quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Justiça suspende leilão do trem-bala até regularização das linhas de ônibus interestaduais

29/09/2011 - Agência Brasil

Da Redação com Agências

A Justiça Federal determinou nesta quinta-feira (29) a suspensão imediata de qualquer procedimento vinculado à licitação do trem de alta velocidade (TAV), conhecido como trem-bala, entre Campinas e Rio de Janeiro, até a completa regularização do serviço de transporte interestadual de passageiros em todo o país. A decisão é da Seção Judiciária do Distrito Federal e acolhe um pedido do Ministério Público Federal no DF.

Segundo a decisão judicial, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está obrigada a publicar, até o mês que vem, os editais de licitação para concessão de todas as linhas de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros com percurso superior a 75 quilômetros (km). O prazo está previsto no cronograma apresentado pela agência à Justiça.

Depois disso, serão necessárias mais três etapas até a completa regularização do serviço, que deve ser concluída em setembro de 2012. Caso descumpra o prazo de qualquer uma das etapas, a agência terá de pagar multa diária de R$ 5 mil.

A ANTT informou que irá recorrer. “Enquanto isso, a decisão judicial será devidamente cumprida”, garantiu a agência reguladora por meio da assessoria.

A decisão da Justiça também condiciona a liberação do leilão do trem-bala à apresentação de projeto básico que permita a completa caracterização da obra. Enquanto isso, a União fica proibida de repassar recursos para implantação, concessão ou exploração do TAV. A ANTT já tentou licitar o trem-bala três vezes, mas os leilões foram adiados por falta de interessados. A próxima tentativa deverá ocorrer em fevereiro do ano que vem.

Da Agência Brasil

PB

 

Ibama libera novo trecho da Ferronorte

26/09/2011 - Agora MT

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu licença prévia para a implantação da terceira etapa da ferrovia, que liga Alto Araguaia até Rondonópolis. A licença em questão são de 75,6 quilômetros interligando os municípios de Itiquira a Rondonópolis. Esta obra vai ampliar a capacidade operacional da ferrovia no transporte de grãos e outros insumos mato-grossenses até o porto de Santos (SP).

No final desse trecho será implantado o Terminal Ferroviário de Rondonópolis. Serão 250 quilômetros de ferrovia, dividido em três etapas. Foram construídos mais de cem quilômetros de infraestrutura e outros 20 quilômetros de superestrutura (dormentes e trilhos) já foram executados. A terceira etapa dependia da liberação da licença, que foi emitida agora para a América Latina Logística Malha Norte.

“Em outubro deste ano o Terminal de Intermodal de Itiquira começa a operar e no segundo semestre de 2012 a ferrovia chega a Rondonópolis. Até lá, é importante criarmos instrumentos para dar continuidade a esse processo (execução do trecho Rondonópolis -Cuiabá)”, destacou, por meio de assessoria, o secretário-extraordinário de Logística e Transporte Intermodal, Francisco Vuolo.

Conforme Só Notícias já informou, o projeto é fazer com que a rodovia chegue a Rondonópolis e depois se estenda até Cuiabá. O estudo completo sobre a ferrovia, incluindo a possibilidade de transporte de passageiros, deve ficar pronto até junho de 2012. O projeto deste novo trecho de rodovia terá um traçado de aproximadamente 22 quilômetros de extensão.

A expectativa é que ferrovia chegue a capital mato-grossense até 2015.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Transnordestina deverá ficar R$ 35 mi mais cara

29/08/2011 - O Globo

Tida como uma das obras mais importantes do governo federal no Nordeste, a ferrovia Transnordestina deverá ficar mais cara em pelo menos R$35 milhões, segundo informou nesta segunda-feira em Recife o Secretário Executivo de Recursos Hídricos de Pernambuco, Almir Cirillo, que retornou de reuniões em Brasília. O aumento de preço não decorre de superfaturamento ou de novos aditivos com as empreiteiras. É que a ferrovia sofrerá mudanças no seu traçado original, por conta da barragem Serro Azul, que o governo de Pernambuco pretende construir na zona da mata sul, região que no ano passado foi praticamente destruída pela cheia do rio Una.

A represa, que terá capacidade para 200 milhões de metros cúbicos de água, vai provocar um desvio de 35 quilômetros naquela que pretende integrar o Nordeste, ligando o sertão ao litoral. A ferrovia é avaliada em quase R$6 bilhões. Com a barragem, cidades como Palmares, Água Preta e Barreiros ficarão mais protegidas. A mata sul tornou-se uma região vulnerável a cheias do Una, cujas margens sofrem desmatamento, aterros e ocupações irregulares. O Recife já conta com um sistema de proteção formado por cinco barragens, sem o qual teria sofrido uma inundação com dimensões iguais ou maiores do que a de 1975, quando mais de 100 pessoas morreram. Na zona da mata, as enchentes estão se tornando corriqueiras. Muitas famílias que perderam bens no ano passado passaram por dificuldades novamente em 2011.

Vencedor da licitação do trem-bala terá 5 anos para transferir tecnologia

27/09/2011 -

O prazo para que o processo se inicie é de dois anos a partir da aprovação do programa de transferência tecnológica

Por Karla Mendes

O consórcio que vencer a primeira etapa de licitação do trem-bala - a de seleção da tecnologia que será empregada no projeto - terá de concluir o processo de transferência de tecnologia em cinco anos, contados a partir da entrada em operação do empreendimento. Hélio Mauro França, superintendente-executivo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), disse à Agência Estado que o prazo para que o processo se inicie é de dois anos a partir da aprovação do programa de transferência tecnológica.

Conforme já anunciado pela ANTT antes do fracasso do leilão em 11 de julho, o processo de seleção da empresa que receberá a tecnologia que será usada no Trem de Alta Velocidade (TAV) ocorrerá de forma conjunta entre governo e iniciativa privada, atendendo ao pleito dos investidores interessados, que temiam que a tecnologia acabasse parando nas mãos de empresas concorrentes.

A partir das mudanças no processo de licitação, que separou a contratação da tecnologia que será adotada das obras de engenharia, foi estabelecido também que o desenvolvimento de todo o programa de transferência tecnológica será elaborado pelo consórcio vencedor e pela Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), estatal criada especialmente para o projeto.

"O concessionário que vencer essa primeira fase é que terá a responsabilidade de fazer a transferência tecnológica. Antes, essa obrigação era compartilhada pela empresa de tecnologia e pelas construtoras", comparou França.

Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Governador do MT pede apoio para construção da Ferrovia Centro-Oeste

22/09/2011 -

As revisões em projetos, licitações e demais procedimentos burocráticos pode postegar o início de obras nos trechos que foram divididos para serem construídos trilhos e terminais.

O governador de Mato Grosso, Silval Barborsa, reuniu-se nesta quinta-feira, em Brasília, com o presidente do Senado, José Sarney, e com o presidente da República em exercício Michel Temer. As audiências aconteceram, em separado, a convite da duas autoridades que garantiram o apoio à execução de obras de infraestrutura e logística em Mato Grosso.

A pauta girou em torno da construção da Ferrovia da Integração Centro-Oeste (Fico), que integrará Mato Grosso, Goiás e Rondônia e facilitará no escoamento da produção de grãos do Estado. A Fico inicia no entrocamento com a Ferrovia Norte-Sul, no Estado de Goiás, corta Mato Grosso e está projetada para chegar até Rondônia. Um terminal de cargas está previsto no projeto original para Lucas do Rio Verde.

A obra pode ter atrados devido a crise de denúncias de irregularidades e corrupção Ministério dos Transportes, há cerca de 2 meses, que resultou na saída do ex-ministro Alfredo Nascimento, de Luiz Pagot da direção do DNIT e José Neves -Juquinha- da Valec. As revisões em projetos, licitações e demais procedimentos burocráticos pode postegar o início de obras nos trechos que foram divididos para serem construídos trilhos e terminais.

O ministério não previu novo prazo para ser construída esta ferrovia que está no PAC 2 e já foi citada como obra prioritária, antes da crise no ministério.

domingo, 18 de setembro de 2011

Odebrecht ganha área do terminal do TAV

03/09/2011 - Folha de S. Paulo

A Odebrecht ganhou do governo do Rio de Janeiro, sem custos, o direito de administrar até 2048 toda a área da Estação Barão de Mauá, onde está previsto o terminal do trem-bala na cidade.

O prazo pelo qual a Odebrecht tem o direito de explorar comercialmente um prédio da estação e seu entorno, que somam quase 200 mil metros quadrados, é quase o mesmo da concessão do trem de alta velocidade.

O projeto, orçado em R$ 38 bilhões, é a maior obra pública em gestação no país.

A exploração comercial das estações e áreas do entorno é considerada receita importante dentro do projeto do trem-bala brasileiro e, com frequência, em outros lugares do mundo.
Quem vencer o leilão terá que negociar com a Odebrecht para utilizar a área.

Pelo contrato com o governo do Rio, a Odebrecht pode "usar os bens (...) vinculados à concessão (...) para a realização de atividades correlatas ou que, de alguma forma, se prestem à obtenção de receitas alternativas ou complementares".

A Odebrecht não será dona do terreno e da estação, tendo que devolver ao governo, no fim da concessão, tudo o que for construído.

O metro quadrado de um terreno simples na região pode passar dos R$ 2.000, o que faria o terreno ser estimado em cerca de R$ 400 milhões.

Mas, para um arquiteto ouvido pela Folha, o valor é inestimável, pois fica entre três áreas que terão grandes investimentos.

A primeira é o Porto Maravilha, onde a prefeitura aprovou permissão para prédios de mais de 50 andares. Também fica próximo à Cidade Nova, onde já ocorre uma remodelação urbana, e do Maracanã, que terá seu entorno revitalizado para a Copa.

A empresa já reclamou das novas regras do trem-bala, que preveem que a companhia que construirá a linha não poderá ser sócia da que vai gerenciar as estações e a linha. O grupo quer participar das duas etapas.

sábado, 17 de setembro de 2011

Vale inicia duplicação da Estrada de Ferro Carajás

06/09/2011 - Revista Ferroviária

A Vale iniciou a duplicação da Estrada de Ferro Carajás nos trechos das cidades maranhenses de Santa Rita, Itapecuru Mirim, Bom Jesus das Selvas, Açailândia e Cidelândia; e na paraense, Marabá. Estão sendo efetuadas obras de terraplanagem, drenagem, construção de obras de arte especiais (bueiros, passagens de gado, passagens de veículos, etc), superestrutura. Também estão sendo instalados rabichos ferroviários, infraestrutura de sinalização, energia e telecomunicações.

Os trechos receberam a liberação do Ibama em dezembro de 2010. Atualmente, a Vale está realizando estudos complementares para a liberação dos demais trechos para obras. A mineradora não informou os prazos das obras, que estão sendo executadas pela Odebrecht.

A Estrada de Ferro Carajás tem 892 km e a expansão consiste na duplicação de 625 km de trechos da ferrovia nos estados do Maranhão e Pará. A nova linha está sendo construída na mesma faixa da linha principal. Além disso, está sendo feita a modernização do sistema de sinalização ferroviária, telecomunicações e energia da EFC.

O projeto faz parte do Programa Capacitação Logística Norte da Vale para o transporte de 230 milhões de toneladas ao ano (mtpa) a partir de 2014. No ano passado, a ferrovia transportou 104 milhões de toneladas. Para atingir sua meta de crescimento, a companhia está expandindo as estruturas no Terminal Portuário de ponta da Madeira, da Estrada de Ferro Carajás e irá construir um ramal ferroviário de 100 km ligando a mina de Canaã dos Carajás à EFC, em Parauapebas.

A ampliação da ferrovia está sendo feita para atender a demanda da mina de Carajás e, futuramente, o projeto Serra Sul, com capacidade estimada em 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. O projeto ainda está sujeito a licenças ambientais e aprovação do conselho de administração da Vale.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ceará libera 40% das terras para Transnordestina

15/09/2011 - G1

O Governo do Ceará anunciou nesta quinta-feira (15) que o estado liberou 210 quilômetros contínuos para a colocação de trilhos da Transnordestina. No total, os trilhos do empreendimento do Governo Federal – que liga Pernambuco ao Piauí, cruzando o Ceará - ocupará 525 quilômetros de terras cearenses.

De acordo com o Governo do Estado, a Justiça concedeu imissão de posse na faixa de outros 240 quilômetros ao longo da Transnordestina, onde famílias serão desapropriadas. A empresa Transnordestina Logística S.A (TLSA) é a responsável pela construção da ferrovia, que corta parte do Nordeste em mais de 1700 quilômetros.

As desapropriações no Ceará são realizadas pela Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), em parceria com a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) e a Procuradoria Geral do Estado.

Governo quer concluir ferrovia Transnordestina até 2013, diz Dilma
Em três segmentos da obra no Ceará estão liberadas as terras para a empresa responsável dar início às obras de implementação da ferrovia. Entre os municípios de Missão Velha e Lavras da Mangabeira, foi executado o desmatamento de 20 quilômetros.

Para as desapropriações no Ceará foi celebrado convênio entre Estado e união no valor de R$ 14.833.383,93, dos quais R$ 13.350.048,24 a serem liberados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e R$ 1.483.338,68 de contrapartida do Estado. A implantação da Ferrovia Transnordestina prevê investimento de R$ 6,5 bilhões.

Para o Governo do Estado, a construção da ferrovia permitirá a integração da estrutura produtiva do Nordeste com as demais regiões brasileiras.



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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ALL finaliza em outubro mais 112 km da Ferronorte

15/09/2011 - Revista Ferroviária

A América Latina Logística (ALL) deve finalizar na segunda quinzena de outubro mais 112 km da Ferronorte, entre Alto Araguaia e Itiquira, na região sul de Mato Grosso. A expectativa da concessionária é concluir a obra e receber em novembro a licença de operação, concedida pelo Ibama.

Segundo o gerente de projetos de infraestrutura da ALL, Thiago Fiori, os outros 148 km da Ferronorte, entre Itiquira e Rondonópolis, devem estar concluídos no final de 2012. A operadora aguarda a licença de instalação do Ibama para iniciar as obras.  60% das obras da Ferronorte ficam no município de Itiquira.

Atualmente, a Ferronorte tem 74 km de ferrovia concluída, outros 120 km estão em fase de implantação de superestrutura e 58 km, em obras gerais. Em média, são implantados 1,5 km de superestrutura por dia na Ferronorte. Estão sendo utilizados 1.470 dormentes por quilômetro. A ALL montou uma fábrica de dormentes no Mato Grosso e a Comprem está fazendo a fabricação.

Na semana passada, a ALL terminou a construção de um viaduto na altura do km 84 da ferrovia, no trecho conhecido como Córrego Cabeceira Comprida, a 25 km da área urbana de Itiquira. Agora será construído um ramal até o terminal intermodal de embarque de grãos. O terminal de Itiquira fica 14 km distante do centro da cidade e está previsto para movimentar cerca de 2,5 milhões de toneladas/ano de soja, farelo de soja e milho.

Ramal de Barretos

A ALL anunciou nesta terça-feira (13/9) que fechou um acordo com a Agrovia para reativar o ramal ferroviário de Barretos (SP), um trecho de 174 km entre Araraquara e Colina. A Agrovia fará investimentos de R$ 110 milhões, incluindo a construção de um novo terminal em Barretos e melhorias no trecho ferroviário.  As obras devem durar 18 meses

O acordo é para atender a demanda da Agrovia para escoar açúcar da região de Barretos até o porto de Santos. Segundo a ALL, isso deve gerar uma movimentação adicional de 2,5 milhões de toneladas por ano de açúcar pela malha da ALL.

RF lança Anuário

15/09/2011 - Revista Ferroviária

Anuário RF é um guia do setor ferroviário brasileiro
A Revista Ferroviária lançou nesta semana, durante a semana de tecnologia da Aeamesp, o Anuário RF 2011, um guia completo do setor ferroviário de carga e passageiros do Brasil. O Anuário RF retoma uma longa série de anuários da Revista Ferroviária, publicada entre 1945 e 1980, sob o título Anuário das Estradas de Ferro.

Com 214 páginas, o guia tem informações técnicas sobre todas as formas de transporte sobre trilhos no País: ferrovias de carga, sistemas metropolitanos, metrôs, VLTs e monotrilhos.  A publicação conta com mapas, estatísticas dos últimos 10 anos, investimentos e características de todas as operadoras. O guia mostra o andamento das obras em execução e os projetos que estão sendo estudados para o setor. E conta com uma lista de fornecedores, com o nome das empresas, produtos e contatos, entre outros dados.

O Anuário RF custa R$ 99,00 e pode ser adquirido na Revista Ferroviária. Informações através do e-mail assinaturas@revistaferroviaria.com.br .

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Chineses vão estudar trecho da Ferronorte

Chineses vão estudar trecho da Ferronorte

10/09/2011 - A Gazeta

Depois da expedição Rota da Integração, em que empresários chineses percorreu a BR-163 entre Cuiabá e Santarém (PA), o grupo inicia esta semana um estudo de campo no trecho onde está prevista a construção da Ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte). O anúncio foi feito pelos próprios chineses ao governador Silval Barbosa (PMDB) e a previsão é que os trabalhos sejam realizados durante um mês. Entre as atividades está o reconhecimento do local e elaboração de cartografias.

Em reunião com o chefe do executivo estadual, o grupo de empresários da China considerou como positivo o balanço da expedição, realizada entre os dias 03 e 06 de setembro. "O feedback foi extremamente positivo e o governador de Mato Grosso tem se mostrado simpático e oferecido todo apoio", ressaltou um representante do grupo.  Os chineses são da companhia China Railway Engineering Corporation (CREC) com a qual foi assinado o protocolo de intenções quando o governador visitou a China.

 A estatal chinesa, que já assinou o protocolo de intenções para realizar a obra, é responsável na China pela construção de mais de 90 mil km de ferrovia já instalados naquele país.  A princípio, a concessão da malha Ferronorte foi concedida a partir de Santos a Santarém e Porto Velho (RO).

A empresa América Latina Logística (ALL), que detinha a concessão, desistiu do trecho de Rondonópolis-Cuiabá e de Cuiabá-Santarém e Cuiabá-Porto Velho. A construção do trecho Rondonópolis-Cuiabá já está definida e os estudos de impacto ambiental vão começar, em uma parceria entre a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A expedição contou com a participação de representantes de entidades ligadas ao agronegócio mato-grossense.



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domingo, 11 de setembro de 2011

Governo pode retomar quase 1.700 km de ferrovias
Publicado: domingo, 11 de setembro de 2011
Segundo o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, as propostas ainda serão estudadas.


Por Renée Pereira, estadao.com.br

Quase 1.700 quilômetros de ferrovias - praticamente uma Transnordestina - podem voltar para as mãos do governo federal. Na semana passada, as empresas que administram a malha nacional entregaram à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) os projetos de recuperação de 33 trechos abandonados, que somam 5,5 mil quilômetros de estrada de ferro.

Em seis trechos, as companhias não encontraram viabilidade econômica para restauração.

Segundo o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, as propostas ainda serão estudadas. Em caso positivo, a agência poderá fazer novos leilões de concessão das áreas. Entre elas estão dois trechos da antiga Transnordestina, administradas pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), uma da América Latina Logística (ALL) e uma da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controlada da Vale. Em alguns casos, as companhias podem ter de indenizar a União, de acordo com o diretor-geral da ANTT.

Nos demais 27 trechos, as concessionárias apresentaram plano para reativação dos ramais. Um deles é o da América Latina Logística (ALL), entre Pradópolis e Colina, em São Paulo, num total de 131 km. A recuperação das áreas vai elevar a capacidade da ferrovia brasileira. De acordo com dados da ANTT, apenas 10% da malha de 28 mil quilômetros é plenamente usada.

Fonte: O Estadão

sábado, 10 de setembro de 2011

Dia 12 tem audiência pública em Valinhos sobre o trem da CPTM
Publicado: quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Na semana passada a audiência foi realizada em Louveira com a presença de diversas autoridades


Na próxima segunda-feira, dia 12, às 19 horas, no Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara Municipal, a terceira Audiência Pública do Movimento que está reivindicando a extensão do Trem da CPTM até Campinas. A Audiência está sendo organizada pelo Sindicato dos Ferroviários em Empresas Ferroviárias Paulistas e em Valinhos conta com o apoio do vereador Lourivaldo Messias de Oliveira, o Lorival (PT).

A primeira Audiência foi realizada no final de agosto em Campinas e a intenção é mobilizar toda população das cidades de Campinas, Valinhos, Vinhedo e Louveira para que cobre do Governo Estadual o prolongamento por mais 40 quilômetros do trem da CPTM que atualmente liga São Paulo a Jundiaí. O percurso com parada prevista nas quatro cidades levaria em média 1h20 entre Campinas e São Paulo.

Na semana passada a audiência foi realizada em Louveira com a presença de diversas autoridades, incluindo o vereador Lorival e o prefeito Marcos José da Silva (PMDB).  As pessoas que estão participando das audiências públicas estão cobrando investimentos na malha ferroviária, que precisa de reparos ao longo deste novo trecho e a eletrificação para que os trens possam voltar a circular. “É um meio de transporte coletivo que trará inúmeros benefícios para a região, especialmente para quem trabalha em São Paulo”, afirma Lorival.

Durante o Desfile de Sete de Setembro, Lorival e sua equipe estiveram coletando assinaturas num abaixo-assinado que será entregue ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) reivindicando a extensão do Trem da CPTM até Campinas. “O interesse na retomada e desenvolvimento do transporte ferroviário deve ser de toda a sociedade”, finalizou Lorival.

Confira as fotos da coleta do abaixo-assinado em Valinhos

Fonte: Câmara Municipal de Valinhos

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Obra não deve eliminar todos os trens de carga em SP

07/09/2011 - Via Trólebus

O Ministério dos Transportes espera que, até 2014, sairá do papel o projeto de construção do Ferroanel de São Paulo. Os governos estadual e federal já firmaram acordo, que devem assinar nos próximos dias o protocolo da obra, inicialmente avaliada em R$ 1 bilhão, com 66 quilômetros. A ferrovia pode acompanhar o traçado do Trecho Norte do Rodoanel. Um dos benefícios do Ferroanel, é eliminar ao máximo a passagem dos trens de carga que seguem para o interior ou em direção a Santos, no litoral, e usam os trilhos da CPTM trafegando pelo centro da capital paulista.  

No entanto, segundo o professor da Poli Usp, Jaime Vaisman em entrevista a rádio Jovem Pan, não serão eliminados todos os trens de carga, já que algumas empresas que estão dentro da malha da CPTM ainda utilizam os trilhos o transportes de mercadorias. Segundo o professor, o Ferroanel deve reduzir na ordem de 80 a 90% o fluxo de cargueiros na cidade de São Paulo.


Renato Lobo é Técnico em Transporte Sobre Pneus e Transito Urbano.

Estado de SP e União decidem tirar Ferroanel da gaveta

06/09/2011 - ABIFER

Tantas idas e vindas atrasaram em mais de dez anos a execução do Ferroanel. Agora, diferentemente do que ocorreu no passado, todas as esferas de governo estão alinhadas.

Escrito por Valor Econômico

Sob o risco de colapso no transporte de cargas pela maior região metropolitana do país, a presidente Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin começaram a destravar as negociações em torno do Ferroanel de São Paulo, tido como projeto estratégico do setor ferroviário.

As equipes de Dilma e de Alckmin chegaram a um difícil consenso e decidiram retomar a ideia original do Ferroanel: a construção de um trecho de 66 quilômetros entre Campo Limpo Paulista (por onde passam os trens vindos de Campinas) e Engenheiro Manoel Feio (a caminho do porto de Santos). Trata-se do chamado Tramo Norte. Diferentemente da versão anterior, no entanto, o novo projeto deverá seguir o traçado do Rodoanel Norte, a partir da estação Perus.

Ainda falta muito para o início das obras, mas o processo de licenciamento ambiental poderá tramitar junto com o do trecho norte do Rodoanel. Calcula-se que cerca de 80% do traçado do Ferroanel acompanhará o anel rodoviário, que tem uma previsão de 150 metros de faixa de domínio (área de reserva nas laterais que evitam sua ocupação desordenada). Para o licenciamento ambiental, estuda-se estender a faixa de domínio em mais 30 metros, dando espaço para a instalação dos trilhos. Sabe-se que haverá a necessidade de túneis e viadutos, já que as obras vão atravessar a Serra da Cantareira.

Com isso, o governo federal e o de São Paulo pretendem resolver a convivência cada vez mais tumultuada entre os trens de cargas e de passageiros. Hoje, as composições de cargas da MRS Logística - concessionária que atua na região - só podem atravessar a Grande São Paulo durante as janelas de ociosidade nas operações de passageiros da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM).

A novidade não vem apenas do setor público. Pela primeira vez, a própria MRS admite financiar - ainda que parcialmente - a obra, orçada em mais de R$ 1 bilhão. Sem detalhar a equação financeira do projeto, o presidente da empresa, Eduardo Parente, diz que há disposição da MRS em liberar recursos para o Ferroanel e propõe, em troca, uma extensão do contrato de concessão, que expira em 2026.

De acordo com o executivo, a construção do anel ferroviário tornaria viável o maior uso dos trilhos para o transporte de produtos como soja e açúcar para Santos. "De 2,5 milhões de TEUs (contêineres equivalentes a 20 pés) que chegam ao porto, por ano, só 80 mil são transportados por ferrovias. Com o Ferroanel, esse volume pode aumentar facilmente para 1,5 milhão de TEUs. Dá para tirar, tranquilamente, 5 mil caminhões por dia de circulação da cidade de São Paulo", assegura Parente.

A volta ao projeto original aposenta a ideia de construir uma passagem subterrânea para cruzar o centro da capital. Essa solução, apelidada de "mergulhão" pelas autoridades que discutiam o assunto, incluía um túnel de dois a três quilômetros de extensão nas regiões da Luz e do Brás. Ela complementava o projeto de duplicação das vias, na região sul da Grande São Paulo, compartilhadas hoje por cargas e passageiros. Aproveitando a faixa de domínio desocupada da ferrovia já existente, segregava as duas redes e dava uma solução mais barata - estimava-se R$ 800 milhões - ao problema, mas mantinha outro: cargas pesadas continuariam passando por áreas densamente povoadas. Por isso, o prefeito Gilberto Kassab vetou a ideia com veemência, o que a jogou dentro da gaveta.

A segunda alternativa, agora descartada, previa a construção do Tramo Sul do Ferroanel, entre Evangelista de Souza e Rio Grande da Serra. Para a MRS, era uma obra de pouca eficiência logística. O governo federal também a via com desconfiança. Para o governo de São Paulo, no entanto, era uma obra que permitia escoar alguma carga vinda do interior paulista pelo porto de Santos, sem dar ao transportador a opção de seguir por trilhos rumo a Itaguaí (RJ), visto como concorrente do porto paulista.

Tantas idas e vindas atrasaram em mais de dez anos a execução do Ferroanel. Agora, diferentemente do que ocorreu no passado, todas as esferas de governo estão alinhadas. As divergências internas que havia no governo de José Serra (2007-2010) também foram superadas. "Há um clima de entendimento", afirma Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Se já existe consenso em torno da escolha pelo Tramo Norte do Ferroanel, a equação financeira do projeto ainda não tem uma definição. Figueiredo vê com cautela a sugestão da MRS de desembolsar recursos próprios para a obra, em troca de prorrogação da concessão. "É uma possibilidade, mas não é a única, nem é a possibilidade que consideramos em primeiro lugar", diz.

A consultoria francesa Logit foi contratada para fazer um estudo sobre a demanda de cargas que podem passar pelo Ferroanel. Em 2007, um relatório do BNDES mantido sob reserva pelo governo considerou a obra "urgente" e classificou o compartilhamento da malha ferroviária na região metropolitana de São Paulo como "um dos maiores gargalos logísticos do país".

O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, adverte que a situação só vai piorar. "A partir de 2015, e portanto nos restam apenas quatro anos, teremos ainda mais dificuldades para arrumar janelas para a operação de cargas na Grande São Paulo", diz. Ele explica: todas as linhas da CPTM estarão operando com intervalo inferior a quatro minutos entre cada trem de passageiros. "Algumas ficarão, inclusive, abaixo de três minutos."

Hoje, a maioria das linhas tem entre cinco e seis minutos de intervalo entre as composições. Com isso, sobram 12 janelas de ociosidade para as operações de cargas da MRS, em duas faixas de horário: das 9h às 15h, e depois das 21h às 3h. É impossível ampliar essas faixas porque os trens de cargas são muito lentos e pesados, e a operação concomitante com as composições de passageiros fica inviável.

Há quatro anos, quando estudou o assunto, o BNDES estimou que a demanda de transporte de cargas ferroviárias no Ferroanel passaria de 52,8 milhões de toneladas para 99,4 milhões de toneladas em 2023. Há forte potencial para mercadorias como soja, açúcar, álcool, areia e fertilizantes. A MRS diz que a construção do Tramo Norte permitiria o uso de contêineres "double deck", que duplicam a capacidade de transporte sobre trilhos.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Tribunal de Contas ordena que estatal pare obra de ferrovia
Publicado: segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Por nota, a Valec afirmou que ainda não foi notificada oficialmente da decisão

Imersa desde o início na crise dos Transportes, que resultou na saída do então ministro Alfredo Nascimento e de uma série de funcionários de outros órgãos, a estatal de ferrovias Valec teve, na quarta-feira, nova determinação de paralisação de obras por irregularidades encontradas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Segundo o tribunal, são quatro os lotes da Fiol (Ferrovia Oeste-Leste) --que liga a cidade Ilhéus a Barreiras, ambas na Bahia-- que devem ter suas obras paradas.

Esses trechos estão orçados em R$ 2 bilhões.

Por nota, a Valec afirmou que "ainda não foi notificada oficialmente da decisão" e que, quando for, tomará as devidas providências.

Para o relator do processo, ministro Weder de Oliveira, os projetos básicos estão desatualizados.

Somente em um lote, metade do traçado deverá ser mudado por causa dessa desatualização.

Apesar de estar ainda no início, o tribunal de contas calcula que a obra já tem um prejuízo de R$ 21 milhões.

Somente em um caso, 230 mil grampos elásticos foram pagos por R$ 2 milhões e o material não foi entregue.

Interinidade

Em junho, quando denúncias sobre irregularidades nos Transportes iniciaram a chamada "faxina" no governo da presidente Dilma Rousseff, o então diretor da estatal, José Francisco das Neves, o Juquinha, foi um dos primeiros a perder o cargo.

Ele havia sido indicado pelo PR, partido do ex-ministro Alfredo Nascimento.

Antonio Felipe Sanchez Costa, que era diretor administrativo, assumiu a presidência interinamente.

Quase três meses depois da troca de cargos, Costa permanece na presidência de forma interina, e o governo federal ainda não indicou um nome para substituí-lo de forma definitiva.

Fonte: Portos e Logística
Estado de SP e União decidem tirar Ferroanel da gaveta
Publicado: terça-feira, 6 de setembro de 2011
Tantas idas e vindas atrasaram em mais de dez anos a execução do Ferroanel. Agora, diferentemente do que ocorreu no passado, todas as esferas de governo estão alinhadas.

Escrito por Valor Econômico

Sob o risco de colapso no transporte de cargas pela maior região metropolitana do país, a presidente Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin começaram a destravar as negociações em torno do Ferroanel de São Paulo, tido como projeto estratégico do setor ferroviário.

As equipes de Dilma e de Alckmin chegaram a um difícil consenso e decidiram retomar a ideia original do Ferroanel: a construção de um trecho de 66 quilômetros entre Campo Limpo Paulista (por onde passam os trens vindos de Campinas) e Engenheiro Manoel Feio (a caminho do porto de Santos). Trata-se do chamado Tramo Norte. Diferentemente da versão anterior, no entanto, o novo projeto deverá seguir o traçado do Rodoanel Norte, a partir da estação Perus.

Ainda falta muito para o início das obras, mas o processo de licenciamento ambiental poderá tramitar junto com o do trecho norte do Rodoanel. Calcula-se que cerca de 80% do traçado do Ferroanel acompanhará o anel rodoviário, que tem uma previsão de 150 metros de faixa de domínio (área de reserva nas laterais que evitam sua ocupação desordenada). Para o licenciamento ambiental, estuda-se estender a faixa de domínio em mais 30 metros, dando espaço para a instalação dos trilhos. Sabe-se que haverá a necessidade de túneis e viadutos, já que as obras vão atravessar a Serra da Cantareira.

Com isso, o governo federal e o de São Paulo pretendem resolver a convivência cada vez mais tumultuada entre os trens de cargas e de passageiros. Hoje, as composições de cargas da MRS Logística - concessionária que atua na região - só podem atravessar a Grande São Paulo durante as janelas de ociosidade nas operações de passageiros da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM).

A novidade não vem apenas do setor público. Pela primeira vez, a própria MRS admite financiar - ainda que parcialmente - a obra, orçada em mais de R$ 1 bilhão. Sem detalhar a equação financeira do projeto, o presidente da empresa, Eduardo Parente, diz que há disposição da MRS em liberar recursos para o Ferroanel e propõe, em troca, uma extensão do contrato de concessão, que expira em 2026.

De acordo com o executivo, a construção do anel ferroviário tornaria viável o maior uso dos trilhos para o transporte de produtos como soja e açúcar para Santos. "De 2,5 milhões de TEUs (contêineres equivalentes a 20 pés) que chegam ao porto, por ano, só 80 mil são transportados por ferrovias. Com o Ferroanel, esse volume pode aumentar facilmente para 1,5 milhão de TEUs. Dá para tirar, tranquilamente, 5 mil caminhões por dia de circulação da cidade de São Paulo", assegura Parente.

A volta ao projeto original aposenta a ideia de construir uma passagem subterrânea para cruzar o centro da capital. Essa solução, apelidada de "mergulhão" pelas autoridades que discutiam o assunto, incluía um túnel de dois a três quilômetros de extensão nas regiões da Luz e do Brás. Ela complementava o projeto de duplicação das vias, na região sul da Grande São Paulo, compartilhadas hoje por cargas e passageiros. Aproveitando a faixa de domínio desocupada da ferrovia já existente, segregava as duas redes e dava uma solução mais barata - estimava-se R$ 800 milhões - ao problema, mas mantinha outro: cargas pesadas continuariam passando por áreas densamente povoadas. Por isso, o prefeito Gilberto Kassab vetou a ideia com veemência, o que a jogou dentro da gaveta.

A segunda alternativa, agora descartada, previa a construção do Tramo Sul do Ferroanel, entre Evangelista de Souza e Rio Grande da Serra. Para a MRS, era uma obra de pouca eficiência logística. O governo federal também a via com desconfiança. Para o governo de São Paulo, no entanto, era uma obra que permitia escoar alguma carga vinda do interior paulista pelo porto de Santos, sem dar ao transportador a opção de seguir por trilhos rumo a Itaguaí (RJ), visto como concorrente do porto paulista.

Tantas idas e vindas atrasaram em mais de dez anos a execução do Ferroanel. Agora, diferentemente do que ocorreu no passado, todas as esferas de governo estão alinhadas. As divergências internas que havia no governo de José Serra (2007-2010) também foram superadas. "Há um clima de entendimento", afirma Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Se já existe consenso em torno da escolha pelo Tramo Norte do Ferroanel, a equação financeira do projeto ainda não tem uma definição. Figueiredo vê com cautela a sugestão da MRS de desembolsar recursos próprios para a obra, em troca de prorrogação da concessão. "É uma possibilidade, mas não é a única, nem é a possibilidade que consideramos em primeiro lugar", diz.

A consultoria francesa Logit foi contratada para fazer um estudo sobre a demanda de cargas que podem passar pelo Ferroanel. Em 2007, um relatório do BNDES mantido sob reserva pelo governo considerou a obra "urgente" e classificou o compartilhamento da malha ferroviária na região metropolitana de São Paulo como "um dos maiores gargalos logísticos do país".

O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, adverte que a situação só vai piorar. "A partir de 2015, e portanto nos restam apenas quatro anos, teremos ainda mais dificuldades para arrumar janelas para a operação de cargas na Grande São Paulo", diz. Ele explica: todas as linhas da CPTM estarão operando com intervalo inferior a quatro minutos entre cada trem de passageiros. "Algumas ficarão, inclusive, abaixo de três minutos."

Hoje, a maioria das linhas tem entre cinco e seis minutos de intervalo entre as composições. Com isso, sobram 12 janelas de ociosidade para as operações de cargas da MRS, em duas faixas de horário: das 9h às 15h, e depois das 21h às 3h. É impossível ampliar essas faixas porque os trens de cargas são muito lentos e pesados, e a operação concomitante com as composições de passageiros fica inviável.

Há quatro anos, quando estudou o assunto, o BNDES estimou que a demanda de transporte de cargas ferroviárias no Ferroanel passaria de 52,8 milhões de toneladas para 99,4 milhões de toneladas em 2023. Há forte potencial para mercadorias como soja, açúcar, álcool, areia e fertilizantes. A MRS diz que a construção do Tramo Norte permitiria o uso de contêineres "double deck", que duplicam a capacidade de transporte sobre trilhos.

Fonte: ABIFER
MRS investe em três projetos para reduzir gargalos
Publicado: terça-feira, 6 de setembro de 2011
Há cerca de um mês, a MRS começou as obras de segregação das vias de cargas e de passageiros em um trecho de 12 quilômetros entre Itaquaquecetuba e Suzano

A MRS Logística, concessionária de ferrovias que opera 1,7 mil quilômetros de trilhos em três Estados, está investindo R$ 272 milhões em três projetos na região metropolitana de São Paulo, que ajudarão a desafogar o tráfego ferroviário de cargas, hoje comprometido pelas limitações das linhas de passageiros. É uma primeira intervenção para diminuir os gargalos na região, que só vão se resolver definitivamente com a construção do Ferroanel.

O principal investimento, de R$ 140 milhões, é na modernização da cremalheira na Serra do Mar, entre Cubatão e Paranapiacaba. A cremalheira é um sistema no qual um terceiro trilho, dentado, é implantado entre os dois trilhos normais de uma ferrovia.

Ela é usada para permitir às locomotivas superar inclinações muito fortes. O trecho da Serra do Mar tem rampas com inclinação de 10% - sobe-se um metro a cada dez percorridos. Um sistema semelhante existe no trem de acesso ao Corcovado, no Rio.

Com dez quilômetros de extensão, a cremalheira vem trabalhando com tecnologia ultrapassada e máquinas fabricadas pela japonesa Hitachi há quase 40 anos. Ela transporta produtos como celulose da Votorantim e minério de ferro para abastecer a Usiminas (antiga Cosipa). Hoje, a cremalheira carrega 7 milhões de toneladas por ano, em ambos os sentidos. Quando a modernização estiver concluída, aumentará o volume para 14 milhões de toneladas por ano, em cada um dos sentidos.

Há cerca de um mês, a MRS começou as obras de segregação das vias de cargas e de passageiros em um trecho de 12 quilômetros entre Itaquaquecetuba e Suzano, liberando os trilhos da CPTM. É um investimento de R$ 120 milhões, com conclusão prevista para o quarto trimestre de 2012.

Em outro investimento, a MRS fez uma parceria com a Contrail para construir um terminal intermodal de cargas em Cubatão, que inclui a remoção da favela de Conceiçãozinho. O terminal será construído e operado pela Contrail, enquanto as linhas férreas ficam a cargo da MRS. A empresa quer implantar "double deck", formando composições com o empilhamento de dois contêineres, um sobre o outro.

Com operações previstas para o início de 2012, o terminal ficará em um terreno ao lado da antiga Cosipa, na descida da cremalheira, em Cubatão. Ele permitirá elevar o transporte de cargas ao porto de Santos dos atuais 80 mil para 330 mil TEUs (contêineres equivalentes a 20 pés), acredita a MRS.

Fonte: Valor Econômico   

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Chineses têm interesse em ferrovia Santarém-Cuiabá

05/09/2011 - Diário do Pará

Os governos do Pará e do Mato Grosso deram ontem um passo importante para realizar o sonho da integração logística Norte e Centro-Oeste a partir do eixo da BR-163, a rodovia Santarém-Cuiabá. O governador do Pará, Simão Jatene, encontrou ontem com o governador do Mato Grosso, Sinval Barbosa, no distrito de Castelo dos Sonhos, no município de Altamira, e à margem da rodovia.

O encontro faz parte da “Rota da Integração”, um movimento que une os governos dos dois Estados e que está levando um grupo de empresários chineses a percorrer a BR-163, com o objetivo de avaliar a possibilidade econômica de implantação de uma ferrovia acompanhando o traçado da rodovia.

“O governo do Pará tem todo o interesse em ser parceiro neste investimento que vai possibilitar a criação de um novo caminho para o escoamento da produção brasileira, desafogando os portos já congestionados das regiões Sul e Sudeste, reduzindo custos logísticos e, principalmente, abrindo novas perspectivas econômicas para os municípios do Pará e do Mato Grosso localizados às margens do eixo da BR-163”, afirmou Jatene.

Em Castelo dos Sonhos, os dois governadores participaram da abertura da terceira “Festa do Boi no Rolete” promovida pela associação de produtores rurais do distrito. “A BR-163 é a espinha dorsal da logística nesta região e é fundamental para o escoamento da soja do Centro Oeste pelo porto de Santarém. Temos um compromisso da presidente Dilma de que os recursos para a conclusão da rodovia já estão assegurados. Agora, estamos prospectando junto com o governo do Pará esse grande projeto que é a de construção de uma ferrovia e a China já demonstrou interesse em participar desse investimento junto conosco”, afirmou o governador Sinval Barbosa.

Interesse

O grupo interessado é o China Railway Engineering Corporation (CREC) responsável pela construção e administração de perto de 45 mil quilômetros dos 90 mil quilômetros de ferrovias existentes na China.

Para Simão Jatene, as populações que vivem à margem da BR-163 são exemplo bem-sucedido de determinação. “É uma gente que se dispôs a enfrentar e superar desafios”, afirmou, acrescentando que o governo do Mato Grosso é um grande parceiro. “Vivemos hoje um momento histórico e não serão os limites territoriais, as diferenças de cor, raça ou credo ou as diferenças partidárias que nos servirão de empecilho para enfrentar com projetos consistentes a pobreza e a desigualdade que existem nos dois Estados”, disse Jatene.

O governador do Pará também fez questão de ressaltar que a conclusão do asfaltamento da BR-163 é uma dívida do Brasil com o Pará e com o Mato Grosso. “O Brasil precisa nos ver com um novo olhar. É preciso que sejamos respeitados como membros dessa Federação. Nós aqui na Amazônia somos capazes de fazer desenvolvimento com sustentabilidade sim e o programa Municípios Verdes desenvolvido pelo Pará é um exemplo disso. Nós sabemos como fazer”, disse Jatene.

Compromissos

O governador do Pará aproveitou a passagem por Castelo dos Sonhos para cumprir alguns compromissos assumidos durante a campanha, como a entrega de uma viatura para a Polícia Civil, que passará a contar com um delegado permanentemente no local, e outra para a Polícia Militar que atua no distrito.

Jatene assinou convênio com a Prefeitura de Altamira que permitirá a aquisição de um veículo com tração nas quatro rodas para ser adaptado como ambulância e utilizado pelo posto de saúde de Castelo dos Sonhos. O governador também anunciou a construção de um hospital e de uma unidade integrada de policiamento em Castelo dos Sonhos. “Também vamos, da forma mais rápida possível, colaborar para que a Prefeitura de Altamira possa contratar mais um médico e mais uma enfermeira para atuarem no posto de saúde que já existe no distrito”, afirmou Jatene.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

 Notícias da Imprensa

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Por soja, China fará “logística” no Brasil

01/09/2011 - Folha de S. Paulo

Modernas rodovias cortam as áreas agrícolas chinesas. Das estradas, pode-se ver a concentração de guindastes em vários desses campos.

A agricultura perde espaço para as indústrias, que exigem também a formação de novos bairros residenciais. Essa redução de área agrícola pode estar próxima de 100 mil hectares por ano, segundo algumas avaliações.

Industrialização crescente e elevação de renda da população colocam novos consumidores no mercado. Como a produção de importantes produtos para o país, como o milho, evolui 3% ao ano, mas o consumo cresce 5%, o país terá um gargalo à frente.

Cientes da demanda crescente por alimentos, os chineses miram o Brasil. Depois de várias tentativas de participação no mercado brasileiro, que foram da produção própria à compra direta de grãos dos agricultores, aprenderam que o "custo Brasil" exige uma tática diferente.

Agora, os chineses dão sinais de que, para ter a garantia de alimentos, devem formar empresas com brasileiros na área de logística, portos, transportes etc.

Foi o que manifestaram a produtores da Aprosoja (que reúne produtores de soja e de milho de Mato Grosso), que estiveram em visita àquele país asiático há uma semana.

A necessidade chinesa é grande, e o Brasil deve se aproveitar desse apetite. É hora, no entanto, de o país não colocar apenas a matéria-prima nas negociações, mas também produtos de maior valor agregado.

As metas das empresas chinesas são ambiciosas.

O grupo Hope Full, que fornece 60% do óleo de soja de Pequim e tem moagem de 3 milhões de toneladas de soja por ano, se prepara para moer 8 milhões. É um dos interessados em investir em logística no Brasil.

A Shiyang Group, criada como produtora de ração, entrou em toda a cadeia de carnes, da produção ao varejo. Deve faturar 6 bilhões de yuans em 2014 (R$ 1,5 bilhão).
Para chegar aos supermercados chineses, essas empresas passam pelo fornecimento de grãos do Brasil.