terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Trecho da Fiol entre Ilhéus e Caetité ficará pronto em 2014

26/12/2011 - Jornal da Mídia

Com a conclusão das obras da Fiol, a expectativa é que a ferrovia dinamize o escoamento da produção nos dois estados

Salvador - As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) no trecho entre Ilhéus e Caetité, que começaram neste ano, ficarão prontas em 2014. Essa é a expectativa de Neville Barbosa, superintendente de Construção da Ferrovia Oeste-Leste da Valec, empresa do governo federal responsável pela obra. Estas e outras informações sobre a obra podem ser conferidas na entrevista exclusiva com o superintendente, que foi ao ar nesta segunda-feira (26), no canal da TV Seplan no Youtube.

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que ligará o município de Ilhéus na Bahia, à cidade de Figueirópolis, no estaado de Tocantins, formará um corredor de transporte que vai abrir uma nova alternativa logística para os portos no nordeste e otimizará a operação do Porto Sul e do novo aeroporto internacional de Ilhéus.

Com a conclusão das obras da Fiol, a expectativa é que a ferrovia dinamize o escoamento da produção nos dois estados, fazendo também a ligação com outros polos do país, além de promover um maior desenvolvimento agrícola da região Oeste da Bahia.

A TV Seplan é uma iniciativa da Secretaria do Planejamento que visa dar transparência aos fatos e dados recentes do planejamento no estado e pretende evitar distorções conceituais, técnicas e analíticas sobre estudos, pesquisas e tendências relacionadas à economia baiana. O canal da TV Seplan também está disponível no site da Seplan. Dúvidas, críticas e sugestões de pauta podem ser encaminhadas para o e-mail tvseplan@seplan.ba.gov.br.

Ferroeste vai dobrar capacidade com cinco novas locomotivas

27/12/2011 - Agência Paraná

A empresa atende hoje apenas 5% da demanda por transporte ferroviário de produtos do Oeste do Paraná, Sul do Mato Grosso e Paraguai.

Pela primeira vez desde que foi criada, em 1988, a Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste) investirá na compra de locomotivas próprias. A aquisição de cinco novas máquinas, que acaba de ser autorizada pelo governador Beto Richa, dobrará a capacidade de tração da empresa e é mais um passo no processo de recuperação da Ferroeste iniciado este ano. Serão investidos R$ 8 milhões, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) do Estado.

“Estamos investindo para que a Ferroeste volte a ser referência”, disse o governador ao anunciar a medida. Ele lembrou que a licitação anterior foi suspensa em razão do elevado custo financeiro – sete locomotivas do mesmo modelo por R$ 25 milhões. “Conseguimos interromper o processo antigo, agindo com rigor absoluto e austeridade nos gastos”, disse Richa.

De acordo com o diretor presidente da Ferroeste, Maurício Querino Theodoro, a licitação para compra das locomotivas deverá ser aberta em janeiro e a previsão é que elas comecem a rodar no segundo semestre de 2012.

A Ferroeste conta hoje com 10 locomotivas (todas alugadas), das quais seis operantes e uma em recuperação. São máquinas com 1.300 HP de potência. As novas máquinas terão entre 2.400 e 3 mil HP. “Hoje, cada locomotiva traciona oito vagões. As novas poderão tracionar entre 14 e 18 vagões cada uma, o que significa atender a um número bem maior de clientes”, explica Theodoro.

Segundo ele, a empresa atende hoje apenas 5% da demanda por transporte ferroviário de produtos do Oeste do Paraná, Sul do Mato Grosso e Paraguai. Com as novas locomotivas, poderá atender cerca de 10%. “Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas o governo do Estado tem a firme determinação de recuperar a Ferroeste e fazer dela uma empresa competitiva e capaz de contribuir efetivamente para o desenvolvimento econômico do Estado”, afirma.

INVESTIMENTOS – Quando entrarem em operação, as novas locomotivas rodarão em condições bem melhores que as encontradas pela atual administração na estrutura da Ferroeste. O presidente da empresa conta que um dos primeiros desafios foi reduzir o tempo de viagem dos trens, que levavam até 12 horas para fazer o percurso entre Cascavel e Guarapuava – projetado originalmente para um tempo de oito horas. Dormentes quebrados e equipamentos danificados à beira da ferrovia restringiam a velocidade.

Em parceria com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a Ferroeste iniciou uma operação de manutenção preventiva na via permanente, limpando as canaletas e retirando um volume de material que já chegou a 2.200 metros cúbicos. Com isso, o tempo de viagem foi reduzido para oito horas.

Além de melhorar a capacidade operacional, o governo também vem investindo para ampliar a capacidade de tração da Ferroeste. Técnicos da estrada de ferro iniciaram a recuperação de locomotivas inservíveis que estavam paradas nos pátios da empresa.

“Pela primeira vez na história da Ferroeste nós recuperamos cinco locomotivas, dentro da nossa oficina, com nossos funcionários e alguns terceirizados, fazendo inclusive a pintura das máquinas”, disse Theodoro.

PEÇAS – A estrutura da Ferroeste também está sendo reforçada graças a um acordo pelo qual o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) cedeu à empresa 150 toneladas de material ferroviário, incluindo cerca de 140 mil peças, quatro locomotivas, motores usados, empilhadeiras e outros equipamentos. O material pertenceu à antiga Rede Ferroviária Federal.

De acordo com Theodoro, a Ferroeste já recebeu duas carretas com materiais e até metade de janeiro chegarão mais sete. As locomotivas deverão ser entregues até fevereiro. Depois de recuperadas, elas serão colocadas em operação. “Equivalerá a colocar para rodar mais seis máquinas, aumentando em 60% a capacidade de tração atual”, diz o presidente da empresa.

As peças cedidas pelo DNIT formarão um estoque suficiente para os próximos 10 anos, garantindo economia à ferrovia paranaense. O gasto da Ferroeste com peças este ano foi de R$ 2,7 milhões.

EXPANSÃO – No balanço de ações do ano, Theodoro também destaca o projeto de expansão da Ferroeste de Cascavel até Dourados e Maracaju, no Mato Grosso do Sul, passando por Guaíra, e de Guarapuava ao Porto de Paranaguá. “Estamos com um projeto de viabilidade técnica, econômica e ambiental junto à Valec”, disse o presidente da empresa, referindo-se à estatal vinculada ao Ministério dos Transportes. De acordo com ele, informações do ministério dão conta de que o processo deverá ser reaberto no primeiro trimestre de 2012.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Peças da extinta RFFSA começam a ser transferidas para a Ferroeste

21/12/2011 - Governo do Estado do Paraná

De acordo com o presidente da Ferroeste, as locomotivas e outros equipamentos cedidos ao Paraná exigem logística especial e serão transportados entre janeiro e fevereiro.

As peças cedidas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) à Ferroeste começam a ser recolhidas. Uma parte do material está em Campinas, interior de São Paulo, e ocupará três carretas que devem ser transportadas nesta quinta-feira (22) para as oficinas em Guarapuava, no Centro do Estado. Todo o processo gerará economia superior a R$ 13 milhões na compra de peças de reposição.

O valor contábil do material da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) estocado em Campinas e cedido à Ferroeste é de R$ 325,9 mil. O valor de mercado, entretanto, é estimado em R$ 5,7 milhões. São peças de valor unitário de R$ 5 a R$ 2.500,00 e R$ 10 mil.

As carretas serão carregadas com itens como anéis de pistão, abraçadeiras, arruelas, cabeçotes e bielas. Também constam da cessão de uso bobinas, balancins, buchas, casquilhos e relés, além de chaves termostáticas, bombas de óleo, coroas, cubos, eixos, êmbolos, engrenagens, filtros, fusíveis, mancais, molas, pinhão, resistências, válvulas e virabrequins.

A entrega simbólica do material foi realizada pelo coordenador de Patrimônio Ferroviário do DNIT, Luciano Sacramento, e pelo membro da Subcomissão Regional de São Paulo, o analista administrativo Naotaka Chinen. Participaram da cerimônia, na quarta-feira (15) da semana passada, em Campinas, o presidente da Ferroeste, Maurício Querino Theodoro, e o diretor de Produção da ferrovia, Mauro Fortes Carneiro.

Locomotivas – De acordo com o presidente da Ferroeste, as locomotivas e outros equipamentos cedidos ao Paraná exigem logística especial e serão transportados entre janeiro e fevereiro. São quatro locomotivas fora de uso (valor contábil de R$ 600 mil e valor de mercado de R$ 4,8 milhões), que serão reformadas pela Ferroeste, além de motores a diesel (R$ 170 mil e valor de mercado de R$ 800 mil) e outros equipamentos.

Quando for concluída toda a operação de cessão de bens pelo DNIT, a Ferroeste contabilizará um total de R$ 1,8 milhão em peças, materiais e equipamentos, o equivalente a R$ 15,4 milhões, em valor estimado de mercado, após a recuperação das peças pela oficina da empresa, em Guarapuava. A operação é o resultado de um contrato de cessão de direito de uso gratuito firmado com o DNIT.

A entrega simbólica do primeiro lote ocorreu dia 1º de dezembro, no almoxarifado do DNIT, na rodoferroviária de Curitiba. Outros lotes serão retirados nos próximos meses dos depósitos do DNIT na Vila Oficinas, também em Curitiba, e dos armazéns de Sorocaba e Bauru (SP). Segundo Theodoro, essa operação representa uma grande economia com a compra de peças. “Além de servir para reposição, o material será usado na recuperação de locomotivas que foram doadas à Ferroeste pelo DNIT”, explicou o presidente da empresa paranaense.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Transnordestina estima empregar mais 3 mil pessoas no Piauí

20/12/2011

Uma das mais importantes obras do Programa de Aceleração Crescimento (PAC) no Nordeste, a ferrovia Transnordestina mudará a realidade da região

Com informações do jornal Valor Econômico

A expectativa do governo é que mais 3 mil pessoas possam ser contratadas trabalhar no trecho da Transnordestina que corta o Piauí. Atualmente 2 mil pessoas já atuam nas obras da ferrovia nos municípios de Elizeu Martins, Simplício Mendes e Itaueira.

A ferrovia passará pela região do cerrado piauiense, que se destaca pela produção de grãos, principalmente soja, e pela extração de minério. A exportação de soja gerou US$ 80,9 milhões em divisas para o Estado no ano. Os trilhos eliminarão gargalos no escoamento, contribuindo para aumentar o volume de embarque.

De acordo com Mirócles Veras, coordenador estadual do PAC, o governo do Piauí planeja construir uma ferrovia para ligar o município de Simplício Mendes à capital Teresina e Paranaíba. Há estudos, também, sobre a navegabilidade do Rio Parnaíba e projetos de construção de rodovias federais. "Outro importante projeto para a região é a Transcerrados, uma parceria público-privada, ligando os municípios de Sebastião Leal e Monte Alegre, que beneficiará diretamente o polo Uruçui-Gurguéia, onde se concentra a maior parte da produção de grãos do Piauí", revela.

O avanço total da obra da Transnordestina, até o momento, é de 40%, relata Tufi Daher Filho, presidente da TLSA, acrescentando que no projeto já foram aplicados R$ 2,8 bilhões, cerca da metade do orçamento de R$ 5,4 bilhões previstos - valor que está em processo de revisão.

Uma das mais importantes obras do Programa de Aceleração Crescimento (PAC) no Nordeste, a ferrovia Transnordestina mudará a realidade da região onde serão instalados os 1.728 km de trilhos que cortarão os Estados do Piauí, Ceará e Pernambuco. Mais do que o principal modal para escoamento da produção até os portos de Pecém (CE) e Suape (PE), o projeto assume o papel o indutor de outros empreendimentos paralelos já programados pelos governos estaduais para impulsionar a economia local.

No Ceará, por exemplo, estão sendo feitos estudos das localidades que poderão abrigar os dez entrepostos que o governo estadual planeja construir ao longo do trecho cearense da ferrovia, entre Missão Velha e Pecém, que tem 527 quilômetros de extensão. "Tão logo as obras da ferrovia estejam concluídas queremos ter os entrepostos prontos", revela Otacílio Borges, secretário adjunto da Secretaria de Infraestrutura.

O objetivo, segundo ele, é estimular a produção local e permitir o escoamento até o porto, para o embarque dos produtos rumo ao mercado internacional. Os estudos estão sendo feitos pela Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e definirão os investimentos no empreendimento. A ideia é construir, inicialmente, cinco entrepostos.

Também faz parte dos planos a construção de um ramal ferroviário ligando os municípios de Piquet Carneiro e Crateús, uma distância de aproximadamente 200 quilômetros. O interesse nesse projeto é grande porque beneficiaria uma região que abriga a mina Santa Quitéria, em Itataia, descoberta em 1976, que possui jazidas de fosfato, utilizado na produção de fertilizantes, e de urânio. A região é rica, também, em pedras ornamentais, tanto mármore quanto granito. Borges diz que a expectativa é de que o projeto executivo esteja definido entre fevereiro e março do próximo ano. O início das obras dependerá de negociações com a Transnordestina Logística S.A. (TLSA), controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e responsável pelo projeto da ferrovia, e com o Ministério dos Transportes.

As obras estão em ritmo acelerado em Pernambuco e Piauí, onde o processo de desapropriação fluiu rapidamente. Pelo cronograma, o trecho cearense de Missão Velha a Pecém será o último a ser concluído, em 2014. Atualmente, o projeto já tem 100 km de grade ferroviária montada, sendo 60 km no Ceará e 40 km em Pernambuco, o que corresponde a 6% da extensão total da ferrovia. A meta é concluir 2011 com 150 km, atingindo 9% do malha.


Fonte: Clipping Express

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ANTT quer modernizar três trechos de ferrovias

16/12/2011 - Valor Econômico

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANNT), Bernardo Figueiredo, afirmou nesta sexta-feira que está negociando com as concessionárias do segmento de ferrovias as alternativas para modernizar os trechos em operação que estão subutilizados por falta de investimentos.

Figueiredo disse que foram selecionados três trechos inicialmente. Dois deles estão concedidos à FCA, os de Recife a Belo Horizonte e de Vitória ao Rio de Janeiro. O outro está com a concessionária ALL, no trajeto de São Paulo a Porto Alegre.

O diretor da ANTT esclareceu que os três trechos oferecem condições de trafegabilidades conforme estabelece o contrato de concessão, mas precisam ter a capacidade de transporte e velocidade ampliada. “Só colocar eles em condições adequadas [aos contratos] não é suficiente para estarem em condições competitivas”, afirmou Bernardo em encontro com jornalistas.

A ANTT debate duas alternativas de acordos com as concessionárias. A primeira prevê que as empresas reformem os trechos e obtenham retorno financeiro a partir do ganho de eficiência da ferrovia. A segunda possibilidade estabelece a devolução do trecho envolvido na negociação para que o governo faça uma nova licitação garantindo apenas o direto de transporte do volume previsto no contrato antigo.

Ferrovia Transnordestina estimula programas regionais no nordeste

19/12/2011 - 180 Graus

O impacto positivo da Transnordestina no Piauí pode ser medido na geração de empregos diretos

Uma das mais importantes obras do Programa de Aceleração Crescimento (PAC) no Nordeste, a ferrovia Transnordestina mudará a realidade da região onde serão instalados os 1.728 km de trilhos que cortarão os Estados do Piauí, Ceará e Pernambuco. Mais do que o principal modal para escoamento da produção até os portos de Pecém (CE) e Suape (PE), o projeto assume o papel o indutor de outros empreendimentos paralelos já programados pelos governos estaduais para impulsionar a economia local.

No Ceará, por exemplo, estão sendo feitos estudos das localidades que poderão abrigar os dez entrepostos que o governo estadual planeja construir ao longo do trecho cearense da ferrovia, entre Missão Velha e Pecém, que tem 527 quilômetros de extensão. "Tão logo as obras da ferrovia estejam concluídas queremos ter os entrepostos prontos", revela Otacílio Borges, secretário adjunto da Secretaria de Infraestrutura.

O objetivo, segundo ele, é estimular a produção local e permitir o escoamento até o porto, para o embarque dos produtos rumo ao mercado internacional. Os estudos estão sendo feitos pela Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e definirão os investimentos no empreendimento. A ideia é construir, inicialmente, cinco entrepostos.

Também faz parte dos planos a construção de um ramal ferroviário ligando os municípios de Piquet Carneiro e Crateús, uma distância de aproximadamente 200 quilômetros. O interesse nesse projeto é grande porque beneficiaria uma região que abriga a mina Santa Quitéria, em Itataia, descoberta em 1976, que possui jazidas de fosfato, utilizado na produção de fertilizantes, e de urânio. A região é rica, também, em pedras ornamentais, tanto mármore quanto granito. Borges diz que a expectativa é de que o projeto executivo esteja definido entre fevereiro e março do próximo ano. O início das obras dependerá de negociações com a Transnordestina Logística S.A. (TLSA), controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e responsável pelo projeto da ferrovia, e com o Ministério dos Transportes.

Missão Velha, no Cariri, "o oásis cearense", tem uma vocação para prestação de serviços, relata Borges. Mas não muito distante dali, no município de Barbalha, existe uma fábrica de trem, a Bom Sinal, e a intenção do governo estadual é aproveitar o projeto da Transnordestina para atrair fornecedores de insumos e montar um polo ferroviário. Fundada em 1999, a Bom Sinal forneceu o VLT (Veéculo Leve sobre Trilhos) que faz a linha entre Juazeiro e Crato, e tem encomendas de Maceió e Recife.

O impacto positivo da Transnordestina no Piauí pode ser medido na geração de empregos diretos. Nos quatro lotes que estão em obras - de um total de sete no Estado -, contemplando os municípios de Elizeu Martins, Simplício Mendes e Itaueira, trabalham atualmente 2 mil pessoas, número que pode subir para 5 mil quando os outros três lotes estiverem em construção. A ferrovia passará pela região do cerrado piauiense, que se destaca pela produção de grãos, principalmente soja, e pela extração de minério. A exportação de soja gerou US$ 80,9 milhões em divisas para o Estado no ano. Os trilhos eliminarão gargalos no escoamento, contribuindo para aumentar o volume de embarque.

De acordo com Mirócles Veras, coordenador estadual do PAC, o governo do Piauí planeja construir uma ferrovia para ligar o município de Simplício Mendes à capital Teresina e Parnaíba. Há estudos, também, sobre a navegabilidade do Rio Parnaíba e projetos de construção de rodovias federais. "Outro importante projeto para a região é a Transcerrados, uma parceria público-privada, ligando os municípios de Sebastião Leal e Monte Alegre, que beneficiará diretamente o polo Uruçu-Gurguéia, onde se concentra a maior parte da produção de grãos do Piauí", revela.

O avanço total da obra da Transnordestina, até o momento, é de 40%, relata Tufi Daher Filho, presidente da TLSA, acrescentando que no projeto já foram aplicados R$ 2,8 bilhões, cerca da metade do orçamento de R$ 5,4 bilhões previstos - valor que está em processo de revisão. As obras estão em ritmo acelerado em Pernambuco e Piauí, onde o processo de desapropriação fluiu rapidamente. Pelo cronograma, o trecho cearense de Missão Velha a Pecém será o ultimo a ser concluído, em 2014. Atualmente, o projeto já tem 100 km de grade ferroviária montada, sendo 60 km no Ceará e 40 km em Pernambuco, o que corresponde a 6% da extensão total da ferrovia. A meta é concluir 2011 com 150 km, atingindo 9% do malha.

Valec retoma obras no início de 2012, diz ANTT

19/12/2011 - DCI/SP

Os principais projetos que devem ser retomados estão a Transnordestina, a conclusão da Ferrovia Norte-Sul até São Paulo e sua a extensão até Dourados (MT), além da Oeste-Leste, na Bahia

Brasília - Após a paralisação causada pelas denúncias que envolveram o Ministério dos Transportes este ano, a Valec deve retomar as obras nos principais eixos ferroviários do País no início de 2012, afirmou o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo.

De acordo com ele, a estatal está em negociação com as empresas contratadas para atenderem todas as recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) para a continuidade de cerca de 6 mil quilômetros de obras. Os principais projetos que devem ser retomados estão a Transnordestina, a conclusão da Ferrovia Norte-Sul até São Paulo e sua a extensão até Dourados (MT), além da Oeste-Leste, na Bahia, entre outros.

Além disso, o governo planeja a modernização de mais seis mil quilômetros de ferrovias já concedidas, mas que estão defasadas em relação ao modelo atual de negócios. Tratam-se de ferrovias centenárias, como a São Paulo-Porto Alegre, a Vitória-Rio e a Recife-Belo Horizonte.

A ANTT já estaria negociando com as concessionárias ALL e FCA a modernização desses trechos. Caso não haja interesse das empresas, o governo poderia retomar essas ferrovias para novas licitações para as obras, mantendo nas as atuais concessionárias apenas a capacidade que elas têm utilizado. Segundo Bernardo, apenas cerca de 50% das estruturas atuais poderiam ser preservadas nesses casos. "Será preciso eliminar gargalos." A modelagem para esses trechos, acrescentou, deve ser apresentada até março.

Fonte: DCI/SP
 

sábado, 17 de dezembro de 2011

Edital para o leilão do trem-bala é confirmado para janeiro

17/12/2011 - O Estado de São Paulo

A ANTT já definiu o modelo do TAV, mas a proposta ainda precisa ser validada pelos ministros do PAC

Por Eduardo Rodrigues

Após sucessivos adiamentos, a nova proposta de edital para o leilão do trem-bala brasileiro - que ligará Campinas a São Paulo e Rio - será publicada no dia 10 de janeiro de 2012. A promessa foi feita ontem pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, que acrescentou que, após um período de consulta pública, o edital definitivo deve ser publicado até o dia 10 de março, com o leilão previsto para acontecer seis meses depois.

"O modelo final do Trem de Alta Velocidade (TAV) já está fechado na ANTT, mas ainda precisa ser validado pelos ministros que coordenam o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)", afirmou Figueiredo.

"Espero que possamos definir isso em uma reunião na próxima semana", completou.

Depois de várias tentativas fracassadas de leilão, o governo decidiu dividir em duas partes o processo de licitação do trem-bala. Na primeira fase, será escolhida a tecnologia empregada na operação dos trens. Posteriormente, após a conclusão do projeto executivo pelo consórcio vencedor, a ANTT vai leiloar lotes para as obras civis do trajeto, com a esperada participação de diversas empreiteiras.

Retomada. Figueiredo garantiu também que a Valec - estatal que cuida do setor de ferrovias - deve retomar as obras nos principais eixos ferroviários do País no início de 2012.

Os projetos da estatal foram paralisados por causa das denúncias que envolveram o Ministério dos Transportes neste ano, mas, segundo ele, a companhia está em negociação com as empresas contratadas para o atendimento de todas as recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU).

A intenção é dar finalmente continuidade a cerca de 6 mil quilômetros de obras. De acordo com Figueiredo, os principais projetos que devem ser retomados são a ferrovia Transnordestina, a conclusão da ferrovia Norte-Sul até São Paulo e a sua extensão até Dourados (MT), além da Oeste-Leste na Bahia, entre outros.

Além disso, acrescentou o diretor, o governo planeja a modernização de outros 6 mil quilômetros de ferrovias já concedidos, mas que estão defasados em relação ao modelo atual de negócios. Tratam-se de ferrovias centenárias, como a São Paulo-Porto Alegre, Vitória-Rio e Recife-Belo Horizonte. "Nesses casos é preciso uma completa reestruturação, porque apenas recuperá-los não seria suficiente para torná-los competitivos", disse o diretor.

Segundo Figueiredo, apenas metade das estruturas atuais poderiam ser preservadas nesses casos. "Será preciso rever várias características e eliminar gargalos, como curvas muito apertadas, rampas muito elevadas e passagens urbanas, além de trazerem essas ferrovias para bitolas compatíveis", afirmou.

Fonte: O Estado de S. Paulo

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Chineses apresentam estudo para trecho da Ferronorte

15/12/2011 - 24 Horas News

Engenheiros da empresa chinesa Railway, interessada na concessão da ferrovia Ferronorte, no trecho entre Cuiabá-Santarem, se reuniram em Brasília, com o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, o coordenador da bancada do centro-oeste, deputado federal Wellington Fagundes (PR) e com governador Silval Barbosa (PMDB), para apresentar estudos técnicos, econômicos e ambientais, realizados na área onde será construída a ferrovia.

De acordo com o grupo chinês, as análises detectaram que no trecho de aproximadamente 2 mil quilômetros por onde passará os trilhos, não há impedimento técnico ou ambiental para a realização da obra.

A intenção da empresa chinesa é discutir com o governo a melhor estratégia a ser utilizada para a construção respeitando as características da região. Segundo o secretário de estado de acompanhamento de logística intermodal de transporte, Francisco Vuolo, que também participou da reunião, os contratos para iniciar as obras devem ser firmados em 2012.

"O desejo do governo do Estado e da bancada federal mato-grossense é que a ferrovia avance até Santarém, garantindo a integração, potencializando o Estado e fazendo com que Mato Grosso seja mais competitivo", acrescentou Vuolo.

Para Fagundes a construção vai facilitar o escoamento da produção de Mato Grosso. “Mato Grosso tem hoje o maior volume de produção agrícola do país e tudo é transportado por rodovias, precisamos buscar alternativas e a ferrovia é hoje dos meios de transportes mais viáveis para o Estado”.

O presidente da ANTT ressaltou que o empenho demonstrado pelo grupo chinês e governo do Estado é um grande passo para a concretização desse trecho da Ferronorte. “Existe grande possibilidade do projeto ser realizado, pois o governo federal tem demonstrado interesse na construção de ferrovias no país, e o Estado necessita de uma logística mais competitiva”.

Obras de trecho da Fiol seguem em ritmo acelerado

16/12/2011 - Agecom (BA)

Cerca de dois mil trabalhadores fazem parte da construção do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que segue em ritmo acelerado. Desde o início de 2011 estão sendo feitas intervenções entre Caetité e Ilhéus, numa extensão de 537 km. Os quatro eixos de trabalho cortam quase 20 municípios.

Quando estiver em pleno funcionamento, a estrada de ferro vai interligar o Porto Sul, em Ilhéus, à Ferrovia Norte-Sul, em Figueirópolis, no Tocantins. Com investimentos estimados em R$ 6 bilhões, serão mais de 1,5 mil km de extensão, por onde será escoada a produção agrícola da Bahia, fertilizantes, e principalmente, minérios.

PPP de trens regionais será feito em pacote único

16/12/2011 - Folha de São Paulo

As ferrovias para interligar São Paulo a cidades do interior serão feitas por uma grande parceria público privada, em um único pacote. "A empresa ou o consórcio interessado no empreendimento deverá operar todo o conjunto", diz o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

De certo, serão três expressos regionais, mas poderão vir a ser quatro, se o trem-bala não sair do papel. "A linha Campinas, Guarulhos, São José dos Campos é uma possibilidade se o TAV [trem de alta velocidade] desistir do trecho a partir de Campinas. Não queremos entrar em conflito com o TAV", afirma o secretário.

O projeto mais adiantado é o da ferrovia para Jundiaí, que já tem o projeto funcional. O percurso São Paulo até aquela cidade, hoje feito em duas horas em trens da CPTM, será de cerca de 25 minutos, sem nenhuma parada intermediária, a uma velocidade máxima de 180 km por hora.

O trajeto de 45 km, com 14 km de túneis, tem orçamento estimado em R$ 3 bilhões. Está prevista uma estação metropolitana na Água Branca (zona oeste da cidade), que receberá tanto o trem de Jundiaí quanto o de Sorocaba.

Essa segunda linha, cujo projeto funcional ficará pronto entre fevereiro e março, poderá ter uma parada em São Roque. O terceiro trajeto, para Santos, terá estação em Santo André ou Mauá.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ferrovia Norte-Sul terá concessões sob nova regra

14/12/2011 - Valor Econômico

O novo modelo de concessão, criticado pelas empresas do setor, vai exigir a negociação direta com empresas que, até então, tem o controle de tráfego das ferrovias.

A Valec quer oferecer as primeiras concessões da Ferrovia Norte-Sul já no segundo semestre do ano que vem. Até junho de 2012, segundo o presidente da estatal, José Eduardo Castello, serão concluídas as obras do trecho de 855 quilômetros de extensão, entre as cidades de Palmas e Anápolis. A ideia é fazer a primeira concessão de ferrovia do país baseada no novo modelo de utilização de malha, que acaba com o monopólio dos trilhos e abre espaço o uso compartilhado da rede.

O novo modelo de concessão, criticado pelas empresas do setor, vai exigir a negociação direta com empresas que, até então, tem o controle de tráfego das ferrovias. Na própria Ferrovia Norte-Sul, a parte da malha que chega ao litoral do Maranhão e está em operação foi concedida em 2007 para a mineradora Vale.

Uma segunda etapa de obra para a FNS - de Anápolis (GO) até Estrela d"Oeste (SP) - está em obras e, segundo Castello, será entregue até julho de 2014. A conclusão das obras é aguardada com expectativa pelos municípios cortados pela ferrovia. "A Norte-Sul já está com 90% de suas obras estruturais prontas aqui na região. O que está faltando agora são ajustes e sinalizações, mas houve uma redução sensível no ritmo das obras ao longo deste ano", disse o prefeito da cidade goiânia e Uruaçu, Lourenço Pereira Filho (PP). "A primeira expectativa era de que a obra ficasse pronta em dezembro de 2010, depois abril de 2011, e agora fala-se em maio de 2012", comentou.

As mudanças de projetos previstas pela Valec também passam por uma revisão geral da Ferrovia Centro-Oeste (Fico). A chamada "Ferrovia da Soja" tem, até agora, apenas um projeto básico deficiente. " Vamos fazer o edital de licitação para o projeto executivo dessa ferrovia, no trecho de Lucas do Rio Verde (MT) à Campinorte (GO), onde se liga com a Norte-Sul. Vamos tentar sair do zero e fazer as coisas bem feitas", afirmou o presidente da estatal.

A previsão é de que a Fico seja executada em duas etapas. A primeira fase, cuja extensão é de 1.040 quilômetros, prevê investimento de R 4,1 bilhões, recurso que sairá do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O segundo trecho da obra, orçado em mais R$ 2,3 bilhões, seguirá de Lucas do Rio Verde até o município de Vilhena (RO), somando mais 598 quilômetros de malha.

Fonte: Valor Econômico

Traçado da Fiol será revisto

14/12/2011 - Valor Econômico

A Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), obra que vai cortar o Estado baiano, ligando a cidade de Ilhéus, no litoral, ao município de Figueirópolis, em Tocantins, terá de passar por uma revisão geral. O traçado atual da Fiol, segundo o presidente da Valec, José Eduardo Castello, enfrenta graves problemas com a desapropriação de áreas de licenciamento ambiental complexo.

"São dois abacaxis que temos de descascar. Temos feito reuniões diárias com as equipes de cada área para ver como vamos destravar isso. São gargalos sérios", afirmou Castello.
Com 1.022 quilômetros de extensão, a Fiol soma investimentos de R$ 4,198 bilhões, dinheiro que sairá do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No primeiro trecho de 537 quilômetros da ferrovia, do litoral até a cidade de Caetité, ainda dentro da Bahia, o trajeto inclui dificuldades como a construção de uma ponte com mais de 3 quilômetros de extensão para cruzar o rio São Francisco. O segundo trecho passa por regiões com inúmeras cavernas, reservas indígenas e até áreas de ocupação irregular.

O problema é que todas as obras da ferrovia já foram licitadas no ano passado. Sete consórcios, com um total de 24 empresas, dividem a construção da ferrovia. Hoje está tudo parado. Nem 10% da extensão total foi construída. "Estamos discutindo com o TCU (Tribunal de Contas da União) se haverá ou não uma nova licitação de alguns lotes. Tudo está sendo reavaliado", garantiu o presidente da Valec.

Os problemas deverão atrasar ainda mais o cronograma previsto para a ferrovia. A previsão inicial era de que o primeiro trecho até Caetité ficasse pronto até julho do próximo ano. A segunda etapa, que emenda mais 485 quilômetros até o município de Barreiras (BA), seria entregue em julho de 2013. Faltariam ainda mais 505 quilômetros para chegar à cidade de Figueirópolis, já no Tocantins, onde ela se encontra com a Ferrovia Norte-Sul (FNS).

A situação da Fiol, que até o início do ano era citada como "preocupante" no balanço do PAC, passou a ser considerada entre as obras em estado de "atenção" no relatório divulgado em novembro pelo governo. No balanço, o prazo para entrega do trecho entre Ilhéus e Caetité foi esticado para junho de 2014. A segunda etapa só deverá ser entregue em dezembro de 2015, portanto, após o término da gestão da presidente Dilma Rousseff. Para a etapa final, que chega a Figueirópolis, nem há uma previsão.

Congresso libera R$ 164 mi em créditos extraordinários

13/12/2011 - Agência Brasil

O Congresso Nacional autorizou hoje a liberação de R$ 164 milhões em créditos extraordinários para investimento dos ministérios. Para o Ministério dos Transportes, serão R$ 116 milhões. Parte do dinheiro será destinado à Ferrovia Norte-Sul, no trecho Aguiarnópolis-Palmas, onde as obras já estão em andamento, e parte à Ferronorte, entre Rondonópolis e Cuiabá, para estudos de viabilidade que serão feitos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Outro órgão relacionado à pasta que receberá parte do dinheiro é o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Os recursos servirão para a construção de travessias urbanas, pontes e trechos da malha rodoviária, segundo informações da Agência Senado.

Os créditos extraordinários foram aprovados hoje (13) em sessão do Congresso Nacional.

Também foram aprovados recursos extras para os ministérios do Planejamento e das Cidades, que, juntos, receberão R$ 47,7 milhões. A pasta das Cidades irá usar sua parte em obras de infraestrutura nos estados do Pará, de Minas Gerais, São Paulo e do Rio Grande do Sul.

Ministério da Saúde também teve aprovado crédito extra de R$ 300 mil. Com isso, o total de recursos extras liberados no início desta tarde somou R$ 164 milhões.

Para amanhã (14), está prevista nova sessão do Congresso Nacional para votar nova autorização de créditos extraordinários para ministérios.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Trecho entre Cuiabá e Rondonópolis pode ter vagões para passageiros


11/12/2011

Valérya Próspero

     Devido ao fluxo intenso de passageiros entre Cuiabá e Rondonópolis, o secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística, Francisco Vuolo (PR), revela que existe a possibilidade da Ferronorte, conhecida por Senador Vicente Vuolo, transportar pessoas, apesar do foco ser o escoamento de grãos.

     A empresa responsável pela construção dos trilhos era a América Latina Logística (ALL), que devolveu a concessão do trecho ao governo do Estado após ser pressionada para definir a data para entrega das obras. “Se ficasse nas mãos da ALL, teria que respeitar a capacidade de endividamento e de investimento dela”, diz Vuolo.

     A maior empresa na área de logística e construção de ferrovias da Itália, a Salcef, vai protocolar uma carta de intenção para ficar responsável pelo trecho da Ferronorte. Segundo o secretário, há a possibilidade da obra ficar sob a responsabilidade do governo estadual, ou com os italianos, mas também pode ser firmada uma parceria público-privada.

     Cuiabá fica a aproximadamente 220 km de Rondonópolis, distância semelhante ao trecho entre Alto Araguaia e a cidade-pólo do Sul do Estado. Porém, o custo da obra neste trecho deve ser maior. Enquanto a estimativa de gasto com a Ferronorte é de R$ 800 milhões, a outra parte não deve ultrapassar os R$ 780 milhões. A diferença nos valores se deve ao fato do trecho até a baixada cuiabana ser mais acidentado, com solo irregular.

     A verba para a construção foi assegurada pelo senador Blairo Maggi (PR) mediante emenda parlamentar. “São R$ 800 milhões da emenda e já estamos trabalhando para estar no PPA 2013/2015”, declarou. Ele acredita que, em 18 meses, o projeto básico deve estar pronto. Em seguida, a obra poderá ser licitada.

     Vuolo explica que o governo já liberou R$ 14 milhões apenas para os estudos ambientais, de viabilidade e para a elaboração do projeto básico. Com isto, segundo Vuolo, não será preciso esperar que o terminal de Rondonópolis fique pronto para começar os trabalhos até a Capital. O secretário ressalta que todo modelo é definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e, por isso, o direito de passagem para cargas e os transportes estão assegurados. “Ela (Salcef) não vai competir com a ALL, mas sim se inter-relacionar”.

Ferrovia Norte-Sul: pronta e parada

13/12/2011 - Porto Gente

A previsão para inauguração dos 900 km estava prevista para ocorrer entre os meses de abril e junho de 2014.

A inauguração de 900 km da ferrovia Norte-Sul está impedida por causa de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), é o que informa, de Brasília, a jornalista Caroline Aguiar. Os auditores constataram indícios de sobre preço em dois trechos de aproximadamente 200 km cada, entre Palmas, no Tocantins, e Anápolis, Goiás. Na avaliação do tribunal, o prejuízo é de R$ 80 milhões.

Efeito dominó

As suspeitas em apenas alguns trechos impedem a inauguração de um longo trecho da malha pelo fato de os trilhos estarem interligados. A ferrovia Norte-Sul liga Belém, no Pará, a Goiânia, capital de Goiás, num total de 3.100 km de extensão.

Leite derramado

José Eduardo Castelo Branco, presidente da Valec, empresa estatal responsável pela construção das ferrovias, lamenta a situação. “É uma pena que toda uma malha fique parada e deixe de produzir por causa de pequenos trechos. Mas estamos fazendo tudo o que é possível para resolver a situação o quanto antes”.

Prova dos nove   

Ainda segundo o presidente da Valec, a empresa pediu uma tomada de contas especial para verificar se realmente houve sobrepreço. “Se há irregularidades, vamos corrigi-las”, prometeu. A previsão para inauguração dos 900 km estava prevista para ocorrer entre os meses de abril e junho de 2014. O percentual de conclusão da obra é de 92%.

Tem mais

Os problemas também estão presentes na ferrovia Oeste-Leste, que tem cinco trechos sob suspeita. Todos estão tendo os projetos executivos refeitos e três deles estão paralisados. 

Tempo é dinheiro

Mauro Lourenço Dias, professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), está preocupado com o caos nas vias de acesso ao Porto de Santos (São Paulo).

Tráfego parado

Dias observa que, com o aumento das importações, a situação do porto santista tende a piorar. Os congestionamentos ocorrem no sistema Anchieta-Imigrantes, na Rodovia Cônego Domênico Rangoni.

Para boi dormir

Ele lembra que, em agosto deste ano, o governador Geraldo Alckmin prometeu liberar recursos para que as obras de adequação naquele sistema viário viessem a ser iniciadas em março de 2012, mas, até agora, a Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) não garantiu à Ecovias, empresa responsável pela execução das obras, os meios financeiros para que tudo seja cumprido dentro dos prazos anunciados.

 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Chineses iniciam estudos em ferrovia do Mato Grosso

11/12/2011 - RDNews

Uma equipe de especialistas em ferrovia da China já está em Cuiabá para iniciar o trabalho de estudo de implantação dos trilhos que vão ligar Cuiabá a Santarém (PA). O secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo (PR), antecipa que haverá uma comissão mista do Estado para acompanhar o estudo do traçado.

Vuolo explica que a equipe do governador Silval Barbosa (PMDB) recebeu recentemente representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico da China, que equivale ao BNDES no Brasil. O grupo entregou ao peemedebista uma minuta de cooperação que garante os recursos para efetiva construção da ferrovia. O trajeto tem quase 1,8 mil Km e vai custar R$ 10 bilhões, montante que deve ser custeado pelos chineses.

Indagado sobre o retorno financeiro da obra, o secretário frisa que, diferente do sistema exclusivamente capitalista, em que se investe em determinado setor para obter retorno direto, o modelo previsto pelos técnicos da China é diferenciado. "Eles estão investindo na logística no Brasil, pelo que nós produzimos. Não estão preocupados diretamente com a ferrovia, mas com os produtos transportados que devem chegar à China com custo menor", aponta.

Vuolo ressalta que os chineses são os principais importadores de soja do Brasil. "Nossos produtores terão custo mais barato com a queda no valor do frete proporcionado pela ferrovia. Ao avaliar o retorno, o governo chinês avalia todo este contexto. Eles pensam a China daqui a 30 anos e avaliam que o país precisa de centro de produçao e expansão de suas fronteiras".

O secretário comemora a abertura de novas frentes de escoamento da produção. "Mato Grosso vai ter várias alternativas. Com esta ferrovia, a produção pode sair da baixada cuiabana, por exemplo, subir para Santarém, para chegar até o Pacífico. Só em termos de grãos, Mato Grosso produz o que o Brasil inteiro tem capacidade para produzir hoje. Basta que tenhamos tecnologia cada vez mais aprimorada e uma logística que permita mais oportunidade de concorrência para melhorarmos os índices econômicos", avalia.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Sete disputam trem-bala

10/12/2011 - Correio Braziliense

Companhias estrangeiras se interessam pelo projeto, mas exigem garantias contra oscilações nos ganhos

Por Silvio Ribas
 
Após um ano e três tentativas de leiloar o projeto do trem de alta velocidade (TAV), ligando Campinas (SP), São Paulo e Rio de Janeiro, o governo acredita que a mudança radical no modelo anunciada em junho colocou a concessão nos trilhos. Mas reconhece que investidores do exterior estão pressionando por mais garantias contra fortes oscilações de câmbio e de fluxo de passageiros. Em outras palavras, exigem cláusulas contratuais para cobrir diferenças inesperadas nos ganhos e gastos.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que coordena o processo, informa que sete empresas internacionais brigam abertamente para ser a escolhida como fornecedora dos trens e dos sistemas. São elas: Alstom (francesa), Siemens (alemã), Bombardier (canadense), CAF e Talgo (ambas espanholas), Hitachi (japonesa) e Hyundai (sul-coreana). Elas mostram preocupação com mudanças no cenário econômico.

"Só a Bombardier ainda não apresentou seu catálogo. Mas todas as sete já concordaram em transferir tecnologia e fizeram o mesmo pedido de seis meses após a publicação do edital para apresentar as propostas", revelou o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, ao Correio. Ele calculou que o edital do primeiro dos dois leilões será publicado em fevereiro. Com isso, espera que o cronograma transcorra "sem grandes surpresas", anunciando a concessionária estrangeira no início de setembro. Tudo está sendo acompanhado de perto pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

O governo decidiu alterar o tipo de concessão do trem-bala logo após o adiamento provocado pela ausência de interessados no último certame há seis meses. O novo formato prevê duas concessões distintas: na primeira, será contratada a empresa que vai fornecer a tecnologia e que vai operar a composição; na segunda, a infraestrutura do projeto. A expectativa é concluir a fase inicial no segundo semestre de 2012 e a segunda até o fim de 2013. "É como se fôssemos definir antes o programa (software) para depois encontrar o computador (hardware) onde ele consegue rodar", ilustrou.

A ANTT notificará oficialmente o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a decisão de dividir a concessão em duas etapas, mas Figueiredo adiantou que o órgão de controle dificilmente oferecerá resistência. "O projeto básico não mudou e já foi aprovado pelo crivo TCU", explicou. Enquanto isso, Bernardo já se reuniu várias vezes com representantes de cada uma das multinacionais pré-candidatas. Para o diretor-geral, o conceito do projeto amadureceu, sobretudo como alternativa de transporte competitiva aos eixos aéreo e rodoviário entre as duas maiores cidades do país, já saturados .

Pelo modelo atual, é praticamente impossível a formação de consórcios, pois todas as candidatas se enfrentam com seus próprios padrões e equipamentos. "Conseguimos atingir o principal objetivo, que era buscar a máxima competição em escala global", ressaltou. O mesmo esforço será perseguido na segunda etapa, com a licitação também internacional do trajeto do trem-bala. Haverá vencedor diferente para cada um dos 10 lotes. Os técnicos da agência reguladora estimam que essa configuração reduz a pressão das construtoras brasileiras por encarecer o projeto. Até então, as empreiteiras indicavam um custo final de R$ 60 bilhões.

O diretor-geral acrescentou que as audiências públicas sobre o projeto do TAV serão retomadas em janeiro e fevereiro de 2012, em todas as cidades com perspectivas de ganhar estações. Esse processo foi possível graças à queda da liminar, concedida pela Justiça do Distrito Federal, que suspendia o processo até que fossem leiloadas as linhas rodoviárias do transporte interestadual de passageiros.

China de fora
No começo de novembro, durante a reunião de cúpula do G-20, grupo das 20 maiores economias do mundo, em Cannes (França), a presidente Dilma Rousseff tratou do assunto trem-bala com o presidente chinês, Hu Jintao, em uma reunião privada. Apesar do interesse, fontes que acompanham o processo de concessão duvidam da participação do gigante asiático no projeto. A razão está nas limitações das empresas chinesas que atuam na atividade em transferir tecnologia, importada de terceiros países, e, no caso das obras de engenharia, de atender as exigências ambientais do Brasil.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Greve da Transnordestina pode ser ampliada

08/12/2011 - O Estado de São Paulo

Os operários da Ferrovia Transnordestina ameaçam estender a greve para os trechos de Pernambuco e Piauí. De acordo com o presidente do Sintepav-CE, Raimundo Nonato Gomes, a paralisação no trecho do Lote 1, localizado em Missão Velha, no Cariri cearense segue pelo terceiro dia. Ontem, ele levou uma proposta apresentada pelos patrões para ser apreciada em assembleia pelos trabalhadores. Nela, a Odebrecht, empresa responsável pelo trecho, atende a apenas dois itens da pauta de reivindicação dos operários.

"A comissão de negociação aguarda a empresa para que seja feita uma proposta ainda hoje e caso não haja acordo nenhum até o final da tarde de amanhã, haverá uma mobilização maior. Segunda feira, a paralisação será nos trechos de Pernambuco, Piauí e Ceará", afirma Raimundo Nonato Gomes.

Segundo ele, a empresa atendeu ao item que se refere às horas extras que era pago 70% e passa a ser pago de 100% aos sábados, e atendeu também o item que iguala os salários defasados dos trabalhadores:

A assembleia resolveu que não irá voltar aos trabalhos enquanto não forem atendidos todos os itens da pauta que estão pendentes : ajuda de custo aos alojados no valor de R$ 200,00; cesta básica no valor de R$ 150,00 (hoje é de R$ 80,00); horas in tinere (contagem das horas trabalhadas a partir do embarque no ônibus da empresa rumo ao canteiro de obras); folga no dia do pagamento; pagamento da PLR; plano de saúde para os familiares.

PAC

A Transnordestina integra a lista das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Quando concluída, a ferrovia terá 1.728 quilômetros de extensão e ligará os Portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, ao sertão do Piauí. Transportará cerca de 40 milhões de toneladas ao ano de grãos, minério, gesso, frutas e combustíveis.

As paralisações constantes na execução da obra alteraram o seu cronograma. O projeto, que deveria estar pronto em dezembro do ano passado, deverá ser concluído com quatro anos de atraso.

Apenas 10% (162 km) da ferrovia estará pronta até o fim do mês, apesar de o ex-presidente Lula já ter inaugurado um trecho no ano passado.

De acordo com o novo cronograma, o trecho entre o Porto de Suape (PE) e Eliseu Martins (PI) será entregue no fim de 2013. Já o ramal que vai até o Porto de Pecém, no Ceará, ficará para 2014.

Além das paralisações, várias regiões ainda não foram expropriadas. O Estado do Ceará é o mais atrasado: 42,4% da área estão em processo de negociação.

Edital do TAV terá consulta pública em janeiro e 1º leilão no 3º trimestre

08/12/2011 - DCI/SP

Tais definições de data foram dadas ontem pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo.

São Paulo - O novo edital do Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligará Campinas (SP), São Paulo e Rio de Janeiro será aberto para audiência pública no dia 2 de janeiro de 2012. Com isto, espera-se que ao final de fevereiro seja divulgada a versão final do documento e, no terceiro trimestre do próximo ano, aconteça o leilão da primeira fase do projeto. Esta selecionará o grupo que terá a tarefa de definir a tecnologia a ser utilizada no TAV brasileiro. -

Tais definições de data foram dadas ontem pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. "Nas duas últimas semanas de janeiro faremos reuniões presenciais para debater a minuta do edital em todas as cidades por onde o TAV vai passar: Campinas, Guarulhos, São Paulo, São José dos Campos, Volta Redonda, Barra Mansa e Rio", disse ele. Figueiredo participou em São Paulo de evento promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre).

Questionado se há certeza de que o leilão do TAV de fato se dará em 2012, ele respondeu que "a garantia que o governo dá é que o projeto vai em frente. Não acredito que teremos frustração. Tivemos uma longa conversa com todos os investidores e todos concordam com a modelagem que estamos adotando agora. As dificuldades que eles tinham estarão contempladas no novo edital".

O governo chegou a realizar em julho último um leilão para a concessão do TAV mas a iniciativa fracassou, pois nenhuma empresa apresentou proposta. A ANTT resolveu então que adotará um modelo de licitação dividido em duas etapas: uma para selecionar a tecnologia a ser usada e quem cuidará da operação do trem e outra para escolher o responsável pela construção da linha do TAV. A previsão é de que a 2ª fase do leilão seja realizada no segundo trimestre de 2013, um ano após a disputa da 1ª fase ter ocorrido, e que o TAV comece a operar em 2018.

E nesta semana o governo estadual paulista anunciou que pretende levar linhas de trem rápido (que roda a cerca de 120 km/h) para Ribeirão Preto e Piracicaba. Os ramais sairão de Campinas. Os primeiros trens, que terão capacidade para 600 pessoas sentadas, deverão atender a região de Jundiaí a partir de 2014.

Fonte: DCI / SP

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Paraíba do Sul terá “Faculdade Ferroviária”

07/12/2011 - CEPEFER

O CEPEFER, Centro de Estudos e Pesquisas Ferroviárias, vai instalar um novo centro de formação profissional em engenharia ferroviária na cidade de Paraíba do Sul, no centro sul fluminense. A região, estrategicamente localizada a 90 km de Volta Redonda, 130 km do Rio de Janeiro e 330 Km de Belo Horizonte, recebe as linhas da Ferrovia Centro Atlântica (FCA) e da MRS Logística.

As instalações do novo centro de formação profissional em engenharia ferroviária somam cerca de 800m2 e deverão contar com laboratórios para simulação de condução de locomotivas e ferramentas para modelagem de veículos ferroviários, além de um centro de documentação com material de consulta sobre manutenção de via permanente e projeto de fabricação de material rodante.

O contrato para instalação da nova unidade foi assinado hoje entre o CEPEFER e a Prefeitura Municipal de Paraíba do Sul e a previsão é a de que cerca de 200 alunos comecem a ser atendidos logo em 2012. A expectativa é que em 1 ano o novo centro de formação já possa receber homologação para operar como Faculdade Ferroviária com capacidade para 400 alunos por ano.

De acordo com o diretor-presidente do CEPEFER, Manoel Mendes, o investimento tem por objetivo atender a crescente demanda por mão de obra em nível de formação tecnológica para atender a demanda por mão de obra qualificada em virtude dos fortes investimentos que estão sendo feitos pelos operadores de passageiros e carga. “O investimento das concessionárias de carga deve ultrapassar R$ 2,5bi em 2012, somente na malha concessionada, sem contar os investimentos em material rodante para manter os atuais 280bi de TKU/ano de produção de cargas transportadas”, diz Mendes, que estuda ainda a inauguração da 1ª incubadora ferroviária ainda no 2º semestre de 2012, abrigando empreendimentos de base tecnológica relacionados a mobilidade urbana e transporte de cargas.

Sobre o CEPEFER

O CEPEFER é um centro de estudos e pesquisas atuando nas modalidades de Ensino, Pesquisa aplicada, Seleção de pessoal sob demanda das concessionárias de transporte de cargas e passageiros (Peoplerail©) e Formação de profissionais para a indústria ferroviária em nível de pós-graduação (MBRail® - Master Business Rail). O CEPEFER tem atuado desde 2005 junto a clientes como ALL - América Latina Logística SA, VALE, Amsted Maxion, SIEMENS e MRS Logística SA. Mais informações pelo email cepefer@cepefer.com.br ou pelo site www.cepefer.com.br.

Edital do TAV será publicado em fevereiro de 2012

06/12/2011 - Revista Ferroviária

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) irá publicar em fevereiro de 2012 o edital da primeira fase do Trem de Alta de Velocidade, que compreende a escolha da tecnologia e do operador. A entrega das propostas ocorrerá seis meses após o lançamento da licitação e deve acontecer em agosto.

A agência tem até o dia 02 de janeiro para finalizar os ajustes no edital e deve realizar as audiências públicas da licitação nas duas últimas semanas de janeiro. As audiências serão realizadas em todas as cidades por onde o trem passará.

Segundo o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, a agência conversou com os grupos interessados no TAV e procurou fazer os ajustes necessários para que haja o maior número possível de concorrentes. O risco cambial e a demanda são os pontos que mais preocupam os interessados –  situações que Figueiredo disse que estão previstas no edital e nos financiamentos. O diretor também afirmou que o projeto não sofrerá grandes alterações, somente as adequações necessárias para a nova modelagem.

Com a escolha da tecnologia, a ANTT receberá do vencedor os parâmetros necessários para a infraestrutura e iniciará a segunda etapa do processo, que envolve as obras civis. O edital desta etapa deve ser lançado no segundo semestre de 2013.

O projeto do TAV brasileiro, que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, está orçado em R$ 33 bilhões. O custo é com base em levantamentos de 2008 e será atualizado. A União já deu início ao processo de licenciamento ambiental e custeará a elaboração do projeto de engenharia do TAV.  O prazo máximo para as obras de infraestrutura é de 5 anos e a expectativa é que estejam concluídas em 2018.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Estado quer ativar trem rápido até Piracicaba depois de 2018

06/12/2011 - EPTV

Secretário estadual de Transportes Metropolitanos afirmou que estudos iniciam em 2014

O governo do Estado de São Paulo quer ativar os ramais ferroviários de Piracicaba e Ribeirão Preto, segundo afirmou o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. As duas linhas sairiam de Campinas e os estudos serão realizados entre 2014 e 2018, mesmo período previsto para entrega dos chamados trens rápidos, ou regionais, que vão ligar São Paulo a Jundiaí, Sorocaba e Santos. Todos os "expressos" serão operados pela iniciativa privada.

As linhas dos trens regionais deverão ser estendidas até Piracicaba e Ribeirão Preto para impulsionar o desenvolvimento regional. "As ligações vão servir principalmente para as cidades mais próximas a ela, dando um amplo crescimento regional aos serviços de transportes", disse Fernandes. O secretário lembrou ainda que a ativação desses dois municípios deve-se aos ramais já existentes no passado.

Durante os quatro anos, o governo vai estudar o melhor traçado, a demanda de passageiros e os impactos ambientais para a ativação dos ramais. "O Estado vai apenas ajudar com os estudos e apoio aos empreendedores", disse Fernandes. Os trens regionais, ainda segundo ele, serão uma alternativa às regiões próximas a Campinas que será beneficiada pelo trem de alta velocidade (TAV).      

Os trens de passageiros terão velocidade média de 120 quilômetros por hora. "Vamos avançar para estas cidades depois que Jundiaí, Sorocaba e Santos foram ativadas até 2018", afirmou Fernandes. A velocidade máxima do trem, de acordo com o secretário, será de 180 quilômetros por hora. Os trens deverão ter composições compactas e modernas. Como as antigas ferrovias paulistas não comportam trens tão rápidos, o governo construirá linhas novas.

Jundiaí
A primeira linha reativada será em 2014 na região de Jundiaí. O trem terá capacidade para 600 pessoas sentadas. Ele sairá de Jundiaí e alcançará a estação Água Branca, na capital paulista, em 25 minutos. Ainda segundo Fernandes, o projeto executivo já foi contratado e as obras terão início no final do ano que vem. O trem terá internet sem fio e o preço será próximo aos dos ônibus. "O custo do projeto é estimado em R$ 3 bilhões", afirmou.

Fonte: EPTV.com - Camila Ancona

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Paranaguá pode voltar a ter o trem de passageiros

05/12/2011 - Bem Paraná


No sábado, autoridades realizaram uma viagem investigativa na descida da serra

O trem de passageiros que desce a Serra do Mar desde Curitiba pode voltar a ir até Paranaguá a partir de janeiro. A informação é da Prefeitura de Paranaguá, que desde junho vem tentando fazer com a viagem acabe na cidade portuária, e não em Morretes ou Antonina.

Segundo a Prefeitura, um acordo foi firmado entre o poder público municipal, a América Latina Logística (ALL), Serra Verde Express e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para as viagens voltem a acontecer aos domingos durante 60 dias para que a situação seja avaliada.

No sábado passado (3) foi realizada uma viagem investigativa proposta pela Justiça Federal para dar continuidade e buscar acordo por causa da ação que a prefeitura de Paranaguá apresentou contra as outras partes. Depois de duas audiências na Justiça Federal, a juíza Gabriela Hardt, propôs esta viagem investigativa que culminou no acordo.

O prefeito de Paranaguá, José Baka Filho, acompanhou toda a viagem e quanto ao resultado disse que não é o esperado, pois aguarda que os trens voltem a vir aos sábados, domingos e feriados. "Mas este é um bom começo e agradecemos o empenho de todos neste processo. Não é fácil, mas não vamos desistir", destacou Baka.

Dia 18 de janeiro, um grupo de jornalistas vai descer a Serra do Mar de trem. É o chamado Fantur e deve marcar o retorno do trem de passageiros para Paranaguá. A vinda do trem acontecerá aos domingos, durante 60 dias. Após a viagem deste sábado, e em conversa entre as autoridades envolvidas, ficou garantido que o vagão tipo litorina será usado para fazer estas viagens cobrando o valor do trem comum que é de R$ 69,00, sendo que a viagem sai 7h30 de Curitiba e chega 12h em Paranaguá. Desde junho que o trem não chega em Paranaguá.

Fonte: Da Redação Bem Paraná com agências
 

São Paulo quer levar trem rápido até Ribeirão Preto

05/12/2011 - Agência T1

O governo paulista pretende fazer Parceria Público-Privada (PPP) para os trens

Com informações do Jornal O Estado de S. Paulo

Depois de atender as regiões de Jundiaí, Sorocaba e Santos, próximas da capital, o governo quer estender as linhas do trem rápido para áreas mais distantes do interior.

Projetos estão sendo pensados para levar os trens de passageiros, a uma velocidade média de 120 km/h, a Piracicaba, a 164 km da capital, e a Ribeirão Preto, a 336 km de São Paulo. As duas linhas sairão de Campinas.

De acordo com o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, o governo transformou em “bandeira” a volta dos trens.

“Assim que as primeiras linhas estiverem consolidadas num raio de 100 km da capital, vamos avançando no interior. Não é para que todo mundo se volte para São Paulo, mas para fortalecer as ligações regionais”, disse.

O modelo definido para as novas linhas é de composições compactas e modernas com velocidade máxima de 180 km/h, o que assegura uma média de 120 km/h.

Um bom desempenho, segundo o secretário, já que essa média equivale à maior velocidade autorizada hoje para as melhores rodovias brasileiras.

Como as antigas ferrovias paulistas não comportam trens tão rápidos, o governo terá de construir linhas novas.

As primeiras composições estarão nos trilhos a partir de 2014 atendendo a região de Jundiaí. Segundo Fernandes, o governo decidiu bancar o projeto depois que se definiu o percurso do Trem de Alta Velocidade (TAV) sem passar por Jundiaí.

“O TAV sai de Viracopos e vem direto para o centro de São Paulo, seguindo para Guarulhos, São José dos Campos e Rio de Janeiro.”

O trem rápido, com capacidade para 600 pessoas sentadas, deve sair de Jundiaí e alcançar a estação Água Branca, na capital, em 25 minutos, vencendo um percurso de 45 km.

Conforme o secretário, o projeto executivo está sendo contratado e as obras podem começar no final de 2012.

Parceria Público-Privada

O governo paulista pretende fazer Parceria Público-Privada (PPP) para os trens. Uma das hipóteses é o lançamento de uma rede envolvendo várias regiões.

Até que o modelo seja definido, a contratação das obras será feita pelo Estado. O trem rápido será integrado à Companhia Paulista dos Trens Metropolitanos (CPTM) e ao Metrô.

De acordo com Fernandes, o objetivo é oferecer alternativa para cerca de um milhão de pessoas que se deslocam diariamente entre essas regiões e a capital.

Grande parte utiliza transporte individual, o que resulta em estradas lotadas e num tempo de deslocamento cada vez maior.

Apesar de serem áreas servidas por rodovias modernas, estas já estão congestionadas. “O Sistema Anhanguera-Bandeirantes, por exemplo, já tem pontos de trânsito parado”.

Para ele, a retomada das ligações regionais por trens é uma exigência do desenvolvimento do Estado. “Na verdade, é um programa de governo que já está atrasado.”

Plano inclui trem bala

O trem rápido deve ser integrado à rede da CPTM e ao projeto do Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo (TAV) que vai integrar os Aeroportos internacionais de Cumbica, em Guarulhos, Congonhas, em São Paulo, e Viracopos, em Campinas. O TAV não atenderá Jundiaí, mas terá uma parada em São José dos Campos.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Transnordestina garante ao governador recuperação da malha ferroviária

04/12/2011 - Agência Brasil

O governador agradeceu a atenção com o Estado de Alagoas e falou sobre a importância da ferrovia para o desenvolvimento local

Na manhã da última sexta-feira (2), o governador Teotonio Vilela Filho recebeu o presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher, que veio a Alagoas anunciar a retomada da recuperação do trecho da malha Nordeste no Estado. A obra já havia sido finalizada e, às vésperas da inauguração, as estradas de ferro e pontes foram atingidas pelas enchentes de 2010, danificando 125 km de ferrovia.

A Transnordestina tem como objetivo o transporte de cargas e liga o porto de Suape, em Pernambuco, aos estados de Alagoas, Piauí e Ceará, possibilitando o escoamento de produções agrícolas e minerais, entre outros produtos.

Segundo Daher, serão aplicados R$ 60 milhões em Alagoas e Pernambuco, sendo R$ 45 milhões para o Estado de Alagoas, que sofreu maiores danos na ferrovia. O início das obras está previsto para janeiro de 2012. Segundo Tufi Daher, a ferrovia estará finalizada e operando no começo do segundo semestre.

Daher elogiou o empenho do governador Teotonio Vilela Filho junto ao Governo Federal para garantir a retomada das obras. “É com muita alegria que venho hoje a Alagoas fazer este anúncio. Acompanhei de perto o empenho deste grande governador e faço questão de prestar homenagens à administração de Teotonio Vilela, em seu esforço pelo desenvolvimento do Estado”, disse Daher.

O presidente da Transnordestina também destacou a importância da integração da malha ferroviária entre o Nordeste e o Sudeste do País, “que, sem dúvida, passa por Alagoas”. Daher anunciou também a recuperação das pontes de Lourenço de Albuquerque, Quebrangulo e Serra Grande.

O governador Teotonio Vilela Filho agradeceu a atenção com o Estado de Alagoas e falou sobre a importância da ferrovia para o desenvolvimento local, sobretudo na atração de empreendimentos como indústrias, que passam a ter condições de escoamento de produção.

“Este anúncio vem em um bom momento, de desenvolvimento do Estado, gerando confiança nos empreendedores, como a mineradora Vale Verde, garantindo, assim, a segurança na logística de transporte da produção, atraindo também novos empreendimentos e gerando emprego”, declarou o governador,que destacou também a relação de confiança do governo federal com o Estado. “Alagoas hoje se insere na Federação, de onde estivemos fora por tanto tempo. É um momento extraordinário de confiança do Governo Federal no desenvolvimento de Alagoas. Saiba que sua decisão significa melhoria na qualidade de vida de muitos alagoanos que ainda se encontram abaixo da linha de pobreza”.

Estiveram presentes na reunião o diretor de logística da Transnordestina, Carlos Esmeraldino, o vice-governador José Thomaz Nonô, o secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luis Otávio Gomes, o secretario de Estado da Infraestrutura, Marco Fireman, o senador Benedito de Lira, o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Fernando Toledo, o prefeito de Viçosa, Flaubert Torres Filho, o prefeito de Capela, Adelmo Calheiros, e o representante da Prefeitura de Quebrangulo, Adelson Correia.

sábado, 3 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ferroeste recebe doações de peças

01/12/2011 - Globo

Um exemplo de tratar mal o patrimônio no Brasil vem do Paraná. Os R$ 15 milhões estavam cobertos de pó e sujeira. Peças para trens, compradas há 20 anos, ficaram abandonadas num galpão em Curitiba.

Patrimônio público esquecido desde que a Rede Ferroviária Federal começou a ser privatizada, em 1996. Só 11 anos depois, em 2007, o governo repassou as peças ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). O órgão não sabia o que fazer com elas.

"Como o Dnit não é um órgão que opera diretamente as ferrovias, elas ficaram armazenadas, enquanto a gente busca uma solução para a destinação delas", afirma o coordenador patrimônico Ferroviário-DNIT, Luciano Sacramento.

A solução foi fazer uma doação para a Ferroeste, estatal que transporta grãos no Paraná, mas, por causa da burocracia, mais quatro anos foram perdidos. "Precisava fazer a conferência, a contagem, e em que condições esses bens estavam. Isso é o inventário. Então quando ele foi concluído, aí sim, a gente de posse desse bem, a gente pôde dar uma destinação, anteriormente não era possível, só guardá-los”, completa Sacramento.

Nesta quinta-feira (1), finalmente, a Ferroeste se tornou dona da carga milionária. São seis mil itens estocados e 150 toneladas de peças. Algumas já não são mais produzidas no Brasil há mais de 10 anos, como um painel de controle de locomotiva. Só com as peças guardadas, a empresa deve dobrar a capacidade de transporte já a partir do ano que vem.

Todo o material será usado na recuperação de quatro locomotivas, o que significa 56 vagões a mais nos trilhos com capacidade para transportar três mil toneladas.

O presidente da Ferroeste se emocionou ao falar sobre essa característica tão brasileira que impede o desenvolvimento, a burocracia. “Os trens parados, os funcionários querendo produzir e não poderiam, isso pesa”, afirma o presidente Ferroeste, Maurício Quirino Theodoro.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Trecho da Fiol deve ser liberado até fim de dezembro

30/11/2011 - Bahia Notícias

A deputada estadual Ivana Bastos (PSD), após reunião da Comissão Especial da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), nesta quarta-feira (30), anunciou que a liberação total dos lotes 1, 2, 3 e 4, que compreendem o trecho Ilhéus-Caetité, deverá acontecer até o final do mês de dezembro. De acordo com a parlamentar, o superintendente regional do Ibama, Célio Costa Pinto, também confirmou que, assim que for liberado estre trecho, começará a análise da emissão da Licença Prévia para os lotes 5, 6 e 7, que vão de Guanambi a Barreiras.

Já Neville Barbosa, superintentende da Valec, empresa que executará a obra, afirmou que todo o estudo referente ao intervalo já foi enviado ao Ibama, e aponta que não serão necessárias mudanças significativas no traçado, pois as cavernas existentes não seriam “de grande relevância ambiental”. A Valec estima que cada lote gerará cerca de 2,5 mil empregos diretos. Também durante a reunião houve a surpresa dos presentes após a informação de que o Ministério Público entrou com uma ação judicial em solicitação à realização de uma nova audiência pública sobre o Porto Sul.

Governo apresenta balanço do PAC 2

01/12/2011 - Jornal do Comércio

O segundo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) em 2011, apresentado pelo Ministério do Planejamento na semana passada, mostra que foram cumpridos, até o final de setembro, 15% da execução orçamentária prevista para o período 2011-2014, totalizando R$ 143 bilhões. De acordo com o governo federal, 11,3% das obras já foram concluídas.

Segundo os dados divulgados, entre junho e setembro deste ano, houve aumento de 66% na execução orçamentária, passando de R$ 86,4 bilhões para R$ 143,6 bilhões. Na comparação com 2010, o volume de pagamentos efetuados via Orçamento Geral da União, durante o mesmo período, aumentou 22%, passando de R$ 17,7 bilhões para R$ 21,6 bilhões em 2011.
Segundo o balanço divulgado pela ministra Miriam Belchior (Planejamento), o setor de maior destaque foi a área de energia, em que 26 usinas ficaram prontas.

No governo Dilma, que ganhou o apelido de “Mãe do PAC” do ex-presidente Lula, quando exercia a função de ministra-chefe da Casa Civil, a execução do PAC perdeu velocidade nos seis primeiros meses do ano.

Entre janeiro e junho de 2011, foram executados R$ 86,4 bilhões. Entre abril e outubro de 2010, ainda no governo Lula, foram executados R$ 95,7 bilhões.
Dos R$ 143,6 bilhões executados, R$ 55,2 bilhões correspondem ao financiamento habitacional destinado à pessoa física; R$ 41,4 bilhões ao executado pelas estatais; R$ 25,6 bilhões ao setor privado; e R$ 13,2 bilhões ao Orçamento Geral referente à área fiscal e de seguridade. O restante (R$ 5,4 bilhões) refere-se ao Programa Minha Casa, Minha Vida; ao financiamento ao setor público (R$ 2 bilhões); e às contrapartidas de estados e municípios (R$ 700 milhões).
A previsão do governo federal é que o PAC 2 execute um total de R$ 955 bilhões entre 2011 e 2014. Desse valor, R$ 708 bilhões estão previstos para a execução de obras (74% do total). Os demais investimentos  planejados no programa serão concluídos só após 2014.

Governo projeta crescimento de até 5% na economia em 2012 com ajuda do programa

O setor público brasileiro projeta um investimento forte em 2012 para fazer o crescimento da economia atingir a marca dos 5%, apesar da crise internacional. Esse foi o recado passado pelo governo hoje durante o segundo balanço do PAC 2. “De novo, o PAC cumprirá um papel anticíclico”, afirmou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. “Num quadro de incertezas, é papel do governo dar a sinalização ao setor privado”, acrescentou o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

A ministra escalou o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, para falar sobre os equipamentos que a estatal terá de adquirir nos próximos anos, um volume sem comparação no mundo. “Abre-se um leque de opções gigantesco para os fornecedores brasileiros”, afirmou Gabrielli. “Temos um pacote de compras que vai movimentar a indústria brasileira e garantir, a cada ano, mais de um milhão de postos de trabalho”, afirmou. A Petrobras tem investimentos inscritos no PAC que somam R$ 303,2 bilhões até 2014.

Com esse anúncio, o governo tenta se contrapor ao pessimismo que tomou conta do setor privado, que vem adiando os planos de investimento. O clima negativo deverá ser reforçado com a divulgação do PIB no terceiro trimestre de 2011, que deverá ficar próximo de zero. Barbosa repetiu que o governo poderá em breve rever para baixo a estimativa de crescimento deste ano, atualmente prevista em 3,8%.

Os dados do PAC apresentados pela equipe envolvida nos investimentos mostram que, na parte que cabe ao governo federal, o programa se concentrou em pagar os restos contratados no governo Lula. Dos R$ 36,4 bilhões disponíveis no orçamento de 2011 para o programa, só foram pagos até agora R$ 5,5 bilhões. No entanto, foram quitados de janeiro a meados de novembro R$ 16,1 bilhões dos chamados restos a pagar, que são despesas contratadas no governo anterior. Miriam insistiu, porém, que essas não são contas deixadas por Lula, pois as obras foram realizadas este ano.

O PAC é composto também por investimentos privados, de empresas estatais e de estados e de municípios. Tudo somado, a execução atingiu R$ 143,6 bilhões até setembro, ou 15% do previsto para os quatro anos do governo de Dilma Rousseff.

A ministra admitiu também que, no que se refere aos investimentos do governo, inclusive os que não estão no PAC, houve uma redução este ano em comparação com 2010. “Eu reputo à mudança de governo”, justificou ela. O valor investido pelos ministérios e pelas empresas estatais deverá atingir 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, ante 3,1% do PIB em 2010.

Para a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), o PAC poderia ganhar velocidade se o governo entregasse mais projetos à iniciativa privada por meio de concessões e parcerias público-privadas.

Os investimentos do governo e do setor privado são “cruciais” para que a economia brasileira cresça 5% no ano que vem, reconheceu Barbosa durante a apresentação do levantamento da execução das obras. O PAC é importante também para que seja mantida a trajetória de queda dos juros reais, afirmou. Isso porque os investimentos ampliam a capacidade produtiva do País, o quepermite reduzir as taxas sem risco de pressão inflacionária. No início do governo Lula, informou ele, a taxa real oscilava entre 8% e 14%. Agora, está situada entre 4% e 8%.

Além de mais crescimento, Barbosa espera menos inflação no ano que vem, com uma taxa abaixo de 5% ao final de 2012. O governo federal espera também reajustes menores nos preços das commodities, e em tarifas monitoradas como energia elétrica e passagens de ônibus, e no etanol. Haverá também uma ajuda do IBGE, que prepara para o ano que vem uma revisão da metodologia de cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência no sistema de metas de inflação. Pelas estimativas feitas pelo mercado, essa mudança poderá cortar a taxa oficial do País em algo entre 0,1 ponto porcentual e 0,3 ponto percentual.

Transportes têm 86% das obras em ritmo adequado

Até o final de setembro, a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento concluiu apenas 1% dos valores empreendidos na área de transportes. No entanto, de acordo com os dados apresentados pelo governo durante o segundo balanço do programa em 2011, 86% dos investimentos estão em ritmo adequado, 10% demandam maior atenção e 3% foram classificados como preocupantes. Ao todo, foram executados R$ 1,6 bilhão na área.

O PAC 2 prevê quase 8 mil quilômetros de obras em rodovias e recursos para a manutenção de mais 55 mil quilômetros. De acordo com o balanço, 66% das obras estão em fase de projeto ou licenciamento, 7% em processo de licitação e 26% sendo executadas. O documento destaca, como principal resultado do terceiro trimestre do ano, na área de rodovias, a conclusão de 505 quilômetros de estradas pelo País.

Ainda de acordo com o relatório, há 3,1 mil quilômetros de obras de ferrovias sendo executados, com destaque para o trecho sul da Ferrovia Norte-Sul, a Nova Transnordestina e a Ferronorte.

A crise pela qual passou o Ministério dos Transportes resultou na revisão de diversas licitações. “As rodovias e ferrovias estão todas em revisão. Em algumas, a revisão já foi concluída, outras estão em andamento. Temos a expectativa de finalizar essa revisão em dezembro. Todas as que não foram retomadas em 2011 serão retomadas até o primeiro trimestre de 2012”, garantiu a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior.

Na área de energia foram executados R$ 16,1 bilhões para a entrada em operação de quatro usinas hidrelétricas, 11 usinas termelétricas, nove de energia eólica e duas pequenas centrais hidrelétricas - totalizando um potencial de 2.532 megawatts (MW) de energia. De acordo com o balanço, até o final de setembro foram construídos 882 quilômetros de linhas de transmissão, em sete empreendimentos de produção de óleo e gás e em três gasodutos.

Considerando o valor dos empreendimentos, na área de energia, o PAC 2 concluiu 3% das obras, enquanto 88% encontram-se em ritmo adequado, 7% demandando mais atenção e 1% em ritmo preocupante. O balanço informa que 66% dos empreendimentos estão em fase de obras, 16% na etapa de projeto e licenciamento e 15% no processo de licitação.

A matriz energética recebeu, no terceiro trimestre de 2011, mais 514 MW de potencial de geração de energia. Isso se deve à entrada em operação de seis termelétricas (344 MW), seis usinas eólicas (164 MW) e uma pequena central hidrelétrica (6,5 MW).

Mais 29.004 MW serão acrescidos à capacidade de geração energética do País, com a conclusão das obras em andamento. São 13 hidrelétricas (21.930 MW), 27 eólicas (682 MW), oito pequenas centrais hidrelétricas (149 MW), e 34 térmicas (6.242 MW). Além disso, há 24 linhas de transmissão de energia sendo instaladas, totalizando 8.459 quilômetros de linhas.

Na área de petróleo, oito campos iniciaram sua produção efetiva nas bacias Potiguar e Sergipe-Alagoas, ambas em terra. Também entrou em operação a Plataforma P-56, no Campo de Marlim Sul, instalado na Bacia de Santos.

Entre julho e setembro, a indústria naval registrou a contratação de 102 embarcações. No mesmo período, 33 foram entregues. Atualmente, nove petroleiros estão sendo construídos nos estaleiros Atlântico Sul (PE), e nos estaleiros da Ilha e da Superpesa (RJ).

Investimento não acelerou atividade, afirma secretário

Os investimentos do PAC não contribuíram para a aceleração do crescimento econômico neste ano, segundo Nelson Barbosa, secretário-executivo do Ministério da Fazenda. A avaliação foi feita em cerimônia oficial do balanço do PAC 2, que procurava transmitir justamente a imagem oposta. No comando da apresentação, a ministra Miriam Belchior, do Planejamento, exibiu o tradicional rosário de cifras, gráficos e vídeos publicitários destinados a enaltecer os resultados obtidos.

O PAC 2 “tem sido determinante para a continuidade do crescimento sustentável da economia brasileira”, começava o calhamaço de 180 páginas distribuído aos presentes no Palácio Itamaraty. “Em 2011, o PAC 2 também alcançou volume de pagamento do Orçamento Geral da União 22% superior em relação ao mesmo período de 2010, ano de melhor desempenho do programa”, afirmava o material.

Ao lado da ministra, Barbosa, número dois na hierarquia da Fazenda, contou uma história diferente. “Houve vários ajustes e reprogramações nos programas do governo, no PAC, no Minha Casa, Minha Vida, e estas reprogramações proporcionaram investimento relativamente estável em relação a 2010.” Questionado por jornalistas, foi mais explícito: “A manutenção do investimento do PAC no mesmo nível do ano passado significa que o PAC neste ano não contribuiu para acelerar o crescimento”.

Os investimentos do PAC com recursos do Orçamento caíram 14% nos primeiros dez meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2010. Foi a primeira queda contabilizada pelo programa, lançado em 2007 para reunir as obras prioritárias do governo e um dos pilares da candidatura de Dilma ao Planalto.

A queda reconhecida por Barbosa foi uma consequência do ajuste fiscal promovido no início do ano para conter a inflação, que sacrificou basicamente os investimentos federais. O ajuste, somado às medidas como a alta dos juros e as restrições ao crédito, contribuiu para a desaceleração da economia. A recuperação, afirmou o secretário, começará neste final de ano e permitirá um crescimento entre 4% e 5% em 2012 - o mercado prevê 3,5%.

Crise no ministério obrigou à revisão do cronograma inicial

A crise que eclodiu no Ministério dos Transportes em junho deste ano e que culminou com a queda de Alfredo Nascimento teve impacto direto nas ações planejadas para o setor na programação do PAC 2. Apenas 1% das obras foi concluído no período de janeiro a setembro de 2011 (de um total de R$ 121,6 bilhões projetados para serem entregues no mandato da presidente Dilma Rousseff). O percentual ficou bem abaixo da média geral dos grandes empreendimentos, que foi de 11,3% do total esperado para até 2014 (R$ 708 bilhões).

Durante o balanço do PAC 2, o ministro dos Transportes, Paulo Passos, disse que foram revogadas 18 licitações, das quais 14 do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e quatro da Valec. Nos dois órgãos, lembrou o ministro, as diretorias foram trocadas integralmente. “Entendemos que é conveniente suspender e cancelar algumas licitações, com o intuito de fazer uma avaliação adequada dos projetos e isso foi feito. Nas licitações onde havia deficiências, elas serão corrigidas”, disse Passos.

Levando em conta os orçamentos previstos para cada área do programa, o setor de transportes teve R$ 1,6 bilhão executado em rodovias, portos e aeroportos. O montante é inferior ao R$ 1,8 bilhão investido nos programas Água e Luz para Todos.

Vereadora entrega Carta de Cruz Alta sobre a importância da FERROSUL

29/11/2011 - Portal Vermelho

A carta mostra que Cruz Alta e região têm um grande potencial logístico, não só em função de sua localização privilegiada e produção econômica, mas principalmente por sua grande malha ferroviária

Em Audiência Pública Regional sobre a implantação da FERROSUL, na última sexta-feira (25) a vereadora Elisabeth Carvalho Zavaglia Silva, a Professora Bebeta do PCdoB, requerente da Audiência, entregou a Carta de Cruz Alta para o Deputado Estadual Raul Carrion, Presidente da Comissão da Ferrosul na Assembleia Legislativa.

A carta mostra que Cruz Alta e região têm um grande potencial logístico, não só em função de sua localização privilegiada e produção econômica, mas principalmente por sua grande malha ferroviária. Consta também na carta, que a FERROSUL vai colocar a nossa região nos trilhos da integração com o novo Brasil do desenvolvimento nacional.

De acordo com Bebeta, a ampliação das ferrovias nos estados da região sul é um pleito importante para a recuperação desse tipo de transporte para a economia gaúcha, “80% das cargas do Rio Grande do Sul são transportadas por meio de rodovias, o que gera um alto custo logístico e, em conseqüência, perda na competitividade com os demais estados. Além disso, dos 28 mil quilômetros de ferrovias privatizadas, 16 mil foram desativadas pelas concessionárias, aumentando ainda mais os prejuízos” disse Bebeta.

Segundo o Deputado Estadual Raul Carrion, a FERROSUL, é uma empresa pública com o objetivo de planejar, construir e operar ferrovias e sistemas logísticos na região sul que, além de transporte de carga, será utilizada para passageiros, um transporte com custo mais barato, seguro e ambientalmente sustentável.

“Com a implantação da Ferrovia da Integração do Sul S/A (Ferrosul), conforme estudos de viabilidade, teremos a volta ao sul do país dos trens de passageiros modernos e com velocidade superior a 120 km/h, como já acontece em diversos países” afirmou Carrion.

Também participaram da audiência o Deputado Estadual Pedro Westphalen do PP, os prefeitos de Cruz Alta e Santa Bárbara, Luiz Henrique do Ministério dos Transportes, Miguel Ângelo da ALL, Artur Santarém do Sindicato dos Ferroviários, José Guaraci, Presidente da UAMCA, além de secretários municipais, vereadores, lideranças comunitárias, entre outras autoridades e comunidade em geral.

De Cruz Alta,
Rodrigo da Luz de Jesus

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Brasil tem mais de dez polos da indústria ferroviária

 Notícias da Imprensa
29/11/2011 - iG

A retomada dos investimentos da indústria ferroviária no Brasil está fazendo pipocar pelo país uma série de pequenos polos de produção de trens, implementos ferroviários e peças. A maior parte deles se encontra nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Mas há iniciativas em cidades improváveis como Barbalha (CE) e Salgueiro (PE).

A fluminense Três Rios, por exemplo, é sede da TTrans, da EIF e da Pifer. A primeira faz desde sistemas para a venda eletrônica de bilhetes em estações até a reforma e construção trens urbanos e VLTs – como são chamados os bondes modernos. A EIF fabrica e faz a manutenção em locomotivas e a Pifer é especializada em projetar e fabricar interiores.

Trata-se de uma das cidades mais agressivas na atração de investimentos do setor. Lá, a alíquota de ICMS cobrada das empresas é zero. E a prefeitura oferece uma série de outros incentivos para atrair indústrias de todos os tipos, como isenção de IPTU por 25 anos.

Além de Três Rios, o Rio de Janeiro tem na periferia da capital a MPE, que recentemente fechou parceria com a malaia Scomi para produzir trens monotrilho. É uma sociedade que nasce com contratos assinados com São Paulo (SP) e Manaus (AM).

Minas Gerais concentra as duas maiores fabricantes de locomotivas diesel elétricas do país. A GE, em Contagem, foi ampliada neste ano e já tem a casa cheia de pedidos até 2014. Sua principal concorrente no Brasil, a MGE-Progress Rail, divisão da americana Caterpillar para o setor ferroviário, anunciou recentemente que vais se instalar em Sete Lagoas.

Há ainda a Usiminas Mecânica, que fabrica vagões de carga e truques (o equivalente ao chassi dos carros) em Ipatinga, distante 200 quilômetros da capital, Belo Horizonte, em direção ao Nordeste do estado.

O interior de São Paulo também é prodígio em exemplos. Araraquara tem a IESA, que constrói estações de trem, contornos ferroviários e moderniza e reforma trens elétricos. Cabreúva, no centro do triângulo formado por Sorocaba, Campinas e Osasco, abriga a Siemens. Hortolândia tem Bombardier, CAF, MGE, Hewitt e AmstedMaxion, que é dona ainda de uma fundição e fábrica de componentes em Cruzeiro. A Alstom está instalada no bairro da Lapa, na capital.

No Rio Grande do Sul, Caxias do Sul é a sede da Randon, que fabrica vagões de carga, e da Euroar, de sistemas de ar-condicionado para trens e outros veículos coletivos, como ônibus e vans.

Por fim, no Nordeste, se destacam Barbalha (CE) e Salgueiro (PE). Barbalha é sede da fabricante de VLTs brasileira Bom Sinal, responsável pela construção do metrô do Cariri, e que vem sendo assediada pela alemã Vossloh. Entroncamento da estrada de ferro Transnordestina, Salgueiro foi escolhida pela Odebrecht para a construção da maior fábrica de dormentes do mundo e de um estaleiro para soldagem de trilhos.

Mantendo-se o ritmo atual de expansão do setor, é possível que mais esteja por vir.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Estudo de Trem Regional na Serra Gaúcha

29/11/2011 - Intelog

Paulo Timóteo, coordenador do Trensurb reuniu-se com secretários de planejamento dos municípios de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha, Garibaldi e Carlos Barbosa para avaliar uma série de medidas para implantação do trem regional. O principal tema do encontro foi a discussão dos possíveis traçados de cada município quando foi realizada uma análise de como eles podem ser aproveitados e delineados.

Timóteo revelou que foram apresentados três traçados como sugestão. O primeiro deles é chamado de traçado histórico que é na verdade o original que foi implantado ainda em 1910, numa extensão de 62 quilômetros. Trata-se de um trecho sinuoso, com muitas curvas, nível de rampas, é trajeto longo e demorado, segundo Timóteo.

Ele afirma que permitirá uma velocidade máxima de 30 quilômetros por hora para o trem e que demandaria aproximadamente 2 horas para se fazer toda a extensão Caxias, Farroupilha, Garibaldi Carlos Barbosa e Bento Gonçalves.

O segundo traçado é o original, mas com algumas correções de curvas, o que possibilitaria fazer toda a extensão do trajeto em 1h35min. E, finalmente, um traçado novo que correria próximo à rodovia 453 até Garibaldi e que depois ingressaria no trecho Carlos Barbosa/Bento Gonçalves. “Este novo traçado permitirá que o trem percorra toda extensão em 80 minutos”, revela Timóteo. Ele diz também que fazendo uma média geral com o ônibus ficaria próximo a 1h40min.

Caxias e Bento podem ter número de estações ampliadas

No próximo dia 20, as prefeituras devem se reunir novamente com o Trensurb para avaliarem o impacto das obras. Será feita também uma análise mais profunda dos traçados, a compatibilização, o transporte, a urbanização das cidades. Será avaliada também a possibilidade de se instalar novas estações de passageiros, além das antigas existentes.

O coordenador do Trensurb diz que “Caxias poderá ter mais duas ou três estações de passageiros além da já existente, que podem ser construídas em pontos estratégicos para facilitar o embarque e o desembarque dos passageiros. Bento Gonçalves também pode adotar as mesmas medidas ampliando o número de estações em seu trecho”.

O próximo passo, conforme Paulo Timóteo, “será inserir no relatório final no estudo da viabilidade  econômica das obras e quanto implantará nos acréscimos de custo e de que maneira os municípios podem participar. Já há recursos disponibilizados pelo BNDES para implantação deste sistema de transportes ferroviário de passageiros em todo o país. Outra  etapa será a constituição de nova empresa para gerir o trecho quando ele estiver concluído. A empresa que explorará os serviços pode ser privada, pública, ou pública privada”. (Fonte: Intelog)

Indústria do trem renasce em Hortolândia

29/11/2011 - iG

É provável que nada seja mais inadequado em Hortolândia que seu nome. Nesta cidade de raros prédios e avenidas longas, há pouco espaço para o cultivo. Mas sobra para a manufatura e prestação de serviços. É lá que indústrias de ponta como a IBM tem um de seus maiores centros de monitoramento e suporte remoto a clientes no mundo; a Dell monta seus servidores, laptops e desktops no país, e a EMS fabrica e desenvolve seus medicamentos líderes em vendas, como uma versão genérica do Viagra.

Agora, Hortolândia começa a se consolidar também como epicentro da incipiente retomada de uma área bem mais tradicional da indústria: a ferroviária. Trata-se de um movimento recente, mas com raízes profundas no passado.

Nos últimos quatro anos, a cidade atraiu fabricantes de trens como a canadense Bombardier e a espanhola CAF. A Bombardier é uma das três maiores do setor mundialmente, ao lado de Siemens e Alstom. E a CAF, apesar de ser um pouco menos menor, fatura cerca R$ 3,5 bilhões (€ 1,4 bilhão). Junto com a AmstedMaxion, principal fabricantes de vagões de carga do país, elas abocanharam a maior parte dos contratos de construção e reforma de trens lançados no Brasil desde então. Somados, os pedidos em produção e em carteira das três empresas superam os R$ 5 bilhões.

A lista inclui trens de passageiros novos e a reforma de antigos para a CPTM e o metrô paulistano, trens para o metrô de Recife, vagões para o transporte de minério de ferro, grãos, açúcar e contêineres.

De casa cheia, as empresas aceleraram contratações e o número de vagas disparou. De acordo com dados da prefeitura, há dois anos, a indústria ferroviária local empregava cerca de 700 pessoas. Neste ano, as estimativas são de que termine com mais de 4 mil trabalhadores.

São mais funcionários que os cerca de 3,6 mil que a Cobrasma chegou a empregar na cidade no auge, no início da década de 1980, quando era uma das maiores empresas do setor ferroviário no Brasil. O negócio mingou na década seguinte. Mas deixou de pé 120 mil metros de prédios administrativos e galpões indústriais com paredes manchadas pelo tempo, em um terreno de quase um milhão de metros quadrados. Hoje, a maior parte das empresas ligadas ao ferroviário em Hortolândia está lá.

Retomada

Uma das primeiras a chegar foi a AmstedMaxion. Por volta de 2004, com a forte expansão de investimentos em transporte ferroviário, a procura por vagões de carga explodiu, conta Ricardo Chuahy, presidente da companhia no Brasil. A alta na demanda levou a Amsted a procurar um local onde pudesse aumentar rapidamente a produção, então centrada em Cruzeiro (SP). “Ninguém tinha capacidade para atender às encomendas”, diz.

A solução foi alugar alguns dos galpões da antiga Cobrasma, herdados por funcionários que receberam a área como garantia do pagamento de dívidas trabalhistas. A Amsted se instalou, iniciou a produção e acabou comprando todo o complexo depois, em 2007. Mas seguiu com a prática de ceder espaço a empresas que não fossem concorrentes.

Em 2008, veio a CAF e, em 2009, a Bombardier. “Chegamos a estudar montar fábrica em Recife”, diz André Guyvarch, presidente da Bombardier no Brasil. Desistiram porque sairia mais caro erguer os galpões do zero, treinar mão de obra e ficar distante dos fornecedores, conta.

É uma lógica semelhante a que levou outras empresas a Hortolândia. A lista inclui, além das já citadas, gigantes como a MGE, da Progress Rail, braço da Caterpillar para o setor ferroviário, e a Hewitt Equipamentos, que faz a estrutura de base dos vagões ferroviários, chamada truque.

“Hortolândia é hoje o grande polo de produção dos segmentos de carga e passageiros”, diz Rodrigo Vilaça, diretor-executivo da Agência Nacional dos Transportes Ferroviários (ANTF). E é também a cidade que reúne o maior número de empresas com tecnologia para eventualmente produzir o trem-bala brasileiro. Estão lá CAF e Bombardier. As outras duas são a Alstom, que tem fábrica em São Paulo, e a Siemens, em Cabreúva (SP).

Locomotivas são um dos poucos tipos de trem que a cidade não fabrica. “Tentamos trazer a nova fábrica da MGE-Progress Rail para cá. Mas eles foram para Sete Lagoas (MG)”, afirma Geraldo Estevo Pinto, diretor da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços de Hortolândia. Mesmo assim, na unidade que tem em Hortolândia, a MGE faz reformas de motores, de locomotivas e de carros de passageiros.

Investimentos

Mais recentemente, com o crescimento dos pedidos, algumas empresas decidiram aproveitar incentivos fiscais da prefeitura e se mudar das antigas instalações da Cobrasma. A CAF investiu R$ 250 milhões em uma fábrica em outra parte de Hortolândia, com capacidade para produzir até 500 vagões de passageiros por ano, que ficou pronta em 2010.

A Bombardier optou por continuar como inquilina da AmstedMaxion. Mas construiu um novo galpão, onde começa a produzir em janeiro o primeiro monotrilho do país – monotrilhos são trens que correm sobre vigas de concreto elevadas, normalmente a mais de 15 metros de altura.

Horizonte promissor

São apostas baseadas em uma realidade latente no país: a dificuldade de locomoção nas estradas e avenidas de grandes cidades. Como é evidente, o crescimento acelerado da venda de automóveis não foi acompanhado de investimentos compatíveis em infraestrutura nas últimas décadas.

Para tentar amenizar o problema, o poder público, em todas as instâncias, promete despejar rios de dinheiro no setor. O governo paulista sozinho tem planos de investir R$ 27 bilhões em infraestrutura ferroviária. Em meados de outubro, a presidente Dilma Rousseff falou no programa “Café com a presidenta” em outros R$ 30 bilhões para corredores de ônibus, metrôs e VLTs (os bondes modernos). O montante inclui projetos em Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte. Não estão na conta o famigerado trem-bala e os R$ 43,9 bilhões previstos no PAC 2 para expansão da malha ferroviária.

Resta saber se o discurso será mantido ou, depois de investir, as empresas morrerão asfixiadas pela falta de investimentos, como no passado.