quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Chegada da ferrovia impulsiona indicadores socioeconômicos nas cidade de MT

01/01/2015 - Cenário MT

Além de favorecer o desenvolvimento e a logística do Mato Grosso, empresas contribuem fortemente para a economia fiscal do país, do estado e também do município.

Considerada uma das mais promissoras cidades da região Centro Oeste, com o segundo maior PIB (Produto Interno Bruto) mato-grossense, Rondonópolis completou, no dia 10 de dezembro, 61 anos de emancipação. A cidade abriga hoje o maior terminal ferroviário de cargas da América Latina. Inaugurado há pouco mais de um ano, o Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), que ainda segue em expansão, reflete um novo impulso socioeconômico para a região, com geração de emprego, renda, qualificação de mão-de-obra e melhora no escoamento da produção do estado.

Somente em 2014, o terminal da América Latina Logística (ALL) gerou cerca 300 empregos diretos e mais de mil empregos indiretos. De acordo com o gerente de Terminais da ALL em Mato Grosso, Ivandro Paim, atualmente, 56% do quadro de colaboradores da companhia vieram transferidos de outras cidades e o restante foi contratado no município. "Mesmo trazendo colaboradores de outras localidades, onde a ALL tem base, a empresa abre espaço e investe na formação e qualificação de mão-de-obra local", ressaltou.

Além da ALL, já opera no CIR a subsidiária Brado, pioneira no transporte ferroviário de contêineres, e a esmagadora de soja Noble. Já é prevista também a instalação de outras empresas no complexo nos próximos anos, o que deve ampliar ainda mais as oportunidades de trabalho.

O economista e professor na Universidade de Cuiabá (Unic), Alexsandro Silva, explica que o ciclo de investimentos iniciado após a instalação de um terminal de cargas com o porte do CIR, traz melhorias para diversos setores do município. Segundo ele, a vinda de profissionais com suas famílias de outras cidades, contribui diretamente para a movimentação da economia local por representar maior consumo por produtos e serviços. "Desde o imobiliário a outros setores, há um aumento significativo na demanda", explicou.

Outro setor que tem se preparado nos últimos anos para receber esse novo momento, de acordo com o economista, é o da educação. Escolas de ensino profissionalizante e faculdades vêm ampliando o número de cursos e quantidades de vagas para preparar o maior número possível de profissionais para os postos de trabalho que serão gerados. "Um exemplo disso é o curso de Engenharia de Produção, disponível em dois turnos e com alta demanda nas duas maiores faculdades particulares da cidade", comentou.

Silva também destaca a atração de outros grandes empreendimentos que optam pela cidade, influenciados pelo potencial de crescimento que o município oferece. "Outras grandes empresas, de variados setores, são influenciadas pelas promessas do grande crescimento que Rondonópolis deverá apresentar nos próximos anos, apontando a cidade como um bom lugar para investir", frisou.

Além de favorecer o desenvolvimento e a logística do Mato Grosso, Silva lembra que essas empresas contribuem fortemente para a economia fiscal do país, do estado e também do município. "Quando se eleva o nível da atividade econômica todos ganham, inclusive o governo, que arrecada mais em tributos. Ampliando a capacidade do Estado e dos Municípios aumenta-se os investimentos em melhorias dos serviços públicos como saúde, educação, segurança, habitação e lazer, por exemplo. Rondonópolis certamente se beneficiará muito com isso", concluiu.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Ministro dos Transportes confirma que ferrovia Norte Sul passará por Três Lagoas

30/12/2014 - Dia a Dia

A confirmação pelo Ministério dos Transportes de que a Ferrovia EF-267 passará pela região do Bolsão atende a uma reivindicação do senador Delcídio do Amaral.

O ministro Paulo Sérgio Passos, durante sua estada em Três Lagoas, na manhã de quarta-feira (17) passada, para a inauguração do contorno ferroviário, anunciou que o Município será também contemplado com nova opção de transporte: a ferrovia Norte-Sul (denominada EF-267), que ligará Mato Grosso do Sul a São Paulo e Paraná.

O fato causou euforia a todos os presentes no ato de inauguração do contorno ferroviário de Três Lagoas, inclusive o governador André Puccinelli, a senadora diplomada (vice-governadora) Simone Tebet e prefeita Marcia Moura.

Passos observou o aspecto econômico da região e o desenvolvimento que Três Lagoas vem apresentando nos últimos dez anos. "São empreendimentos de grande porte que necessitam suporte para atender suas capacidades de produção e precisam de opções de logística, como o modal ferroviário. Mato Grosso do Sul tem que ser bem atendido, assim como Três Lagoas", colocou o ministro.

Luta antiga de Delcídio

A confirmação pelo Ministério dos Transportes de que a Ferrovia EF-267 passará pela região do Bolsão atende a uma reivindicação do senador Delcídio do Amaral.

"Desde que o governo federal começou a planejar a obra temos feito gestões junto ao Minstério dos Transportes, a ANTT ( Agência Nacional de Tranporte Terrestres) e até na própria Presidência da República para que o traçado da ferrovia incluísse o Bolsão e a Grande Dourados. Participei de diversas reuniões com dirigentes do governo e chegamos até a promover uma audiência pública na Assembléia Legislativa, em agosto do ano passado, para mostrar a importância da EF-267 para o desenvolvimento do nosso estado. Fico feliz ao ver que o nosso sonho vai ser realizado", comentou o senador, em entrevista exclusiva ao Perfil News.

A EF-267 ligará o Mato Grosso do Sul a São Paulo e ao Paraná. Os trilhos passarão por Brasilândia, Três Lagoas, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Nova Andradina, Angélica, Deodápolis, Dourados e Maracaju, com ramais integrando à malha ferroviária do Paraná, permitindo o escoamento da produção pelo município de Mundo Novo para Guaíra, Cascavel, Guarapuava, Irati, Iguaçu e Paranaguá, onde está localizado um dos mais importantes portos do Brasil.

Para Delcídio, a EF-267 criará uma nova e eficiente alternativa para escoar a produção agropecuária do estado, "a um custo de frete bastante competitivo, o que deverá impulsionar ainda mais a economia de Mato Grosso do Sul, gerando riquezas e milhares de novos empregos".

Projeto nacional

O senador destacou que a nova ferrovia faz parte de um arrojado projeto de integração nacional da presidenta Dilma Rousseff e representa para Mato Grosso do Sul o desenvolvimento e a melhoria das cadeias produtivas, ampliando a logística de transporte do estado.

"Esta estrada de ferro é um passo importante para integrar nosso estado ao mercado brasileiro e aos países do Mercosul, alcançando também os mercados asiáticos por meio do transporte marítimo" afirma .

O ramal será licitado no ano que vem. A previsão é de que os primeiros vagões já estejam transitando em 2019. A linha férrea está prevista no Programa de Investimento e Logística do governo federal, que prevê investimentos de R$ 91 bilhões em 25 anos.

Fonte: Jornal Dia a Dia

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Passagem de trem Vitória a Minas fica mais cara em 2015

18/12/2014 - G1 ES

O valor das passagens do trem que faz o trajeto Vitória a Minas Gerais sofrerá reajuste a partir do dia 2 de janeiro de 2015, segundo a mineradora Vale, responsável pelo transporte dos passageiros. As passagens, que antes custavam R$ 58 para viagens na classe econômica, passarão para R$ 62. Já a classe executiva, que antes era tinha valor de R$ 91, será agora R$ 95.

Segundo a Vale, o reajuste também será cobrado para quem faz o trajeto inverso, de Minas Gerais para Vitória. A empresa ainda informou que o reajuste foi determinado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão que regulamenta o setor

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Locomotiva da Madeira-Mamoré é restaurada em Guajará-Mirim, RO

19/12/2014 - O Nortão

Peça é do acervo do Museu Municipal e deve ficar pronta nesta sexta-feira, 19. Iniciativa privada e secretaria firmaram parceria para revitalização.

A locomotiva número 20 exposta na praça do Museu de Guajará-Mirim (RO), distante cerca de 330 quilômetros de Porto Velho, está sendo restaurada até esta sexta-feira (19) os trabalhos serão concluídas. A Maria Fumaça faz parte do acervo do museu que comemora 34 anos no próximo dia 22 de dezembro.

De acordo com a direção do museu, a peça foi recuperada pela última vez quando participou da minissérie da Rede Globo Mad Maria, em 2005, representando a locomotiva número 5. Depois disso, ela sofreu com os efeitos climáticos, a enchente do Rio Mamoré e o descaso. Para a restauração, a Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo (Semcet) buscou parcerias com empresários locais que doaram toda a tinta para a pintura e funcionários da prefeitura compõem a mão de obra.

O diretor do museu, Fredson Martins, afirma que a parceria foi fundamental para o resgate do passado da ferrovia e espera que a população cuide do patrimônio. "Estamos revitalizando, com lavagem da peça, raspamos o ferrugem e aplicamos produto antiferrugem. Estamos terminando a pintura, graças a parceria com empresários. A maior preocupação é manter para resgatar nossos valores culturais", alega o diretor .

Quem sabe da importância da locomotiva na história do município e vê a restauração se emociona, é o caso de João Ferreira, de 77 anos, que andou na estrada de ferro com a número 20 e relembra como funcionava. "É importante ser reformada. Ela faz parte da minha história", diz o aposentado.

Também parte do acervo do museu, a Locomotiva 17, que fica exposta no centro da Praça dos Pioneiros será reformada em outra data, após análise de engenheiros. "Precisamos saber se temos o material local para estrutura-la, sem risco de tombar, para poder pintar", afirma Fredson.

A Locomotiva 20 é de 1909 e com base em fotos antigas, ela será restaurada nas mesmas cores como antigamente. No dia do aniversário do museu (22), a Maria Fumaça restaurada será reapresentada para a comunidade.

Fonte: G1 RO/O Nortão Jornal

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Trem da Vale tem reajustes nas passagens

18/12/2014 - DeFato Online 


As passagens poderão sem compradas sem o reajuste até 1º de janeiro de 2015

A partir de 2 de janeiro de 2015, as passagens do trem de passageiros da Vale terão reajuste médio de 5,77%. O reajuste foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os trechos de maior distância, a partir de Itabira, terão uma correção menor. Para Cariacica, na Grande Vitória, a tarifa na classe executiva passa de R$ 68 para R$ 72, um reajuste de 5,8%. Na econômica a passagem que custa hoje R$ 52 vai passar para R$ 55, índice de 5,7%.

De Itabira para Ipatinga o custo da viagem na classe executiva passa de R$ 24 para R$ 26, uma correção de 8,3%. Já no vagão econômico a tarifa passa de R$ 20 para R$ 21, reajuste de 5%. O valor da tarifa de Itabira para Governador Valadares na classe executiva vai aumentar 7,6%. A passagem que hoje custa R$ 39 para R$ 42. Já o custo do bilhete do vagão econômico passa de R$ 28 para R$ 30, um aumento de 7,14%.

De Belo Horizonte até Cariacica, na Grande Vitória, a tarifa passa de R$ 91 para R$ 95. O reajuste nesta classe foi de 4,3%. A passagem no vagão da classe econômica vai passar de R$ 58 para R$ 61, um aumento de 6,8%. De Belo Horizonte para Governador Valadares a tarifa na classe econômica passa de R$ 34 para R$ 36 e na executiva de R$ 62 para R$ 65. De Vitória para Governador Valadares os preços são os mesmos nas duas classes. De João Monlevade para Belo Horizonte a tarifa do vagão econômico passa de R$4 20 para R$ 21 e no executivo de R$ 34 para R$ 36.

As passagens poderão sem compradas sem o reajuste até 1º de janeiro de 2015. A empresa venda os bilhetes com 60 dias de antecedência pela internet os no guichês das estações. Em 5 de agosto deste ano a Vale colocou em circulação vagões comprados na Romênia. Mesmo os investimentos, os preços não foram reajustados.

O trem de passageiros tem sido alvo de vândalos, ou melhor, bandidos. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte e de Vitória as janelas estão sendo atingidas por pedras (veja imagem acima). A marca que lembra gotas de chuva é do vidro trincado. Os vagões antigos tinham janelas de aço. Os passageiros eram orientados a fechá-las quando o trem estava próximo do destino final. O novo trem tem janelas de vidros mais largas, evitando que os passageiros sejam atingidos.

Fonte: DeFato Online 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Governo prevê licitar novos estudos do TAV até abril

11/12/2014 - O Globo

O governo adotou uma meta para retomar o programa de implantação do Trem de Alta Velocidade (TAV) no país. De acordo com o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) apresentado nesta quinta-feira, o governo quer publicar a licitação para contratação de um novo estudo de viabilidade até abril.

A realização desse novo estudo, que compreende questões técnicas e ambientais, foi uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou sérias críticas aos conceitos que embasavam os planos do governo.

O projeto do trem-bala que vai ligar Campinas ao Rio, passando por São Paulo, está suspenso desde 12 de agosto de 2013, quando o leilão foi adiado. De lá para cá a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) vinha desenvolvendo estudos de engenharia para o projeto, estimado em R$ 33,2 bilhões.


Cemitério logístico trava investimentos em setor ferroviário

15/12/2014 - Exame

Ponte em obra inacabada da ferrovia Transnordestina: em dezenas de pátios logísticos espalhados País afora, milhares de vagões e locomotivas ainda enferrujam a céu aberto

André Borges, do Estadão Conteúdo

Iperó, Sorocaba e Mairinque - O governo anunciou planos de construir 11 mil quilômetros de novas ferrovias e erguer mais de 800 aeroportos regionais, mas há anos não consegue executar uma tarefa básica: limpar os trilhos e os aeroportos que já existem.

Em dezenas de pátios logísticos espalhados País afora, milhares de vagões e locomotivas ainda enferrujam a céu aberto, transformados em abrigo para usuários de drogas e entrave na operação diária de concessionárias que assumiram a malha ferroviária nacional, privatizada na década de 90.

Nos aeroportos, onde o pouco espaço disponível é disputado a tapa pelas companhias aéreas, dezenas de aviões e carcaças abandonadas ainda são um estorvo sem data para acabar.

Resultado da burocracia jurídica e da dificuldade do governo em concluir programas criados para desobstruir o caminho do transporte de cargas e passageiros, esses cemitérios logísticos estão escancarados em trechos como os da ferrovia Malha Paulista, que foram percorridos pelo Estado.

Ao longo da estrada de ferro que corta a região de Sorocaba (SP), linha que hoje é operada pela América Latina Logística (ALL), a reportagem flagrou centenas de vagões abandonados, estações históricas caindo aos pedaços e trânsito livre para o comércio de drogas.

Cabe ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) dar um destino aos bens da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) que não foram repassados às atuais concessionárias.

No processo de privatização, realizado 18 anos atrás, todo o patrimônio da RFFSA considerado necessário à operação (malha ferroviária, vagões, locomotivas, equipamentos e oficinas) foi arrendado às empresas.

Ficou a cargo do Dnit cuidar dos bens considerados não operacionais e obsoletos, milhares de vagões e locomotivas antigas sem condições econômicas de recuperação. A autarquia do Ministério dos Transportes chegou a criar um programa para isso, mas simplesmente não consegue tirá-lo do lugar.

Sem interesse. Em 2012, o Dnit concluiu uma primeira etapa de inventário dos vagões, com 1.175 unidades fichadas individualmente. Dessas, 600 foram avaliadas para venda em leilão, incluindo grandes volumes que estão entulhados nos pátios de Triagem Paulista, em Bauru (SP), e de Samaritá, na cidade de São Vicente, litoral paulista. Uma licitação para venda dos vagões foi realizada dois anos atrás, mas o Dnit afirma que não teve interessado. Eram aproximadamente 400 vagões.

"Abrimos leilão em setembro deste ano para Triagem Paulista e Samaritá, mas não houve interessado, ou seja, o preço oferecido pelo Dnit estava fora do mercado", declarou a autarquia, por meio de nota.

Nas contas da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que representa as concessionárias, um total de 5.400 vagões e locomotivas não foi arrendado no processo de privatização e, portanto, trata-se de material que precisa ser removido. Outras 7.400 unidades entraram nos pacotes de concessão, mas já estão em fase de devolução, por conta do fim de vida útil.

Nas contas do Dnit, ainda é preciso concluir a avaliação dos maquinários abandonados nos pátios de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e em capitais do Nordeste, como Fortaleza, que concentra grande quantidade das sucatas.

O material que será vendido por meio de leilões passará por avaliação de uma comissão de peritos da "inventariança da extinta RFFSA", processo que teve início em 2007 e que deveria ser concluído em 2015, mas que provavelmente terá de ser prorrogado. "Precisa ser concluído o inventário de torres de eletrificação elétrica em São Paulo, e depois transferir para Dnit", informou o órgão.

Legado

No processo de liquidação dos bens da RFFSA, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) assumiu o compromisso de desembaraçar mais de 52 mil imóveis que pertenciam à antiga Rede. Bens de valor cultural ficaram aos cuidados do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), enquanto a Advocacia-Geral da União (AGU) assumiu aproximadamente 40 mil processos trabalhistas.

Ao mostrar para a reportagem a situação atual em que se encontra a estação ferroviária de Iperó, o funcionário aposentado pela Ferrovia Paulista (Fepasa) Dejair de Almeida faz as promessas oficiais parecerem folclore. "Veja a que situação chegamos. Estamos sozinhos aqui. Até os prédios que pertenciam à Fepasa foram invadidos. Ninguém fiscaliza nada. É lamentável ver o que fizeram com a ferrovia."

Dejair Almeida trabalhou durante 22 anos na malha da antiga Estrada de Ferro Sorocabana (ESF). Aposentou-se quando um acidente o deixou cego do olho direito, enquanto trabalhava nas instalações elétricas da estação ferroviária da cidade. Hoje, cuida do Sindicato dos Ferroviários de Iperó. Durante a reportagem, enquanto apresentava o que restou da estação ferroviária, foi obrigado a recuar. Atrás do prédio, a polícia abordava um grupo de jovens, em busca de drogas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: Revista Exame 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Reunião define cronograma do projeto de trem interligando Goiânia/Brasília

11/12/2014 - Jornal Opção

Em agenda na capital, governador tratou de problemas do transporte no Entorno, prestigiou a posse do novo presidente do TCU

O trem de alta velocidade ligando Brasília a Goiânia, com ramificações para as cidades de Águas Lindas de Goiás e Santo Antônio do Descoberto, no Entorno Sul do Distrito Federal, voltou a ser tema de importante reunião entre o governador Marconi Perillo e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, na tarde desta quarta-feira (10/12). Na reunião, o governador e a direção da ANTT definiram um cronograma para realização, já no ano que vem, dos estudos de viabilidade e do projeto executivo.

De acordo com a previsão apresentada por Ronaldo Magalhães, técnico-financeiro da ANTT, até maio do próximo ano uma empresa de consultoria deverá apresentar o resultado do estudo de viabilidade. Em seguida será iniciado o projeto executivo para que a obra seja colocada em licitação.

Técnicos da agência expuseram ao governador os estudos de viabilidade técnica, econômica, socioambiental e jurídico-legal para o desenvolvimento estratégico do transporte ferroviário de passageiros e carga no corredor Brasília/Anápolis/Goiânia.

O encontro ocorreu na sede da ANTT, em Brasília, na presença também do secretário de Cidades, João Balestra, do deputado federal eleito, Célio Silveira (PSDB) e da deputada estadual eleita, Lêda Borges (PSDB), ambos representantes dos municípios goianos localizados no Entorno do DF. O diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, lembra que após a conclusão do projeto executivo, o trem será detalhado para a presidente Dilma Rousseff, a quem caberá dar a palavra final para a execução da obra.

“A execução do projeto está sendo amadurecida há muito tempo. Nós assinamos o primeiro protocolo há dois anos e meio juntamente com o governo de Brasília, a ANTT, Sudeco e vários outros órgãos federais e estaduais”, lembrou o governador. “Agora nós já estamos vendo a finalização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEC) e vamos partir para uma próxima etapa, que é a definição do trajeto, de custos, enfim, do projeto executivo. Isso tudo pode ficar pronto até o final de 2015 para que em 2016 esse projeto possa começar a se tornar realidade”, disse Marconi.

“Nós pretendemos levar o projeto para o Governo Federal para que ele analise, com dados já conclusivos, a demanda e o custo do projeto, para que (a União) tenha sensibilidade maior para viabilizar a obra”, declarou Jorge Bastos.

Características

De acordo com os primeiros estudos elaborados por técnicos da ANTT, o trem de alta velocidade entre Goiânia e Brasília seguirá os mesmos parâmetros do projeto já elaborado para a construção do ramal entre Campinas/São Paulo e Rio de Janeiro. A velocidade máxima será de 200 quilômetros por hora estimando-se o máximo de uma hora e meia para a conclusão do trajeto, contando-se com as paradas previstas.

O trem entre as duas capitais, somando-se os ramais para as duas cidades do Entorno – Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas de Goiás – atenderá uma população estimada de 6,3 milhões de pessoas, com a previsão de transportar 7,3 milhões de passageiros por ano.

O projeto divide a ferrovia em dois tipos de transportes, o regional – Goiânia/Brasília – e o de integração – DF/Águas Lindas/Santo Antônio do Descoberto e Goiânia/Anápolis, também conhecido como semi-urbano. Os primeiros estudos indicam que a linha começará a operar na Rodoferroviária de Brasília e interligará o VLT e o BRT no centro de Goiânia.

O transporte coletivo de passageiros que atende as cidades do Entorno do Distrito Federal também entrou na pauta da reunião desta quarta-feira do governador Marconi Perillo com o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos.

“O diretor Jorge tem-se mostrado extremamente sensível com a situação do transporte coletivo do Entorno. Marcamos um novo encontro para darmos sequência às discussões sobre as medidas que podem ser tomadas para melhorar o serviço. Vamos envolver os governos de Goiás, do DF e Federal para acharmos uma solução para este grave problema. O importante é que há, desde sempre, uma sensibilidade enorme por parte da ANTT e do diretor Jorge Bastos para que resolvamos essa questão”, detalhou Marconi.

A construção de um novo acesso ao novo aeroporto de Goiânia também foi discutida no encontro. O assunto deverá ser tema de nova reunião entre o governador e o diretor-geral da ANTT brevemente.

O governador Marconi Perillo passou a quarta-feira em Brasília onde, além da reunião na ANTT, prestigiou as posses do novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU ), Aroldo Cedraz, e do vice-presidente, Raimundo Carreiro, ocorridas na parte da manhã e da procuradora de Justiça de Goiás, Ivana Farina Navarrete Pena no recém-criado Conselho Nacional dos Direitos Humanos, ocorrida no final da tarde no Palácio do Itamaraty.

Ambas as solenidades foram prestigiadas pela presidente Dilma Rousseff e as mais autoridades do Governo Federal e dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. (Com informações da assessoria de imprensa do governador Marconi Perillo)

Fonte: Jornal Opção

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Governo assina contrato de ampliação da malha ferroviária em São Paulo

04/12/2014 - Portal Brasil

Cerimônia, na manhã de hoje (4), no Palácio do Planalto, teve participação do ministro das Cidades, Gilberto Occhi

Nesta manhã de quinta-feira (4), a presidenta Dilma Rousseff recebeu o ministro das Cidades, Gilberto Occhi, no Palácio do Planalto, para a assinatura de contratos de modernização e ampliação do transporte ferroviário em São Paulo e da implantação do linha de BRT Metropolitano- Praia Grande / São Vicente e Terminais (EMTU).

As obras de mobilidade urbana receberão um total de R$ 3,3 bilhões em recursos, entre repasses do Orçamento Geral da União (OGU) e contrapartidas estaduais.

A cerimônia também teve a assinatura de termo de investimento, por meio de Parceria Público-Privada (PPP), para o Sistema Produtor São Lourenço.

O investimento previsto é de R$ 2,6 bilhões, sendo R$ 2,3 bilhões de financiamento público e privado e R$ 261,2 milhões de contrapartida.

Fonte: Portal Brasil 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Ferrovia SP-MS está em fase de complementação de estudos, informa ANTT

02/12/2014 - A Crítica de Campo Grande/MS 

Em Mato Grosso do Sul, dois lotes fazem parte das concessões a serem leiloadas pelo Governo Federal: a ferrovia Estrela dOeste/SP-Dourados/MS e a ferrovia Maracaju/MS-Lapa/PR.

Em gestões realizadas junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o deputado federal Vander Loubet (PT-MS) tem procurado acompanhar os projetos de construção e concessão de ferrovias inseridos no Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado pelo Governo Federal em agosto de 2012.

No mês de novembro, Vander questionou a Agência sobre a situação do ramal Estrela d'Oeste/SP-Dourados/MS. De acordo com o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, o trecho da ferrovia está em Processo de Manifestação de Interesse (PMI).

O PMI é um instrumento previsto no Decreto nº 5.977, de 1º de dezembro de 2006, pelo qual o setor público obtém, de consultores externos ou das empresas interessadas em disputar futuros contratos de concessão, estudos de viabilidade sobre projetos de infraestrutura. O PMI funciona como uma complementação dos estudos realizados pelo setor público.

"Essa é provavelmente a última etapa antes que o Governo prepare o edital de concessão dessa ferrovia. É uma obra muito aguardada pelo setor produtivo do nosso estado porque vai dinamizar a logística, vai agilizar o escoamento da nossa produção para os grandes portos do país. E isso é fundamental para reduzir o custo com frete, para baratear o preço final dos produtos que são exportados por MS", pontuou Vander.

Interligação - Em Mato Grosso do Sul, dois lotes fazem parte das concessões a serem leiloadas pelo Governo Federal: a ferrovia Estrela d'Oeste/SP-Dourados/MS e a ferrovia Maracaju/MS-Lapa/PR.

O projeto da ferrovia Anápolis-Estrela d'Oeste-Panorama-Dourados tem uma extensão aproximada de 1.300 km. A concessão do serviço público de exploração da ferrovia vai compreender a construção apenas do trecho Estrela D'Oeste-Panorama-Dourados, já que o trecho Anápolis-Estrela d'Oeste (681,6 km) está em construção pela Valec, empresa pública controlada pelo Ministério dos Transportes.

Além de Dourados, o traçado deve passar pelos municípios sul-mato-grossenses de Deodápolis, Angélica, Nova Andradina, Bataguassu, Santa Rita do Pardo, Brasilândia, Três Lagoas e Eldorado.

A ferrovia Anápolis-Dourados será integrada à Ferrovia Norte-Sul, cujo trecho, quando completo, vai interligar o interior do Brasil aos portos de Belém (PA), São Luís (MA), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Rio Grande (RS). Além disso, futuramente, a Norte-Sul deve se conectar à Ferrovia Ferroeste e essa interligação atingirá também o Porto de Paranaguá (PR).

Já a concessão da ferrovia Maracaju-Lapa envolve a construção de 989 km de trilhos. O trecho integrará justamente a Ferroeste, que cruza o Paraná de leste a oeste, e permitirá a inteligação ao Porto de Paranaguá. O traçado em Mato Grosso do Sul, a partir de Maracaju, deve incluir os municípios de Itaporã, Dourados, Caarapó, Amambai, Iguatemi, Eldorado e Mundo Novo.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Norte-Sul terá de se unir a outras ferrovias, afirma CNI

23/11/2014 - Folha de S. Paulo

A ferrovia Norte-Sul, a maior em construção do país, só será competitiva se seus trilhos forem integrados a outros projetos ferroviários, indica estudo da CNI.

Sob o controle da Valec (estatal de ferrovias), a Norte-Sul está em obras desde a década de 1980 e poderá chegar a uma extensão de 4.197 quilômetros de trilhos que passarão por nove Estados.

Ao longo desse traçado, a interligação com as ferrovias Transnordestina e FIOL (Integração Oeste-Leste) será a mais estratégica, afirma a pesquisa da confederação.

"Essa será a saída mais barata para exportar a produção do agronegócio que está cada vez maior e se enraizando pelo Nordeste", analisa Wagner Cardoso, gerente de infraestrutura da CNI.

Juntas, as três ferrovias poderão exportar commodities utilizando cinco portos diferentes: Vila do Conde (PA), Itaqui (MA), Pecem (CE), Suape (PE) e Ilhéus (BA).

O estudo, no entanto, não traça uma projeção da quantidade de produtos que será escoada pelas três ferrovias.

Cita apenas que entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA), um trecho de 457 km da Norte-Sul, deverão circular 14,3 milhões de toneladas de produtos até 2023.

No momento, dos sete trechos previstos da Norte-Sul, apenas o localizado entre as cidades de Açailândia (MA) e Palmas (TO) está em operação, sob concessão da Vale.

"A obra gerou questionamentos socioambientais e de gestão. Pronta, vai tirar o país do atraso", diz Cardoso.


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ferrovia Norte-Sul precisa ser interligada a outras quatro ferrovias para integrar logística nacional

24/11/2014 - CNI

Quando concluída, a Ferrovia Norte-Sul consolidará a espinha dorsal do transporte ferroviário brasileiro. Mas é preciso antes tocar as obras de novas ferrovias e integrar a malha ferroviária para permitir o escoamento da carga oriunda do interior do país. Só o mercado exportador de grãos da região Centro-Oeste, por exemplo, passará a ter acesso a cinco portos da regiões Norte e Nordeste para embarcar cargas hoje movimentadas sobre rodovias. 

A conclusão é do estudo A Ferrovia Norte-Sul e a integração nacional, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O trabalho conclui que, uma vez finalizada, a via induzirá um grande crescimento no transporte de cargas do interior do país para exportação e na movimentação de cargas entre regiões do país. Os principais produtos a serem movimentados são soja, farelo e óleo de soja, milho, cana-de-açúcar, etanol, açúcar, papel, celulose e minerais. 

Para isso, o estudo considera necessário concluir a Ferrovia Transnordestina, que dará acesso aos portos de Pecém (CE) e de Suape (PE); a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que liga o interior da Bahia ao porto de Ilhéus (BA); construir a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), entre Mato Grosso e Goiás, melhorando o transporte na principal região produtora de grãos do país.

O prolongamento da Ferrovia Norte-Sul entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA), no entanto, é um dos passos mais relevantes para consolidá-la como grande eixo da logística nacional. Com este trecho, estabelece-se uma rota do centro do país até o porto de Vila do Conde (PA), importante saída para exportação marítima para a Europa e para a Ásia, pelo Canal do Panamá. Com este trecho, pode-se quintuplicar o volume de carga transportado na Norte-Sul, em 2013, que foi de 3 milhões de toneladas úteis .

Fonte: CNI
Publicada em:: 24/11/2014

Ferrovia interoceânica fica mais barata se cortar a Bolívia, diz Morales

22/11/2014 - EFE

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou neste sábado que a construção na América do Sul de uma ferrovia interoceânica será mais barata se atravessar seu país, ao invés de unir diretamente os territórios de Brasil e Peru. "Se a ferrovia bioceânica passar pela Bolívia será mais curta e mais barata", garantiu Morales em entrevista coletiva na cidade de Cochabamba.
O governante fez o comentário a propósito de uma declaração recente do presidente do Peru, Ollanta Humala, que excluiu a possibilidade que a ferrovia passe por território boliviano. Humala disse que seu país, o Brasil e a China estudarão essa obra para integrar suas economias.

Por sua vez, Morales comentou neste sábado (22) que há dois projetos em debate para a construção dessa ferrovia na América do Sul com apoio financeiro da China, para unir os oceanos Atlântico e Pacífico, e insistiu que a opção pela Bolívia é a mais econômica.

O presidente boliviano acrescentou que China e Brasil estão surpreendidos pelo projeto que inclui a opção da Bolívia. Morales disse também que talvez os técnicos peruanos não tenham apresentado bons relatórios às autoridades de seu país, motivo pelo qual dará essa informação pessoalmente ao governo vizinho.

Nesse sentido, lembrou que está pendente uma reunião bilateral com seu colega peruano para tratar projetos de desenvolvimento. Em uma ocasião anterior, Morales disse que o projeto ferroviário pode custar entre US$ 10 bilhões e US$ 13 bilhões.


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Lima descarta passagem por Bolívia de trem interoceânico Brasil-Peru

19/112014 -AFP

A construção de uma ferrovia entre Brasil e Peru, que permitirá unir comercialmente portos do Atlântico e do Pacífico, não cruzará o território boliviano como o país espera, anunciou nesta quarta-feira o presidente peruano, Ollanta Humala.

O presidente disse que esta mega-obra, que os governos de Lima e Brasília projetam, foi um dos assuntos abordados em sua recente viagem à China, país que deve participar da construção e do financiamento.

"Após um acordo prévio com o Brasil na China foi aprovada a assinatura de um memorando para iniciar os estudos de um projeto de trem que una os oceanos e possa integrar os mercados de Brasil, Peru e China", disse Humala, durante reunião com meios de comunicação estrangeiros no Palácio do Governo.
O chefe de Estado indicou que o percurso que o trem cobrirá não será pelo sul do Peru e através da Bolívia, mas "pelo norte do Peru, por razões de interesse nacional", que não especificou.

A Bolívia pretende participar do projeto e se somar a uma ferrovia que possa ligar seu território e seus produtos a portos dos dois oceanos.

Segundo estimativas iniciais, a ferrovia teria um custo de US$ 10 bilhões, que a China estaria em condições de financiar.

Em outubro, o plano gerou alguns atritos diplomáticos entre Lima e La Paz, depois que o presidente boliviano, Evo Morales, disse que o Peru estaria marginalizando a Bolívia do traçado.

"Não sei se o Peru está fazendo uma jogada suja", queixou-se.

Humala disse ter "o maior respeito pelo presidente (Evo) Morales" e que seu país está comprometido na integração com a Bolívia e apoia sua reivindicação histórica de uma saída para o mar.

Neste sentido, referiu-se a "outro projeto de ferrovia que viria de La paz" e chegaria até os portos peruanos e Lima. Ele disse que os ministros do Transporte dos dois países entraram em contato para avançar no tema. "É um desafio de engenharia pelas descidas da Cordilheira até a costa", acrescentou.

Fonte: AFP
Publicada em:: 19/11/2014

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Prefeito e presidente da Hyundai Rotem visitam área da nova fábrica em Araraquara

18/11/2014 - Folha da Cidade - Araraquara/SP

O presidente mundial da Hyundai Rotem, Kyuhwan Han, esteve na manhã de domingo (16), em Araraquara. Recepcionado pelo prefeito Marcelo Barbieri, Han visitou a área das futuras instalações da empresa no município. Também estava presente o secretário municipal de Ciência, Tecnologia, Turismo e Desenvolvimento Sustentável, Antonio Martins.

O anúncio oficial da vinda para Araraquara da empresa sul-coreana, uma das maiores fabricantes de sistemas ferroviários do mundo, será feito nesta terça-feira (18), às 15h, em São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes, pelo governador do Estado Geraldo Alckmin, nas presenças do prefeito Marcelo e do presidente Kyuhwan Han, entre outras autoridades.

Serão assinados, na capital paulista, dois memorandos de entendimentos visando à instalação da Hyunday Rotem em Araraquara. O primeiro será com o presidente da Investe São Paulo, Luciano Almeida, e o segundo com o prefeito Marcelo.

A área de 173 mil metros quadrados onde a empresa será instalada fica próxima ao novo contorno ferroviário e às margens da Rodovia Antônio Machado SantAnna (SP-255), perto da Usina Maringá. Com investimento de R$ 50 milhões e geração inicial de cerca de 400 empregos diretos, a fábrica deve estar pronta até o final de 2015 para começar a produzir em 2016.

Paralelamente à construção da nova fábrica, a Hyundai Rotem dá início, no ano que vem, na unidade da Iesa, à produção de 30 trens para a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Entre outros contratos, a sul-coreana também produzirá composições para o Metrô Bahia, em Salvador.

A Hyundai Rotem também pretende participar de outras concorrências nacionais e internacionais para produzir trens e metrôs para toda a América Latina a partir da fábrica de Araraquara.

O prefeito Marcelo destacou a importância do apoio da Câmara Municipal para a instalação desse grande empreendimento, com o projeto de incentivo ao desenvolvimento econômico da cidade.

Ainda de acordo com o prefeito Marcelo, a localização estratégia de Araraquara e o trabalho da Prefeitura, somados à qualidade de vida do município, foram fundamentais para a vida da fábrica da Hyundai Rotem.

Histórico

Fundada em 1977, por meio de uma junção entre as empresas Hyundai Precision Industry, Hanjin Heavy Industries & Construction e Daewoo Heavy Industries & Machinery, a Hyundai Rotem foi comprada pelo Hyundai Motor Group em 2001, tornando-se uma referência global no fornecimento de sistemas ferroviários em um curto espaço de tempo. Posteriormente, a empresa entrou também no ramo da indústria pesada, tornando-se o único produtor de tanques da Coreia do Sul.

Com sede em Seul, hoje a Hyundai Rotem tem capital aberto na bolsa coreana e atua não só em sistemas ferroviários, mas também de defesa militar, engenharia industrial e máquinas para a indústria. Sua receita foi de US$ 31,56 milhões em 2013. São ao todo quatro empresas nacionais, além da presença com fábricas, centros de vendas e escritórios em 18 países.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Trem regional já preocupa prefeitos

17/11/2014 - Jornal Todo Dia

O primeiro trecho ligará a Capital a Campinas, e o segundo, São Paulo a Sorocaba, São Roque, São José, Taubaté e Pindamonhangaba, passando por Jacareí.

Por João Conrado Kneipp

A instalação do Trem Intercidades, que ligará Americana a Santos passando por Campinas e São Paulo, já preocupa prefeituras da região. A passagem de um novo trilho por dentro dos municípios acende o sinal de alerta por causa da segurança dos pedestres e motoristas que cruzam a linha férrea e ao mesmo tempo intensifica a pressão para tirar obras de mobilidade urbana do papel.

A segurança na linha férrea vem sendo alvo de debates na região desde setembro de 2010, quando um trem arrastou um ônibus na passagem de nível da Rua Carioba, em Americana, e matou dez pessoas. Prefeitos chegaram a cogitar pedir a retirada dos trilhos da malha urbana, discussão que nunca prosperou.

A implantação do Trem Intercidades foi anunciada pelo governo estadual em 2012, mas desde então o cronograma foi seguidamente alterado. Inicialmente, o trem interligará dois dos principais eixos do Estado.

O primeiro trecho ligará a Capital a Campinas, e o segundo, São Paulo a Sorocaba, São Roque, São José, Taubaté e Pindamonhangaba, passando por Jacareí.

O primeiro trecho, segundo o governo estadual, deverá ser priorizado e passará por Americana, Nova Odessa, Sumaré, Hortolândia, Campinas e Indaiatuba. A previsão é iniciar as obras em 2015.

Esta semana, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) se reuniu com a presidente Dilma Rousseff (PT) para cobrar agilidade na liberação da faixa de domínio da linha férrea, atualmente usada pela empresa ALL (América Latina Logística), uma vez que o trilho do Intercidades passará ao lado da linha férrea já existente. A ALL também já iniciou a duplicação de suas linhas em Campinas. Portanto, há a possibilidade de, no futuro, três trilhos cortarem os municípios.

Velocidade
O projeto inicial prevê que a velocidade média do trem de passageiros será de 120 km/h, mas não determina qual a velocidade em trechos urbanos. Os principais riscos são os cruzamentos com vias urbanas, além das passagens clandestinas.

Prefeitos da região apostam em obras de transposição dos trilhos e mobilidade urbana para amenizar os riscos. Em Hortolândia, o prefeito Antônio Meira (PT) diz que estão nos planos um viaduto por cima dos trilhos ligando o Centro ao bairro São Francisco, orçado em R$ 30 milhões, e duas passarelas para pedestres que conectarão o Centro à Vila Real (ainda sem valor estimado) e Sumarezinho ao Santa Emília, esta última orçada em R$ 3 milhões.

"Vou ser linha dura e exigir como contrapartida do governo a construção destes viadutos e das passarelas para dar o mínimo de segurança aos moradores. Com a duplicação da ALL e esse novo Trem Intercidades a velocidade e frequência dos vagões vão aumentar muito", adiantou Meira.

Ainda segundo o prefeito, um viaduto sobre os trilhos, no bairro Parque Pinheiros, foi concluído com recursos próprios e entregue no mês passado. A prefeitura também negocia a construção das mesmas obras com a ALL como uma contrapartida da duplicação. Em Nova Odessa, os três cruzamentos da linha férrea com vias urbanas não são em nível, mas a preocupação é com os pedestres que abrem passagens clandestinas para cruzar os trilhos. Segundo o prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB), serão necessárias obras de cercamento com os novos trilhos.

"As passagens de pedestres precisarão ser revistas e serão feitas obras de cercamento ou muro para deixar bem claro que o risco de morte é grande", disse. Ainda segundo Bill, a prefeitura estuda criar passarelas para os pedestres. A prefeitura planeja parcerias com o Estado, mas não divulgou possíveis orçamentos.

O secretário de Transportes de Americana, Silvio Britto, se reservou a dizer que é necessário ver o projeto antes de qualquer projeção. As assessorias de imprensa das prefeituras de Sumaré, Campinas e Indaiatuba foram procuradas, mas não responderam aos questionamentos até o fechamento desta edição.

Fonte: Jornal Todo Dia

Trem entre Lavras e Três Corações, MG, pode ser reativado

15/11/2014 - G1 Sul de Minas

Após 14 anos, o transporte de trem para passageiros entre Lavras (MG) e Três Corações (MG) pode ser reativado. Alvo de reclamações de moradores por causa do abandono, o Patrimônio Ferroviário de Lavras agora será de responsabilidade da Associação do Circuito Ferroviário Vale Verde, que quer recuperar toda a estrutura. O órgão já conseguiu a sessão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para iniciar os trabalhos no local.

"Convidamos empresas para elas conhecerem as oficinas e o espaço para se instalarem aqui. Nós já temos propostas de algumas empresas", afirma o presidente da associação, César Mori Júnior.

O lugar era conhecido como "Antiga Oficina do Parque Ferroviário de Lavras". Depois do ano de 2000, a Ferrovia Centro Atlântica, que ocupava o local, mudou para uma estação que fica a poucos quilômetros de lá. Com o passar dos anos, máquinas que foram usadas por mais de um século na construção e manutenção dos trens ficaram esquecidas. O local virou alvo de pichações e água parada.

"Pretendemos montar uma escola profissional ferroviária. Já é uma proposta antiga em parceria com a UFMG e da Cepefer do Rio de Janeiro", projeta o presidente da associação.
O Dnit cedeu 15 prédios da cidade  para a associação.

Clique no link e assista a reportagem:


domingo, 16 de novembro de 2014

Peru assina acordo com China para ter ferrovia ligando o país e Brasil

16/11/2014 - Via Trolebus, Caio Lobo

Os presidentes da China, Xi Jinping, e do Peru, Ollanta Humala, assinaram nesta quarta-feira (12) um memorando de entendimento para a criação de um grupo de trabalho trilateral, que permitirá o avanço do projeto de conexão ferroviária bioceânica entre Peru e Brasil com participação chinesa.

O acordo trilateral foi assinado pelo Ministério de Transportes e Comunicações do Peru, o Ministério de Transportes do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e de Reforma da China.

O presidente chinês e a presidente Dilma Rousseff já haviam assinado, em julho, um memorando de cooperaçào na área de ferrovias por parte de empresas chinesas.

Ferrovia no Peru em fotos:

sábado, 15 de novembro de 2014

Eurostar celebra 20 anos

15/11/2014 - Euronews

É com novas rotas e a novos comboios que o Eurostar festeja 20 anos.

A 14 de novembro de 1994 começavam as ligações ferroviárias de alta velocidade entre Londres e Paris e Londres e Bruxelas. Seria a revolução nas ligações entre o Continente europeu e o Reino Unido através do Canal da Mancha.

A companhia francesa de caminho-de-ferro, SNCF, detém 55% da empresa, a homologa belga 5%, e o governo britânico 40%. A participação de Londres foi posta à venda.

Em relação ao futuro, Eurostar anuncia a criação de novas ligações. Nicolas Petrovic, presidente executivo, explica: "A partir do próximo ano teremos o serviço direto de Londres para Lyon, Avignon e Marselha, em França. No ano seguinte, prevemos ligar Londres/Amesterdão, na Holanda. Temos novas rotas para continuar a expandir a empresa".

Desde a criação, o Eurostar já transportou mais de 150 milhões de pessoas. A empresa fala de uma procura recorde e diz ter uma quota de mercado de 80% no segmento das viagens entre cidades.

O presidente executivo evoca as perspetivas de crescimento: "O mercado das viagens de lazer no Reino Unido teve um bom desempenho nos últimos dezoito meses. Há muita confiança no Reino Unido, as pessoas estão confiantes, felizes por fazer uma pausa da cidade ou por partirem de férias. Nos mercados francês e belga, podemos dizer que tem sido ok. Quero dizer, continuamos a crescer nesses mercados".

No momento de festejar 20 anos, Eurostar juntou mais sete comboios à encomenda feita à alema Siemens, em 2010. No total, são 17 novas composições.

E quanto à futura concorrência alemã nas ligações ferroviárias no Canal da Mancha, Nicolas Petrovic declara: "Congratulamo-nos com a chegada da Deutsche Bahn enquanto concorrente ferroviário no Canal da Mancha. É uma boa notícia, porque vai reforçar a ideia de que se pode usar o comboio de alta velocidade para atravessar o Canal".

Com a remodelação e renovação da frota, o Eurostar vai gastar mil milhões de livras.

Os novos comboios e320 entram ao serviço no final de 2015.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Valec reforça oferta de transporte na Norte-Sul

31/10/2014 - Revista Ferroviária

A Valec, estatal responsável pela construção e exploração de infraestrutura ferroviária, vinculada ao Ministério dos Transportes, publicou ontem (30/10) no Diário Oficial da União (DOU) e em jornais de grande circulação no País o Comunicado de Oferta Pública n.º 02/2014. O comunicado reforça a oferta ao mercado da capacidade de transporte do trecho de 855 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul compreendido entre Porto Nacional, no estado do Tocantins, e Anápolis, no estado do Goiás, inaugurado em maio deste ano.

A medida faz parte da implementação do novo modelo aberto - o open access - com a participação dos Operadores Ferroviários Independentes (OFIs). Na política de livre acesso ao Sistema Ferroviário Federal, cabe à Valec fomentar o setor ferroviário por meio da compra e venda da capacidade de transporte das ferrovias.

O OFI é uma nova figura jurídica criada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para prestar esse serviço de transporte ferroviário de cargas sem vínculo com o controle da infraestrutura das vias. A intenção do governo é que a entrada de novos operadores do transporte de carga estimule a concorrência no setor junto às atuais concessionárias e contribua para a oferta de serviços de melhor qualidade, com a quebra de monopólio e custos mais competitivos.

O comunicado pode ser acessado na íntegra por meio do link: http://www.valec.gov.br/download/comunicados/Comunicado_de_Oferta_Publica_n%C2%BA_02-Integra_(versao_final).pdf


Fonte: Revista Ferroviária
Publicada em:: 31/10/2014

Trilhos da Ferrovia Norte-Sul já estão sendo instalados na região

14/11/2014 - O Globo

Previsto para ser inaugurado em 2015, o trecho da Ferrovia Norte-Sul, entre Anápolis (GO) e Estrela D'Oeste (SP), experimentou um acelerado ritmo de construção, nos últimos meses, que surpreendeu até os moradores de Ouroeste e Populina, cidades por onde a Ferrovia passa em direção a Estrela D'Oeste.

"Pra dizer a verdade, eu achava que não ia ver nenhum trem passando por aqui, mas agora estou vendo que a obra é pra valer", confessou uma moradora de Populina, no domingo passado.

Não é para menos. Em junho deste ano, o leito da futura ferrovia era apenas um comprido trecho de terra terraplenada que passava pelo município de Populina.

Rapidamente, porém, o trecho ganhou uma camada de pedras, logo depois os dormentos de concreto e agora os trilhos que estão sendo instalados já avançam em direção a Estrela D'Oeste. "A obra está indo bem rápido. Tomara que essa ferrovia traga progresso e empregos para a nossa região. É só do que estamos precisando", afirma seo Vicente, dono de uma lanchonete na pequena Fátima Paulista.

Emprego é algo que, aparentemente, não está faltando em Estrela D'Oeste. Pelo menos é o que acha o experiente Rubens, vigia do canteiro de obras da Valec, a responsável pela construção da ferrovia. "Se você procurar um marceneiro ou um eletricista aqui em Estrela, vai ter muita dificuldade em achar. Tem muita gente trabalhando na construção da ferrovia", diz o vigia. "Eu e o meu genro, que é operador de máquinas, estamos empregados aqui. E a empresa está querendo levar ele pra Bahia, onde estão fazendo outra obra", completou.

Em Goiás e Tocantins, onde foi inaugurado um trecho da ferrovia, recentemente, já estão sendo implantadas 42 plantas industriais de etanol e 20 usinas de biodiesel. Quando a ferrovia estiver totalmente pronta, calcula-se que ela vá promover cerca de 270 mil empregos diretos e indiretos nas comunidades do interior do país.

A Ferrovia

O projeto da Ferrovia Norte-Sul foi iniciado há 27 anos, ainda no governo Sarney, e previa, em princípio, 4.576 quilômetros de trilhos, cortando nove estados entre Itaqui, no Maranhão e Estrela D'Oeste, em São Paulo. Ao retomar o projeto, que estava paralisado há vários anos, o governo do ex-presidente Lula decidiu levar a ferrovia até o Rio Grande do Sul.

A ferrovia deverá mudar o perfil econômico de muitas das cidades por onde passarão os trens de carga. O transporte via ferrovia deverá diminuir os prejuízos com cargas que deixam de ser transportadas e impostos não arrecadados, além de reduzir em até 30% o valor do frete pago por produtores e empresários. Não bastasse a redução dos custos com transporte e consumo de combustível, a utilização da ferrovia vai trazer um outro benefício de valor incalculável: a diminuição dos índices de acidentes nas estradas, o que deverá poupar muitas vidas.

Fonte: Região Noroeste
Publicada em:: 14/11/2014

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Países fecham acordo para ferrovia Peru-Brasil

12/11/2014 - France Presse

Os presidentes da China, Xi Jinping, e do Peru, Ollanta Humala, assinaram nesta quarta-feira (12) um memorando de entendimento para a criação de um grupo de trabalho trilateral, que permitirá o avanço do projeto de conexão ferroviária bioceânica entre Peru e Brasil com participação chinesa.

Este foi um dos sete acordos que Xi e Humala assinaram na reunião realizada no Grande Palácio do Povo de Pequim. O roteiro faz parte da visita oficial que o líder peruano realiza à China após sua participação na cúpula do fórum da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na sigla em inglês).

Fontes da delegação peruana indicaram que, junto ao pacto sobre o corredor ferroviário, os líderes selaram também um acordo sobre cooperação econômica que prevê a doação de US$ 11,5 milhões da China ao Peru, entre outros projetos no setor de mineração e de petróleo.

CORREDOR

Com a assinatura do memorando do grupo de trabalho sobre a ferrovia bioceânica, mais um passo foi dado na iniciativa de construção de um corredor que atravesse a América do Sul entre Peru e Brasil e conecte os oceanos Atlântico e Pacífico.

O acordo trilateral foi assinado pelo Ministério de Transportes e Comunicações do Peru, o Ministério de Transportes do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e de Reforma da China.

Xi e a presidente Dilma Rousseff já assinaram em julho um memorando de cooperação que permite o investimento de empresas chinesas em ferrovias brasileiras.

Ainda no encontro de hoje, foram trocadas notas sobre o projeto de construção e implementação do COEN (Centro de Operações de Emergência Nacional), do Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru, e sobre a doação de um lote de cadeiras de rodas da China ao Peru.

Antes da reunião com Xi, Humala foi recebido pelo presidente do Comitê Permanente da Assembleia Nacional Popular, Zhang Dejiang, em um encontro para aprofundar os laços entre os países.

Humala também deve inaugurar hoje o Festival Gastronômico do Peru em Pequim.

Nova ferrovia no Paraná vai para o fim da fila

13/11/2014 - Gazeta do Povo

A ligação ferroviária de Maracaju, no Mato Grosso do Sul, a Paranaguá, no litoral paranaense, ficou no fim da fila dos estudos de viabilidade que estão sendo feitos pelo governo federal. Parte do trecho, até Cascavel, chegou a constar em um lote licitado pela estatal Valec, mas foi retirado do bloco de projetos da empresa. Segundo o Ministério dos Transportes, o trecho paranaense estará no último grupo de ferrovias que terá seus estudos feitos.

Pela programação do governo federal, seis estradas de ferro já estão com o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) em andamento. São eles: Sapezal (MT) a Porto Velho (RO); Anápolis (GO) a Corinto (MG); Corinto a Guanambi (BA); Açailândia (MA) a Barbacena (PA); Estrela D'Oeste (SP) a Dourados (MS); e Sinop (MT) a Miritituba (PA).

O segundo grupo de ferrovias conta com os trechos Corinto a Campos (RJ); Manoel Vitorino (BA) a Feira de Santana (BA); Chapecó (SC) a Rio Grande (RS); e Panorama (SP) a Chapecó, passando por Guarapuava, na Região Central do Paraná. Este trecho corta o Paraná de norte a sul, mas não alivia o escoamento da produção do Centro-Oeste do país pelo Porto de Paranaguá.

Somente na terceira leva de projetos é que está previsto o andamento do processo de estudos do corredor ferroviário paranaense, juntamente com os trechos de Feira de Santana a Recife (PE); Feira de Santana a Parnamirim (RN); e Correntina (BA) a Uruaçu (GO). Os dois últimos grupos, com oito ferrovias no total, não têm data para publicação.

O estágio de PMI é um dos mais básicos para o andamento de projetos. Nesse momento, o governo passa a ter uma melhor ideia de quais parâmetros são viáveis para a licitação.

Com o processo em aberto, os estudos levam pelo menos seis meses para serem concluídos e, depois disso, são submetidos ao Tribunal de Contas da União (TCU). Com isso, os primeiros trechos serão licitados, na melhor das hipóteses, no segundo semestre de 2015.

"Há algum tempo está tudo parado, sem qualquer previsão de andamento", confirma o presidente da Ferroeste, concessionária do trecho entre Cascavel e Guarapuava, João Vicente Bresolin Araújo. "Apesar de haver interesse da iniciativa privada, os processos estão se arrastando", diz o presidente da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, Cláudio Frischtak.

Estatal

Ligação paranaense não consta no mapa de projetos da Valec

O corredor ferroviário paranaense não consta no mapa de projetos da Valec. Antigamente, a estatal era responsável por todos os projetos em andamento no país. Atualmente, as ferrovias contidas no Programa de Investimentos em Logística (PIL) não compõem mais o quadro de projetos futuros da empresa.

O problema da mudança, no entanto, é que outros trechos que competem com a demanda da ferrovia paranaense estão sendo tocadas pela estatal. São duas: a continuação da ferrovia Norte-Sul, passando pelo oeste do Paraná, e a Ferrovia do Frango, que corta o estado de Santa Catarina de leste a oeste. O primeiro trecho está na fase de elaboração do estudo de viabilidade e a segunda teve a ordem de serviço para os estudos assinada no mês passado.

Originalmente, os projetos básicos seriam elaborados pela Valec, que efetivamente fez em apenas um caso, da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO). Mais recentemente, para acelerar o processo licitatório e garantir a qualidade dos estudos, ficou definido que os projetos serão oferecidos por meio de PMI. Com o edital do trecho lançado, empresas competem pela execução das obras de construção dos trechos de ferrovia.

Em seguida, a Valec ficará encarregada pela aquisição de toda a capacidade de transporte das ferrovias por 35 anos e venderá a terceiros interessados na operação do material rodante.

Conhecido como open access, esse modelo prevê que a infraestrutura, sua manutenção e controle de tráfego fiquem com uma concessionária, enquanto outros operadores têm direito à circulação na via.

Ferroeste quer prolongar concessão

Com o processo ainda parado para a construção de uma ferrovia que cruze o estado de lado a lado, com uma nova descida pela Serra do Mar, a Ferroeste deu entrada no pedido de extensão da sua concessão. Hoje, a estatal paranaense tem direito de exploração de Dourados (MS) a Guarapuava. A ideia da empresa do governo do estado é expandir os direitos até Maracaju (MS) e Paranaguá, englobando todo o trecho que deve ser reformado no Programa de Investimentos em Logística (PIL). Até o momento, o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ainda não responderam o pedido.

A ideia da estatal é agilizar o processo de licitação, com apenas uma subconcessão assim que o procedimento tiver andamento. Sem a extensão, o governo federal teria que abrir processos separados para viabilizar a concessão dos trechos sem dono.

"Assim, poupamos tempo e diminuímos muito a burocracia quando o projeto sair do papel. Nós queremos garantir que a extensão territorial do projeto não vá acarretar nenhum problema, já que de Dourados a Maracaju e de Guarapuava a Curitiba ninguém é dono da concessão", afirma o presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araújo.

Enquanto aguarda resposta, a Ferroeste contratou um estudo a uma consultoria provando que a extensão territorial da concessão é essencial para facilitar o processo. Com isso, o pedido serve como plano B, caso o programa de investimentos do governo federal, por algum motivo, não saia do papel. "Com a concessão toda, podemos até elaborar um projeto de parceria público-privada, caso o PIL não deslanche", completa Bresolin.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Ferrovia inaugurada em maio continua sem carga

11/11/2014 - O Estado de S. Paulo

Cinco meses após inaugurado pela presidente Dilma Rousseff, o trecho da Ferrovia Norte-Sul entre as cidades de Porto Nacional (TO) e Anápolis (GO) continua sem uso. A estatal Valec lançou, há duas semanas, um segundo processo de oferta pública para selecionar empresas interessadas em transportar carga nesse trecho. Uma primeira tentativa, iniciada em agosto passado, ainda não foi concluída.

O trecho será o primeiro a ser operado segundo o novo modelo ferroviário brasileiro, lançado em 2012 com o Programa de Investimentos em Logística (PIL). Desde os anos 1990, as ferrovias brasileiras funcionam num esquema em que a concessionária da linha é também dona da carga que passa por ela. O modelo novo permite que qualquer empresa transporte carga em todas as linhas. Para tanto, a companhia precisa adquirir a capacidade de carga, que será comercializada pela Valec.

Essa figura do transportador sem linha, ou Operador Ferroviário Independente (OFI), não existia no País. Essas empresas estão em formação e ainda há insegurança sobre a regulação do novo modelo. Mas são elas as principais candidatas a utilizar o novo trecho da Norte-sul. Daí a demora no início das operações. Em agosto, a Valec tentou vender a capacidade de carga da ferrovia no trecho inaugurado por Dilma. Surgiu apenas uma empresa interessada, cujo nome é mantido em sigilo pela Valec.

Essa única candidata condicionou sua oferta ao esclarecimento de um ponto técnico importante: como ficaria a operação de seus trens no segmento mais antigo da Norte-sul, entre Porto Nacional e Imperatriz (MA), que desde 2007 funciona como uma subconcessão da Vale. Nele, a concessão é pelo modelo "antigo".

Revenda. Para atender a essa condição, a Valec entrou em negociações com a concessionária. A estatal quer adquirir a capacidade ociosa de carga no trecho administrado pela Vale e revendê-la à empresa interessada em operar no trecho até Anápolis. Assim, a nova operadora de carga terá garantia de que poderá passar na ferrovia ao norte de Porto Nacional.

Paralelamente, a Valec reabriu a oferta pública para outros interessados no trecho "novo" de Porto Nacional a Anápolis. As interessadas terão seis meses para se apresentar. Mas, segundo a estatal, já há uma candidata inscrita.

Ocioso, o trecho oferecido sofreu depredações e desgaste, conforme mostrou o Estado em agosto. Uma vistoria realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) constatou que havia dormentes "inservíveis" e que, em alguns trechos, até os trilhos haviam sido roubados.

Questionada se os reparos já haviam sido concluídos, a Valec informou que não seriam consertos, mas "obras complementares para conclusão de detalhes dos contratos de construção originais".

Foram celebrados quatro contratos desse tipo, segundo a estatal. Desses, um já foi concluído e outros três têm previsão de término em fevereiro próximo.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Estado negocia com a União uso de linhas férreas para implantar o Trem Regional

11/11/2014 -  O Vale - S.J.dos Campos

O Estado negocia com o governo federal o uso de linhas férreas sob responsabilidade da União para a implantação do Trem Regional, projeto de uma malha ferroviária de 431 quilômetros que vai unir regiões metropolitanas à capital.

Na próxima segunda-feira, o secretário de Estado do Planejamento, Julio Semeghini, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, terão uma reunião de trabalho para discutir o assunto.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) encaminhou ontem um ofício à presidente Dilma Rousseff (PT) pedindo a formalização do convênio entre Estado e União para o compartilhamento das faixas de domínio na linha férrea federal.

Sem essa permissão formal, o Estado fica impossibilitado de fazer a licitação do projeto, previsto para ser feito por meio de PPP (Parceria Público-Privada) entre o governo estadual e a iniciativa privada, com custo estimado em R$ 18,5 bilhões. A duração do contrato de concessão será de 30 anos.

Do investimento total, o Estado arcará com R$ 5,5 bilhões. Os recursos públicos já estão previstos no orçamento.

A presidente gostou muito do nosso projeto e o convênio agora será debatido no âmbito do Planejamento. O projeto é muito importante para as regiões metropolitanas, como a do Vale do Paraíba, disse Semeghini.

Segundo Geraldo Alckmin, a minuta do convênio com a União está pronta e foi produzida após uma série de reuniões entre o governo federal e o Estado, ao longo de 2014.

Para ele, a parceria irá manter a expansão e qualificação da rede paulista de transporte sobre trilhos.

Linhas. A princípio, o Trem Regional, também chamado Intercidades, interligará dois dos principais eixos do Estado. O primeiro entre capital e Campinas, Americana, Jundiaí, Santo André, São Bernardo, São Caetano e Santos.

O segundo ligará São Paulo a Sorocaba, São Roque, São José, Taubaté e Pinda, passando por Jacareí.

Faremos a duplicação da linha férrea que existe, não precisando construir outra. Dessa forma, haverá espaço para os trens de carga e os de passageiros, afirmou Semeghini.

Obras. De acordo com o Estado, serão licitadas a construção da infraestrutura, implantação de equipamentos e sistemas e compra de material para a operação.

Antes previstas para começar ainda neste ano, as obras vão ficar para 2015. O primeiro trecho que deve ficar pronto é o da capital até Jundiaí, previsto para 2016. Depois, virão o de Sorocaba e o de Santos. O do Vale do Paraíba ainda não tem data definida para ser iniciado.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o projeto também vai aproveitar a faixa de domínio da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que não tem linhas na RMVale, o que deve atrasar a construção do trem na região.

Passagem. No ano passado, o Estado chegou a divulgar que a tarifa do Trem Regional entre São José e São Paulo seria R$ 18, o que é mais barato do que a viagem por ônibus, hoje custando perto de R$ 30.

Saiba mais

Trem regional

Projeto de uma malha ferroviária de 431 quilômetros que vai unir regiões metropolitanas à capital

Eixos

Serão dois os eixos principais do Trem Regional

Campinas

O primeiro eixo entre a capital e Campinas, Americana, Jundiaí, Santo André, São Bernardo, São Caetano e Santos

Vale do Paraíba

O segundo ligará São Paulo a Sorocaba, São Roque, São José, Taubaté e Pinda

domingo, 2 de novembro de 2014

Ferrovia entre BH e Salvador vai custar R$ 10,5 bilhões

29/07/2013 - Estado de Minas

Está orçada em R$ 10,5 bilhões a nova ferrovia que será construída no trecho entre Belo Horizonte e Candeias (BA), próximo a Salvador, totalizando 1.420 quilômetros. A obra será iniciada em janeiro de 2015 e deverá ser concluída dentro do prazo de três anos e oito meses. Haverá o aproveitamento de somente 35% da malha ferroviária existente entre Minas e a Bahia. No novo traçado, a ferrovia será retirada de áreas urbanas de Montes Claros e outras cidades do Norte de Minas.

A informação foi divulgada, ontem à tarde, em audiência pública, em Montes Claros, pelo superintendente substituto da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), André Melo. Ele explicou que será construída uma ferrovia moderna, com bitola larga (1,6 metro), destinada ao transporte de cargas (minério, produtos químicos e agrícolas e outros).

A licitação está prevista para fevereiro de 2014, sendo que a empresa vencedora terá seis meses para elaborar o executivo, a fim de iniciar as obras no princípio de 2015. "Já estamos cuidando do licenciamento prévio junto ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis)", explicou o representante da ANTT.

Com o novo traçado, o transporte ferroviário de cargas não mais será feito por algumas cidades do Norte de Minas que hoje são cortadas pelos trilhos: Pai Pedro, Catuti, Monte Azul e Espinosa. Por outro lado, o novo traçado vai atingir outras cidades da região como Verdelândia e Gameleiras. Atualmente, a Ferrovia Centro Atlântica (FCA) opera o trecho entre Belo Horizonte e Alagoinhas (BA), que totaliza cerca de 1.700 quilômetros. André Melo explicou que, quando a nova malha for construída, a FCA terá que suspender as atividades no referido trecho.

Com o novo traçado, a malha ferroviária será deslocada para cerca de 10 a 15 quilômetros da área urbana de Montes Claros. Para a retirada dos trilhos de dentro da cidade, será construído um novo percurso ferroviário, que partirá da atual malha existente - no sentido Belo Horizonte - de um ponto próximo ao terreno do Exército e da comunidade rural de Mimoso (a 15 quilometros da área urbana). O novo percurso vai alcançar novamente o atual traçado da linha férrea (no sentido para a Bahia) na comunidade de Toledo, próximo ao Rio Verde.

A retirada dos trilhos da área central da cidade é reivindicada há mais de 20 anos. No entanto, a atual administração municipal anunciou que já elaborou projeto que visa o aproveitamento da malha existente no perímetro urbano para a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), com financiamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade, do Governo Federal. "Mas, essa questão caberá á sociedade local decidir", afirmou o superintendente substituto da ANTT.

Previsão otimista no setor ferroviário brasileiro

01/11/2014 - Portogente

o segmento emprega mais de 45 mil funcionários e estima chegar a 55 mil empregos diretos e indiretos nos próximos dois anos.

A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) se transformou, nos últimos dias, em ave de bom agouro, prevendo um incremento na geração de empregos no setor para 2016. Segundo seus dados, entre 1997 e 2013, as concessionárias acumularam um aumento de 173% em contratações. Atualmente, o segmento emprega mais de 45 mil funcionários e estima chegar a 55 mil empregos diretos e indiretos nos próximos dois anos.

As boas notícias não param por ai, ainda de acordo com a ANTF: "Nos últimos 12 anos, o mercado capacitou mais de 19,5 mil profissionais. Com relação a investimentos, a iniciativa privada injetou o montante de R$ 38,1 bilhões em malha e material rodante, com uma média de R$ 2,38 bilhões ao ano."

Uma das questões mais polêmicas é afirmar que a "aplicação de capital possibilitou uma redução de 77% no número de acidentes, comparando os índices de 1997 com os do ano passado". O presidente da ANTF, Gustavo Bambini, garante que a entidade procura estar sempre à frente de questões que estimulem a geração de empregos para poder alavancar o aumento dos postos de trabalho e favorecer a competitividade do setor. "Procuramos atuar com um conjunto de medidas que visam auxiliar o governo na definição de percentuais mínimos para investimento em infraestrutura de transportes no País", diz.

Fonte: Redação Portogente

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

TCU vê falhas em projeto da Ferrovia Norte-Sul e porto

30/10/2014 - Agência Estado

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou falhas no planejamento integrado entre os projetos de construção do trecho da Ferrovia Norte-Sul que segue de Açailândia (TO) até Barcarena (PA) e a expansão do Porto de Vila do Conde, localizado em Barcarena. A partir de informações técnicas dos dois projetos, o TCU concluiu que ambos "estão sendo executados como segmentos estanques" e que as informações sobre o trecho ferroviário "apresentam significativa discrepância daqueles constantes dos projetos de expansão portuária".

O trecho de 457,29 quilômetros previsto para ser a última etapa da Norte-Sul chegou a ser cotado como primeira tentativa de concessão ferroviária a ser feita pelo governo, mas o projeto acabou suspenso, depois de uma série de críticas e questionamentos feitos por potenciais interessados.

Os cálculos do TCU levaram em conta projeções de demanda feitas pelo próprio governo até 2045. A análise foi realizada sobre os produtos alumina, soja e milho, que respondem por aproximadamente 75% da estimativa do volume de cargas a ser transportado pelo trecho Açailândia-Barcarena. Há diferenças superiores a 10% entre a projeção de tráfego da ferrovia e a capacidade de escoamento do porto.

"As discrepâncias se tornam mais graves na medida em que as projeções de demanda utilizadas para efeito de comparação consideraram apenas os volumes atuais de cargas embarcadas/desembarcadas no porto de Vila do Conde e aqueles projetados como decorrentes da ferrovia, sem que tenham sido consideradas as demandas portuárias advindas da implantação dos projetos da Hidrovia Tocantins-Araguaia, da duplicação da BR-163 e da ferrovia Sinop-Mirituba", afirmou em seu voto o ministro-relator Marcos Bemquerer Costa.

O Ministério dos Transportes e a Secretaria dos Portos chegaram a argumentar que os operadores portuários lidam com "mercados mais rígidos", uma vez que os terminais são especificamente construídos e equipados para lidar com tipos certos de cargas. Por esse motivo, as projeções de demandas portuárias seriam mais "conservadoras", pois os operadores portuários não teriam a opção de buscar outras fontes alternativas, no caso de frustração das projeções. O TCU, no entanto, não acatou a justificativa.

O governo alegou ainda que não haveria risco da ocorrência de gargalos portuários, "porque sempre existe possibilidade de que demandas excedentes sejam atendidas por meio de novas expansões das áreas no porto organizado (novos arrendamentos ainda não previstos) e/ou por Terminais de Uso Privado - TUPs". Novamente, a explicação não teve êxito.

"Acolher esse argumento equivale a aceitar que os estudos portuários que foram submetidos ao tribunal são ficções desprovidas de valor e que os cenários neles retratados não são adequados para formulação da melhor solução do ponto de vista técnico", declarou Costa. O TCU fez uma série de determinações ao Ministério dos Transportes e à Secretaria de Portos da Presidência, para que "apresentem coerência recíproca em seus respectivos estudos de demanda".

Perguntado sobre o assunto, o Ministério dos Transportes informou que sua área técnica "está analisando o acórdão". Não é a primeira vez que o tribunal aponta descolamento entre ferrovia e porto. Na Bahia, o TCU apontou um forte descompasso entre as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), tocadas pela estatal Valec, e o projeto do novo porto de Ilhéus, com possibilidade de prejuízo de até R$ 2 bilhões.