terça-feira, 24 de março de 2015

Investidores planejam ferrovia e porto de R$ 16 bi no Pará

23/03/2015 - Exame

Investidores estrangeiros planejam a construção de uma ferrovia de 1,2 mil quilômetros no Pará e de um grande porto no nordeste do Estado para escoar minerais e produtos agrícolas, em uma obra de 16 bilhões de reais, disseram nesta segunda-feira o governo estadual e a empresa responsável pelo projeto.

A ferrovia estadual, que deverá ser uma concessão privada, seguiria um traçado paralelo ao trecho norte nunca finalizado da Ferrovia Norte-Sul, de concessão federal.

A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedeme) concedeu à Pavan Engenharia, de São Paulo, autorização para realizar estudos preparatórios que demonstrem a viabilidade da ferrovia ligando sul e sudeste do Pará até o litoral nordeste do Estado, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira.

A futura estrada de ferro, já batizada de Fepasa, deverá ligar áreas de extração de minerais e de produção agrícola a um porto a ser construído no município de Colares, ao norte de Belém, passando pelo porto de Vila do Conde, em Barcarena.

Os investimentos privados previstos para a ferrovia são de 8 bilhões de reais, mais 6 bilhões para o porto e outros 2 bilhões para a construção de um condomínio industrial próximo ao porto.

"Tem já investidores chineses interessados, alemães, porque está todo mundo atrás de infraestrutura", disse à Reuters Renato Pavan, diretor da Pavan Engenharia, responsável pelos estudos e contato com investidores.

A região de Colares foi escolhida porque tem calado natural profundo, permitindo a atracação de navios de grande porte que atualmente não conseguem acessar terminais em Santos (SP) e Paranaguá (PR), por exemplo.

"Quando a ferrovia paraense estiver pronta, ela poderá se ligar à ferrovia Norte-Sul, como acontece no Paraná, onde a ferrovia estadual se liga com a federal. Uma pode complementar a outra", disse o secretário de Desenvolvimento Econômico Adnan Demachki, em nota.

Segundo o governo do Estado, a expectativa é que já no primeiro ano de funcionamento da ferrovia a demanda será de quase 30 milhões de toneladas, principalmente minérios e grãos, com o volume subindo para 48 milhões de toneladas anuais em cinco anos.
Segundo Pavan, uma das minas a serem viabilizadas com a ferrovia, no município de Redenção, será capaz de produzir 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, com teor elevado de ferro (67 por cento).

"A ferrovia viabilizaria a exploração de minas de ferro, níquel e cobre no sul do Pará, que hoje não estão sendo exploradas por falta de logística, como também viabilizaria, através de ramais, as operações de outros empreendimentos, como é o caso da Votorantim Metais, que possui projeto pronto para instalação em Rondon do Pará", disse o secretário.

Após a conclusão dos estudos, deverá ser aberta uma licitação pública para a concessão da ferrovia, segundo o governo estadual.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Galvão demite 700 em obra de ferrovia

20/03/2015 - O Estado de SP

Os atrasos de pagamento da estatal Valec, ligada ao Ministério dos Transportes, ameaçam o andamento da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Bahia. Sem receber do governo nos últimos meses por causa do ajuste fiscal imposto pelo Ministério da Fazenda, alguns consórcios ameaçam desmobilizar os canteiros de obras e demitir os funcionários do projeto - que vai ligar Barreiras, no oeste da Bahia, até Ilhéus, no litoral, inaugurando uma nova rota de exportação.

A primeira a abrir caminho para a redução do ritmo das obras foi a Galvão Engenharia - empresa envolvida na Operação Lava Jato e que passa por sérias dificuldades de caixa. Entre segunda e terça-feira, a empreiteira demitiu 700 funcionários que trabalhavam nos 100 quilômetros (km), entre as cidades de Manuel Vitorino, Jequié, Itagi e Aiquarara, na Bahia.

Até o fim do ano passado, a empresa mantinha no canteiro de obras da ferrovia 1.500 funcionários. Mas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada da Bahia (Sintepav/PA), na semana passada esse número já estava em 848 trabalhadores - ou seja, com as demissões desta semana, o número cai para 148. Segundo o vice-presidente do sindicato, Irailson Warneaux, a decisão da Galvão pode se espalhar pelos demais canteiros de obras do empreendimento, que até semana passada contava com 5.868 funcionários.

"Alguns consórcios já disseram que, se a Valec não regularizar a situação, vão ter de demitir", afirma Warneaux. A construção da ferrovia está dividida em oito lotes, entre Barreiras e Ilhéus, na Bahia, num total de 1.022 quilômetros. A Constran, responsável pelo lote 6, confirmou em nota que, por causa dos atrasos nos pagamentos, teve de reduzir o ritmo das obras, mas que ainda continua com o mesmo número de funcionários. "Os trabalhadores estão realizando apenas atividades secundárias e de manutenção."

Warneaux afirma que, nesta fase do projeto, a ferrovia já deveria estar com 8 mil trabalhadores - e não os 5.868 registrados até semana passada. "Já tivemos mais de 4 mil demissões no estaleiro (Enseada Paraguaçu). Se não resolverem a situação aqui, teremos mais 5 mil", afirma o sindicalista, alertando para graves problemas sociais na região por causa do desemprego. Ontem houve paralisação nas obras da ferrovia como forma de protesto para que o governo - tanto o federal como o estadual - dê mais atenção ao empreendimento.

Em nota, a Valec reconheceu o problema, mas disse que o problema está sendo solucionado dentro das condições impostas pelo governo federal. "Os pagamentos estão sendo regularizados dentro do limite disponibilizado pelo Tesouro Nacional. Aguarda-se a publicação da Lei Orçamentária Anual e do respectivo decreto de programação financeira/2015, onde serão definidos os limites para empenho e cronograma financeiro de desembolso para o corrente ano."

Os dois fatores juntos, atraso nos pagamentos pelo governo federal e impactos da Lava Jato no caixa das empresas, têm sido responsáveis por milhares de demissões Brasil afora. Só a Galvão Engenharia já demitiu neste ano 9 mil funcionários. Nesta semana, a previsão é dispensar 2 mil funcionários nas obras que a empreiteira esta tocando.

Além da Fiol, a Galvão não está conseguindo dar andamento às obras da BR-153, concessão vencida pela empresa em 2013. A empresa alega que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não liberou o empréstimo-ponte previsto e não tem dinheiro para fazer a duplicação de 10% do trecho da rodovia exigida no contrato de concessão antes de iniciar a cobrança de pedágio. No mercado, a informação é que a empresa está prestes a entrar com pedido de recuperação judicial.

Galvão demite 700 em obra de ferrovia

20/03/2015 - O Estado de SP

Os atrasos de pagamento da estatal Valec, ligada ao Ministério dos Transportes, ameaçam o andamento da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Bahia. Sem receber do governo nos últimos meses por causa do ajuste fiscal imposto pelo Ministério da Fazenda, alguns consórcios ameaçam desmobilizar os canteiros de obras e demitir os funcionários do projeto - que vai ligar Barreiras, no oeste da Bahia, até Ilhéus, no litoral, inaugurando uma nova rota de exportação.

A primeira a abrir caminho para a redução do ritmo das obras foi a Galvão Engenharia - empresa envolvida na Operação Lava Jato e que passa por sérias dificuldades de caixa. Entre segunda e terça-feira, a empreiteira demitiu 700 funcionários que trabalhavam nos 100 quilômetros (km), entre as cidades de Manuel Vitorino, Jequié, Itagi e Aiquarara, na Bahia.

Até o fim do ano passado, a empresa mantinha no canteiro de obras da ferrovia 1.500 funcionários. Mas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada da Bahia (Sintepav/PA), na semana passada esse número já estava em 848 trabalhadores - ou seja, com as demissões desta semana, o número cai para 148. Segundo o vice-presidente do sindicato, Irailson Warneaux, a decisão da Galvão pode se espalhar pelos demais canteiros de obras do empreendimento, que até semana passada contava com 5.868 funcionários.

"Alguns consórcios já disseram que, se a Valec não regularizar a situação, vão ter de demitir", afirma Warneaux. A construção da ferrovia está dividida em oito lotes, entre Barreiras e Ilhéus, na Bahia, num total de 1.022 quilômetros. A Constran, responsável pelo lote 6, confirmou em nota que, por causa dos atrasos nos pagamentos, teve de reduzir o ritmo das obras, mas que ainda continua com o mesmo número de funcionários. "Os trabalhadores estão realizando apenas atividades secundárias e de manutenção."

Warneaux afirma que, nesta fase do projeto, a ferrovia já deveria estar com 8 mil trabalhadores - e não os 5.868 registrados até semana passada. "Já tivemos mais de 4 mil demissões no estaleiro (Enseada Paraguaçu). Se não resolverem a situação aqui, teremos mais 5 mil", afirma o sindicalista, alertando para graves problemas sociais na região por causa do desemprego. Ontem houve paralisação nas obras da ferrovia como forma de protesto para que o governo - tanto o federal como o estadual - dê mais atenção ao empreendimento.

Em nota, a Valec reconheceu o problema, mas disse que o problema está sendo solucionado dentro das condições impostas pelo governo federal. "Os pagamentos estão sendo regularizados dentro do limite disponibilizado pelo Tesouro Nacional. Aguarda-se a publicação da Lei Orçamentária Anual e do respectivo decreto de programação financeira/2015, onde serão definidos os limites para empenho e cronograma financeiro de desembolso para o corrente ano."

Os dois fatores juntos, atraso nos pagamentos pelo governo federal e impactos da Lava Jato no caixa das empresas, têm sido responsáveis por milhares de demissões Brasil afora. Só a Galvão Engenharia já demitiu neste ano 9 mil funcionários. Nesta semana, a previsão é dispensar 2 mil funcionários nas obras que a empreiteira esta tocando.

Além da Fiol, a Galvão não está conseguindo dar andamento às obras da BR-153, concessão vencida pela empresa em 2013. A empresa alega que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não liberou o empréstimo-ponte previsto e não tem dinheiro para fazer a duplicação de 10% do trecho da rodovia exigida no contrato de concessão antes de iniciar a cobrança de pedágio. No mercado, a informação é que a empresa está prestes a entrar com pedido de recuperação judicial.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Hyundai Rotem lança pedra fundamental de sua 1ª fábrica no Brasil

18/03/2015 - Revista Ferroviária

Após anunciar, em novembro de 2014, a construção de uma fábrica na cidade de Araraquara, interior do estado de São Paulo, a Hyundai Rotem lança a pedra fundamental de sua planta no dia 02 de abril. Com investimento inicial de US$40 milhões e criação de mais de 300 postos de trabalhos na região, a sul-coreana tem o objetivo de, com o apoio da Prefeitura de Araraquara, transformar a cidade em um polo tecnológico para a indústria ferroviária.

A fábrica, segunda maior planta da empresa no mundo, irá produzir diversos tipos de trens de passageiros com tecnologia de ponta. A produção da planta em Araraquara está prevista para ter início no primeiro semestre de 2016.

Para o início das atividades, serão produzidos 240 carros para a CPTM e 136 carros para o projeto do Metrô de Salvador linhas 1 e 2. A Hyundai Rotem planeja que a nova fábrica no Brasil tenha a capacidade de produção de cerca de 200 carros anualmente. 

Presente no Brasil desde novembro de 2003, quando firmou seu primeiro contrato para o fornecimento de seis trens (24 carros) para o projeto da linha 1 do metrô de Salvador, a Hyundai Rotem tem ampliado sua presença no setor ferroviário brasileiro com o fornecimento de cerca de 650 carros ferroviários no Brasil, para quatro diferentes operadoras ferroviárias localizadas.

Primeiro projeto de parceria público privada do país e primeiro da América Latina com sistema de operação de trem autônoma, sem a utilização de operador, o projeto de São Paulo da linha 4 amarela é bastante representativo. Foram fornecidos 14 trens (84 carros) em um sistema que, ao ser concluído, terá extensão de 12,8 km e 11 estações, que atendem mais de 700 mil passageiros por dia útil. 

A empresa recebeu um pedido de fornecimento de mais 15 trens (90 carros) para fase II do projeto de São Paulo na linha 4. Além de assinar um contrato para fornecimento de 30 trens (240 carros) para a CPTM em junho de 2013. 

Ferrovia barateia escoamento de biodiesel de MT

19/03/2015 - Valor Econômico

Segundo maior produtor de biodiesel do país, Mato Grosso agora tem estrutura para escoar sua oferta atual por ferrovia até a refinaria de Paulínia, em São Paulo. A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, inaugurou ontem um terminal ferroviário de combustíveis no município de Rondonópolis que, em larga medida, terá justamente essa finalidade. O projeto gerou expectativa no Estado pela redução de custos que promete garantir na comparação com a utilização de rodovias.

O transporte do biodiesel puro (B-100) de Rondonópolis a Paulínia será realizado nos mesmos vagões que agora poderão levar gasolina e diesel da cidade paulista até o polo agrícola mato-grossense. Por caminhão, são cerca de 2 mil quilômetros. Nas contas da Raízen, essa otimização do transporte, com a ocupação dos vagões ferroviários na ida e na volta, possibilitará um ganho de eficiência de 27% na distribuição de combustíveis na região, segundo Leonardo Pontes, diretor-executivo de logística da empresa. E boa parte desse ganho virá da redução dos fretes.

A Raízen, cujo faturamento anual supera R$ 50 bilhões, começou a transportar biocombustíveis por trilhos em 2013, com o transporte de biodiesel de Esteio (RS) até Araucária (PR). Na base de distribuição ferroviária da empresa em Alto Taquari (MT), o uso do modal para o escoamento de biocombustíveis entrou em escala comercial em 2014, puxado pelo etanol produzido no sul de Goiás - tanto na usina própria da companhia, localizada em Jataí, como em outras unidades da região.

Com o terminal de Rondonópolis, todo o biodiesel de Mato Grosso que até agora chegava a Paulínia em caminhões deverá seguir em vagões. Com isso, a empresa espera ampliar significativamente o volume total de biocombustíveis que movimenta por ferrovias no ciclo 2015/16, que terá início em abril.

A área de distribuição de combustíveis da Raízen projeta que deverá movimentar no mercado interno 3,8 bilhões de litros de etanol e outros 700 milhões de litros de biodiesel nesta temporada 2014/15, que terminará no dia 31 deste mês. Do total de 4,5 bilhões de litros, 20% serão escoados por trilhos, disse Pontes. "Com Rondonópolis, esse percentual vai dobrar", previu.

A maior parte do biodiesel de Mato Grosso é produzido em um raio de cinco a dez quilômetros do novo terminal da Raízen em Rondonópolis, construído às margens da malha da América Latina Logística (ALL) - agora também controlada pela Cosan por meio da subsidiária Rumo Logística.

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2014 o Brasil produziu 3,4 bilhões de litros de biodiesel e Mato Grosso representou 18% desse volume (611 milhões de litros). Aproximadamente 400 milhões de litros vieram de unidades de processamento localizadas em Rondonópolis, incluindo as das multinacionais americanas ADM (161 milhões de litros) e Bunge (115 milhões de litros) e a da asiática Noble (116 milhões).

É difícil saber como o ganho de eficiência calculado pela Raízen em 27% vai se distribuir ao longo da cadeia produtiva. Mas, conforme o diretor de logística da empresa, o novo terminal tende a mudar o patamar de competitividade de Mato Grosso em biodiesel em relação a seu maior "concorrente", o Rio Grande do Sul.

Do total de 700 milhões de litros que a Raízen movimentará em biodiesel no ciclo 2014/15 em todo o Brasil, em torno de 50% virão de Mato Grosso e 40% de fábricas gaúchas. "A projeção é que o biodiesel mato-grossense amplie sua participação em 10 pontos percentuais nos próximos cinco anos, pois é aqui que está a maior produção de soja do país e os maiores potenciais de crescimento na fabricação de biodiesel", afirmou Pontes.

Em 2015/16, segundo ele, a Raízen deverá movimentar 830 milhões de litros de biodiesel no Brasil, em virtude do aumento do percentual de biodiesel no diesel - de 5% para 7%, em vigor desde o último trimestre do ano passado - e também desse crescimento de "market share".

Desde sua implementação no país, há quase dez anos, o mercado de biodiesel é regulado pelos leilões da ANP, que define os volumes a serem adquiridos a cada bimestre e estabelece os limites para os preços de comercialização. Mas Leonardo Gadotti Filho, vice-presidente de Logística, Distribuição e Trading da Raízen, não tem dúvidas de que esse mercado vai mudar um dia no Brasil.

"E, quando isso acontecer, o diferencial será a logística", afirmou Gadotti. Atualmente, o biodiesel B-100 pode ser adquirido apenas por uma distribuidora de combustível, que o mistura, na proporção permitida, no diesel que é distribuído no país. "Quando o mercado se abrir, poderemos movimentar volumes bem maiores do produto, uma vez que atuaremos também como trading de biodiesel", disse o executivo.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Mais atrasos em ferrovia do Nordeste

16/03/2015 - Valor Econômico

Quase dez anos após o início das obras da ferrovia Transnordestina, o governo federal e os donos do projeto agora batem cabeça sobre o cronograma de entrega da estrada de ferro, que deveria estar operando desde 2010. Enquanto a Transnordestina Logística SA (TLSA) garante ter concluído dois trechos da ferrovia em Pernambuco, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informa que ainda há muito serviço por fazer.

Venceu em 22 de janeiro o prazo para a conclusão de um trecho de 163 km entre os municípios de Salgueiro (PE) e Trindade (PE). Essa é a terceira entrega prevista no contrato de concessão, que só foi assinado em janeiro de 2014, após uma renegociação que levou os custos da ferrovia de R$ 4,5 bilhões para R$ 7,5 bilhões.

O documento prevê advertência para o descumprimento na entrega de lotes menores e multa para quando os trechos mais longos não forem entregues.

1De acordo com a ANTT, até agora nenhum prazo foi cumprido pela TLSA. "Durante as vistorias do mês de fevereiro de 2015, a equipe técnica da ANTT constatou em campo que tanto o trecho Salgueiro-Missão Velha quanto o trecho Trindade-Salgueiro não foram totalmente concluídos, restando ainda a implantação de obras de adequação viária, de elementos de drenagem, de proteção ambiental, entre outras", informou a agência.

Antes de aplicar as multas, no entanto, a ANTT vai abrir um processo administrativo para apurar oficialmente o descumprimento do contrato de concessão, por meio do qual a TLSA poderá apresentar sua defesa.

Controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), do empresário Benjamin Steinbruch, a concessionária passou a ser comandada no mês passado pelo ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional Ciro Gomes. Procurado pelo Valor, ele não respondeu até o fechamento da edição. Em nota, a TLSA reiterou que os trechos mencionados estão concluídos, "restando apenas serviços de manutenção".

A empresa informou ainda que as obras seguem "em ritmo acelerado", com mais de 6 mil trabalhadores e cerca de 1 mil equipamentos de grande porte em operação. Segundo a TLSA, estão concluídos 45% das obras totais e mais de 520 quilômetros de trilhos estão colocados. O projeto da Transnordestina prevê 1.750 km ligando o município de Eliseu Martins (PI) aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE).

Problemas financeiros e operacionais retardaram em anos o início da operação da ferrovia, apresentada como um corredor fundamental para o escoamento de minério, combustíveis e grãos do interior do Nordeste. Nos últimos dois anos, no entanto, as obras avançaram apenas 5%.

O rompimento do contrato da TLSA com a Odebrecht, em 2013, foi um dos principais entraves ao andamento dos trabalhos. Após mais de um ano em busca de interessados em assumir o projeto, a TLSA só conseguiu recentemente fechar contratos com empreiteiras de menor porte.

A Transnordestina é tocada hoje pelas construtoras Via Magna, Civilport, Marquise, Sumont, Ancar e Demas. O novo prazo para conclusão é janeiro de 2017.

ANTT questiona obras da Transnordestina

16/03/2015 - Valor Econômico

Quase dez anos após o início das obras da ferrovia Transnordestina, o governo federal e os donos do projeto agora batem cabeça sobre o cronograma de entrega da estrada de ferro, que deveria estar operando desde 2010. Enquanto a Transnordestina Logística SA (TLSA) garante ter concluído dois trechos da ferrovia em Pernambuco, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informa que ainda há muito serviço por fazer.

Venceu em 22 de janeiro o prazo para a conclusão de um trecho de 163 km entre os municípios de Salgueiro (PE) e Trindade (PE). Essa é a terceira entrega prevista no contrato de concessão, que só foi assinado em janeiro de 2014, após uma renegociação que levou os custos da ferrovia de R$ 4,5 bilhões para R$ 7,5 bilhões.

O documento prevê advertência para o descumprimento na entrega de lotes menores e multa para quando os trechos mais longos não forem entregues.

1De acordo com a ANTT, até agora nenhum prazo foi cumprido pela TLSA. "Durante as vistorias do mês de fevereiro de 2015, a equipe técnica da ANTT constatou em campo que tanto o trecho Salgueiro-Missão Velha quanto o trecho Trindade-Salgueiro não foram totalmente concluídos, restando ainda a implantação de obras de adequação viária, de elementos de drenagem, de proteção ambiental, entre outras", informou a agência.

Antes de aplicar as multas, no entanto, a ANTT vai abrir um processo administrativo para apurar oficialmente o descumprimento do contrato de concessão, por meio do qual a TLSA poderá apresentar sua defesa.

Controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), do empresário Benjamin Steinbruch, a concessionária passou a ser comandada no mês passado pelo ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional Ciro Gomes. Procurado pelo Valor, ele não respondeu até o fechamento da edição. Em nota, a TLSA reiterou que os trechos mencionados estão concluídos, "restando apenas serviços de manutenção".

A empresa informou ainda que as obras seguem "em ritmo acelerado", com mais de 6 mil trabalhadores e cerca de 1 mil equipamentos de grande porte em operação. Segundo a TLSA, estão concluídos 45% das obras totais e mais de 520 quilômetros de trilhos estão colocados. O projeto da Transnordestina prevê 1.750 km ligando o município de Eliseu Martins (PI) aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE).

Problemas financeiros e operacionais retardaram em anos o início da operação da ferrovia, apresentada como um corredor fundamental para o escoamento de minério, combustíveis e grãos do interior do Nordeste. Nos últimos dois anos, no entanto, as obras avançaram apenas 5%.

O rompimento do contrato da TLSA com a Odebrecht, em 2013, foi um dos principais entraves ao andamento dos trabalhos. Após mais de um ano em busca de interessados em assumir o projeto, a TLSA só conseguiu recentemente fechar contratos com empreiteiras de menor porte.

A Transnordestina é tocada hoje pelas construtoras Via Magna, Civilport, Marquise, Sumont, Ancar e Demas. O novo prazo para conclusão é janeiro de 2017.

terça-feira, 10 de março de 2015

Ministério dos Transportes atrasa início das obras de ferrovia no Estado

06/03/2015 - Correio do Estado - MS

A apresentação dos estudos complementares sobre o traçado dos 659 quilômetros da ferrovia ligando Estrela d'Oeste (SP) a Dourados (MS) só vai ser feita em junho, quase cinco meses após o prazo final estipulado pela Portaria nº 276, de 07/08/2014, do Ministério dos Transportes. A pedido das empresas interessadas, a pasta resolveu dar um prazo maior, atrasando ainda mais o início das obras. 

Segundo a área técnica do ministério, as análises têm o objetivo de ampliar o processo licitatório, na medida em que vão oferecer, aos interessados em participar do leilão, bases sólidas para o desenvolvimento de suas propostas, ao mesmo tempo em que atraem, já nesta fase de trabalho, potenciais candidatos à participação nas futuras concessões. 

Após apresentar esses estudos, uma comissão formada por representantes do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e da Valec, no caso das ferrovias, vai ter 30 dias para analisar e indicar os estudos passíveis de utilização nos editais das próximas concessões.

Fonte: Correio do Estado - MS
Publicada em:: 06/03/2015

Ferrovia trará recuo de 12% no custo de 2016

08/03/2015 - Mídia News

A avaliação é do coordenador executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, organização presidida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). Considerada uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o projeto recebeu investimento de R$ 25,8 bilhões e deve atingir cerca de quatro mil quilômetros.

O trecho em operação vai do município de Anápolis, em Goiás, à capital de Tocantins, Palmas, tendo o porto maranhense de Itaqui como destino das cargas agrícolas. O percurso tem 855 quilômetros e é o primeiro do País a operar sob as novas regras de concessão, para impedir o monopólio das companhias de logística.

No novo modelo de concessão, recomendado pela ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres], uma empresa detém a ferrovia e vários operadores independentes fazem o transporte. Neste caso, a Valec é a detentora e o que está em haver é a definição das companhias que serão operadoras, por isso que o impacto real para o agronegócio deve acontecer só para a próxima safra, explica Ferreira.

De acordo com o executivo, os possíveis Operadores Ferroviários Independentes (OFI), que já deram entrada para este trecho na ANTT, são: VLI, Brado Logística - do grupo Cosan/ ALL; e a Tora Logística.

Em fevereiro, o presidente da Tora, Walter Souza, disse à imprensa que os trechos ferroviários que seriam operados ainda não estavam definidos, mas a ideia era reduzir custos, considerando o aumento das despesas deste ano como a alta nos preços do óleo diesel.

Primeiro carregamento

Apesar das resoluções que ainda estão pendentes para o transporte efetivo na Norte-Sul, o primeiro carregamento já está definido.

A Granol será a primeira empresa a fazer o embarque de farelo de soja por este trecho da Ferrovia Norte-Sul. A previsão de conclusão das instalações de carregamento é para o final de março e a capacidade será de mil toneladas por hora, declarou a trading ao DCI, por meio de nota.

Uma vez disponível operacionalmente, a companhia afirma que o embarque dependerá apenas de negociações comerciais. O transporte será feito de Anápolis ao Porto de Itaqui. Acredita-se que até junho seja feita essa operação, acrescenta Ferreira.

Ministro dos Transportes acompanha operação de trecho da Norte -Sul

06/03/2015 - Ministério dos Transportes

As ações da iniciativa privada para a entrada em operação do transporte de carga no trecho da Ferrovia Norte-Sul (FNS) entre Anápolis (GO) e Palmas (TO) foram acompanhadas na manhã desta sexta-feira (06/03) pelo ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues. Em Anápolis (GO), o ministro destacou a “importância da ferrovia para a agricultura da região”. Com extensão de 855 quilômetros, o trecho é estratégico para o Centro-Oeste, já que grande parte da produção agrícola escoada atualmente pelas rodovias da região poderá ser transportada pela Ferrovia Norte-Sul. À tarde, o ministro também visitou as obras da ponte ferroviária sobre o Rio Grande, em Iturama (MG), que também fará parte da Norte-Sul.

Anápolis - A expectativa da Valec é realizar, nos próximos dias, o primeiro carregamento de farelo de soja no Pátio de Anápolis. A carga, da indústria Granol, seguirá com destino ao Porto de Itaqui (MA). Durante a viagem, o ministro conheceu a infraestrutura desenvolvida pela empresa com destaque para a tulha – equipamento que permite o carregamento dos vagões da ferrovia com o farelo de soja. A Granol atua no setor de agronegócio e vai utilizar a ferrovia como opção logística para escoamento de sua produção.

A operação do trecho marcará o início do modelo de livre acesso à infraestrutura ferroviária (open access). O segmento ferroviário (Anápolis-Palmas) é o primeiro a operar sob o novo modelo, que permite a utilização da ferrovia por diversos transportadores ferroviários, devidamente autorizados por critérios transparentes, não discriminatórios e isonômicos, se forem cumpridas condições técnicas e operacionais. A estatal também irá realizar atividades como o planejamento operacional, a manutenção do trecho e o controle de tráfego da via férrea.

Pátio Intermodal - O ministro Antonio Carlos Rodrigues visitou o Pátio Intermodal de Anápolis, onde seis linhas férreas paralelas percorrem 3.760 metros de extensão. Dentre as cargas movimentadas, estão aquelas que seguirão sentido importação (Palmas-Anápolis), acelerando a entrega de produtos e matérias-primas nos estados de Goiás e Tocantins, e aquelas que seguirão sentido exportação (Anápolis-Palmas), descongestionando os portos de Santos e Vitória.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Alckmin desacelera execução de obras de trens, Metrô e do Rodoanel Norte

02/03/2015 - O Estado de S. Paulo

As principais obras de mobilidade da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) na Grande São Paulo perderam o ritmo e algumas, como o Trecho Norte do Rodoanel, pararam. Os sistemas de acompanhamento de gastos do governo mostram execução de até 0,05% de algumas das ações, como a Linha 9-Esmeralda de trens. Operários relatam demissões em massa nos canteiros, enquanto vizinhos confirmam a paralisia e fornecedores recebem comunicados ordenando a redução de gastos. 

Os serviços afetados estão entre as principais ações para amenizar os congestionamentos da metrópole. Quando prontas, as linhas de trem e metrô em obras vão permitir que mais de 2 milhões de pessoas viajem por trilhos diariamente. 

Em janeiro, Alckmin anunciou o contingenciamento de gastos, num total de R$ 6,6 bilhões. Mas negou que o cinto tenha sido apertado também nos investimentos. "O R$ 1,9 bilhão (o total a ser cortado) é de corte em pessoal, custeio e extinção de fundações, 15% de funções comissionadas e cargos comissionados, 30% de diárias e horas extras e duas fundações extintas, justamente para evitar reduzir o investimento", disse. 

Entretanto, os investimentos já apresentam lentidão, o que se verifica na comparação porcentual de obras já concluídas com o planejamento de 2015. O orçamento chega a R$ 14,5 bilhões. Mas, até agora, nem R$ 1 bilhão desse total chegou a sair dos cofres públicos, segundo dados do Sistema de Informações Gerenciais do Plano Plurianual (SIGPPA). 

O caso mais emblemático é o Trecho Norte do Rodoanel, que já teve a previsão de término adiada de 2016 para 2017. Atualmente, são poucas as máquinas que trabalham nos seis lotes de construção. Operários foram demitidos, as desapropriações atrasaram e o ritmo nos canteiros é lento. Neste ano, apenas R$ 48 milhões (2,2% do total) foram gastos no projeto - o Estado diz que há verbas do Banco Internacional para Reconstrução em Desenvolvimento (BIRD), de R$ 54 milhões, que não aparecem na base de dados, totalizando R$ 100,2 milhões, ou 4,5% do total, o que ainda é menos do que a média executada no ano passado. 

A reportagem visitou os lotes 1, 4, 5 e 6 e viu materiais e pessoal parados em todos eles. A situação é mais grave no último, com 11,96 km de extensão, entre as cidades de Guarulhos e Arujá. Nenhum funcionário foi encontrado, e os canteiros estavam abandonados. No meio da Serra da Cantareira, apenas a terraplenagem, coberta de barro, estava concluída. 

Respostas 

O presidente da estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Laurence Lourenço, que toca a obra, diz que não há corte de verbas. No lote 1, afirma que há problema com o consórcio que executa o serviço. Nos demais, as chuvas estariam atrapalhando o andamento dos trabalhos, acrescido de atraso nas desapropriações. 

Já o Palácio dos Bandeirantes afirma em nota que "não há porque considerar" que o ritmo dos trabalhos está baixo e disse que a execução dos orçamentos do Metrô e da CPTM está acima do previsto. O governo também questiona o uso do PPA para acompanhar o andamento das construções. 


Fonte: O Estado de S. Paulo
Publicada em:: 02/03/2015

Traçado de ferrovia ainda não está confirmado para Campo Mourão

03/03/2015 - Tribuna do Interior

Foi divulgada na última semana que Campo Mourão está no traçado da Ferrovia Norte-Sul. Contudo, de acordo com a assessoria de imprensa da Valec, empresa do governo vinculada ao Ministério dos Transportes e responsável pela construção de Ferrovias no País, o trecho definitivo ainda não foi determinado. O EVTEA [Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental] está em fase final e apenas quando estiver concluído que será possível determinar se a cidade está ou não no traçado , explica Maria Alessandra Seadi, assessora da empresa. 

O que se sabe, até o momento, é que Campo Mourão está na diretriz do traçado, o que significa que é possível que esteja na rota definitiva da Ferrovia, mas ainda não foi determinado. De acordo com a assessoria, somente quando os estudos forem concluídos é que o traçado definitivo será divulgado. A expectativa é de que esses estudos fiquem prontos logo , assegura Maria Alessandra.

Entenda o caso 

Em abril do ano passado, em Brasília, o presidente da Associação Regional de Engenharia e Arquitetura de Campo Mourão (Area-CM), Julio Campanha, o deputado Rubens Bueno e o então presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão (Acicam), Marcelo Chiroli, participaram de uma reunião com o presidente da Valec, José Eduardo Castello Branco. 

Na oportunidade, apresentaram detalhes do Estudo Básico de Desenvolvimento Regional de Campo Mourão. O estudo prevê a implantação da Ferrovia na região para melhorar o escoamento da produção para o Porto de Paranaguá. Durante o encontro, Branco afirmou que o traçado do trecho sul da Ferrovia passará por Campo Mourão. 

Ferrovia Norte-Sul 

Conhecida como Norte-Sul, a Ferrovia 151 vai ligar o País do Pará ao Rio Grande do Sul, com 4.155,6 km de extensão. Quando estiver concluída, a obra vai reduzir os custos de comercialização dos produtos.

Fonte: Tribuna do Interior
Publicada em:: 03/03/2015

Entidades se juntam à OAB RC pela volta do trem de passageiros

03/03/2015 - Canal Rio Claro

A 4ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Rio Claro deu mais um passo no movimento iniciado pela entidade para reativar o trem de passageiros na cidade. A OAB realizou reunião na quinta-feira (26) com representantes de várias entidades para discutir o assunto. O objetivo é incluir o município no projeto do governo estadual que pretende implantar um trem metropolitano da capital até Americana. A OAB pleiteia que o trajeto seja estendido até Rio Claro. 

A reunião foi organizada pelo desembargador aposentado Dr. Irineu Carlos de Oliveira Prado, nomeado pela ordem para representá-la nesse projeto. O encontro foi iniciado pela presidente da OAB, Dra. Rosa Cattuzzo, que fez um breve relato sobre o início do projeto. Em sua fala, Oliveira Prado destacou a importância da ferrovia para o país, o estado e o município. Segundo ele, Rio Claro tem tradição ferroviária e merece fazer parte do projeto do governo estadual. 

Por isso, a reunião com as entidades para ouvir propostas que possam ser colocadas em prática para pressionar as autoridades e sensibilizá-las em favor do pleito. O deputado Aldo Demarchi comentou que já em 2007 alertou o governo sobre o saturamento do transporte rodoviário e a necessidade de investir nas ferrovias. O parlamentar declarou seu apoio ao projeto e se colocou à disposição para ajudar a viabilizá-lo. 

O prefeito Du Altimari falou sobre o projeto da prefeitura de transferir as oficinas da ALL do Centro para o Jardim Guanabara e a construção de uma avenida rápida da Avenida 26 a Batovi. Para ele é importante chamar a atenção do Estado para mostrar que Rio Claro gostaria de ser contemplada com o trem de passageiros porque tem tradição nesse tipo de transporte, além de ter as oficinas para conserto de vagões em funcionamento. Altimari colocou a prefeitura à disposição e sugeriu que o governo municipal, a Câmara de Vereadores e as entidades enviem ofícios às autoridades reforçando a reivindicação. 

A vice-prefeita Olga Salomão lembrou que o momento é propicio para o desenvolvimento de projetos no setor de transporte ferroviário porque tanto o governo federal quanto o estadual tem linhas de investimento abertas. Ela sugeriu que seja elaborado um projeto destacando os benefícios econômicos que o retorno do trem poderia trazer para Rio Claro e região. 
O presidente da Câmara Municipal, João Zaine, colocou o Legislativo Municipal à disposição do projeto e destacou a importância do encontro que reuniu representantes de vários segmentos da sociedade. 

Ficou decidido que será elaborado um abaixo-assinado para a coleta de assinaturas da população em prol da volta do trem de passageiros. As entidades ficarão responsáveis por coletar as assinaturas. O documento final será enviado para o governador e autoridades competentes. A coleta de assinaturas será feita de forma regional, também nas cidades de Santa Gertrudes, Cordeirópolis e Limeira. O Aglomerado Urbano de Piracicaba, composto por 22 municípios, também ofereceu apoio ao projeto. 

A reunião contou com a presença de Adilson Luiz Reali (Loja Maçônica Amizade Fraternal), Alcir José Russo Júnior (presidente da Comissão de Direito Político e Eleitoral da OAB), Assed Bittar Filho (diretor do Ciesp/Fiesp), Augustinho Parente (presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio Seresteiro), Carla Fernanda Bordin Lora (advogada), Célio Simões Cerri (presidente do Sindicato do Comércio Varejista), Clóvis Delboni (Acirc), Edgar Troppmair (Loja Maçônica Fraternidade e Justiça), Edvaldo Santos Silva (Sindicato da Alimentação), Emerson Augusto (jornalista/Câmara), Fábio P. Ferreira Costa (Templo Umbanda Vovô Serafim e Ogum 3 Espadas), Hercilia Schio (Lions Clube de Rio Claro Indaiá), Ionita de Oliveira Krugner (presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB),José Roberto Sant'Ana (assessor parlamentar), Luciana Imperatore Vianna (advogada), Luiz Gustavo (loja Maçônica Fraternidade de Santa Gertrudes), Marcio Antonio Muniz (ex-ferroviário), Milton Monaco (Loja Maçônica Amizade Fraternal), Nelson Anunciato (prefeitura), Osmar Campos Ribeiro (ex-ferroviário), Rene Neubauer (secretário de Turismo), Valtimir Ribeirão (prefeitura), Veruska Ramanauskas (Parlamento Regional Aglomerado Urbano de Piracicaba), Waldemar Neuton da Silva (presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários), Antonio Carlos Beltrame (presidente da Acirc/secretário de Desenvolvimento Econômico) e Almir Guilherme (presidente da Aspacer).

Fonte: Canal Rio Claro
Publicada em:: 03/03/201

VLI moderniza frota da Ferrovia Norte Sul com 18 novas locomotivas

03/03/2015- Burson-Marsteller - Corporate Communications

A VLI, empresa especializada em operações logísticas, está investindo na modernização da frota da Ferrovia Norte Sul com 18 novas locomotivas modelo SD70ACe. As primeiras máquinas, que vão substituir ativos mais antigos, chegaram a Imperatriz (MA) durante o último fim de semana. O investimento visa possibilitar ganhos em segurança operacional na linha férrea e aumentar a agilidade no escoamento dos produtos pelo corredor Centro-Norte, que interliga a cidade de Porto Nacional (TO) ao Porto do Itaqui, em São Luís (MA). 

Um esquema especial foi montado para transportar as locomotivas que passam a integrar a frota da Ferrovia Norte Sul (FNS). As máquinas fabricadas em Sete Lagoas (MG) são levadas por caminhões até Anápolis (GO), percorrendo uma distância de aproximadamente 770 km. Cada veículo de carga com 16 eixos transporta uma locomotiva. Dois guindastes de pórtico são utilizados no trabalho de embarque e desembarque dos equipamentos. 

Em Anápolis, as locomotivas são organizadas em comboios de enviadas por ferrovia para o pátio da VLI em Imperatriz. A expectativa é que o trajeto, de aproximadamente 800 km, seja feito em até dois dias. Na cidade maranhense, as locomotivas recebem equipamentos de bordo e ficam aptas para transportar cargas. 

Corredor Centro-Norte 

A chegada das 18 locomotivas faz parte da estratégia da VLI para alavancar o corredor logístico Centro-Norte, impulsionado pelo crescimento da região e pela demanda de transporte ferroviário, principalmente, para grãos. 

Com máquinas mais modernas e potentes, a VLI poderá realizar trens maiores, com menor quantidade de locomotivas, o que reduzirá a necessidade de manobras para a montagem dos trens, dando agilidade no escoamento dos produtos por ferrovia. 

"O plano de negócios da empresa prevê investimentos robustos no corredor Centro-Norte. Além do aporte em material rodante, também iniciamos as obras para construção de dois novos terminais intermodais voltados para grãos no Tocantins. Estamos atentos ao desenvolvimento da região e avançando nas frentes de trabalho para dar suporte a todo esse crescimento", destaca Fabiano Rezende, gerente do Corredor Centro-Norte da VLI. 

Sobre a SD70ACe 

Com potência de 4.300 hp, as SD70ACe apresentam uma redução de consumo de combustível em 13%, se comparado às locomotivas utilizadas atualmente na FNS. Os novos ativos seguem o padrão norte-americano, um dos mais rigorosos em relação à segurança e a conservação do meio ambiente. As cabines são climatizadas, com equipamentos para proporcionar conforto e segurança ao maquinista. Além disso, as operações na ferrovia ganharão em rapidez e eficiência. Cada máquina tem 23 metros de comprimento, pesa 180 toneladas e tem capacidade para tracionar 120 vagões.

Fonte: Burson-Marsteller - Corporate Communications
Publicada em:: 03/03/2015