quinta-feira, 29 de março de 2012

Rei do etanol quer dominar as ferrovias

27/03/2012 - Valor Econômico

 "O jogo está apenas começando." A frase dita assim solta poderia soar pedante, mas refletia  naquele momento, mais precisamente no dia 1º  de fevereiro de 2010, uma nova fase para o empresário Rubens Ometto Silveira Mello. Ele tinha assinado um dia antes, em Londres, um dos principais acordos do mundo dos negócios, a joint venture entre a Cosan com a petroleira Royal Dutch Shell para a criação da Raízen, tornando-se uma das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil.

Até aquele momento, a Cosan era conhecida apenas como a maior companhia global de açúcar e álcool, o que não é pouco. É verdade que dois anos antes, em abril de 2008, o grupo tinha decidido sair de sua zona de conforto no setor sucroalcooleiro para se aventurar  em um novo negócio: ser dono da Esso no Brasil. Parecia um passo fora da trilha, mas a Cosan já estava começando a mudar sua trajetória. "Estavam concorrendo com a Cosan, nesse negócio, a Petrobras e o grupo Ultra [com a Ipiranga]. Foi muito bom para nós [a aquisição] porque todo mundo achava que a Cosan não tinha bala na agulha", gaba-se Binho, como é conhecido o fundador da Cosan, de 62 anos.

Rubens diz que uma coisa (a compra da Esso) não levou a outra (parceria com a Shell). Embora ele garanta que em sua futura biografia - que um dia pretende escrever - ele contará que tudo foi de caso pensado.

Mas de caso pensado mesmo foi a proposta para entrar no bloco de controle da ALL. "Eu sempre gostei da ALL. Acho que vai ser um bom negócio para o país", diz. O empresário está preparando a Cosan para ser uma gigante de infraestrutura e energia. Por trás desse negócio, Rubens vê grandes oportunidades de investimentos na área de logística em todo o país. Ele já é dono da Rumo Logística.

O passo ambicioso do empresário no mundo dos negócios reflete sua própria trajetória de vida. De tradicional família de imigrantes italianos que chegou ao Brasil no fim século 19 e fez fortuna plantando cana-de-açúcar em Piracicaba (SP), Ometto, que, aliás, não gosta de ser chamado de Rubens Ometto - ele prefere ser citado pelo nome completo, Rubens Ometto Silveira Mello - teve uma carreira profissional meteórica e bem-sucedida fora do setor da cana. Formado engenheiro pela Escola Politécnica de São Paulo, aos 24 anos era diretor-financeiro do grupo Votorantim. Se quisesse, teria seguido carreira na TAM, como alto executivo. Sua família era principal sócia da companhia aérea e ele foi nomeado o primeiro presidente do conselho do grupo. "O nosso sócio Rolim Amaro era quem entendia do negócio."

Largou a promissora carreira no mundo corporativo para gerir os negócios da família no início dos anos 80. Mas, antes de transformar a Cosan na potência de hoje, teve desentendimentos familiares. "O negócio só começou a crescer quando resolvi os problemas societários [e familiares]." Por parte de mãe, o ramo Ometto controlava as usinas Costa Pinto, Santa Barbara, Da Barra e a fazenda Bodoquena.  Para evitar atritos, que já ocorriam, Rubens firmou um acordo com seu tio, Orlando Ometto, no qual ele e seus três irmãos ficaram com a Costa Pinto e a Santa Bárbara. Orlando e seus herdeiros ficaram com a usina Da Barra e a fazenda.

Quase na mesma época, tornou-se sócio das usinas Bom Jesus e Santa Helena, além de participação minoritária na São Francisco e negócios adquiridos com a herança deixada por seu pai. Como as brigas familiares foram inevitáveis, foi as poucos comprando a participação de seus irmãos, tios e primos. "O negócio só decolou quando acabaram as disputas."

Com Rubens à frente, a Cosan tornou-se uma das maiores consolidadoras de usinas do país e partiu para diversificação dos seus negócios, a partir dos anos 2000, quando boa parte dos tradicionais empresários do setor começou a quebrar. "Não somos mais um grupo setorizado. Mudamos de propósito. Foi planejado. "Eu tenho uma equipe muito boa."

O passo mais recente da diversificação foi dado em fevereiro, quando fez polpuda proposta de R$ 896 milhões para entrar no bloco de controle da ALL, concessionária de ferrovias e de operações logísticas no Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. O negócio envolve a ações de dois grandes acionistas Wilson Ferro de Lara e Riccardo Arduini. A transação aguarda ainda a aprovação dos demais sócios do bloco de controle da ALL. Nem a situação financeira da ferrovia, alavancada, o intimida. "O importante é ver como a empresa vai ficar. Temos planos arrojados para ela." A ALL é considerada a "espinha dorsal do agronegócio".

Para comportar o novo tamanho do grupo, a Cosan se mudou para um imponente prédio em uma das regiões mais caras de São Paulo, a esquina das avenidas Faria Lima e Juscelino Kubitschek, a poucos metros de sua antiga sede. Se depender do apetite do empresário, a Cosan logo passará a ocupar um edifício inteiro. "Também quero me fortalecer em energia. Estamos montando planos estratégicos muito interessantes nessa área."

Com estilo agressivo de fazer negócios, ele é um empresário de posições firmes. "Essa postura não pode ser confundida com arrogância. Binho sempre foi muito transparente, mas o lado político dele não é o mais forte", diz um antigo concorrente. Em Brasília, seu trânsito com o governo é bom. O Valor apurou que a proposta do grupo pela fatia da ALL foi muito bem recebida. O empresário tenta minimizar o mimo. "Antigamente, o respeito que eles [governo] tinham por mim era diferente. Era menor, porque éramos menores."

"Eu vim do setor sucroalcooleiro, 'Casa Grande e Senzala', mas querendo mudar para melhor. Nós [Cosan] somos um pouco revolucionários, rebeldes, no bom sentido", afirma. "É muito difícil dizer onde a Cosan quer chegar... Você vai passo a passo. A Cosan é uma usina de ideias, de trabalho. As coisas vão aparecendo. Quando compramos a Esso, não queríamos  a divisão de lubrificantes. Mas a ExxonMobil exigiu que fosse todo o pacote. A área de lubrificantes vai muito bem. Se eu fosse vendê-la hoje, pagaria a Esso inteira [a Esso foi adquirida por quase US$ 1 bilhão, incluindo dívidas]. Somos vice-líderes no país", diz.

Desde que decidiu ir para a bolsa, em 2005, a Cosan e, sobretudo Rubens Ometto, tornaram-se vidraça. Ele se ressente. "O mercado sempre me criticou, mas depois me dá razão. Eles [mercado] têm que nos dar credibilidade, para mim e para Cosan, porque estamos no caminho certo. Sobre o negócio de 10 para 1, o Google é 10 para 1, o Facebook vai ser 10 para 1. Eles querem que eu faça um negócio e perca o comando?", argumenta.

Dois anos após abrir o capital, em 2007, a Cosan fez uma reestruturação societária: criou a holding Cosan Limited, com sede nas Bermudas e ações listadas em  Nova York. Nessa operação, ele permaneceu como controlador, pois as leis locais permitiram que as ações de controle tivessem poder de voto diferenciado - nas Bermudas, cada ação sua valeria por dez das comuns. O mercado  não gostou, embora não tenha nada de ilegal na operação, diz uma fonte de um banco.

"Entendemos que todas as aquisições feitas pela Cosan têm um objetivo estratégico", afirma a mesma fonte. A compra da Esso é o melhor exemplo de todos. "Em um primeiro momento, as pessoas tentaram entender o que era a operação. Depois, viram que faziam todo o sentido para a Cosan. O mesmo aconteceu com Shell e agora com a ALL", diz. "O mercado gosta de empresa de dono. O empresário criou um colosso do açúcar e álcool e partiu para distribuição de combustíveis", diz outra fonte.

Com a expansão de seus negócios, Ometto se tornou referência, não só para os usineiros. A empresa saltou de R$ 700 milhões no faturamento, no início dos anos 2000, para quase R$ 60 bilhões - listada entre os quatro maiores grupos privados do país. Incluído na lista de bilionário da Forbes, ele tem uma fortuna de US$ 2,7 bilhões.

A diversificação trouxe novos horizontes. "É muito bom ter como concorrentes empresas como o Ultra e Petrobras porque toda hora você está comparando sua eficiência com a deles", diz. Garante que não é competitivo e delega muito. Desde 2009, está como  presidente do conselho da Cosan e se sente mais confortável nessa posição, pensando na estratégia da companhia.
Noveleiro convicto, Rubens é casado, pai de duas filhas e um neto, Pedro Rubens. "Se pudesse escolher, ele se chamaria Rubens Rubens [dobrado mesmo]", brinca Ometto. Ele assegura que está numa fase de calmaria, apesar de gostar da "adrenalina da competição", como costuma dizer.

Os amigos dizem que ele vive uma fase mais doce. "Nunca fui competitivo no sentido de ser o melhor. Queria ser bom para mim mesmo. Lembro quando vim para São Paulo. Eu era um 'jacuzinho' de Piracicaba. Fiz o melhor cursinho, a melhor faculdade. Meus primos tiravam sarro de mim porque eu levava a vida a sério. Mas nunca fui um 'nerd': corria de kart, bebia com amigos, mas sem perder a consciência. Sempre sei quando parar. Eu sempre estou sob controle."

Valec prevê a Fico concluída até 2015

27/03/2012 - Webtranspo , João Vidal

Ferrovia ainda permanece no papel, mas executivo garante prazo -

A FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), ou ferrovia senador Vicente Vuolo, deve estar concluída até 2015, é o que afirma José Eduardo Castello Branco, presidente da Valec. De acordo com o dirigente, o primeiro trecho da linha férrea, de 598 quilômetros, entre Lucas do Rio Verde (MT) e Vilhena (RO), deve ser finalizado até 2014.

A previsão do executivo que dirige a estatal, responsável pela malha ferroviária nacional, pode soar otimista, uma vez que a FICO ainda nem saiu do papel. Apesar disso, Castello Branco não se demonstra preocupado, pois os 900 quilômetros da linha serão divididos em seis lotes de 150 quilômetros, o que, segundo ele, agiliza os trabalhos.

"A grande vantagem da divisão em lotes é que teremos seis projetistas desenvolvendo 150 km de ferrovia cada um. Não há a necessidade de finalizar um trecho para começar outro. Por isso, quando a obra engrenar, ela será concluída em ritmo satisfatório", explicou o presidente da estatal.

Este assunto veio à tona, recentemente, em uma audiência pública da Comissão de Infraestrutura do Senado. Neste encontro estiveram presentes o senador Pedro Taques (PDT-MT); o senador Blairo Maggi (PR-MT), vice-presidente da Comissão de Infraestrutura; bem como os deputados Júlio Campos (DEM-MT) e Homero Pereira (PSD-MT); Francisco Vuolo, secretário estadual de logística de transportes; além de representantes da Famato, Aprosoja, empresários, prefeitos, vereadores e lideranças locais.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Projeto executivo de ferrovia ligando MT e GO deve custar R$ 45 milhões

26/03/2012 - Midia News Valec corrigirá falhas elencadas por Tribunal de Contas da União Por Leandro J. Nascimento O projeto executivo a ser elaborado pela Valec com estudos mais aprofundados sobre as obras da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, também chamada de Fico, ligando os estados de Goiás e Mato Grosso deve custar cerca de R$ 45 milhões e demorar um ano para ficar pronto. A estimativa é da própria estatal do Governo Federal. Ela prevê ainda em abril a realizar o processo licitatório. O material conterá informações mais detalhadas e corrigirá as falhas técnicas apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão de controle localizou falhas no projeto básico da ferrovia, como a ausência de estudos no solo por onde os trilhos vão passar. "Isso proporciona que quando da contratação da obra, todo projeto, toda planilha orçamentária tenha que ser refeita. Isso provoca atraso, aumento no custo da obra. É é por isso que grande parte das obrars no país se arrastam e não conseguem ser entregues no prazo", afirmou Juliana Pontes, da Secretaria de Fiscalização de Obras do TCU. Na última quinta-feira (22), representantes do setor produtivo de Mato Grosso, do Governo Federal, e parlamentares participaram de uma audiência pública no Senado sobre o andamento das obras da Ferrovia da Integração. O presidente da Valec, José Eduardo Castelo, diz que as falhas do projeto básico vão ser corrigadas pela estatal. Também está prevista realização de concurso público para contratar engenheiros ferroviários e aumentar o quadro de profissionais. "A Valec não tem quadro adequado, próprio, muito enxuto. O que precisamos ter é uma retaguarda boa na supervisão de projetos, na área de fiscalização de obras", disse o representante. Presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, Carlos Fávaro destaca que a ferrovia aumentará a competividade de diferentes segmentos econômicos do estado. A obra é vista como uma alidada do setor produtivo porque baraterá custos e possibilitará o escoamento da produção de grãos, açúcar, carnes e álcool. "É uma ferrovia que vai dar competitividade para Mato Grosso não somente para o setor de grãos, mas para todo setor produtivo. Seja indústria, comércio", frisou o dirigente, que também participou do encontro em Brasília. A ferrovia Pelo projeto, a Fico terá 900 quilômetros de trilhos entre as cidades de Campinorte, em Goiás, até Lucas do Rio Verde, na região norte de Mato Grosso. passará por 15 municípios mato-grossenses. Serão e onde está concentrada uma das maiores regiões produtivas da unidade federada. Os custos estimados atingem os R$ 4 bilhões e a bora tem previsão de começar no segundo semestre de 2013 e ser concluída em 24 meses. De acordo com a Aprosoja, serão beneficiadas diretamente pela ferrovia em Mato Grosso as cidades de Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Maringá, Brasnorte, Sapezal, Campos de Júlio e Comodoro. Pelo projeto, a Fico possuirá 900 quilômetros de trilhos entre as cidades de Campinorte, em Goiás, até Lucas do Rio Verde na região norte de Mato Grosso. Os custos estimados atingem R$ 4 bilhões. A obra tem previsão de começar no segundo semestre de 2013 e ser concluída em 24 meses. Em Mato Grosso, os trilhos da ferrovia passarão por 15 cidades: Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Maringá, Brasnorte, Sapezal, Campos de Júlio e Comodoro. Outro pedido O setor produto de Mato Grosso solicitou mudanças em relação ao projeto da ferrovia. Ele quer que a ponte sobre o rio das Mortes entre Água Boa (MT) e Cocalinho (MT) possua espaço para passagem de carro e caminhão e não apenas pelo trem. Atualmente, a travessia é realizada por Balsa. A solicitação deve ser encaminhada para avaliação do Ministério dos Transportes.

sábado, 24 de março de 2012

LLX, DO GRUPO DE EIKE BATISTA, FINALIZA ESTUDOS PARA RECAPACITAÇÃO DE FERROVIA PARA O SUPERPORTO DE AÇU

23/03/2012 - Infomoney

SÃO PAULO – Em teleconferência para apresentação dos resultados referentes ao ano de 2011, um dos destaques apresentados pela LLX (LLXL3) foi o término dos estudos técnicos para recapacitação da ferrovia que ligará o Superporto do Açu à região de Ambaí, em Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro.

Em agosto de 2011, a empresa celebrou com a FCA (Ferrovia Centro-Atlântica) um memorando de entendimento para esses estudos, que foram terminados em dezembro do ano passado, segundo o CEO (Chief Executive Officer) da empresa, Otávio Lazcano.

“A LLX e a FCA estão comprometidas. Já estamos conversando com os governos federal e do Rio de Janeiro para podermos ter a aprovação legal para o projeto”, disse Lazcano.

O trecho existente, de aproximadamente 350 km, necessita de investimentos e é parte inicial da ferrovia Transcontinental (EF 354).

O trecho da ferrovia ligará o Superporto do Açu à malha ferroviária nacional, que concentra cerca de 75% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Obras da Ferrovia Centro-Oeste devem iniciar somente em 2013

23/03/2012 - 24 Horas News

Com 1.683 quilômetros de extensão, a Fico sairá de Campinorte, em Goiás, cortando todo o Mato Grosso até Vilhena, em Rondônia

Uma série de falhas técnicas no projeto básico da construção da Ferrovia da Integração Centro-Oeste (Fico) atrasou o início das obras da primeira parte da estrada férrea que vai ligar Goiás ao interior do Mato Grosso. A informação foi apresentada hoje (22) pela secretária de Fiscalização de Obras do Tribunal de Contas da União, Juliana Monteiro de Carvalho, durante Audiência Pública realizada no Senado Federal a pedido do senador Pedro Taques (PDT-MT).

A previsão para a conclusão da primeira etapa da obra era para 2014. Apesar do atraso, o diretor-presidente da Valec – empresa concessionária da ferrovia, José Eduardo Castello, garantiu que as obras terão início até setembro de 2013. O prazo para a execução do projeto orçado em R$ 4,1 bilhões é de 24 meses, caso não ocorra atraso em outras obras por conta de falhas apontadas pelo TCU.

Além do TCU e da Valec, a Audiência Pública teve como convidado o diretor de Infraestrutura Ferroviária do Dnit, Mário Dirani. Além de Pedro Taques, estiveram presentes os senadores Blairo Maggi e Jayme Campos; deputado estadual Zeca Viana (PDT); os deputados federais Júlio Campos, Homero Pereira e Gilberto Goellner; os prefeitos de Sorriso, Tapurah, Nova Xavantina; Carlaso Favaro, Presidente da Aprosoja MT e representantes da instituição; vereadores de Lucas do Rio Verde; e representantes do Movimento Mais Araguaia. O deputado estadual Zeca Viana foi um dos articuladores da audiência pública.

Com 1.683 quilômetros de extensão, a Fico sairá de Campinorte, em Goiás, cortando todo o Mato Grosso até Vilhena, em Rondônia, passando por 20 municípios, numa região com alta produção de grãos e carne, mas com sérios problemas logísticos.

Na avaliação do senador Pedro Taques, o ato público cumpriu o objetivo de buscar informações sobre o andamento, cumprimento de cronogramas e dar publicidade à prestação de contas da obra. "A Fico é uma obra de importância crucial para Mato Grosso, e o objetivo de todos nós é assegurar a sua conclusão rápida e com respeito ao patrimônio público. É nessa expectativa que convocamos esta audiência pública: para discutir os problemas que persistem e as formas de prevenir esses problemas”, explicou.

Questionamentos

Durante a audiência, o senador Pedro Taques apresentou questionamentos à Valec, com base nos relatórios do Tribunal de Contas da União.

Ele sintetizou três procedimentos adotados pela empresa dos quais foram detectados problemas: licitação de um contrato com objeto genérico, sem especificação dos produtos a receber e com falhas graves de especificação das condições contratuais; contratação e recebimento de um projeto básico com deficiência técnica insanável para o trecho Campinorte/Lucas do Rio Verde; e licitação de um projeto executivo para um trecho menor (Campinorte/Água Boa), usando o projeto básico mencionado no item anterior.

A representante do TCU, Juliana Monteiro de Carvalho, explicou que erros como ausência de detalhamento de elementos estruturais de pontes e viadutos e falta de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) foram falhas detectadas pelo órgão que levaram à interrupção do processo licitatório.

Segundo Pedro Taques, a ênfase do TCU em todas essas fiscalizações tem sido na baixa capacidade de gestão de projetos (inclusive contratados) da Valec. "O trabalho de acompanhamento de obras públicas no Congresso Nacional tem demonstrado uma preocupante sequência de falhas e irregularidades na Valec nos últimos anos. Registro que a atual administração da empresa, que assumiu no final do ano passado, tem reconhecido publicamente as deficiências que persistem na empresa e declarado a sua intenção de corrigi-los”, finalizou.

O presidente da Valec afirmou que a nova gestão trabalha para consolidar os projetos em andamento, sem novos atrasos na execução de obras.

FICO

A Ferrovia da Integração Centro-Oeste foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimento total de R$ 6,4 bilhões.Em Mato Grosso, os trilhos beneficiarão os seguintes municípios: Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Maringá, Brasnorte, Sapezal, Campos de Julio e Comodoro.

Obras da Ferrovia Centro-Oeste devem iniciar somente em 2013

23/03/2012 - 24 Horas News

Com 1.683 quilômetros de extensão, a Fico sairá de Campinorte, em Goiás, cortando todo o Mato Grosso até Vilhena, em Rondônia

Uma série de falhas técnicas no projeto básico da construção da Ferrovia da Integração Centro-Oeste (Fico) atrasou o início das obras da primeira parte da estrada férrea que vai ligar Goiás ao interior do Mato Grosso. A informação foi apresentada hoje (22) pela secretária de Fiscalização de Obras do Tribunal de Contas da União, Juliana Monteiro de Carvalho, durante Audiência Pública realizada no Senado Federal a pedido do senador Pedro Taques (PDT-MT).

A previsão para a conclusão da primeira etapa da obra era para 2014. Apesar do atraso, o diretor-presidente da Valec – empresa concessionária da ferrovia, José Eduardo Castello, garantiu que as obras terão início até setembro de 2013. O prazo para a execução do projeto orçado em R$ 4,1 bilhões é de 24 meses, caso não ocorra atraso em outras obras por conta de falhas apontadas pelo TCU.

Além do TCU e da Valec, a Audiência Pública teve como convidado o diretor de Infraestrutura Ferroviária do Dnit, Mário Dirani. Além de Pedro Taques, estiveram presentes os senadores Blairo Maggi e Jayme Campos; deputado estadual Zeca Viana (PDT); os deputados federais Júlio Campos, Homero Pereira e Gilberto Goellner; os prefeitos de Sorriso, Tapurah, Nova Xavantina; Carlaso Favaro, Presidente da Aprosoja MT e representantes da instituição; vereadores de Lucas do Rio Verde; e representantes do Movimento Mais Araguaia. O deputado estadual Zeca Viana foi um dos articuladores da audiência pública.

Com 1.683 quilômetros de extensão, a Fico sairá de Campinorte, em Goiás, cortando todo o Mato Grosso até Vilhena, em Rondônia, passando por 20 municípios, numa região com alta produção de grãos e carne, mas com sérios problemas logísticos.

Na avaliação do senador Pedro Taques, o ato público cumpriu o objetivo de buscar informações sobre o andamento, cumprimento de cronogramas e dar publicidade à prestação de contas da obra. "A Fico é uma obra de importância crucial para Mato Grosso, e o objetivo de todos nós é assegurar a sua conclusão rápida e com respeito ao patrimônio público. É nessa expectativa que convocamos esta audiência pública: para discutir os problemas que persistem e as formas de prevenir esses problemas”, explicou.

Questionamentos

Durante a audiência, o senador Pedro Taques apresentou questionamentos à Valec, com base nos relatórios do Tribunal de Contas da União.

Ele sintetizou três procedimentos adotados pela empresa dos quais foram detectados problemas: licitação de um contrato com objeto genérico, sem especificação dos produtos a receber e com falhas graves de especificação das condições contratuais; contratação e recebimento de um projeto básico com deficiência técnica insanável para o trecho Campinorte/Lucas do Rio Verde; e licitação de um projeto executivo para um trecho menor (Campinorte/Água Boa), usando o projeto básico mencionado no item anterior.

A representante do TCU, Juliana Monteiro de Carvalho, explicou que erros como ausência de detalhamento de elementos estruturais de pontes e viadutos e falta de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) foram falhas detectadas pelo órgão que levaram à interrupção do processo licitatório.

Segundo Pedro Taques, a ênfase do TCU em todas essas fiscalizações tem sido na baixa capacidade de gestão de projetos (inclusive contratados) da Valec. "O trabalho de acompanhamento de obras públicas no Congresso Nacional tem demonstrado uma preocupante sequência de falhas e irregularidades na Valec nos últimos anos. Registro que a atual administração da empresa, que assumiu no final do ano passado, tem reconhecido publicamente as deficiências que persistem na empresa e declarado a sua intenção de corrigi-los”, finalizou.

O presidente da Valec afirmou que a nova gestão trabalha para consolidar os projetos em andamento, sem novos atrasos na execução de obras.

FICO

A Ferrovia da Integração Centro-Oeste foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimento total de R$ 6,4 bilhões.Em Mato Grosso, os trilhos beneficiarão os seguintes municípios: Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Maringá, Brasnorte, Sapezal, Campos de Julio e Comodoro.

Produtores de MT continuam otimistas com construção de ferrovia

23/03/2012 - Só Notícias

Durante a audiência de ontem, foi reforçado o pedido à Valec de construção de uma ponte rodoferroviária sobre o rio das Mortes, entre os municípios de Cocalinho e Água Boa

Mesmo com projeção para entrega da Ferrovia da Integração Centro-Oeste (Fico) somente ao final de 2015, o setor produtivo mato-grossense continua otimista com a nova alternativa de escoamento de grãos. A garantia é do presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) Mato Grosso, Carlos Fávaro. "Estamos confiantes. Apesar do atraso será uma obra rápida, com previsão de dois anos. Estão desenvolvendo o projeto com responsabilidade para evitar interrupções durante a construção", explicou ao Só Notícias.

Fávaro participou, ontem (22), da audiência pública na comissão de Infraestrutura no Senado que discutiu sobre o andamento das obras da ferrovia, que ligará Goiás ao interior mato-grossense e está projetada também para chegar até Rondônia. Nela, a secretária de Fiscalização de Obras do Tribunal de Contas da União (TCU), Juliana Monteiro de Carvalho, destacou que erros no projeto foram detectados pelo órgão que recomendou a interrupção do processo licitatório. Os procedimentos são ainda reflexos da crise de denúncias de irregularidades e corrupção no Ministério dos Transportes, ocorrida em julho do ano passado, que resultou na saída do ex-ministro Alfredo Nascimento, de Luiz Pagot da direção do DNIT e José Neves - Juquinha - da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias (estatal do governo federal).

"Tivemos um atraso sim, por conta dessa interrupção. Isso está causando um atraso mas, com certeza, após esse novo projeto executivo a obra vai sair mais rápida, sem interrupções depois de iniciar", apontou Fávaro. Para ele, o problema com o projeto já está solucionado. "Após o problema, a Valec está desenvolvendo um novo projeto executivo, um pouco mais amplo, detalhado, com previsão de conclusão para setembro de 2013 e obra conclusa em mais dois anos, no final de 2015", destacou o produtor.

Durante a audiência de ontem, foi reforçado o pedido à Valec de construção de uma ponte rodoferroviária sobre o rio das Mortes, entre os municípios de Cocalinho e Água Boa, para atender também a MT-326. O pedido, que deve ser repassado também ao Dnit, já havia sido feito, nesta semana, pelo governador Silval Barbosa. O projeto inicial previa apenas a construção de uma ponte própria para transporte ferroviário na localidade.

O projeto inicial, antes das modificações que estão sendo feitas, apontava implantação em duas etapas: a primeira envolvendo de Campinorte (GO) a Lucas do Rio Verde, com pouco mais de mil quilômetros de trilhos. O início estava previsto ainda para o ano passado e conclusão para 2014. Os investimentos para isto seriam de R$ 4,1 bilhões. Já a segunda etapa, partiria de Lucas até Vilhena (RO), com 598 quilômetros e cujas obras ainda estavam sem previsão de início. Neste traçado, R$ 2,3 bilhões seriam destinados. Os recursos utilizados serão provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Com as adequações de projeto, pode haver diminuição na extensão dos trilhos, porém, ainda abrangendo os municípios citados. Além de Fávaro, participaram da audiência os senadores Blairo Maggi, Jayme Campos e Pedro Taques, deputados Homero Pereira e Julio Campos, o diretor da Aprosoja Antonio Galvan, deputados estaduais e secretários de municípios mato-grossenses.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Odebrecht monta superestrutura da Transnodestina

20/03/2012 - Diário de Pernambuco

A Ferrovia Transnordestina entrará na fase de montagem da superstrutura (colocação de trilhos e dormentes) no próximo dia 10 de abril, no município de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco. É o que informa a Odebrecht Infraestrutura, que juntamente com a Transnordestina Logística S.A, é responsável pela obra. Segundo balanço do andamento da obra, 50% da infraestrutura estão prontos, com o trecho entre Salgueiro e Verdejantes concluído e a região próxima ao município de São José do Belmonte em fase de conclusão.

Quando estiver concluída, a Transnordestina vai ligar o município de Eliseu Martins (PI) aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), seguindo até Porto Real do Colégio (AL), onde se interligará com a Ferrovia Centro-Atlântica. Ao todo, são 1.728 quilômetros em construção e outros 560 quilômetros em recuperação, totalizando 2.288 quilômetros.

O custo da obra é estimado em R$ 5,42 bilhões – dos quais R$ 1,3 bilhão da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), controladora da Transnordestina Logística, e R$ 164,6 milhões da União. O restante provém de financiamentos públicos (Finor, FNE, BNDES e FDNE).

Com a conclusão prevista para 2010, o trecho Salgueiro/Suape está com dois anos de atraso. Entre as principais dificuldades alegadas pelo consórcio executor da obra estão os atrasos nas desapropriações, executadas pelos governos estaduais, e nas licenças ambientais.

No mês passado, a presidente Dilma Rousseff esteve em Pernambuco e no Ceará para vistoriar as obras da Transnordestina e da Transposição e cobrou agilidade no andamento das obras, com cumprimento dos prazos estabelecidos. Na ocasião, Dilma teria deixado claro que o governo federal não pretende revisar os valores da obra.

As principais cargas transportadas pela ferrovia serão álcool, algodão (caroço e pluma), argila, arroz, biodiesel, cal, cimento, contêineres, diesel, farelo de soja, fertilizantes, gasolina, gesso, gipsita, milho, óleo de soja, soja e minério de ferro.

terça-feira, 20 de março de 2012

Ferrovia da Integração será discutida no Senado Federal, nesta quinta

20/03/2012 - O Nortão

A audiência acontecerá nesta quinta-feira (22), a partir das 9h, na Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, em Brasília.

Jupirany Devillart

Uma articulação conjunta entre o deputado estadual Zeca Viana e o senador Pedro Taques, ambos do PDT de Mato Grosso, culminou na realização de uma audiência pública sobre a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). A audiência acontecerá nesta quinta-feira (22), a partir das 9h, na Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, em Brasília.

O objetivo dos parlamentares mato-grossenses é de buscar informações sobre o andamento, cumprimento de cronogramas e dar publicidade à prestação de contas da ferrovia, incluída no PAC ao custo de R$ 4,1 bilhões. A Fico passará por mais de 15 municípios de Mato Grosso.

A ideia da audiência pública surgiu após reuniões — realizadas no último dia 15 de fevereiro — entre Zeca Viana, Pedro Taques, empresários do setor de mineração de calcário da região do Araguaia, Neila Araujo Martins e Caio Penido Dalla Vecchia com o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), general Jorge Fraxe, e também com o superintendente de projetos da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, Bruno Rotta.

Isto porque, a região do Araguaia pleiteia a construção de uma ponte rodoferroviária sobre o rio das Mortes, junto à linha da Fico, para viabilizar a escoação da produção local. “A ferrovia representa um real avanço para Mato Grosso. Junto com os trilhos ela traz desenvolvimento. Mas é preciso que saia do papel. Infelizmente, os dados que a gente tem sobre a ferrovia são os repassados pela imprensa”, disse Zeca Viana à época.

Articulação - Para solicitar a audiência pública, o senador Pedro Taques contou com o apoio da senadora Lúcia Vânia, do PSDB de Goiás, visto que estado também será contemplado pelos 1.040 km da ferrovia. Lúcia é a presidente da Comissão de Infraestrutura, que tem o senador Blairo Maggi (PR/MT) como vice.

Pedro Taques convidou toda a Bancada Federal de Mato Grosso para participar da Audiência. O convite foi feito na última reunião entre os parlamentares. Pedro Taques reforça a importância da participação dos demais senadores e deputados federais na discussão de um assunto tão importante quanto a logística do transporte.

A ferrovia de Integração Centro-Oeste promete dar novo impulso para o desenvolvimento dos estados de Mato Grosso, Rondônia e o sul dos estados do Pará e Amazonas, principalmente com a produção de grãos, açúcar, álcool e carne. Com a redução dos custos no transporte de cargas, com acesso mais rápido a vários portos, a região deve atrair grandes projetos e investimentos da iniciativa privada e, por conseguinte, gerar empregos, renda e melhoria da qualidade de vida para os habitantes.

"A urgência do setor produtivo no implemento da estrutura de transporte ferroviário requer que a classe política se mobilize para tornar este projeto uma realidade. A audiência também terá um caráter informativo principalmente pata a população das localidades contempladas pelo projeto”, justificou o senador Pedro Taques.

Em Mato Grosso, os trilhos beneficiarão os seguintes municípios: Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Maringá, Brasnorte, Sapezal, Campos de Julio e Comodoro.

No requerimento para a realização da Audiência Pública, Pedro Taques e Lúcia Vânia indicam para participar do evento o presidente da VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias; representante do Tribunal de Contas da União (TCU); e o diretor Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). (com assessoria/senador Pedro Taques).

Audiência sobre Ferrovia Centro-Oeste ocorre nesta semana

19/03/2012 - Agronegócios

A ferrovia de Integração Centro-Oeste promete dar novo impulso para o desenvolvimento dos estados de Mato Grosso, Rondônia e o sul dos estados do Pará e Amazonas

A pedido do senador Pedro Taques (PDT), o Senado promoverá na próxima quinta-feira (22.03) uma Audiência Pública sobre a Ferrovia de Integração Centro-Oeste, obra incluída no PAC com custo de R$ 4,1 bilhões. O objetivo é buscar informações sobre o andamento, cumprimento de cronogramas e dar publicidade à prestação de contas da ferrovia.

O ato público foi aprovado pela Comissão de Infraestrutura do Senado, a partir de requerimento assinado por Pedro Taques e senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). Goiás também será contemplado pelos 1.040 km de ferrovia.

A primeira etapa da obra tem conclusão prevista para 2014. Já para o trecho entre Lucas do Rio Verde e Vilhena/RO (com 598 quilômetros), deve ser construído na segunda etapa, com investimento total de R$ 2,3 bilhões.

A ferrovia de Integração Centro-Oeste promete dar novo impulso para o desenvolvimento dos estados de Mato Grosso, Rondônia e o sul dos estados do Pará e Amazonas, principalmente com a produção de grãos, açúcar, álcool e carne. Com a redução dos custos no transporte de cargas, com acesso mais rápido a vários portos, a região deve atrair grandes projetos e investimentos da iniciativa privada e, por conseguinte, gerar empregos, renda e melhoria da qualidade de vida para os habitantes.

"A urgência do setor produtivo no implemento da estrutura de transporte ferroviário requer que a classe política se mobilize para tornar este projeto uma realidade. A audiência também terá um caráter informativo principalmente pata a população das localidades contempladas pelo projeto”, justificou o senador Pedro Taques.

O parlamentar já convidou toda a Bancada Federal de Mato Grosso para participar da Audiência. O convite foi feito na última reunião entre os parlamentares. Pedro Taques reforça a importância da participação dos demais senadores e deputados federais na discussão de um assunto tão importante quanto a logística do transporte.

"O desenvolvimento regional está intimamente ligado à ferrovia, pois sua construção avança para um novo paradigma de estrutura de transporte, até agora muito negligenciado no nosso país dadas as suas dimensões continentais”, complementou.

Ferrovia - A obra cujo andamento se pretende esclarecimentos corresponde à construção de 1.638 quilômetros de ferroviae tem um custo orçado em R$ 6,4 bilhões. Trata-se de empreendimento que dará impulso para o desenvolvimento do país, especialmente para os estados de Mato Grosso, Goiás, Rondônia e o sul dos estados do Pará e Amazonas.

Em Mato Grosso, os trilhos beneficiarão os seguintes municípios: Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Maringá, Brasnorte, Sapezal, Campos de Julio e Comodoro.

No requerimento para a realização da Audiência Pública, Pedro Taques e Lúcia Vânia indicam para participar do evento o presidente da VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias; representante do Tribunal de Contas da União (TCU); e o diretor Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e transporte.

Obras da Ferrovia Norte-Sul trazem progresso para cidade

18/03/2012 - O Globo

Primeira colocada no ranking da Firjan, a cidade de Santa Isabel, a 190 quilômetros de Goiânia, viveu um boom durante as obras da ferrovia Norte-Sul. A arrecadação da prefeitura bateu recorde em 2010, dando fôlego para investimentos de todo tipo: da construção de uma escola à compra de ambulâncias, ônibus escolares, equipamentos médicos e até mesmo um lago — aposta de atração turística que, por ora, só ganhou a pedra fundamental.

Já no ano passado, porém, a fartura deu lugar a incertezas, após a conclusão do trecho de ferrovia que atravessa o município. Com 3,6 mil habitantes, Santa Isabel viu desaparecerem centenas de empregos diretos e indiretos. E a arrecadação da prefeitura caiu 15%, uma redução de R$ 2 milhões no orçamento de 2011.

O prefeito Levino Silva (DEM), pré-candidato à reeleição, minimiza o impacto do fim das obras, mas admite que gerar emprego é seu maior desafio. Ele espera que a Valec, estatal responsável pela ferrovia, cumpra a promessa de instalar um porto seco — pátio onde são colocadas e retiradas cargas dos trens.

Com a gestão elogiada até por adversários, Silva diz que as contas da prefeitura estavam no vermelho quando assumiu o cargo, em 2009, após quatro anos como vice-prefeito. Trabalhador rural na juventude, perdeu o antebraço esquerdo num triturador de cana. Fez curso de gestão pública na Universidade Estadual de Goiás e, ao ser eleito, pôs em prática boa parte do que aprendeu.

O primeiro ano foi acompanhado de medidas impopulares: cortou gratificações, limitou o pagamento de hora-extra e criou um sistema de ponto na Secretaria da Saúde, para a qual nomeou como titular a primeira-dama Rosângela Marinho. Por economia, a prefeitura adotou horário de meio expediente:

— Determinei que não se comprasse mais um parafuso sem a minha autorização.

Num esforço para recuperar as finanças, mapeou as principais atividades econômicas, que giram em torno da agropecuária, e contratou consultorias para melhorar a arrecadação. Elas correram atrás de frigoríficos que compravam gado em Santa Isabel, mas recolhiam impostos em cidades vizinhas.

Turbinada pelas obras da Norte-Sul, a ação deu resultado. Em 2010, a receita da prefeitura com ISS aumentou dez vezes em relação ao ano anterior. Com os cofres cheios, Silva investiu: asfaltou ruas, construiu dois centros comunitários e quadras esportivas, comprou dez veículos, entre eles o carro que dirige, um Polo automático, e passou a pagar o piso salarial nacional aos professores.

Santa Isabel permanece sem creches nem rede de esgoto. E o piso dos professores não foi reajustado este ano. Além disso, no ano passado, a prefeitura pagou R$ 370 mil por um lago que, segundo moradores, foi feito pela própria prefeitura, há mais de 12 anos, numa nebulosa negociação com um fazendeiro já morto. Silva nega e diz que não é possível saber sequer se o fazendeiro reembolsou a prefeitura.

sábado, 17 de março de 2012

Aumenta pressão por trem de média velocidade em SP

17/03/2012 - Folha de São Paulo

Pelo estudo do governo federal para o trem-bala, a tarifa-teto para Campinas seria em torno de R$ 60. Num de média velocidade, o passageiro pagaria menos da metade.

O atraso no projeto do trem-bala ligando Campinas-SP-RJ fez o governo de São Paulo ser pressionado a implantar um trem de média velocidade ligando a capital a Campinas.

A saída de Bernardo Figueiredo da direção da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), responsável pelas negociações do trem de alta velocidade com São Paulo e com o mercado, atiçou ainda mais a ala que defende que o governo paulista faça logo o trem regional.

O governador Geraldo Alckmin acertou com a presidente Dilma Rousseff apoio ao projeto do trem-bala e tem mantido seu posicionamento, apesar dos problemas do projeto federal e da pressão de políticos e empresas a favor do projeto regional.

A ideia defendida por empresários do setor, políticos da região e alguns técnicos do Estado é estender até Campinas o projeto, já praticamente pronto para ser licitado, de uma ligação ferroviária entre a capital e Jundiaí.

O trem regional poderia ficar pronto em três anos ante no mínimo oito anos do trem de alta velocidade.

"Que existe essa reivindicação de que o trem vá a Campinas, não há dúvida. Os dois projetos podem ser feitos concomitantemente", disse Vicente Abate, presidente da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária).

A viagem de 47 km até Jundiaí é estimada em cerca de 25 minutos. Com mais 25 minutos seria possível chegar a Campinas com um trem que anda a 160 km/h.

O trem-bala teria um tempo de viagem muito menor até Campinas, estimado em 21 minutos, mas o problema seria o custo da tarifa.

Pelo estudo do governo federal para o trem-bala, a tarifa-teto para Campinas seria em torno de R$ 60. Num de média velocidade, o passageiro pagaria menos da metade.

Há defensores da ideia de que os dois projetos podem conviver. Isso porque as demandas seriam diferentes e haveria passageiros para ambos, na opinião do professor Telmo Porto, da Escola Politécnica da USP.

"Não tenho dúvida de que há demanda para os dois. Um trem regional até Campinas teria no mínimo seis estações, e o trem-bala seria uma ligação direta", afirmou Porto.

Canabalização

As empresas que trabalham no projeto do trem-bala, porém, temem que um projeto canibalize o outro. Isso porque a intenção dos governos federal e paulista é fazer concessões, ou seja, que a iniciativa privada construa e opere os sistemas.

Se isso ocorrer, haveria uma disputa entre dois operadores ferroviários numa mesma região, o que não ocorre em lugar nenhum do mundo, já que praticamente todos os operadores são estatais ou concessões exclusivas em cada área.
 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Dilma visita obras de ferrovia em Goiás

16/03/2012 - Agência Estado

De acordo com o último balanço da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o trecho visitado por Dilma (Palmas - Anápolis, de 855 quilômetros), deve ficar concluído em julho de 2012.

A presidente Dilma Rousseff visitou ontem em Anápolis (GO) um trecho ainda em obras da ferrovia Norte-Sul, que deve interligar Açailândia (MA) a Estrela d'Oeste (SP). Dilma chegou ao local por volta das 11 horas em um veículo ferroviário de inspeção de trilhos, acompanhada dos ministros dos Transportes, Paulo Passos, e do Planejamento, Miriam Belchior; e também do governador de Goiás, Marconi Perillo. Ao ser abordada por repórteres, disse que não daria entrevista.

A presidente ficou cerca de meia hora no canteiro de obras. Conversou com engenheiros sobre a execução do projeto e conferiu um túnel da ferrovia. De Anápolis, seguiu para Goianira (GO), onde vai acompanhar outro trecho. Essa foi a primeira viagem da presidente ao Estado desde que assumiu a presidência, em 2011.

De acordo com o último balanço da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o trecho visitado por Dilma (Palmas - Anápolis, de 855 quilômetros), deve ficar concluído em julho de 2012. No último ano de seu mandato, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu concluir esse trecho até dezembro de 2010, o que não ocorreu.

O Tribunal de Contas da União (TCU) já encontrou indícios de irregularidade na construção da ferrovia, como sobrepreço e superfaturamento nos trechos que passam por Goiás. A obra total da ferrovia, que faz parte do PAC 2, terá 2.255 quilômetros de extensão e um custo previsto de R$ 7,3 bilhões. Quando ficar pronta, a ferrovia Norte-Sul deverá facilitar o escoamento de mercadorias, promovendo a integração entre o Centro-Sul do País com as regiões Norte e Nordeste.

A viagem faz parte de uma iniciativa da presidente de acompanhar de perto o andamento das principais obras do PAC 2. Em fevereiro, Dilma viajou para o Nordeste, onde visitou canteiros da transposição do rio São Francisco, após o jornal O Estado de S. Paulo mostrar o abandono dos canteiros pelas empreiteiras e a deterioração de parte do serviço já feito.

De acordo com o Ministério do Transporte, já foram concluídos no ramo norte da ferrovia Norte-Sul 215 quilômetros de Açailândia a Aguiarnópolis (TO) e 504 quilômetros de Aguiarnópolis a Palmas, pronto em agosto de 2010. As seções Central e Sul e o ramal de Anápolis seguem em obras.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ferroeste completa 24 anos e investe na compra de locomotivas

15/03/2012 - Ferroeste

O principal objetivo é o de escoar a safra da região Oeste.

A Estrada de Ferro Paraná Oeste – Ferroeste completa, nesta quinta-feira (15), vinte e quatro anos de existência com vários motivos para comemorar. “Está tudo certo para lançarmos, dentro de um mês, o edital de compra de cinco locomotivas”, anunciou o presidente da empresa, Maurício Querino Theodoro.

“Também está sendo concluída em nossas oficinas”, informa o presidente, “a restauração da locomotiva 9137, parada desde 2009, e que, até então, era considerada inservível”. Segundo ele, “a recuperação da 9137 só foi possível devido às peças de reposição cedidas pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte)".

A máquina restaurada já está em fase de testes no pátio da companhia, em Guarapuava, e até o dia 10 de abril deve entrar em operação. Quando as novas locomotivas entrarem em serviço, juntamente com as atuais que já estão em operação, a Ferroeste vai dobrar a capacidade de tração, atendendo melhor a demanda dos clientes de toda a região Oeste.

O presidente destacou as várias conquistas da empresa nos últimos meses, como o recebimento de 150 toneladas de equipamentos, cedidos à Ferroeste pelo DNIT, o que equivale a 140 mil peças e outros materiais ferroviários de reposição.

Investimentos – Theodoro destacou ainda os investimentos que vem sendo feito na empresa. A Cotriguaçu, união de cooperativas do Oeste do Paraná, está alocando mais de R$ 52 milhões em câmaras frigoríficas. Já a AB Insumos está com aportes que passam dos R$ 18 milhões para a construção de silos em Cascavel, com complementação prevista de mais R$ 3 milhões para uma fábrica de beneficiamento de soja.

Outro ponto importante foi a readequação e reestruturação do Porto Seco, em parceria entre a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), gestora da unidade, e o grupo paraguaio Unexpa, que representa um conjunto de cooperativas de produtores e empresas exportadoras daquele país. São 45 mil m² de área total. Os investimentos foram de R$ 4 milhões.

Novo concurso – Para marcar a data em que a Ferroeste comemora 24 anos, Maurício Querino Theodoro disse que deve ser publicado, antes do fim desta semana, o edital do concurso público para a contratação de pessoal para o quadro próprio da empresa, conforme anunciado recentemente.

O concurso está sendo organizado, em conjunto com nossa área jurídica e de recursos humanos, pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Vale do Piquiri. “O custo deste concurso, em relação ao anterior, realizado em 2008, será mais barato”, disse Theodoro, “graças ao esforço da diretoria em buscar preço e qualidade no mercado”.

Com o novo concurso, que atende determinação do Ministério Público do Trabalho, e substitui mão de obra terceirizada, será feita a contratação imediata de 64 funcionários, além de abrir mais 78 vagas para a formação de reserva técnica no quadro de pessoal da empresa.

domingo, 11 de março de 2012

Trecho de 71 km da Norte-Sul foi concluído em 2011

10/03/2012 - Pantanal News


Outros 3 mil km de ferrovias estão em construção

Em dezembro de 2011, foi concluído um lote de 71 km do trecho sul da Ferrovia Norte-Sul, entre os pátios de Santa Isabel e de Jaraguá. Esses trilhos ficam no trecho de Uruaçu (GO) a Anápolis (GO), que já tem 98% das obras executadas. O trecho de Palmas (TO) a Uruaçu já tem 91% concluídos. Outros 3.071 km de ferrovias têm obras em andamento: são mais 1.298 km da Norte-Sul, 874 km da Nova Transnordestina e 260 km da Ferronorte.

A Ferrovia Norte-Sul terá, quando concluída, 3.100 km de extensão. Já estão em operação comercial 720 quilômetros entre as cidades de Palmas (TO) e Açailândia (MA), onde se conecta à Estrada de Ferro Carajás, permitindo o acesso ao Porto de Itaqui, em São Luís.

O trecho ferroviário ligando as cidades maranhenses de Estreito e Açailândia, num total de 215 km, já está concluído e em operação comercial desde 1996.

Para os 350 km que separam o pátio de Palmas/Porto Nacional da divisa dos Estados de Goiás e do Tocantins, assim como os 220 até Uruaçu, a previsão da conclusão das obras é para meados de 2012. O mesmo ocorre com relação ao trecho de 280 km entre Uruaçu e Anápolis, cujas obras estão em fase de conclusão. Sua construção obedecerá aos padrões mais modernos do sistema ferroviário, com o assentamento de dormentes de concreto, para o emprego de bitola mista.

O volume de carga transportado pelos trilhos da Ferrovia Norte-Sul tem alcançado, anualmente, um aumento expressivo, atingindo o patamar de 4,9 milhões de toneladas desde o início da operação comercial. O escoamento da produção pela ferrovia representa para o produtor local uma redução no custo do frete calculada em torno de 30% em relação ao praticado pelo modal rodoviário.

A Ferrovia Norte-Sul foi projetada para promover a integração nacional, minimizando custos de transporte de longa distância e interligando as regiões Norte e Nordeste com Sul e Sudeste, através das suas conexões com 5 mil quilômetros de ferrovias privadas.

A integração ferroviária das regiões brasileiras será o grande agente uniformizador do crescimento auto-sustentável do país, na medida em que possibilitará a ocupação econômica e social do cerrado brasileiro - com uma área de aproximadamente 1,8 milhão de km2, que corresponde a 21,84% da área territorial do País, onde vivem 15,51% da população brasileira - ao oferecer uma logística adequada à concretização do potencial de desenvolvimento dessa região, fortalecendo a infra-estrutura de transporte necessária ao escoamento da sua produção agropecuária e agro-industrial.

Transnordestina - Para potencializar o transporte de cargas no Nordeste ao interligar os estados de Pernambuco, Ceará e Piauí por meio dos seus 1.728 quilômetros de trilhos, a ferrovia Transnordestina conta com 25 frentes de trabalho, onde estão empregadas mais de 10 mil pessoas. A estrada de ferro irá dos portos de Suape (PE) e Pecém (CE) e à cidade de Eliseu Martins (PI).

Os dormentes, fabricados no canteiro industrial, situado em Salgueiro (PE), onde a produção é de aproximadamente 4,8 mil peças por dia (é a maior fábrica de dormentes do mundo). Para a conclusão da obra serão necessárias 3 milhões de peças.

O canteiro conta, ainda, com uma usina de britagem, responsável pela produção diária de 5 mil metros cúbicos de brita. As pedras maiores compõem o lastro da ferrovia e as menores sustentam o colchão elástico responsável por apoiar os dormentes.

sábado, 10 de março de 2012

PAC 2: atraso na FIOL preocupa governo

08/03/2012 - Revista Ferroviária

O balanço do 1º ano do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), divulgado pelo Ministério do Planejamento, nesta quarta-feira, 07, mostra que o Brasil tem 3.071 km de ferrovias em construção. Segundo o governo, todas as 7 obras em andamento estão dentro do cronograma inicial proposto pelo PAC. A única obra que preocupa é a da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), que segue parcialmente paralisada no trecho Ilhéus-Caetité (BA) e aguardando liberação do TCU e do Ibama no trecho Caetité-Barreiras (BA).

O governo estabeleceu metas para que a FIOL cumpra o prazo de conclusão das obras do trecho Ilhéu-Caetité até 2014 e do trecho Caetité-Barreiras até 2015. Para isso a Valec deve firmar um novo termo de compromisso com o Ibama, visando à liberação da obra do trecho Ilhéus-Caetité e concluir o Projeto Executivo até 30/03/2012; realizar 8% das obras dos lotes 1 a 4 até 30/04/2012; apresentar resposta ao TCU até 31/03/2012; conseguir licença ambiental para os lotes 5 a 7 até 20/06/2012; concluir Projeto Executivo até 31/03/2012 e iniciar as obras do trecho Caetité-Barreiras até 20/07/2012.

O balanço também prevê novas datas para publicação do edital e licitação para o Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará Rio de Janeiro-SãoPaulo-Campinas. Segundo o governo, o edital deverá ser publicado até o dia 15 de junho, para que o leilão da primeira fase - que compreende a escolha da tecnologia e do responsável pela montagem da superestrutura, operação e manutenção do sistema - seja realizado até dia 31 de novembro.

PAC 2 – Balanço Geral

O primeiro ano do PAC 2 teve um alto volume de execução e de obras concluídas: foram R$ 204,4 bilhões executados, o que representa 21% do previsto para o período 2011-2014, que é de R$ 955 bilhões. O valor total das ações do PAC 2 concluídas é de R$ 142,8 bilhões. Desse total, R$ 127 bilhões foram realizados em 2011, o que representa 17,9% do previsto concluir até 2014 (R$ 708 bilhões).

Clique aqui e confira o balanço oficial do primeiro ano do PAC2 sobre os projetos e obras ferroviárias que estão em andamento no país.

quinta-feira, 1 de março de 2012

TCU libera licitação da 'Ferrovia da Soja'

01/03/2012 - Valor Econômico

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu liberar o processo de licitação da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), projeto da estatal Valec que corta o Mato Grosso. Em decisão anterior, o TCU havia impedido a licitação da chamada “Ferrovia da Soja”, por conta de irregularidades encontradas no projeto básico de engenharia da obra.

Em atendimento ao tribunal, a Valec fez uma série de mudanças no projeto. Um exemplo é a alteração no traçado da ferrovia, o que levará a uma redução na extensão total da ferrovia em 19 quilômetros, além de o volume de terraplenagem cair em cerca de 10 milhões de metros cúbicos. A Fico, que terá início em Campinorte (GO) e se estenderá até Lucas do Rio Verde (MT), terá 1.040 quilômetros de trilhos, com previsão de entrega em 2014. O custo total estimado para a obra é de R$ 4,1 bilhões.

Com as alterações acatadas pela Valec, o TCU liberou a contratação de um projeto executivo para a obra, um estudo mais aprofundado de engenharia. “As providências noticiadas pela Valec mostram-se adequadas para evitar que as falhas preliminarmente constatadas no projeto básico (...) se propaguem para o projeto executivo a ser licitado”, disse o ministro relator do processo, Marcos Bemquerer Costa.

A previsão da Valec é de que a Fico passe por uma segunda etapa de obras. Esse trecho adicional, orçado em mais R$ 2,3 bilhões, seguirá de Lucas do Rio Verde até o município de Vilhena (RO), somando mais 598 quilômetros de malha.