quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Lula e Alcides inauguram trecho da Norte-Sul

21/12/2010 - Goiás Agora 

O presidente Lula e o governador Alcides Rodrigues participam nesta quinta-feira, dia 23, da inauguração do primeiro trecho goiano da Ferrovia Norte-Sul, na GO-080, a 10 km da cidade de Petrolina de Goiás. A Ferrovia Norte-Sul é uma obra brasileira, concessionarizada à Vale S.A. através de licitação realizada pela Valec em 2008. Quando concluída, possuirá a extensão de 1.980 km e cortará os estados de Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. As obras da ferrovia começaram em 1987, no governo de José Sarney.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Movimentação ferroviária em Santos cresce 75% em quatro anos

21/12/2010 - A Tribuna On-line

Durante quatro anos de concessão, a movimentação ferroviária no Porto de Santos, operada pela América Latina Logística (ALL) cresceu 75%. Durante o 3º trimestre deste ano, o volume de carga transportado foi de 5,2 milhões, enquanto no mesmo período de 2006, o valor chegou apenas a 3 milhões de toneladas.

O aumento é reflexo dos novos contratos e também do forte investimento em melhoria no Porto de Santos e em toda a malha de escoamento. Somente na Cidade, a ALL aplicou R$ 70 milhões para a remodelação das linhas principais do corredor de exportação e obras do desvio da perimetral.

Pelos trens da ALL foram transportados mais de 4,7 milhões de toneladas de produtos. O aumento da movimentação se dá pelo volume considerável de grãos originados no Mato Grosso (MT), que atingiu 2,5 milhões de toneladas, e pelo pico da safra de açúcar com origem no interior de São Paulo, que superou 1 milhão de toneladas no trimestre. Em 2006, ano comparado ao atual, o transporte dos dois produtos juntos não alcançou 2 milhões de toneladas.

Outro fator fundamental para o escoamento de produtos está diretamente relacionado à gestão. Com medidas meramente operacionais, a empresa conseguiu diminuir o giro de composições. Para descarregar uma composição no Porto de Santos levava-se em média 80 horas e hoje caiu para 40 horas, contabilizando o tempo de entrada, descarregamento e retorno para os pontos de carregamento no interior paulista e mato-grossense. Em média, uma composição de 85 vagões retira mais de 270 caminhões das rodovias.

INVESTIMENTOS

Desde que a ALL assumiu o controle da Brasil Ferrovias (Ferroban, Ferronorte e Novoeste) em maio de 2006, adotou uma série de ações para aumento da produtividade e da segurança da operação ferroviária de cargas no estado de São Paulo. Já foram investidos mais de R$ 500 milhões na malha paulista, distribuídos em novos ativos, como locomotivas e vagões, além de melhorias na estrutura de via permanente.

A empresa realizou uma reforma completa na malha com substituição de 700 mil dormentes e de 60 mil toneladas de trilhos. A malha era composta por trilhos perfil 50 e atualmente, grande parte dessa malha possui o perfil 60, mais robusto, resistente e com maior capacidade de carga. Também foram aplicados seis mil vagões de pedra para dar mais estabilidade na movimentação dos trens.

Entre 2000 e 2009 o volume de produto via ferrovia em Santos cresceu 663%, saindo de pouco mais de dois milhões de toneladas para mais de 15 milhões. O market share que era de apenas 12%, antes de a ALL assumir, saltou para 20%. De acordo com o Plano Nacional de Logística de Transportes (PNLT) e a participação das ferrovias no País deve alcançar 35% no período de 15 anos.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ferrovia Transnordestina também vai conectar portos

18/12/2010 - Folha de Pernambuco

A Trans­nordestina será um canal de ligação não só entre os portos de Pecém, no Ceará, e de Suape, em Pernambuco, mas com os terminais marítimos de Santos e do Rio de Janeiro.

O projeto de integrar a malha nordestina com a ferrovia Norte/Sul consta no Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), segundo informou ontem o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo.

São planejados mais 10 mil quilômetros de trilhos. Além de carga, haverá transporte de passageiros.

“Será possível resgatar um valor que foi perdido, transportando pessoas a 200 quilômetros por hora”, observou.

Figueiredo reforçou o esforço do presidente Lula para o andamento da malha nacional.

“A ferrovia Norte/Sul, que era construída numa velocidade de 20 quilômetros por ano, no Governo Lula passou para 500 quilômetros/ano.

Temos também a ferrovia Leste/Oes­te, que vai mudar a Bahia, além da Transnordestina”.

Em Pernambuco a Transnordestina caminha melhor: mais de 90% do traçado já foi desapropriado e 11 mil pessoas estão empregadas.

O impasse está no trecho que passa por Suape, cujo projeto foi alterado para que seja aproveitada a linha de uma malha antiga.

Lula deve visitar trecho goiano da Norte-Sul no dia 23

20/12/2010 - Portal 730

O governador Alcides Rodrigues recebeu no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, o presidente da Valec, engenheiro José Francisco das Neves – o Juquinha das Neves; o assessor técnico da estatal, Josias Gonzaga; e diretores de 17 empreiteiras que, em consórcio, vão construir os 667 quilômetros da Extensão da Ferrovia Norte-Sul.

No encontro Juquinha das Neves anunciou que no próximo dia 23 o presidente Lula estará em Goiás para vistoriar obras da ferrovia Norte-Sul, em construção pela Valec.

“Só no mês de outubro, de Anápolis até Palmas, tínhamos 17 mil homens trabalhando. A obra está 90% concluída. O presidente Lula deve vir a Petrolina par a lançar esse ramal”, informou ele.

Juquinha destacou que o governo Lula deve entregar ao final do mandato, 1.100 km da ferrovia concluídos.

Ibama concede licença para extensão da Norte-Sul

20/12/2010 - Portal Brasil

A Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. – já pode começar a construção dos 553 km da Extensão Sul da Ferrovia Norte Sul. A licença de instalação foi concedida, na quarta-feira (15), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O trecho vai de Ouro Verde de Goiás, no estado goiano, a Estrela D’Oeste, no interior de São Paulo. A licença tem validade de quatro anos. O Ibama também emitiu em favor da Valec a renovação da licença de operação da Ferrovia Norte-Sul, no trecho Açailândia a Estreito, no Maranhão, com extensão até o Pátio Multimodal de Aguiarnópolis, em Tocantins.


Associação de passageiros sobre trilhos é constituída

20/12/2010 - Revista Ferroviária

Empresas privadas do setor metroferroviário constituíram e irão formalizar, no dia 10 de janeiro, a criação da ANPTrilhos (Associação Nacional de Passageiros sobre Trilhos). A empresa, que terá seu escritório instalado em Brasília, buscará realizar ações e estudos que incentivem o transporte de passageiros sobre trilhos no país.

O modelo da ANPTrilhos será baseado na ANTF (Associação Nacional dos Transportes Ferroviários), entidade civil sem fins lucrativos que promove o transporte ferroviário de cargas. As empresas fundadoras da nova associação são a própria ANTF, o Metrô Rio, a Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) e a Abottc (Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais). Outras empresas privadas e também públicas poderão se associar.

Segundo Joubert Flores, diretor de relações institucionais do Metrô Rio e presidente da ANPTrilhos, a ideia é utilizar a associação para dar continuidade e promover, com mais ênfase, os incentivos que têm sido feitos ao setor metroferroviário nos últimos anos. “Nós temos duas das mais populosas cidades do mundo (São Paulo e Rio de Janeiro) e não temos estrutura de tansporte sobre trilhos compatível com essa demanda. Então é óbvio que estamos defasados e precisamos demonstrar que isso é viável economicamente e socialmente”, afirma.

Além de Joubert Flores, outros nomes já foram confirmados no corpo administrativo da ANPTrilhos: João Gouveia, da Supervia, como diretor técnico; Sávio Neves, da Abottc, como diretor institucional; Rodrigo Vilaça, da ANTF, na área financeira, e Vicente Abate, da Abifer, na área comercial. O escritório, localizado na Confederação Nacional do Transporte, em Brasília, iniciará as atividades em janeiro.

Rotas ferroviárias de carga poderão receber trens de passageiros

19/12/2010 - Economia Empresas - Danilo Fariello

Com a definição de novas regras para operação das linhas férreas, surgirá a possibilidade de se expandir o transporte de pessoas

Linha férrea de transporte de passageiros entre Vitória e Belo Horizonte, operada pela Vale

O governo federal vai definir no próximo ano as normas necessárias para que sejam instituídas no Brasil redes de transportes de passageiros. Na sexta-feira, um pacote de medidas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi colocado em consulta pública e, quando aprovado, será o passo inicial para um ambiente mais competitivo nas ferrovias. Embora o foco principal das medidas tenha sido o transporte de cargas, elas abrem possibilidades para a expansão das operações com passageiros, que posteriormente também vão ganhar novas regras.

Entre as normas colocadas em consulta na sexta-feira, uma evita que as empresas detentoras das concessões neguem que outra empresa circule com seus vagões nas suas linhas. Além disso, a agência passará a permitir a criação de empresas que operem unicamente com vagões próprios em redes de outras companhias, explica Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT. Ficará mais viável, por exemplo, para uma empresa oferecer transporte de pessoas, sem ter de investir em novos trilhos.

As linhas construídas recentemente no país, ou ainda em obras, têm estrutura que permite tanto a circulação de trens de carga quanto a circulação de trens com pessoas. Segundo técnicos ferroviários, enquanto um trem viaja a velocidade de 80 quilômetros por hora (km/h) carregado de carga nessas ferrovias novas, de bitola larga, será possível que trens de passageiros façam viagens a até 200 km/h.

Estão entre as linhas construídas com capacidade de abrigar vagões de passageiros as ferrovias Norte Sul, Oeste-Leste (Fiol), a Centro-Oeste (Fico), Nova Transnordestina e todas as demais inseridas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no PAC2.

No PAC 1 e no PAC 2, são mais de 10 mil km de ferrovias em construção, que poderão se somar aos 28 mil km já instalados no país. Porém, dos 28 mil km de linhas férreas que o Brasil possui hoje, apenas cerca de 10 mil km têm aproveitamento razoável – com mais de um trem passando por dia – e dos 18 mil restantes, praticamente a metade não é utilizada hoje, segundo Figueiredo. 

Mas as regras novas apresentadas na sexta-feira buscam, principalmente, elevar o uso da malha já existente. A meta inicial é aumentar esse uso pelo transporte de cargas, mas, em 2011, serão debatidos estímulos para o transporte de passageiros. Segundo Figueiredo, as concessionárias não poderão negar a operadores interessados em transportar passageiros o uso da infraestrutura existente.

Encerradas as obras do PAC 2 e com os trens de passageiros em operação, poderá ser possível por exemplo, viajar de Lucas do Rio Verde (MT) até o porto de Itaqui, no litoral do Maranhão. Ou de Anápolis (GO) até o porto de Suape, que fica perto do Recife (PE).

A ANTT deverá discutir a partir de 2011 novas regras para prever padrões de qualidade mínimos e regular as tarifas de operação dessas companhias que oferecerão transporte de pessoas.

Uma linha que pode ser construída exclusivamente para passageiros no futuro próximo é o ramal entre Goiânia (GO) e Brasília (DF), que também se conectaria à ferrovia Norte Sul. O projeto ganhou apoio recente de parlamentares e do governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.

Só a Vale transporta passageiros hoje

Hoje, a única empresa a transportar passageiros regularmente no país - exceto trens turísticos - é a Vale, nas linhas da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), entre Vitória (ES) e Belo Horizonte (MG), e na linha que liga a mina de Carajás ao litoral maranhense.

Na EFVM, a Vale transporta cerca de 1,3 milhão de passageiros por ano, tendo a linha 106 anos desde construída e 905 quilômetros de extensão. A ferrovia é exemplo de linha que opera tanto cargas quanto passageiros, com estações e terminaiis para ambos os perfis.

Uma pesquisa realizada pela Vale entre os passageiros da EFVM no mês passado revelou que 70% deles andam no trem por turismo, 15% por motivos profissionais e 10% por motivos de saúde, para se tratar em outra cidade, por exemplo. Mais de um terço dos usuários prefere o trem a outros meios de transporte por conta do preço das passagens, abaixo das demais alternativas. Segurança e conforto são outros fatores que mais pesam na escolha do trem.

Trens turísticos também têm projeto

O Brasil tem também em curso um projeto para revitalização de trens turísticos e culturais. Instituído em fevereiro. Hoje, existem 20 trens destinados ao turismo no país, operando em oito Estados. Entre 2004 e 2009, o Ministério do Turismo investiu R$ 17 milhões em projetos de turismo ferroviário.

Entre as linhas turísticas existentes no país estão a ferrovia Centro-Atlântica (MG), o trem do Pantanal, no Mato Grosso do Sul, e a ferrovia que liga Ouro Preto a Mariana (MG). O governo federal possui hoje um Grupo de Trabalho de Turismo Ferroviário, que envolve Ministério dos Transportes, Ministério do Turismo e suas autarquias.

Marco Aurélio Garcia diz que Mercosul quer reativar trecho ferroviário entre Brasil e Uruguai

17/12/2010 - Agência Brasil

Durante as reuniões do Mercosul, que estão sendo realizadas em Foz do Iguaçu, Paraná, representantes dos governos do Brasil e do Uruguai conversaram sobre a conclusão de um ramal ferroviário que vai ligar os dois países. A afirmação foi feita nesta semana pelo assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, que participa do encontro.

Segundo Garcia, a conclusão de um dos trechos, que liga Livramento a Cacequi, no Rio Grande do Sul, deve ocorrer em maio do ano que vem. “Vai ter relevância muito grande do ponto de vista econômico”, destacou.

Garcia afirmou que o problema da Usina Hidrelétrica de Itaipu também foi tratado com o governo do Paraguai. Encontra-se atualmente no Congresso Nacional uma proposta que prevê o aumento da taxa paga pelo Brasil ao Paraguai pela energia cedida por Itaipu.

“Em primeiro lugar, a linha de transmissão está avançando rapidamente. O que existe com o Paraguai é a votação, pelo Congresso brasileiro, do acordo que firmamos em julho de 2009. O Congresso atrasou essa votação, mas os paraguaios sabem muito bem o que é atrasar as votações. Eles estão com votações atrasadas há três ou quatro anos”, disse. Segundo o assessor, a expectativa do governo é que esse projeto seja aprovado no começo da próxima legislatura.

De acordo com Marco Aurélio Garcia, é importante que o processo de desenvolvimento e de industrialização do Paraguai, que será viabilizado tanto pela linha de transmissão elétrica entre Itaipu e a Subestação de Villa Hayes, quanto pelo cumprimento do acordo energético, seja feito. “Precisamos ter uma América do Sul industrializada. Se queremos fazer da América do Sul um polo que se afirme no mundo multipolar que está em construção, precisamos ter uma América do Sul com musculatura”, afirmou.

Em entrevista durante a cerimônia de encerramento da Cúpula Social do Mercosul, o assessor disse ainda que a presidenta eleita, Dilma Rousseff, o convidou a permanecer no cargo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Alckmin quer novo traçado para TAV e trem regional

05/11/2010 - Viracopos Portal de Serviços

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), quer negociar com o governo federal e a equipe de transição de Dilma Rousseff (PT) mudanças no traçado do trem de alta velocidade (TAV). O próximo governo paulista quer que o TAV deixe de passar pelos aeroportos internacionais de Viracopos (Campinas) e de Cumbica (Guarulhos). A ligação deles com a cidade de São Paulo seria feita por um trem expresso separado, que trafegaria entre 160 km/h e 180 km/h. 

O atual traçado do TAV prevê ligar Campinas ao município do Rio de Janeiro, passando obrigatoriamente por São Paulo e por Cumbica no caminho. Mas, para a equipe que trabalha na transição do governo estadual, a melhor maneira de organizar o transporte entre os dois aeroportos internacionais e a Capital paulista é por meio de um trem regional, que poderia ser mais barato e ter saídas mais frequentes. 

O ex-secretário de Transportes Metropolitanos na gestão anterior de Alckmim e líder da equipe de transição do governo estadual, Jurandir Fernandes — que também foi secretário municipal de Transportes em Campinas —, afirmou que, se o País continuar crescendo a taxas superiores a 5%, nos próximos quatro anos o sistema Anhanguera-Bandeirantes vai estar saturado. “Não há necessidade de um TAV para ligar os aeroportos, podemos ter um trem rápido com saídas mais frequentes de até seis partidas, a cada dez minutos. Enquanto o TAV seria construído para ligar São Paulo ao Rio de Janeiro, com partidas mais espaçadas, em torno de 15 a 20 minutos. Vamos apresentar esse projeto e propor uma discussão. Não somos contra o TAV, só não vemos a necessidade de um trem de alta velocidade para ligar os aeroportos”, disse. 

A estimativa é de que o trem rápido seja implantado em dois anos. “Dos 92 quilômetros de São Paulo até Campinas, mais os 18 quilômetros de Campinas a Viracopos, aproveitaríamos tudo. Teríamos que refazer somente 20 quilômetros que estão localizados nas cidades de Franco da Rocha, Francisco Morato e Caieiras na Grande São Paulo”, afirmou. A ideia é que o TAV saia de São Paulo e, no caminho para o Rio de Janeiro, só tenha paradas depois da Região Metropolitana. 

Além do prazo menor das obras, já que ainda não existe nada definido em relação ao traçado do TAV, uma outra razão pela opção do trem rápido é a economia. A iniciativa privada seria responsável pela construção e administração da linha, que custaria cerca de R$ 3,5 bilhões. “O valor é três vezes menor que o custo do TAV estimado para o trecho, que é de aproximadamente R$ 10 bilhões”, afirmou Fernandes. Além de menos obras civis, o material rodante do trem rápido é mais barato, pois não exige rede elétrica. “É um trem rápido, moderno, que tem um motor diesel e a tração é elétrica. Ele é silencioso e muito confortável”, disse Fernandes. 

Segundo o líder de transição do governo paulista, outros trens regionais cujos estudos foram iniciados na atual gestão devem sair nos próximos anos.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Chegada dos trilhos até Rondonópolis é adiada

15/12/2010 - Primeira Hora

Os trilhos da Ferronorte vão demorar mais dois anos para chegar até a cidade de Rondonópolis, situada a 216 quilômetros de Cuiabá. A informação foi divulgada ontem no Diário Oficial do Estado.

Segundo a publicação, foi assinado um termo aditivo entre a América Latina Logística (ALL) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), prorrogando o prazo das obras de expansão da ferrovia Senador Vicente Vuolo até o município.

Com isso, a ALL tem até o dia 31 de dezembro de 2012 para terminar o trecho. Atualmente os trilhos do modal terminam em Alto Araguaia.

A prorrogação pode ser tida como uma derrota política por parte do governo do Estado e até mesmo da Câmara Federal, que através do deputado Wellington Fagundes, tem feito um esforço para que os trilhos da Ferronorte cheguem logo ao município.

Com a chegada da ferrovia, a classe agropecuária teria uma alternativa a mais de transporte para os grãos, permitindo um frete mais barato para o produtor.

Outra derrota da classe política estadual também é mostrada na publicação do Diário Oficial de ontem. Consta que aALL não é mais obrigada a construir outros trechos da rodovia que estavam previstos como Rondonópolis e Cuiabá Cuiabá - Uberaba/Uberlândia (MG) Cuiabá - Porto Velho (RO) e, Cuiabá - Santarém (PA).

Ocorre que a ALL está devolvendo à União os trechos ferroviários ainda não construídos e agora o governo federal precisa encontrar uma nova empresa para finalizar todas as obras previstas.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Lula dá início à Ferrovia Oeste-Leste na Bahia

10/12/2010 - Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que seu governo "ensinou ao País que é possível trabalhar com dois objetivos ao mesmo tempo". Lula participou da cerimônia de assinatura das ordens de serviço dos quatro lotes do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), no Centro de Convenções de Ilhéus, litoral sul da Bahia.

O Brasil não sabia crescer sem inflação, não sabia exportar e fortalecer o mercado interno, parecia que uma coisa era inimiga da outra", disse. "O Brasil ora decidia que queria fazer ferrovia, ora decidia que queria fazer rodovia. Nunca se pensou que era mais interessante a gente ter a ferrovia, a rodovia e a hidrovia, um sistema de transporte intermodal, como o que estamos fazendo."

O primeiro trecho da ferrovia tem 537 quilômetros e vai ligar Ilhéus a Caetité (BA), beneficiando diretamente a indústria de extração de minério de ferro instalada no município. O investimento previsto é de R$ 2,4 bilhões e a obra deve empregar 10 mil pessoas e ser concluída em dezembro de 2012.

O segundo trecho, que vai ligar Caetité a Barreiras (BA) e permitir o escoamento da produção da fronteira agrícola do extremo oeste baiano, tem conclusão prevista para um ano depois. Após essa fase, o terceiro trecho irá ligar Barreiras a Figueirópolis (TO), onde ocorrerá a integração com a Ferrovia Norte-Sul.

O escoamento da produção será feito pelo Porto Sul, que será construído em Ilhéus. "Ainda falta o porto, que está sendo discutido, mas penso que, se tudo der certo, lá pelo mês de março a companheira Dilma (Rousseff) estará aqui para fazer o mesmo gesto que estou fazendo hoje, anunciando o começo da construção do porto", disse Lula.

Despedida

O presidente repetiu o tom de despedida do governo em seu discurso. Disse ter "a sensação do dever cumprido" e não acreditar "que alguém seja capaz de governar o País sem conhecê-lo". "É muito difícil governar sentado em uma cadeira em Brasília, no ar-condicionado", afirmou. "Ou você conhece a realidade, a cara desse povo, ou só vai fazer o que sempre foi feito, governar para apenas 30 milhões de pessoas."

Além disso, Lula defendeu as políticas assistencialistas que fortaleceu ao longo dos dois mandatos. "Não basta crescer, a gente precisa também ter política de distribuição de renda", disse. "Na crise econômica, quem sustentou a economia do País foram as classes C e D, que consumiram mais que as classes A e B. Dê a um pobre R$ 10 e ele vira um consumidor. Dê a um outro cidadão R$ 1 milhão que ele vira especulador."

Para Lula, o País encontrou a "equação perfeita" entre a "macroeconomia que não foge da responsabilidade e a microeconomia que faz com que as coisas cheguem às casas das pessoas". "Dizem que o Lula só fala de pobre. Mas os ricos não precisam do Estado, quem precisa do Estado é a parte mais pobre."

O presidente também afirmou ter feito do Brasil "um País de economia capitalista". "Não era antes porque era um País que não tinha consumidores, não tinha crédito, nem financiamento. Um país capitalista que não tem capital é o que?", questionou. "Hoje, só o Banco do Brasil tem mais crédito que todo o País tinha em 2003."

Transnordestina vai iniciar obras de novo trecho

12/12/2010 - Jornal Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Cid Gomes assinam nesta segunda-feira (13), às 14h30min, no Marco Zero, em Missão Velha, no Cariri, a contratação dos lotes 2 a 11 do trecho Missão Velha-Pecém da Ferrovia Transnordestina. A Ferrovia terá na sua totalidade 1.728 quilômetros ligando o interior do Piauí, na cidade de Eliseu Martins, aos portos de Suape, em Pernambuco, e Pecém, no Ceará.

No Ceará, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos ( Metrofor) é responsável pela desapropriação da faixa de domínio da ferrovia de 526,57 quilômetros entre Missão Velha e o Porto do Pecém. Atualmente, já foi realizada a imissão de posse, última etapa do processo de desapropriação, e liberação da faixa de domínio em 192 quilômetros. Foram desapropriadas nesse trecho 528 propriedades e já desembolsados R$ 4.454.386,94 nesse processo.

Segundo o assessor técnico da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, Sérgio Azevedo, a previsão é que em janeiro de 2011, seja feita a imissão de posse em mais 54,2 quilômetros e, até março, de mais 83,5 quilômetros. O processo de desapropriação no Ceará deve ser concluído até o fim de 2011.

A implantação da Ferrovia Transnordestina terá um investimento de R$ 5.421.600.000,00. A Transnordestina Logística S.A. é a responsável pelo empreendimento. Atualmente, está em curso o lançamento da superestrutura do trecho Missão Velha, no Ceará, a Salgueiro, em Pernambuco. O projeto de superestrutura de via permanente compreende a execução da camada de lastro de pedra britada, o lançamento da grade de via, abrangendo esta última os trilhos, os dormentes de concreto, as fixações e a instalação dos aparelhos de mudança de via. O consórcio TIISA/CMC é o executor da implantação da superestrutura. A infraestrutura e obras de artes especiais ficaram a cargo da empresa EIT, cearense com especialidade em terraplenagem.

A construção da Transnordestina permitirá a integração da estrutura produtiva do Nordeste com as demais regiões brasileiras a partir da união de três pontos do sistema ferroviário do Nordeste - Missão Velha (CE), Salgueiro (PE) e Petrolina (PE). Isso vai permitir o desenvolvimento econômico de diversos setores em sua área de abrangência, especialmente o polo gesseiro do Araripe e o polo agroindustrial de Petrolina e Juazeiro.

Além disso, a Transnordestina integrará o sistema hidroviário do São Francisco, o sistema rodoviário sertanejo e o sistema ferroviário já existente, tornando mais eficiente a logística do transporte de cargas. A ferrovia deve gerar 550 mil empregos (diretos e indiretos), terá capacidade de transportar 30 milhões de toneladas de carga por ano em 2.278 quilômetros de extensão.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Governo vai autorizar novos lotes no estado

13/12/2010 - Webtranspo

Contratação envolve trecho Missão Velha-Pecém

O presidente Lula assinará nesta segunda-feira, 13, uma ordem de serviço para a construção de novos trechos da Ferrovia Transnordestina no estado do Ceará. De acordo com informações do governo local, o novo documento viabilizará a contratação dos lotes 2 a 11 do trajeto Missão Velha-Pecém.

Para dar andamento à obra cearense, a Metrofor (Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos) foi designada para efetuar a desapropriação de
526 quilômetros da faixa de domínio entre Missão Velha e o Porto de Pecém.
Até este momento, a empresa já desapropriou 528 propriedades para as quais destinou mais de R$ 4.4 milhões.

De acordo com Sérgio Azevedo, assessor técnico da Metrofor, a previsão é que em janeiro de 2011 seja feita a imissão de posse em mais 54,2 quilômetros e, até março, mais 83,5 quilômetros. O processo de desapropriação no Ceará deve ser concluído até o fim do próximo ano.

Quando finalizada, a ferrovia Transnordestina terá 1,7 mil quilômetros de extensão, o que permitirá a integração da estrutura produtiva do Nordeste com as demais regiões brasileiras a partir da união de três pontos do sistema ferroviário do Nordeste - Missão Velha (CE), Salgueiro (PE) e Petrolina (PE).

Assinada ordem de serviço para trechos da Transnordestina

12/12/2010 - Governo do Estado do Ceará

A assinatura será na segunda-feira (13), em Missão Velha, no Cariri. A Transnordestina terá 1,7 mil quilômetros de extensão. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Cid Gomes assinam nesta segunda-feira (13), às 14h30min, no Marco Zero, em Missão Velha, no Cariri, a contratação dos lotes 2 a 11 do trecho Missão Velha-Pecém da Ferrovia Transnordestina. A Ferrovia terá na sua totalidade 1.728 quilômetros ligando o interior do Piauí, na cidade de Eliseu Martins, aos portos de Suape, em Pernambuco, e Pecém, no Ceará.

No Ceará, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos ( Metrofor) é responsável pela desapropriação da faixa de domínio da ferrovia de 526,57 quilômetros entre Missão Velha e o Porto do Pecém. Atualmente, já foi realizada a imissão de posse, última etapa do processo de desapropriação, e liberação da faixa de domínio em 192 quilômetros. Foram desapropriadas nesse trecho 528 propriedades e já desembolsados R$ 4.454.386,94 nesse processo.

Segundo o assessor técnico da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, Sérgio Azevedo, a previsão é que em janeiro de 2011, seja feita a imissão de posse em mais 54,2 quilômetros e, até março, de mais 83,5 quilômetros. O processo de desapropriação no Ceará deve ser concluído até o fim de 2011.

A implantação da Ferrovia Transnordestina terá um investimento de R$ 5.421.600.000,00. ATransnordestina Logística S.A. é a responsável pelo empreendimento. Atualmente, está em curso o lançamento da superestrutura do trecho Missão Velha, no Ceará, a Salgueiro, em Pernambuco. O projeto de superestrutura de via permanente compreende a execução da camada de lastro de pedra britada, o lançamento da grade de via, abrangendo esta última os trilhos, os dormentes de concreto, as fixações e a instalação dos aparelhos de mudança de via. O consórcio TIISA/CMC é o executor da implantação da superestrutura. A infraestrutura e obras de artes especiais ficaram a cargo da empresa EIT, cearense com especialidade em terraplenagem.

A construção da Transnordestina permitirá a integração da estrutura produtiva do Nordeste com as demais regiões brasileiras a partir da união de três pontos do sistema ferroviário do Nordeste - Missão Velha (CE), Salgueiro (PE) e Petrolina (PE). Isso vai permitir o desenvolvimento econômico de diversos setores em sua área de abrangência, especialmente o polo gesseiro do Araripe e o polo agroindustrial de Petrolina e Juazeiro.

Além disso, a Transnordestina integrará o sistema hidroviário do São Francisco, o sistema rodoviário sertanejo e o sistema ferroviário já existente, tornando mais eficiente a logística do transporte de cargas. A ferrovia deve gerar 550 mil empregos (diretos e indiretos), terá capacidade de transportar 30 milhões de toneladas de carga por ano em 2.278 quilômetros de extensão.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Transnordestina importa trilhos da China

22/11/2010 - Acesse Piauí

As importações do Piauí nunca estiveram tão em alta e grande parte do crescimento se deve a uma obra, o trecho da Ferrovia Transnordestina que vai de Eliseu Martins à divisa de Pernambuco. Os 400 km de trilhos de aço estão sendo importados da China. Somente esse produto participou até outubro deste ano com U$ 45,1 milhões, o que correspondeu a 28,16% do total de US$ 163,4 milhões.

A Transnordestina colabora para que, pela primeira vez desde 1998, o saldo da balança comercial do Estado esteja negativo, U$S 46,8 milhões a mais em importações do que exportações. Nos dez primeiros meses de 2010 os produtos piauienses renderam US$ 116,6 milhões - 10,38% a menos do que no mesmo período do ano passado - e as entradas de produtos de outros países, US$ 163,4 milhões.

As importações cresceram 216,31% e já superaram todo o ano passado, quando chegaram a US$ 68,4 milhões. O melhor resultado tinha sido em 2008: US$ 71,7 milhões. Teresina é responsável pela quase totalidade das importações do Estado: US$ 160,2 milhões (98,04%).

Os trilhos de aço para a Transnordestina estão em primeiro lugar na lista dos produtos. No ano passado, nenhuma tonelada entrou no Piauí. O importador é a Transnordestina Logística S.A. Mas, a empresa importadora que mais comprou foi a Ferronorte Industrial Ltda, que adquiriu até outubro US$ 76,5 milhões (46,84% do total) em laminados de aço e ferro e outros produtos assemelhados.

Além da China (US$ 49,9 milhões, origem de 30,55% das importações piauienses), as empresas importadoras fizeram negócios principalmente com a Polônia (23%), Rússia (11,11%), Itália (5,57%), África do Sul (4,64%), Turquia (4,40%), Chile (4,22%), Estados Unidos (3,07%), Coreia do Sul (2,54%), Alemanha (1,97%), México (1,39%) e aEspanha (1,15%).

Grupo Andrade Gutierrez vence trecho da Oeste-Leste

22/11/2010 - Agência Estado

O Consórcio Andrade Gutierrez/Barbosa Mello/Serveng irá executar o lote 4, do Riacho da Barroca até o Rio de Contas, com 178,28 quilômetros do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), entre Ilhéus e Barreiras, na Bahia, cuja implantação é coordenada pela Valec - Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, vinculada ao Ministério dos Transportes. O contrato é de R$ 739.879.305,98.

Já o Consórcio Mendes Júnior/Sanches Tripoloni/Fidens será responsável pelo lote 5, do fim da ponte sobre o Rio São Francisco até o Riacho da Barroca, em um trecho de 162,04 quilômetros, com valor de R$ 720.083.377,91. Ambos os contratos têm prazo de 24 meses. Dias atrás, a Valec anunciou que o consórcio Torc/Ivaí/Cavan foi selecionado para fazer as obras e serviços de engenharia do lote 3 do subtrecho da Fiol, localizado entre Ilhéus e Barreiras.

Em 12 de novembro, a Valec havia divulgado a contratação das obras de outros dois subtrechos da Fiol. O lote 2, entre o Riacho Jacaré e o Rio da Preguiça, será executado pelo Consórcio Galvão/OAS e o lote 7, entre o Rio das Fêmeas e a estrada vicinal de acesso à BR-135, será executado pelo Consórcio Oeste Leste Barreiras. O projeto completo da Fiol prevê a construção de uma estrada de ferro entre o litoral baiano e o interior de Tocantins, com cerca de 1,5 mil quilômetros. Mas a execução será realizada em três etapas, sendo que a primeira envolve um trecho de 530 quilômetros.

Começam as obras da Ferrovia Oeste-Leste

10/12/2010 - CNT

Lula e Jacques Wagner, na autorização das obrasO presidente Lula autorizou, nesta sexta-feira (10) em Ilhéus (BA), o início das obras dos quatro primeiros lotes da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). O trecho liga as cidades de Ilhéus e Caitité com 537 km de trilhos. A primeira fase da obra gerará 10 mil empregos diretos e 30 mil indiretos.

A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e recebeu um investimento de R$ 2,4 bilhões. A conclusão desse primeiro trecho está prevista para dezembro de 2012. O segundo trecho, que liga Caetité a Barreiras e São Desidéio, todas na Bahia, terá 485 km e tem entrega prevista para dezembro de 2013. O projeto da Oeste-Leste inclui, ainda, a ligação das cidades baianas ao município de Figueirópolis, em Tocantins. 

De acordo com a Valec, que coordena as obras, a ferrovia terá 1.527 km quando concluída e terá recebido cerca de R$ 7,3 bilhões. A estimativa é que o volume de carga a ser transportado chegue a cerca de 70 milhões de toneladas anuais, sendo 50 milhões em minérios. 

200 anos de espera

Para o presidente Lula, a construção da Ferrovia Oeste-Leste é a realização de um antigo sonho da população brasileira. “Tinha muita gente que acreditava que essa ferrovia não ia sair do papel. A gente está acordando e transformando o sonho, que começou em 1790, em realidade”, afirma.

O governador do Estado da Bahia, Jacques Wagner, relembra que o primeiro traçado da ferrovia foi feito nos anos 50. “Mas ela foi pensada ainda nos séculos XVIII e XIX”.

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que é baiano, fala sobre a importância da obra para a região. “Uma ferrovia tem a capacidade de elevar o padrão social de uma localidade de uma maneira impressionante”, avalia.

Segundo ele, neste caso, grãos e minérios serão transportados pelo corredor que ligará a Região Centro-Oeste ao litoral baiano para escoar a produção. “Do ponto de vista viário é a maior obra de infraestrutura que a Bahia já viu”, aponta.

Porto Sul

Segundo o presidente Lula, em março ou abril do próximo ano, a presidente eleita, Dilma Rousseff, deve autorizar o início das obras do Porto Sul, no estado baiano, que estará ligado à ferrovia. “O porto já tem até local escolhido”, assegurou.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Justiça manda ALL reativar trens no RS

10/12/2010 - Revista Ferroviária

A ALL terá que reativar os serviços de trem da Malha Sul, no trecho das estações de Getúlio Vargas, Erebango, Capo-erê, Erechim, Gaurama, Viadutos e Marcelino Ramos, na região norte do Rio Grande do Sul. A decisão da Justiça Federal foi publicada nesta quinta-feira (9/12) no site da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul, em resposta a ação civil pública da Procuradoria da República em Erechim.

A concessionária terá que cumprir o contrato firmado com a União - garantindo a manutenção e conservação de todos os bens – e terá que pagar indenização por danos causados ao meio ambiente, no valor de R$ 500 mil. Além disso, a ALL terá que provar o cumprimento das cláusulas referentes à manutenção e conservação dos bens vinculados e iniciar a retirada e o reassentamento das famílias que invadiram a área de domínio.

O Ministério Público Federal instaurou em 2006 um procedimento administrativo que apontou a invasão a propriedades da Rede Ferroviária Federal em alguns municípios do norte do Rio Grande do Sul, descumprimento do contrato de concessão do transporte e de arrendamento do patrimônio da ALL. Segundo a publicação da Procuradoria, a ALL afirmou ao Ministério Público Federal que o encerramento das atividades na região de Erechim teria ocorrido em virtude da inviabilidade econômica da manutenção do transporte ferroviário em municípios da região.

Segundo a Procuradoria, antes de ingressar na Justiça com a ação civil pública, o MPF enviou uma recomendação para a ALL com o objetivo de fazê-la cumprir o contrato de concessão, o que não ocorreu. O contrato de concessão teria sido assinado em fevereiro de 1997 e o último trem operou em julho do mesmo ano.

Em nota, a ALL informou que irá recorrer da decisão, “uma vez que mantém diversas ações de reintegração de posse na região, e, inclusive, possui parceria com a prefeitura de Erechim, em uma ação conjunta para a remoção das famílias que invadiram a área sob sua concessão”. E que a circulação de trens na região “depende unicamente da demanda, ou seja, da formalização de acordos comerciais que viabilizem a operação nestes municípios”.

Veja a íntegra da nota da ALL:

Em relação a decisão da Justiça Federal, em sentença favorável a ação civil pública ajuizada pela Procuradoria da República no município de Erechim, que obriga a ALL a retomar os serviços ferroviários no trecho entre as estações de Getúlio Vargas, Erebango, Capo-erê, Erechim, Gaurama, Viadutos e Marcelino Ramos, a América Latina Logística, empresa que administra a linha férrea na região, esclarece:

A ALL irá recorrer da decisão, uma vez que mantém diversas ações de reintegração de posse na região, e, inclusive, possui parceria com a prefeitura de Erechim, em uma ação conjunta para a remoção das famílias que invadiram a área sob sua concessão. Pelo projeto, o município constrói as moradias necessárias e a ALL trata da remoção das famílias e seus pertences das áreas invadidas, bem como a recuperação do local.

A ALL reforça ainda que a circulação de trens na região depende unicamente da demanda, ou seja, da formalização de acordos comerciais que viabilizem a operação nestes municípios.

A empresa investe anualmente cerca de R$150 milhões na malha ferroviária do Rio Grande do Sul - incluindo via permanente, ativos e tecnologia - para ampliar a capacidade de transporte e a segurança das operações nas regiões onde há demanda por transporte de cargas. O resultado é um crescimento médio anual de 10% ao ano em volume movimentado no Estado e uma participação superior a 60% em todo o volume de grãos no porto de Rio Grande, considerando-se o volume captável pela ferrovia.

Aberta licitação para contorno de Três Lagoas

10/12/2010 - MS Notícias

A agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) por meio da Coordenadoria de Licitação de Obras publicou hoje (8) no Diário Oficial, o aviso de convocação das empresas para participarem do ato publico de divulgação do julgamento da habilitação da concorrência para supervisão da obra do contorno ferroviário de Três Lagoas.

A comissão nesta convocação estará informando às empresas que lograram classificação da proposta na competição e estará divulgando os preços das propostas das empresas habilitada nesta fase. A reunião será realizada amanhã (9) às 9 horas, na sala de reuniões da Agesul, situada na Avenida Desembargador Nunes da Cunha, s/n, bloco 14 – Parque dos Poderes.

Contorno Ferroviário

O contorno ferroviário de Três Lagoas é uma obra emblemática do governo do Estado, por meio de parceria entre governo federal, Ministério dos Transportes e DNIT, sendo de suma importância para o desenvolvimento urbano e para a economia do município. Com a obra, será possível a retirada dos trilhos da região central, gerando mais segurança para motoristas e pedestres.

Com investimentos da ordem de R$ 33 milhões, o contorno terá extensão de 12,400 quilômetros e ligação com o trecho Bauru/Campo Grande, viabilizando assim o escoamento da produção do Estado rumo ao porto de Santos.

De acordo com o secretário-adjunto de Obras Públicas e Transportes, Marco Aurélio Pereira, a obra do contorno ferroviário é uma das mais importantes obras, para Três Lagoas e para o Estado: “Os benefícios socioeconômicos que a população terá são o aumento de segurança do transporte, diminuição dos índices de acidentes de trânsito e a valorização de imóveis da cidade. Será possível a retirada dos trilhos gerando segurança para motoristas e pedestres, como foi feito em Campo Grande, tornando área de convívio para toda a população.

É uma obra há muito tempo esperada por Três Lagoas e que vai minimizar os problemas da cidade e gerar melhorias do sistema viário, com mais segurança”, conclui.

TAV fica para abril de 2011

26/11/2010 - Revista Ferroviária

A ANTT anunciou na tarde desta sexta-feira (26/11) o adiamento da licitação do TAV. A nova data para entrega das propostas será 11 de abril e o leilão para a escolha do consórcio vencedor passou para 29 de abril. A decisão foi anunciada após a reunião do diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, com investidores.

A entrega das propostas estava marcada para esta segunda-feira, 29 de novembro, e o leilão aconteceria em 16 de dezembro.

Leia na íntegra o comunicado da ANTT:

"A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou nesta sexta-feira, 26, o adiamento do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV). A data para entrega das propostas passou para o dia 11 de abril de 2011 e o leilão será realizado no dia 29 de abril. O adiamento foi anunciado após reunião entre o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, e os potenciais investidores do projeto. Eles solicitaram maior prazo para apresentarem suas propostas. “Recebemos alguns grupos de investidores que nos confirmaram a determinação de participar do projeto. Em nome de um processo competitivo e transparente, o Governo resolveu conceder um prazo adicional”, afirmou Figueiredo.

Figueiredo assegurou que, apesar da alteração nas datas de entrega das propostas e do leilão, não haverá mudança no cronograma do TAV, nem alterações no projeto. Como as licenças ambientais são indispensáveis para o início das obras e elas serão liberadas depois da assinatura dos contratos, não haverá necessidade de alterar previsões de início e término das obras. A ANTT mantém a previsão de as licenças ambientais serem liberadas até o final de 2011 e o início das obras ocorrerem em 2012.

O diretor-geral da ANTT refutou as alegações de que houve pouco tempo ou mesmo insuficiência de informações para os grupos interessados prepararem suas propostas. Figueiredo lembrou que, informações sobre o projeto estão disponíveis há mais de um ano e meio. Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratou, segundo ele, as melhores consultorias para elaboração dos estudos referenciais. O processo também foi debatido em várias audiências públicas com todos os municípios por onde o trem vai passar. No total, 37 representantes das empresas participaram da reunião desta quarta-feira.

O TAV vai ligar Rio de Janeiro - São Paulo - Campinas. No total, serão 510,8 km de percurso. Segundo o edital, a tarifa-teto a ser ofertada não poderá ultrapassar o valor de R$0,49/km, na classe econômica, nos serviços com ou sem paradas entre os municípios do Rio de Janeiro e São Paulo. Os estudos referenciais apontam um custo total da obra em R$ 33,1 bilhões, que serão aplicados pelo consórcio vencedor do leilão. Custos acima daquela previsão serão também de responsabilidade exclusiva dos investidores, sem nenhum prejuízo para o contribuinte brasileiro."

Clique aqui  e confira o novo cronograma do TAV Brasil

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Lula assinará ordem de serviço da Oeste-Leste

09/12/2010 - Bahia Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva virá a Ilhéus nesta sexta-feira (10) para assinar a ordem de serviço referente à construção do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que vai de Ilhéus à Caetité, no oeste baiano. Prevista para começar às 14h30min, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, a solenidade marca a última visita de Lula à cidade antes do término de seu segundo mandato, no dia 31 deste mês.

O evento deve contar com a presença do governador Jaques Wagner, do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, do presidente da Valec Engenharia, José Francisco das Neves, e do prefeito Newton Lima, além de senadores, deputados e prefeitos dos municípios que compõem a área de influência da obra.

Além do trecho Ilhéus/Caetité, cuja obra deve começar em janeiro do próximo ano, somando 530 quilômetros de extensão, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que já conta com licença ambiental expedida pelo Ibama, terá a sua implantação dividida em mais duas fases: Caetité/Barreiras/São Desidério, com 413 quilômetros, e Barreiras/São Desidério a Figueirópolis, no Estado do Tocantins, com mais 547 quilômetros. Dividida em sete lotes, a obra deve ser concluída no final de 2012 com investimentos totais de R$ 4,198 bilhões, recursos alocados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

A ferrovia, que integra um complexo intermodal formado por porto, aeroporto e novos acessos rodoviários, dinamizará o escoamento da produção da Bahia, através de ligação do estado com outros polos do país. A ferrovia ligará as cidades baianas de Ilhéus, Caetité e Barreiras a Figueirópolis, localizada no estado do Tocantins. Com isso, será formado um corredor de transporte que otimizará a operação do Porto de Ponta da Tulha, abrindo ainda uma nova alternativa de logística para portos situados no norte do Brasil e que são atendidos pela Ferrovia Norte-Sul e Estrada de Ferro Carajás.

Vantagens

Entre as vantagens previstas com a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste para a Bahia estão a redução de custos do transporte de insumos e produtos diversos, o aumento da competitividade dos produtos do agronegócio e a possibilidade de implantação de novos polos agroindustriais e de exploração de minérios, aproveitando estrategicamente sua conexão com a malha ferroviária nacional.

Por outro lado, a ferrovia promove a dinamização das economias locais, alavancando novos empreendimentos na região, com aumento da arrecadação de impostos, além de geração de cerca de 30 mil empregos diretos. Ele deve fomentar o desenvolvimento agrícola do oeste do estado, cuja previsão é de produção de 6,7 milhões de toneladas em 2015. Os principais produtos a ser transportados são soja, farelo de soja e milho, além de fertilizantes, combustíveis e minério de ferro.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Obras da ferrovia Centro-Oeste começam neste ano

3/12/2010 - Portal CNT

Foto:J. Freitas - Agência Senado


Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos

O Ministério dos Transportes iniciou o projeto executivo da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), construção que integrará a produção da região aos portos brasileiros por meio de ligações com a Ferrovia Norte-Sul. Em audiência pública no Senado Federal nessa quinta-feira (2), o ministro Paulo Sérgio Passos declarou que as obras devem ser iniciadas até o fim deste ano.

Desde o início de novembro, a empresa vencedora da licitação Enefer está instalada em Água Boa (MT) para elaborar o projeto executivo da obra. A construção ficará a cargo da estatal Valec. “Também vamos dar a ordem de serviço para iniciar a construção da ferrovia que liga o interior da Bahia até o litoral, para potencializar o escoamento de grãos e minério de ferro”, declarou o Ministro.

As duas obras estão na “ordem do dia” do governo, junto com a finalização da Rodovia Transnordestina. De acordo com Passos, a Norte-Sul também é prioridade, e deve ser finalizada até o primeiro semestre de 2011. “Além disso, é de extrema importância todo o projeto de redesenho da malha ferroviária brasileira com o sistema de bitola larga. Não é possível um país com essa dimensão e potencial repousar apenas no setor rodoviário”, complementou.

Segundo o ministro, a malha rodoviária também é foco neste fim de gestão do presidente Lula. “Temos uma grande preocupação com os corredores de transporte que vão em direção aos portos brasileiros. Isso é complementado nas estradas por obras de ampliação da capacidade e adequação”, informou.

Nas rodovias, Passos destacou a conclusão das obras na BR-060 em Anápolis, a duplicação da BR-050 até a divisa entre Minas Gerais e Goiás e da BR-101, duplicada no trecho entre Salvador (BA) e Natal (RN).

Em relação à Região Sudeste, Passos declarou o comprometimento do governo com o Rodoanel de São Paulo (SP) e a execução do trecho norte, calculado em R$ 430 milhões.

Marina Severino
Redação CNT

http://www.sistemacnt.org.br/portal/webCanalNoticiasCNT/noticia.aspx?id=b572b933-cdb4-4a18-95f6-5d4cd1c898b6 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

MP pede suspensão da licitação do TAV

25/11/2010 - Folha de S. Paulo

O Ministério Público Federal no Distrito Federal recomendou hoje à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) que suspenda a licitação para concessão de exploração do trem-bala, no trecho Rio de Janeiro-Campinas (SP).

O motivo seriam falhas no estudo técnico da obra e no próprio edital de concessão que podem causar, em pouco tempo, graves prejuízos aos cofres públicos. A agência tem até segunda-feira para informar o MPF sobre as providências adotadas.

Um dos problemas apontados pelo Ministério Público é a imprecisão da estimativa de custos da implantação do trem de alta velocidade. Para a procuradora da República Raquel Branquinho, a inexistência de projetos de engenharia detalhados, com um cenário realístico da quantidade de serviços de terraplanagem, estruturas portantes e área atingida, por exemplo, impede uma avaliação confiável do impacto sócio, econômico e ambiental causado pela obra.

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) informou que está analisando dois pedidos de impugnação do leilão do trem-bala, marcado para a segunda-feira. Ontem, o presidente da ANTT, Bernardo Figueiredo, disse que não houve mudanças no edital que justificassem o alongamento do prazo.

Interessados no projeto pressionam o governo para conseguiro adiamento da data. Consórcios formados por empresas internacionais que detêm a tecnologia para a construção do trem alegam dificuldade em encontrar parceiros brasileiros e questionam a viabilidade do projeto.

Os franceses anunciaram há dois dias a desistência de participar do leilão. Outros investidores estrangeiros também ameaçam abandonar a proposta. Até agora, só o grupo sul-coreano, formado pela estatal operadora Korail e pela fabricante Rotem/Hyundai e que teria mais 20 empresas nacionais e estrangeiras, confirma que fará proposta.

TAV fica para abril de 2011

26/11/2010 - Revista Ferroviária

A ANTT anunciou na tarde desta sexta-feira (26/11) o adiamento da licitação do TAV. A nova data para entrega das propostas será 11 de abril e o leilão para a escolha do consórcio vencedor passou para 29 de abril. A decisão foi anunciada após a reunião do diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, com investidores.

A entrega das propostas estava marcada para esta segunda-feira, 29 de novembro, e o leilão aconteceria em 16 de dezembro.

A ANTT deve publicar uma nota oficial ainda hoje.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Governo espera que três consórcios participem do leilão do trem-bala

23/11/2010 - Valor Econômico - André Borges - São Paulo/SP
 
O governo espera que ao menos três consórcios entreguem suas propostas para o trem-bala na segunda-feira, 29. Apesar da pressão dos empresários do setor para que a data do leilão seja adiada, o governo decidiu que o calendário está mantido. "Faz um ano e meio que esse projeto está em audiência pública e já foi muito discutido. Não há razão para adiamento, isso está fora de cogitação", diz Bernardo Figueiredo, presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Sobre a entrada dos fundos de pensão no projeto, Figueiredo acredita que o acordo com o consórcio vencedor deve ocorrer somente após a realização do leilão. Os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef - dos funcionários do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica Federal, respectivamente - devem entrar com 20% do projeto, sendo que desembolsarão inicialmente R$ 1,5 bilhão. O restante do capital entrará por meio de financiamento do BNDES, que será pago no longo prazo pelos acionistas do trem-bala. "Do ponto de vista da licitação, a entrada posterior dos fundos garante mais competitividade e evita que um consórcio se fortaleça em detrimento do outro", diz Figueiredo.

Previ, Petros e Funcef vão bater o martelo no modelo de participação no projeto do trem-bala no fim desta semana ou início da próxima, informaram fontes que participam das negociações. A tendência que prevalece entre as fundações é a de entrar no negócio após o leilão, através da Invepar, holding da qual são acionistas junto com a empreiteira OAS.

As fontes afirmaram que o encaminhamento dado pelos fundos à participação no investimento do trem-bala "não decorre de nenhuma orientação política ou de um desejo do governo". O entendimento entre os três fundos para fechar sua presença no negócio envolve apenas questões técnicas sobre a melhor maneira de entrar no empreendimento, reafirmaram as fontes. Previ, Petros e Funcef pretendem pretendem acertar com o consórcio vencedor condições mínimas de participação da Invepar na governança corporativa do trem-bala, ou seja, presença no conselho de administração do empreendimento, no conselho fiscal e em órgãos de fiscalização

Do lado dos consórcios, a pressão para que a data do leilão seja adiada segue forte. A Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) e o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre) entregarão hoje uma carta ao governo pedindo o adiamento do leilão pelo prazo de seis meses. Segundo essas organizações, o impasse causado pelo período eleitoral - que tinha candidatos com opiniões opostas sobre o trem-bala - e o detalhamento recentes sobre financiamento do BNDES são argumentos suficientes para que se altere a data do leilão.

"Sempre apoiamos o projeto e acreditamos que o país se tornará uma potência ferroviária ao implantar o trem-bala, mas o adiamento poderia resultar numa qualidade melhor de propostas", comenta Vicente Abade, da Abifer. "Desde o começo desse projeto se fala em até oito países interessados. Seria uma pena se aparecerem poucos concorrentes."

"Acredito que há tempo para que o leilão seja adiado e acordos de viabilização dos consórcios possam ser preparados", diz Rodrigo Vilaça, diretor da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários . "Mais 60 ou 90 dias não causariam impacto no cronograma previsto para obra." (Colaborou Vera Saavedra Durão, do Rio) 
 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ministro autoriza início de obras da Variante Ferroviária de Camaçari (BA)

22/11/2010 - Transporta Brasil - Marília Brandão
 
Construção vai diminuir o tempo de viagem entre o polo petroquímico de Camaçari ao Porto de Aratu de 67 pra 19 minutos. Novo trecho tem previsão de entrega de 18 meses




As obras de construção da Variante Ferroviária de Camaçari (BA) devem ser iniciadas às 10h desta segunda-feira (22), com a autorização do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. O novo trecho liga o polo petroquímico de Camaçari ao Porto de Aratu e tem previsão de entrega em 18 meses.

A variante desvia o trajeto da linha férrea, que hoje passa por dentro do município de Camaçari, e encurta em 15 quilômetros a distância entre o polo e o porto. Este desvio deve diminuir o tempo de viagem, de pouco mais de uma hora para 19 minutos, já que os trens poderão trafegar com o dobro da velocidade possível num sistema viário urbano. As mudanças devem diminuir o número de acidentes e o fim dos conflitos entre ferrovia e circulação de pedestres e veículos.

A cidade de Camaçari é responsável por 30% do PIB baiano e exporta US$ 2,3 bilhões por ano. O Polo Petroquímico é o principal gerador de carga ferroviária no Estado, com 6.400 toneladas diárias. Deste número, aproximadamente 4.000 toneladas são de produtos perigosos e tóxicos, o que torna a isolação do tráfego ferroviário ainda mais necessária.

A obra da variante está avaliada em R$ 99,6 milhões e inclui a construção de nove obras de arte especiais, incluindo passagens inferiores, uma ponte e um viaduto. O novo trecho também terá rampas menos íngremes e curvas mais largas. Com as obras, mais de 2.000 novos empregos diretos e indiretos serão gerados na região.

Com informações de DNIT.
 

domingo, 21 de novembro de 2010

Projeto do Ferroanel deve ficar pronto em 2011

09/11/2010 - Revista  Ferroviária

“A implantação do Ferroanel já está em negociação entre o Governo Federal e o do Estado de São Paulo. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) se responsabilizou por desenvolver um estudo atualizado das necessidades da região. O projeto deverá ficar pronto para licitação em 2011, comentou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos durante a coletiva à imprensa, realizada ontem (9), na abertura oficial da Feira Negócios nos Trilhos, que acontece em São Paulo.

Na ocasião, ele falou sobre a Medida Provisória lançada pelo Governo Federal ontem (8), que serviu para explicitar melhor os processos licitatórios e que todos os prazos para anunciar o consócio vencedor foram mantidos, mas ainda não há datas definitivas para o início nem fim da construção do TAV. A linha que liga Rio de Janeiro a Campinas vai atender aos aeroportos de Viracopos, Cumbica e Galeão.

Confira a cobertura completa no hot site da Feira Negócios nos Trilhos 2010.
 

sábado, 20 de novembro de 2010

''Trem-bala é viável, não tem improviso''

15/11/2010 - O Estado de S. Paulo

O superintendente da Área de Estruturação de Projetos do BNDES, Henrique da Costa Pinto, acumulou, em dois anos, mais de 500 gigabytes em relatórios, planilhas, mapas e até estudos geológicos. Tudo para subsidiar o edital do leilão de concessão do Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligará Campinas, São Paulo e Rio, marcado para 16 de dezembro.

Defendido pela presidente eleita Dilma Rousseff, o projeto estimado em R$ 33 bilhões terá crédito de R$ 20 bilhões do BNDES, garantia do Tesouro e subsídio em caso de demanda frustrada. Em entrevista ao Estado, Henrique diz que o modelo de financiamento minimiza riscos para elevar a competição no leilão. Para ele, não há dúvidas que o TAV terá demanda suficiente para não deixar a conta bilionária para o contribuinte.

Por que um trem-bala para ligar Rio e São Paulo?

O trecho tem alta densidade populacional e distância ideal para esse tipo de projeto. Há gargalos nos aeroportos e sinais de saturação na Via Dutra. Se compararmos com outras soluções no mundo, é a melhor saída. Esse conceito não surgiu aqui. Há estudos com a mesma conclusão desde a década de 80.

Há a impressão de que o governo cismou com um trem-bala e depois foi verificar a viabilidade. Foi o contrário?

Há um problema real de transporte nessa região, que é muito densa. Não é porque a gente quer fazer trem-bala. Tenho a impressão que o brasileiro acha que a gente não é capaz ou não merece. É um problema psicológico, nem meus amigos acreditam. O projeto é sério, viável, foi muito estudado. Não tem nada de improviso. Houve resistência nos países que fizeram. Quando vê que funciona, todo mundo quer mais. Aqui não será diferente.

Há quem considere a previsão de 90 mil passageiros por dia superestimada.

Muita gente fala, mas não avalia o caso específico. Usamos um modelo complexo, com mapas por microrregiões e mais de 17 mil entrevistas em aeroportos, rodoviárias e praças de pedágio. Visitamos todos os países que têm. O estudo foi feito com dados de 2008, quando Viracopos ainda não tinha crescido tanto. Esse é um dos pontos que indicam que a projeção pode subir.

A passagem a R$ 199 é realista para a viabilidade econômica?

Esse é o preço que otimiza o sistema, mas o modelo é dinâmico. A ponte aérea não vai acabar e vai ter competição. O teto do TAV será R$ 199, na classe econômica, mas poderá ser mais agressivo com o avião, dando descontos em horários ou compensando nos 40% da capacidade que ele pode ter como classe executiva. Será muito bom para o consumidor.

Se a atratividade econômica é grande, por que agregar garantia e possível subsídio de R$ 5 bilhões do Tesouro ao financiamento de 30 anos?

Precisávamos dar condições para atrair grupos experientes, que são poucos no mundo. Eles precisam de garantias para atrair investidores para os consórcios.

Optou-se então por ultrapassar o limite de financiamento do BNDES e dar as garantias do Tesouro apenas para aumentar a concorrência no leilão?

É a realidade do País. Precisa de longo prazo e, por enquanto, só o BNDES tem feito.

A inclusão do subsídio em caso de demanda frustrada, não sinaliza, que o próprio governo tem dúvidas?

Ao contrário. O risco de construção e de demanda é do empreendedor. O que fizemos foi mitigar uma parte desse risco, no início da operação. Os grupos já fizeram seus estudos de demanda e me surpreenderia se tiverem alguma dúvida que não vão precisar do subsídio. Mas foi muito importante.

O contribuinte não corre o risco de pagar a conta se o TAV for malsucedido?

Não vai pagar. Não estamos transferindo o risco para o Tesouro. O que se faz nessa hipótese é uma renegociação, alonga o prazo. O dinheiro volta.

As duas metrópoles que o TAV vai ligar têm graves problemas de transporte. Não seria melhor investir esses bilhões em metrô?

O TAV é uma necessidade tão importante quanto qualquer outra. E não precisamos de uma escolha de Sofia. Da forma como foi modelado, não vai concorrer com os recursos orçamentários de projetos como metrô. Ao contrário, vai ajudar a desenvolver uma indústria compatível com a de metrô, é tudo elétrico. Hoje, a concentração em Rio e São Paulo traz um problema crônico de transporte.

Se pensarmos no vetor de descentralização urbana do TAV, ajuda também nessa questão, que é um problema atual e futuro.
 

Valec publica contratos de 2 trechos da Oeste-Leste

12/11/2010 - Agência Estado

A Valec - Engenharia, Construções e Rodovias S.A. divulgou na edição de hoje (12) do Diário Oficial da União os extratos de contratos referentes à execução de mais dois subtrechos da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol). As duas obras envolvem partes da ferrovia localizadas entre Ilhéus e Barreiras, na Bahia.

O lote 02, compreendido entre o riacho Jacaré e o Rio da Preguiça, com 117,9 quilômetros, será executado pelo "Consórcio Galvão - OAS", em contrato de R$ 650.414.035,89. O lote 07, entre o Rio das Fêmeas e a estrada vicinal de acesso à BR-135, com 161,12 quilômetros, será executado pelo "Consórcio Oeste Leste Barreiras", em contrato de R$ 535.729.183,11.

A Valec informou também por meio do Diário Oficial de hoje que recebeu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a renovação da licença prévia 349/2010. Essa licença refere-se às obras da Fiol relativas ao trecho "Plataforma de Integração Modal de Figueirópolis", no Estado de Tocantins, até a "Plataforma de Integração Modal de Ilhéus", na Bahia. A licença tem validade até 7 de abril de 2014.

A Fiol tem traçado previsto de quase 1,5 mil quilômetros, partindo do litoral da Bahia, passando pelo oeste baiano, até chegar ao interior de Tocantins. A ferrovia deverá ser construída em três etapas, transformando-se em um canal de escoamento de grãos e de minério de ferro. Em Figueirópolis (TO), a Fiol se encontrará com a Ferrovia norte-sul.
 

Traçado faz Ferroanel voltar à estaca zero

17/11/2010 - Valor Econômico

Mais do que a falta de recursos ou do que os problemas ambientais é a indecisão sobre a melhor opção de traçado que levou a construção do Ferroanel para a estaca zero. Apesar de o projeto já ter mais de 20 anos e de ser considerado de extrema importância para contornar a travessia das cargas da Região Metropolitana de São Paulo para ao porto de Santos, ainda não há consenso sobre quais tramos (vãos) trariam maior benefício na melhoria do desempenho logístico no fluxo de cargas. Na falta do acordo, a agência reguladora dos transportes, a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), optou pelo encaminhamento do projeto do Ferroanel ao Banco Mundial, para reavaliação técnica e modelagem financeira.

Se fosse cumprido o cronograma estabelecido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Ferroanel poderia estar concluído em 2011, diz Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT. Agora, a estimativa é que a reavaliação seja concluída em prazo de um ano, para depois serem cumpridos os trâmites necessários para a construção da obra.

Segundo ele, o impasse se deu sob diversos aspectos, desde questionamentos ambientais, passando pela necessidade de adequação ao projeto do Rodoanel, em construção na Região Metropolitana de São Paulo, até a disputas comerciais, nas quais a superação do gargalo logístico pelo anel de trilhos foi entendida como estímulo a um ou a outro fluxo de carga rumo a terminais portuários paulistas ou fluminenses. As justificativas paulistas foram acatadas, mas sob o ponto de vista técnico qualquer uma das duas opções que estavam sendo debatidas, tramo norte ou tramo sul, seria melhor do que nenhuma, diz Figueiredo. Ele diz, no entanto, que a solução para a transposição são os dois tramos, porque a eficiência de um não supera a deficiência do outro.

No projeto original do Ferroanel, estavam previstos dois tramos de trilhos, contemplando a construção de novos trilhos e a ampliação de outros, que acrescentam eficiência à operação da malha ferroviária da região, hoje sob responsabilidade da MRS Logística. Completo, o Ferroanel teria 110 km, e o projeto inicial obteve orçamento na faixa de R$ 3,5 bilhões.

No PAC, de 2007, estava prevista a construção de um dos tramos, o norte, de 66 km, com previsão de recursos de R$ 528 milhões. Essa opção já havia passado por avaliação técnica e econômica do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O Ferroanel supera o conflito existente no transporte de cargas e de passageiros, que precisam utilizar a mesma via de trilhos. Atualmente, as mercadorias só podem trafegar em determinados períodos noturnos, o que ocasiona problemas para a manutenção do ritmo operacional logístico, na medida em que toda a mercadoria que chega até a região pelos trilhos rumo ao porto de Santos precisa ficar parada, à espera do momento da liberação.

Atualmente, não temos como atender a demanda de cargas devido aos entraves no tráfego de trens da Região Metropolitana, diz Eduardo Parente, presidente da MRS Logística, cuja malha é composta por 1,7 mil km de trilhos entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Para contornar o problema, a empresa está investindo capital próprio em soluções que aliviarão o problema. Recentemente, divulgou investimentos de R$ 230 milhões para a segregação de 12 km de vias férreas na Grande São Paulo, no trecho entre a localidade de Manoel Feio, no município de Itaquaquecetuba, e de Suzano, na região leste da capital. Quando iniciada a operação, haverá linhas específicas para o tráfego de cargas e para o de passageiros.

Parente ressalta que a segregação de linhas é parte da solução integrada da transposição de São Paulo, composta pelo Ferroanel. A MRS quer, inicialmente, duplicar sua movimentação de cargas para o porto de Santos, chegando em curto prazo a 24 milhões de toneladas. Em um segundo momento, a ideia é atingir 56 milhões de toneladas.

Apesar da preferência dos passageiros na disputa pelo uso das linhas férreas, o Ferroanel tem grande importância para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), operadora paulista do transporte ferroviário de passageiros da Região Metropolitana de São Paulo. Sérgio Henrique Passos Avelleda, presidente da empresa, diz que, no passado, trafegar pelas mesmas vias que a carga não era problema. Mas, nos últimos quatro anos, o transporte diário de passageiros saiu de 1,5 milhão para 2,2 milhões e a expectativa da empresa é atingir 3,7 milhões nos próximos anos.

Os prejuízos também estão na conta do porto de Santos. Segundo Renato Ferreira Barco, diretor de planejamento e controle da Docas de São Paulo, o Ferroanel é medida de necessidade premente para alcançar os terminais paulistas. A acessibilidade não está em nossa alçada, mas faz parte de nossos estudos, porque esses gargalos precisam ser enfrentados para que a movimentação portuária ganhe a eficiência necessária.

Atualmente, segundo ele, apenas 20% das cargas chegam ao porto por ferrovia. Os restantes 80% chegam por caminhões, gerando graves problemas para as empresas embarcadoras, para os operadores dos caminhões e, também, para as empresas de navegação, tanto da cabotagem como do comércio exterior.
 

Ministro defende adiamento do Ferroanel

18/11/2010 - Valor Econômico

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, afirmou hoje que adiamento do Ferroanel foi importante para realização de novos estudos que vão aperfeiçoar a proposta de melhoria do sistema ferroviário de travessia de cargas da Região Metropolitana de São Paulo para ao Porto de Santos.

"É muito mais razoável trazer uma solução articulada, que seja reconhecida pelo governo estadual, federal e pelos empresários do que ficar com uma idéia fixa e um prazo previamente estabelecido e, por fim, não fazer o que poderia ser feito de melhor", afirmou Passos sobre previsão inicial do Programa de Aceleração do Crescimento de concluir o Ferroanel ainda em 2011. As declarações do ministro foram dadas enquanto deixava a sede do Ministério dos Transportes.

O ministro informou que os estudos realizados atualmente pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Secretaria de Transportes de São Paulo, acompanhado pelo Banco Mundial, levarão a um aprofundamento das análises técnicas construídas até agora. Outro objetivo dos novos estudos, segundo o ministro, é conciliar os interesses tanto do governo federal quanto do Estado.

"Até há pouco tempo não se tinha uma posição uniforme sobre isso", disse Passos ao se ferir a mudança de traçado da ferrovia. Segundo ele, os trabalhos técnicos tem avançado e já apontam para algumas conclusões - como, por exemplo, a de abandonar a ideia de construir um pequeno túnel ferroviário na região chamada de "mergulhão".

As indefinições dizem respeito à busca de soluções para os tramos (vãos) sul e norte e aos aspectos relacionados ao transporte urbano de passageiros na Região Metropolitana. Passos ressaltou que a nova proposta do projeto pode conter vantagens do ponto de vista do licenciamento ambiental, da desapropriação de terrenos e até de custos de execução, se tiver alguma compatibilidade com o projeto do Rodoanel.

Passos afirmou que o Ferroanel foi tratado ontem rapidamente em reunião com a presidente eleita Dilma Rousseff. No encontro, também foram apresentadas informações sobre outras obras de transporte do PAC.
 

ANTT mantém datas do TAV

18/11/2010  - Revista Ferroviária
 
A Agência Nacional de Transportes Terrestres confirmou ontem (17) que os interessados em participar da licitação do TAV Brasil têm que entregar as propostas até 29 de novembro. A aberturas das propostas está marcada para 16 de dezembro, às 11 horas, na Bolsa de Valores de São Paulo. No mesmo dia, será publicado no site da ANTT a ordem de classificação das propostas econômicas.

O cronograma do projeto está disponível no site do TAV Brasil.
 

Fundos podem ficar com até 20% do TAV

19/11/2010 - Valor Econômico

Wagner Pinheiro, presidente da Petros: É melhor garantir a entrada no fim do processo do que abrir uma disputa dos consórcios pelo dinheiro dos fundosOs fundos de pensão Previ, Petros e Funcef - dos funcionários do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica Federal, respectivamente - vão participar do projeto do trem-bala, que ligará as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. O aporte, que pode chegar a R$ 1,5 bilhão por uma fatia de até 20% do trem-bala, será feito por meio da Invepar, holding de infraestrutura e logística com tem como acionistas as três fundações, além da construtora OAS.

Contudo, a Invepar não participará do processo de concorrência para a construção do trem de alta velocidade (TAV). De acordo com Wagner Pinheiro, presidente da Petros, a holding oferecerá seus recursos apenas no fim da disputa, depois que for anunciado o consórcio vencedor. Na ocasião, os ganhadores definirão se precisam dos recursos e em qual montante.

Esse é um modelo parecido com o usado na usina de Belo Monte. É melhor garantir a entrada no fim do processo do que abrir uma disputa dos consórcios pelo dinheiro dos fundos de pensão, diz Pinheiro. Os consórcios interessados na licitação deverão entregar os envelopes com as propostas até dia 29. A sessão pública do leilão acontecerá em 16 de dezembro.

O projeto do trem-bala está estimado em cerca de R$ 35 bilhões. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar no máximo R$ 19,9 bilhões, sendo que há uma limitação a 60,3% do investimento total ou 80% dos itens financiáveis pelo banco. Os sócios privados devem entrar com cerca de R$ 7 bilhões. O R$ 1,5 bilhão que pode ser injetado pelos fundos de pensão será desembolsado ao longo de cinco anos.

O interesse dos fundos no trem-bala já estava claro havia alguns meses. Em maio, a Previ anunciou que alguns diretores da Invepar iriam ao Japão para conhecer um projeto da Mitsui. A entrada no TAV também vai ao encontro dos planos de expansão de negócios da Invepar. Até 2015, a empresa pretende investir até R$ 4 bilhões em concessões de rodovias, transportes urbanos para passageiros, portos e privatização de aeroportos. Hoje, a Invepar controla o Metrô do Rio, a Linha Amarela, ambos no Rio, e as concessões rodoviárias Auto Raposo Tavares, no interior de São Paulo, e BA-093, na Bahia.

O que motiva o investimento dos fundos de pensão em projetos como o trem-bala é o fato de gerarem um fluxo de caixa constante. O retorno pode não ser o mais elevado, mas é uma alternativa aos títulos públicos, diz Pinheiro.