sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Terminal de Itiquira já tem licença para operar

23/02/2012 - Só Notícias/Gazeta Digital

O terminal ferroviário de Itiquira (a 362 km de Cuiabá) já tem a Licença de Operação (LO). O documento foi expedido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), após inspeção in loco que ocorreu entre os dias 13 e 17 deste mês e deve ser inaugurada em março. As informações são do secretário Estadual de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo. Ele afirmou também que os trilhos da Ferrovia Senador Vicente Vuolo também passaram por vistoria técnica, porém, a licença ainda não foi emitida pelo órgão. A expectativa é que seja liberado nos próximos dias.

"Mesmo assim trabalhamos com uma pré-agenda para a inauguração oficial do terminal de cargas de Itiquira, que é para 17 de março", adianta Vuolo ao acrescentar que a unidade será administrada pela América Latina Logística (ALL) em parceria com a indústria Seara Alimentos. A assessoria de imprensa da ALL confirma a liberação da LO, mas não a data para inauguração do empreendimento.

Segundo o secretário, o terminal ocupa uma área de 70 hectares e será bastante utilizado para o escoamento de grãos como soja e milho, madeira, entre outras produtos. O investimento realizado pelas empresas soma cerca de R$ 40 milhões. "O terminal de Itiquira está em uma posição estratégica e poderá atender a região Sul de Mato Grosso e a Norte de Mato Grosso do Sul".

Atualmente estão em operação em solo mato-grossense 100 quilômetros de ferrovia entre Alto Araguaia e Alto Taquari. Até Itiquira são mais 193 km. Outra etapa no avanço dos trilhos da Ferronorte no Estado é a chegada do modal de transporte até Rondonópolis, em que serão acrescentados mais 260 km, trecho que já está em obras e que também contará com um terminal. A previsão, segundo Vuolo, é que esta unidade seja concluída até o começo do próximo ano.

Após esta etapa será pleiteada a extensão do ramal ferroviário até Cuiabá (com mais 215 km), cujo trecho foi devolvido pela ALL ao governo federal e que atualmente é administrado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Senador quer saber sobre as obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste

23/02/2012 - Mídia News

Para o Senador Pedro Taques, desenvolvimento regional está intimamente ligado à ferrovia

O senador Pedro Taques (PDT) protocolou na última sexta-feira (17), na Comissão de Infraestrutura do Senado, um requerimento para a realização de Audiência Pública com o objetivo de buscar informações sobre o andamento, cumprimento de cronogramas e dar publicidade à prestação de contas da construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste. O documento também é assinado pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO).

A primeira etapa da obra (Incluída no PAC) que corresponde a 1.040 km, com custo de R$ 4,1 bilhões, tem conclusão prevista para 2014. "A intenção é levar esclarecimentos principalmente à população das localidades contempladas pelo projeto. Os valores envolvidos e a urgência do setor produtivo no implemento da estrutura de transporte ferroviário por si justifica a realização da audiência ora proposta”, justificou o senador Pedro Taques.

A obra cujo andamento se pretende esclarecimentos corresponde à construção de 1.638 quilômetros de ferrovia e tem um custo orçado em R$ 6,4 bilhões. Trata-se de empreendimento que dará impulso para o desenvolvimento do país, especialmente para os estados de Mato Grosso, Goiás, Rondônia e o sul dos estados do Pará e Amazonas.

Em Mato Grosso, os trilhos beneficiarão os seguintes municípios: Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Maringá, Brasnorte, Sapezal, Campos de Julio e Comodoro.

"O desenvolvimento regional está intimamente ligado à ferrovia, pois sua construção avança para um novo paradigma de estrutura de transporte, até agora muito negligenciado no nosso país dadas as suas dimensões continentais”, complementou Pedro Taques.

No requerimento para a realização da Audiência Pública, Pedro Taques e Lúcia Vânia indicam para participar do evento o presidente da VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias; representante do Tribunal de Contas da União (TCU); e o diretor Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Ainda não há data para a realização do evento.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ferronorte vai receber aporte finaceiro e sairá do papel

22/02/2012 - O Documento

A Ferronorte sempre foi vista como a redenção para a economia de Mato Grosso e do Brasil, ainda mais agora quando o Estado é responsável por mais de 40% dos resultados positivos da balança comercial brasileira

Uma das maiores empresas do mundo na exploração de álcool e açúcar, a brasileira Cosan pode dar o tão sonhado "empurrão" para que a Ferronorte ou Ferrovia Vicente Vuolo saia em definitivo do papel e conclua importantes partes de sua interligação com o que é hoje o maior produtor de grãos do país, ou seja, o médio norte de Mato Grosso. As obras da Ferronorte que passam muito mais tempo paradas do que andando estão entre Alto Araguaia e Rondonópolis com previsão de chegar até 2014.

Recentemente, por pressão política de Mato Grosso, a ALL abriu mão do trecho entre Rondonópolis e Cuiabá, por se tratar de um trecho acidentado e de duvidosa capacidade econômica por se tratar de uma região de pouca produção agrícola a não ser pelo paredão na região entre Primavera do Leste e Campo Verde que por estaremo mais próximas de Rondonópolis (212 km de Cuiabá) tem naturalmente seu caminho para a exportações distanciado da capital e rumo ao sul de Mato Grosso e da região Sudeste do Brasil.

A Valec Logística, empresa estatal ddo Governo Federal juntamente com o Governo de Mato Grosso se prepara para licitar o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá para que parceiros possam assumir a execução das obras importantes para a integração com as obras que chegam nos próximos anos ao município mais importante da região Sul do Estado e onde se concentram hoje as maiores tradings do agronegócio do mundo.

A passos de cagado, a Ferronorte sempre foi vista como a redenção para a economia de Mato Grosso e do Brasil, ainda mais agora quando o Estado é responsável por mais de 40% dos resultados positivos da balança comercial brasileira, ou seja, pelas exportações que mantém aquecida a economia nacional, fazendo frente a crise econômica mundial graças ao agronegócio e suas vendas que potencializam o país e Mato Grosso como fronteiras do desenvolvimento na atualidade.

Os valores dos produtos do agronegócio só não se tornaram a vedete do momento econômico mundial, graças a um fato, o preço do frete do transporte rodoviário que encarece os valores negociados, sem contar o volume de perdas que seria suficiente para alimentar muitas bocas famintas pelo mundo afora.

Segundo estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica - IBGE, o modal mais utilizado para o transporte de grãos é o rodoviário, graças a vantagens que outros não oferecem, sendo a maior vantagem do transporte rodoviário em relação aos outros é que ele pode carregar suas cargas de ponto a ponto, sem a necessidade de transbordo, fato este que acarretaria possíveis perdas dos produtos.

Além disso, a malha rodoviária abrange quase toda região Brasileira, enquanto os restantes dos modais são escassos em algumas regiões do país.

Apesar de tantas vantagens encontram-se muitos problemas estruturais no transporte rodoviário de grãos. A perda do Brasil chega a R$ 2,7 bilhões a cada safra com o derrame de grãos durante o transporte rodoviário, e a armazenagem representa uma perda de 20% da produção.

A má conservação das estradas e a inadequação do transporte utilizado contribuem para o aumento dessa perda. O problema principal a ser trabalhado é como resolver a perda de grãos mediante as más condições do transporte rodoviário, e a escassez de armazéns para o mesmo, tendo como objetivo demonstrar através de adaptações logísticas (tanto nas estradas brasileiras e no próprio caminhão utilizado no transporte dos grãos quanto nos armazéns) que é possível reduzirem as atuais perdas no transporte de grãos.

A solução mais econômica e que permitiria uma atuação conjunta em parte rodoviária e a maior parte seria a ferroviária e a hidroviária. "Teríamos um up grade no comércio de nossas produtividade que potencializaria ainda mais o nosso agronegócio", disse o governador Silval Barbosa (PMDB) que disse desconhecer a negociação entre a Cosan e a ALL, mas "se é para somar que seja bem vinda e possa nos ajudar a tirar essa ferrovia do papel", explicou o chefe do Executivo estadual.

Maior produtora de açúcar e álcool do mundo, a Cosan tem feito pesados investimentos para se tornar uma empresa focada em infraestrutura. por meio da Rumo, seu braço logístico, atua no escoamento de commodities agrícolas, Em parceria com a petrobrás na Logum, investe na construção de um alcoolduto, que seria outra grande solução para se receber gasolina e óleo diesel e remeter para o Sul e Sudeste, álcool anidrido, barateando custos e melhorando toda a logística de transporte como um todo.

Em 2010, a Cosan anunciou joint venture com a Shell para a criação da Raízen, tornando-se uma das maiores distribuídoras de combustível no país. A Cosan já havia tentato, há três anos, entrar no blovo de controle da ALL.

A grande notícia, no entanto, foi o fato da Cosan ter divulgado fato relevante na terça-feira passada informando ter celebrado contrato de compra de 38.980.117 ações da ALL, o que representa 5,67% do capital social da empresa de logística. deste total, 34 milhões de ações são "vinculadas a acordo de acionistas firmados pelos vendedores e outros", pelo preço total de R$ 896,5 milhões.

Diz ainda o fato relevante, inserido na Bolsa de Valores que a aquisição somente será implementada mediante obtenção de todas as autorizações governamentais que sejam previamente necessárias para a efetivação da compra e venda das ações e a obtenção de autorização dos demais signatários do acordo de acionadas da ALL para que a compra e venda seja efetuada não obstante a vedação à transferência das ações constantes do Acordo de Acionistas, não seja exercido direito de preferência por parte dos demais signatários do acordo de acionistas, permitidno que o comprador compre todas as ações e o comprador seja admitido no Acordo de Acionistas, em termos e condições aceitáveis tanto para o comprados como para os vendedores.

Uma teleconferência será realizada pela Cosan para apresentar os resultados das negociações.

"É uma notícia mais do que alviçareira, pois estaremos dando um passo efetivo e determinado para que essas obras tão importantes para Mato Grosso e para a economia do Brasil saiam do papel e se tornem realidade, pois o custo do frete permitirá a abertura de novas frentes agrícolas em todo o Estado e um desempenho econômico ainda maior que o já obtida nos dias de hoje", comemorou o governador Silval Barbosa, que pediu ao secretário de Indústria, Comércio e Mineração, Pedro Nadaf que acompanhe todo o desenrolar das notícias que são importantes e fundamentais para Mato Grosso.

O modal ferroviário e hidroviário podem representar a longo prazo, o fim dos problemas de rodovias no Estado que necessitariam de apenas poucos trechos para o deslocamento da produção agrícola das propriedades até os terminais de embarque, o que mudaria completamente o cenário econômico.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Modal Ferroviário e a economia de MT (Parte II)

19/02/2012 - Diário de Cuiabá

Uma das vantagens da ferrovia no transporte de grãos é a diminuição da perda da carga.

Retomamos a análise da importância da implantação do sistema logístico intermodal para o escoamento da produção mato-grossense, bem como as vantagens das ferrovias para a diminuição efetiva dos custos de transporte, da diminuição das perdas de grãos e das melhores condições favoráveis no deslocamento seguro e eficiente da produção.

Dentre todos os modais de transporte, a ferrovia tem-se mostrado como alternativa em potencial para melhorar o sistema de transporte de carga no Brasil, aumentando a competitividade dos produtores e empresários.

Mato Grosso está inserido em três dos sete corredores logísticos brasileiro, proporcionando vetores tanto para o Norte e Nordeste, como para o Centro-Sul. A Ferrovia Senador Vuolo (a Ferronorte), utilizada há 10 anos, movimentou em 2008, mais de 8 milhões de toneladas úteis de carga pelos trilhos.

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Modal ferroviário e a economia de MT (Parte I)

No terminal do Alto Taquari, a capacidade estática é de 33 mil toneladas; no terminal Alto Araguaia, de 32 mil toneladas e a do terminal de Itiquira, com inauguração prevista em março de 2012, é de 13 mil toneladas. A expectativa de transbordo Rondonópolis-Santos é de 13 milhões de toneladas, em 2013, e de 14 milhões de toneladas, em 2014.

É menor o custo do frete de transporte ferroviário, comparado ao rodoviário. Enquanto o custo do frete rodoviário é de R$ 220,00 por tonelada, o frete ferroviário está na média de R$ 182 a R$ 197,00 por tonelada. E esse custo poderá diminuir ainda mais, à medida que se amplie o sistema ferroviário no estado.

Outra vantagem da ferrovia no transporte de grãos é a diminuição da perda da carga. Na rodoviária, a perda do produto está na faixa de 20%, pelo deslocamento ou por diversos impactos das condições de transporte.

Mesmo com a perspectiva da criação de corredores logísticos no sentido Norte (Ferrovia Cuiabá-Santarém) e no sentido Leste (Ferrovia FICO), a saída pelo Centro-Sul já está consolidada.

A próxima etapa da Ferrovia é a interligação entre Rondonópolis- Cuiabá, cujo terminal na capital receberá toda a produção da região centro-norte do estado, a maior de Mato Grosso. Esta região centro-sul de Mato Grosso, representada pelo eixo da região metropolitana de Cuiabá-Rondonópolis, fica concentrada a produção industrial, a movimentação financeira e mais da metade da população estadual.

O Terminal Cuiabá irá receber toda a produção da região Centro-Norte do estado, a maior de Mato Grosso. Esse é o eixo da macroeconomia mato-grossense e, também, a sua maior concentração de renda e populacional.

Quando a ferrovia chegar a Cuiabá, com a intenção oficializada dos chineses em investir nas ferrovias no Estado, virá a fase da implantação das Ferrovias Cuiabá-Santarém e Cuiabá-Porto Velho. Nesta última, o projeto permitirá implantar o eixo estruturante, o qual atenderá a Zona de Processamento de Exportação de Mato Grosso, localizado em Cáceres.

Destacamos a visão estratégica do governador Silval Barbosa, que ao criar a Secretaria Extraordinária de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transporte (Selit), demonstra de forma clara a sua preocupação em dar celeridade às decisões que garantam investimentos no transporte intermodal. Dessa forma, possibilitará o fomento às regiões desprovidas de infraestrutura, mas com forte potencial de produção econômica.

*José Lacerda é secretário-chefe da Casa Civil do Governo de Mato Grosso

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Trem SP-Campinas já está em fase de estudo

17/02/2012 - Valor Econômico

Bernardo Figueiredo: Esses trens regionais são projetos paralelos, que não concorrem com o trem de alta velocidade

Por André Borges

Muito antes de o trem-bala se tornar realidade, são grandes as chances de Campinas se ligar a São Paulo por meio de trens de média velocidade. Teve início nesta semana uma pesquisa para medir detalhadamente se há demanda para implantação de um trem regional que passe a operar entre as cidades de Campinas, Jundiaí e São Paulo. O estudo encomendado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vai durar 11 meses e será feito pela empresa Oficina Engenheiros Consultores Associados. Com esse levantamento, o governo paulista vai cruzar informações sobre os diferentes tipos de deslocamentos realizados pela população, o tempo de viagem em cada tipo de transporte, principais distâncias percorridas, pontos de origem e destino, frequência e volume de pessoas.

O projeto para construir um ramal ferroviário nos 100 quilômetros que separam a capital paulista e Campinas é um projeto antigo, mas que ganhou mais evidência com a concessão de Viracopos. O aeroporto, que recebeu 7,5 milhões de passageiros no ano passado, terá sua demanda aumentada para 9,5 milhões de pessoas até 2014, segundo a Infraero. Inevitavelmente, a ambição do governo federal de transformar Viracopos na principal estrutura do sistema aéreo nacional passa diretamente pela implantação de uma ligação ferroviária.

Especialistas e profissionais do transporte ferroviário não criticam a decisão de se implementar o trem-bala na região, mas acreditam que há espaço para uma estrutura paralela de trem. "Com R$ 1,5 bilhão e três anos de trabalho, é possível colocar para rodar um trem de média velocidade (até 160km/h) na malha ferroviária que já existe entre Campinas, Jundiaí e São Paulo", diz Francisco Aparecido Felício, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas (Sindpaulista).

A estrutura que atualmente liga Campinas a Jundiaí foi concedida à América Latina Logística (ALL) e apenas parte dela é usada para carga. Para receber um trem de média velocidade, o traçado teria de passar por adaptações. Pesa ainda a favor de um trem de média velocidade o fato de o país já deter uma indústria local capaz de atender à empreitada.

Para o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, o trem regional não atrapalharia em nada o projeto do trem-bala, tanto que a agência se comprometeu a liberar até 2015 diversas linhas de carga do Estado paulista para o transporte de passageiros, como os trechos São Paulo-Jundiaí, São Paulo-Santos e São Paulo-Sorocaba. "Não vejo problemas em ter um trem regional até Campinas. Esses trens regionais são projetos paralelos, que não concorrem com o trem de alta velocidade."

A prefeitura de Campinas, responsável pelo pedido de estudo levado à CPTM, informou apenas que aguarda uma definição do governo federal sobre o futuro do trem-bala. A CPTM informou que o projeto não tem possibilidade de ser um ramal competitivo de ligação entre Viracopos e São Paulo, porque a proposta é que ele se limite a um trem metropolitano, com paradas previstas em Valinhos, Vinhedo, Louveira e Jundiaí, para então chegar a São Paulo. No plano da CPTM estaria, na realidade, a operação de trem de até 100 km/hora, o que significaria cerca de três horas de viagem para chegar à capital paulista.

"Acredito que um trem de média velocidade nesse trecho seria realmente o projeto ideal", comenta Luciano Amadio, presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop). "Se olharmos para o futuro de São Paulo e Rio de Janeiro, concluímos que o trem-bala será totalmente necessário, mas podemos ter também uma solução de médio prazo, e não só daqui a dez anos."

Se tudo der certo no cronograma previsto pela União, o trem de alta velocidade ficará pronto só em meados de 2019. "É preciso se ater ao senso da urgência. Não podemos nos dar ao luxo de demorar tanto com as coisas. Acredito que há espaço para mais de um tipo de solução", comenta Arlindo Fernandes, sócio-diretor da Oficina Engenheiros Consultores Associados, companhia que fará os estudos de demanda da região.

Em 2005, o governo paulista chegou a concluir os estudos para criação do chamado "Trem Bandeirante", que ligaria São Paulo a Campinas. O projeto foi estimado em R$ 2,7 bilhões e seria realizado por meio de uma parceria público-privada (PPP). O trem levaria aproximadamente 50 minutos para fazer o trajeto, a uma velocidade máxima de 160 Km. À época, a ligação com o aeroporto de Viracopos já estava no radar. O plano foi parar na gaveta, após a decisão da União em bancar o trem de alta velocidade.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Empresa de logísta ALL destina R$ 150 milhões para construção de nova ferrovia

14/02/2012 - Brasil Caminhoneiro

A América Latina Logística – ALL (empresa independente de serviços de logística da América Latina) pretende investir na empresa cerca de R$ 800 milhões em neste ano. Cerca de R$150 milhões irão para a última etapa de construção do projeto de extensão da malha entre Alto Araguaia e Rondonópolis, que começou em 2009 e tem previsão de término para 2012. Ampliando a ferrovia em 260 km, o projeto Rondonópolis prevê um investimento acumulado total de cerca de R$ 700 milhões.

Além dos recursos para o projeto de construção da nova ferrovia, neste ano, a ALL prevê outros R$ 650 milhões para viabilizar seu crescimento orgânico, o que inclui melhoria da via, manutenção, tecnologia, terminais e material rodante. Estes investimentos visam ganhos de produtividade e segurança na malha. Em 2011, o volume das operações ferroviárias da companhia no Brasil aumentou 8,2%, de 39,7 TKU em 2010 (tonelada por quilômetro útil) para 42.969 milhões.

A empresa atua em frentes de serviços como transporte ferroviário, rodoviário nacional e internacional, distribuição, armazenamento, transporte customizado de contêiner, e transporte de minério de ferro, aliado à uma distribuição fracionada e transporte intermodal porta a porta.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ferrovia de Integração Oeste-Leste avança

14/02/2012 - Jornal Nova Fronteira

A construção permitirá a dinamização na saída da produção para outros polos no País, por intermédio da conexão com a Ferrovia Norte-Sul.

Mais uma leva de escrituras foi assinada pelo secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, nesta segunda-feira (13). Nestas a Valec indeniza pequenos agricultores que ocupavam terras no traçado da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). As compensações financeiras reconhecem o direito de posse, levando em consideração tanto as benfeitorias como a terra nua.

Com a atenção voltada para a situação das propriedades ao longo da Fiol, que vai ligar as cidades de Ilhéus, Caetité e Barreiras, no Estado da Bahia, à Figueirópolis, no Estado do Tocantins, o governo vem respeitando a faixa de domínio da ferrovia que é de 80 metros (40 de cada lado), seguindo assim a execução da obra.

A construção permitirá a dinamização na saída da produção para outros polos no País, por intermédio da conexão com a Ferrovia Norte-Sul. Serão 1.527 quilômetros de extensão, dos quais aproximadamente 1,1 mil quilômetros na Bahia, com investimentos estimados em R$ 6 bilhões.

Uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, a Fiol formará um corredor de transporte que vai abrir uma nova alternativa logística para os portos no nordeste e otimizará a operação do Porto Sul e do novo aeroporto internacional de Ilhéus.

Entre as vantagens previstas com a construção, estão a redução de custos do transporte de insumos e produtos diversos, o aumento da competitividade dos produtos do agronegócio e a possibilidade de implantação de novos polos agroindustriais. A expectativa é que o escoamento da produção nos dois estados seja dinamizado.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Empresário ficou milionário com ferrovias brasileiras

11/02/2012 - O Estado de São Paulo

O empresário norte-americano Percival Farquhar foi o maior investidor estrangeiro no País no começo do século 20. Com dinheiro do governo brasileiro, ele lucrou construindo ferrovias fantasmas, como a Madeira Mamoré, em Rondônia. Foi também idealizador dos projetos bem-sucedidos do porto de Belém e da estrada de ferro Vitória-Minas.

Ele conseguia fechar contratos com o governo por meio de uma rede de advogados e lobistas que incluía nomes de "vultos" da história, como Rui Barbosa. No Paraná e Santa Catarina, Estados por onde passava os trilhos da ferrovia que foi o estopim da guerra do Contestado, Farquhar contratou advogados com poder político, como o vice-governador do Paraná, Affonso Camargo.

O contrato de concessão da ferrovia São Paulo-Rio Grande do Sul previa que o governo pagaria a Farquhar por quilômetro construído. O empresário, então, teria excedido nas curvas, evitando a construção de pontes e túneis. Após a conclusão da ferrovia, Farquhar ergueu em Três Barras e Calmon, cidades hoje pertencentes à Santa Catarina, um complexo madeireiro onde trabalhavam cerca de mil funcionários. Ele conseguiu do governo o direito de explorar as madeiras nos 15 quilômetros de cada margem da ferrovia. No alojamento de Três Barras, ele instalou um cinema com o único projeto de filmes do Sul do Brasil. Uma milícia monitorava os trabalhadores e recebia a tiros caboclos que ameaçavam destruir as instalações da madeireira.
Especulador nato do mercado financeiro, Farquhar começou a falir ainda em 1913, quando os combates entre militares e caboclos ainda não vivia seu auge. O complexo madeireiro foi à bancarrota em 1917, um ano depois do fim da guerra. O "monstro" criado no Contestado pelo empresário norte-americano se arrastou até os anos 1940, quando foi estatizado pelo presidente Getúlio Vargas. Farquhar morreu em 1953, aos 89 anos.

Fraudes até os anos 1940. Centenas de contratos de terras dos cartórios de Lebon Régis e Caçador, analisados pelo Estado, revelam que a madeireira Lumber fraudou processos de terras até os anos 1940, quando já tinha sido estatizada pelo governo Vargas. Os caboclos eram convencidos ou forçados por procuradores da empresa a passar para a Lumber a responsabilidade de legalizar no nome deles as posses de terras junto ao governo de Santa Catarina. Em troca, os caboclos passavam para a empresa o direito de explorar, por dez anos, as árvores das glebas. No papel, os caboclos ficavam com a terra legalizada, mas tinham de ir embora para a entrada dos homens da companhia.

Um dos contratos analisados, de 17 de abril de 1942, foi firmado entre a Lumber e dois casais de agricultores, Olímpia e Augusto de Souza e Maria Ribeiro e Augustinho Borges, de Lebon Régis, então distrito de Curitibanos. A Lumber foi representado por João Pacheco Sobrinho. Como pagamento pelo "serviço" de legalização, os colonos passavam para a companhia o direito de exploração das posses por ocupação primária de terras de domínio do Estado de Santa Catarina. Assim, a empresa poderia explorar "na gleba titulada, todas as árvores de pinho, imbuia e cedro, com as descrições assinaladas e ao preço estipulado, na escritura". "As árvores a que se refere a cláusula fixada ficam pertencendo em plena propriedade e irrevogavelmente à outorgada, para os fins de sua exploração industrial."

Em outro processo, do cartório de Lebon Régis, de 20 de abril de 1942, a Lumber estipula o tamanho das árvores que poderiam ser extraídas das glebas legalizadas. Nesse contrato firmado com os posseiros Vergílio Mariano, Manoel Ferreira de Jesus, Ibraim Cardoso dos Santos e João Raimundo de Almeida, a companhia estabelece que as árvores deveriam ter uma altura mínima de um metro acima do solo e 15 polegadas inglesas de largura. O contrato garante, porém, que a companhia poderia explorar toda espécie "suscetível de aproveitamento industrial" a seu "juízo".

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Dilma cobra cumprimento de prazo da Transnordestina

10/02/2012 - Agência Estado

A presidente Dilma Rousseff se reuniu por mais de duas horas, em duas etapas, com os empresários responsáveis pela construção da ferrovia Transnordestina que, a exemplo da Transposição do São Francisco, enfrenta problemas de atrasos em algumas etapas. Dilma cobrou o cumprimento do cronograma de execução de obras e informações sobre metas e cronogramas preestabelecidos. A presidente assegurou que não faltarão recursos para os empreendimentos.

O presidente da Transnordestina, Tufi Daher, após o encontro, reconheceu que existem alguns problemas que estão atrasando as obras. No caso de Missão Velha, no Ceará, onde a reportagem visitou e constatou os trabalhos praticamente paralisados, Tufi comentou que ali pode haver um ou outro problema de concessão de licença ambiental, assim como em alguns outros trechos, que têm problemas de desapropriação. A presidente cobra, e com razão, principalmente a questão dos prazos, declarou, esclarecendo que a reunião foi bastante técnica já que detalhes da obra foram discutidos com ela.

Ao falar do novo prazo de entrega das obras, que estavam previstas para 2012, Tufi primeiro disse que o prazo do empreendimento sempre foi 2013, mas houve uma tentativa anterior de trazer a conclusão para mais perto. Em seguida, prometeu: Quiçá em 2013, início de 2014, nós vamos ter este eixo de Eliseu Martins até o porto Suape e, no final de 2014, o percurso completo. Tufi Daher, ao citar que a ferrovia tem 1728 quilômetros e que, em um empreendimento deste tamanho porte, sempre existem muitos gargalos, acrescentou que, no encontro com a presidente, foram firmados acordos. E garantiu: estes prazos serão cumpridos.

Ele lembrou que a presidente Dilma é uma profunda conhecedora do projeto e que quis saber de muitos detalhes da obra, inclusive as datas nas quais estarão prontas as superestruturas em Pernambuco, Piauí e Ceará. Ela quis ver com detalhes esse avanço físico da infraestrutura, de pontes, de viadutos, quanto tínhamos pronto, quanto estamos fazendo e quais são os gargalos, declarou em entrevista, após a reunião com Dilma.

O presidente da Transnordestina assegurou que no encontro não foram discutidos aditivos de contratos para as empresas que trabalham na construção da ferrovia. A obra de construção da Transnordestina tem um custo estimado em R$ 5,4 bilhões.

Cancelamento

A presidente Dilma visitaria nesta quinta-feira três trechos da Transnordestina. No final da manhã, no entanto, cancelou a ida à São José do Belmonte, onde iria visitar a frente de lançamento da superestrutura da malha ferroviária do lote 1. Desistiu porque já havia visto obra semelhante, em Parnamirim (PE), mais cedo. Com isso, antecipou a chegada ao canteiro de obras em Salgueiro (PE). Dilma se reuniu com empresários antes e depois do almoço no canteiro de obras e embarcou de helicóptero para Juazeiro do Norte, onde pegou avião para Brasília.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Inauguração do Projeto da Faculdade e primeira Ferrovia-Escola do Brasil

11/2/2012 - ABIFER

De acordo com o diretor-executivo do CEPEFER, Manoel Mendes, o investimento tem por objetivo atender à crescente demanda por mão de obra tecnológica especializada na área ferroviária

A partir de 2012, o Brasil contará com a primeira Ferrovia-Escola do Brasil. O CEPEFER, Centro de Estudos e Pesquisas Ferroviárias, instala um novo centro de formação profissional na área ferroviária na cidade de Paraíba do Sul, no centro sul fluminense. A região, estrategicamente localizada a 90 km de Volta Redonda, 130 km do Rio de Janeiro e 330 Km de Belo Horizonte, recebe as linhas da Ferrovia Centro Atlântica (FCA) e da MRS Logística.

As instalações do novo centro de formação profissional na área ferroviária somam cerca de 800m2 e deverão contar com laboratórios para simulação de condução de locomotivas e ferramentas para modelagem de veículos ferroviários, além de um centro de documentação com material de consulta sobre manutenção de via permanente e projeto de fabricação de material rodante.

O contrato para instalação da nova unidade foi assinado entre o CEPEFER e a Prefeitura Municipal de Paraíba do Sul e a previsão é a de que cerca de 200 alunos comecem a ser atendidos logo em 2012. A expectativa é que em 1 ano o novo centro de formação já possa receber homologação para operar como Faculdade Ferroviária com capacidade para 400 alunos por ano.

De acordo com o diretor-executivo do CEPEFER, Manoel Mendes, o investimento tem por objetivo atender à crescente demanda por mão de obra tecnológica especializada na área ferroviária, em virtude dos fortes investimentos que estão sendo feitos pelos operadores de passageiros e carga. “O investimento das concessionárias de carga deve ultrapassar R$ 2,5bi em 2012, somente na malha concessionada, sem contar os investimentos em material rodante para manter os atuais 280bi de TKU/ano de produção de cargas transportadas”, diz Mendes, que propõe ainda a inauguração da 1ª incubadora ferroviária no 2º semestre de 2012, abrigando empreendimentos de base tecnológica relacionados à mobilidade urbana e ao transporte de cargas.

Sobre o CEPEFER

O CEPEFER é um centro de estudos e pesquisas na área de transportes atuando nas modalidades de ensino, pesquisa aplicada, seleção de pessoal sob demanda das concessionárias de transporte de cargas e passageiros (Peoplerail©) e formação de profissionais para a indústria ferroviária em nível de pós-graduação (MBRail® - Master Business Rail). O CEPEFER tem atuado desde 2005 junto a Clientes como ALL - América Latina Logística SA, VALE, Amsted Maxion, SIEMENS e MRS Logística SA. Mais informações pelo e-mail cepefer@cepefer.com.br ou pelo site www.cepefer.com.br.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Planalto cancela visita de Dilma à Transnordestina

08/02/2012 - O Estado de São Paulo

Grades de proteção para afastar a multidão, toldos e um palanque foram desmontados às pressas na manhã de quarta-feira, 8, depois que a presidente Dilma Rousseff cancelou a viagem a Missão Velha, no sertão do Cariri, divisa do Ceará com Pernambuco, porque o palco da festa fora montado num trecho de obra paralisada da ferrovia Transnordestina. O Planalto abortou a escala da presidente no local para evitar constrangimentos, diante da constatação de abandono da obra.

O Estado percorreu alguns trechos da obra em Missão Velha, que seria visitada nesta quinta-feira, 9, por Dilma. As cenas relembram o abandono já constatado pela reportagem do jornal em dezembro, quando percorridos trechos da transposição do Rio São Francisco. Na quarta-feira, ao inspecionar obras do projeto no Nordeste, Dilma afirmou que quer "obras controladas".

Na ponte 01 de Missão Velha, que está sendo construída, apenas quatro empregados foram encontrados trabalhando no local, pouco antes das 10 horas da manhã, 24 horas antes da visita da presidente. O trecho é de responsabilidade da Odebrecht.

No meio do caminho da estrada de terra que liga Juazeiro do Norte a Missão Velha, a reportagem cruzou na quarta-feira com um caminhão que transportava as grades que seriam usadas na montagem do palanque da cerimônia com a presidente Dilma.

Segundo o representante do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Ceará (Sintepav) no Cariri, Evandro Pinheiro, dos 813 funcionários que estavam empregados no início de dezembro, nos três trechos de obras da Transnordestina, restam hoje apenas 190.

Nas obras da transposição, no Ceará, a situação é ainda pior: dos 1.525 trabalhadores registrados em novembro restaram só 299 em Mauriti, município visitado por Dilma ontem.

"Nem se percebe que tem gente trabalhando aqui. Eles (os quatro trabalhadores) estão aqui para não dizerem que está tudo parado. Aqui tinha de ter ao menos 40 ou 50 pessoas", disse o presidente do Sintepav-CE, Raimundo Nonato Gomes. "Prova de paralisação é que nem tem mais vigia na obra e o refeitório foi desativado, como vocês podem ver", acrescentou ele.

A Revista Ferroviária entrou em contato com a assessoria de imprensa da Transnordestina, que não retornou até a publicação desta reportagem.

ALL investirá R$ 810 milhões em 2012

09/02/2012 - Revista Ferroviária

A concessionária transportou 31.814 milhões de TKU, nos primeiros nove meses de 2011, 8,4% a mais em relação ao mesmo período de 2010

A América Latina Logística (ALL) investirá cerca de R$ 810 milhões em sua malha ao longo deste ano. O montante engloba R$ 650 milhões para manutenção e expansão, com boa parte do recurso destinado a tecnologia, e outros R$ 160 milhões no projeto Rondonópolis, que são as obras da Ferronorte, no Centro-Oeste brasileiro.

A concessionária transportou 31.814 milhões de TKU, nos primeiros nove meses de 2011, 8,4% a mais em relação ao mesmo período de 2010. Segundo a empresa, o crescimento de volume foi resultado de melhorias na produtividade do material rodante e de ganhos de participação de mercado, especialmente em commodities agrícolas.  Os resultados totais de 2011 ainda não foram divulgados pela operadora.

A ALL Operações Ferroviárias é composta por seis concessões ferroviárias no Brasil e na Argentina, totalizando 21.300 km de malha, 1.095 locomotivas e 31.650 vagões.
 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Triunfo vai ajudar no trem para Viracopos

06/02/2012 - Reuters

Sócia do consórcio que arrematou a concessão do aeroporto de Viracopos, a Triunfo Participações adiantou que pretende ajudar a viabilizar uma via férrea para acesso ao terminal aéreo.

"Vamos ter um trem, não sei se é de alta velocidade, mas nós vamos ter um trem", disse a jornalistas nesta segunda-feira, o presidente da Triunfo, Carlo Botarelli. "Nós vamos ajudar a viabilizar o investimento no trem", adicionou, sem dar mais detalhes.

O aeroporto de Viracopos, em Campinas, será operado pelo consórcio Aeroportos do Brasil, que além da Triunfo inclui a francesa Egis Airport. Para arrematar o terminal no interior paulista o grupo ofereceu R$ 3,8 bilhões, um aumento de cerca de 160% sobre o mínimo do edital.

Leilão

O governo arrecadou R$ 24,5 bilhões com o leilão dos aeroportos de Guarulhos (Cumbica-SP), Campinas (Viracopos-SP) e Brasília (Juscelino Kubitschek). O valor é 347% superior aos R$ 5,482 bilhões de lance inicial pelos três aeroportos.

O consórcio formado pela Invepar, com a ACSA, da África do Sul, como operador, venceu o leilão de concessão do aeroporto de Guarulhos. O lance foi de R$ 16,2 bilhões, com ágio de 373,5%. O mínimo era de R$ 3,4 bilhões.

Já o consórcio Inframérica, com a Corporación América (Argentina) como operador, venceu o leilão de concessão do aeroporto de Brasília. O lance foi de R$ 4,5 bilhões, com ágio de 673%. O mínimo era de R$ 582 milhões.

Perfil

O consórcio que levou o aeroporto de Guarulhos é formado pela Invepar (90%) e ACSA (10%). A Invepar é formada pela OAS e por fundos de pensão estatais. Já a ACSA opera nove aeroportos na África do Sul --entre eles os da Cidade do Cabo e Johanesburgo-- desde 1993, quando foram privatizados. As unidades recebem 38 milhões de passageiros ano. Tem entre seus sócios a Aeroporti Di Roma (Itália).

Já o grupo que conquistou o aeroporto de Campinas (SP) é formado por Triunfo (45%), UTC (45%) e Egis Avia (10%). A Egis trabalha em várias áreas da aviação civil. Opera 11 aeroportos no mundo, com 13 milhões de passageiros por ano, entre eles os da Costa do Marfim, Gabão e da Ilha de Bora Bora, na Polinésia Francesa.

O Inframérica, que levou Brasília, é formado por Infravix (50%) --uma empresa do grupo Engevix-- e Corporación América (50%). A Corporación América controla 40 aeroportos em países como Equador, Peru, Itália e Armênia. A principal operação é na Argentina, onde ganhou a privatização de 33 aeroportos que movimentam 23 milhões de passageiros ano. É a operadora do primeiro aeroporto privatizado no Brasil (São Gonçalo do Amarante, em Natal) que ainda será construído.

Valec finaliza estudos de trecho da Norte-Sul

06/02/2012 - Diário MS

Os estudos para definir o traçado definitivo do trecho da Ferrovia Norte-Sul que liga Estrela d’Oeste (SP) a Porto Murtinho (MS) devem ser finalizados neste mês. Centro de discussões e audiências públicas no decorrer do ano passado, a instalação da ferrovia deve enfim ter início na prática. As informações são da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., vinculada ao Ministério dos Transportes.

De acordo com a estatal - responsável pelo planejamento econômico e administrativo da malha ferroviária nacional -, em dezembro do ano passado foi contratada, por meio de licitação, uma empresa para realizar os EVTEA (Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental). Nesta etapa, foi analisado um trecho que compreende os municípios paulistas de Estrela d’Oeste e Panorama, além dos sul-mato-grossenses Dourados e Porto Murtinho.

“Esses estudos indicarão possibilidades de traçados, tendo como eixo principal os municípios supracitados”, informou a estatal por meio de sua assessoria de comunicação. Com a finalização desta etapa, prevista para este mês, o projeto deverá seguir para sua segunda etapa. “A previsão para o término do EVTEA, que determinará o traçado definitivo, é em fevereiro do ano corrente, e após os estudos, serão contratadas as empresas, também por meio de licitação, para a elaboração dos projetos básicos e executivos”.

Durante audiência pública para discutir a implantação de trechos da ferrovia no Estado, realizada na Câmara de Vereadores de Dourados em maio de 2011, o superintendente de projetos da Valec, Bruno Roque de Oliveira, explicou que os estudos de viabilidade econômica seriam finalizados em 120 dias. À ocasião, ele adiantou que a execução das obras deveria ter início no segundo semestre deste ano.

Paranaguá

Outra ferrovia que deveria ter sua instalação em municípios sul-mato-grossenses iniciados a partir de julho de 2012 é a Ferroeste. Mas nesse caso, os trilhos que deveriam ligar o município de Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá (PR), passando por Dourados – para facilitar o escoamento das safras de regiões produtoras – nem sequer saíram do papel.

Embora o superintendente de projetos da Valec tenha afirmado que as obras da Ferroeste teriam início também no segundo semestre deste ano, nem mesmo os estudos preliminares foram feitos, segundo a própria estatal. “Esses estudos [EVTEA], que serão contratados por meio de licitação, em fevereiro do corrente ano, irão determinar o traçado do trecho, e como os estudos de viabilidade ainda sequer foram contratados, não há afirmar o local da intersecção entre as ferrovias”, diz a assessoria de comunicação da Valec.

Segundo a Valec, “o traçado inicial da Ferrovia Norte-Sul previa a construção de 1550 quilômetros de trilhos, cortando os estados do Maranhão, Tocantins e Goiás”. O trecho que ligará Dourados é um ramal à oeste da ferrovia. Será conectado também com o trecho Ouro Verde (GO) a Estrela d’Oeste (SP), com extensão de 680 quilômetros.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Estudos para construção do Ferroanel de SP devem ser concluídos em junho

06/02/2012 - Valor Econômico

O Ferroanel será usado apenas para carga, aliviando o transporte de passageiros na Grande São Paulo

Está previsto para junho a conclusão dos estudos e modelagens para a construção do Ferroanel em São Paulo, traçado ferroviário que circundará a região metropolitana da capital, chegando até o porto de Santos, para transporte de cargas. De acordo com Saulo de Castro Abreu Filho, secretário estadual de Logística e Transporte, o limite para a entrega da obra é 2015.

Na sexta-feira, em São Paulo, o ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos, informou que a construção pode começar no início de 2013, pelo trecho norte do trajeto. "A obra é vital. Hoje a demanda de carga para o transporte ferroviário em São Paulo é três vezes maior do que a capacidade."

Com a expansão de linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o aumento de usuários na Grande São Paulo, a companhia prevê que, para o sistema não ultrapassar a capacidade máxima, o Ferroanel precisa ser implantado urgentemente. "Hoje o sistema se divide entre passageiros e carga. O Ferroanel será usado apenas para carga, aliviando o transporte de passageiros na Grande São Paulo", disse Jurandir Ferreira, secretário estadual de Transportes Metropolitanos.

A previsão do governo federal é que a obra usará parte da malha ferroviária já construída na região, num traçado próximo ao Rodoanel. O custo do empreendimento é estimado em R$ 1,6 bilhão.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Secretaria dos Transportes fará estudo de novos TAVs

31/01/2012 - Revista Ferroviária

A Secretaria de Política Nacional dos Transportes (SPNT) já está com orçamento separado para realizar os estudos necessários para a futura construção mais duas linhas de alta velocidade brasileiras. De acordo com o secretário Marcelo Perrupato, as ligações de São Paulo a Curitiba, no Paraná, e Campinas ao Triângulo Mineiro começarão a ser analisadas em sua secretaria.

Os recursos destinados aos estudos – que devem contemplar a velocidade necessária para atender à demanda de passageiros nas regiões e possíveis traçados para as linhas – são da ordem de R$ 10 milhões. De acordo com Perrupato, os estudos serão adiantados, pois não estão atrelados à licitação do TAV Rio-São Paulo. “Não é algo que vai sair cedo, mas isso não impede de pensarmos na expansão das ferrovias hoje”, afirmou.