terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Dilma sanciona Sistema Nacional de Viação

18/01/2011 - O Impacto

A primeira lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff instituiu o Sistema Nacional de Viação, que manteve projetos do extinto Plano Nacional de Viação, onde estavam incluídas duas novas ferrovias no Pará.

Publicada no Diário Oficial da União da semana passada, a Lei 12.379 criou o Sistema Nacional de Viação (SNV), substituindo o antigo Plano Nacional de Viação. Dilma vetou sete anexos, que descreviam as rodovias, hidrovias e ferrovias em todo o país. Porém, manteve a descrição do antigo PNV, que teve duas ferrovias incluídas ainda em 2008, em medida provisória aprovada pelo Congresso.

O Ministério dos Transportes, no entanto, confirma que ainda vai analisar essa descrição, que possui projetos para todo o país. “O SNV está vigente com os anexos do extinto PNV e será objeto de análise para atualização. O SNV não é um plano de investimentos, pois se constitui em um instrumento de política pública indicativo e não obrigatório”, afirma por meio de nota a assessoria de comunicação do Ministério.






Milho do Centro-Oeste chega ao Itaqui pela Ferrovia Norte-Sul

18/01/2011 - O Estado do Maranhão

A Vale realizou o primeiro embarque de milho pelo Píer II, localizado no Porto do Itaqui. A carga, de cerca de 40 mil toneladas, que seguiu para a Espanha, é proveniente da região do Xingu, no Mato Grosso, e foi transportada até o porto de São Luís pela Ferrovia Norte-Sul (FNS). Este transporte representa uma nova opção de escoamento de grãos produzidos na região Centro-Oeste e que já estão sendo transportados pela ferrovia. A operação portuária foi concluída na semana passada.

"Atualmente, o milho produzido no Mato Grosso é transportado, principalmente, pelos corredores de Santos (SP), Paranaguá (PR) ou Vitória (ES). Este embarque representa a confiança do cliente e a competitividade na logística do corredor Norte, e é uma indicação ao mercado de que esta nova alternativa logística para o milho é viável e vai incentivar o aumento de produção desta cultura no nordeste do Mato Grosso", avaliou o gerente comercial da Vale, Ney Fontes.

A carga, que pertence à Bunge - um dos principais clientes da logística de carga geral da Vale - foi embarcada via FNS no Terminal de Colinas do Tocantins, no estado do Tocantins, seguindo pelaEstrada de Ferro Carajás (EFC), que integra a FNS, até o porto em São Luís. Foram utilizados mais de 400 vagões, cada um com capacidade para 92 toneladas. Até o embarque no porto, a carga foi estocada nos silos de grãos do Terminal Portuário de Ponta da Madeira (TPPM).

O acompanhamento das equipes de manutenção, segurança e operação de carga geral do TPPM, que atuaram em conjunto com especialistas da área, garantiu que a operação fosse realizada dentro dos padrões de segurança exigidos neste tipo de embarque.

Perspectiva - De acordo com a Vale, o corredor de transporte que surgirá com a conclusão da FNS até Palmas (que terá 720 quiômetros) compreenderá os estados do Maranhão e Tocantins e ampliará, consideravelmente, a área de influência da Vale na região, com atendimento a outros estados, como Goiás, Bahia e Mato Grosso.

Além de contribuir para fomentar o agronegócio, a FNS representa uma logística competitiva para grãos (soja, arroz e milho), carnes (suína, bovina e aves), combustíveis (álcool, biodiesel, diesel e gasolina), fertilizantes, madeira, celulose e cimento. A ferrovia contribuirá também para o desenvolvimento portuário, decorrente do crescimento da movimentação de produtos exportados e importados.

Píer II - Cabe ressaltar que o Píer II, até dezembro do ano passado, movimentava apenas cargas da Vale e, pela primeira vez em mais de 15 anos, passou a operacionalizar produtos não exclusivos da mineradora, como resultado de uma negociação da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) - gestora do Porto do Itaqui - com a Vale, para melhor aproveitamento do cais que ficava ocioso em alguns períodos.

Mais

O embarque foi realizado no navio Hebei Lion, de bandeira de Hong Kong, contratado pela agência Fertimport. O navio possui 75.577 toneladas de porte bruto (DWT, da sigla em inglês). O cargueiro atracou em São Luís no dia 8 deste mês e zarpou no dia 13 com aproximadamente 40 mil toneladas de milho com destino ao mercado europeu.

Ferrovias: R$ 75 bilhões em investimentos a partir de 2011

17/01/2011 - Santos Modal - Érica Amores / Foto: Ivan Ferreira 

Em um País como o Brasil, que ainda apresenta uma matriz de transportes desequilibrada e com uma malha ferroviária que não chega nem perto do patamar de outros países de extensão territorial similar ao Brasil, fazer um balanço e prever expectativas para tal setor poderia ser tarefa pouco fácil, mas 2011 aponta um cenário diferente. Ainda que estrangulado pelos gargalos logísticos que atravancam o transporte de cargas e pelos graves problemas de mobilidade nas grandes cidades, o Brasil parece finalmente despertar para a necessidade de acelerar a expansão de sua malha ferroviária. As perspectivas de crescimento do setor, principalmente para no que diz respeito ao transporte ferroviário de cargas e à indústria são as melhores possíveis.

Para o diretor do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários, Massimo – Simefre, Massimo Giavina Bianchi, “o novo marco regulatório do setor ferroviário permitirá dar maior flexibilidade às ferrovias (com o direito de passagem) não só ao concessionário, como também aos futuros operadores que poderão utilizar a malha ferroviária e aos usuários com frota própria para transportar os seus produtos. O resultado de tudo isso será, sem dúvida, a redução das tarifas que hoje estão desproporcionais se comparadas com o frete rodoviário”, afirma.

Ainda segundo Bianchi, “com o concessionamento das malhas ferroviárias, o setor iniciou um ciclo virtuoso que lentamente foi traduzindo-se em confiabilidade e regularidade para os usuários ferroviários gerando o ressurgimento da indústria que ora, com o novo marco ferroviário haverá um incremento de fornecimento de equipamentos ferroviários”.

Para o diretor-Executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários - ANTF, Rodrigo Vilaça, que recentemente participou da feira e seminário Negócios nos Trilhos, em São Paulo (SP), “é necessário expandir a malha ferroviária brasileira de forma integrada com os diversos modos de transporte, considerando todas as regiões do País”.

Vilaça sabe bem que, em países de grandes dimensões como o Canadá, EUA e Austrália mais de 43% das cargas são transportadas em ferrovia. Na Rússia essa participação chega a 81%. Na China, por enquanto, 37%. No Brasil ainda não passa de 25%, mas já evoluiu bastante, pois há poucos anos estava em 17%.

“Nosso ritmo atual de crescimento econômico exige que o país tenha 52 mil quilômetros de trilhos, bem mais do que os atuais 28 mil quilômetros operados pelas concessionárias de transporte ferroviário”, reforça o executivo da ANTF.

Marco - O governo trabalha na criação de um novo marco regulatório para o setor ferroviário - que já deveria estar pronto, mas para poder envolver e ouvir todos os atores, as mudanças ainda não foram anunciadas e podem ficar para depois da posse da presidente eleita, Dilma Rousseff.

A proposta assinala uma separação de papéis, criando duas figuras distintas: a do gestor da malha ferroviária de um lado e dos operadores ferroviários de outro. O gestor será o responsável pela construção e administração das novas ferrovias. Para os operadores cabe a compra de capacidade de transporte para trafegar livremente suas cargas, o que amplia o espaço de atuação das atuais concessionárias de ferrovias e permite a entrada de novos atores no mercado – ponto que divide opiniões, pois nem todo mundo quer “comprar capacidade”.

O vice-presidente de Transporte Ferroviário da Câmara Brasileira de Contêineres, Transporte Ferroviário e Multimodal – CBC, Washington Soares, concorda que o projeto em andamento no Ministério da Casa Civil, se aprovado, poderá produzir melhor competitividade no setor de transporte ferroviário. “A mudança no direito de passagem de trens, em ferrovias por jurisdição do poder público, pode fomentar a concorrência em rotas onde não existe interesse de investimentos por parte dos shareholders (acionistas) das atuais concessões ferroviárias”, lembra.

Soares exemplifica dizendo que: “O operador ferroviário poderá operacionalizar com novos operadores ferroviários um trajeto da via permanente em trechos de concessão. Isto induzirá outros nichos de cargas, mesmo que aquela objeto de análise de novos projetos de transporte não seja de interesse do concessionário ferroviário ou em casos que este não deseje compartilhar os recursos de via permanente ou material rodante”. Para ele, no modelo de privatização ferroviária atual, há um monopólio operacional inato, ou seja, com a própria demanda cativa da ferrovia.

Impulso – Para o Simefre, após décadas de abandono e falta de perspectivas, o setor ferroviárionacional experimenta dias de euforia com as perspectivas de investimentos que ultrapassam a cifra de R$ 75 bilhões nos próximos anos.

Os reflexos dos novos tempos já são sentidos pelos fabricantes de equipamentos ferroviários no resultado de 2010. A indústria fabricante de vagões, por exemplo, mais que triplicará o volume de 2009.

“Começamos o ano com uma previsão de fabricar 2.500 vagões, mas – neste momento – projetamos encerrar o exercício com 3,3 mil vagões fabricados e entregues ao mercado. O volume é bastante significativo considerando que, em 2009, comercializamos apenas 1.022 vagões, devido à crise internacional”, comenta o vice-presidente do Simefre, Luiz Fernando Ferrari.

Segundo ele, alguns fatores impactaram positivamente o setor ferroviário de carga em 2010. Entre eles, o Programa de Sustentação do Investimento - PSI do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, lançado em meados de 2009 por conta da crise internacional, e prorrogado até 31 de março de 2011, que alavancou as vendas de vagões e locomotivas. “Registramos também uma reação dos mercados externos de minérios, grãos e açúcar, principalmente”, complementa.

Exportação – Devido à crise internacional, as exportações devem ser de apenas 16 vagões, ante as 32 unidades exportadas em 2009. O Dólar baixo frente ao Real tem prejudicado a competitividade da indústria ferroviária brasileira, que também sofre, como outros setores, os efeitos negativos decorrentes da elevada carga tributária. Por outro lado, os empresários da área ficam vulneráveis frente à importação, principalmente de veículos para transporte de passageiros. “Como exemplo, citamos os trens chineses adquiridos pelo Metrô do Rio de Janeiro e pela SuperVia”, frisa Ferrari.

Setor de Passageiros – A indústria de carros de passageiros está fechando o ano dentro das estimativas previstas no final de 2009. Existe, obviamente, uma variação natural com projetos entrando e saindo de produção, mas o segmento está operando em sua normalidade.

Em 2010, o setor deverá fabricar 421 carros de passageiros, dos quais 41 deverão ser exportados. O desempenho ficará um pouco abaixo do resultado do ano passado, quando foram produzidos 434 carros de passageiros, dos quais foram exportadas 374 unidades. Hoje a indústria atingiu melhor equilíbrio entre pedidos internos e de exportação, destacando-se no momento o mercado nacional, que nos últimos anos teve grande investimento em transporte de passageiros sobre trilhos.

Os empresários do setor estão confiantes em relação aos próximos anos, tomando como base a declaração do ministro das Cidades, Marcio Fortes, durante o Encontrem 2010. Na ocasião, o ministro disse que o PAC 2 vai liberar recursos da ordem de R$ 18 bilhões e que 50% deverão ser utilizados para atender o sistema metroviário. “Recebemos a declaração como uma valorização do sistema metroferroviário por parte do Governo Federal”, pontua Ferrari.

No entender do vice-presidente do SIMEFRE, com um novo ciclo político se iniciando, a indústria fabricante de carros de passageiros deve aguardar o planejamento do novo Governo, mas as expectativas são de mais investimentos. Primeiramente, pela demanda crescente nas grandes capitais, o que torna o investimento prioritário, e também por conta do fato que o Brasil sediará a Copa de 2014 e o Rio de Janeiro, os Jogos Olímpicos de 2016.

Locomotivas – Com capacidade instalada para fabricar mais de 100 locomotivas por ano, os fabricantes de locomotivas devem terminar 2010 com 65 unidades comercializadas, sendo 25 para exportação, ante as 22 do ano passado.

Atualmente, o setor está investindo para dobrar essa capacidade, para atender à demanda que deve continuar muito aquecida nos próximos anos. Entre os tipos oferecidos hoje pelas três empresas que atuam no mercado – GE, EIF e AmstedMaxion – estão máquinas diesel-hidráulicas e diesel-elétricas, estas últimas com 4.400 HP, de corrente alternada, que permitem uma redução de 30% no consumo de diesel.

A possível entrada da Caterpillar, através da Progress Rail/MGE, na área de fabricação de locomotivas, é extremamente benéfica, de acordo com o vice-presidente do SIMEFRE. “Existe espaço para todos. Com a globalização dos mercados, esta seria uma oportunidade para aumentarmos as exportações. O resultado é também positivo na maior geração de empregos e renda no País. Chegará um momento em que não será mais necessário importar locomotivas, em função do crescente índice de nacionalização”, complementa.

Carteira de pedidos – A indústria ferroviária brasileira investiu mais de R$ 1 bilhão nos últimos anos e está pronta para atender à demanda cada vez maior. No momento possui uma carteira de encomendas de 1.200 carros de passageiros, 150 locomotivas e 9.000 vagões para os próximos dois anos, além de serviços de reparação e modernização de vagões, locomotivas e carros de passageiros.

Perspectivas – Os empresários do setor projetam colocar no mercado no próximo ano cerca de 100 locomotivas, 450 carros de passageiros e 5.000 vagões. Acreditam que o crescimento deverá continuar graças ao aquecimento, ainda, dos setores de mineração, grãos, açúcar e carga geral conteinerizada. A expansão da malha ferroviária, com a incorporação de novos trechos da Ferrovia Norte-Sul, por exemplo, também deverá contribuir para esse crescimento. Na área de passageiros, a necessidade de mobilidade e acessibilidade urbanas garantirá a continuidade dos investimentos governamentais. A indústria de materiais para via permanente tem fornecido para todos os projetos de expansão das malhas em andamento, destacando-se dormentes de concreto, grampos de fixação elástica, aparelhos de mudança de via e materiais para soldagem de trilhos.

A indústria ferroviária tem uma expectativa de obter uma receita da ordem de R$ 3 bilhões em 2010, ante R$ 2,1 bilhões faturados em 2009.

Leia essa e outras matérias na edição nº 44 (Dez/Jan) da Revista Santos Modal

Instalação de fábrica no país é vista com reservas

17/01/2011 - Valor Econômico - SP - De Brasília 

Mesmo com todos os indicadores favoráveis e uma projeção de crescimento sem precedentes na próxima década, não é consenso a ideia de que o Brasil tem condições plenas para ter uma fábrica de trilhos. "Esse problema não é novo, mas a situação atual também não é desesperadora", diz Rodrigo Vilaça, da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF). 

Com a retirada dos impostos sobre a importação dos trilhos nos últimos dois anos, diz Vilaça, o mercado reagiu bem e tem mantido uma relação equilibrada. "É preciso lembrar que, ao contrário do que possa parecer, montar uma fábrica de trilhos não é algo simples. Para isso se Exige alta tecnologia, investimento pesado e, acima de tudo, garantia de que haverá demanda", afirma ele. 

Até 1996, informa Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) tinha um laminador para produção de trilhos em atividade, mas a operação foi desativada por falta de pedidos do mercado. A retomada dessas operações não é uma decisão fácil. 

Segundo José Francisco das Neves, presidente da Valec, a montagem de uma fábrica de trilhos exige investimentos da ordem de US$ 1,5 bilhão. A produção das barras de aço carbono - modelo que será comprado pela estatal - exige tratamento refinado para evitar riscos de fragilidade do material. No processo de fabricação, o trilho chega a passar, por exemplo, por um tratamento a vácuo, para eliminar a presença de hidrogênio dissolvido no aço líquido. 

O Valor apurou que o grupo Gerdau estuda a montagem de uma fábrica de trilhos no país. Procurada pela reportagem, a Gerdau Açominas confirmou, por meio de uma nota, que possui um "laminador de perfis" - equipamento de grande porte usado na fabricação - e que "atualmente está avaliando a possibilidade de produzir trilhos, considerando a nova realidade do setor ferroviário no Brasil". A companhia ponderou, no entanto, que "até o momento não há nenhuma definição."

Por meio da Valec, o governo também tem mantido conversas com multinacionais chinesas para estimular a entrada de fabricantes no Brasil, mas até agora as negociações não avançaram muito. 

O que aumenta o risco para os investidores, segundo Vicente Abate, da Abifer, é a desconfiança de que a demanda não se confirme. A Valec, que tem puxado a expansão da malha do país, precisa de material agora e já está fazendo aquisição de volumes. "Quem garante que, quando uma fábrica estiver pronta, depois de dois anos, terá mercado suficiente pela frente para pagar seus investimentos e dar lucro?", pergunta Abate.

Estima-se que um mercado passa a ser interessante para os fabricantes locais quando atinge a marca de 500 mil toneladas de trilhos por ano. O Brasil chegou a 496 mil toneladas em 2010 e neste ano a projeção é de crescimento. Ainda assim, Rodrigo Vilaça, da ANTF, prefere olhar com cautela para o cenário. "Veja que a GE faz locomotiva no Brasil há dois anos. Isso já deu certo. A produção de trilhos, no entanto, é estudada há anos, mas as empresas ainda não conseguiram fechar a conta", comenta. 

"Não acredito que isso ocorra no Brasil nos próximos cinco anos, talvez essa não seja a vocação do país", diz ele. (AB)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Valec licita 1,7 mil km de trilhos, tudo importado

17/01/2011 - Valor Econômico


A licitação da Valec se destina às malhas da Ferrovia Oeste-Leste, na Bahia, e do trecho sul da Ferrovia Norte-Sul.

A estatal Valec vai comprar 1.711 km de trilhos para novas ferrovias no país, o equivalente a uma viagem de São Paulo a Palmas. O edital divulgado prevê compras de 244 mil toneladas de trilhos no valor de R$ 807,2 milhões. Como não há produção de trilhos no Brasil, tudo será importado da Ásia ou do Leste Europeu.

O valor dessa operação explica por que a presidente Dilma manifestou há dias seu desconforto em ter de importar trilhos. Segundo fontes setoriais, dificilmente o país terá uma fábrica de trilhos a curto prazo, embora o setor viva um momento de grande expansão. A Gerdau Açominas informou ao Valor, por meio de nota, que avalia a possibilidade de produzir trilhos, "considerando a nova realidade do setor". O projeto, segundo estimativas, exigiria investimentos da ordem de US$ 1,5 bilhão.

A licitação da Valec se destina às malhas da Ferrovia Oeste-Leste, na Bahia, e do trecho sul da Ferrovia Norte-Sul. A compra de mais 1.040 km de trilhos está prevista para este ano, para a Ferrovia de Integração Centro-Oeste. O governo retirou todos os impostos sobre os trilhos: Imposto de Importação, ICMS, PIS e Cofins. Mesmo assim, uma tonelada de trilhos custa US$ 860, enquanto a tonelada de minério de ferro exportada pelo país sai por US$ 130.

Valec prevê mais compras neste ano

Uma segunda ordem de compra de malha ferroviária já está em gestação na Valec e, ainda neste ano, a empresa vai adquirir mais 1.040 km de trilhos. São cerca de 140 toneladas de aço, com preço estimado em mais R$ 400 milhões. A estrada de ferro, segundo o presidente da estatal, José Francisco das Neves, será usada para iniciar as obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), também conhecida como a "ferrovia da soja".

A Fico começa em Campinorte (GO), onde se integra à Ferrovia Norte-Sul e parte rumo a Mato Grosso, até chegar a Lucas do Rio Verde. A preparação do traçado, segundo Neves, deve começar até abril. Para este trecho, o investimento previsto é de R$ 4,1 bilhões, recurso incluído nas contas do PAC. Uma segunda fase da obra seguirá de Lucas do Rio Verde até Vilhena (RO). São mais 598 km de estrada, que exigirão R$ 2,3 bilhões de investimento. No pico das obras, estima-se que a obra deverá envolver 20 mil trabalhadores.

A Fico aguarda a emissão de licença prévia, documento que será emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). A empresa de desenvolvimento de projetos Enefer já está instalada na cidade de Água Boa (MT). A ferrovia é parte de um projeto mais ambicioso do governo, batizado de Ferrovia Transcontinental (EF-354). A ideia é montar uma estrutura de 4,4 mil km de extensão, cortando o país de leste a oeste, numa trilha que seguirá pelo Distrito Federal e Minas, até chegar ao litoral fluminense. Na outra ponta, a Transcontinental chegará até o Acre, atingindo a fronteira com o Peru.

Enquanto importa trilhos para alimentar a expansão da malha ferroviária, o país bate recordes de exportação de minério de ferro - US$ 28,9 bilhões em 2010, 117,4% a mais que em 2009. A Vale elevou o preço do minério em mais de 100% no ano passado. Mantida a tendência do mercado, projeta-se que as exportações cheguem a R$ 38 bilhões neste ano. (AB)

Fonte: Valor Econômico

domingo, 16 de janeiro de 2011

Videos Antigos

Trem Húngaro
http://www.youtube.com/watch?v=GntHujoV1PE&NR=1

Glória Maria viaja de trem do Rio a Corumbá
http://www.youtube.com/watch?v=BYR2FOivkWA&feature=related

Trem de Prata (Rio-São Paulo) 1995
http://www.youtube.com/watch?v=FuiJUotijIo

Setor ferroviário comemora recuperação e prevê cenário positivo para próximos anos

12/01/2011 - CNT

Foto:Divulgação

A recuperação do mercado internacional e o bom ritmo de crescimento registrado no Brasil nos últimos anos são os principais fatores que levam o setor ferroviário a projetar um futuro promissor não apenas para este ano, mas também para toda a década.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), a produção de vagões em 2011 deve crescer 50% na comparação com o ano passado e alcançar cinco mil unidades fabricadas. O número se aproximará da quantidade produzida em 2008 (5.118 vagões, antes da crise) e vai superar, com folga, os 1.022 feitos em 2009 e os 3.300 de 2010.

Em entrevista à CNT, o presidente da Abifer, Vicente Abate, disse que as fábricas por pouco não registraram sua melhor década (2000-2009): “o ano de 2009 foi um ano de crise no exterior e o setor ferroviário não escapou. A crise afetou bastante a área de mineração, agrícola e siderúrgica, e são produtos que impactam diretamente no setor ferroviário”.

Financiamento

Um dos responsáveis pela retomada econômica do setor foram as facilidades oferecidas pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). 

Lançado em 2009, o programa disponibilizou financiamentos de longo prazo com juros competitivos. “Isso alavancou, e muito, as vendas. Com isso, começou a haver um incentivo dos compradores para comprar. O programa terminaria em dezembro daquele ano, mas foi estendido por duas vezes e deve terminar em março, mas nós da Abifer e de outras entidades do setor já solicitamos à presidenta Dilma que prorrogue mais uma vez, até dezembro deste ano”, explicou Vicente Abate.

Expansão

As empresas voltaram a contratar mão de obra no ano passado e, aos poucos, o setor recupera o que foi perdido devido à crise internacional. Se em 2008 havia 13 mil pessoas trabalhando na indústria ferroviária, em 2009 esse número caiu para dez mil. Entretanto, no fim de 2010, quase três mil profissionais conseguiram colocação no mercado.

A expansão da malha ferroviária, projeto que foi retomado pelo governo anterior e promessa de campanha da presidenta Dilma, também movimenta a indústria. A previsão do governo é de que, até 2020, o país tenha 41 mil quilômetros de linhas, ante os atuais 30 mil quilômetros, segundo estimativa da Abifer, que acompanha de perto as obras da linha Norte-Sul e Oeste-Leste.

A produção de carros de passageiros também está em alta. “Além da renovação de frota e compra adicional, muitos estão sendo reformados e modernizados. O Trem de Alta Velocidade (TAV) também vai ampliar esse mercado”, acrescentou Abate. A previsão dele é que quatro mil unidades sejam fabricadas nesta década. Em 2010, a indústria produziu 420 unidades, leve baixa em relação a 2009, quando foram 440. A projeção para 2011 é que esse número chegue a 450 carros.

As três fábricas de locomotivas em atuação no país comemoram os bons resultados do setor. Se em 2009 um total de 22 unidades foram produzidas, em 2010 o número passou para 65 e, em 2011, a expectativa é que a produção não seja menor que 100 locomotivas. “Estamos confiantes. Como o mercado interno está forte, temos crescido para acompanhar a demanda”, completou o presidente da Abifer, Vicente Abate.

Aerton Guimarães
Redação CNT

sábado, 15 de janeiro de 2011

Norte-Sul parte rumo a São Paulo

13/01/2011 - Goiás Agora

A Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, responsável pela Ferrovia Norte-Sul, anuncia o início das obras de extensão sul da ferrovia, que liga Ouro Verde, em Goiás, a Estrela D’Oeste, no estado de São Paulo numa extensão total de 680 quilômetros.

O presidente da construtora, José Francisco das Neves, visita nesta quinta-feira, dia 13, pela manhã, os municípios de Ouro Verde, Goianira, Jandaia, Indiara, Santa Helena de Goiás, Quirinópolis e São Simão para acompanhar o trabalho, que começa, segundo ele, com o desmatamento dos trechos.

Ferrovia Norte-Sul

A Ferrovia Norte-Sul é uma obra que marca uma nova etapa do crescimento do Brasil. Ao todo serão 3.100 quilômetros de ferrovia, voltados para o desenvolvimento e o progresso do Brasil, que além de ampliar a malha ferroviária, garantem a continuidade do processo de crescimento do País.

A ferrovia vai beneficiar as seguintes cidades: Anápolis, Campo Limpo de Goiás, Ouro Verde de Goiás, Petrolina de Goiás, Jesúsopolis, São Francisco de Goiás, Jaraguá, Rianápolis, Santa Isabel, São Luís do Norte, Uruaçu, Campinorte, Mara Rosa, Estrela do Norte, Formoso, Santa Teresa de Goiás e Porangatu.

A Ferrovia Norte-Sul vai reduzir custos do transporte no País, interligando as regiões Norte e Nordeste ao Sul e Sudeste.

Empresas querem novo cálculo sobre TAV

15/01/2011 - O Vale

Um grupo de 20 empresas vinculadas à Apeop (Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas), interessado em participar do projeto do TAV (Trem de Alta Velocidade), vai apresentar ao governo federal novos estudos sobre o custo total do empreendimento, que está orçado em R$ 33,1 bilhões.

A intenção do grupo é demonstrar que há dúvidas sobre o valor estimado no edital de concessão do Trem-Bala. O presidente da Apeop, Luciano Amandio Filho, disse ontem que o governo federal precisa dar mais garantias da viabilidade do empreendimento para torná-lo viável. Segundo ele, os empresários ainda têm dúvidas sobre o custo do TAV. “Estamos refazendo os cálculos e os dados indicam que o investimento será maior do que o previsto”, afirmou.

Outra questão é o licenciamento ambiental. As empresas querem que o governo assuma a responsabilidade pelo licenciamento ambiental que, pelo edital, terá que ser obtido pelo concessionário. O executivo frisou ainda que há dúvidas quanto à demanda de passageiros.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dilma deve visitar Pernambuco este mês

11/01/2011 - JC Online

Nesta segunda-feira (10), o governador Eduardo Campos recebeu o novo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, para uma visita aos canteiros de obras da Transposição do São Francisco e da Ferrovia Transnordestina na cidade de Salgueiro, a 518 quilômetros do Recife. O ministro anunciou que a presidente Dilma Rousseff (PT) pode fazer sua primeira visita oficial a Pernambuco ainda este mês.

A expectativa é que Dilma assine a Ordem de Serviço do Projeto Pontal e que visite ou inaugure a terceira etapa do sistema de abastecimento de água que está sendo construído pelo Governo do Estado.

Ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e ex-presidente do Porto de Suape, Bezerra Coelho disse que a visita de hoje serviu para colher informações atualizadas sobre as duas obras e preparar a vinda da presidente. "Ela quer vir aqui para Salgueiro e gostaria ainda de esticar a viagem até o Porto de Suape e à Pirapama."

Fernando Bezerra visitou o Lote 3 da Transposição do São Francisco, às margens da BR-232. Governador e ministro almoçaram com funcionários responsáveis pela obra e assistiram à apresentação sobre o andamento dos trabalhos. Mais de R$ 1,2 bilhão já foi investido nos eixos Leste e Norte, que têm, atualmente, sete mil trabalhadores divididos em 16 lotes. A previsão de entrega é fim de 2012 para o Leste e de 2013 para o Norte.

A segunda parada da comitiva foi na fábrica de dormentes de concreto de bitola larga que irão compor a Transnordestina, onde foram recebidos pelo presidente da Transnordestina, Tufi Daher Filho. A unidade fabril é a maior do mundo, com uma produção diária de 4.800 peças. Eduardo conheceu as máquinas responsáveis pelo nivelamento, alinhamento e socagem dos trilhos.

Com 1.728 km de extensão e dividida em 25 frentes de trabalho, a ferrovia vai ligar os portos de Pecém (CE) e Suape (PE) à cidade de Eliseu Martins (PI). Para isso, serão investidos R$ 5,4 bilhões que vão gerar 14 mil empregos diretos no pico das obras. A Transnordestina será inaugurada no final do ano de 2012 e tem em Salgueiro um ponto estratégico dentro do seu traçado. É no município do sertão central pernambucano que a ferrovia se expande nos três sentidos.

Gastos futuros do TAV preocupam consórcios

11/01/2011 - Valor Econômico

Daqui a três meses, os consórcios interessados na construção do trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro terão de entregar suas propostas financeiras para concorrer ao projeto. Até lá, técnicos e engenheiros deverão fazer muitas contas para tentar consolidar o impacto financeiro de um custo que ainda não foi devidamente entendido: o da vida útil do trem-bala.

O assunto está no centro das discussões internas de pelo menos dois consórcios ouvidos pelo Valor. A preocupação dos empresários é detalhar ao máximo a estimativa de custos de manutenção e de substituição de equipamentos para os próximos anos e, com isso, verificar o impacto sobre o endividamento da operação e o preço das tarifas. As principais dúvidas pesam sobre os gastos atrelados à atualização dos trens, dos trilhos e das redes de eletrificação e sinalização.

O consórcio que vencer a disputa pelo trem de alta velocidade (TAV) poderá explorar a estrutura pelo prazo de 40 anos. Ocorre que as experiências internacionais demonstram que, após três décadas, os gastos com a atualização dessa infraestrutura operacional consumem praticamente o mesmo investimento feito em sua construção. Um custo que é raramente, ou nunca, citado por agentes de transporte ferroviário de passageiros é o de reconstruir e reabilitar as linhas ferroviárias do trem, o que acontece necessariamente a cada 30 anos, diz Randal O'Toole, especialista em políticas públicas e tráfego ferroviário. Num estudo sobre o assunto, O'Toole afirma que, geralmente, a empresa que gerencia essa malha não costuma ter dinheiro para bancar a atualização e então fica para o poder público a missão de encontrar recursos ou, caso contrário, lidar com reclamações de passageiros sobre constantes atrasos de trens.

Os consórcios interessados no projeto brasileiro tentam jogar mais luz sobre suas estimativas. Segundo um executivo que lidera um deles, seus estudos preliminares já apontam para uma subestimação de cerca de 30% no preço das obras de eletrificação e sinalização, orçadas pelo governo em R$ 1,69 bilhão. Para o material rodante, cujo valor previsto em edital é de R$ 2,76 bilhões, a subestimação está na casa dos 40% para esse consórcio.

A pedido do Valor, o consultor do Senado Federal Marcos Mendes, que também analisa o assunto, estimou o impacto financeiro de atualização dessas estruturas de eletrificação, sinalização e material rodante, tendo por base os preços apresentados pelo governo e a sua diluição ao longo de 30 anos. O que concluímos é que há um custo não contabilizado no projeto de até R$ 789 milhões para esses itens, dependendo da taxa de desconto que se use, diz Mendes. Do jeito que o projeto está reestruturado, tem-se a impressão que tudo se passa como se o trem fosse durar para sempre.

Nos últimos anos, os gastos com manutenção e atualização ferroviária têm assombrado os antigos sistemas de metrôs e trens de passageiros nos Estados Unidos. A rede sob comando da Chicago Transit Authority, como aponta Randal O'Toole em seu estudo, precisa de US$ 16 bilhões para reabilitar seus trilhos e trens. A New York Metropolitan Transportation Authority precisa de US$ 17 bilhões e São Francisco requer outros US$ 5,8 bilhões.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pelo TAV, garante que os custos de atualização tecnológica do projeto foram contemplados nas etapas de estudos e estão disponíveis para os consórcios. Os gastos futuros, comenta Hélio Mauro França, superintendente-executivo da ANTT, tiveram por base preços de referência usados nos mercados nacional e internacional e serão pagos com o lucro da própria operação, sem a necessidade de novos aportes públicos.

França pondera, no entanto, que pode haver diferenças de gastos em atualização da infraestrutura conforme as peculiaridades da tecnologia que vencer o leilão. Os estudos que fizemos procuraram ser os mais precisos possíveis, mas sempre existirá distinção sobre o preço dos projetos dada as suas características, diz.

A construção do TAV é orçada em R$ 33,1 bilhões, embora seja corrente no mercado a possibilidade de o projeto atingir a casa dos R$ 50 bilhões. Os consórcios interessados no projeto entregarão suas propostas em 11 de abril. O vencedor da licitação será conhecido no dia 29 do mesmo mês.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

SP revê prazos e promete apenas uma linha nova de metrô até 2014

10/01/2011 - Folha de São Paulo

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) dará continuidade ao plano de expansão do transporte coletivo em São Paulo, mas já começou a rever prazos e avalia não ser possível terminar até 2014 boa parte do que era divulgado pela gestão tucana de José Serra.

De acordo com reportagem de Alencar Isidoro e Cátia Seabra publicada na edição desta segunda-feira da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL), apenas uma de quatro linhas de metrô anunciadas pelo antecessor está bem-encaminhada para conclusão até a Copa. E dois dos três monotrilhos podem sair do papel até lá, bem como a expansão de trens.

O novo secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, também já declarou apoio "incondicional" ao trem-bala, bandeira dos petistas Lula e Dilma.

Fernandes revelou à Folha que sonha com a volta dos trens regionais, e considera que quatro percursos seriam essenciais: São José dos Campos-SP, Campinas-SP, Sorocaba-SP e Santos-SP. Os dois primeiros integram o trem-bala (até 350 km/h).

Das quatro principais propostas de metrô do plano de Serra, duas já têm a entrega comprometida no prazo: a linha 5-lilás até a Chácara Klabin, cuja licitação é suspeita de fraude, e a linha 6-laranja. A proposta mais encaminhada até 2014 é a conclusão das duas fases da linha 4-amarela.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Obra de ferrovia no estado está adiantada

05/01/2011 - A Gazeta 

A construção do trecho da ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte), que irá interligar os municípios de Alto Araguaia e Rondonópolis (a 415 km e 212 km de Cuiabá, respectivamente), está com 40% das obras executadas. A distância entre as duas cidades é de 260 quilômetros. A ferrovia é um importante modal esperado pelos produtos e industriais de Mato Grosso, pois ajudará no escoamento da produção, com frete reduzido se comparado ao rodoviário. 

Na última semana, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) emitiu a licença para a instalação do terminal da América Latina Logística (ALL), em Itiquira, por onde passarão os trilhos até chegar em Rondonópolis. O investimento na construção do trecho está estimado em R$ 800 milhões, segundo o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot. Conforme ele, cerca de 60 km já passaram por terraplanagem, considerando que os trilhos foram instalados ao longo de 40 km. "Estamos com quase metade da obra concluída". A construção do terminal de Itiquira terá início ainda este mês, com previsão de término em 6 meses. 

A licença emitida pelo Ibama, segundo o superintendente do órgão em Mato Grosso, Ramiro Martins Costa, considerou todo um estudo de impacto ambiental e social. Ele explica que a Licença de Instalação (LI) abrange a Licença Prévia (LP), e considera também as audiências realizadas com a comunidade. 

Ele acrescenta que, após a construção do terminal, ainda será necessário liberar a Licença de Operação (LO). A área cedida pela Prefeitura de Itiquira, localizada a 14 quilômetros do centro da cidade tem 73 hectares. Conforme a ALL, a capacidade do terminal será para carregar um trem com 120 vagões por dia, com a possibilidade de aumento gradativo de até dois trens/dia. Aproximadamente 200 colaboradores de Itiquira trabalharão no projeto. 

Outro investimento ferroviário projetado para Mato Grosso é a chegada dos trilhos de Rondonópolis a Cuiabá, somando cerca de 200 km. Conforme o secretário estadual de Logística Intermodal de Transporte (Selit), Francisco Vuolo, essa obra custará cerca de R$ 750 milhões, devendo ser iniciada após a conclusão do trecho entre Alto Araguaia e Rondonópolis, prevista para 2012. Conforme ele, é estudada a possibilidade de transportar passageiros neste trecho, além grãos e farelos. A empresa que executará a obra será definida após a conclusão dos estudos de impacto, executados pelo governo de MT.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Execução da obra atinge 40%

05/01/2011 - A Gazeta - MT - Cuiabá

A construção do trecho da ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte), que irá interligar os municípios de Alto Araguaia e Rondonópolis (a 415 km e 212 km de Cuiabá, respectivamente), está com 40% das obras executadas. A distância entre as duas cidades é de 260 quilômetros. A ferrovia é um importante modal esperado pelos produtos e industriais de Mato Grosso, pois ajudará no escoamento da produção, com frete reduzido se comparado ao rodoviário.

Na última semana, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) emitiu a licença para a instalação do terminal da América Latina Logística (ALL), em Itiquira, por onde passarão os trilhos até chegar em Rondonópolis. O investimento na construção do trecho está estimado em R$ 800 milhões, segundo o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot. Conforme ele, cerca de 60 km já passaram por terraplanagem, considerando que os trilhos foram instalados ao longo de 40 km. "Estamos com quase metade da obra concluída". A construção do terminal de Itiquira terá início ainda este mês, com previsão de término em 6 meses.

A licença emitida pelo Ibama, segundo o superintendente do órgão em Mato Grosso, Ramiro Martins Costa, considerou todo um estudo de impacto ambiental e social. Ele explica que a Licença de Instalação (LI) abrange a Licença Prévia (LP), e considera também as audiências realizadas com a comunidade.

Ele acrescenta que, após a construção do terminal, ainda será necessário liberar a Licença de Operação (LO). A área cedida pela Prefeitura de Itiquira, localizada a 14 quilômetros do centro da cidade tem 73 hectares. Conforme a ALL, a capacidade do terminal será para carregar um trem com 120 vagões por dia, com a possibilidade de aumento gradativo de até dois trens/dia. Aproximadamente 200 colaboradores de Itiquira trabalharão no projeto.

Outro investimento ferroviário projetado para Mato Grosso é a chegada dos trilhos de Rondonópolis a Cuiabá, somando cerca de 200 km. Conforme o secretário estadual de Logística Intermodal de Transporte (Selit), Francisco Vuolo, essa obra custará cerca de R$ 750 milhões, devendo ser iniciada após a conclusão do trecho entre Alto Araguaia e Rondonópolis, prevista para 2012. Conforme ele, é estudada a possibilidade de transportar passageiros neste trecho, além grãos e farelos. A empresa que executará a obra será definida após a conclusão dos estudos de impacto, executados pelo governo de MT.

Presidente lula assina ordem de serviço da ferrovia norte-sul

04/01/2011 - SP Notícias - Fernandópolis - SP

A prefeita de Estrela d’Oeste Cida Gomes, acompanhada do Deputado Federal Vadão Gomes, esteve em Petrolina de Goiás, junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assinar a ordem de serviço que autoriza o início das obras da extensão Sul da Ferrovia Norte-Sul, entre Ouro Verde (GO) e Estrela d’Oeste (SP), num total de 670 quilômetros. 

A expectativa é que a construção da ferrovia comece no início do ano, logo que passarem as festas. O trecho da ferrovia que compreende Estrela d’Oeste tem 142 quilômetros e foi licitado por R$ 434,3 milhões. 

As obras serão conduzidas pela empreiteira Tiisa Triunfo Iesa Infraestrutura. O prazo para execução é de 24 meses a partir da assinatura da ordem de serviço. No Estado de São Paulo, a ferrovia percorre 66 quilômetros em nove municípios: Dolcinópolis, Estrela d’Oeste, Fernandópolis, Guarani d’Oeste, Jales, Ouroeste, Populina, Turmalina e Vitória Brasil. 

Em todo esse trecho, foram levantados 34 pontos de cruzamentos da ferrovia com rodovias, desde vicinais, a estaduais e federais. Serão construídas pontes, viadutos, passagens inferiores, entre outros. 

Nove empresas foram habilitadas na concorrência aberta pela Valec para a contratação de empresa especializada para elaborar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental de um segundo trecho da ferrovia Norte-Sul, entre Estrela d’Oeste e Panorama, e para um trecho da Ferrovia do Pantanal, entre Panorama e Porto Murtinho (MS). Ao todo, são 970 quilômetros. 

O primeiro trecho segue até Panorama e tem 220 quilômetros. A partir daí, até Porto Murtinho, são mais 750 quilômetros de estrada de ferro. 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Diário Oficial publica:Estrada de Ferro Campos do Jordão passa para o controle da STM

03/01/2011 - 16h45 (Redação Agoravale) 

Oficinas da EFCJ, em Pindamonhangaba

Um dos primeiros atos do governador empossado em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) foi transferência da Estrada de Ferro Campos do Jordão – que estava subordinada à Secretaria de Esportes Lazer e Turismo (SELT) - para a STM (Secretaria de Transportes Metropolitanos) onde também está vinculada a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

O Decreto 56.635 de 1º de janeiro de 2011, publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, que dispõe sobre as alterações de denominação e transferências que especifica, define a organização básica da Administração Direta e suas entidades vinculadas decreta, em sua SEÇÃO II, no capítulo 'Das Transferências';

Artigo 3º - Ficam transferidos, com seus bens móveis, equipamentos, cargos, funções-atividades, direitos, obrigações e acervo:em seu VI - para a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, prevista no Decreto nº 51.464, de 1º de janeiro de 2007, a Estrada de Ferro Campos do Jordão;...”

Parte do trajeto da ferrovia, em Campos do Jordão


De acordo com especialistas do setor ferroviário, a transferência representa algo positivo para os destinos da E.F.C.J., que a partir de agora terá respaldo de equipe técnica especializada e com ferramentas tecnológicas que farão modernizar a velha e tradicional ferrovia do Vale do Paraíba.

A ferrovia ligas os municípios de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, a Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira. Sua construção teve início oficialmente em 1910 e foi inaugurada em 15 de novembro de 1914. Foi construída com o propósito de servir de acesso aos sanatórios de Campos do Jordão e também permitir o escoamento da produção rural da região da serra.

Governo do Estado deve reativar linha férrea entre Santos e São Paulo

02/01/2011 - A Tribuna - Sandro Thadeu

O Governo do Estado pretende reativar a linha ferroviária de passageiros ligando a Capital a Santos. Esse foi um dos últimos atos da direção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Secretaria de Estado de Transportes Metropolitanos na gestão de Alberto Goldman (PSDB).

A licitação para realizar estudos de viabilidade técnica, definir o traçado e elaborar o projeto funcional foi lançada no último dia 31. O edital estará disponível às empresas interessadas a partir desta segunda-feira.

Dessa forma, São Paulo pretende concretizar a ideia divulgada no ano passado de criar uma nova opção de transporte coletivo que ligasse as duas regiões metropolitanas.

A pretensão é que as viagens comecem a ser feitas a partir de 2014, ano em que o Brasil será sede da Copa do Mundo. Com o projeto finalizado, o Estado deverá construir novos trajetos ferroviários entre o Planalto e o Litoral.

A linha atual é administrada pela MRS Logística e possui um movimento constante de cargas com direção ao Porto de Santos, o que inviabiliza o aproveitamento da mesma para o transporte de passageiros. 

Leia matéria completa na edição desta segunda-feira, em A Tribuna