande

07/08/2015 - CBTU

Representantes do Ministério das Cidades e da CBTU João Pessoa realizaram, na quarta-feira, 5, visita na cidade de Campina Grande, a 120 km da capital, com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e econômica para implantar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Rainha da Borborema. Foram recebidos pelo prefeito Romero Rodrigues, o secretário de planejamento e obras, André Agra e o secretário de desenvolvimento econômico, Luiz Alberto Leite.

Segundo o prefeito, Romero Rodrigues, Campina tem demanda suficiente para implantação do VLT. A população da cidade é de 450 mil habitantes e 55 mil são estudantes; além disso, o Condomínio Aluízio Campos que será habitado por 20 mil pessoas e o polo industrial ficam próximos da linha férrea.

De acordo com Romero, o trecho inicial teria 15 Km do Aluízio Campos até o Hospital da FAP. "Seria excelente para Campina Grande. A geografia ajudou muito, pois temos uma linha férrea que sai da parte periférica, passando pelo polo industrial, pelo centro e vai até o polo universitário, passando por hospitais. E ainda temos a possibilidade de fazer a integração com o sistema de transporte urbano da cidade" afirma.

O superintendente da CBTU João Pessoa, Wladme Macedo, acredita que será ótimo para a mobilidade urbana de Campina a implantação do VLT. "Fomos a todos os trechos em que a linha férrea corta Campina e mostramos as representantes do Ministério das Cidades que é um investimento essencial para o transporte urbano da cidade" revela.

As representantes do Ministério, Guadiana Cortizo e Cristina Soja, levaram para Brasília as informações que serão avaliadas e analisadas pela área responsável, podendo retornar à Campina com o objetivo de elaborar um possível projeto de implantação do VLT na cidade.

VLT vai substituir trens do subúrbio e terá 21 paradas; licitação será lançada

07/08/2015 - G1 Bahia

Os trens que ligam os bairros do Subúrbio Ferroviário à Calçada, em Salvador, irão dar lugar ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Em entrevista ao G1, o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, antecipou que a autorização de licitação das obras será assinada em 14 de agosto, com aporte de verbas estimado em R$ 1,1 bilhão. Conforme o secretário, diante da crise na economia nacional, o valor será dividido pela metade entre os governos estadual e federal. "Com a crise fiscal, corria o risco de atraso se o estado não assumisse", disse. A presidente Dilma Rousseff foi convidada para participar da cerimônia de publicação do edital de licitação, mas a Casa Civil ainda aguarda resposta do Planalto.

Atualmente, os trens de Salvador ligam o bairro de Paripe à Calçada, num percurso de 13,6 km. Com o novo modal de transporte, o sistema será ampliado e se estenderá entre São Luiz de Paripe e o bairro Comércio. São 4,9 km a mais de trilhos, que, integrados aos existentes, farão o VLT percorrer um total de 18,5 km.

Dauster detalhou que o projeto será dividido em duas etapas. A primeira delas ocorre entre os bairros do Comércio e de Plataforma (9,4 Km) e a segunda entre Plataforma e São Luiz de Paripe (9,1 Km). A previsão do governo é a de que ambas as fases estejam em operação no segundo semestre de 2017. Diferentemente do atual sistema que liga o subúrbio à Calçada, o VLT é composto por trens mais leves, menos poluentes e com um maior roteiro de paradas.

Sistema de paradas

O secretário da Casa Civil explicou que as atuais 10 estações serão desativadas e reaproveitadas na prestação de serviços aos moradores. "Os prédios das estações terão outros usos. Poderá ser um posto da PM, centro de atendimento ao cidadão", exemplificou.

Dauster informou que a desativação dos prédios é necessária por conta do perfil do novo modal. "O trem [do VLT] irá andar no chão, como se fosse ônibus. Você agora vai ter paradas e não estações", afirmou. O secretário antecipou que a previsão é de que o VLT tenha 21 paradas. "Podem ser muitas. A depender das necessidades, criaremos novas", disse.

Na primeira etapa das intervenções, entre Comércio e Plataforma, o secretário da Casa Civil apontou a criação de quatro novas paradas, além das estações já existentes: São Joaquim, Porto, Avenida da França e Comércio. Na segunda etapa, estão previstas novas paradas na Baixa do Fiscal, Viaduto Suburbana, União, São João e São Luiz de Paripe.

Perspectivas

O estado estima que, diante das intervenções, a média diária de público que utiliza o transporte sobre trilho suba de 15 mil para 150 mil. Embora ainda sem licitação, o estado espera que o VLT se estenda do Comércio para a Lapa.

Bruno Dauster afirmou que o novo VLT irá funcionar de forma interligada aos demais modais de transporte da capital.

Conforme o projeto, por meio do VLT, os usuários terão acesso às Linhas 1 e 2 do metrô e a dois roteiros de BRT (Transporte Rápido por Ônibus), todas com obras de conclusão previstas para 2017. "Logo que estiver operando, estará tudo integrado. Isso vai significar uma revolução na geografia de transporte", avaliou.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Argentina inaugura serviço de trem regional

24/07/2015 - Via Trolebus

Após a estatização da rede ferroviária, o Governo Argentino inaugurou um novo serviço de trem ligando a cidade de Neuquén com Cipolletti, na província de Río Negro. As composições que operam no trecho são movidos a diesel por motores Scania 400 HP. Os trens possuem ar condicionado, e disponibilidade para 140 passageiros sentados.

A remodelagem da ferrovia envolveu obras nas estações, reforma dos trilhos e pontes. Novos funcionários foram contratados. A ferrovia possui 55 km de extensão com 10 passagens de nível. O serviço pode ser pago com uma espécie de Bilhete único.

A rede ferroviaria Argentina possuí 34.059 km, e conexões internacionais com Paraguai, Bolívia, Chile, Brasil e Uruguai. Na década de 90 a malha foi privatizada, e em 2015 o governo nacionalizou a malha. 

Ferrovia entre Maranhão e Pará terá novo trem de passageiros

31/07/2015 - Via Trolebus

A Estrada de Ferro Carajás deve ganhar ainda no segundo semestre novos vagões de passageiros. A Ferrovia que interliga os Estados do Maranhão e Pará, celebra 30 anos de operações da ferrovia.

A empresa Vale investiu US$ 55,6 milhões na frota da EFC, com a aquisição de 39 carros, dos quais 6 são executivos, 21 econômicos e 12 de serviços que incluem lanchonete, restaurante, especial para cadeirantes, bagageiro e gerador.

Nos carros executivos, 60 passageiros podem ser transportados. Já nos econômicos haverá 79 lugares. Os carros da classe executiva contam com sistema de som e iluminação individualizados. O novo trem terá ainda dois carros-restaurante que possuem, cada um, 72 lugares.

O transporte de passageiros no trecho esta ativo desde 1986, passando por 25 localidades, entre povoados e municípios. O serviço pode ser até 50% mais barato do que o transporte rodoviário. Atualmente transporta cerca de 1.300 passageiros diariamente.

A Vale também mantem serviços para passageiros na "Estrada de Ferro Vitória a Minas", que conecta as capitais de Minas Gerais (Belo Horizonte) e Espírito Santo (Vitória).

Questão indígena e burocracia podem inviabilizar Ferrovia Litorânea (SC)

31/07/2015 - FIESC

Previsto para ficar concluído em outubro, o projeto da Ferrovia Litorânea pode atrasar devido à indefinição sobre a transposição da área indígena do Morro dos Cavalos, em Palhoça. O impasse pode inviabilizar financeiramente a ferrovia. O assunto foi debatido nesta quarta-feira (29) em reunião da Câmara de Assuntos de Transportes e Logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). 

O presidente da Câmara e primeiro vice-presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, defendeu um reforço na mobilização da sociedade pela viabilização ferrovia. "Precisamos melhorar a comunicação entre os órgãos envolvidos na elaboração e na aprovação do projeto. Neste sentido, vamos convidar para uma nova reunião o DNIT, a FUNAI, o IBAMA e as empresas responsáveis para a elaboração do projeto", afirmou Aguiar. 

Pela proposta técnica, a ferrovia terá 245 quilômetros de extensão, passando em áreas próximas aos portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul e se interligando à malha ferroviária nacional. Estimativas iniciais apontam para um custo de construção de R$ 2,4 bilhões, com prazo de conclusão em seis anos. A previsão de retorno do valor investido é para 12 anos. 

"Esta é uma obra fundamental para o Estado, e não apenas pelo interesse econômico. Ela diminuiria a sobrecarga da BR-101, reduzindo a emissão de poluentes e aumentando a segurança de quem viaja na rodovia. Precisamos encontrar com urgência uma solução que viabilize a obra", defendeu o industrial. 

Para evitar a travessia subterrânea da área indígena do Morro dos Cavalos, em Palhoça, na Grande Florianópolis, a FUNAI sugeriu três trajetos alternativos. Pelo projeto original, o trecho será transposto com um túnel, ao custo de R$ 230 milhões. Segundo cálculos do consórcio responsável pela elaboração do projeto, as alternativas propostas pela FUNAI elevariam o custo da transposição do Morro dos Cavalos para até R$ 16 bilhões, inviabilizando financeiramente a ferrovia. 

Segundo a FUNAI, ainda não foi realizado o estudo completo da questão indígena no projeto da ferrovia. Representantes do órgão alertaram que, além do Morro dos Cavalos, outras duas comunidades seriam potencialmente impactadas e poderiam levar a novos impasses: Praia de Fora e Cambirela, também em Palhoça, região da Grande Florianópolis. 

Importância da ferrovia -"Entendemos a Litorânea como via de escoamento de produção e insumo para todo o complexo industrial do Estado", afirmou Mario Dirani, diretor de Infraestrutura Ferroviária do DNIT. Ele destaca que, em conjunto com a Ferrovia da Integração (Leste-Oeste), a estrutura permitirá a conexão de um dos mais eficientes complexos portuários do país com a malha nacional, além de ser mais uma alternativa para a logística de suprimento e distribuição da produção industrial. Sua influência se estenderia às regiões Centro Oeste e Sul, além do Estado de São Paulo.

Bahia-Minas: EM refaz o trajeto da linha férrea que levou desenvolvimento aos dois estados

02/08/2015 - Estado de Minas

Os verdes olhos de Glair Farina, de 71 anos, enxergam o passado toda vez que o ex-ferroviário observa, incrédulo, "o descanso para sempre" da Pochixá, exposta na Praça Tiradentes, em Teófilo Otoni, a 450 quilômetros de Belo Horizonte. A maria-fumaça é um dos poucos símbolos que restaram da Bahia-Minas, a ferrovia aberta para levar o milagre econômico ao Vale do Jequitinhonha e a um pedaço do Sul da Bahia, duas das regiões mais carentes do Brasil. 

A Baiminas, como moradores se referem à linha, foi inaugurada em 1881 e desativada em 1966. Seus 578 quilômetros ligaram o Jequitinhonha ao Atlântico, de Araçuaí a Ponta de Areia, onde os trilhos desembocavam num porto que recebia navios da costa do Sudeste. O sertão se tornou parceiro comercial de grandes centros. Mas não foi só por isso que a ferrovia se tornou um marco na economia. 

À medida que os trilhos avançavam, povoados e cidades eram fundados. Foi assim que a ferrovia atraiu aportes, fomentou a geração de empregos e estimulou o plantio em terras até então inóspitas. O progresso puxado pela maria-fumaça é descrito por vários pesquisadores. Jaime Gomes, autor de Um trem passou em minha vida, destacou que "milhares de pessoas se deslocaram para aquela região. (…) Montaram engenhos, serrarias e olarias; fundaram vilas, povoados e até cidades. Parte do Sul baiano e do Nordeste mineiro prosperaram, milagrosamente". 

O avanço econômico é mostrado em números. De 1935 a 1944, por exemplo, o volume nos vagões de carga passou de 76.874 toneladas para 174.161 toneladas (aumento de 126%). O total de passageiros subiu em escala maior num período menor, de 51,3 mil pessoas em 1935 para 373 mil homens e mulheres em 1940 (acréscimo de 627%). 

Mas a má gestão, a corrupção e a precipitada decisão do governo militar de apostar no avanço das rodovias, em detrimento das estradas de ferro, decretaram o fim da linha. Em muitas cidades e povoados o progresso foi embora. A última viagem completará 50 anos em maio de 2016. Em alusão à data, o EM e o em.com.br mostram, em série de reportagens, como boa parte da região que experimentou o progresso agora está órfã dos trilhos. 

Lugares que prosperaram encolheram. Carlos Chagas, por exemplo, foi o maior criador estadual de ovinos, ao abrigar 17 mil animais em 1955. No ano em que a maria-fumaça silenciou, 36,2 mil moradores moravam lá. Em 2010, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o último censo, pouco mais 20 mil pessoas residiam no município. 

Já Teófilo Otoni foi o terceiro município mais populoso do estado na década de 1960, com 130 mil moradores, atrás de Belo Horizonte e Juiz de Fora. Agora não figura entre os 10 maiores. Na vizinha Itambacuri, o total de habitantes caiu de 29,9 mil para 22,8 mil. Em Poté, onde havia mais de uma estação na área rural, de 20,1 mil para 15,6 mil. Em Nanuque, de 50,8 mil para 40,8 mil. Em Serra dos Aimorés, de 12,8 mil para 8,4 mil. 

Os povoados em áreas rurais sofreram mais, como se observa em Alfredo Graça. A estação, que foi ponto final na década de 1940, agora sofre com o abandono. As vidraças quebradas e defeitos no telhado deixam claro que o imóvel necessita de reforma urgente. Há propostas para o local ser transformado em espaço para biblioteca, mas a morosidade do poder público em resgatar o prédio contrasta com a importância que a edificação teve para o Jequitinhonha. 

Em Ponta de Areia, a estação foi jogada ao chão. O lugar que os trilhos desembocavam no porto se transformou num mangue, onde ex-funcionários da linha agora caçam siris. O povoado é distrito de Caravelas. Lá também havia outra estação. Em 1967, um ano depois da última viagem pela Baiminas, a população de Caravelas e de seus distritos somavam 31,1 mil moradores. Hoje são 10 mil pessoas a menos. 

"Depois que a Baiminas acabou, o emprego sumiu.O povo foi para outros lugares", explicou Antônio Lima Silva, de 80. Ele sente orgulho em dizer que ganhou a vida na estrada de ferro. 

"Quanta mudança!", completa Glair, o veterano de olhos verdes que fica incrédulo diante da Pochixá, que descansa numa praça em Teófilo Otoni. Ele trabalhou boa parte da vida na Baiminas: "Fui contratado aos 11 anos de idade, como ajudante, na mesma época em que meu pai, então chefe da estação, faleceu. Sou o mais velho de oito irmãos e ajudei a sustentar a família. Uma pena a região ter ficado assim". 

Lamento como o dele é ouvido facilmente nos lugares que um dia ouviram o apito da maria-fumaça. Entre os veteranos, muitos fazem promessas para que as locomotivas voltem a percorrer os imponentes túneis ao longo da estrada de ferro, como os que existem entre Ladainha e Teófilo Otoni. 

DE UMA PONTA A OUTRA 

A viagem que virou música 

Sete anos depois de a ferrovia ser desativada, Fernando Brant (1946-2015) percorreu o trecho para uma reportagem publicada na revista O Cruzeiro. O antes e o depois da Baiminas inspiraram o parceiro de Milton Nascimento a compor Ponta de Areia. Brant reparou o quanto praças ficaram vazias sem as locomotivas e os vagões. E lamentou o destino de velhos maquinistas. Os versos soam como saudade aos mais antigos: "Ponta de Areia, ponto final/ Da Bahia-Minas, estrada natural/ Que ligava Minas ao porto, ao mar/ Caminho de ferro mandaram arrancar/ Velho maquinista com seu boné/ Lembra do povo alegre que vinha cortejar/ Maria-fumaça não canta mais/ Para moças flores janelas e quintais/ Na praça vazia, um grito, um ai/ Casas esquecidas, viúvas nos portais".