terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ibama fará vistoria técnica para liberar terminal intermodal de Itiquira

31/01/2012 - O Documento

A conclusão do terminal de Itiquira está dentro do cronograma estabelecido pela ALL em parceria com o governo de Mato Grosso

O terminal intermodal de Itiquira está próximo de entrar em operação. O secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, informou que o Ibama já agendou para o período entre os dias 13 e 17 de fevereiro uma visita técnica no local para as últimas vistorias e posterior licenciamento de operação (L.O.).

“Sem essa licença o terminal não pode operar”, afirma. Segundo Vuolo, o governo do Estado está acompanhando par-e-passo todo o conjunto das obras. Tanto que, essa visita técnica, ressalta-se, deve a articulação do Governo de Mato Grosso que apresentou a demanda da ALL junto ao Ibama.

As obras de asfaltamento da MT-299, do entroncamento da BR-163 até o Terminal de Itiquira, serão concluídas ao menor sinal de estiagem. Francisco Vuolo ressalta, que o governo está trabalhando na celeridade da conclusão do asfalto. As obras estão em ritmo avançado e deverão estar concluídas nos próximos três meses.

A conclusão do terminal de Itiquira está dentro do cronograma estabelecido pela ALL em parceria com o governo de Mato Grosso. A Ferronorte, lembra Vuolo, agora deve chegar a Rondonópolis até o início de 2013, onde será construído um dos maiores terminais intermodais, para escoamento da produção agrícola e outros produtos.

O governo de Mato Grosso já está trabalhando nos estudos e projetos para extensão da Ferrovia Senador Vicente Vuolo entre Rondonópolis – Cuiabá. O trecho deverá ter 220 km e vai exigir um investimento na ordem de R$ 800 milhões. Vuolo destaca que os encaminhamentos dos estudos de EIA-Rima que serão feitos pela Universidade Federal de Mato Grosso e Universidade Federal de Santa Catarina estão sob a coordenação da Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT).

No trecho Cuiabá – Rondonópolis e Cuiabá – Santarém o modelo de concessão será definido em conjunto com o Governo Federal, pode ser concluída exclusivamente com recurso público ou por meio de PPPs, como é do interesse dos chineses que já formalizaram a intenção junto ao governo de Mato Grosso.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Obra de terminal ferroviário começará em fevereiro

28/01/2012 - A Tribuna - Rondonópolis

Terminal da ferrovia gera a expectativa de fomentar a economia de Rondonópolis

O terminal ferroviário de Rondonópolis, denominado de Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), está previsto para começar a ser construído neste mês de fevereiro. Agora estão sendo feitas a marcação e a limpeza de alguns pontos da área, além da finalização da parte burocrática. O empreendimento ocupará uma área de 400 hectares junto à BR-163 (saída para Campo Grande-MS), com a previsão de entrar em operação até o fim do segundo semestre de 2012. A América Latina Logística (ALL), concessionária da ferrovia que chegará ao município, estima o atendimento de mais de 1.200 caminhões por dia e a geração de 3 mil empregos.

A região do terminal ferroviário em Rondonópolis hoje já é considerada expansão urbana. A gerente do Departamento Municipal de Indústria e Comércio, Angela Maria Bandeira Cruz, explica que a Prefeitura tem auxiliado a ALL quanto à agilização dos procedimentos burocráticos necessários antes do começo da construção. Ela destaca a importância do investimento para Rondonópolis, observando que muitas empresas estão se instalando ou procurando se instalar no município em função do terminal. Nesse sentido, ressalta que a Prefeitura vem procurando promover a qualificação profissional de trabalhadores para atender a demanda. “Vai gerar muito emprego!”, reforça.

Conforme a ALL, o terminal de Rondonópolis estará apto para atender as operações de granéis, fertilizantes, combustíveis, cargas industriais e contêineres. A capacidade de carga será de 120 vagões em 6 horas, com operações independentes de carga e descarga e um sistema duplo de carregamento ferroviário, permitindo o embarque simultâneo de dois trens com produtos diferentes. A empresa pretende transportar em 2013 no complexo em torno de 12 milhões de toneladas, devendo chegar a 15 milhões de toneladas por ano até 2015.

Segundo o superintendente de Projetos Logísticos & Inteligência da ALL, Adriano Bernardi, serão aproximadamente 20 grandes empresas junto ao terminal local. Praticamente todas já assinaram os contratos com a ALL. São importantes players do agronegócio como o Noble Group, trading de commodities, que já iniciou sua construção na área. Já estão definidas 3 distribuidoras de combustível, 1 terminal de container, 2 empresas de fertilizantes, 1 fábrica esmagadora de soja e biodiesel (Noble) e o restante, empresas de commodities agrícolas, como a Bunge.

Com a ferrovia chegando até Rondonópolis, o modal ferroviário ficará mais próximo da região produtora de Mato Grosso. Além do transporte de grãos, combustível e fertilizantes, a ALL informa que tende a crescer a capacitação de cargas frigorificadas e algodão, além de cargas gerais. Adriano Bernardi reforça a importância do complexo para Mato Grosso. “Tornará as exportações do Estado mais competitivas, reduzindo o custo de transporte da fazenda ao porto. A ferrovia chegará mais próxima dos produtores, reduzindo o custo de ponta rodoviária da fazenda ao terminal de transbordo”, destacou. (Com assessoria)

 
 

sábado, 21 de janeiro de 2012

Obras da ferrovia (Fico) serão retomadas no mês que vem

21/01/2012 - Circuito Mato Grosso

A intenção é dar celeridade nas obras para que os trilhos cheguem a Cuiabá.

As obras da Ferrovia Integração Centro-Oeste (Fico) serão retomadas. O anúncio foi feito pelo presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, José Eduardo Sabóia Castelo Branco, ao governador Silval Barbosa (PMDB), em Brasília. Segundo o representante da empresa do governo federal, no próximo mês será aberto o edital para a contratação do projeto executivo da ferrovia.

A previsão é que no 2º semestre de 2013 seja emitida a ordem de serviço para o início da obra que ligará Campinorte, em Goiás, a Vilhena, em Rondônia, passando por Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá). Ao todo, a ferrovia terá 900 km, que serão construídos em 7 lotes, somando investimentos de R$ 4 bilhões, recursos assegurados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Considero a Fico umas das obras de logística mais importantes não só para Mato Grosso, mas para todo o Centro-Oeste”, afirma o governador.

Outro assunto abordado na reunião de Silval Barbosa com o presidente da Valec foi o andamento das obras da Ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte). A intenção é dar celeridade nas obras para que os trilhos cheguem a Cuiabá. O secretário Extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transporte, Francisco Vuolo, citou ainda o trecho Cuiabá-Santarém, pontuando a possibilidade de uma Parceria Público-Privada (PPP) com um grupo chinês para a execução dessa parte da ferrovia.

Convênio - Silval Barbosa e o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Jorge Ernesto Pinto Fraxe, assinaram convênio que garante o empenho do Rodoanel em Cuiabá, no valor de R$ 30 milhões. Também foi garantido o empenho do anel viário a ser construído em Barra do Garças, obras importantes para desafogar o trânsito nas duas regiões.

Durante a reunião também ficou definido que serão novamente licitadas as obras de  recuperação das BRs 174 (que liga Cáceres a Rondônia), 080 (atual MT-322, que vai de Bom Jesus do Araguaia a Peixoto de Azevedo) e a 158 (de Barra do Garças a Vila Rica). Barbosa afirmou que a reparação desses trechos são de fundamental importância para a economia de Mato Grosso.

Fonte: Circuito Mato Grosso
 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Edital para contratação do projeto executivo Ferrovia (Fico) sai em fevereiro

19/01/2012 - Só Notícias

A agilidade na construção da Ferrovia Senador Vicente Vuolo e a continuidade da obra para ligar Rondonópolis e Cuiabá

O presidente da Valec Enegenharia, Construções e Ferrovias S.A, José Eduardo Sabóia Castelo Branco, anunciou a retomada das obras da Ferrovia Integração Centro-Oeste (Fico) em reunião com o governador Silval Barbosa. O encontro aconteceu na tarde desta quarta-feira (18), em Brasília. Castelo Branco afirmou que em fevereiro deste ano será aberto o edital para a contratação do projeto executivo da Fico.

A previsão, segundo o presidente da empresa estatal ligada ao Ministério dos Transportes, é que no segundo semestre de 2013 seja efetuada a emissão da ordem de serviço para o início da obra que ligará Campinorte (GO) a Vilhena (RO), passando por Lucas do Rio Verde (354 Km ao Norte de Cuiabá).

Ao todo, a ferrovia terá 900 km - trabalhados em sete lotes - e o recurso de 4 bilhões de reais já está assegurado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Considero a Fico umas das obras de logística mais importantes não só para Mato Grosso, mas para todo o Centro-Oeste", frisou o governador do Estado.

A agilidade na construção da Ferrovia "Senador Vicente Vuolo" e a continuidade da obra para ligar Rondonópolis e Cuiabá também foram pautas da reunião entre o Governo do Estado e a Valec. Castelo Branco informou que a intenção é dar mais celeridade aos estudos ambientais e projetos básicos para a execução da obra.

Na ocasião, Silval e o secretário Extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transporte, Francisco Vuolo, falaram também sobre o trecho Cuiabá-Santarém, pontuando a possibilidade de uma parceria Público-Privada (PPP) com um grupo chinês para a execução dessa parte da ferrovia.

Silval e o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Jorge Ernesto Pinto Fraxe, assinaram nesta quarta-feira o convênio que garantiu o empenho da Rodoanel em Cuiabá, no valor de R$ 30 milhões. Também foi garantido o empenho do anel viário a ser construído em Barra do Garças, obras importantes para desafogar o trânsito nas duas regiões.

Segundo o governador, durante a reunião trambém ficou definido que serão novamente licitadas as obras de recuperação das BR-174 ( liga Cáceres a Rondônia), 080 ( atual MT-322, que vai de Bom Jesus do Araguaia a Peixoto de Azevedo) e a BR-158 ( liga Barra do Garças a Vila Rica). Silval Barbosa afirmou que a reparação desses trechos são de fundamental importância para a economia de Mato Grosso. Ele destaca que o trecho da BR-158, por exemplo, é uma importante região agrícola.

Os recursos para as obras de recuperação estão garantidos e o próximo passo será a licitação destas obras. Estiveram presentes na reunião o deputado federal Wellington Fagundes, o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, e o secretário extraordinário da Copa do Mundo de 2014, Eder Morares.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ferroanel depende de acordo com iniciativa privada

17/01/2012 - Revista Grandes Construções

A implantação do Ferroanel na Região Metropolitana de São Paulo já está em fase final de negociação entre o governo federal, governo do estado e iniciativa privada. De acordo com Bernardo Figueiredo, diretor Executivo da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), as obras devem ser iniciadas pelo trecho norte, acompanhando o traçado do tramo norte do Rodoanel. O objetivo é amenizar as intervenções no meio ambiente, principalmente no que diz respeito à região sul da Grande São Paulo, com grande reserva nativa de Mata Atlântica e mananciais importantes como as represas Billings e Guarapiranga.

Com pouco mais de 70 quilômetros de extensão, todo em bitola larga, o ferroanel, previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, deverá promover a ligação ferroviária entre as principais ferrovias que cortam a grande São Paulo, na tentativa de fazer uma conexão direta e uma modernização no transporte ferroviário da região, que sofre com o abandono de investimentos há meio século. Além disso, pretende-se fazer com que o transporte de carga deixe de passar pelos trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), operadora do transporte de passageiros da Região Metropolitana. A meta da ANTT é inaugurar pelo menos esse trecho norte em 2015, quando todos os trens da CPTM operarão com intervalos de três minutos. A coexistência do sistema de carga e de passageiros nos mesmos trilhos poderá causar um conflito ainda maior na região, inviabilizando ambos.

Para acelerar o empreendimento, as licenças ambientais do Rodoanel Norte já estão considerando uma faixa de domínio 30 metros maior, de forma a aproveitar o traçado para o Ferroanel.

Nessa entrevista, Bernardo Figueiredo fala das complexas negociações envolvendo a MRS Logística, operadora privada do transporte ferroviário de carga, que detém a concessão da malha na região, identificada como parceira preferencial para uma PPP envolvendo o ferroanel. Ele fala ainda dos custos, vantagens e dificuldades para tornar o projeto realidade.

Grandes Construções – E quais são as novidades em torno da execução do projeto do ferroanel de São Paulo?

Bernardo Figueiredo – O Ministro dos Transportes tem mantido várias conversas com o Secretário de Transportes Metropolitano de São Paulo, no sentido de esclarecer o que se pretende com o projeto, e entraram em um consenso. Nesse momento, nós estamos trabalhando tendo como prioridade a construção do trecho Norte do Ferroanel que, a princípio, vai ser construído em paralelo ao trecho Norte do Rodoanel de São Paulo, passando em seguida para um novo trecho de ferrovia segregado à malha dos trens de passageiros da CPTM. Inicialmente, apresentamos um projeto para a brealização do empreendimento em parceria com a iniciativa privada, no caso, com a MRS Logística, que é a concessionária da Malha Sudeste da ferrovia, e que corta a região. O que ocorreu foi que, naquele primeiro momento, as discussões com a MRS não chegaram a um termo adequado, não evoluíram como esperávamos. Por isso começamos a repensar o modelo do Ferroanel, mas não paramos de negociar com a MRS. Hoje essas discussões estão bem mais avançadas.

Grandes Construções – As negociações avançaram em que direção?

Bernardo Figueiredo – A MRS Logística elaborou, por solicitação do governo do estado de São Paulo, um projeto de engenharia e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) contratou um estudo de viabilidade econômica e financeira, a partir de alguns parâmetros estabelecidos para a operação do trajeto. Esse estudo deverá ser concluído em janeiro e nós vamos modelar o processo de construção em parceria com a iniciativa privada. A nossa expectativa é a de que possamos realizar esse empreendimento em parceria com a MRS Logística.

Grandes Construções – Mas por que com essa parceria tem de ser prioritariamente com a MRS?

Bernardo Figueiredo -- O Ferroanel é um projeto que se insere na concessão ferroviária da MRS Logística. Mas não é uma obrigação da concessionária executá-lo. Então, a primeira ideia é fazer uma negociação com a concessionária para ver a possibilidade de contar com a parceria dela na construção do Ferroanel. Mas podemos realizar o projeto sem a MRS, até mesmo com outra operadora. Depende muito da MRS aceitar as condições como favoráveis aos seus interesses. Vamos continuar a conversa com a concessionária, mas, paralelamente, pensar modelos alternativos para a implementação. O que não há dúvida é de que é um projeto importante e que existe a determinação do Governo Federal para que seja implementado. O objetivo nosso, tanto do governo federal quanto do governo do estado de São Paulo é que essas linhas, que hoje cortam a região metropolitana e que são compartilhadas entre o transporte de carga e de passageiros, sejam liberadas exclusivamente para o transporte de passageiros já a partir de 2015. E para que isso seja possível, é necessário que até lá nós tenhamos algum dos dois tramos do ferroanel pronto.

Grandes Construções – Não seria necessário fazer um processo de licitação para a escolha desse parceiro privado para a realização do empreendimento?

Bernardo Figueiredo – Não necessariamente. Se for possível viabilizar esse projeto através de uma pactuação com a MRS não seria preciso, porque essa possibilidade já está prevista no contrato original de concessão da MRS.

Grandes Construções – Esse trecho que irá compor o ferroanel seria então incorporado à malha concessionada à MRS?

Bernardo Figueiredo – Na verdade, para construir o ferroanel nós estaremos tirando um trecho da linha que hoje está sob a concessão da MRS. Então, teoricamente, se ela entrar na parceria, o ferroanel, uma vez construído substituiria esse trecho.

Grandes Construções – E o que acontece se essa concessionária definitivamente não aceitar a parceria?

Bernardo Figueiredo – Se a gente só tirasse esse trecho da malha da MRS, ela teria direito a uma análise do que isso geraria de impacto no equilíbrio econômico-financeiro da sua concessão, para efeito de ressarcimento. Mas se, no lugar do trecho retirado da malha, eu ofereço a ela a alternativa de utilização de um infraestrutura ainda mais eficiente do que a atual, para que ela entre no estado de São Paulo, eu posso estar oferecendo à MRS condições até mais favoráveis à sua operação. A única dúvida, nessa negociação é que essa nova infraestrutura poderá ser incorporada à malha da MRS, se ela aceitar as condições da negociação.

Grandes Construções – Quais são as bases para essa negociação?

Bernardo Figueiredo – Pelos cálculos do BNDES, o projeto do tramo Norte custaria R$ 1,5 bilhão. Para que o empreendimento aconteça no ambiente da parceria público-privada, caberá à concessionária uma contrapartida. Se o governo avaliar que essa participação é interessante, a parceria é viabilizada. Mas ela também poderá ser viabilizada com outros parceiros privados. Nós estamos preparando uma modelagem de ferrovia separando a infraestrutura da operação e prestação de serviço. Nós poderemos até testar esse modelo, se não houver acordo. Se for concretizado o acordo com a MRS, ela passa a ser a concessionária do ferroanel, com direito a cobrar das demais operadoras ferroviárias o direito de passagem para entrar em São Paulo. Se não houver acordo, a MRS passa a ser apenas mais uma usuária com direito de passar no trecho novo.

Para ser construído, o trecho Norte do ferroanel terá que ter duas segregações em relação à linha de passageiros. Uma na região de Mogi e outra de raiz da Serra até o Ipiranga. Uma segregação já está em andamento, que a MRS está fazendo por sua própria conta e risco, e a outra já está definida. Nós só precisamos ver quem a fará. Hoje nós estamos, junto a CPTM, justamente definindo a questão da separação dos ativos desse trecho.

Grandes Construções – Quais as possibilidades da MRS aceitar participar do empreendimento, em condições aceitáveis para o governo?

Bernardo Figueiredo – Veja bem: a decisão do Governo Federal de fazer o anel ferroviário atende ao interesse público de retirar trens de carga do centro da cidade (de São Paulo), criar condições para expansão do sistema metropolitano e gerar ganhos de capacidade e produtividade para ferrovia. Esse é o interesse público. Mas existe também o interesse privado da MRS, que diz respeito às várias restrições para circulação de trens pela área central de São Paulo. A MRS vai ganhar com o projeto, porque vai aumentar sua capacidade e produtividade, além de diminuir custos. Nós temos que captar, para ajudar a financiar o projeto, esse ganho privado que ele gera, e tentamos negociar com a MRS.

Grandes Construções – Qual o percentual de participação para a MRS que o governo considera aceitável

Bernardo Figueiredo – Nós estamos concluindo o estudo de viabilidade. E o que orienta esse estudo é o fato de que hoje a MRS passa cerca de 5 milhões de toneladas dentro de São Paulo, com velocidade reduzida e grandes limitações de horários. O ferroanel vai permitir que a concessionária passe com 40 milhões de toneladas. Ou seja, ele gera o benefício que é o aumento da capacidade de transporte – mais trens com um custo operacional mais baixo –, sem limitação de horário, o que se traduz em aumento de produtividade. E esses benefícios têm de ser quantificados. A concessionária MRS terá de investir para ter esse conjunto de benefícios. Ela pode perceber que o que ela tem a ganhar corresponde a fazer 20% do investimento, cabendo ao governo arcar com os 80% restantes. É essa negociação que estamos travando. Se a concessionária concordar com os nossos valores, tudo bem. Se ela ficar aquém do que esperamos, se ela tiver uma percepção pior que esta, nõs faremos o projeto de outra forma.

Grandes Construções – Qual será a extensão do ferroanel?

Bernardo Figueiredo – Pouco mais de 70 quilômetros, todos em bitola larga.

Grandes Construções – Mas por que dar prioridade ao tramo norte do traçado?

Bernardo Figueiredo – Na verdade nós estamos trabalhando com o conceito do anel ferroviário completo. Do meu ponto de vista, o Ferroanel é um conjunto, é um todo. O que a gente está discutindo são as datas de construção. Não existe dicotomia de Ferroanel tramo Norte, Ferroanel tramo Sul. Existe um projeto de fazer um anel ferroviário em São Paulo e o que nós estamos discutindo é por onde ele começa e por onde ele acaba. Estamos estudando uma infraestrutura logística completa para a região de Sâo Paulo. Nós estamos estudando também a questão do acesso ao Porto de Santos, o tramo Norte, mas também o tramo sul do ferroanel. Nosso objetivo, portanto é a realização do ferroanel completo, com plataformas logísticas compatíveis com a movimentação de carga na região e com o acesso adequado ao Porto de Santos, com geração de eficiência. Hoje, um trem chega a demorar 48 horas para descarregar no porto de Santos. Ele gasta 40 horas viajando e mais 48 horas esperando descarregar. E isso não é aceitável. Nós temos que mudar essa realidade. Por isso é que o ferroanel tem de ser visto como uma solução integrada.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Atraso de edital do TAV ameaça execução do leilão

12/01/2012 - DCI São Paulo

Ele já foi adiado duas vezes e, quando foi realizado, não houve interessado, por isso o governo decidiu alterar o modelo de licitação, dividindo-o.

São Paulo - Embora o diretor  da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, tenha afirmado que a nova proposta de edital para a licitação do trem de alta velocidade (TAV) - que ligará Campinas (SP) a São Paulo e ao Rio de Janeiro - seria publicada até ontem, o Diário Oficial da União não trouxe documento algum a respeito. Não se sabe quando a proposta será publicada.

Assim, a intenção de se ter o edital definitivo para a 1ª fase do leilão até o dia 10 de março pode ficar comprometida, dado que a proposta deve antes passar por consulta pública. O leilão está previsto para ocorrer 6 meses após a publicação do documento. Ele já foi adiado duas vezes e, quando foi realizado, não houve interessado, por isso o governo decidiu alterar o modelo de licitação, dividindo-o. A primeira parte trata da tecnologia a ser usada. Definido o consórcio operador, que também será responsável pelo projeto da linha, serão licitados trechos de obras civis.

Enquanto isto, no Reino Unido, o governo autorizou a construção de uma linha de trens de grande velocidade entre Londres e o norte do país, projeto estimado em 32,7 bilhões de libras. O primeiro trecho unirá em 2026 Londres e Birmingham, 170 km ao norte. "Decidi que a Grã-Bretanha deve entrar no projeto de infraestrutura mais significativo desde a construção das estradas, apoiando o desenvolvimento e a entrega de uma nova rede nacional de trens de alta velocidade", afirmou a ministra dos Transportes, Justine Greening, em comunicado.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Mas a obra ferroviária segue normal em Jequié

10/01/2012 - Jornal A Região (Salvador)

Atualmente, a Valec realiza obras num trecho de 537 km entre Ilhéus e Caetité, com geração de 2 mil empregos diretos.

Os secretários estaduais de Infraestrutura, Otto Alencar, e da Casa Civil, Rui Costa, vistoriaram nesta segunda (9) as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste no trecho entre Jequié e Ilhéus, e participaram de um encontro sobre o cronograma das ações.

Acompanhados do presidente da Valec, José Eduardo Savóia Castelo Branco, eles observaram o andamento dos serviços e constataram as mudanças nas cidades que integram o traçado da ferrovia, com a geração de empregos e novos negócios.

Atualmente, a Valec realiza obras num trecho de 537 km entre Ilhéus e Caetité, com geração de 2 mil empregos diretos. A extensão total da Fiol, de Ilhéus a Figueirópolis (TO), é de 1.526 km, com investimentos de R$ 6 bilhões.

Segundo o presidente da Valec, a ferrovia vai quebrar um paradigma nos corredores de transporte no Brasil, que sempre convergem para o Sudeste, criando um eixo no sentido Oeste-Leste. Também será a única ferrovia ligada diretamente a um terminal portuário.

Otto Alencar destacou que “a ferrovia vai impulsionar a economia no interior do estado, criando novos polos de desenvolvimento. Apenas com o transporte de minérios, serão 40 milhões de toneladas por ano, além de grãos e outros produtos”.

O secretário Rui Costa afirma que a Fiol e o Porto Sul vão integrar a Bahia às regiões Norte e Centro Oeste do Brasil, promovendo a ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

“O Governo da Bahia vem dando todo o apoio para a implantação da ferrovia e do porto, duas das mais importantes obras de infraestrutura e logística do Brasil”.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Construção da Ferrovia Centro-Oeste entra em nova fase

08/01/2012 - Circuito Mato Grosso

De acordo com o prefeito de Lucas do Rio Verde, a ferrovia é uma das obras mais importantes para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso, por facilitar e reduzir os custos de logística para o escoamento da produção do Estado.

A previsão é concluir o Projeto Básico da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) até o final deste mês, para que a partir de fevereiro sejam abertas as licitações para a contratação de empresa responsável pela elaboração do projeto executivo da obra, é o que revela Rafael Barros, engenheiro residente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, na cidade de Lucas do Rio Verde.

Segundo ele, a previsão é dar início a segunda etapa em abril e concluir a elaboração do novo estudo no máximo até o final de 2012, para que a partir de 2013, a obra comece efetivamente.

Diferente do projeto básico, o executivo apresenta informações mais detalhadas sobre o traçado da ferrovia. Barros explica que o estudo tem como base o trabalho de sondagem e análise topográfica da área e visa definir a localização final da obra.

Quando concluída, a Fico irá interligar as cidades de Campinorte em Goiás a Vilhena em Rondônia, passando por Lucas do Rio Verde e dezenas de outros municípios. Serão investidos R$ 6,4 bilhões na construção de 1638 quilômetros de ferrovia. Os recursos são do governo federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II).

De acordo com o prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz, a ferrovia é uma das obras mais importantes para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso, por facilitar e reduzir os custos de logística para o escoamento da produção do Estado.

Estimativas apontam que depois de concluída, a ferrovia irá transportar aproximadamente 26 milhões de toneladas somente de grãos, com economia e agilidade significativas para todos os setores.
 
No entanto, os benefícios vão muito além da redução no custo de transporte e acesso mais rápido aos portos. “Com a ferrovia concluída, a região irá atrair grandes projetos e investimentos da iniciativa privada, gerando mais empregos e oportunidades para todos,” ressalta o prefeito. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

MT articula ligação entre as ferrovias Oeste-Leste e Centro-Oeste

04/01/2012 - O Documento

Com a ferrovia chegando a Goiás, seria possível uma interligação com a Fico.

Visando criar alternativas para o escoamento da produção mato-grossense e atrair investimentos, Mato Grosso articula com os governos da Bahia, Distrito Federal e Goiás a ligação entre a Ferrovia Integração Oeste-Leste (Fiol) e a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). Com isso, Mato Grosso também teria como opção o escoamento pelo porto de Ilhéus, na Bahia.

O secretário extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transporte (Selit), Francisco Vuolo, explica que a Fiol já está em construção e vai ligar o porto de Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO). Um dos objetivos do Estado é criar um ramal ainda em território baiano, levando os trilhos até Campinorte (GO). Com a ferrovia chegando a Goiás, seria possível uma interligação com a Fico.

Uma malha meridional como essa, acrescenta Vuolo, tem a força de cinco Estados – Rondônia, Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás e Bahia -, fortalecendo a conclusão da Fiol e as reivindicações pelas obras da Fico. Reuniões com secretários desses estados já foram realizadas, contando também com a participação das respectivas federações das indústrias.

O próximo passo, lembra o secretário, é se reunir com a Valec Engenharia, Construções e Ferrovia para pleitear a proposta de ligação da Fiol até Campinorte (GO) e também colocar como prioridade o início da Fico, que irá Campinorte à Vilhena (RO). Ainda este mês será agendada a reunião.

“Hoje nós só temos a saída por Santos (SP), no futuro teríamos a alternativas pelo porto de Itaqui, em São Luís (MA), por Santarém (PA) e pelo porto de Ilhéus (BA), as três principais alternativas”, completa Francisco Vuolo.

Quanto à suspensão dos processos para a execução da Fico, o secretário frisa que o papel do Estado é de acompanhar e cobrar celeridade, pois “essa ferrovia cumpre um papel fundamental no desenvolvimento de uma região que hoje já produz muito, que é a região do Araguaia, e que poderá produzir ainda mais”. 

Novo traçado da Fiol será anunciado no 1º trimestre

03/01/2012 - Tribuna da Bahia

Valec deve apresentar até o primeiro trimestre de 2012 as mudanças no traçado da Ferrovia Oeste Leste. Essa nova alteração se fez necessária em virtude de parte dos trechos da ferrovia, previstos no projeto original, passarem em regiões de cavernas. Os locais situados na região do São Francisco, oeste baiano, e em trechos das cidades de Barreiras, São Felix do Coribe, Santa Maria da Vitória e São Desidério, foram apontados pelo Ibama como áreas de cavernas e vistos como impeditivos à construção da Fiol, pelo projeto original. A assessoria da estatal se manifestou alegando que foi preciso refazer o projeto e por este motivo ainda não foi reapresentado ao Ibama. “Por enquanto ainda não foram concluídos os estudos de alteração do traçado nos trechos citados. Trata-se de um local atípico, com topografia bastante acidentada e irregular, passando por áreas de serra e propriedades rurais. Uma coisa é fazer a construção num terreno plano e outra numa região bastante complexa que necessita de maior atenção. Quando os estudos estiverem concluídos apresentaremos o projeto ao Ibama que deverá se manifestar a partir da liberação de licenças. Então iniciaremos as obras para dar início a construção nos trechos de Caetité até Barreiras”, cita.

A Valec ressaltou ainda que, com a mudança do traçado, os valores iniciais previstos para a construção da Fiol devem sofrer alteração. Atualmente os custos de investimento da Ferrovia são estimados em R$ 7,43 bilhões até 2014 e terá 1.527 km de extensão. “A Fiol promoverá a dinamização das economias locais, alavancando novos empreendimentos na região, com aumento da arrecadação de impostos, além de geração de cerca de 30 mil empregos diretos. A ferrovia deve fomentar ainda mais o desenvolvimento agrícola da região oeste do Estado, cuja previsão é de uma produção de 6,7 milhões de toneladas em 2015. Os principais produtos a serem transportados são soja, farelo de soja e milho, além de fertilizantes, combustíveis e minério de ferro”, ressalta.

Exigências vêm sendo cumpridas

A estatal destacou que vem cumprindo todas as exigências feitas pelo Ibama órgão ambiental. Ela ressaltou que a previsão de entrega dos lotes que já se encontram em obras está prevista para o primeiro semestre de 2014, e seriam os de 1 a 4 que vão de Ilhéus até Caetité, num total de 537 km. Já os trechos de Barreiras a São Desidério, na Bahia, a Figueirópolis, no Tocantins, de aproximadamente 505 km, ainda não tem prazo de conclusão”, informa a assessoria. A Ferrovia Oeste Leste, quando concluída, irá interligar o futuro porto de Ilhéus com a Ferrovia Norte-Sul em Figueirópolis, no Tocantins.

A Fiol formará um corredor de transporte que otimizará a operação do Porto de Ponta da Tulha e ainda abrirá nova alternativa de logística para portos no norte do país atendidos pela Ferrovia Norte-Sul e Estrada de Ferro Carajás.

PAC contempla cidade de RO com ferrovia ligando ao MT

03/01/2012 - Da reportagem do Tudorondonia

O Governo Federal reservou a importância de R$ 2,3 bilhões para construção da ferrovia que ligará Vilhena (RO) ao município de Lucas do Rio (MT).

Porto Velho, Rondônia - O Governo Federal reservou a importância de R$ 2,3 bilhões para construção da ferrovia que ligará Vilhena (RO) ao município de Lucas do Rio (MT), somando mais de 598 quilômetros. O recurso para o investimento no projeto virá por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
 
O projeto denominado de “Ferrovia Norte-Sul” está sendo executado pela VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias. O presidente da estatal, José Eduardo Castelo, informou que o projeto básico será dividido em duas etapas.

Primeiramente a empresa trabalha mudanças no projeto da ferrovia que liga Lucas do Rio Verde à Campinorte (GO). O edital deve ser lançado ainda no primeiro semestre de 2012. A primeira fase, cuja extensão é de 1.040 quilômetros, prevê investimento de R 4,1 bilhões, recurso que sairá também do PAC.

A chamada "Ferrovia da Soja" tem, até agora, apenas um projeto básico deficiente. "Vamos fazer o edital de licitação para o projeto executivo dessa ferrovia, no trecho de Lucas do Rio Verde à Campinorte, onde se liga com a Norte-Sul. Vamos tentar sair do zero e fazer as coisas bem feitas", afirmou Castelo.
 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Governo deve investir R$ 46 bilhões em ferrovias até 2014

03/01/2011 - Jornal do Brasil

Além dos investimentos nas ferrovias Norte-Sul, Transnordestina e Oeste-Leste, o governo também destinou R$ 18 bilhões para atender as 24 maiores cidades do país apenas em projetos de transportes, incluindo metrôs

A presidente Dilma Roussef afirmou, na coluna "Conversa com a presidenta", que o governo tem investido, através do PAC 2, cerca de R$ 46 bilhões para a construção de 4,6 mil quilômetros de ferrovias até 2014. Já estão em obras 3,4 mil quilômetros.

“As ferrovias ficaram muitos anos sem investimentos públicos, depois de terem sido privatizadas, na década de 90. Esta realidade mudou no governo do presidente Lula, quando o setor passou a ser tratado como estratégico para o crescimento do país e voltou a integrar a pauta de investimentos da União”, explicou a presidenta.

Além dos investimentos nas ferrovias Norte-Sul, Transnordestina e Oeste-Leste, o governo também destinou R$ 18 bilhões para atender as 24 maiores cidades do país apenas em projetos de transportes, incluindo metrôs, afirmou a presidente.

“Há muito a fazer, mas estamos caminhando firmemente”, disse.

Governo investe R$ 18 bi em transporte de 24 cidades, diz Dilma

02/01/2012 - Folha de São Paulo
 
DO VALOR, EM BRASÍLIA

O governo federal está investindo R$ 18 bilhões "para atender as 24 maiores cidades do país em projetos de transportes, incluindo metrôs", disse a presidente Dilma Rousseff na coluna semanal "Conversa com a Presidenta", ao comentar sobre a parceria com Estados e municípios em ações desse porte.

Sobre os investimentos exclusivos no setor ferroviário, Dilma citou a previsão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 2 de destinar R$ 46 milhões para construção de 4.600 quilômetros de ferrovias até 2014.

Desse total, quase 74% das obras estão em andamento, segundo dados divulgados na coluna.

"Nós avançamos na Ferrovia Norte-Sul, estamos construindo e remodelando a Transnordestina, vamos construir a Ferrovia Oeste-Leste, investir no Ferroanel de São Paulo e implantar o Trem de Alta Velocidade", disse a presidente.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ibama concede licença para novo trecho da Ferronorte

29/12/2011 - Diário de Cuiabá

O Ibama concedeu à América Latina Logística (ALL) – concessionária da ferrovia Senador Vicente Vuolo - Licença Ambiental de Instalação (LAI) para continuidade das obras do Projeto de Expansão da Malha Norte em Mato Grosso. São 78 quilômetros pertencentes ao segmento III das obras de ampliação da ferrovia. Este trecho interligará os municípios de Itiquira e Rondonópolis, localizados ao sul do Estado. As obras neste trecho serão iniciadas em janeiro de 2012 e terão edificadas também o Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR).

Com a emissão da licença, a previsão é de que o trecho e o terminal sejam concluídos no segundo semestre de 2012. As obras do Projeto Expansão Malha Norte estão avançadas e seguem em ritmo acelerado em toda sua extensão. Atualmente, a companhia concentra suas obras no município de Itiquira, que abriga o terceiro terminal da ALL no Estado – os outros dois estão em Alto Taquari e Alto Araguaia.

Integrando a Malha Norte da ALL, o trecho ferroviário faz parte do Projeto Rondonópolis, que vai ampliar em 260 quilômetros a malha ferroviária da empresa no Estado, e soma investimentos no montante de R$ 750 milhões. “Hoje estamos com a obra 100% liberada para sua execução, inclusive o CIR”, disse o gerente de Projetos de Infraestrutura, Thiago Fiori.

Fiori destaca que a companhia já vinha tomando medidas enquanto aguardava a emissão da LAI. “Mobilizamos equipamentos adicionais que estão disponíveis na obra desde o inicio do mês, aguardando justamente essa liberação do Ibama. Em 2012, teremos o período mais intenso de obras, onde estaremos construindo toda a infraestrutura e superestrutura desse novo trecho, além de seis pontes simultaneamente, uma passagem junto a BR 163 e outras obras de menor porte”, adiantou o gerente.

A LAI do segmento III e do terminal de Rondonópolis autoriza a instalação do empreendimento. “Será a possibilidade de in
Ovestimentos na malha logística de Mato Grosso e a expansão do agronegócio no Estado, aumentando também os ganhos de competitividade por meio da redução nos custos de transporte”, explicou a gerente de Licemonciamento e Conformidade Ambiental da ALL, Renata Twardowski Ramalho.mk
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Projeto - O Projeto Rondonópolis começou a ser construído em julho de 2009. No trecho até Itiquira, concluído recentemente, a companhia realizou duas obras especiais. A primeira delas foi uma ponte com 120 metros de extensão no km 74. Outra foi um viaduto com 380 metros de extensão, sustentado por 12 pilares no km 84. Desde o início a obra possui inúmeras fases por todo o seu perímetro, envolvendo infraestrutura e superestrutura. Atualmente, a companhia executa obras após o Terminal de Itiquira. Outra obra especial faz parte do trajeto. Trata-se de uma ponte de 205 metros de extensão e com sete vãos de 29 metros cada sobre o rio Itiquira.

O maior - O Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), um empreendimento da ALL com investimentos de R$ 750 milhões, será o maior do Brasil. A obra ocupará 400 hectares e irá disponibilizar numa área de 230 mil metros quadrados um centro comercial, pátio para estacionamento de caminhões e um posto de abastecimento. No Centro Comercial está prevista a construção de um Shopping Center para atender tanto caminhoneiros como a população da região de Rondonópolis, além de contar com lojas comerciais e de serviços (bancos, farmácias, mercados, chaveiros, copiadoras), praça de alimentação, setor de serviços públicos e um hotel com 100 quartos.

Com toda essa estrutura, o CIR irá gerar 3 mil vagas de trabalho. A capacidade de carga será de 120 vagões em seis horas, com operações independentes de carga e descarga e um sistema duplo de carregamento ferroviário, permitindo o embarque simultâneo de dois trens com produtos diferentes. Os dois terminais, de Itiquira e Rondonópolis, deverão carregar até 15 milhões de toneladas por ano até 2015. A previsão é que as obras sejam concluídas no segundo semestre de 2012.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Rio terá ferrovia para conectar terminais

01/01/2012 - O Globo

Estrada de ferro terá 350 km e será operada por várias empresas

Por Bruno Rosa

Rio - Novos projetos de mineração, petróleo e carga geral devem levar o Rio a atingir a liderança no ranking dos portos mais movimentados do Brasil. Mas, para que estes terminais não fiquem sem acesso terrestre, o governo do estado, em parceria com a União e diversas empresas, vai construir uma nova ferrovia ligando os principais terminais do estado, a primeira a ser construída no Rio em décadas. O anúncio oficial, de R$ 1,650 bilhão, será feito no início deste ano.

- O Rio caminha para se consolidar como o maior complexo portuário do Brasil. Vamos, para facilitar este modal, criar um novo ramal de trens, que, junto com a recuperação de algumas linhas, vai unir os portos do Açu e Barra do Furado, no Norte do estado, o Comperj, Porto do Rio e terminais de Itaguaí - afirmou Júlio Lopes, secretário estadual de Transportes.

Ele afirmou que toda a modelagem está sendo tocada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A responsável pela obra será a estatal federal Valec e o financiamento terá apoio de empresas como Petrobras, EBX, Vale, FCA e MRS.

- O Comperj será uma realidade e a Petrobras viu que a melhor maneira de ligar o complexo a outras empresas e ao principal consumidor do Brasil, São Paulo, é por trem - disse o secretário.

Estrada de ferro terá 350 km e será operada por várias empresas

A estrada se chamará EF-354, terá 350 quilômetros de extensão e vai permitir trens de bitolas larga e estreita. Será também a primeira experiência brasileira de estrada de ferro com diversos operadores.

- Temos um estudo que aponta que, quando o Comperj ficar pronto, serão mais 300 caminhões pesados por dia em nossas estradas. Não temos capacidade de suportar isso, até porque é uma média, pode ter um dia com mais de 700 caminhões. Temos que buscar soluções.

Rio terá segunda maior base 'offshore' da Petrobras

Além da nova ferrovia, o estado prioriza a ampliação do Porto do Rio. Um dos principais projetos é o Porto Século 21, que vai ordenar o trânsito local, recuperar socialmente a área do entorno e ampliar a capacidade de armazenamento. Em parceria com as secretarias de Transporte e Desenvolvimento Econômico do estado, ao lado da prefeitura, Companhia Docas, Petrobras, Libra e Multiterminais, deverá ser criado ainda um centro de caminhões, no Caju.

Júlio Bueno, secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio, destacou que estão sendo investidos mais de R$ 1 bilhão no Porto do Rio. Segundo ele, os recursos são fundamentais para receber embarcações maiores.

- O Porto do Rio será a segunda maior base offshore da Petrobras. Hoje, o porto opera com metade da sua capacidade - diz o secretário.

Embora não esteja entre os mais movimentados do país, o Porto do Rio é onde a carga tem maior valor agregado (US$ 1.580 a tonelada, bem acima da média nacional de US$ 483/tonelada), segundo o governo do estado.

Na área de commodities também haverá aumento de capacidade de movimentação, com os portos do grupo EBX, de Eike Batista. O Porto do Açu, no Norte Fluminense, terá em seu auge capacidade de 350 milhões de toneladas por ano, ou 41% da movimentação brasileira de 2010. E há o Porto Sudeste, especializado em minério de ferro, que terá capacidade para 50 milhões de toneladas por ano e já conta com projeto para dobrar sua movimentação.