quinta-feira, 28 de junho de 2012

Porto Norte Capixaba traz ferrovia para o Norte do Estado de MG

19/06/2012 - A Gazeta

Além de trazer o minério de Minas Gerais, o ramal abre portas à vinda de empresas interessadas em operar na retroárea de 11,5 milhões de metros quadrados.

Noticiário cotidiano - Portos e Logística

Para viabilizar a instalação do Porto Norte Capixaba em Degredo, Linhares, a Manabi, empresa de logística e mineração, quer construir um ramal ferroviário de 100 quilômetros entre João Neiva, por onde passa a Ferrovia de Vitória a Minas, até o complexo portuário que começará a operar no terceiro trimestre de 2016.

A informação sobre esse empreendimento foi divulgada com exclusividade na última passada por A GAZETA. Além de trazer o minério de Minas Gerais, o ramal abre portas à vinda de empresas interessadas em operar na retroárea de 11,5 milhões de metros quadrados.

Investimentos no Estado

"Nosso porto é multiuso, não servirá apenas para atender às nossas necessidades. Por isso, é muito importante estar integrado à malha ferroviária brasileira", explicou o diretor de operações da Manabi, José Tadeu de Moraes, que ontem esteve em Vitória para a assinatura do protocolo de intenções junto ao governo do Estado e à Prefeitura de Linhares.

A Manabi já negocia o ramal com a Vale, companhia que tem a concessão para operar a Vitória-Minas. Existe a possibilidade da Vale Logística Integrada (VLI), empresa de logística da mineradora, entrar de sócia no ramal.

A construção da ferrovia, segundo Ricardo Antunes, presidente da Manabi, não anula o mineroduto ligando Linhares a Minas Gerais. "A prioridade é o ramal, já que poderíamos usá-lo para a nossa e para outras atividades, mas o mineroduto segue no radar, já que a produtividade é enorme. A meta é ter os dois".

Com a viabilização do ramal ferroviário, seria construído um mineroduto de 170 quilômetros das minas de Pilar e Morro Escuro até Ipatinga, por onde passa a Vitória-Minas. De lá, o minério da Manabi seguiria até João Neiva, onde pegaria o ramal até o Porto Norte Capixaba. O investimento total da Manabi é de R$ 7,1 bilhões.

Petrobras

O complexo Norte Capixaba segue o modelo de porto-indústria. A Manabi fornecerá a infraestrutura logística, um investimento de R$ 1,75 bilhão, e abrirá espaço para empresas instalarem-se na retroárea. A primeira fase do empreendimento, com foco na operação da Manabi – engloba pátios de minério, carvão, grãos, fertilizantes e granéis líquidos, não há previsão de pelotizadoras –, utilizará apenas 2,3 milhões de metros quadrados. O restante do espaço está reservado para outras atividades.

Pelo projeto original, a segunda fase do Norte Capixaba partiria da construção de um canal interno com espaço para dois estaleiros, porto de suprimento para plataformas de petróleo e desembarque de carros. Mas, segundo os investidores, não se trata de um projeto fechado.

"Estamos a poucos quilômetros da Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, da Petrobras. Em breve faremos contato formal com a estatal para que seja nossa cliente", disse Moraes.

Recursos

Cronograma
Em julho, será dada entrada no licenciamento ambiental. No final de 2013 começam as obras e no terceiro trimestre de 2016, a operação.

Investimento
R$ 7,1 bilhões em todo o complexo e R$ 1,75 bilhão no porto.

Emprego
Serão 4,8 mil postos nas obras – 1,2 mil diretos e 3,6 mil indiretos –, e 1.170 na operação – 320 diretos e 850 indiretos.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Falhas na Ferrovia Norte-Sul custam R$ 400 milhões à Valec

22/06/2012 - Surgiu Empreendimentos Publicitários Ltda

Conforme o jornal Valor Econômico, empresa precisará erguer nove pátios logísticos, estruturas que constavam dos contratos com empreiteiras e não foram feitos

Falhas na Ferrovia Norte-Sul entre Palmas e Anápolis custam R$ 400 milhões à Valec, diz Valor Econômico. Conforme o jornal, empresa precisará ainda erguer nove pátios logísticos, estruturas que constavam dos contratos com empreiteiras e não foram feitos.

Novo modelo de concessão de ferrovias poderá ser aplicado ao trecho da Norte-Sul que ligará Palmas a Gurupi

O jornal Valor Econômico afirma que a estatal Valec, responsável pela construção da Ferrovia Norte-Sul, fez um pente-fino nos 855 km entre Palmas (TO) e Anápolis (GO) e concluiu que terá de gastar mais R$ 400 milhões para consertar estruturas e trilhos mal instalados. Precisará ainda erguer nove pátios logísticos, estruturas que constavam dos contratos com empreiteiras e não foram feitos.

Um novo modelo de concessões para ferrovias está sendo estudado pelo governo federal. O presidente da Valec, José Eduardo Castello Branco, estatal responsável pela construção da Norte-Sul, entre outras linhas, afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo que a nova norma poderá ser aplicada já no trecho que ligará as cidades de Palmas e Gurupi, a ser inaugurado em agosto.

O trecho da Norte-Sul entre Palmas e Açailândia (MA) está concessionado para a Vale, que mantém e opera a linha. É o chamado modelo vertical, aplicado também às demais ferrovias entregues à exploração pela iniciativa privada.

De acordo com O Estadão, o modelo em estudo é o chamado open access (acesso aberto), que se tornou compulsório na Europa e na Austrália. Por ele, uma empresa é mantenedora da via, mas vários clientes podem operá-la. "Será como uma estrada pedagiada", explicou Castello Branco. "A diferença é que não é qualquer um que poderá colocar vagões na linha, pois os trens e os maquinistas terão de ser credenciados."

Fraudes de R$ 71 milhões
O ex-presidente da Valec José Francisco das Neves, o "Juquinha", foi afastado da empresa após denúncias de irregularidades. Em dezembro do ano passado, a Justiça Federal decretou a indisponibilidade de bens de Juquinha, por suposta fraude de R$ 71 milhões em contrato para a construção da ferrovia Norte-Sul firmado pela estatal. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, à época, os bens bloqueados do ex-presidente são um apartamento avaliado em R$ 20 mil, uma casa de R$ 550 mil em Goiânia e uma fazenda de R$ 3,3 milhões em Goiás.

Edital da Ferrofrango deve sair em agosto

20/06/2012 - Webtranspo

Nesta segunda-feira, 18, durante o seminário “Ferrovias e Desenvolvimento Regional”, em Chapecó (SC), o ministro dos transportes, Paulo Sérgio Passos, anunciou que as primeiras ações para implantação do sistema ferroviário em Santa Catarina iniciam neste ano.

“A ausência de ferrovia está retirando a competitividade regional e fazendo empresas catarinenses migrarem para o centro do País”, diz Maurício Zolet, presidente da ACIC (Associação Comercial e Industrial de Chapecó), entidade que promoveu o evento.

O edital de contratação dos estudos e projeto do trecho que liga Chapecó ao Porto de Itajaí, com aproximadamente 400 quilômetros de extensão, é o primeiro passo para que a Ferrovia da Integração comece a ser realidade em Santa Catarina. A licitação deve ser concluída até agosto de 2012.

Segundo o ministro, o estudo avaliará a articulação com o Corredor Ferroviário do Paraná, além de indicar a melhor alternativa do traçado da linha férrea no Estado e os modos e modelos operacionais do transporte. Além deste trecho, outros dois projetos ferroviários estão previstos no PAC (Programa de Aceleração de Crescimento): a Litorânea e a Norte/Sul. O Governo Federal pretende expandir a malha ferroviária brasileira de 29 mil quilômetros para 40 mil até 2020.

“Estão previstos investimentos de R$ 200 bilhões em ferrovias até 2025 para construção, recuperação, estudos e projetos. Desses, R$ 33 bilhões serão direcionados ao sul do Brasil”, afirma Passos.

O ministro destacou também o aumento de investimentos do Governo Federal no setor de transporte nos últimos anos. Em 2007, o aporte foi de R$ 7,2 bilhões. Já em 2011, os recursos foram de R$ 43 bilhões.

“O Governo tem a clareza de que não se pode pensar em competitividade sem investir em qualidade da infraestrutura básica”, disse Passos.

Ferrovias receberão R$ 37 bilhões da União

19/06/2012 - O Globo

O governo federal planeja investir nos próximos oito anos R$ 37 bilhões na ampliação e melhoria da negligenciada malha ferroviária brasileira. A iniciativa faz parte de um novo projeto do Ministério dos Transportes que visa a estimular a competitividade no transporte de cargas no país. Pelo novo modelo, o governo deve conceder ou licitar a empresas privadas a infraestrutura de trilhos, além de criar normas para assegurar a livre circulação de vagões sobre eles, explicou o presidente da Valec, José Eduardo Castello Branco.

Nesses planos, está a ampliação da malha ferroviária do Sul do país com construção de 2,7 mil quilômetros, além de construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que corta a Bahia; da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que passa pelo coração da produção de soja no país; e da conclusão de trechos da ferrovia Norte-Sul.

Meta é ampliar malha em 11 mil km até 2020

Na segunda-feira, foi publicado edital para contratação de estudos para a construção da ferrovia que liga Chapecó (SC) ao Porto de Itajaí, a chamada Ferrovia do Frango, de 620 km. No mesmo dia, outro edital publicado tratava dos estudos do trecho entre Panorama e Rio Grande (RS), de 1,2 mil km. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, afirmou, no dia, que o governo tem como meta ampliar a malha ferroviária de 29 mil km para 40 mil km até 2020.

Há pressa para que o novo modelo seja criado antes da inauguração do trecho da Norte-Sul entre Palmas (TO) e Gurupi (GO). Pela nova regulação, esse trecho já seria concedido no novo modelo, segundo o presidente da Valec.

Uma das novidades é a chamada interoperabilidade da malha ferroviária, que possibilitará que locomotivas e vagões de diferentes empresas circulem pelas novas ferrovias construídas pela Valec, mediante pagamento pelo uso dos trilhos. Hoje, as empresas privadas têm monopólio de operação nas ferrovias que detêm a concessão.

A inspiração para o novo modelo vem de Europa e Austrália, onde os governos resolveram dissociar as licenças de trilhos e de vagões para aumentar a competitividade das ferrovias. Essas regiões teriam conseguido impulsionar significativamente o uso das ferrovias e baixar custos.

— A Europa já fez isso no fim da década de 90 e discute aperfeiçoamentos. Hoje, um trem da Alemanha, onde existem 250 operadores privados, pode circular por cinco países diferentes — ilustra Castello Branco.

Para viabilizar essa modelagem inédita no Brasil, o governo prevê um esforço estatal em capacitação de maquinistas e adaptação de equipamentos. A proposta, no entanto, deve enfrentar forte oposição das empresas detentoras de concessões, como Vale, ALL e MRV.

A nova medida pode gerar, ainda, maior competição entre os portos, uma vez que facilita o deslocamento da carga no país.

Ministro dos Transportes anuncia investimentos para SC

19/06/2012 - Jornal Novo Tempo

De acordo com Passos, o estudo avaliará a articulação com o Corredor Ferroviário do Paraná

O ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos anunciou, durante o seminário “Ferrovias e Desenvolvimento Regional”, na segunda-feira (18) em Chapecó, que as primeiras ações para implantação do sistema ferroviário em Santa Catarina iniciam neste ano.

O evento, promovido pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) e pela Frente Parlamentar das Ferrovias do Congresso Nacional, presidida pelo deputado federal Pedro Uczai, reuniu autoridades políticas, entidade e empresários a espera de boas notícias para melhorar a logística de transporte de produtos do oeste catarinense.

Publicado também nesta segunda-feira (18), o edital de contratação dos estudos e projeto do trecho que liga Chapecó ao Porto de Itajaí, com cerca de 400 quilômetros de extensão, é o primeiro passo para que a Ferrovia da Integração comece a ser realidade no Estado barriga-verde. A licitação deve ser concluída até agosto de 2012.

De acordo com Passos, o estudo avaliará a articulação com o Corredor Ferroviário do Paraná, além de indicar a melhor alternativa do traçado da linha férrea no Estado e os modos e modelos operacionais do transporte. Além deste trecho outros dois projetos ferroviários estão previstos nos Programas de Aceleração de Crescimento - PAC1 e PAC2: a Litorânea e a Norte/Sul.

A meta do Governo Federal, apresentada pelo ministro, é expandir de 29 mil quilômetros para 40 mil a malha ferroviária no País até 2020. “Estão previstos investimentos de R$ 200 bilhões em ferrovias até 2025 para construção, recuperação, estudos e projetos. Desses, R$ 33 bilhões serão direcionados ao sul do Brasil”, complementou.

Passos enfatizou que em 2007 os investimentos para o setor de transportes eram de apenas R$ 7,2 bilhões e que 2011 os recursos atingiram R$ 43 bilhões. “O Governo tem a clareza de que não se pode pensar em competitividade sem investir em qualidade da infraestrutura básica”, disse.

Documento
Durante o Seminário, o presidente da ACIC Maurício Zolet entregou ao ministro dos Transportes documento que aborda questões de alta relevância para o grande oeste de Santa Catarina relacionadas à construção de ferrovias e à duplicação da BR-282.

Na carta, o presidente destaca que há mais de 20 anos a região reivindica uma FERROVIA INTERESTADUAL (norte-sul) ligando SC ao centro oeste para garantir matéria-prima às agroindústrias e uma FERROVIA INTRATERRITORIAL de ligação oeste-leste para escoamento da produção agroindustrial aos portos marítimos, em território catarinense.

O documento assinala que a agroindústria do oeste catarinense está longe dos grandes centros de consumo e distante das áreas produtoras de milho e soja, seus principais insumos. A região importa mais de 5 milhões de toneladas de grãos por ano e necessita de uma ferrovia para unir os dois polos. “A ausência de ferrovia está retirando a competitividade regional e fazendo empresas catarinenses migrarem para o centro do país”, apontou Zolet.

Além disso, estudos preliminares revelam que aproximadamente 5 milhões de toneladas são transportadas por caminhões, o que encarece a produção. O custo final é novamente onerado com o transporte das carnes em containeres frigorificados até o Porto de Itajaí.    

Por outro lado, a ferrovia intraestadual leste-oeste (a Ferrovia do Frango) também proporcionaria grandes benefícios para as empresas exportadoras e a sociedade catarinense, aumentando inegavelmente sua capacidade competitiva e de sobrevivência no longo prazo. “Os dois projetos são complementares e necessários: o ramal da Ferroeste permitirá importar insumos e matérias-primas e a ferrovia leste-oeste facilitará as exportações”, ressaltou o dirigente da ACIC.

Outra grande aspiração de Santa Catarina é a READEQUAÇÃO DA RODOVIA BR-282. Principal via de acesso de escoamento da produção do oeste catarinense aos portos e aos grandes centros brasileiros de consumo, ostenta infraestrutura incapaz de comportar o número de veículos que trafega diariamente pelo trecho. “Essa obra é uma necessidade urgente e estratégica para todo o Estado que a reclama há quase 50 anos”.

Por fim, a duplicação da BR-480 (acesso rodoviário de Chapecó à rodovia federal BR-282) que está em obras desde 2010, infelizmente, é executada com exasperante lentidão, revela o documento. Por isso, o pedido é para que o ministro examine a possibilidade de acelerar as obras e abreviar o prazo de sua conclusão, inicialmente previsto em quatro anos.

Defesa
O prefeito de Chapecó José Cláudio Caramori disse que essa obra será realidade somente em uma ação suprapartidária. “A sociedade veio para o evento para ouvir o que o coração clama. A reivindicação da ferrovia não tem bandeira e não ter cor partidária. Com o projeto executivo aprovado teremos a segurança da obra de grande envergadura para os próximos cinco anos, que garantirá emprego, renda e o desenvolvimento de Chapecó e região”.

Representando a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), o presidente da Coopercentral Aurora Alimentos Mário Lanznaster afirmou que a ferrovia é fundamental para o agronegócio, pois o setor tem necessidade de comprar de outros estados 2 milhões de toneladas de milho por ano, além das 2,5 milhões de toneladas produzidas em SC. “Com este cenário, temos três opções: uma é a implantação da ferrovia para o transporte de grãos e de produtos, outra que é a instalação das agroindústrias em outras regiões do país ou ainda o fechamento das empresas, gerando por consequência desemprego e estagnação da economia”.

O deputado federal Pedro Uczai citou os benefícios para o desenvolvimento do Estado com a implantação das ferrovias. “É um meio de transporte seguro, ambientalmente sustentável, ajuda a melhorar a situação das rodovias, reduz os acidentes e mortes no trânsito, permite a regionalização do desenvolvimento e aumenta a competitividade das empresas. O País não tem mais condições de sustentar-se somente com rodovias”, finalizou.

Estudo sobre ferrovia no Vale do Rio Pardo já tem edital

19/06/2012 - Gazeta do Sul

Empresa a ser contratada deve levar oito meses para concluir a avaliação do traçado prévio

Por Rozana Ellwanger

Há mais de dois anos o Vale do Rio Pardo vive a expectativa da passagem da Ferrovia Norte-Sul pela região. Agora, a espera por respostas já tem estimativa de prazo para terminar: um ano. Foi publicado ontem, no Diário Oficial da União, o aviso de licitação para contratar a empresa que realizará o estudo da viabilidade técnica, econômica e ambiental de três lotes da estrada de ferro. Dentre eles estão os lotes 1 e 2, que ligam o município de Panorama, no interior de São Paulo, ao Porto de Rio Grande.

O recebimento das propostas está marcado para o dia 7 de agosto. Segundo a assessoria de comunicação da empresa responsável pela obra, a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, a contratação da vencedora deve ocorrer já em setembro. A previsão é que o estudo leve entre oito e nove meses para ser concluído.

Trata-se da etapa mais importante para a região, pois é por meio dessa análise que a empresa vai determinar o trajeto final da ferrovia. Contando o prazo para licitação e estudo, o Vale do Rio Pardo deve ter um posicionamento sobre a viabilidade de a estrada de ferro passar pela região dentro de aproximadamente um ano.

Concluído esse trabalho, o próximo passo é o envio do projeto prévio para aprovação do Ibama. Assim que obtiver a licença ambiental prévia, a Valec vai realizar o projeto definitivo. Apesar de não haver um prazo para o início das obras, a assessoria de comunicação estima que devem ocorrer apenas em 2014.

Quando a construção da ferrovia foi anunciada, o traçado não passava pelos vales do Rio Pardo e Taquari. Entretanto, o presidente da comissão que defende o trajeto pela região, o prefeito de Venâncio Aires, Airton Artus, explica que há mais de um ano o projeto inicial foi modificado, beneficiando os vales.

Agora, o traçado prévio, já alterado, passa no Rio Grande do Sul pelas regiões de Passo Fundo, Erechim, Vale do Rio Pardo e Santa Maria, seguindo até Rio Grande. Segundo a assessoria de imprensa da Valec, o trajeto teve como critério principal o trecho mais próximo. Santa Cruz do Sul está no caminho e deve ser contemplada com a proximidade da ferrovia, mas a empresa ainda não sabe a que distância.

Apesar da intenção de cruzar o Vale do Rio Pardo, existe a possibilidade de o trajeto ainda ser modificado, dependendo dos resultados do estudo de impacto técnico, econômico e ambiental. “Nós estamos torcendo para que não mude”, diz Artus.

Novas ferrovias reforçam peso estatal no setor

19/06/2012 - Valor Econômico

A decisão do governo de se apoiar no investimento público para ampliar a malha ferroviária do país não é uma unanimidade no setor. Parte das empresas defende a tese de que muitos projetos andariam bem mais rápido e seriam menos onerosos aos cofres públicos se a União decidisse abrir mão dos empreendimentos e os concedesse à iniciativa privada.

O histórico da gestão pública nas ferrovias, de fato, não é muito favorável. Por 40 anos, a União foi dona da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), estatal que foi privatizada na década de 1990, depois de se transformar em um dos maiores escândalos de descaso com o dinheiro público do país. Até hoje ainda há bilhões de reais em dívidas não quitadas, boa parte delas decorrente de milhares de processos trabalhistas que não foram concluídos.

Com a Valec, no entanto, o governo aposta numa situação diferente. O plano é que, assim que esses novos trechos de malha estiverem prontos, a estatal ofereça-os para diferentes empresas de logística. Trata-se de uma mudança em relação ao modelo atual de concessão, que privilegia um único operador em cada ferrovia. É o que acontece, por exemplo, nos 719 quilômetros já construídos e em operação da Ferrovia Norte-Sul, entre as cidades de Palmas (TO) e Açailândia (MA). Desde 2007, a mineradora Vale tem exclusividade para utilizar esse percurso. Para isso, a empresa arrematou, com lance de R$ 1,478 bilhão, a exploração comercial pelo período de 30 anos.

O novo modelo de concessão - que é criticado pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que representa as empresas de transporte de cargas do setor - quer acabar com esse monopólio, uma situação que, de acordo com o governo, tem dificultado a operação de outras empresas interessadas no mesmo trecho. As regras, que ainda não entraram em vigor, preveem o direito de passagem e tráfego mútuo, além de metas de produção por trecho e de segurança para as concessionárias.

As novas ferrovias terão impacto direto no transporte de cargas que é direcionado, principalmente, a quatro grandes portos da região: Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC), Itajaí (SC) e Rio Grande (RS). Uma das preocupações do governo é fazer com que as novas linhas não tragam impacto negativo às malhas já construídas na região Sul.

No Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, quase todas as ferrovias foram concedidas para a empresa América Latina Logística (ALL). Um bom trecho dessas linhas, segundo José Eduardo Castello, presidente da Valec, está com o tráfego suspenso há anos. Outra parte estaria com capacidade ociosa.

De acordo com dados da ANTF, a ALL investe anualmente entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões só no Rio Grande do Sul para ampliar a capacidade da malha local. No ano passado, esse trecho da ferrovia foi responsável por 70% do volume movimentado no porto de Rio Grande.

"Estamos analisando diversas formas de interligação com a malha existente e vamos trabalhar de forma articulada, sem olhar as necessidades de um único Estado. A ideia não é prejudicar ninguém, mas melhorar aquilo que já existe", diz Castello. "Os estudos técnicos vão mostrar aquilo que pode ser utilizado como interligação e aquilo que precisa ser feito para apoiar o plano traçado. Não haverá sobreposição de malha, nem desperdício de dinheiro", complementa.

Desperdício de recursos é algo que já entrou para o currículo da Valec. Na Ferrovia Norte-Sul, revelou o Valor na semana passada, terá de ser gasto cerca de R$ 400 milhões a mais para consertar estruturas e trilhos que foram mal instalados. Trata-se de injetar dinheiro para arrumar algo que nunca foi utilizado. Além disso, a estatal terá que erguer uma série de pátios logísticos que constavam dos contratos firmados com empreiteiras, mas que não foram entregues.

Para evitar que os problemas se repitam nos novos projetos, diz Castello, a Valec vai firmar acordos de cooperação técnica com as universidades federais do Paraná e Santa Catarina. As parcerias têm o propósito de definir, especificamente, qual será o traçado da chamada "Ferrovia do Frango", planejada para ligar as cidades catarinenses de Chapecó e Itajaí. A participação da universidade paranaense deve-se à possibilidade de o traçado da ferrovia se ligar à linha férrea que hoje corta os Estados e que foi concedida a ALL. Com essa interligação, a carga transportada pela nova ferrovia ganharia a opção de chegar até o porto de Paranaguá, além dos terminais de Itajaí. "Não vamos privilegiar nenhum Estado, em específico, mas aquilo que é melhor para a logística nacional", comenta Castello, da Valec. Ontem, foi publicado no Diário Oficial da União o edital para contratação dos estudos técnicos da Ferrovia do Frango.

No ano passado, a movimentação de carga transportada pelos 29 mil quilômetros de ferrovias do país atingiu 475,1 milhões de toneladas. Para este ano, a previsão é chegar a 522 milhões, segundo estimativa da ANTF.

União investirá R$ 13 bilhões em novas ferrovias no Sul

19/06/2012 - Valor Econômico

O governo prepara uma grande ofensiva para expandir a malha ferroviária no Sul do país. Até o fim da semana, a estatal Valec anunciará a contratação de uma série de estudos de viabilidade e a realização de acordos técnicos para encampar a construção de 2,7 mil quilômetros de trilhos.

Esses estudos, que custarão R$ 30 milhões e deverão ser concluídos em até um ano, vão balizar a construção de quatro grandes trechos planejados pelo Ministério dos Transportes. O maior deles, entre as cidades de Panorama (SP) e Rio Grande (RS), prevê um investimento total de R$ 6 bilhões. Trata-se do último bloco que complementa o projeto da Ferrovia Norte-Sul. O edital para contratação dos estudos e projeto dessa malha foi publicado ontem.

Outros três traçados são prioritários para a ampliação da infraestrutura da região. O governo quer ligar por trilhos os 500 km que separam as cidades gaúchas de Carazinho e Uruguaiana, projeto que tem custo estimado em R$ 2,5 bilhões. No trecho entre Toledo (PR) e Maracaju (MS), a estimativa é de injetar mais R$ 2,1 bilhões em 420 km de linha. O edital desse traçado também foi publicado ontem.

O governo também quer viabilizar a construção da "Ferrovia do Frango". O projeto, que liga as cidades catarinenses de Chapecó e Itajaí, com aproximadamente 600 km de distância, está avaliado em R$ 3,1 bilhões. Somados todos os empreendimentos, o desembolso chegaria a R$ 13,7 bilhões.

A ideia é que 100% dos recursos saiam dos cofres públicos. Por trás da aplicação desse dinheiro está o fortalecimento da estatal Valec, que administra os empreendimentos da União. As novas ferrovias vão complementar a capacidade da malha que já existe na região e que hoje é operada pela América Latina Logística (ALL). Serão diretamente beneficiados os portos de Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC), Itajaí (SC) e Rio Grande (RS).

Ontem, em visita a Chapecó, o ministro dos Transportes, Paulo Passos, disse que a meta do governo é expandir os atuais 29 mil quilômetros da malha nacional para 40 mil km até 2020. Segundo ele, estão previstos investimentos de R$ 200 bilhões em ferrovias até 2025, sendo R$ 33 bilhões na Região Sul.

Valec lança edital para trechos da Ferrovia Norte-Sul

19/06/2012 - Revista Ferroviária

A estatal Valec publicou nesta segunda-feira, 18, o edital para a elaboração de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA) para os trechos Panorama (SP)-Chapecó (SC) e Chapecó (SC)-Porto Rio Grande (RS) da Ferrovia Norte-Sul. O edital também contempla a ligação ferroviária entre a Ferroeste, em Santa Catarina, e Maracaju, no Mato Grosso do Sul, onde faz ligação com a Ferrovia Norte-Sul.

Os preços de referência para cada um dos lotes é o seguinte: lote 1 (Panorama-Chapecó) – R$ 5.636.441,21; lote 2 (Chapecó-Porto Rio Grande) – R$ 6.951.893,25; e lote 3 (Cascavel-Maracaju) – R$ 5.529.820,80.

De acordo com o edital da Valec, o recebimento das propostas para a elaboração do EVTEA será até as 10 horas do dia 7 de agosto, no Auditório da empresa, em Brasília. O prazo de vigência contratual será de dezoito meses, contados a partir da data da assinatura do contrato, podendo ser prorrogado.

Sai edital pra ferrovia Cascavel-Maracaju e trecho Norte-Sul

19/06/2012 - MS Notícias

De acordo com o edital da Valec, o recebimento das propostas para a elaboração do EVTEA será até às 10 horas do dia 7 de agosto, no Auditório da empresa, em Brasília.

A Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. publicou nesta segunda-feira (18) o Edital nº 3/2012 que abre a licitação para contratar a elaboração de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA) da ligação ferroviária entre a Ferroeste, em Cascavel, Oeste do Paraná, e Maracaju, no Mato Grosso do Sul (lote 03 - EF – 484).

O edital também contempla dois trechos da Ferrovia Norte-Sul (FNS). O primeiro liga Panorama, no interior de São Paulo, a Chapecó, Oeste de Santa Catarina, passando pelo território do Paraná (lote 01 - EF – 151). O segundo trecho une Chapecó ao Porto Rio Grande, no Rio Grande do Sul (lote 02 - EF – 151).

Os preços de referência para cada um dos lotes é o seguinte: lote 1 (Panorama-Chapecó) – R$ 5.636.441,21; lote 2 (Chapecó-Porto Rio Grande) – R$ 6.951.893,25; e lote 3 (Cascavel-Maracaju) – R$ 5.529.820,80.

A notícia confirma a informação do diretor de Planejamento da Valec, Josias Sampaio Cavalcante Júnior, que na última terça-feira (12), recebeu, em Brasília, juntamente com uma equipe técnica, o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho, e dirigentes da Ferroeste. Durante o encontro, Richa Filho ressaltou quais são os corredores ferroviários prioritários para o Paraná.

Foi salientada também a necessidade de que o futuro trecho Sul da Norte-Sul passe entre as cidades paranaenses de Cianorte e Campo Mourão, entroncando-se com o terminal da Ferroeste, em Cascavel, e seguindo para o Sul, entre as cidades de Francisco Beltrão e Pato Branco, até Chapecó.

Segundo a Valec, nos estudos a serem desenvolvidos no trecho Cascavel-Maracaju deverão ser consideradas, analisadas e registradas informações sobre os estudos já realizados ou em desenvolvimento para os segmentos existentes entre Cascavel e o Porto de Paranaguá e o Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, visando o conhecimento e sugestão de soluções para integração das vias existentes com as que serão construídas, em função das etapas de implantação e operação para a necessária compatibilização de bitolas.

De acordo com o edital da Valec, o recebimento das propostas para a elaboração do EVTEA será até às 10 horas do dia 7 de agosto, no Auditório da empresa, em Brasília. O prazo de vigência contratual será de dezoito meses, contados a partir da data da assinatura do contrato, podendo ser prorrogado.

Novas ferrovias reforçam peso estatal no setor

19/06/2012 - Valor Econômico

As novas ferrovias terão impacto direto no transporte de cargas que é direcionado, principalmente, a quatro grandes portos da região: Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC), Itajaí (SC) e Rio Grande (RS).

Por André Borges

A decisão do governo de se apoiar no investimento público para ampliar a malha ferroviária do país não é uma unanimidade no setor. Parte das empresas defende a tese de que muitos projetos andariam bem mais rápido e seriam menos onerosos aos cofres públicos se a União decidisse abrir mão dos empreendimentos e os concedesse à iniciativa privada.

O histórico da gestão pública nas ferrovias, de fato, não é muito favorável. Por 40 anos, a União foi dona da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), estatal que foi privatizada na década de 1990, depois de se transformar em um dos maiores escândalos de descaso com o dinheiro público do país. Até hoje ainda há bilhões de reais em dívidas não quitadas, boa parte delas decorrente de milhares de processos trabalhistas que não foram concluídos.

Com a Valec, no entanto, o governo aposta numa situação diferente. O plano é que, assim que esses novos trechos de malha estiverem prontos, a estatal ofereça-os para diferentes empresas de logística. Trata-se de uma mudança em relação ao modelo atual de concessão, que privilegia um único operador em cada ferrovia. É o que acontece, por exemplo, nos 719 quilômetros já construídos e em operação da Ferrovia Norte-Sul, entre as cidades de Palmas (TO) e Açailândia (MA). Desde 2007, a mineradora Vale tem exclusividade para utilizar esse percurso. Para isso, a empresa arrematou, com lance de R$ 1,478 bilhão, a exploração comercial pelo período de 30 anos.

O novo modelo de concessão - que é criticado pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que representa as empresas de transporte de cargas do setor - quer acabar com esse monopólio, uma situação que, de acordo com o governo, tem dificultado a operação de outras empresas interessadas no mesmo trecho. As regras, que ainda não entraram em vigor, preveem o direito de passagem e tráfego mútuo, além de metas de produção por trecho e de segurança para as concessionárias.

As novas ferrovias terão impacto direto no transporte de cargas que é direcionado, principalmente, a quatro grandes portos da região: Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC), Itajaí (SC) e Rio Grande (RS). Uma das preocupações do governo é fazer com que as novas linhas não tragam impacto negativo às malhas já construídas na região Sul.

No Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, quase todas as ferrovias foram concedidas para a empresa América Latina Logística (ALL). Um bom trecho dessas linhas, segundo José Eduardo Castello, presidente da Valec, está com o tráfego suspenso há anos. Outra parte estaria com capacidade ociosa.

De acordo com dados da ANTF, a ALL investe anualmente entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões só no Rio Grande do Sul para ampliar a capacidade da malha local. No ano passado, esse trecho da ferrovia foi responsável por 70% do volume movimentado no porto de Rio Grande.

"Estamos analisando diversas formas de interligação com a malha existente e vamos trabalhar de forma articulada, sem olhar as necessidades de um único Estado. A ideia não é prejudicar ninguém, mas melhorar aquilo que já existe", diz Castello. "Os estudos técnicos vão mostrar aquilo que pode ser utilizado como interligação e aquilo que precisa ser feito para apoiar o plano traçado. Não haverá sobreposição de malha, nem desperdício de dinheiro", complementa.

Desperdício de recursos é algo que já entrou para o currículo da Valec. Na Ferrovia Norte-Sul, revelou o Valor na semana passada, terá de ser gasto cerca de R$ 400 milhões a mais para consertar estruturas e trilhos que foram mal instalados. Trata-se de injetar dinheiro para arrumar algo que nunca foi utilizado. Além disso, a estatal terá que erguer uma série de pátios logísticos que constavam dos contratos firmados com empreiteiras, mas que não foram entregues.

Para evitar que os problemas se repitam nos novos projetos, diz Castello, a Valec vai firmar acordos de cooperação técnica com as universidades federais do Paraná e Santa Catarina. As parcerias têm o propósito de definir, especificamente, qual será o traçado da chamada "Ferrovia do Frango", planejada para ligar as cidades catarinenses de Chapecó e Itajaí. A participação da universidade paranaense deve-se à possibilidade de o traçado da ferrovia se ligar à linha férrea que hoje corta os Estados e que foi concedida a ALL. Com essa interligação, a carga transportada pela nova ferrovia ganharia a opção de chegar até o porto de Paranaguá, além dos terminais de Itajaí. "Não vamos privilegiar nenhum Estado, em específico, mas aquilo que é melhor para a logística nacional", comenta Castello, da Valec. Ontem, foi publicado no Diário Oficial da União o edital para contratação dos estudos técnicos da Ferrovia do Frango.

No ano passado, a movimentação de carga transportada pelos 29 mil quilômetros de ferrovias do país atingiu 475,1 milhões de toneladas. Para este ano, a previsão é chegar a 522 milhões, segundo estimativa da ANTF.

União investirá R$ 13 bi em novas ferrovias no Sul

19/06/2012 - Valor Econômico

O governo prepara uma grande ofensiva para expandir a malha ferroviária no Sul do país.

Por André Borges

O governo prepara uma grande ofensiva para expandir a malha ferroviária no Sul do país. Até o fim da semana, a estatal Valec anunciará a contratação de uma série de estudos de viabilidade e a realização de acordos técnicos para encampar a construção de 2,7 mil quilômetros de trilhos.

Esses estudos, que custarão R$ 30 milhões e deverão ser concluídos em até um ano, vão balizar a construção de quatro grandes trechos planejados pelo Ministério dos Transportes. O maior deles, entre as cidades de Panorama (SP) e Rio Grande (RS), prevê um investimento total de R$ 6 bilhões. Trata-se do último bloco que complementa o projeto da Ferrovia Norte-Sul. O edital para contratação dos estudos e projeto dessa malha foi publicado ontem.

O governo prepara uma grande ofensiva para expandir a malha ferroviária no Sul do país. Até o fim da semana, a estatal Valec anunciará a contratação de uma série de estudos de viabilidade e a realização de acordos técnicos para encampar a construção de 2,7 mil quilômetros de trilhos.

Esses estudos, que custarão R$ 30 milhões e deverão ser concluídos em até um ano, vão balizar a construção de quatro grandes trechos planejados pelo Ministério dos Transportes. O maior deles, entre as cidades de Panorama (SP) e Rio Grande (RS), prevê um investimento total de R$ 6 bilhões. Trata-se do último bloco que complementa o projeto da Ferrovia Norte-Sul. O edital para contratação dos estudos e projeto dessa malha foi publicado ontem.

Outros três traçados são prioritários para a ampliação da infraestrutura da região. O governo quer ligar por trilhos os 500 km que separam as cidades gaúchas de Carazinho e Uruguaiana, projeto que tem custo estimado em R$ 2,5 bilhões. No trecho entre Toledo (PR) e Maracaju (MS), a estimativa é de injetar mais R$ 2,1 bilhões em 420 km de linha. O edital desse traçado também foi publicado ontem.

O governo também quer viabilizar a construção da "Ferrovia do Frango". O projeto, que liga as cidades catarinenses de Chapecó e Itajaí, com aproximadamente 600 km de distância, está avaliado em R$ 3,1 bilhões. Somados todos os empreendimentos, o desembolso chegaria a R$ 13,7 bilhões.

A ideia é que 100% dos recursos saiam dos cofres públicos. Por trás da aplicação desse dinheiro está o fortalecimento da estatal Valec, que administra os empreendimentos da União. As novas ferrovias vão complementar a capacidade da malha que já existe na região e que hoje é operada pela América Latina Logística (ALL). Serão diretamente beneficiados os portos de Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC), Itajaí (SC) e Rio Grande (RS).

Ontem, em visita a Chapecó, o ministro dos Transportes, Paulo Passos, disse que a meta do governo é expandir os atuais 29 mil quilômetros da malha nacional para 40 mil km até 2020. Segundo ele, estão previstos investimentos de R$ 200 bilhões em ferrovias até 2025, sendo R$ 33 bilhões na Região Sul.

Entorno de BH pode receber ferrovia

18/06/2012 - Webtranspo

Governo lançou PMI para os quase 500 quilômetros de malha próximos à capital -

Região possui importantes polos para o Estado.

A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) pode ter os quase 500 quilômetros de ferrovias revitalizados. Esta é uma medida possível, pois, na semana passada, o Governo de Minas Gerais, por meio da SEGEM (Secretaria de Estado Extraordinária de Gestão Metropolitana), da SEDE (Secretaria de Desenvolvimento Econômico), ARMBH (Agência de Desenvolvimento da RMBH) e Unidade PPP (Unidade de Parcerias Público-Privadas), iniciou um Procedimento de Manifestação de Interesse do projeto de implantação ferroviária com foco no transporte de passageiros.

O PMI, lançado pelo Estado, convida aos interessados no projeto a participarem e elaborarem estudos técnicos, que contribuam na construção do melhor modelo de concessão para a realização do serviço.

Para reativação da malha, que engloba 21 dos 34 municípios da região metropolitana da capital mineira, das quais estão inseridas importantes polos regionais como Divinópolis, Sete Lagoas e Conselheiro Lafaiete, o Governo analisa quais as melhores maneiras de executá-la, sendo que o projeto poderá ser realizado por um ou mais parceiros privados que irão operar linhas metropolitanas e/ou regionais em três grandes ramais ferroviários, divididos em lotes no Edital da PMI.

Na divisão dos trechos, o Lote 1 contempla uma linha entre Sete Lagoas e Divinópolis, passando por Belo Horizonte; já o Lote 2, fica entre Belo Horizonte e Brumadinho; e o Lote 3, entre a capital e Conselheiro Lafaiete, com uma variante que se estende a Ouro Preto.

Esta iniciativa vai ao encontro do PDDI (Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado) da Região Metropolitana, que prevê a implantação de transporte sobre trilhos como umas das bases da mobilidade no local, assim, desafogando o tráfego da região, com a retirada de veículos sobre rodas das ruas. Além disso, o governo prospecta, com esta medida, fomentar o desenvolvimento em outras regiões do entorno de Belo Horizonte.

O Edital do PMI estará disponível na íntegra no site: www.ppp.mg.gov.br. Os interessados no PMI para os Lotes 1, 2 e 3 deverão se cadastrar até o dia 15 de julho de 2012, por meio do e-mail pmitrilhos@ppp.mg.gov.br.
 

domingo, 17 de junho de 2012

Falhas custam R$ 400 milhões à estatal Valec

15/06/2012 - Valor Econômico

A estatal Valec, responsável pela construção da Ferrovia Norte-Sul, fez um pente-fino nos 855 km entre Palmas (TO) e Anápolis (GO) e concluiu que terá de gastar mais R$ 400 milhões para consertar estruturas e trilhos mal instalados. Precisará ainda erguer nove pátios logísticos, estruturas que constavam dos contratos com empreiteiras e não foram feitos.

"Tocaram os trilhos e não fizeram os pátios. Ainda que toda a linha estivesse pronta, não teria onde estacionar para receber e entregar a carga", disse José Eduardo Castello, que há oito meses assumiu a presidência da Valec para colocar ordem na casa. Há falhas grosseiras como ausência de proteção de taludes, falta de sistemas de drenagem e aterros mal construídos.

Além de gerar prejuízos para o setor de transportes de carga do país, devido ao atraso no cronograma previsto para a entrega da obra, a Ferrovia Norte-Sul também vai provocar despesa extra para os cofres públicos. A estatal Valec, responsável pela construção da Norte-Sul, fez um pente-fino em cada metro de trilho já instalado em boa parte do trecho sul da ferrovia, entre as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO), numa extensão de 855 quilômetros.

O levantamento da estatal aponta que será preciso bancar uma fatura extra de nada menos que R$ 400 milhões para consertar estruturas e trilhos que foram mal instalados, além de ter que erguer uma série de pátios logísticos ao longo da malha, estruturas que constavam dos contratos firmados com empreiteiras, mas que não foram entregues.

"Quando mergulhamos nos contratos, vimos o tamanho dos problemas. Eles estão na origem do empreendimento. Hoje estamos fazendo o retrabalho. Se as coisas tivessem ocorrido por etapas, não estaria assim", diz José Eduardo Castello, que há oito meses assumiu a presidência da Valec com a missão de colocar ordem na casa e organizar a situação dos contratos que foram paralisados no ano passado, depois das denúncias de corrupção em torno do Ministério dos Transportes.

Estima-se que pelo menos 210 quilômetros - 25% do trecho entre Palmas e Anápolis - terão de passar por intervenções. Os erros graves foram identificados em cinco lotes da obra, os quais equivalem à metade de todo o percurso de 855 km. Há falhas grosseiras, como ausência de proteção vegetal, proteção de taludes, alta de sistemas de drenagem e aterros mal construídos. "Tudo isso gerou problemas de erosão e instabilidade sobre a via", diz Castello.

Tão grave quanto a situação dos trilhos é a dos pátios logísticos. O plano original previa a construção de nove estruturas ao longo do trecho, mas nenhuma foi feita. "Os pátios estavam no projeto e foram licitados, mas acabaram suprimidos dos contratos, porque decidiram avançar com a linha", comenta Castello. "Tocaram os trilhos e não fizeram os pátios, ou seja, hoje não tenho onde carregar o trem. Ainda que toda a linha estivesse pronta, não teria onde estacionar para receber e entregar a carga."

A presidente Dilma Rousseff cobrou da Valec o conserto imediato da malha e a construção dos pátios da Norte-Sul, ferrovia que teve a construção iniciada em 1987, durante o governo José Sarney, O atendimento a essas demandas, porém, não é nada simples.

O Valor apurou que a estatal pretendia renegociar os contratos com as duas empreiteiras que atuam nos cinco lotes problemáticos: a SPA Engenharia e a Constran. A ideia era apurar as responsabilidades pelas falhas e, se possível, aditivar os contratos para concluir as obras. As duas empresas, no entanto, não estão em condições de assumir as ações remanescentes. A SPA, que está à frente de quatro lotes que precisam de intervenção, não pode ter ou contrato aditivado, porque deve ao Fisco. A Constran, que controla um lote com falhas, já atingiu o limite máximo de 25% de aditivo sobre o valor original da obra. As duas empresas foram procuradas pelo Valor, mas não responderam ao pedido de entrevista.

Impedida de contratar as empreiteiras atuais, a Valec quer relicitar os R$ 400 milhões em obras. Para isso, também enfrenta dificuldades, porque um novo contrato só pode ser feito após encerrado o antigo. Uma comissão de sindicância foi constituída para apurar os problemas e responsabilidades. A ideia, segundo Castello, é que os contratos sejam encerrados com ressalvas.

"Como é que se encerra um contrato com passivos? Não posso encerrar algo, se já temos evidências de que parte dos problemas é responsabilidade das construtoras. Temos que garantir a possibilidade de a empresa ser responsabilizada. Como vou explicar para o TCU que estou relicitando a mesma obra?", diz Castello. "Se a culpa pelos problemas for da estatal, os responsáveis serão chamados. Se for da empresa, ela vai ter que fazer a obra, esteja com contrato estourado ou não."

Se não houver mais atraso, a estatal deve publicar o edital dos R$ 400 milhões de obras remanescentes no mês que vem, com a licitação prevista para setembro. O dinheiro já foi autorizado pelo Planalto. Na prática, porém, boa parte das obras só deverá ocorrer após janeiro de 2013, devido ao período de chuvas.

Paralelamente, a Valec tem de resolver ainda uma série de pendências administrativas de outros contratos com empreiteiras. "Há problemas ligados a aditivos de obra, ordens de serviço que não batem com o objeto do contrato. Enfim, tem confusão, mas vamos arrumar essa questão documental. Vamos trocar o pneu com o carro andando", diz Castello.

Depois de 20 anos de abandono total, as obras da Norte-Sul foram retomadas em 2007, ano em que a Vale assumiu - por R$ 1,4 bilhão - a concessão dos 719 quilômetros da parte norte da ferrovia, entre os municípios de Açailândia, no Maranhão - onde a rede se conecta à Estrada de Ferro Carajás - e Palmas. A previsão do governo Lula era inaugurar o trecho Palmas-Anápolis no fim de 2010. Pelo balanço mais recente do PAC, o prazo se encerraria no mês que vem.

Preocupada em ver logo a ferrovia em operação, a presidente Dilma exigiu que a malha seja executada e entregue por trechos. A conclusão dos 855 km foi dividida em três etapas. Pelo cronograma, a previsão é que o trajeto entre Palmas e Gurupi (TO), que está quase pronto, seja entregue em setembro. O tramo entre Gurupi a Uruaçu tem previsão para abril de 2013. Por fim, a expectativa é chegar a Anápolis até setembro do ano que vem.

A ambição da Norte-Sul, finalmente, é avançar até Estrela D"Oeste, em São Paulo. Atualmente, segundo Castello, já há cinco lotes em andamento nos 680 km desse trecho, com prazo para ser entregue até julho de 2014. Até o momento, 15% das obras desse percurso estão prontas. Com orçamento total de US$ 6,7 bilhões estimado pelo Ministério da Fazenda, a Norte-Sul é hoje a sétima maior obra de transporte do mundo.

Governo Federal publica decreto que cria a Etav

15/06/2012 - Revista Ferroviária

Foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (15/06) o decreto 7.755 que cria a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A. (Etav), estatal que fará o gerenciamento do projeto do Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo-Campinas e cuidará da transferência de tecnologia.

A empresa pública foi constituída sob a forma de sociedade anônima de capital fechado, vinculada ao Ministério dos Transportes. Seu capital inicial é de R$ 50 milhões, dividido em cinquenta mil ações ordinárias nominativas e sem valor nominal.

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, indicará o nome da pessoa responsável pela constituição e instalação da Etav.

Bernardo Figueiredo

O ex-diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, deve assumir o comando da estatal.  Fontes ligadas ao governo informaram à Revista Ferroviária, no final de maio, que Figueiredo foi convidado pela presidente Dilma Rousseff para assumir o comando da Etav. O superintendente executivo da ANTT, Helio Mauro França, também deverá fazer parte da nova estatal. Bernardo Figueiredo deixou o comando da ANTT em março deste ano.

Leia o decreto na íntegra:

DECRETO No 7.755, DE 14 DE JUNHO DE 2012

Cria a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A. - ETAV, especifica o seu capital social e dá outras providências.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 12.404, de 4 de maio de 2011,

D E C R E T A:

Art. 1o Fica criada a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A. - ETAV, empresa pública constituída sob a forma de sociedade anônima de capital fechado, vinculada ao Ministério dos Transportes.

Art. 2o A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional convocará assembleia-geral de acionistas para a constituição da ETAV, nos termos do art. 87 da Lei no 6.404, 15 de dezembro de 1976.

Parágrafo único. O Estatuto Social da ETAV será aprovado pela assembleia-geral de acionistas.

Art. 3o O capital social inicial da ETAV será de R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais), dividido em cinquenta mil ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, com integralização mínima de dez por cento em pecúnia pela União, conforme o disposto no inciso II do caput do art. 80 da Lei no 6.404, de 1976.

Art. 4o O Ministro de Estado dos Transportes designará representante para a prática dos atos necessários à constituição e instalação da ETAV.

Parágrafo único. A função de representante de que trata este artigo será considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada.

Art. 5o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 14 de junho de 2012; 191o da Independência e 124º da República.

DILMA ROUSSEFF
Guido Mantega
Paulo Sérgio Oliveira Passos
Miriam Belchior

Governo cria empresa para supervisionar projeto do trem-bala

15/06/2012 - Folha de São Paulo
 
DA REUTERS

O governo publicou decreto que cria a Etav (Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade), entidade com objetivo de orientar a implantação do trem de alta velocidade, que interligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

Segundo o decreto, publicado no "Diário Oficial da União" desta sexta-feira, a Etav será uma sociedade anônima de capital fechado, vinculada ao Ministério dos Transportes, com capital inicial de R$ 50 milhões.

O texto afirma que o Ministério dos Transportes ainda vai indicar um representante para a constituição da Etav, função que "será considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada".

No começo do mês, o ministério confirmou que a presidência da Etav, que será sócia dos investidores privados que arrematarem a concessão do projeto orçado, ficará a cargo do ex-diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) Bernardo Figueiredo.

A ANTT estima que o projeto, que já teve cronograma adiado várias vezes, terá um custo total de cerca de R$ 33 bilhões, dos quais R$ 25 bilhões relativos à infraestrutura da ferrovia.

Em fevereiro, Figueiredo afirmou que esperava que o leilão da primeira fase do projeto, de escolha do operador e fornecedor do sistema do trem-bala, ocorresse em outubro. Com um segundo leilão, da infraestrutura como trilhos, viadutos e túneis, ocorrendo no fim de 2013.

Editoria de Arte

Estatal Valec terá despesa extra para consertar falhas de ferrovia

15/06/2012 - Valor Econômico

Além de gerar prejuízos para o setor de transportes de carga do país, devido ao atraso no cronograma previsto para a entrega da obra, a Ferrovia Norte-Sul também vai provocar despesa extra para os cofres públicos.
A estatal Valec, responsável pela construção da Norte-Sul, fez um pente-fino em cada metro de trilho já instalado em boa parte do trecho sul da ferrovia, entre as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO), numa extensão de 855 quilômetros.
O levantamento da estatal aponta que será preciso bancar uma fatura extra de nada menos que R$ 400 milhões para consertar estruturas e trilhos que foram mal instalados, além de ter que erguer uma série de pátios logísticos ao longo da malha, estruturas que constavam dos contratos firmados com empreiteiras, mas que não foram entregues.
"Quando mergulhamos nos contratos, vimos o tamanho dos problemas. Eles estão na origem do empreendimento. Hoje estamos fazendo o retrabalho. Se as coisas tivessem ocorrido por etapas, não estaria assim", diz José Eduardo Castello, que há oito meses assumiu a presidência da Valec com a missão de colocar ordem na casa e organizar a situação dos contratos que foram paralisados no ano passado, depois das denúncias de corrupção em torno do Ministério dos Transportes.
Estima-se que pelo menos 210 quilômetros - 25% do trecho entre Palmas e Anápolis - terão de passar por intervenções. Os erros graves foram identificados em cinco lotes da obra, os quais equivalem à metade de todo o percurso de 855 km. Há falhas grosseiras, como ausência de proteção vegetal, proteção de taludes, alta de sistemas de drenagem e aterros mal construídos. "Tudo isso gerou problemas de erosão e instabilidade sobre a via", diz Castello.
Tão grave quanto a situação dos trilhos é a dos pátios logísticos. O plano original previa a construção de nove estruturas ao longo do trecho, mas nenhuma foi feita. "Os pátios estavam no projeto e foram licitados, mas acabaram suprimidos dos contratos, porque decidiram avançar com a linha", comenta Castello. "Tocaram os trilhos e não fizeram os pátios, ou seja, hoje não tenho onde carregar o trem. Ainda que toda a linha estivesse pronta, não teria onde estacionar para receber e entregar a carga."
A presidente Dilma Rousseff cobrou da Valec o conserto imediato da malha e a construção dos pátios da Norte-Sul, ferrovia que teve a construção iniciada em 1987, durante o governo José Sarney, O atendimento a essas demandas, porém, não é nada simples.
O Valor apurou que a estatal pretendia renegociar os contratos com as duas empreiteiras que atuam nos cinco lotes problemáticos: a SPA Engenharia e a Constran. A ideia era apurar as responsabilidades pelas falhas e, se possível, aditivar os contratos para concluir as obras. As duas empresas, no entanto, não estão em condições de assumir as ações remanescentes. A SPA, que está à frente de quatro lotes que precisam de intervenção, não pode ter ou contrato aditivado, porque deve ao Fisco. A Constran, que controla um lote com falhas, já atingiu o limite máximo de 25% de aditivo sobre o valor original da obra. As duas empresas foram procuradas pelo Valor, mas não responderam ao pedido de entrevista.
Impedida de contratar as empreiteiras atuais, a Valec quer relicitar os R$ 400 milhões em obras. Para isso, também enfrenta dificuldades, porque um novo contrato só pode ser feito após encerrado o antigo. Uma comissão de sindicância foi constituída para apurar os problemas e responsabilidades. A ideia, segundo Castello, é que os contratos sejam encerrados com ressalvas.
"Como é que se encerra um contrato com passivos? Não posso encerrar algo, se já temos evidências de que parte dos problemas é responsabilidade das construtoras. Temos que garantir a possibilidade de a empresa ser responsabilizada. Como vou explicar para o TCU que estou relicitando a mesma obra?", diz Castello. "Se a culpa pelos problemas for da estatal, os responsáveis serão chamados. Se for da empresa, ela vai ter que fazer a obra, esteja com contrato estourado ou não."
Se não houver mais atraso, a estatal deve publicar o edital dos R$ 400 milhões de obras remanescentes no mês que vem, com a licitação prevista para setembro. O dinheiro já foi autorizado pelo Planalto. Na prática, porém, boa parte das obras só deverá ocorrer após janeiro de 2013, devido ao período de chuvas.
Paralelamente, a Valec tem de resolver ainda uma série de pendências administrativas de outros contratos com empreiteiras. "Há problemas ligados a aditivos de obra, ordens de serviço que não batem com o objeto do contrato. Enfim, tem confusão, mas vamos arrumar essa questão documental. Vamos trocar o pneu com o carro andando", diz Castello.
Depois de 20 anos de abandono total, as obras da Norte-Sul foram retomadas em 2007, ano em que a Vale assumiu - por R$ 1,4 bilhão - a concessão dos 719 quilômetros da parte norte da ferrovia, entre os municípios de Açailândia, no Maranhão - onde a rede se conecta à Estrada de Ferro Carajás - e Palmas. A previsão do governo Lula era inaugurar o trecho Palmas-Anápolis no fim de 2010. Pelo balanço mais recente do PAC, o prazo se encerraria no mês que vem.
Preocupada em ver logo a ferrovia em operação, a presidente Dilma exigiu que a malha seja executada e entregue por trechos. A conclusão dos 855 km foi dividida em três etapas. Pelo cronograma, a previsão é que o trajeto entre Palmas e Gurupi (TO), que está quase pronto, seja entregue em setembro. O tramo entre Gurupi a Uruaçu tem previsão para abril de 2013. Por fim, a expectativa é chegar a Anápolis até setembro do ano que vem.
A ambição da Norte-Sul, finalmente, é avançar até Estrela D'Oeste, em São Paulo. Atualmente, segundo Castello, já há cinco lotes em andamento nos 680 km desse trecho, com prazo para ser entregue até julho de 2014. Até o momento, 15% das obras desse percurso estão prontas. Com orçamento total de US$ 6,7 bilhões estimado pelo Ministério da Fazenda, a Norte-Sul é hoje a sétima maior obra de transporte do mundo.
15/06/2012 - Valor Econômico, Azelma Rodrigues

A presidente Dilma Rousseff criou a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A (Etav), que deverá ser responsável pela administração do trem-bala, que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro. Será uma sociedade anônima com capital inicial de R$ 50 milhões.

De acordo com o Decreto 7.755 publicado no "Diário Oficial da União" de hoje, a empresa será constituída sob a forma de sociedade anônima de capital fechado, subordinada ao Ministério dos Transportes, cujo capital será dividido em 50 mil “ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, com integralização mínima de dez por cento em pecúnia pela União”. O decreto diz ainda que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional convocará assembleia para a constituição efetiva da Etav.

Dilma também destinou R$ 122 milhões ao Minsitério dos Transportes como crédito orçamentário suplementar para obras da Ferrovia Norte-Sul, nos trechos Anápolis-Uruaçu, em Goiás, e de Uruaçu a Palmas (TO).

Os recursos saíram da dotação orçamentária 2012, de valor igual, que iam para a Ferrovia Integração Leste-Oeste na Bahia. A dotação para dois trechos dessa ferrovia foi cancelada por Dilma.

Desapropriações e licença ambiental atrasam Ferrovia Oeste-Leste

15/06/2012 - Valor Econômico

Apesar de já ter um terço das desapropriações resolvidas, a Valec não consegue avançar tanto nos canteiros de obra

A Valec trabalha com a expectativa de que, até setembro, o Ibama libere a licença de instalação da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). O empreendimento, que sai de Ilhéus, no litoral baiano, até chegar ao município de Barreiras, no Oeste do Estado, chegou a receber a licença do órgão ambiental no ano passado, mas teve a autorização suspensa, devido a uma série de condicionantes não cumpridas pela estatal. Além disso, o traçado da ferrovia precisou ser revisto, por causa da existência de centenas de cavernas no caminho.

"Hoje, só tenho liberado pelo Ibama 180 quilômetros, dos primeiros 500 previstos, mas já fizemos todas as adequações e concluímos o projeto executivo da Fiol. Acredito que, em três meses, teremos liberado o licenciamento para o total de 1.019 quilômetros da ferrovia, sem nenhuma restrição", diz José Eduardo Castello, presidente da Valec.

A chancela ambiental, no entanto, só resolve parte dos problemas. Outro obstáculo, talvez bem mais complexo, só está no começo: a desapropriação dos imóveis cortados pela ferrovia. O Valor teve acesso a um levantamento atualizado sobre a situação das desapropriações da ferrovia baiana. No caminho entre Ilhéus e Barreiras existem 2.501 propriedades. Até abril, a Valec já havia realizado o pagamento de R$ 35,2 milhões em indenizações, com a liberação de 860 propriedades. Outros R$ 7,2 milhões foram desembolsados para quitar a conta de 136 casos que acabaram convertidos em processos judiciais.

Apesar de já ter um terço das desapropriações resolvidas, a Valec não consegue avançar tanto nos canteiros de obra, porque as indenizações são feitas caso a caso, enquanto as mobilizações de trabalhadores são programadas para atender blocos com dez quilômetros de extensão. Na prática, apenas cerca de 15% do trecho de 500 km entre Ilhéus e Caetité está desimpedido para a ação dos trabalhadores, conforme balanço atualizado em abril.

O esforço da Valec para destravar o empreendimento está concentrado na primeira metade da ferrovia. Quando chegar a Caetité, a Fiol terá papel fundamental no escoamento do minério de ferro explorado na região, além da bauxita para produção de alumínio. Do total das 996 indenizações já realizadas até agora, somando acordos e ações judiciais, 875 ocorreram nesses 500 km iniciais da ferrovia. "Chegamos a essa situação porque a desapropriação não acompanhou o projeto. Foi um erro, o que não acontecerá na Ferrovia Centro-Oeste, no Mato Grosso, onde vamos executar as desapropriações durante a fase de licenciamento", diz Castello.

Para acelerar as negociações com os donos das terras, a Valec assinou um convênio com o governo da Bahia. "Os cartórios são públicos e estão sujeitos aos tribunais de Justiça. O governo vai pedir prioridade aos nossos processos e também levar nosso pedido aos prefeitos", explica o presidente da estatal.

Atualmente, há cerca de 70 pessoas lidando com o processo de desapropriação da Fiol. Até o fim deste ano, a Valec quer liberar todo o traçado para as obras. A ferrovia soma investimentos de R$ 4,2 bilhões, dinheiro que sairá do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Como acontece com a Ferrovia Norte-Sul, a Fiol tem sofrido constantes atrasos. A previsão inicial era que o primeiro trecho até Caetité ficasse pronto no mês que vem. A segunda etapa até Barreiras seria entregue em julho de 2013. Por esse cronograma, faltariam apenas mais 505 quilômetros para chegar a Figueirópolis, já no Tocantins, onde a ferrovia se encontraria com a Norte-Sul. Essa terceira e última etapa não foi descartada, mas ainda não há estudos ou projetos concluídos.

Hoje, há cerca de 2 mil trabalhadores espalhados nos primeiros 500 km da ferrovia. Esse número pode saltar para 8 mil até o fim do ano, com a retomada dos 1.019 km de obras que foram divididos em sete lotes.

O andamento da ferrovia tem sido acompanhado de perto pelos auditores do Tribunal de Contas da União (TCU), que neste ano chegou a recomendar a paralisação total das obras devido a irregularidades encontradas em sua execução. Em 2010, o tribunal exigiu que a Valec fizesse a correção de diversos itens do edital da ferrovia, o que levou a redução de R$ 166,4 milhões no orçamento original.

Estatal terá despesa extra para consertar falhas de ferrovia

15/06/2012 - Valor Econômico

Jose Eduardo Castello, presidente da Valec: erros graves identificados em cinco lotes das obras da ferrovia Norte-Sul

Além de gerar prejuízos para o setor de transportes de carga do país, devido ao atraso no cronograma previsto para a entrega da obra, a Ferrovia Norte-Sul também vai provocar despesa extra para os cofres públicos. A estatal Valec, responsável pela construção da Norte-Sul, fez um pente-fino em cada metro de trilho já instalado em boa parte do trecho sul da ferrovia, entre as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO), numa extensão de 855 quilômetros.

O levantamento da estatal aponta que será preciso bancar uma fatura extra de nada menos que R$ 400 milhões para consertar estruturas e trilhos que foram mal instalados, além de ter que erguer uma série de pátios logísticos ao longo da malha, estruturas que constavam dos contratos firmados com empreiteiras, mas que não foram entregues.

"Quando mergulhamos nos contratos, vimos o tamanho dos problemas. Eles estão na origem do empreendimento. Hoje estamos fazendo o retrabalho. Se as coisas tivessem ocorrido por etapas, não estaria assim", diz José Eduardo Castello, que há oito meses assumiu a presidência da Valec com a missão de colocar ordem na casa e organizar a situação dos contratos que foram paralisados no ano passado, depois das denúncias de corrupção em torno do Ministério dos Transportes.

Estima-se que pelo menos 210 quilômetros - 25% do trecho entre Palmas e Anápolis - terão de passar por intervenções. Os erros graves foram identificados em cinco lotes da obra, os quais equivalem à metade de todo o percurso de 855 km. Há falhas grosseiras, como ausência de proteção vegetal, proteção de taludes, alta de sistemas de drenagem e aterros mal construídos. "Tudo isso gerou problemas de erosão e instabilidade sobre a via", diz Castello.

Tão grave quanto a situação dos trilhos é a dos pátios logísticos. O plano original previa a construção de nove estruturas ao longo do trecho, mas nenhuma foi feita. "Os pátios estavam no projeto e foram licitados, mas acabaram suprimidos dos contratos, porque decidiram avançar com a linha", comenta Castello. "Tocaram os trilhos e não fizeram os pátios, ou seja, hoje não tenho onde carregar o trem. Ainda que toda a linha estivesse pronta, não teria onde estacionar para receber e entregar a carga."

A presidente Dilma Rousseff cobrou da Valec o conserto imediato da malha e a construção dos pátios da Norte-Sul, ferrovia que teve a construção iniciada em 1987, durante o governo José Sarney, O atendimento a essas demandas, porém, não é nada simples.

O Valor apurou que a estatal pretendia renegociar os contratos com as duas empreiteiras que atuam nos cinco lotes problemáticos: a SPA Engenharia e a Constran. A ideia era apurar as responsabilidades pelas falhas e, se possível, aditivar os contratos para concluir as obras. As duas empresas, no entanto, não estão em condições de assumir as ações remanescentes. A SPA, que está à frente de quatro lotes que precisam de intervenção, não pode ter ou contrato aditivado, porque deve ao Fisco. A Constran, que controla um lote com falhas, já atingiu o limite máximo de 25% de aditivo sobre o valor original da obra. As duas empresas foram procuradas pelo Valor, mas não responderam ao pedido de entrevista.

Impedida de contratar as empreiteiras atuais, a Valec quer relicitar os R$ 400 milhões em obras. Para isso, também enfrenta dificuldades, porque um novo contrato só pode ser feito após encerrado o antigo. Uma comissão de sindicância foi constituída para apurar os problemas e responsabilidades. A ideia, segundo Castello, é que os contratos sejam encerrados com ressalvas.

"Como é que se encerra um contrato com passivos? Não posso encerrar algo, se já temos evidências de que parte dos problemas é responsabilidade das construtoras. Temos que garantir a possibilidade de a empresa ser responsabilizada. Como vou explicar para o TCU que estou relicitando a mesma obra?", diz Castello. "Se a culpa pelos problemas for da estatal, os responsáveis serão chamados. Se for da empresa, ela vai ter que fazer a obra, esteja com contrato estourado ou não."

Se não houver mais atraso, a estatal deve publicar o edital dos R$ 400 milhões de obras remanescentes no mês que vem, com a licitação prevista para setembro. O dinheiro já foi autorizado pelo Planalto. Na prática, porém, boa parte das obras só deverá ocorrer após janeiro de 2013, devido ao período de chuvas.

Paralelamente, a Valec tem de resolver ainda uma série de pendências administrativas de outros contratos com empreiteiras. "Há problemas ligados a aditivos de obra, ordens de serviço que não batem com o objeto do contrato. Enfim, tem confusão, mas vamos arrumar essa questão documental. Vamos trocar o pneu com o carro andando", diz Castello.

Depois de 20 anos de abandono total, as obras da Norte-Sul foram retomadas em 2007, ano em que a Vale assumiu - por R$ 1,4 bilhão - a concessão dos 719 quilômetros da parte norte da ferrovia, entre os municípios de Açailândia, no Maranhão - onde a rede se conecta à Estrada de Ferro Carajás - e Palmas. A previsão do governo Lula era inaugurar o trecho Palmas-Anápolis no fim de 2010. Pelo balanço mais recente do PAC, o prazo se encerraria no mês que vem.

Preocupada em ver logo a ferrovia em operação, a presidente Dilma exigiu que a malha seja executada e entregue por trechos. A conclusão dos 855 km foi dividida em três etapas. Pelo cronograma, a previsão é que o trajeto entre Palmas e Gurupi (TO), que está quase pronto, seja entregue em setembro. O tramo entre Gurupi a Uruaçu tem previsão para abril de 2013. Por fim, a expectativa é chegar a Anápolis até setembro do ano que vem.

A ambição da Norte-Sul, finalmente, é avançar até Estrela D'Oeste, em São Paulo. Atualmente, segundo Castello, já há cinco lotes em andamento nos 680 km desse trecho, com prazo para ser entregue até julho de 2014. Até o momento, 15% das obras desse percurso estão prontas. Com orçamento total de US$ 6,7 bilhões estimado pelo Ministério da Fazenda, a Norte-Sul é hoje a sétima maior obra de transporte do mundo.

sábado, 16 de junho de 2012

FNS em projeto

Abril. 2012 - Valec

A Extensão Sul da Ferrovia Norte-Sul, que vai de Ouro Verde (GO) a Estrela d ´Oeste (SP), num total de 680 km,  permitirá a interligação com o sistema ferroviário que dá acesso aos portos da Região Sudeste e a efetiva integração das regiões Sul e Sudeste com as regiões Norte e Nordeste.

A extensão da Ferrovia Norte-Sul até Estrela D´Oeste, no estado de São Paulo,  denominado como Tramo Sul, permitiu que a mesma cruzasse todo o estado de Goiás, passando por acentuadas regiões produtoras de grãos e de cana de açúcar, além de centros de outros produtos industrializados localizados na região de Quirinópolis.

Além disso, a articulação de diferentes ramos de negócios proporcionada por sua implantação e prolongamento está contribuindo para o aumento da renda interna e para o aproveitamento e melhor distribuição da riqueza nacional, a geração de divisas e abertura de novas frentes de trabalho, permitindo a diminuição de desequilíbrios econômicos entre regiões e pessoas, resultando na melhoria significativa da qualidade de vida da população da região.

Este trecho passa por Santa Helena de Goiás, Rio Verde, Quirinópolis, São Simão, onde logo após atinge o estado de Minas Gerais, prosseguindo a partir daí até Estrela D‘Oeste, em São Paulo, onde se interliga com a ALL, conforme mapa de situação em anexo. Ao longo do trecho estão previstos dois pátios de carregamento de grãos e de produtos diversos: um em Santa Helena de Goiás e outro em São Simão.

Evolução do projeto:

EIA/RIMA e Elaboração do Projeto Básico – 2009.
Concessão da Licença Prévia: abril de 2010.
Licitação para a contratação de empresas construtoras: agosto de 2010.
Concessão da LI – Licença de Instalação: 16 de dezembro de 2010.
Assinatura das Ordens de Serviço para início das obras dos 5 lotes: 23/12/10.
Dados do Projeto:
Trecho Ouro Verde (GO) – Estrela D'Oeste (SP) = 680 km
Início das obras = janeiro de 2011
Conclusão = 2014
Custo previsto = R$ 2,7 bilhões (incluindo estudos, desenvolvimento do projeto, supervisão etc)
Empregos a serem gerados: 10.000 diretos e 30.000 indiretos
Para dinamizar o desenvolvimento na região, serão instalados ao longo do percurso da extensão sul da Norte-Sul três pólos industriais. Um em Goianira, outro em Santa Helena e o terceiro em São Simão.O Pátios multimodais serão instalados em Quirinópolis e São Simão.
Trecho em Goiás = 494 km
Municípios localizados na área de influência: Acreúna, Brazabrantes, Cachoeira Alta, Campo Limpo de Goiás, Campestre de Goiás, Damolândia, Edéia, Goianira, Indiara, Jandaia, Nerópolis, Nova Veneza, Ouro Verde de Goiás, Paranaiguara, Quirinópolis, Rio Verde, Santa Bárbara de Goiás, Santa Helena, Santo Antônio de Goiás, São Simão, Trindade e Turvelândia.
Trecho em Minas Gerais = 105,7 km
Municípios localizados na área de influência: Carneirinho, Iturama, Limeira do Oeste, Santa Vitória e União de Minas.
Trecho em São Paulo = 66,2 km
Municípios localizados na área de influência: Dolcinópolis, Estrela D'Oeste, Fernandópolis, Guarani d'Oeste, Jales, Ouroeste, Populina, Turmalina e Vitória Brasil. 
FNS – Vencedores dos 5 lotes da Extensão Sul – Ouro Verde GO – Estrela D’Oeste SP


LOTES
   TRECHO/KM

  MUNICÍPIOS

  CONSÓRCIO/ EMPRESAS

   VALORES R$

     1

Ouro Verde –Pal- meiras de Goiás/ 111 km

PALMEIRAS DE GOIÁS

Consórcio ATERPA/ EBATE

R$ 387.767.087,66

     2

Palmeiras de Goiás – Turvelândia/    135 km

TURVELÂNDIA

Consórcio Ferrosul – QUEIROZ GALVÃO/ CAMARGO CORRÊA

R$ 372.886.941,76

     3

Turvelândia – Quirinópolis/       144 km

QUIRINÓPOLIS

Consórcio Ferrosul – QUEIROZ GALVÃO/ CAMARGO CORRÊA

R$ 632.897.889,42

     4

Quirinópolis – Rio Arantes MG/       148 km

RIO ARANTES MG

Consórcio CONSTRAN/ EGESA/ CARIOCA

R$ 520.053.301,60

5

Rio Arantes MG – Estrela  SP/ 142 km

ESTRELA D’ OESTE SP

TIISA TRIUNFO IESA INFRA-ESTRUTURA S/A

R$ 434.368.432,66

                                                                                              
 Valor Total: R$ 2.347.973.653,30

FNS Situação Atual

Abril 2012

A Ferrovia Norte-Sul tem concluídos e em operação comercial 720 quilômetros entre as cidades de Palmas/TO e Açailândia/MA, onde se conecta à Estrada de Ferro Carajás, permitindo o acesso ao Porto de Itaqui, em São Luís.

O trecho ferroviário ligando as cidades maranhenses de Estreito e Açailândia, num total de 215 km, já está concluído e em operação comercial desde 1996.

O volume de carga transportado pela trilhos da Ferrovia Norte-Sul tem alcançado, anualmente, um aumento expressivo, atingindo o patamar de 4,9 milhões de toneladas desde o início da operação comercial. O escoamento da produção pela ferrovia representa para o produtor local uma redução no custo do frete calculada em torno de 30% em relação ao praticado pelo modal rodoviário.

Em maio de 2007, o Presidente Lula inaugurou o trecho Aguiarnópolis-Araguaina, no Tocantins, com 146 km de extensão. Em dezembro de 2008, Lula inaugurou mais 94 km da Norte-Sul, relativos ao trecho entre Araquaina e Colinas do Tocantins, Os 132 da Ferrovia, entre Colinas e Guarai também já estão prontos, assim como o trecho de 150 km entre Guaraí e o pátio de Palmas/Porto Nacional, ambos inaugurados em setembro de 2010. Para os 350 km que separam este pátio da divisa dos Estados de Goiás e do Tocantins, assim como os 220 até Uruaçu, a previsão da conclusão das obras é para meados de 2012. O mesmo ocorre com relação ao trecho de 280 km entre Uruaçu e Anápolis, cujas obras estão em fase de conclusão. O custo final deste último trecho está estimado em R$ 900 milhões, sendo que sua construção obedecerá aos padrões mais modernos do sistema ferroviário, com o assentamento de dormentes de concreto, para o emprego de bitola mista.

Com a construção da FNS em Goiás, o Governo Federal espera proporcionar aos goianos os mesmo benefícios sócio-econômicos que vem sendo gerados no Maranhão e no Tocantins, tais como a geração de cerca de 7.500 empregos diretos e a promoção do desenvolvimento sustentável na região, além da melhoria da qualidade de vida das populações locais.

A extensão da Ferrovia Norte-Sul de Açailândia (MA) até Belém (PA) fez com que a VALEC iniciasse também pré-estudos de traçado, visando a elaboração dos estudos ambientais desse trecho.


Ferrovia da Integração Bahia-Oeste

Após o Governo Federal ter, através da Lei 11.772, de 17 de setembro de 2008, incluído no Plano Nacional de Viação a construção de novas ferrovias e determinado a ampliação da Ferrovia Norte-Sul até a cidade paulista de Panorama, a VALEC vem se desdobrando para que os novos projetos comecem logo a ser implantados. Um dos que já está com o seu cronograma definido é o da construção da EF-334, a Ferrovia da Integração Oeste-Leste, que partirá de Ilhéus, na Bahia, passará por cidades como Caetité, Brumado, Bom Jesus da Lapa, Luiz Eduardo Magalhães e Barreiras, indo se encontrar com a Ferrovia Norte-Sul em Figueirópolis , no Tocantins, perfazendo um total de 1.527 km. 

Como o Governo tem pressa, sobretudo o governo da Bahia, e a VALEC não pode perder tempo, ainda em 2008 foram iniciados os estudos para a definição de traçado e os de impacto ambiental. Em janeiro de 2010 a VALEC realizou concorrência pública para a contratação de empresa de engenharia para a elaboração do projeto básico de infra-estrutura e superestrutura ferroviária e de estudos operacionais, além de empresa de consultoria para a realização de serviços de levantamento, salvamento (resgate) e monitoramento arqueológico durante as obras de construção da Oeste-Leste. Em agosto foi realizada a concorrência para a contratação das empresas que irão construir o trecho de 1.023 km entre Ilhéus e Barreiras e, em dezembro, a Valec obteve a Licença de Instalação e assinou a ordem de serviço para início das obras no trecho Ilhéus-Caetité, com o objetivo de dar início às obras já no início de 2011.

A nova ferrovia, segundo os representantes do Governo Baiano, terá um papel tão relevante para a economia e o desenvolvimento do Estado que pode ser comparada à importância que terá a Ferrovia Norte Sul para a economia brasileira, para a integração das regiões e dos modais de transporte. Estudos iniciais apontam que a sua implantação viabilizará o imenso potencial produtivo do interior e oeste baiano, gerando divisas para os municípios por onde vão passar os trilhos da nova estrada, além de milhares de empregos diretos e indiretos. Os setores mais diretamente beneficiados serão os de mineração e produção de grãos, que passarão a contar com uma estrutura de transporte eficiente, mais rápida e de custo mais barato para o transporte das riquezas produzidas na região, quer para o mercado interne, quer para a exportação.

Desenvolvimento da malha ferroviária de Mato Grosso do Sul

15/06/2012 - Jornal Dia a Dia

Os investimentos ferroviários voltaram a acontecer com mais intensidade no governo Lula. Entre 2003 e 2010, foram construídos 504 quilômetros de estradas de ferro em bitola larga.

Por Antonio Russo Neto*

É lamentável reconhecer que o Brasil está bastante atrasado na utilização dos trens para transportes de cargas e de passageiros. Nossa primeira ferrovia foi construída em 1854, ligando Porto de Mauá a Fragoso, no Rio de Janeiro. Hoje, mais de um século e meio depois, temos apenas 29 mil quilômetros de ferrovias no País, dos quais somente 11 mil são explorados. O restante está desativado ou é subutilizado.

Apesar de já termos tido 37 mil quilômetros de ferrovias no início da década de 50, a construção de rodovias pelo País eclipsou o arcaico sistema ferroviário nacional. Vale ressaltar que, entre 1998 e 2003, foram construídos apenas 215 quilômetros de ferrovias em bitola larga no Brasil.

Os investimentos ferroviários voltaram a acontecer com mais intensidade no governo Lula. Entre 2003 e 2010, foram construídos 504 quilômetros de estradas de ferro em bitola larga. No final de 2010 estavam em obras mais 1.908 quilômetros, feitos com investimentos públicos e privados.

Considero extremamente positivo que esses investimentos estejam sendo ampliados no atual governo Dilma Rousseff. O PAC 2 prevê recursos de R$ 46 bilhões até 2014 para a construção de ferrovias. Com isso, começa a ser construída uma matriz ferroviária no País, que pretende elevar dos 25% atuais para 32%, em 2020, a participação desse modal no transporte nacional de cargas.

Fazem parte dessa matriz as três maiores obras ferroviárias do mundo na atualidade: a Ferrovia Norte-Sul, a Oeste-Leste e a Nova Transnordestina. Além destes trechos, tenho defendido no Senado a construção de dois trechos complementares para a região Centro-Oeste e para o Mato Grosso do Sul. Refiro-me a ampliação dos traçados da Ferrovia Norte-Sul e da Ferrovia do Pantanal.

Estamos pleiteando – juntamente com o Governo do Estado e a bancada parlamentar sul-mato-grossense – que a União faça a opção por um novo traçado da Ferrovia Norte-Sul, compreendido entre Estrela D´Oeste e Panorama (SP), de modo que todo o segmento passe pelo território sul-mato-grossense, atravessando os municípios de Aparecida do Taboado, Selvíria e Três Lagoas, chegando a Brasilândia. Defendemos que este traçado tem a melhor viabilidade técnica, econômica e ambiental.

Nestas cidades estão instaladas e projetadas grandes fábricas de celulose, fertilizantes e siderurgia. Além disso, a região concentra indústrias de processamento de grãos, açúcar e álcool, madeira e de outros produtos de exportação. Ou seja, quando construída, no eixo da ferrovia Norte-Sul, já haverá um montante de mais de 10 milhões de toneladas a serem transportadas por ano!

Reforço os argumentos do governador André Puccinelli de que a região que engloba este trecho da Ferrovia Norte-Sul é um grande polo produtor que precisa de infraestrutura adequada. Vemos no traçado que passa pelos municípios sul-mato-grossenses uma oportunidade ímpar para impulsionar o desenvolvimento econômico e social e de promover ainda mais a interiorização do Brasil, elevando o índice de desenvolvimento humano.

Importante para nosso Estado é também a Ferrovia do Pantanal, que se conectará ao traçado da Ferrovia Norte-Sul, na região de Brasilândia. Estudo de viabilidade econômica e ambiental da Ferrovia do Pantanal indica que a melhor opção é a passagem pelos municípios de Maracaju, Dourados, Nova Andradina, Bataguassu e Brasilândia, na fronteira com o Estado de São Paulo, nas proximidades de Panorama.

Outra obra ferroviária de suma importância para o nosso Mato Grosso do Sul e para o Brasil é a Ferroeste, ligando Dourados a Cascavel no Paraná, onde ela se articulará com o trecho ferroviário já existente, de Cascavel ao Porto de Paranaguá.

Não é por outra razão que o Governador André Puccinelli tem lutado incansavelmente, desde seu primeiro mandato, pela implantação de mais ferrovias no Estado. Seja em audiências com Ministros de Estado ou com os Presidentes Lula e Dilma Rousseff, seja por meio de reiterados ofícios e exposições de motivos, tem trabalhado, com o nosso permanente apoio, para que essas obras ganhem prioridade no âmbito do Governo Federal.

O que queremos é a garantia de infraestrutura logística adequada para impulsionar o crescimento, do nosso estado, do Centro-Oeste e do Brasil. Há muito que fazer em matéria de transporte ferroviário no País, mas é inegável a importância estratégica que esses ramais ferroviários terão para o País.

*Senador de Mato Grosso do Sul (PR/MS)

Rio +20 terá apito pelo transporte sustentável

08/06/2012 - Revista Ferroviária

Será realizado no dia 19 de junho, às 20h, o “Apito do Rio”, momento em que locomotivas do mundo inteiro apitarão para chamar a atenção da sociedade mundial sobre a importância e a relevância do transporte ferroviário na busca pelo desenvolvimento sustentável. O “apitaço” acontecerá durante a Rio +20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada no Rio de Janeiro entre 13 e 22 de junho.

A UIC (União Internacional das Ferrovias), organização mundial para a cooperação entre as companhias do setor ferroviário, vai participar das atividades da Rio + 20 e apoia o “Apito do Rio”.  A organização está conversando com as operadoras ferroviárias para que elas informem aos seus funcionários o horário e data da mobilização, ressaltando a importância da iniciativa.  A expectativa é que todos os ferroviários brasileiros participem do ato.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Valec licita projeto de trecho da Transcontinental

14/06/2012 - Revista Ferroviária

A Valec publicou edital para a elaboração do projeto executivo para implantação da Ferrovia Transcontinental (EF- 354), no trecho entre Campinorte (GO) e Lucas do Rio Verde (MT). A concorrência é do tipo técnica e preço e contempla os lotes 01, 02, 03, 04, 05, 06 e 07. Este trecho da ferrovia se conecta com a Ferrovia Norte-Sul em Campinorte (GO).

A entrega das propostas está marcada para o dia 24 de julho, às 10h, na sede da Valec, em Brasília. O edital está disponível no site da Valec  - http://www.valec.gov.br/licitacoes/concorrencia/2012_002.htm . Outras informações podem ser obtidas no do telefone (61) 2029-6482.

Os lotes foram divididos nos seguintes subtrechos:

Lote 01: da conexão com a Ferrovia Norte-Sul (km 0+000) no município de Campinorte (GO) ao início da ponte do Ribeirão da Anta (km 116+283) no município de Crixás (GO). Extensão: 115,90 km (trecho com igualdade de estacas).  Preço de referência: R$ 8.163.023,65.

Lote 02: do início da ponte do Ribeirão da Anta (km 116+283) no município de Crixás(GO)ao fim da ponte do Rio Araguaia (km 240+644) no município de Cocalinho (MT). Extensão: 124,36 km. Preço de referência: R$ 10.757.575,64.

Lote 03: do final da ponte do Rio Araguaia (km 240+644) no município de Cocalinho (MT) a Água Boa (km 383+300), no município de Água Boa (MT). Extensão: 142,66 km. Preço de referência: R$ 9.781.636,58.

Lote 04: do município de Água Boa-MT (km 383+300) ao início da Ponte do Ribeirão Bonito (km 512+200) no município de Canarana (MT). Extensão: 128,90 km. Preço de referência: R$ 7.213.332,22.

Lote 05: do início da ponte do Ribeirão Bonito (km 512+200) no município de Canarana (MT) ao início da Ponte do Rio Tamitatoala (km 642+704) no município de Gaúcha do Norte (MT). Extensão: 130,40 km (trecho com igualdade de estacas). Preço de referência: R$ 8.442.244,94.

Lote 06: do início da ponte do Rio Tamitatoala (km 642+704) no município de Gaúcha do Norte (MT) ao início da ponte do Ribeirão Grande (km 758+270) no município de Nova Ubiratã (MT). Extensão: 115,70 km (trecho com igualdade de estacas). Preço de referência: R$ 7.777.456,49.

Lote 07: do início da ponte do Ribeirão Grande (758+270) no município de Nova Ubiratã (MT) ao final do pátio do município de Lucas do Rio Verde-MT (km 889+548). Extensão: 131,28km. Preço de referência: R$ 9.116.654,11.

Trem-bala só deve ter primeira licitação em 2013

12/06/2012 - Valor Mobile

O trem-bala deve ganhar mais um adiamento para a sua coleção de atrasos. O ministro dos Transportes, Paulo Passos, disse ao Valor que são grandes as chances de o leilão do trem de alta velocidade só ocorrer em 2013.

No mês passado, Passos havia afirmado que o governo estava seguro de que faria a licitação do trem até o fim deste ano. “O calendário do trem-bala está um pouco apertado para que o leilão possa acontecer neste ano. Temos que fazer muitas audiência públicas e também deixar um prazo para questionamentos e sugestões posteriores. É bem provável que o leilão só aconteça no começo de 2013”, comentou.

O projeto do trem de alta velocidade, que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, está em fase de conclusão. A licitação será feita em duas etapas. No primeiro leilão, será contratada a empresa que fará a operação do trem. Pelo cronograma, ocorreria ainda em 2013 uma segunda licitação, para contratar a companhia que assumirá a construção civil do projeto.

Nesta semana, o ministro disse que a constituição da Etav, estatal que administrará o trem-bala, está pronta e que o decreto que regulamenta a empresa deverá ser publicado até a próxima semana, quando a estatal iniciará sua operação. Passos confirmou que o ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Bernardo Figueiredo aceitou o convite feito pela presidente Dilma Rousseff para comandar a Etav.

Vuolo volta a Câmara e destaca avanços da Ferronorte

12/06/2012 - O Documento

Vuolo afirmou que durante o período à frente da Secretaria conseguiu dar celeridade às obras da ferrovia Senador Vicente Vuolo, que avançam para Rondonópolis.

O vereador por Cuiabá, Francisco Vuolo (PR), reassumiu hoje (12) o mandato na Câmara de Vereador, apresentando um balanço da sua atuação, por 17 meses, à frente da Secretaria de Estado Extraordinária de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transporte.

“Estou feliz por retornar à Casa, embora não seja da forma que gostaria, mas retorno ao berço que a sociedade cuiabana nos deu a oportunidade de desempenhar o nosso papel”, afirmou Vuolo.

Vuolo afirmou que durante o período à frente da Secretaria conseguiu dar celeridade às obras da ferrovia Senador Vicente Vuolo, que avançam para Rondonópolis. O terminal de Itiquira foi inaugurado no início deste mês.

O vereador também afirmou que por conta da atuação da Secretaria conseguiu fazer com que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) avançasse do estudo de viabilidade - do trecho entre Rondonópolis a Cuiabá - para a elaboração dos projetos básicos e para o Relatório de Impacto Ambiental (Rima).

O parlamentar acredita que até 2016 os trilhos cheguem a Cuiabá. Até o primeiro trimestre de 2013 será inaugurado o terminal de Rondonópolis (distante 200 quilômetros da Capital).

Vuolo frisou ainda que conseguiu viabilizar o convênio para a terceira e última etapa de reforma do aeroporto Marechal Rondon. O convênio será firmado entre a Infraero e o governo do Estado no próximo dia 25. Segundo ele, até dezembro de 2013, a obra estará concluída.

Durante a licença da Câmara, o primeiro suplente do PR, Misael Galvão, assumiu a cadeira de Vuolo. Ele deixou a Secretaria no dia 5 passado.

Itapetininga - SP terá nova linha em até 60 dias

11/06/2012 - G1

O edital para licitação do novo trajeto da linha férrea de Itapetininga (SP) deve ser aberto em até 60 dias. O novo processo vai definir qual será a empresa responsável pelas mudanças na cidade. A empresa escolhida terá um ano para entregar o projeto.

E a novidade é que quem será o responsável por realizar o processo de licitação será o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) e não mais a Prefeitura.

O Secretário de Planejamento de Itapetininga, Messias Ferreira Lúcio, explica que o projeto será detalhado. "Vai dar para saber o valor exato da obra a ser construída. E com base no projeto, se fará uma nova licitação para a cosntrução da transposição, da nova linha férrea da cidade".

A ideia do projeto que vem sendo estudado é retirar esses trens que ainda circulam, por várias vezes ao dia, pelo Centro. O novo traçado terá cerca de 18 km, será mais reto e passará pela região periférica da cidade, entre os bairros Mato Seco e Curuça.

O novo traçado também deverá integrar i projeto de cerca de mil quilômetros que ligará Belo Horizonte (MG) até Curitiba (PR) e será usado para transportes de cargas e passageiros.

O Secretário de Planejamento informa que os trilhos atuais não comportariam um trem de alta velocidade. "A estação antiga foi inagurada em 1895, mais de 100 anos. Na época não tinham os recursos que temos hoje, como de terraplanagem, de máquinas. Era tudo feito com base na força animal e no braço do homem. E para que não houvesse muita movimentação de terra, o traçado acompanhava a topografia do terreno", justifica.

Com o novo traçado, todos estão de acordo. A dúvida agora é com o que será feito com o atual trajeto, que será desativado. Existem três possibilidades em estudo: tansformar o espaço em uma avenida, em uma ciclovia, ou aproveitar para instalar um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), parecido com um metrô, porém, com poucos vagões, reduzindo bastante a composição, em relação aos trens.

Muitos acidentes graves já foram registrados ao longo da ferrovia envolvendo pedestres e motoristas. Outro problema muito comum é quando o trem precisa para e, como a composição é muito grande, acabam fechando vários cruzamentos ao mesmo tempo, prejudicando o trânsito de veículos.

Messias esclarece que se instalarem um VLT, a situação será outra. "Caso seja aproveitado para um trem de passageiros, será uma composição curta, com dois ou três vagões, e as cancelas seriam automáticas, sem nenhuma interferência, como se fosse um cruzamento de carros", finaliza o secretário.

Prefeito teme que ferrovia leve favelização a Rondonópolis

09/06/2012 - Mídia News

Ananias aponta que Alto Taquari e Alto Araguaia sofrem forte impacto social

Por Laíse Lucatelli

O prefeito interino de Rondonópolis, Ananias Filho (PR), teme que, com a chegada da ferrovia ao município e a inauguração do Terminal de Cargas, previsto para o começo do ano que vem, tenha início um processo de favelização no entorno. Ele afirma que a cidade não está preparada para receber a Ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte).

“Quando o trem apitar em Rondonópolis, teremos um impacto ambiental e social grande. De todo modo, o impacto financeiro será maior ainda”, apontou o prefeito, referindo-se ao aquecimento da economia local. O republicano está no comando do município desde 15 de maio, após a cassação do prefeito eleito José Carlos do Pátio (PMDB) e sua vice Marília Salles (PSDB).

Ananias observou que, nos municípios mato-grossenses onde já há terminais ferroviários em funcionamento, foi gerado um impacto social negativo.

“Em Alto Araguaia e Alto Taquari, fomentou-se a prostituição no entorno no terminal, encontramos crianças abandonadas... Em Rondonópolis, pode ocorrer a mesma coisa, pois o terminal gerará um crescimento econômico sem o aporte de mais hospitais, escolas, hotéis. Sem condições de receber gente de fora. Foi um erro não planejar antes”, disse o prefeito.

O deputado federal Wellington Fagundes (PR) partilha da mesma opinião de Ananias, e afirma que é preciso tomar cuidado para que Rondonópolis não sofra os mesmos impactos negativos dos outros municípios que receberam a ferrovia. “No entorno do Terminal de Alto Araguaia há muita pobreza, e um processo avançado de favelização. Não queremos que isso aconteça em Rondonópolis”, declarou.

De acordo com o prefeito do terceiro maior município do Estado, a falta de planejamento foi o que levou à geração de pobreza nas duas primeiras cidades mato-grossenses a receberem a Ferronorte. O terminal de Alto Taquari foi inaugurado em 2000, e o de Alto Araguaia em 2001.

O terceiro terminal da Ferronorte, em Itiquira, foi inaugurado no dia 2 de junho, e ainda não se sabe se ele trará o mesmo impacto social gerado nos outros municípios. A unidade fica a 14 quilômetros da cidade, e a via de ligação ainda não foi asfaltada. Os gestores, até o momento, só têm comemorado. Segundo o prefeito Ernani José Sander (PSDB), já foram gerados 1,5 mil empregos “com carteira assinada” no município como reflexo das obras e funcionamento do terminal.

No caso de Rondonópolis, o terminal ferroviário ficará a 28 km do centro da cidade, em uma área de 400 hectares, na BR-163, na saída para Campo Grande (MS).

“A cidade peca há muito tempo por não ter feito esse planejamento. Desse modo, não há como executar as intervenções necessárias. O que podemos fazer, até o final do ano, é planejar e projetar os investimentos que precisam ser feitos pelo município para receber o terminal de forma adequada”, apontou Ananias.

Chegada a Cuiabá

Apesar de o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá ainda não estar licitado, e não ter previsão de quando será concluído, a falta de planos da administração da Capital para o terminal ferroviário também preocupa alguns líderes.

O vereador Franciso Vuolo (PR), que deixou o comando da Secretaria de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes na última terça-feira (5), depois de acompanhar a implantação da ferrovia por um ano e meio, aponta que Cuiabá também não está preparada para receber a ferrovia.

“A ferrovia vai chegar a Cuiabá. O que é que está sendo pensado para isso? Essa ferrovia, ao chegar em uma determinada região da cidade, que no caso será na região do Distrito Industrial, vai transformar o entorno do local onde ela vai ser implantada. O que é que se está prevendo para poder receber indústrias, empreendimentos, mão de obra qualificada para atuar nesse setor?”, questiona.

Ferrovia vai escoar 30% da safra do Alto Taquari - Alto Araguaia - Itiquira.

08/06/2012 - Cenário MT

Em 2013 devem ser transportados 12 milhões de toneladas, no trecho até Rondonópolis

Com o terminal intermodal da Ferrovia Senador Vicente Vuolo,a Ferronorte, em Itiquira (362 km ao sul de Cuiabá), em funcionamento, cerca de 30%, (6,3 milhões de toneladas) da produção de soja de Mato Grosso, estimada em 21,3 milhões de toneladas na safra 2011/2012, deve ser escoada via ferrovia no trecho Alto Taquari - Alto Araguaia - Itiquira.

Os outros 148 quilômetros até a cidade de Rondonópolis estão em construção e o trajeto deve estar concluído até dezembro deste ano, segundo a concessionária América Latina Logística (ALL), que administra o complexo juntamente com a companhia Seara.

A expectativa da ALL é de que os três modais juntos transportem mais de 12 milhões de toneladas por ano de produtos como milho e soja. Segundo o coordenador-executivo do Movimento Pró-logística, Edeon Vaz, desses 12 milhões estimados, aproximadamente 60% é de soja.

De acordo com Vaz, a inauguração de mais essa etapa garante aos produtores a conquista de uma possível redução nos fretes. “Mais um passo para a chegada dos trilhos da Ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte) ao Estado, agora estamos trabalhando para que chegue até Cuiabá e, assim, possa garantir ao produtor vantagens”. Segundo ele, o maior impacto para o setor é na redução do custo do frete. Em geral, o transporte ferroviário é 25% a 30% mais econômico do que o rodoviário. “Tudo que significar para o Estado benefícios e competitividade, é bem-vindo”, conclui o coordenador.

Terminal - Com investimentos na ordem de R$ 50 milhões, a movimentação estimada para o terminal é de 2,5 milhões de toneladas por ano de produtos como milho e soja. O empreendimento tem capacidade de 38 mil toneladas de armazenamento e 1 mil toneladas/hora de descarga e carregamento. O pátio tem capacidade para 400 caminhões. A área do novo terminal tem 6 km de extensão em uma área de quase 70 hectares e irá gerar 210 empregos. O empreendimento faz parte do programa de extensão da malha ferroviária no Estado: o Projeto de Expansão da Malha Norte com investimentos de R$ 700 milhões.

Desde a privatização da malha, a ALL investiu mais de R$ 7 bilhões. Além desses recursos, a empresa está investindo cerca de R$ 700 milhões no Projeto Expansão Malha Norte, que prevê a construção do trecho ferroviário ligando Alto Araguaia a Rondonópolis, ampliando em 260 quilômetros a extensão da malha brasileira. O terminal de Itiquira teve as obras iniciadas em fevereiro de 2010 e concluídas no final de 2011.

Testes - O terminal intermodal já funcionava em caráter experimental até a data de sua inauguração. Segundo a América Latina Logística (ALL), desde do dia 28 de abril até segunda (28 de maio), foram embarcadas 41.437 toneladas de soja para o porto de Santos. O transporte foi feito em 517 vagões.