quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Fábrica da Siemens completa 1 ano de operações


29/09/2010


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Na foto, carros do Metrô SP sendo modernizados
Inaugurada em julho de 2009, a montadora de trens da Siemens, em Cabreúva (SP), completou um ano de operações. São 12 mil metros quadrados de área construída, voltados à reforma, manutenção e produção de trens urbanos e composições para o sistema metroviário.

Atualmente, a montadora desenvolve o projeto de modernização de 25 trens do Metrô de São Paulo, que atendem a Linha 1 – Azul. Dois trens já estão sendo montados e devem ser entregues ao Metrô SP até o final deste ano.

A instalação da unidade em Cabreúva faz parte do pacote de US$ 600 milhões em investimentos nacionais planejado pela Siemens no Brasil para os próximos cinco anos.


http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=5617&InCdUsuario=&InCdMateria=11569&InCdEditoria=1

Campineiros negociam a participação no TAV



28/09/2010 - Correio Popular


Um grupo de 16 empresas, entre elas os grupos Equipav e Advento, de Campinas, está negociando com dez empresas espanholas a participação na disputa do leilão de concessão do trem de alta velocidade (TAV) que vai ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, marcado para 16 de dezembro. Embora o grupo esteja conversando também com os chineses, japoneses e sul-coreanos, as negociações com os espanhóis é a que está mais adiantada, informou o presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), Luciano Amandio Filho, que está na coordenação da negociação. Há, no grupo, duas empresas da Argentina.

A Equipav não comentou seu interesse em participar do projeto estimado em R$ 33 bilhões. No grupo de construtoras, além da empresa de Campinas estão Tejofran, Marquise, Calas Engenharia, Construbase, Fidens, Barbosa Melo, CVS, Interpa, Cartellone, CCI, Aterpa, Planova, Grupo Advento, Cowan e Encalso. Do lado espanhol estão a Consultrans, Talgo, Cobra, Semi, Dimetronic, Indra Adif, Invecsa e Ineco Tifsa. O Grupo Equipav é formado por mais de 20 empresas, com atuação em vários estados brasileiros nas áreas de produção de argamassa, extração de pedra, usinas de açúcar, álcool e bioeletricidade, coleta de resíduos e manutenção de áreas verdes, além de concessionárias de rodovias, terminais rodoviários, empresas de saneamento básico e de termo-geração.

Amandio Filho disse considerar a participação na construção e operação do TAV uma aventura, nas condições que foram definidas pelo governo brasileiro. “No entanto, que é um volume de obras muito grande para ficarmos de fora, porque elas permitirão adquirir tecnologia para desenvolver nossos serviços no Brasil”, disse o executivo, presidente da CVS, outra empresa nacional que integra o grupo das 16. As empresas deverão entrar no leilão se houver mudanças nas equações financeiras. “Se não tiver alteração, nem nós e acho que nenhum consórcio irá participar do leilão.”

O problema, segundo ele, é que o projeto não tem consistência financeira. O Tribunal de Contas da União (TCU) estabeleceu em R$ 33,1 bilhões o custo, mas a Apeop acredita que dificilmente custará menos que R$ 50 bilhões, principalmente por causa dos custos ambientais. Também foi fixada a tarifa de R$ 0,49 por quilômetro.

“Temos custos amarrados pelo TCU e ao mesmo tempo um estudo de demanda da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que é exagerado. Precisaríamos ter todos os passageiros do transporte aéreo e rodoviário no trem. Ou seja, estamos diante de uma equação que não fecha”, disse.

O Grupo Advento, que também integra o rol de 16 empresas, está interessado em construir as estações. A holding fatura mais de R$ 1 bilhão com quatro empresas especializadas nos setores de engenharia, infraestrutura e construção civil. “As operadoras internacionais de TAV começaram a se interessar em conhecer nossos grupos”, disse o presidente da holding, Juan Quirós.

Cada uma das empresas entra no empreendimento com sua vocação. “Somos empresas menores, mas juntos temos musculatura e força política”, afirmou o empresário que mantém em Campinas toda a área de logística e algumas das empresas do grupo.

As concorrentes deverão apresentar em 29 de novembro os documentos com as garantias da proposta. No dia 30 de novembro será feita a análise. Dia 1 de dezembro sai a publicação do julgamento de pré-qualificação. No dia 16 haverá a abertura das propostas econômicas em sessão pública no Bovespa.


Chineses devem construir 4 trechos da Ferronorte



28/09/2010 - Mídia News

As relações econômicas entre Mato Grosso e China podem se estreitar nos próximos anos e trazer benefícios ao transporte ferroviário no Estado, se depender da carta de intenção entregue ao governador Silval Barbosa, nesta terça-feira (28), por um grupo de empresários do país asiático.

A carta prevê uma futura parceria entre o Governo do Estado e a empresa chinesa China Rail Construction Company (CRCC) para a construção de quatro trechos da Ferrovia Norte Brasil (Ferronorte). A ligação entre os governos de Mato Grosso e da China foi feita pela empresa de consultoria Asian Trade Link (ATL).

De acordo com presidente da ATL, Marco Polo Moreira, a reunião ocorrida na manhã desta terça, no gabinete do governador Silval Barbosa, no Palácio Paiaguás, é o ponto de partida para futuras decisões. Estamos analisando como será essa relação. Por isso, ainda não foram divulgados valores e nem de que forma será a participação de cada um nesse processo, afirmou.

O presidente também informou que Mato Grosso foi escolhido pela empresa chinesa para futuras negociações por ser uma das economias mais interessantes e emergentes do Brasil. O agronegócio, que capacita o Estado para expandir suas ferrovias, foi lembrado por Marco Polo.
Além de Mato Grosso, a CRCC, que é responsável por quatro mil quilômetros de trem-bala na China e até 2013 terá feito mais 12 mil quilômetros, segundo o presidente da ATL, também será a empresa responsável pelo trem-bala ligando o Rio de Janeiro a Campinas (SP).

Para o secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, Mato Grosso recebeu a provável parceria com bons olhos.

O Governo recebe a empresa chinesa de braços abertos, será importante para melhorar a tecnologia que será utilizada na ferrovia e também para, futuramente, ampliar o transporte de cargas para o de passageiros também, completou.

Os quatro trechos da ferrovia que poderão ser beneficiados com a parceria entre China e Mato Grosso são: Rondonópolis - Cuiabá; Rondonópolis - Porto Velho (RO); Cuiabá - Santarém (AM); Alto Araguaia - Araguari (MG).

A ferrovia
Ferronorte, ou Ferrovia Norte Brasil, é uma empresa ferroviária criada pelo empresário Olacyr Francisco de Moraes, com o propósito de ligar Porto Velho (RO) e Santarém (PA), passando por Cuiabá, e interligando-se a Fepasa em Santa Fé do Sul (SP) e, a partir desta, atingindo o Porto de Santos.

A ferrovia é uma concessão federal, por 90 anos, inicialmente concedida para a empresa privada Ferronorte S.A..
A ideia da construção de uma ferrovia interligando o Centro-Oeste ao Sudeste do País foi proposta por Euclides da Cunha, em 1901.

Em 1975, Vicente Vuolo, pai de Francisco Vuolo e então deputado federal por Mato Grosso, apresentou projeto de lei para inclusão no Plano Nacional de Viação de ligação entre São Paulo e Cuiabá.

O traçado da nova ferrovia partiria de Rubinéia (SP), passando por Aparecida do Taboado (MS), Rondonópolis e atingiria Cuiabá, conforme a Lei 6.346 de 6 de julho de 1976.

Em 19 de maio de 1989, foi assinado o contrato de concessão da ferrovia, e após inúmeros adiamentos, foram iniciadas as obras do trecho Santa Fé do Sul (SP) - Alto Araguaia, em 1991. Estas foram concluídas em 1998, quando o trecho passou a entrar em operação.

Foi criada em julho de 1998, a holding Ferropasa, empresa que controlava as ferrovias Ferronorte e Novoeste. Em novembro de 1998, a Ferropasa fez parte do grupo vendedor do leilão da Malha Paulista (ex-Fepasa), que passou a ser denominada Ferroban.


Posteriormente, foi criada a holding Brasil Ferrovias, que congregava a operação da Novoeste, Ferronorte e Ferroban.

Em 2006, o controle do Grupo Brasil Ferrovias foi assumido pela América Latina Logística e a Ferronorte passa a ser nomeada como América Latina Logística Malha Norte S.A., após aprovação em 6 de agosto de 2008 pela ANTT (Deliberação 289/08). Ela é responsável por parte do escoamento de parte da soja produzida no Oeste do País.

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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Obras atrasam, mas ferrovia já transporta 8% das cargas

20/09/2010 - Valor Online

O governo Lula chega ao fim com atrasos de um a dois anos nos quatro principais projetos de ferrovias do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Juntas, as ferrovias Norte-Sul, Transnordestina, Integração Oeste-Leste e o trem de alta velocidade (TAV) devem aumentar a malha ferroviária do país em 6,4 mil quilômetros. Até o fim do ano, metade desse aumento de linhas deveria ser entregue e outra metade, licitada. Dessa ampliação, contudo, só o trecho norte da Norte-Sul (719 km) será realmente entregue, enquanto o governo tenta garantir mais 855 km do trecho Sul até dezembro.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Valec define construção da ferrovia Oeste-Leste


28/9/2010
Valor Econômico

A construção da Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), obra que vai ligar a cidade de Ilhéus, no litoral baiano, ao município de Figueirópolis, em Tocantins, já tem dono. Ou melhor, 24 donos. Ontem, a estatal Engenharia, Construção e Ferrovias (Valec) concluiu a licitação de 1.022 km de ferrovia, trecho que avançará do litoral até a cidade de Barreiras, no Oeste baiano. As obras, divididas em sete lotes, somam investimentos de R$ 4,198 bilhões, dinheiro que sairá do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
     
O consórcio que venceu o maior contrato - de R$ 739,9 milhões - é formado pelas construtoras Andrade Gutierrez, Barbosa Mello e Serveng. O segundo maior lote - R$ 720,1 milhões - ficou com a Mendes Junior, Sanches Tripolini e Fidens. Juntos, os sete consórcios que vão construir o primeiro trecho da Fiol somam duas dúzias de empresas. O consórcio formado pelas construtoras Camargo Corrêa e Queiroz Galvão participou da disputa de cinco dos sete lotes da Fiol, mas não venceu nenhum deles. Todos os contratos ainda estão em fase de recurso administrativo - de cinco dias úteis - e podem ser contestados pelos concorrentes.
     
A versão original do edital elaborado pela Valec para a Fiol foi alvo de uma série de contestações pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Durante análise do texto, foram encontradas irregularidades que poderiam levar à restrição de competitividade e sobrepreço. As correções feitas pelo TCU resultaram, inclusive, na redução do custo que era estimado para a obra. O valor de referência caiu de de R$ 4,41 bilhões para R$ 4,24 bilhões, custo bem próximo ao que de fato a Valec acabou fechando com os consórcios.
     
Todo o processo, que também envolveu mandados de segurança movidos pelas empresas, atrasou o cronograma da obra. O prazo original era iniciar a construção em julho. Pelas metas de 2008 do PAC, tudo estaria pronto até 2012. Agora, com a escolha das empreiteiras, o governo promete que as obras serão iniciadas em 14 de outubro. A expectativa é que a licença de instalação para o trecho licitado seja emitida pelo Ibama ainda nesta semana.
     
A previsão da Valec é que o primeiro trecho de 537 km da Fiol, entre Ilhéus e Caetité, fique pronto em julho de 2012. A segunda etapa, que emenda mais 485 km até o município de Barreiras, está prevista para julho de 2013. O que fica faltando são mais 505 km para ligar a malha até a cidade de Figueirópolis, onde ela se encontrará com a Ferrovia Norte-Sul (FNS). Este último trecho, no entanto, ainda está em fase de estudos e não tem data para ser licitado.
     
Pelos trilhos da Fiol está previsto o transporte de 52 milhões de toneladas de carga até 2018. A maior parte desse volume - 45 milhões - será minério de ferro. A empresa Bahia Mineração (Bamin) já sinalizou que pretende transportar 19,5 milhões de toneladas de minério da mina de Caetité (BA) até o terminal de Ponta da Tulha, no litoral baiano. Além do minério, estima-se a movimentação de mais 5,2 milhões de toneladas de grãos e 1,3 milhão de toneladas em açúcar e álcool.
     
"A ferrovia Oeste-Leste tem funções fundamentais para alavancar a região do Nordeste, porque vai criar um meio logístico para aquela região, que hoje tem o crescimento inibido e locais que não são explorados", diz Bernardo Figueiredo, presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). "Essa ferrovia muda a cara da Bahia. No futuro, quando ela for ligada à Norte-Sul, teremos ainda a opção de interligação portuária com o Centro-Oeste, o que vai gerar muitas opções logísticas para o país."
     
Ontem, a Valec também abriu os envelopes com as propostas dos consórcios interessados na construção da última epata da Ferrovia Norte-Sul. O trecho, que soma 670 km divididos em cinco lotes, sairá de Ouro Verde (GO) e seguirá até Estrela d'Oeste (SP). Até o fechamento desta edição, a Valec não havia divulgado a ata da sessão, mas, conforme apurou o Valor, o consórcio formado pelas construtoras Camargo Corrêa e Queiroz, que ficou fora da Fiol, venceu a disputa pelos lotes dois e três. O lote um ficou com o consórcio Aterpa e Abate; enquanto o lote quatro foi para a Constran, Egesa e Carioca. O consórcio Tiisa Triunfo Iesa Infraestrutura levou o quinto lote. A licitação terá o prazo de cinco dias para ser contestada a contar da data de publicação no Diário Oficial.

Norte-Sul: ferrovia pronta em dezembro



Trajeto vai atrair empresas e gerar empregos
Ao todo, Norte-Sul terá 2.760 quilômetros de extensão
Visando a integração nacional e a redução de custos de transporte, a Ferrovia Norte-Sul chegará ao seu projeto original em dezembro, afirmou José Francisco das Neves, diretor-presidente da Valec.
A ferrovia terá na ocasião 1.574 quilômetros de extensão, conforme o planejado inicialmente, cortando os Estados do Maranhão, Tocantins e Goiás. Para isso, estão sendo instalados outros 855 quilômetros de trilhos e dormentes. Até agora, a Norte-Sul tem 719 km já concluídos, em um trecho que vai de Açailândia (MA) a Palmas (TO).
Porém, o traçado terá ao todo 2.760 quilômetros, já que terá um novo trecho até a cidade paulista de Panorama.

 Ao todo, a Norte-Sul já recebeu R$ 1,65 bilhão em investimentos. De acordo com a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, que administra a obra, a inserção de usinas e companhias que vão operar ao longo da ferrovia deverão gerar novos empregos.
“Para se ter uma ideia, na fase de construção da obra, nós chegamos a quase 17 mil empregos diretos e 50 mil indiretos”, disse Neves. “Com a entrada das usinas de biodiesel, de álcool e ainda outras a gente estima que serão gerados mais 270 mil empregos ao longo dos próximos seis a oito anos”, completou.
Para ele, a ferrovia é essencial na estratégia de minimizar custos de transporte de longa distância. A Norte-Sul proporcionará uma logística adequada ao desenvolvimento da região Sul e Norte do País, fortalecendo a infraestrutura de transporte ao escoamento da sua produção agropecuária e agroindustrial, comentou Neves.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ANTT acha possível TAV em 2016


22/09/2010 - Revista Ferroviária

RF - Berlim - O diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, disse nesta quarta-feira, 22,  que acredita na possibilidade de inaugurar o Trem de Alta Velocidade entre Rio-São Paulo-Campinas até as Olimpíadas de 2016. “Vamos começar as obras até o final do ano que vem e trabalhar para que ele esteja implantado para as Olimpíadas de 2016, como já disse o presidente Lula”, afirmou Figueiredo, durante o seminário “Projeto de Trens de Alta Velocidade no Brasil”, na Innotrans, em Berlim.

A apresentação de Bernardo Figueiredo, diante de cerca de 150 empresários do setor, foi seguida por uma exposição do superintendente da ANTT, Hélio Mauro França, sobre os detalhes do projeto do trem de alta velocidade. O evento foi encerrado pela chefe do departamento de transportes e logística do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Adely Branquinho, com a palestra “Política de investimento do BNDES para o setor metro-ferroviário”.

Bernardo Figueiredo garantiu aos empresários internacionais a continuidade do projeto, independentemente do governo que assumir o comando do país no próximo ano. “Temos responsabilidade. A agência (ANTT) é uma instituição que não é sujeita ao momento político de uma troca de governo”, garantiu. “Temos um edital em andamento, cronograma de realização do leilão e vamos cumprir tudo, qualquer que seja o encaminhamento político do Brasil”, completou.

Segundo Figueiredo, o projeto do Trem de Alta Velocidade é necessário e vem corrigir o que ele chamou de “um equívoco” do passado, quando, segundo ele, os governos anteriores optaram por investir em obras rodoviárias e em novos aeroportos. “Temos que resolver problemas estruturais com soluções estruturais. O problema da ligação Rio-São Paulo é resolvido com investimentos em uma solução tecnológica”, afirmou. “Construir uma nova Dutra e outros aeroportos não é solução sustentável”, comentou. “Já o trem de alta velocidade é uma solução tecnológica sustentada a longo prazo, que promove a desconcentração urbana, permite que as pessoas se desloquem e tira a pressão dos centros urbanos. Temos convicção que ela é a melhor alternativa.”

O presidente da ANTT afirmou, ainda, que a região entre Rio e São Paulo é uma das áreas mundialmente mais indicadas para um projeto de tal envergadura. “Não há lugar no mundo que tenha as qualidades que a região tem, em termos de densidade populacional, dimensão e quanto às conexões de tráfego aéreo. Essa é uma solução que vai desviar o passageiro da infraestrutura aeroportuária”, ressaltou.

Valec divulga licitação de 3 trechos da Oeste-Leste


22/09/2010 - Governo do Estado da Bahia 

A Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., divulgou, nesta quarta-feira (22), no Diário Oficial da União, o resultado parcial do edital nº 5/2010, referente à licitação de três lotes da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Os quatro trechos restantes, do total de sete a serem construídos na Bahia, seguem em processo licitatório, com previsão de divulgação no próximo dia 29.

O valor final dos três lotes (1, 2 e 4) foi de aproximadamente R$ 1,9 bilhão. O primeiro lote vai do Rio da Preguiça (km-1401) até o Terminal de Ilhéus (km-1526), a ser construído pelo Consórcio SPA/ Delta/ Convap. O lote dois, de Riacho Jacaré   (km- 1283) até o Rio da Preguiça (km 1402), a ser construído pelo Consócio Galvão/ OAS, e o quatro, do Riacho da Barroca (km-990) até o Rio de Contas (km-1168), sob a responsabilidade do Consórcio Andrade Gutierrez/ Barbosa Mello/ Serveng.

A expectativa é de que a Ferrovia esteja concluída até o final de 2012. De acordo com o secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária, Roberto Benjamin, o processo de construção vai gerar sete mil empregos diretos. “Estamos trabalhando a partir de um grupo multi-secretarias para garantir treinamento e qualificação profissional para que os empregos fiquem nas cidades atravessadas pela Ferrovia”.

A Fiol interligará a Bahia ao Tocantins. Ilhéus é o ponto final desta malha ferroviária, que sai de Figueirópolis (TO) e percorre 1.490 quilômetros até chegar ao mar, entrando na Bahia pelo município de São Desidério, na região oeste. No caminho, passa por 32 municípios baianos e cruza o estado de ponta a ponta, no sentido oeste-leste. Também interligará a outros estados pelo cruzamento com a Ferrovia Sul-Norte, que terá cerca de três mil quilômetros, entre o Pará e São Paulo.

A Valec Engenharia, empresa do Ministério dos Transportes especializada na construção de ferrovias, desenvolveu o projeto. Ele foi inspirado no projeto elaborado pelo engenheiro baiano Vasco Neto, há cerca de 50 anos. Para realizar a construção, a obra foi dividida em três etapas - a primeira, entre Ilhéus e Caetité, terá 530 quilômetros, a segunda, entre Caetité, Barreiras e São Desidério, 413 quilômetros, e a terceira, de São Desidério a Figueirópolis (TO), 547 quilômetros.

Logística
O projeto dinamizará o escoamento da produção, sobretudo de minérios, do estado da Bahia. Incluída entre as prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Fiol envolverá investimentos estimados em R$ 6 bilhões até 2012, formando um corredor de transporte que otimizará a operação do Porto de Ponta da Tulha e ainda abrirá nova alternativa de logística para portos no Norte do país atendidos pela Ferrovia Norte-Sul e Estrada de Ferro Carajás. Isso proporcionará, segundo o secretário de Planejamento, Antônio Alberto Valença, um salto no crescimento econômico estadual, na medida em que resolve os atuais gargalos logísticos de escoamento produtivo. “Trata-se de um investimento integrado e complementar ao do Porto Sul, que amplia os limites do setor produtivo, garantindo a infraestrutura necessária para o crescimento da Bahia a taxas elevadas”.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Lula diz que conclui Norte-Sul até o fim do ano


21/09/2010 - Expresso MT 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que até o final do ano o governo vai concluir o traçado do projeto original da ferrovia Norte-Sul, ligando Açailândia, no Maranhão, a Anápolis, em Goiás.
Durante cerimônia de inauguração de mais um trecho da ferrovia, na divisa entre Tocantins e Goiás, Lula afirmou que as obras serão concluídas até o dia 20 de dezembro. O presidente também anunciou a continuação da Norte-Sul, de Anápolis até Estrela D'Oeste, em São Paulo, e construção da ferrovia Oeste-Leste, que vai ligar Ilhéus, na Bahia, até Figueirópolis, no Tocantins.

'É quase que a realização de um sonho a gente ver uma obra da magnitude da ferrovia Norte-Sul prestes a acabar o seu primeiro trecho histórico que era de Açailândia, no Maranhão, até Anápolis, em Goiás', disse o presidente.

Lula lembrou que foi crítico do projeto da Norte-Sul, anunciado em 1987, durante o governo do presidente José Sarney. 'Eu durante muito tempo fiz crítica a essa obra dizendo que ela ia ligar o nada ao nada', disse.
Mas declarou que tomou a decisão de concluir a obra porque ela vai proporcionar redução nos custos com transporte de mercadorias e proporcionar mais desenvolvimento ao país.

Até 2003, a Norte-Sul só tinha 215 km dos 1.574 km do traçado original concluídos (95 km no governo Sarney e outros 120 km no governo Fernando Henrique Cardoso). No governo Lula, foram concluídos 504 km da ferrovia e outros 855 estão em obras, de acordo com o Ministério dos Transportes.

Durante seu discurso, o presidente citou o governador do Tocantins e candidato à reeleição, Carlos Gaguim (PMDB), que é apoiado por Lula no Estado.

Perguntado por uma pessoa da plateia, Lula disse que Gaguim não estava presente porque a lei eleitoral proíbe candidatos de participarem de eventos oficiais de governo, como inaugurações. Na sequência, porém, fez um agradecimento a ele e ao governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), que não disputa cargo nessas eleições.

De qualquer forma eu quero agradecer os dois governadores pela colaboração que tiveram, disse Lula.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Governo inaugura 256 km da Ferrovia Norte-Sul


21/9/2010 - Portal CNT

Foto: Presidência da República
Nessa terça-feira (21), o presidente Lula inaugurou o trecho da Ferrovia Norte-Sul que liga o Pátio Multimodal de Colinas do Tocantins ao Pátio Multimodal de Palmas/Porto Nacional. São 256 km que receberam R$ 1,1 bilhão em investimentos. As obras tiveram início em 1987.

Os Pátios Multimodais de Palmas/Porto Nacional e o de Guaraí/Tupirama também foram entregues para comercialização nessa terça.

Pelo projeto inicial a Ferrovia Norte-Sul tinha 1.574 km de trilhos, passando por Maranhão, Tocantins e Goiás. Em 2006, o trecho Açailândia-Belém foi incorporado, assim como, em 2008, a ligação com a cidade paulista de Panorama. Com isso, o traçado da ferrovia, quando concluída, será de 2.760 km de extensão.

De acordo com o Ministério dos Transportes, há 13 lotes da Ferrovia Norte-Sul em obras, que somam 1 mil km e geram 16.650 empregos diretos e 50 mil indiretos. Segundo o presidente da Valec, José Francisco das Neves (Juquinha), quando a ferrovia estiver pronta serão 270 mil empregos gerados. “A Ferrovia Norte-Sul é a espinha dorsal da malha ferroviária, porque une as economias do Norte e Nordeste com a do Sul-Sudeste, passando pelo Centro-Oeste”, salientou.

Em seu discurso, o presidente Lula afirmou que o trecho da ferrovia que liga Porto Nacional à Anápolis (GO) vai estar pronto até 20 de dezembro. Já o trecho que segue até Estrela do Oeste, em São Paulo, será anunciado ainda em outubro.

Lula disse, ainda, que na próxima semana serão lançadas as obras da Ferrovia Oeste-Leste, que vai interligar Porto de Ilhéus, na Bahia, à Figueirópolis, no Tocantins, conectando as ferrovias Norte-Sul e Oeste-Leste.

O presidente Lula também destacou os investimentos que o seu governo tem feito neste modal: “estamos fazendo 1.720 km de ferrovias, ligando Pernambuco ao Ceará, o Porto de Suape ao Porto de Pecém, passando por Eliseu Martins, no Piauí, para pegar a soja, e indo até Alagoas e Sergipe".

Segundo ele, mais de 6 mil km de ferrovias serão inaugurados até 2013. ”Isso vai baratear o custo da produção, vai ajudar os produtores rurais e os empresários, e ainda vai significar desenvolvimento, mais empregos, mais salário e mais poder de compra. Além de melhorar a qualidade de vida da população”, concluiu.



Érica Abe
Redação CNT

Consórcios disputam trechos da Ferrovia Oeste-Leste


20/09/2010 - A TARDE 

Foram abertos na manhã dessa segunda, 20, pela Valec  Engenharia, Construções e Ferrovias, estatal ligada ao Ministério dos Transportes, os envelopes do processo licitatório de três dos sete lotes  para a construção o trecho baiano da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que ligará Ilhéus ao ao município de Figueirópolis, no Tocantins. Os lotes 1, 2 e 4 totalizam 421 quilômetros de extensão.

O lote 1 possui 124,9 quilômetros e compreende o trecho que vai do Rio da Preguiça até Ilhéus, onde será construído um complexo intermodal que prevê um novo aeroporto e o Porto Sul. Na concorrência, apresentou o menor preço o consórcio liderado pela empresa mineira SPA Engenharia, com participação das construtoras  Delta e Convap, ambas também de Minas.

O  lote  2 possui 117,9 quilômetros e vai do Rio da Preguiça até o Riacho Jacaré. A obra neste trecho deverá ser gerida pelo consórcio formado pelas construtoras OAS e Galvão Engenharia. O lote 4, que compreende o trecho de 178,2 quilômetros entre o Riacho da Barroca e o Rio de Contas, foi arrematado pelo consórcio liderado pela Andrade Gutierrez com a Barbosa Melo e a Serveng.

Orçada em R$ 4 bilhões, com recursos garantidos pelo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), a Ferrovia Oeste-Leste será utilizada para o escoamento da produção agrícola do oeste baiano, além do  minério de ferro da região de Caetité.

A previsão é que a ordem de serviço para o início das obras seja assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva  ainda este ano.

Brasil pode ter três novos projetos de TAV


20/09/2010 - O Globo 

O ministro dos Transportes, Paulo Passos, disse nesta segunda-feira que a transferência de tecnologia seria o principal critério para a avaliação das propostas dos consórcios internacionais para a construção do trem de alta velocidade (TAV) entre o Rio e São Paulo. Em Berlim para expor o projeto na maior feira de transporte ferroviário do mundo, a Inno Trans, que começa nesta terça-feira, Passos afirmou que ao absorver a tecnologia do trem de alta velocidade o Brasil poderia realizar três novos projetos, com data ainda não definida, entre São Paulo e Curitiba, entre Campinas e Belo Horizonte, e entre Campinas e Triângulo Mineiro.

- Nós não vamos fazer imediatamente, mas vamos logo fazer os estudos de viabilidade - adiantou o ministro.
De acordo com Paulo Passos, esses planos são a longo prazo e não dependem do candidato à Presidência que vencerá as eleições de outubro. O plano seria independente do governo. O Brasil vai não apenas encomendar mas também "aprender a fazer" e adquirir uma tecnologia que poderá impulsionar diversos setores industriais.

O processo de estudos de viabilidade para o primeiro TAV brasileiro demorou bem mais tempo do que o previsto. Os planos anteriores eram de que a ligação de alta velocidade entre as duas maiores cidades brasileiras estivesse pronta já para a Copa de 2014. Mas, em consequência do estudo demorado, do qual participaram diversos ministérios e, por fim, o TCU (Tribunal de Contas da União), a abertura da licitação ocorreu bem mais tarde.

Os cálculos são de que o projeto, com investimentos de cerca de R$ 34 bilhões, estará concluido em aproximadamente cinco anos.

- Pode até ser um pouco antes, mas isso vai depender das propostas apresentadas - disse Paulo Passos, lembrando que até agora não há preferência por nenhum país.

Os consórcios internacionais poderão apresentar suas propostas até o final de novembro, sendo que no dia 16 de dezembro deste ano será anunciado o vencedor da concorrência pública.

Segundo Paulo Passos, o interesse das grandes empresas internacionais é enorme. Assim que foi anunciada a presença da delegação brasileira na Inno Trans, choveu de convites da politicos e grupos empresariais para encontros em Berlim. Nesta quarta-feira, ele vai ter encontro com o ministro dos Transportes da Alemanha, Peter Ramsauer.

Consórcios da Coréia do Sul, do Japão, da França e da Alemanha já anunciaram que vão apresentar uma proposta para o projeto. Além disso, um grupo chinês está estudando a viabilidade e um consórcio espanhol está em processo de decisão.

Os planos de investimentos no setor ferroviário serão temas de exposições da delegação brasileira (da qual fazem parte ainda o vice-ministro dos transportes, Marcelo Perrupato, Hélio França, da Agência Brasileira de Transportes Terrestres, ANTT, e Adely Branquinho, do BNDS) na Inno Trans nesta terça e quarta-feira.
- Com previsão de crescimento de 7% a 8%, o Brasil tornou-se um alvo ainda maior do interesse do mundo - concluiu Paulo Passos.

Um otimismo de uma crise superada pode ser visto no Parque de Exposições de Berlim, onde o número de participantes aumentou em 330 em comparação com o ano passado. Mais de 2.200 expositores de 45 paises deverão mostrar as novidades no setor de transportes ferroviários.

Na feira, que termina na sexta, serão mostradas as novidades tecnológicas no setor dos trens de alta velocidade, transporte que é na Europa uma opção ao avião.

Obras da Transnordestina e Ferronorte estão atrasadas


21/09/2010 - Transporte Idéias

A ferrovia Transnordestina e a expansão da Ferronorte estão sofrendo com atrasos em seus projetos. De acordo com o jornal “Valor Econômico”, as obras são as únicas concessões existentes no Brasil que permitem a construção e a exploração da malha.

As outras concessões operadas pela iniciativa privada apenas têm contrato para explorar a malha já construída. Apesar do atraso, as obras de extensão da Ferronorte e a construção da ferrovia Transnordestina seguem em andamento.

A previsão de conclusão das duas ferrovias é de dois anos (2012). A Transnordestina é um projeto coordenado pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com uma extensão total de 2.278 quilômetros, sendo 1,728 km de construção e 550 km de remodelação, com um custo total estimado em R$ 5,42 bilhões.
Já a extensão da Ferronorte é um projeto gerenciado pela America Latina Logística (ALL) e deverá aumentar em 260 quilômetros a extensão da malha ferroviária do Mato Grosso. Tanto a Transnordestina quanto a Ferronorte devem contar com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a conclusão das obras.

http://www.transporteideias.com.br/2010/09/21/obras-da-transnordestina-e-ferronorte-estao-atrasadas/

domingo, 19 de setembro de 2010

Prefeitura de Americana quer retirar trens da cidade



09/09/2010 - Folha de S. Paulo


O secretário de Transportes de Americana (127 km de São Paulo), Jesuel Freitas, disse à Folha nesta quinta-feira que as linhas férreas devem ser removidas do perímetro urbano, sob pena de mais acidentes como o de ontem acontecerem. Na noite de ontem, um acidente entre um trem e um ônibus causou a morte de nove pessoas na região central da cidade.

Segundo Freitas, a cidade cresceu em torno da linha férrea, o que aumentou a ocorrência de acidentes --ele informou que entre 40% e 50% das linhas de ônibus da cidade cruzam a linha do trem em parte do trajeto. Também segundo ele, Americana tem 135 mil veículos de passeio em circulação.

Freitas disse que há mais de um ano a prefeitura tenta negociar com a ALL --concessionária que administra os trens-- a transferência das linhas, que passariam a margear a cidade.

De acordo com ele, a área onde estão os trilhos atualmente é de domínio da concessionária, o que impede a retirada pela prefeitura.

O secretário negou que o acidente tenha sido causado por má sinalização. "Além dos equipamentos visuais e sonoros, que estão em pleno funcionamento, há sempre um funcionário que alerta os veículos no cruzamento com a linha do trem, 24 horas por dia, sete dias por semana", disse.

A assessoria da concessionária ALL informou que todas as obras relativas à malha ferroviária devem ser feitas pela União, após pedido do município.
A ALL informou que tem a concessão do uso do trilho, e não do terreno por onde ele passa. A concessionária disse concordar com a saída da linha férrea do centro da cidade, "já que colabora com a segurança da população e contribuiu com a produtividade dos ativos".

A batida aconteceu por volta das 23h15 da quarta-feira na passagem de nível na rua Carioba, no centro da cidade. Segundo o Corpo de Bombeiros, um ônibus foi arrastado pelo trem por mais de 100 metros.

Nove pessoas morreram e outras sete estão internadas, sem risco de morte, segundo o Hospital Municipal de Americana.

A Polícia Civil está investigando as causas do acidente. A reportagem não conseguiu contato com ninguém que pudesse prestar informações sobre o caso.

Acordo tenta salvar malha ferroviária



10/9/2010
O Tempo (MG)

A Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte e as prefeituras da região vão assinar, na próxima semana, um termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e os ministério das Cidades e dos Transportes para aprofundar as discussões sobre o aproveitamento da malha ferroviária que corta a região.
"A interlocução começou hoje. Não será uma parceria que disponibilizará dinheiro, mas recursos humanos", explicou o diretor geral da agência, José Osvaldo Lasmar - ele que tratou do assunto ontem, em Brasília.

Dentre as investidas para aproveitar os 350 km de malha ferroviária na região metropolitana está a realização de um estudo que diagnosticará, até o fim do ano, os trechos que podem ser utilizados para o transporte de passageiros, de cargas, ou para o compartilhamento de ambos.

O Fundo de Desenvolvimento Metropolitano já reservou R$ 550 mil para o diagnóstico. Até o fim do ano, uma consultoria terminará o trabalho.

Para agosto do ano que vem, a agência metropolitana espera a atualização da pesquisa Origem e Destino, realizado pela última vez entre 2000 e 2001. O levantamento, que já alocou mais de R$ 600 mil em convênio com a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas, é essencial para qualquer plano viário.

Anel Rodoviário. O presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar, que integrou a comitiva mineira na capital federal, discutiu com técnicos do Dnit as adequações do novo edital do Anel Rodoviário - o anterior foi anulado pelo órgão no último dia 19.

"É preciso facilitar o acesso de passageiros nos cruzamentos do Anel com as BRTs e a conexão com a nova rodoviária, no São Gabriel", afirmou Cesar.

Em 26 de agosto, a empresa A.R.G. Ltda protocolou recurso administrativo no Dnit contra a anulação do edital. O pedido ainda não foi julgado.

Norte-Sul faz 1ª viagem em Goiás


09/09/2010 - O Popular


A propriedade rural da família do produtor Eliel Tinoco Amarante, em Petrolina de Goiás, a 77 quilômetros de Goiânia, onde eles criam gado e produzem hortaliças, foi cortada pelos trilhos da Ferrovia Norte-Sul.
Depois de 22 anos de espera e expectativa - desde o início das obras, em 1987 (veja quadro) -, ontem Eliel Tinoco finalmente viu passar uma locomotiva, a primeira que viajou pelos trilhos.

Sua esperança é de que um dia ainda possa transportar seus produtos pela ferrovia a custos menores, através da associação com outros produtores locais. Um comerciante da região revelou que a construção da ferrovia já começou a impulsionar o comércio local.

Objetivo
A locomotiva que chegou à propriedade de Eliel levava autoridades políticas , entre elas o governador Alcides Rodrigues, e representantes da imprensa goiana, na primeira viagem sobre 50 quilômetros de trilhos da Ferrovia Norte-Sul em Goiás, entre os municípios de Anápolis e Petrolina.

O objetivo da viagem, chamada de visita técnica, foi mostrar o estágio em que se encontram as obras. O governador Alcides Rodrigues garante que a inauguração será no próximo mês de dezembro, ainda no governo Lula.

Dos 1.359 quilômetros entre Aguiarnópolis (TO) e Anápolis, cujas obras estão sob a coordenação da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, 516 quilômetros estão em Goiás.

Acelerada
O presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, informa que 200 quilômetros já estão prontos e os 316 restantes estão em fase acelerada de construção. Ele garante que todo o trecho será entregue até o fim deste ano, pelo menos com o grosso da obra, com dormentes e trilhos, faltando apenas o nivelamento, o que deve ser concluído até o fim de março de 2011, quando a ferrovia entra em operação.

A viagem inaugural em Goiás, que passou pelos municípios de Campo Limpo, Ouro Verde e Damolândia, foi feita pelo pequeno grupo de passageiros a céu aberto, num trem de carga, provocando a curiosidade, surpresa e admiração dos moradores e trabalhadores rurais vizinhos aos trilhos. As pessoas acenavam para o grupo e algumas chegaram a seguir os vagões.

Custos
A Valec prevê um custo de R$ 5 bilhões para toda obra, que conta hoje com 16 mil trabalhadores, sendo R$ 2 bilhões nos 516 quilômetros do trecho goiano. Cada quilômetro custa cerca de R$ 4 milhões. No Tocantins, a Norte-Sul chegou à capital Palmas e já transporta minério de ferro da Lagoa da Confusão até o Porto de Itaqui, no Maranhão. O equivalente a uma carga entre 400 e 500 carretas de grãos também já está sendo levada do município tocantinense de Colinas até Itaqui pelos trilhos da ferrovia.
Juquinha informou que não haverá venda de concessões para exploração da ferrovia. Segundo ele, a Valec negociará apenas a capacidade de transporte de carga, o chamado direito de passagem.

O governo vai priorizar o transporte do que for mais importante para o País, destaca. As empresas comprarão os vagões e a Valec coordenará o processo.

O trecho visitado ontem, que custou R$ 200 milhões, deve fazer com que Anápolis se torne um centro de distribuição de eletrodomésticos produzidos em Manaus para todo o País, segundo Juquinha.
Ele justifica a demora da construção, afirmando que fazer obras no Brasil é difícil por causa de barreiras burocráticas e jurídicas. Muita gente ainda não acredita que a obra está ficando pronta, diz.

Processos
O presidente da Valec disse que no próximo dia 16 abrirá os processos para construção dos trechos entre Anápolis e Estrela D?Oeste (SP) e de Ilhéus até Barreiras, na Bahia, que fazem parte de novos ramais.
Ainda este ano, segundo ele, acontece a licitação das obras de Campinorte, no Nordeste Goiano, até Água Boa, no Mato Grosso, num total de 510 quilômetros.

Valec programa visita a outros trechos
Outros trechos goianos da ferrovia devem ser visitados nos próximos meses. O trecho percorrido ontem foi construído pelas empresas Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Constran. A chegada dos trilhos da Norte-Sul deve acelerar as operações da plataforma multimodal de Anápolis.

Na saída da primeira viagem ontem pelos trilhos da Norte-Sul no Estado, o governador Alcides Rodrigues informou que vai visitar as obras do aeroporto de cargas da cidade, que já estão sendo executadas. Ele disse que o empreendimento permitirá o escoamento de produtos com mais rapidez e menor custo para empresas e produtores da região.

As obras da ferrovia começaram em 1987. Os primeiros 215 quilômetros da Norte-Sul, ligando os municípios de Açailândia (MA) e Aguiarnópolis (TO) foram concluídos em 2002. Agora, a expectativa é que a inauguração do trecho até Anápolis aconteça em 20 de dezembro, com a presença do presidente Lula.
Na chegada em Petrolina, onde os trilhos ainda estão sendo montados rumo ao Norte do Estado, o governador Alcides Rodrigues disse que a obra favorece a integração nacional e elevará a competitividade dos produtos goianos, . Para ele, a viagem de ontem demonstrou a todos que não acreditavam que a obra era possível.

Alguns até torciam para que ela não fosse concretizada, afirmou o governador. Segundo ele, o presidente da Valec, José Francisco, conseguiu tirar a ferrovia do papel e, agora, que faltam poucos trechos a serem concluídos, chegou a certeza de que a obra será inaugurada na última data prevista.

O prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, lembrou a importância do modal ferroviário para o município, que tem localização geográfica privilegiada para o escoamento da produção para todo País.

Para o empresário João Gomes, proprietário da Eletrotins, em Anápolis, a ferrovia será mais um modal que complementará a plataforma logística do município, possibilitando a distribuição de produtos com menor custo e mais rapidez até os portos. A expectativa é de aumento das exportações.

Trilhos até Rondonópolis são prioridade ao Brasil




Trecho em MT é apontado como um dos sete mais importantes



Atualmente, cerca de 20% das exportações de MT escoados pelo porto de Santos são provenientes da ferrovia Senador Vicente Vuolo
NAÍLA ALBUQUERQUE
Da Reportagem/DR - dezembro de 2009

A construção dos trilhos da ferrovia Senador Vicente Vuolo entre Alto Araguaia e Rondonópolis, na região sul de Mato Grosso, é apontada na 3ª edição da Pesquisa CNT Ferrovias, feita pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), como uma das prioridades na expansão no modal ferroviário brasileiro. A previsão, segundo informações passadas pelo Fórum Pró-Ferrovia, é de que o terminal de Rondonópolis seja inaugurado até dezembro de 2010.

Além dos trilhos entre Alto Araguaia e Rondonópolis, a CNT apontou como solução para resolver os entraves na malha ferroviária brasileira o investimento em sete outros trechos: Inocência-Água Clara (MS), Nova Transnordestina, Ferrovia Oeste-Leste (BA), Variante Ferroviária Litorânea Sul (ES), ampliação da malha de Santa Catarina, e construção do segmento Aguiarnópolis-Palmas (TO).

Relatório da pesquisa da CNT, elaborado a partir do levantamento da malha brasileira, apontou que o governo federal tem investido na expansão do sistema ferroviário, para melhorar a eficiência da infraestrutura de transporte, como é o caso do trecho citado em Mato Grosso. Mesmo assim, esta expansão ainda é considerada um desafio, assim como a melhoria da infraestrutura dos trechos já existentes.

O projeto da ferrovia Senador Vuolo, em andamento, prevê, em uma primeira etapa, concluir o traçado da ferrovia de Aparecida do Tabuado (MS) até Cuiabá, passando por Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá).

As obras, segundo o presidente do Fórum Pró-ferrovia, Francisco Vuolo, já estão avançando no sentido Alto Araguaia-Rondonópolis. “O trecho entre Alto Araguaia e a região do Mineirinho, próximo a Itiquira, possui a licença ambiental e as obras estão acontecendo. O recurso para o trecho do Mineirinho a Rondonópolis já está garantido, faltando somente a liberação do estudo ambiental de Rondonópolis a Cuiabá”, informou Vuolo.

Os recursos para construção da ferrovia até Rondonópolis foram disponibilizados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), por meio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo aponta o relatório da pesquisa feita pela CNT, trata-se de um aporte de R$ 750 milhões para o trecho, com 260 quilômetros de extensão.

“Essa malha é muito importante para o Estado e quanto mais ela interiorizar o valor do frete diminuirá. A ferrovia é um modal de transporte que atende meia e longa distâncias, pois quanto maior a quilometragem menor será o custo para o contratante”, descreveu o presidente do Fórum. A estimativa de economia é de 40% a 60% em relação ao custo do transporte rodoviário.

Francisco Vuolo ressaltou que a chegada da ferrovia até Alto Araguaia já provocou diminuição no preço do frete na safra deste ano. “Com os trilhos mais próximos, manteve-se um equilíbrio no valor do frete rodoviário devido à concorrência, já que a ferrovia também escoa a produção ao porto de Santos”, explicou. Cerca de 20% de toda mercadoria escoada pelo porto de Santos é proveniente da ferrovia Senador Vuolo.

INVESTIMENTOS – Para atender às demandas prioritárias apontadas pela pesquisa da CNT é necessário um aporte na ordem de R$ 25,8 bilhões, dos quais R$ 8,1 bilhões seriam para solução de entraves e R$ 17,7 bilhões, para expansão da malha dos projetos mais importantes (o que inclui a ferrovia Senador Vicente Vuolo). Atingir esta meta demandaria R$ 54,5 bilhões nos próximos 20 anos. A pesquisa foi divulgada esta semana.

Fonte: Diário de Cuiabá

Histórico da FERRONORTE

Histórico

A FERRONORTE é uma artéria logística das regiões Norte e Centro-Oeste do País, em sua ligação com Sul e Sudeste e com Portos de Exportação.

Concessão obtida em 1989 por 90 anos para construir e operar um sistema ferroviário de carga de 5 mil quilômetros, ligando Cuiabá (MT), Uberlândia (MG), Uberaba (MG), Aparecida do Taboado (MS), Porto Velho (RO) e Santarém (PA)

Concessão obtida em 1989 por 90 anos para construir e operar um sistema ferroviário de carga de 5 mil quilômetros, ligando Cuiabá (MT), Uberlândia (MG), Uberaba (MG), Aparecida do Taboado (MS), Porto Velho (RO) e Santarém (PA).

Em sua concepção global, este projeto insere-se no esforço de desenvolvimento de grande parte da região Centro-Oeste, visando a integração de seus mercados à economia nacional e a racionalização do escoamento de sua produção.

Pretende-se interligar Cuiabá (MT) com as malhas ferroviárias existentes no Triângulo Mineiro e São Paulo, alcançar Porto Velho (RO), onde começa a navegação do Rio Madeira, e Santarém (PA), onde integra-se à navegação de longo curso pelo Rio Amazonas. Em Aparecida do Taboado (MS), interligar-se-á com a hidrovia Tietê-Paraná, servindo de alternativa para se atingir os principais mercados do Sul do País. Abre a possibilidade de escoamento da produção do Centro-Oeste pelos portos de Santos (SP) e Sepetiba (RJ). É um projeto de longo prazo, estritamente privado, não acarretando ônus para a União.

Concessão
Concessão outorgada à FERRONORTE S.A. - Ferrovias Norte Brasil pelo Decreto n.º 97.739, de 12/5/89, publicado no DOU de 16/5/89, visando estabelecer um sistema de transporte ferroviário de carga, abrangendo a construção, operação, exploração e conservação de estrada de ferro ligando Cuiabá a Uberlândia, Santa Fé do Sul, Porto Velho e Santarém, bem assim, em sua área de influência, os ramais que se fizerem necessários.

Acionistas

FERROPASA - Ferronorte Participações S.A.

Holding controladora de empresas de transporte ferroviário.
Subsidiárias :
100% Ferronorte S.A. Ferrovias Norte Brasil
100% Ferrovia Novoeste S.A.
100% Tenorte
50% Portofer
50% Terminal de Granéis (Empresa em Formação)
Possui 74% da FERROBAN (ex-Fepasa), sendo 38% diretamente e 36% através da participação direta dos acionistas PREVI, FUNCEF, LAIF e JP Morgan

Informações Gerais
Extensão do trecho: 5.228 km, sendo:
- Cuiabá (MT) - Alto Araguaia (MT) - Aparecida do Taboado (MS): 957 km;
- Alto Araguaia - Uberlândia (MG): 771 km;
- Cuiabá - Porto Velho (RO): 1.500 km; e
- Cuiabá - Santarém (PA): 2.000 km.

Características Técnicas da Infra-estrutura:
Raio mínimo de 650 m, rampa máxima de 1% compensada e bitola de 1,60m.
Espaçamento atual de 40 km entre Postos de Cruzamento (previsto a cada 20 km).
Velocidade operacional de 80 km/h (trem carregado)

Situação do Empreendimento
Início da construção em setembro de 1992.
Incluída no Programa Brasil em Ação em julho de 1996.
Aumento de capital e formação de sua nova composição societária em agosto de 1997.
Inauguração da parte ferroviária da Ponte sobre o Rio Paraná em 9 de janeiro de 1998.
Inauguração do primeiro trecho de 110 km entre a Ponte Rodoferroviária sobre o Rio Paraná e o Terminal de
Inocência (MS) em 29 de maio de 1998.
Inauguração até o Terminal Chapadão do Sul (MS) - km 291,3 em 31 de maio de 1999.
Inauguração até o Terminal Olacyr de Moraes (Alto Taquari - MT) - km 403,1 em 06/08/1999.

Fonte: Ministério dos Transportes, 2009

http://www.transportes.gov.br/bit/ferro/ferronorte/inf-fen.htm

TAV terá túneis subterrâneos em SP


03/09/2010 - O Estado de S. Paulo


O funcionamento do Aeroporto Campo de Marte não deverá ser afetado pela construção da estação do Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará Rio, São Paulo e Campinas, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Todos os túneis que passarem pela capital serão subterrâneos. Estudos feitos pela agência revelam ainda que será possível a ligação do terminal com a Linha 1 – Azul do Metrô. O edital determina a construção de nove estações: centro do Rio, Galeão, áreas fluminense e paulista do Vale do Paraíba, Aparecida, Cumbica, Campo de Marte, Viracopos e Campinas.

sábado, 18 de setembro de 2010

Estado fará o estudo de viabilidade da Ferronorte


15/09/2010 - Gazeta Digital


A construção dos trilhos da Ferronorte até Cuiabá terá o estudo de viabilidade técnica, ambiental e econômica elaborado pelo governo estadual entre os próximos 18 meses. Uma minuta de termo de cooperação foi entregue pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, ao governador Silval Barbosa, possibilitando a realização do levantamento pelo governo do Estado. Com isso, a vinda da ferrovia para a Capital ganha mais força e enfim deixa de ser um antigo sonho da Baixada Cuiabana. O estudo deve custar até R$ 5 milhões e foi viabilizado após a devolução do trecho, que estava sob jurisdição da América Latina Logística (ALL), ao governo federal.

O anúncio da possibilidade de construção é motivo de comemoração para diferentes segmentos da classe produtiva e política do Estado. O presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, afirma que os benefícios só poderão ser mensurados quando o transporte for implementado, mas que a vinda dos trilhos significa desenvolvimento. Não vamos transportar apenas grãos, vamos transportar desenvolvimento, produtos de valor agregado, tecnologia e com isso emprego e renda aos mato-grossenses.

O governador Silval Barbosa (PMDB) reiterou a importância da ferrovia até Cuiabá como uma forma de transformar a produção do Estado, diminuindo custos e aumentado a competitividade. O presidente da Ordem dos Advogados de Mato Grosso, Cláudio Stábile, defende a chegada até Cuiabá como forma de resolver um dos grandes gargalos da economia. Não haverá um segmento privilegiado, toda a população será beneficiada. São empregos, renda e redução do custo de vida. A ferrovia vai levar nossa produção, mas também irá trazer carga dos grandes centros a preços mais competitivos.

Para a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a ferrovia vai ser um importante meio para importação de insumos e escoamento de produção, tanto para baratear os custos quanto como um desafogador de rodovias. A estimativa do é que a vinda da Ferronorte até o Distrito Industrial de Cuiabá custe entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões, valor similar ao que a ALL está investindo na expansão da ferrovia de Alta Araguaia até Rondonópolis, obra esta que, segundo o ministro Paulo Passos, está adiantada e deve cumprir o cronograma de entrega para meados de 2012.

Na disputa - A devolução da jurisdição do trecho a partir de Rondonópolis não retira a ALL da briga pela concessão de operação dos trilhos. O presidente da ALL, Paulo Basílio, diz que a empresa abriu mão do trecho porque não tinha condições de assumir prazos para a construção, mas que isso não a exclui do processo de licitação pela operação dos vagões.

O diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Bernardo Figueiredo, confirma esta possibilidade. Estamos caminhando para um modelo em que quem opera não precisa ser necessariamente o responsável pela construção, sendo assim, a ALL poderá se candidatar à concessão. Queremos estimular a competitividade.

O economista Vivaldo Lopes julga importante definir qual empresa irá gerenciar os trilhos. Segundo ele, a saída da ALL não foi uma decisão muito cabível visto que é uma das mais agressivas do segmento e que tem obtido resultados positivos nos últimos anos.

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=5593&InCdUsuario=3307&InCdMateria=11438&InCdEditoria=2

Vencedor da Oeste-Leste será conhecido hoje (16)

15/09/2010 - Revista Ferroviária

A Valec abrirá hoje (16) as propostas para a execução das obras e serviços de engenharia do primeiro trecho (Ilhéus-Barreiras) da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, na Bahia.

Neste primeiro trecho será investido R$ 4,5 bilhões, com previsão de entrega da obra para 2012.

Quando concluída, a ferrovia otimizará a operação do porto de Ponta da Tulha, em Ilhéus, e será uma nova alternativa de logística para os portos do norte do Brasil.

O edital completo pode ser consultado no site da Valec.

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=5593&InCdUsuario=3307&InCdMateria=11434&InCdEditoria=1

Trem de Santos usará traçado do funicular


18/06/2010 - Revista Ferroviária

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Trecho do antigo funicular da SPR, com a casa de máquinas do 3º Plano Inclinado ao fundo. Foto: Acervo RF
O trem regional entre a capital paulista e a Baixada Santista deve utilizar o traçado do antigo funicular da Serra do Mar com um novo sistema de cremalheira.  O modelo do trem para o percurso não está definido, mas estão sendo avaliadas tecnologias que permitam subir rampas de 7 e 8%  e circular no trecho de planalto e no litoral.
“Há tecnologia para isso. Há trens na Europa com sistemas semelhantes”, explica o secretário adjunto dos Transportes Metropolitanos de São Paulo e coordenador do estudo de vialibidade dos trens de passageiros para Santos e Sorocaba, João Paulo de Jesus Lopes. Ele ressalta que o estudo é preliminar, mas que a viabilidade existe e será aprofundada.
Foram estudadas diversas alternativas para o trem regional. Chegou a ser considerado o uso da descida da serra por livre aderencia da ALL, mas depois de uma avaliação de engenharia, o traçado do funicular pareceu o mais adequado. A ideia é aproveitar ao máximo o que restou da antiga linha (sem utilização há mais de 50 anos), melhorando e reconstruindo trechos deteriorados.
O projeto prêve trens circulando com velocidades médias entre 120 e 150km, viagens de cerca de 50 minutos entre a capital e a Baixada Santista e demanda de 30 a 50 mil passageiros por dia. Os trens poderiam partir da Estação da Luz ou da futura Estação Tamanduateí, da Linha 2 – Verde do Metrô.
A linha entre São Paulo e Paranapiacaba faz parte da concessão da MRS Logística, que está sendo consultada sobre a implantação do projeto.
“Não há interesse do Governo de São Paulo em conflitar com o transporte de cargas. Temos plena consciência da importância desse transporte”, destaca  João Paulo.
Ele explica que no momento oportuno o projeto será discutido com o Ministério dos Transportes, ANTT, DNIT, MRS e ALL.
A secretaria dos Transportes Metropolitanos ainda não conversou com as prefeituras envolvidas no projeto, mas pretende fazer isso ao longo do aprofundamento dos estudos.
“Na nossa visão essas ligações facilitarão a interiorização e desenvolvimento das regiões”, observa Lopes.
Ele destaca a importancia do projeto para desfogar São Paulo e para atender ao fluxo de passsageiros para Santos que surgirá com o pré-sal .

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdMateria=10704&InCdEditoria=1

Estado estuda construir nova linha para Santos


17/09/2010  - Revista Ferroviária


O Secretário Adjunto dos Transportes Metropolitanos, João Paulo de Jesus Lopes, afirmou, ontem (16), que o governo estuda dois projetos para fazer a ligação ferroviária entre São Paulo e Santos - construir uma nova linha ou utilizar a linha do antigo funicular.
Lopes destacou que o projeto que prevê a construção de uma nova linha férrea proporciona menos impacto ao patrimônio histórico e não precisa de aprovação federal. Porém esbarra no alto investimento que a implantação de túneis subterrâneos ao longo da serra demanda.
Segundo o Secretário, a prioridade é utilizar a ferrovia existente – construído em 1867 – que desce a serra pela faixa do antigo funicular. O uso desta linha necessita de autorização federal, estudo intenso de impacto ambiental e de patrimônio histórico, e requer menor investimento do que a construção de uma nova linha, cerca de R$ 5,6 bilhões contra R$ 10 bilhões para a nova construção.
Os dois projetos estão sendo analisados e em breve será lançada uma licitação. Segue em estudo também, a implantação de trens regionais que ligam Sorocaba a São Paulo.
O secretário participou ontem (16) de uma palestra sobre trens regionais e turísticos na 16ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, em São Paulo.

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=5597&InCdUsuario=3307&InCdMateria=11456&InCdEditoria=1

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Edital da Ferrovia Centro-Oeste sairá até final do mês


06/09/2010 - Revista Ferroviária

A Valec deve publicar até o final de setembro o edital para a construção  da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), no trecho que vai de Campinorte (GO) a Água Boa (MT).

A estatal aguarda a concessão da Licença Ambiental Prévia por parte do Ibama para lançar a concorrência.
O trecho vai ter 410 km de extensão. A ferrovia vai sair de Campinorte e passar por Nova Iguaçu, Pilar de Goiás, Santa Terezinha, Crixás, Nova Crixás e Aruanã.

A Ferrovia de Integração Centro-Oeste terá 1.638 km de ferrovia entre Campinorte (GO) e Vilhena (RO), com ligação com a Ferrovia Norte-Sul.
O projeto será executado pela Valec com investimentos total previsto de R$ 6,4 bilhões (recursos do PAC), em duas etapas.
A primeira etapa ligará Campinorte (GO) e Lucas do Rio Verde (MT), em um percurso de 1.040 km e investimentos previstos de R$ 4,1 bilhões. Já a segunda etapa terá 598 km ligando Lucas do Rio Verde (MT) a Vilhena (RO), com investimentos previstos em R$ 2,3 bilhões.

A ferrovia vai passar pelos estados de Goiás (Campinorte, Nova Iguaçu de Goiás, Pilar de Goiás, Santa Terezinha de Goiás, Crixás e Nova Crixás), Mato Grosso (Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Maringá, Brasnorte, Sapezal, Campos de Julio e Comodoro) e Rondônia (Vilhena).

A Ferrovia de Integração Centro-Oeste é a primeira parte do projeto da Ferrovia Transcontinental (EF-354), que terá 4.400 km de extensão.

Os estudos preliminares, o EIA/RIMA e o projeto básico da Ferrovia de Integração Centro-Oeste foram iniciados em 2009.

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=5574&InCdUsuario=3307&InCdMateria=11349&InCdEditoria=1 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Termos do BNDES ao TAV devem sair nos próximos dias


02/09/2010 - Agência Estado

Os termos do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao projeto do trem de alta velocidade (TAV), que ligará Rio a São Paulo, devem sair nos próximos dias, segundo o superintendente executivo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Hélio Mauro França.
Em reunião pública realizada nesta quinta-feira, 2, na BM&FBovespa para esclarecer o edital do trem-bala, ele afirmou que esta é uma questão interna do governo federal. "O BNDES é apenas um agente, mas o governo definirá a política", disse.
Segundo o advogado Adelmo da Silva Emerenciano, do escritório Emerenciano, Baggio e Associados, que trabalha para um dos consórcios, este é um dos pontos em aberto que mais gera expectativa entre os interessados. "Falta saber as condições de taxas, garantias e prazos", afirmou. De acordo com o que já foi divulgado no edital, o BNDES poderá financiar até 60,3% do projeto, ou R$ 19,977 bilhões.
De acordo com uma fonte de uma instituição financeira que não quis ser identificada, os bancos também estão atentos às condições do financiamento público porque isso influenciará a participação dos bancos privados no projeto.
O advogado afirmou ainda que outra preocupação diz respeito aos custos do empreendimento, que podem ficar acima do teto estipulado no edital. Segundo ele, dúvidas sobre demanda de passageiros, custos de desapropriação e o custo da obra podem interferir na taxa de retorno do projeto.
Questionado sobre a questão dos custos, o superintendente da ANTT disse que este tipo de comentário é esperado. "Já viu alguém dizer que algo está barato?", questionou. O executivo afirmou que o preço teto foi estipulado após estudos levando em conta os custos das obras e parâmetros internacionais.
Em junho, o Tribunal de Contas da União (TCU) reduziu a previsão de custo do trem-bala de R$ 34,6 bilhões para R$ 33,12 bilhões. Segundo França, isso ocorreu porque o projeto terá um regime especial de impostos, com isenção de PIS e Cofins durante a implantação, o que não havia sido considerado inicialmente.
De acordo com França, grande parte das dúvidas dos consórcios diz respeito aos índices mínimos de nacionalização e nos seus cronogramas de aplicação, mas a ANTT está estudando o assunto e deve divulgar novos esclarecimentos em breve.
Ele destacou que a ANTT vai revisar os custos de desapropriação do traçado referencial, elaborado em 2008. "Uma área que antes era um campo de futebol hoje pode ser uma igreja", explicou. Caso o traçado proposto pelo consórcio vencedor tenha um custo de desapropriação mais baixo que o traçado referencial, estas despesas serão arcadas pelo governo, segundo ele.