quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Caos logístico do Brasil dá lucro aos EUA

10/04/2013 - O Estado de SP

Hoje a está gerando uma perda para toda a cadeia.

O presidente (CEO) da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato, disse ontem que o caos logístico está aumentando os ganhos dos países produtores de grãos que competem com o Brasil. "O preço está mais alto para pagar a conta logística brasileira, e o produtor americano está ganhando mais do que isso", exemplificou.

A rentabilidade da produção brasileira, em compensação, está caindo. "Hoje (a logística) está gerando uma perda para toda a cadeia. O produtor está ganhando menos, a trading, que já estava comprada, está perdendo, e o consumidor vai pagar mais pelo produto", argumentou.

A SLC Agrícola é uma das maiores proprietárias de terras e uma das maiores produtoras agrícolas do País em área cultivada de algodão, soja e milho. Segundo Pavinato, com os atuais custos logísticos, o Brasil não tem condições de competir no mercado de milho com Estados Unidos, Argentina e Europa.

Ele destacou que hoje o custo de transporte para levar o milho de Mato Grosso até o porto custa entre 50% e 60% do valor do produto. Na soja, esse porcentual está em, no máximo, 30%.

O executivo avaliou, ainda, que a maior volatilidade das cotações das commodities agrícolas, com o aumento do cultivo em áreas marginais, de maior risco climático, e o maior volume de negociação dos grãos no mercado financeiro, exige rigoroso controle das despesas. "O custo de fertilizantes tem oscilação muito grande ao longo do ano. Se você compra no período errado, fixa custo alto", explicou.

O executivo da SLC Agrícola afirmou que a empresa está reduzindo o ritmo de comercialização futura da safra 2013/14 em consequência dos altos preços do frete. "Está mais difícil vender por causa da superestimativa dos fretes." Para ele, no entanto, há uma tendência de reequilíbrio nos preços para transportar os grãos, com a adaptação à Lei dos Caminhoneiros e investimentos das empresas transportadoras. A empresa vende toda a produção de milho e soja na fazenda, de acordo com Pavinato.

O executivo afirmou que os preços atuais de milho e soja, em queda na comparação com o ano passado, correspondem a uma precificação de uma safra cheia nos Estados Unidos e no Brasil, mesmo movimento visto no período anterior, antes da seca diminuir a produção americana.

Na avaliação de Pavinato, há espaço para uma boa remuneração da produção de milho no Paraná, mesmo com a safra cheia, por causa da demanda existente das agroindústrias, especialmente em Santa Catarina.

A companhia projeta cultivar 310 mil hectares na safra 2013/14, ante 280 mil hectares no ciclo 2012/13. As três culturas (milho, soja e algodão) devem crescer em área plantada, mas a distribuição das culturas ainda não foi definida. O crescimento da área cultivada se dá sobre áreas adquiridas e que serão abertas pela SLC nesse ciclo, parcerias com produtores e arrendamentos.

Pavinato disse que a empresa continua a comprar terras, mas espera acomodação dos preços para novos negócios. A tendência, a longo prazo, é que o preço das terras continue subindo.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Governo admite 1º leilão de ferrovias só em novembro

27/08/2013 - Agência Estado

O governo federal não trabalha mais com a perspectiva de fazer o primeiro leilão de ferrovias, do trecho entre Açailândia (MA) e Barcarena/Vila do Conde (PA), em 18 de outubro, como divulgado no mês passado. A estimativa agora é que a licitação ocorra em novembro.

Em apresentação no Fórum de Líderes Empresariais (Lide), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou um quadro com o cronograma de concessões que indica a realização dos leilões de ferrovias entre novembro de 2013 e março de 2014, com a publicação dos editais entre setembro e janeiro. Quando o Programa de Investimentos em Logísticas (PIL) foi lançado, a sinalização era de que os certames aconteceriam entre maio e junho deste ano.

Em entrevista na semana passada ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o ministro dos Transportes, César Borges, disse que a publicação do edital, que era prevista para 19 de agosto, pelo cronograma mais recente, ainda dependia de aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro explicou que, entre os motivos para a demora do TCU em aprovar o edital, estava o fato de que o modelo de concessão previsto para as ferrovias dentro do PIL é novo, diferente das concessões ferroviárias existentes.

O novo modelo prevê que o concessionário responda pela construção e manutenção da via férrea, mas não ficará responsável pela operação dos trens, como ocorre nas concessões atuais. O governo comprará, por meio da estatal Valec, toda a capacidade de carga da ferrovia, que será posteriormente revendida aos interessados no transporte.

Portos, rodovias e ferrovias

No caso dos portos, os leilões agora estão previstos para entre dezembro e março, uma leve postergação ante o cronograma inicial, de novembro a fevereiro de 2014. Os editais estão previstos de outubro a janeiro.

Para as rodovias, o governo manteve a previsão mais recente, de realizar os leilões até dezembro. O primeiro está marcado para 18 de setembro.

A previsão para o leilão dos aeroportos de Galeão, no Rio de Janeiro, e Confins, em Minas Gerais, também foi mantida. Conforme o cronograma mais recente: setembro para a publicação do edital e outubro para o leilão. No início de agosto, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, afirmou que o leilão dos aeroportos Galeão (RJ) e Confins (MG) deveria ocorrer em 31 de outubro.

Durante o almoço com empresários, Mantega disse que as perspectivas de rentabilidade para as concessões dos vários setores de transportes que serão leiloados nos próximos meses são positivas. Segundo ele, a taxa interna de retorno (TIR) dos acionistas (alavancada) deve ficar entre 15% e 16% ao ano, em termos reais.

Ele respondeu às críticas de representantes do setor de transportes e potenciais investidores de que o governo não queria permitir uma rentabilidade alta aos investidores. Nós queremos e estamos empenhados que (os projetos) tenham rentabilidade alta e atraiam investidores, disse.

Segundo Mantega, a rentabilidade deixou de ser um ponto de questionamento depois que o governo elevou a taxa interna de retorno (TIR) estimada. Não vejo mais críticas nesse ponto, afirmou. No caso das rodovias, por exemplo, a TIR inicialmente era calculada em 5,5%, mas o valor foi elevado para 7,2%.

Mantega salientou que os investimentos em infraestrutura devem estimular a economia brasileira, além de melhorar a logística do País, que considerou atrasada e precisa ser melhorada.

Ferrovia deve atrair empresas para Zona de Processamento de Exportações

13/05/2013 - Jornal O Povo de Três Lagoas

Aprovada em 2011 e concluída no ano passado, a ZPE de Bataguassu ainda é apenas um terreno.

O ramal da Ferrovia Norte-Sul, que deve passar pelo Bolsão, vai estimular investidores e acelerar a ativação da Zona de Processamento de Exportações (ZPE) de Bataguassu, disse o prefeito Pedro Caravina (PSDB), durante audiência pública que tratou do projeto ferroviário, na Associação Comercial e Industrial de Dourados, na última segunda-feira. O ramal de Estrela D´Oeste até Panorama vai atravessar o rio Paraná na divisa de Brasilândia e passará por Santa Rita do Pardo e Bataguassu.

Representantes da Empresa de Planejamento Logístico S.A. (EPL) e o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, apresentaram o projeto inicial do traçado que passará por sete municípios de Mato Grosso do Sul. A previsão é de que todos os estudos sejam concluídos até o final do ano para licitação e início da obra em 2014, com previsão de conclusão em 2019. São 659 quilômetros de trilhos a um custo de R$ 4,1 bilhões.

O prefeito de Bataguassu disse ter ficado entusiasmado com o projeto, em razão do incentivo que significará para a ZPE, além do desenvolvimento de outras cadeias produtivas e de transportes. Pedro Caravina participou da audiência pública junto com o presidente da Associação Comercial de Bataguassu, Luiz Francisco dos Santos.

"É muito importante esse projeto para o desenvolvimento. Estamos pensando em geração de renda através de impostos (ICMS) e através de obras (ISS)", disse Caravina, ao ressaltar que a ZPE de Bataguassu é a única do Estado dentro do plano de prioridades do governo federal. Faltava fechar esse elo da logística, que é a ferrovia em um projeto intermodal. "A possibilidade de esse traçado ferroviário passar bastante próximo da ZPE facilitará o escoamento da produção desta zona de processamento de exportação. A região passará por uma grande transformação quando forem concluídas as instalações dos terminais intermodais".

Aprovada em 2011 e concluída no ano passado, a ZPE de Bataguassu ainda é apenas um terreno. Faltam as fábricas, que pelas regras atuais têm que produzir pelo menos 80% ao mercado externo, mas essa cota deve cair para 60%, o que tornará mais viável os investimentos já que a crise internacional tem puxado a produção para o mercado interno. O Brasil conta com 23 Zonas de Processamento de Exportação (ZPE), mas nenhuma delas, no entanto, existe efetivamente - a maior parte sequer saiu do papel. Apenas uma, no Acre, conta com infraestrutura básica pronta.

São seis as zonas de processamento de exportação que recebem atenção total do governo: Senador Guiomard (Acre), Bataguassu (Mato Grosso do Sul), Parnaíba (Piauí), São Gonçalo do Amarante (Ceará), Jaboatão dos Guararapes (Pernambuco) e Barcarena (Pará). Entre as demais, a principal aposta do governo é a ZPE de Bataguassu - a única dentre as 24 ZPEs que não pertence ao poder público, mas sim a um grupo de seis empresários.

A ZPE já recebeu R$ 5 milhões em investimentos, mas ainda espera obras de complementação da logística de transporte, como a melhoria do modal rodoviário e abertura de um canal fluvial até o rio Pardo. Outro ponto de atração de investimentos é a linha especial de financiamento, criando condições favoráveis para atrair empresas industriais e agroindustriais.

Concessão
De acordo com o diretor-geral da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, que participou da audiência, o uso da ferrovia será misto por vários operadores. Pelo modelo apresentado, a União delega a uma empresa a construção da ferrovia, depois compra a capacidade de operação. Depois disso, a Valec faz a subseção de direito de uso para as operadoras, que pagam a concessionária pelo direito de uso da estrutura. Isso permite que várias operadoras atuem no mesmo trecho. (www.facebook.com/nf365)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ferrovia deve atrair empresas para Zona de Processamento de Exportações

13/05/2013 - Jornal O Povo de Três Lagoas

Aprovada em 2011 e concluída no ano passado, a ZPE de Bataguassu ainda é apenas um terreno.

O ramal da Ferrovia Norte-Sul, que deve passar pelo Bolsão, vai estimular investidores e acelerar a ativação da Zona de Processamento de Exportações (ZPE) de Bataguassu, disse o prefeito Pedro Caravina (PSDB), durante audiência pública que tratou do projeto ferroviário, na Associação Comercial e Industrial de Dourados, na última segunda-feira. O ramal de Estrela D´Oeste até Panorama vai atravessar o rio Paraná na divisa de Brasilândia e passará por Santa Rita do Pardo e Bataguassu.

Representantes da Empresa de Planejamento Logístico S.A. (EPL) e o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, apresentaram o projeto inicial do traçado que passará por sete municípios de Mato Grosso do Sul. A previsão é de que todos os estudos sejam concluídos até o final do ano para licitação e início da obra em 2014, com previsão de conclusão em 2019. São 659 quilômetros de trilhos a um custo de R$ 4,1 bilhões.

O prefeito de Bataguassu disse ter ficado entusiasmado com o projeto, em razão do incentivo que significará para a ZPE, além do desenvolvimento de outras cadeias produtivas e de transportes. Pedro Caravina participou da audiência pública junto com o presidente da Associação Comercial de Bataguassu, Luiz Francisco dos Santos.

"É muito importante esse projeto para o desenvolvimento. Estamos pensando em geração de renda através de impostos (ICMS) e através de obras (ISS)", disse Caravina, ao ressaltar que a ZPE de Bataguassu é a única do Estado dentro do plano de prioridades do governo federal. Faltava fechar esse elo da logística, que é a ferrovia em um projeto intermodal. "A possibilidade de esse traçado ferroviário passar bastante próximo da ZPE facilitará o escoamento da produção desta zona de processamento de exportação. A região passará por uma grande transformação quando forem concluídas as instalações dos terminais intermodais".

Aprovada em 2011 e concluída no ano passado, a ZPE de Bataguassu ainda é apenas um terreno. Faltam as fábricas, que pelas regras atuais têm que produzir pelo menos 80% ao mercado externo, mas essa cota deve cair para 60%, o que tornará mais viável os investimentos já que a crise internacional tem puxado a produção para o mercado interno. O Brasil conta com 23 Zonas de Processamento de Exportação (ZPE), mas nenhuma delas, no entanto, existe efetivamente - a maior parte sequer saiu do papel. Apenas uma, no Acre, conta com infraestrutura básica pronta.

São seis as zonas de processamento de exportação que recebem atenção total do governo: Senador Guiomard (Acre), Bataguassu (Mato Grosso do Sul), Parnaíba (Piauí), São Gonçalo do Amarante (Ceará), Jaboatão dos Guararapes (Pernambuco) e Barcarena (Pará). Entre as demais, a principal aposta do governo é a ZPE de Bataguassu - a única dentre as 24 ZPEs que não pertence ao poder público, mas sim a um grupo de seis empresários.

A ZPE já recebeu R$ 5 milhões em investimentos, mas ainda espera obras de complementação da logística de transporte, como a melhoria do modal rodoviário e abertura de um canal fluvial até o rio Pardo. Outro ponto de atração de investimentos é a linha especial de financiamento, criando condições favoráveis para atrair empresas industriais e agroindustriais.

Concessão
De acordo com o diretor-geral da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, que participou da audiência, o uso da ferrovia será misto por vários operadores. Pelo modelo apresentado, a União delega a uma empresa a construção da ferrovia, depois compra a capacidade de operação. Depois disso, a Valec faz a subseção de direito de uso para as operadoras, que pagam a concessionária pelo direito de uso da estrutura. Isso permite que várias operadoras atuem no mesmo trecho. (www.facebook.com/nf365)

Empresa tenta reativar passeio de maria-fumaça

25/08/2013 - O Tempo

Em Média, 360 pessoas andam no trem em cada fim de semana

O Centro de Referência Ambiental e Turística (Crat) de Rio Acima, na região metropolitana da capital, tenta, na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), reativar o passeio turístico Trem das Cachoeiras, suspenso no início do mês.

O trajeto de maria-fumaça, em funcionamento há um ano na cidade, foi paralisado porque a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que detém a concessão para transporte de carga em vários trechos da malha Centro-Leste, decidiu desativar e devolver à ANTT 13 pontos da ferrovia. Desde que a agência deu o aval para a devolução, o passeio foi suspenso.

O Crat solicitou à ANTT que permita que o passeio continue a ser oferecido até setembro, quando o trecho será desabilitado. Além disso, a empresa já trabalha para que o projeto turístico seja mantido mesmo sem a participação da FCA.

De acordo com o empresário Flávio Iglesias, dono do Crat, a cada fim de semana sem circular, uma média de 360 visitantes são impedidos de fazer o passeio. "O maior prejuízo é para a cidade, população, bares, restaurantes e hotéis". Em julho deste ano, 1.284 pessoas andaram na maria-fumaça.

Resposta. A assessoria da FCA explicou que abriu mão dos trechos porque, a partir de estudos de mercado, constatou que eles não atendem os interesses dos usuários do transporte ferroviário de carga. A ANTT informou que, pela devolução dos trechos, a FCA terá que investir R$ 760 milhões na malha Centro-Leste, acrescidos de 15% a título de vantagem para o setor público.

Fonte: Jornal O Tempo - MG

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Acordo permite compatibilizar Rodoanel com Ferroanel em SP

23/08/2013 - Revista Ferroviária

Na última quinta-feira (22/08), o ministro dos Transportes, César Borges, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinaram um acordo para compatibilizar a obra do Rodoanel Norte de São Paulo com o Ferroanel Norte, o acordo tem valor de R$ 332,8 milhões.

A sinergia entre as duas obras resultará em uma economia estimada em R$ 1,3 bilhão e reduzirá o impacto social e ambiental dos dois empreendimentos, que devem compartilhar áreas de canteiros de obras.

As obras do rodoanel estão sendo desenvolvidas pelo governo paulista, com recursos do governo federal.  O Ferroanel está no Programa de Investimentos em Logística (PIL) do governo federal. O empreendimento será licitado pela União para dar a concessão à iniciativa privada que fará as obras.

As obras do rodoanel Norte estão em andamento desde março de 2013 com previsão de conclusão de 36 meses, enquanto a publicação do edital de concessão do Ferroanel está prevista para o início de 2014, sendo assim não há previsão de data para o início das obras.

Para compatibilizar os empreendimentos, foram necessárias alterações no planejamento e na execução das obras do Rodoanel Norte. Trata-se de elementos que não foram anteriormente considerados no planejamento da obra rodoviária já que o traçado geométrico do Ferroanel ainda não tinha sido definido. Essas alterações envolvem terraplenagem, drenagem, proteção de taludes e aterros ao longo do eixo da rodovia, que terá 44 quilômetros, mas segundo o Governo de São Paulo, haverá pouca alteração no traçado original do Rodoanel porque a faixa de domínio é larga o suficiente para receber a rodovia e a ferrovia, lado a lado. Os serviços serão executados em uma única etapa para servir as duas obras.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Leilão de Açailândia-Barcarena deve atrasar 15 dias

22/08/2013 - Reuters

O cronograma do leilão de concessão da ferrovia entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA) deverá atrasar em cerca de 15 dias, disse nesta quarta-feira à Reuters uma fonte que acompanha de perto o assunto.

Inicialmente, o leilão do trecho estava previsto para 18 de outubro. Esse cronograma, porém, contemplava a publicação do edital na última segunda-feira, o que não ocorreu porque os estudos econômicos relativos à concessão ainda estão sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU).

A concessão desse trecho de ferrovia de 457 quilômetros é a primeira de um pacote de 11 mil quilômetros de novas ferrovias que o governo pretende licitar.
Segundo a fonte, a demora do TCU para analisar o processo deve-se, principalmente, ao fato de o modelo de concessão das ferrovias ser diferente do padrão adotado nas rodovias, por exemplo, ou das ferrovias que já estão sob gestão privada.

O modelo proposto pelo governo, inédito no país, prevê que o concessionário construa e cuide da gestão dos trilhos, mas não caberá a ele operar os trens que circularão na via, como ocorre nas concessões de ferrovias existentes.

No casos atuais, O governo comprará 100 por cento da capacidade de carga da concessão e a revenderá aos interessados em operar os trens.

União recebe propostas de criação da Ferrovia do Frango

29/07/2013 - G1

O Governo Federal recebeu nesta segunda-feira (29) as propostas para elaboração do projeto de viabilidade técnica, econômica e ambiental da Ferrovia de Integração, também conhecida como Ferrovia do Frango. A ferrovia deve ligar o Oeste e Leste de Santa Catarina e irá facilitar o transporte de diversos produtos.

 Dez consórcios e uma empresa apresentaram as propostas para a criação da ferrovia. A Valec, empresa pública responsável pela execução de obras ferroviárias, vai analisar a documentação de habilitação de cada uma das concorrentes.

Após a análise de habilitação serão julgadas as propostas técnicas, e por último, o preço de cada proposta. O prazo de execução de todo processo deve durar três meses.

A então empresa vencedora da licitação vai elaborar estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, estudo este que definirá também opções de traçado e características específicas da ferrovia. O prazo para conclusão deste estudo é junho de 2015. Só então, após a entrega deste estudo, é que haverá uma nova licitação para decidir qual empresa executará as obras.
A Ferrovia do Frango, além de facilitar o transporte de produtos catarinenses e nacionais, vai permitir assim o escoamento da produção, desafogando as rodovias.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Governo estuda opção mais barata para substituir o TAV

15/08/2013 - O Globo

Especialistas e técnicos do próprio governo defendem que o Trem de Alta Velocidade (TAV) seja substituído por um trem de média velocidade, ligando Rio, São Paulo e Campinas. Um modelo deste tipo poderia reduzir o custo do projeto à metade. Além de ser um empreendimento mais barato, haveria mais concorrentes, já que um trem-bala exige alta tecnologia e infraestrutura específica, com domínio restrito a um grupo de seis empresas do mundo.

Para se ter uma ideia de custo, dados do mercado sobre a iniciativa do governo de São de Paulo de implementar cinco linhas de média velocidade, ligando as regiões metropolitanas da capital paulista a Campinas e Santos (160 quilômetros), é de R$ 9,2 bilhões. O empreendimento será tocado pelo regime de Parceria Público-Privada (PPP) e está em fase inicial. O custo da linha São Paulo-Jundiaí, que está mais avançado, é estimado em R$ 3 bilhões. O TAV está orçado pelo governo federal em R$ 38 bilhões.

— Um trem de média velocidade, ligando cidades do Vale do Paraíba, poderia desafogar a Dutra e estimular o desenvolvimento regional — disse um técnico do governo.

Para o advogado Rodrigo Matheus, especialista em serviço público e licitações, a alternativa deveria ser levada em conta, diante dos últimos questionamentos sobre a qualidade do serviço público e a questão da mobilidade urbana. É uma decisão política.

Ele disse não acreditar que o leilão do TAV, que foi adiado por um ano, pelo menos, seja realizado ainda no atual governo, próximo às eleições, porque toda a execução da obra ficaria para quem assumir o governo seguinte. Por isso, disse, não faz sentido a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) desenvolver o projeto executivo do TAV, que custará R$ 900 milhões.

— Não é razoável. Não pelo custo do projeto executivo, mas pelo cenário político, que é complicado — destacou.

— O risco de seguir em frente com o projeto é enorme — emendou Henrique Motta Pinto, especialista em direito regulatório do escritório Sampaio Ferraz.

Custo do projeto executivo tem valor de 2008

Ele lembrou que, mesmo depois de o governo ter assumido todo o risco da infraestrutura do TAV e eliminado da licitação o critério da menor tarifa, não apareceram interessados. Destacou ainda que o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou os estudos de viabilidade econômica da concessão com ressalvas.

Segundo a EPL, a estimativa do custo do projeto executivo foi calculada com base na complexidade da obra. Segundo a empresa, um projeto executivo de padrão internacional tem custo entre 2% e 5% do valor total. O preço considera valores de 2008, quando o empreendimento fora orçado em R$ 28 bilhões.

Leia também:

Governo analisa inclusão da ferrovia MT/PA no Plano Nacional

16/08/2013 - Mídia News

Comitiva apresentou o projeto de ligação ao ministro dos Transportes, César Borges

O Governo Federal analisará a inclusão da ligação ferroviária entre os estados de Mato Grosso e Pará no Plano Nacional Ferroviário. Na tarde desta quinta-feira (15), comitiva mato-grossense apresentou o projeto ao ministro dos Transportes, César Borges, que confirmou interesse da União na proposta.

Segundo o ministro, em função da dimensão territorial de Mato Grosso, o investimento em logística é essencial para o escoamento da produção. Após conhecer o projeto de ferrovia MT/PA, disse que se reunirá com o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, para debater a proposta e já solicitou ao deputado estadual José Riva (PSD), idealizador do projeto, agendamento de audiências com todos investidores (grupos americanos, chineses, árabes e russos) interessados em implantar a ligação ferroviária.

Representantes de um grupo americano, inclusive, já se reuniram com o governador Silval Barbosa (PMDB) e com o deputado Riva, onde revelaram a intenção de investir Brasil. A ferrovia MT/PA consta em uma das intenções do Grupo.

Além de Riva, integraram a comitiva que apresentou o projeto ao ministro, o governador Silval Barbosa, o senador Jayme Campos (DEM), os deputados federais Eliene Lima (PSD), Wellington Fagundes (PR), Júlio Campos (DEM), Nilson Leitão (PSDB), o estadual Pedro Satélite (PSD) e o vice-prefeito de Sorriso, Ederson Dalmolin (PR).

De acordo com o ministro César Borges, o Governo Federal tem se empenhado para promover mais investimentos ferroviários e inclusive o assunto é tema de debates constantes com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, com o próprio Bernardo Figueiredo e grandes empresas.

"Se já possuem investidores dispostos a executar a obra, o caminho é mais rápido. Vou conversar com o Bernardo Figueiredo (Pres. EPL) sobre o assunto e enquanto isso, aguardamos o anti-projeto da ferrovia para posteriormente, agendarmos audiência com os investidores para poder inserir o projeto no Plano Nacional de Viação Ferroviária. Conseguiremos resolver se o problema for apenas à licença para a construção da ferrovia", afirmou o ministro.

Um dos motivos que levaram o ministro a se interessar pelo projeto foi devido à ligação ferroviária partindo de Água Boa até Barcarena, no Pará. "O porto de Barcarena já possui instalações necessárias e dentro de dez anos, será o grande porto brasileiro, desafogando o de Santos e Paranaguá".

Apesar da prioridade do Governo Federal ser a conclusão ferrovia Norte-Sul, que está em fase de construção há mais de 20 anos, o ministro disse que em Mato Grosso, a União que concluir o asfaltamento da BR-163 até Santarém, no Oeste do Pará e a BR-158, e agora analisa a ferrovia MT/PA.

Para o deputado Riva, o projeto que nasceu há dois anos em seu gabinete ganha ainda mais força e após a reunião com o ministro, está próximo de ser construído. "Atualmente, Mato Grosso produz 40 milhões de toneladas dentro dos oito milhões de hectares. Com a inclusão do Araguaia, teríamos mais 20 milhões sendo produzidos nos 4 milhões de hectares disponíveis na região. Mostramos a viabilidade do projeto ao ministro e afirmamos que não haverá custos para a União, pois existem investidores interessados e a obra será feita por Parceria Público Privada (PPP). Agora, vamos conversar com o governo do Pará, mostrar os avanços alcançados para posteriormente, buscarmos empresa para fazer um estudo mais aprofundado e incluir a proposta no Plano Nacional Ferroviário", explicou o parlamentar.

O governador Silval Barbosa enalteceu o projeto elaborado pela Assembleia Legislativa e destacou que toda logística que for trabalhada no Estado ainda essencial. "Por isso, estamos buscando alternativas para obter melhor infraestrutura e esta ferrovia será importante para o escoamento da produção. Contamos com o apoio do Governo Federal e o ministro mostrou-se entusiasmado. Mato Grosso é um Estado em que tudo que se faz, precisa-se de mais, pois é altamente produtivo e que aumenta sistematicamente em produção, crescendo 10% ao ano".

A bancada federal de Mato Grosso presente na audiência garantiu empenho para que o projeto seja incluído no Plano Nacional Ferroviário. O senador Jayme Campos (DEM) se comprometeu a liderar o trabalho de articulação em Brasília, após ter conseguido agendar o encontro com o ministro dos Transportes.

Ferrovia

O projeto de ligação ferroviária MT/PA foi elaborado no gabinete do deputado Riva, com traçado partindo de Água Boa até Barcarena, no nordeste paraense. Também é analisada a possibilidade da ferrovia seguir do município mato-grossense até Marabá, no sudeste do Pará, dando acesso a ferrovia do aço e de lá ao porto de Itaquí no Maranhão. A ligação seria viabilizada com a construção de dois ramais, um até o porto de Vila do Conde (Barcarena) foz do rio Amazonas e outro até o porto de Espadarte (em Curuçá), porto de mar, que está em projeto de implantação. Lideranças políticas e empresariais de Sorriso solicitaram a inclusão do município na ferrovia por meio de um ramal.

Ao todo, mais de 20 municípios de Mato Grosso e Pará serão beneficiados com o traçado ferroviário de 1,6 mil km de trilhos, melhorando a qualidade de vida de mais de dois milhões de pessoas.

"O próprio Estado do Pará já discute a possibilidade de investir R$ 1 bilhão nessa ferrovia. Mato Grosso não pode ficar preso a um modelo nacional de ferrovia, por isso a importância de um projeto próprio devido a sua dimensão territorial e capacidade de produção. O traçado ferroviário será viabilizado e vejo nesse projeto a grande redenção do sul do Pará que é forte em minério e da região Araguaia de Mato Grosso, que é uma das maiores áreas disponíveis para a produção de grãos do mundo", concluiu Riva.

Fonte: Mídia News 

MRS e ALL fazem exigências para devolução de trechos

21/08/2013 - Valor Econômico 

A FCA já confirmou a devolução de 13 trechos. Desses, seis foram considerados viáveis e serão cedidos permitindo maior capacidade e eficiência.

Um ano depois de anunciar o pacote de concessões de ferrovias, o governo federal enfrenta a resistência de concessionárias para o novo modelo do setor. Como parte dos trechos que está indo a licitação já está nas mãos da iniciativa privada, o Planalto tem que negociar com as empresas para retomar a malha e relicitá-la sob novas regras. Agora, América Latina Logística (ALL) e MRS Logística estão fazendo exigências para abrir mão de seus contratos.

Na prática, a ideia do governo era retomar esses trechos e relicitar a outros concessionários sob contratos que eliminem o monopólio sobre a via e que tenham mais obrigações de investimento. Com isso, o Planalto calcula que o pacote recebam melhorias de R$ 91 bilhões, sendo a maior parte concentrada em cinco anos.

No caso da MRS, o governo quer retomar o trecho de acesso a Santos. Hoje, para acessar o maior porto do país, as outras concessionárias dependem das operações da MRS, o que gera conflitos de interesse. Por isso, o Planalto busca retomar o trecho. No futuro, essa via fará parte da mesma concessão que tem o objetivo de viabilizar o Ferroanel em torno da cidade de São Paulo.

Mas a MRS resiste em abrir mão do contrato. Para devolver o "filé mignon" das estradas de ferro em São Paulo, a MRS exige que as ferrovias que continuarem com ela tenham sua concessão renovada em 30 anos. O governo não aceitou. Em meio às negociações, o governo chegou até a anunciar que havia desistido da ideia. "A primeira ideia era isso [a devolução], a gente tinha conversado com eles [MRS], e eles estariam de acordo. Mas a gente percebeu que não precisa nem vale a pena", disse Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), em dezembro do ano passado. Mas as conversas continuam em andamento. Não se fala mais em indenizações para a MRS.

No caso da ALL, a empresa aceitou conversar com o governo, mas ainda faz exigências. Há dois trechos da ALL em negociação: o de Mairinque (SP) a Porto Alegre (RS) e o acesso ferroviário ao porto de Santos. A empresa já chegou a falar em indenização. Publicamente, diz que está aberta para negociar "sempre com equivalência econômica", ou seja, com contrapartidas. "Estamos começando a conversar a respeito. Mas nosso raciocínio é simples. A devolução passa por uma questão de reequilíbrio, então a gente pode devolver ou não", disse recentemente o diretor de relações com investidores da ALL, Rodrigo Campos.

Ele afirmou ainda que a contrapartida pode ser por meio de uma indenização. "Todo processo de negociação passa por uma indenização ou qualquer desenho equivalente a isso. Temos todo interesse em conversar, mas obviamente que a devolução vai acontecer se houver equivalência econômica, ou não vai acontecer", disse. Apesar disso, a ALL se mostra de acordo com a ideia de um novo modelo para as ferrovias, principalmente no acesso a Santos. "Acho que é um negócio que faz muito sentido, mas se [a empresa] não estiver confortável, vai ficar como está."

Apesar de as negociações continuarem nos casos de ALL e MRS, o governo já conseguiu convencer a Vale a devolver trilhos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA, subsidiária da mineradora) que entraram no pacote das novas concessões. Segundo o Ministério dos Transportes, a ideia foi "viabilizar a execução de investimentos que não seriam possíveis com o contrato vigente". "O contrato, firmado com a FCA há 17 anos, não exige investimentos na atual ferrovia, ocasionando degradação e ausência de modernização da estrutura", diz comunicado enviado pelo ministério.

A FCA já confirmou a devolução de 13 trechos. Desses, seis foram considerados viáveis e serão cedidos permitindo "maior capacidade e eficiência". Em troca, receberá uma cota de operação nos novos trechos. Em outros sete trechos, a FCA considerou como antieconômicos e vai converter os valores que seriam destinados à recuperação em investimentos na malha viável. O montante será de R$ 760 milhões acrescidos de 15%. "Os investimentos serão diluídos ao longo do período de concessão de maneira a garantir a estabilidade econômico- financeira da companhia", diz a FCA.

Fonte: Valor Econômico 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

TAV tem orçamento de R$ 267 milhões para 2014

16/08/2013 - Ministério dos Transportes

O ministro dos Transportes, César Borges, garantiu nesta sexta-feira (16/8) que o governo federal está empenhado na elaboração do projeto executivo do Trem de Alta Velocidade (TAV) com o limite orçamentário de R$ 267 milhões para 2014. Segundo ele, o valor de R$ 1 bilhão noticiado por alguns órgãos de imprensa é uma estimativa. "Não haverá esse gasto no governo da presidenta Dilma com o projeto, nem de longe. Isso não existe, é uma estimativa bastante elevada. Vamos buscar todas as formas e maneiras possíveis de reduzir esse valor ao máximo possível", ressaltou.

Neste ano, o custo da licitação em andamento pela Empresa de Planejamento e Logística S.A. (EPL) para a escolha da gerenciadora do projeto oscila entre R$ 60 e R$ 70 milhões. César Borges reiterou a necessidade do Trem de Alta Velocidade para um importante eixo do país, ligando as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. Sobre a prorrogação do processo licitatório, o ministro lembrou que a decisão não atrasa o cronograma total e a previsão para entrada de operação do TAV em 2020.

sábado, 17 de agosto de 2013

Ferrovia entre BH e Bahia pode custar até R$ 12 bilhões

21/07/2013 - Jornal O Tempo

Trem ligará capital à região metropolitana de Salvador e traçado será definido em audiência pública. Nova linha férrea terá extensão total de 1.419 quilômetros, passando por 26 municípios em Minas Gerais e 25 na Bahia

Por Juliana Contijo

Começa na próxima terça-feira a fase de audiências públicas do projeto da ferrovia que vai ligar Belo Horizonte a Candeias, na região metropolitana de Salvador (BA), que pode consumir investimentos de R$ 10,66 bilhões a R$ 12,158 bilhões, segundo projeto de engenharia da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O custo, baseado em estudos preliminares, varia de acordo com o traçado.

Segundo a agência, a reunião participativa vai acontecer em Feira de Santana (BA), às 14h. O objetivo do encontro é permitir que a sociedade local possa contribuir com o projeto, que será concedido à iniciativa privada pelo Programa de Investimento em Logística, do governo federal.

Em entrevista à TV NBR, o superintendente de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Cargas da ANTT, Jean Mafra dos Reis, disse que a intenção é que a licitação seja concluída até o final deste ano e que o contrato possa ser assinado ainda no primeiro semestre de 2014.

Ele explicou que a fase de audiências públicas é importante para que seja definido o traçado.

A agência já encerrou o prazo para sugestões online e por escrito, chamada de fase de tomada de subsídio.

O superintendente ressaltou que a ferrovia, que irá ligar o Nordeste ao Sudeste do país, irá beneficiar o transporte de cargas de vários setores, com destaque para petróleo e derivados, minério de ferro, contêineres e, eventualmente, grãos.

Mais Minas. Na última sexta-feira, a Superintendência de Infraestrutura de Serviços de Transporte Ferroviário de Carga (Sufer) da ANTT realizou, em Ponte Nova, Zona da Mata mineira, reunião para colher contribuições aos estudos preliminares que serão utilizados no processo de concessão à iniciativa privada do trecho ferroviário compreendido entre Uruaçu (GO) e Campos (RJ), que vai cortar a região. Os investimentos previstos para essa ferrovia variam de R$ 19 bilhões a R$ 28 bilhões.

A futura ferrovia Minas-Bahia poderá se encontrar com trecho da sonhada ferrovia no Norte de Minas, conforme a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. Para isso, está sendo desenvolvido pelo consórcio DB Internacional GmbH estudos de viabilidade econômica e o desenvolvimento de uma nova logística de infraestrutura ferroviária, que devem ser concluídos ainda neste ano.

O principal objetivo é ampliar o escoamento de produtos daquela região, incluindo minério de ferro e outras commodities produzidas em Minas. Conforme a secretaria, até o momento, o estudo sugere a construção de um trecho ferroviário no Norte de Minas para ser conectado à FCA, mas as definições ainda dependem da conclusão do projeto. Não há previsão de custos e de investimentos.

Fonte: Jornal O Tempo

Restauração do galpão da Madeira-Mamoré está na fase final, em RO

02/08/2013 - G1 RO

Projeto passará por vistoria do Iphan antes de ser entregue oficialmente. Museu será construído no complexo, em Porto Velho, para preservar história.

Por Halex Frederic

A obra de recuperação do galpão do Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), em Porto Velho, que conta com a antiga oficina, girador e rotunda, já está na fase final. De acordo com a concessionária Santo Antônio Energia (SAE), o local deverá receber um museu para preservar as histórias dos profissionais que trabalharam na construção do complexo, peças e locomotivas. O galpão recuperado receberá uma vistoria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) e, somente após a avaliação e aprovação, será feita uma licitação para construir o museu.

Giovani Barcelos, arquiteto do Iphan é responsável por acompanhar as obras no local e contou ao G1 que o galpão passou por uma reestruturação geral, compreendendo a troca de telhas danificadas, modificação na estrutura metálica oxidada e enferrujada, reestruturação do piso, implantação de um novo sistema de drenagem e recebimento de uma nova pintura no local.

A revitalização do espaço foi entregue provisoriamente na quarta-feira (31) para o Iphan, de acordo com Barcelos. Representantes do instituto deverão vistoriar as reformas que foram feitas na área para analisar se estão dentro dos parâmetros corretos de preservação estabelecidos. "O Iphan vai analisar o local. Se houver algum erro na obra, a empresa terá um prazo de 90 dias para se adequar e entregar a obra dentro dos conformes", explica.

A conclusão da obra de restauração do galpão, que iniciou em 2012 e teve um investimento de R$ 8,5 milhões, estava prevista para ser entregue em abril deste ano, mas deverá ser concluída este mês. O coordenador de sustentabilidade da SAE, Alexandre Queiroz, explicou que empecilhos como período de chuva e características do trabalho e segurança motivaram o atraso da entrega do projeto em alguns meses.

Museu

Giovani informou que, paralelo à revitalização e recuperação do galpão, está sendo construído um museu de preservação da história do complexo da EFMM com exposição de peças usadas nas locomotivas e oficina. O projeto museológico - que consiste em definir qual é conceito do museu e temas que serão abordados - está pronto.

Atualmente, a construção do museu está passando pelo projeto executivo, que delimitará que tipo de peça é mais adequado para fazer a estruturação do empreendimento, levando em conta aspectos como segurança e preservação. A previsão de conclusão desta fase é para agosto deste ano.

Após os projetos serem concluídos, a concessionária abrirá o processo de licitação para, então, uma empresa construir fisicamente o museu. Com a conclusão do projeto, o espaço será entregue à Prefeitura de Porto Velho, que será responsável pela gestão e administração do local.

Fonte: Do G1 RO

Trem ligará capital a Sorocaba em 50 minutos

12/07/2013 - O Estado de SP

O trem que vai ligar São Paulo a Sorocaba fará 54 viagens por dia, com intervalo de 15 minutos entre um trem e outro e velocidade comercial de 160 km/h. Uma das exigências do edital de licitação será o preço da tarifa inferior ao custo de uma viagem de carro entre as duas cidades e competitiva com o valor da passagem de ônibus. O custo do projeto deve ficar próximo de R$ 6 bilhões.

Essas são algumas das conclusões do projeto funcional do Trem Regional São Paulo-Sorocaba que será apresentado nesta sexta-feira, 12, pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Os técnicos da empresa prestarão esclarecimentos sobre os serviços técnicos de engenharia e meio ambiente para a elaboração de projetos básicos e executivos aos interessados em participar da licitação, que deve ser lançada até o final do ano.

As audiências públicas serão realizadas na capital, às 10 horas, e em Sorocaba, às 15 horas.

O Trem Regional fará o percurso de 87,6 km entre o interior e a capital em cerca de 50 minutos. A linha terá via dupla e o traçado deve ser paralelo ao eixo da Rodovia Castelo Branco. Estão previstas quatro estações e atendimento também aos moradores de São Roque, no meio do percurso, onde haverá uma estação.

Demanda. O projeto do trem regional faz parte de um programa do governo paulista de retomar o transporte de passageiros sobre trilhos e desafogar o trânsito nas estradas do Estado. Com investimentos de R$ 18,5 bilhões, será construída uma malha férrea interligando também as regiões de Santos e Jundiaí à capital paulista por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).

As duas cidades já são ligadas pelos trilhos da CPTM. Quando completo, o sistema de trens regionais poderá transportar perto de 500 mil passageiros diariamente.

Ainda há o projeto do governo federal do trem de alta velocidade (TAV) ligando Campinas, São Paulo e Rio.

Fonte: O Estado de S. Paulo
Publicada em:: 12/07/2013

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

EPL habilita Consórcio Geodata Italferr para gerenciar projetos do Trem de Alta Velocidade (TAV)

01/08/2013 - EPL

A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) anunciou, nesta quarta-feira (31/07), o nome do consórcio habilitado para gerenciar e integrar os trabalhos das empresas responsáveis pelo projeto executivo do Trem de Alta Velocidade (TAV). Após análise de propostas por preço e técnica pelo RDC Presencial 003/2013, a comissão de licitação da EPL classificou o consórcio Geodata Italferr. A fase de habilitação teve início no dia 18 de julho. O resultado da análise da documentação será publicado no Diário Oficial da União, em data a ser definida.

O projeto executivo da Estrada de Ferro EF-222, que ligará as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, será segmentado para a contratação de várias empresas projetistas. A empresa gerenciadora acompanhará o desenvolvimento dos projetos executivos de engenharia, como túneis, pontes, via permanente, estações, pátios de manutenção e de estacionamento, que serão desenvolvidos pelas empresas contratadas. Após a contratação, a EPL estima um prazo de seis meses para a contratação das empresas projetistas e mais 12 meses para elaboração do projeto executivo.

Exigências

A gerenciadora deve ser capaz de estabelecer requisitos técnicos, avaliar e aprovar os projetos e as metodologias construtivas propostas, coordenar as ações de distintas especialidades e, principalmente, promover a integração entre as diferentes disciplinas e suas interfaces.

A empresa também deve propor formatos e modelos de contratação dos serviços de engenharia de projetos, o que exige engenharia multidisciplinar.

Fonte: EPL
Publicada em:: 01/08/2013

Preço da passagem do trem-bala poderá chegar a até R$ 650, aponta consultoria

01/08/2013 - O Globo

Leia: Leilão do trem-bala deve ser adiado mais uma vez - Folha de SP

SÃO PAULO e BRASÍLIA - O preço médio da passagem do trem de alta velocidade (TAV) para ir do Rio a São Paulo poderá custar o dobro dos R$ 262 previstos no relatório oficial do projeto. Estudo da consultoria Bain & Company, feito a pedido do GLOBO, mostra que se a demanda pelo trajeto não crescer ao ritmo de 4,4% anuais, também como previsto no relatório oficial, e sim na velocidade atual de 3,2% ao ano, a tarifa média para andar no TAV teria de saltar para R$ 525 (variando de R$ 400 na classe econômica até R$ 650 na executiva).

— Se não for esse o preço, o investimento não será viável. Isso ocorre porque a demanda e a tarifa estão intimamente ligadas e, também, porque 80% da estrutura de custos para a construção deste trem é formada pelo custo de capital, que é um gasto fixo — explicou Fernando Heil Martins, sócio da consultoria e responsável pelo braço de pesquisas logísticas da Bain.

Data do leilão está mantida

O estudo oficial, que é distribuído pelo governo aos possíveis candidatos em fazer o investimento, tem como base projeções "bastante otimistas" e considera, por exemplo, que o TAV vai abocanhar a maior parte dos passageiros que hoje optam por ir e vir de carro e ônibus. Ocorre que, mesmo levando em conta o preço médio de R$ 262 estimado pelo governo, o custo para ir de automóvel ou de ônibus é muito mais em conta. As passagens do transporte coletivo variam de R$ 80 a R$ 150, o que equivale ao custo médio de R$ 115. A projeção do gasto com carro é mais difícil de fazer, já que o consumo de combustível é variável de um modelo para outro, além de levar quantidades distintas de passageiros.

Para dar outro exemplo do otimismo no conteúdo do relatório oficial do governo, Martins cita que, uma das páginas do relatório diz que dos 50,3 milhões de passageiros estimados para fazer o trajeto Rio-São Paulo em 2025, 6,3 milhões farão de ônibus, 7,7 milhões de carro e 36,3 milhões de TAV. Para ter uma base de comparação, em 2014 são esperados 31,4 milhões de passageiros, sendo que 12,4 milhões devem percorrer as estradas de ônibus e outros 18,9 milhões de carro.

— Sobre a projeção para 2025, ocorre que o preço do trem de alta velocidade, de acordo com a projeção oficial e que é a mais otimista, será 70% mais alto que o ônibus (R$ 115). Isso põe em dúvida, mais uma vez, o tamanho da demanda estimada pelo governo — detalha Martins.

Outras questões como a falta de interligação das estações do TAV com a malha metroviária ou rodoviária das capitais paulista e fluminense pesarão ainda mais no bolso do passageiro. Em São Paulo, a estação será localizada no Campo de Marte, zona norte de São Paulo. No Rio, estará no em Barão de Mauá.

O ministro dos Transportes, Cesar Borges, reafirmou ontem que o edital do leilão do trem- bala está mantido para o dia 19 de setembro e informou que o acidente com o trem da estatal espanhola Renfe não impede a empresa de participar da licitação, porque o problema não ocorreu em sistemas de alta velocidade. O edital proíbe a participação de empresas com acidentes, envolvendo vítimas fatais nos últimos cinco anos. Outro grande interessado no empreendimento, segundo o governo, é um grupo francês.

BNDES e Correios serão sócios do trem-bala

06/08/2013 - Valor Econômico / Gazeta do Povo

A menos de duas semanas para o leilão do trem-bala que prevê interligação entre Rio, São Paulo e Campinas, cuja entrega de propostas está marcada para o dia 16, o governo divulgou ontem uma das medidas consideradas essenciais pelo setor privado para o sucesso da concorrência.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) esclareceu os detalhes da participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos Correios na estruturação de capital empreendimento. A carta de participação do banco define que a BNDESPar, braço de participação financeira da instituição, terá até 20% do capital social da futura concessionária do trem-bala ou 30% do equity da sociedade de propósito específico (SPE) - "dos dois valores, o que for menor".

O valor "mínimo" da participação do BNDES foi fixado em R$ 100 milhões e a concessionária terá que aderir a padrões de governança equivalentes ao do Novo Mercado da BM&FBovespa abrir capital. A participação dos Correios não estabelece condições mínimas ou valor a ser investido, mas destaca que a estatal "intenciona participar da concessão" por meio de associação com vencedores.

O presidente da empresa, Wagner Pinheiro, disse recentemente que os Correios querem ter uma fatia de até 5% no capital da futura concessionária. Segundo ele, isso pode garantir à estatal o direito de transportar encomendas expressas no trem, otimizando o serviço de entregas no eixo Rio-São Paulo.

O compromisso firme do governo de entrar como sócio dos vencedores da licitação do trem-bala era a última etapa que faltava para que os investidores possam fechar suas propostas. A entrega dos envelopes está prevista para quarta-feira da semana que vem, mas há uma corrente no governo que defende o adiamento para depois das eleições presidenciais de outubro de 2014.

Se o leilão de fato ocorrer, são grandes as chances de que pelo menos um dos consórcios realmente apareça. O grupo francês, liderado pela Alstom e pela operadora estatal SNCF, aguardava o compromisso sobre a entrada de "sócios estratégicos" para desenhar sua oferta no leilão.

Os espanhóis também pretendiam apresentar uma proposta, mas a situação ficou indefinida após o acidente ferroviário em Santiago de Compostela, com dezenas de vítimas fatais. O governo espanhol pediu formalmente o adiamento do leilão e ainda se vê obrigado a explicar que o trem acidentado não era de uma linha de alta velocidade - o que o excluiria de participação.

A presidente Dilma Rousseff ainda não tomou uma decisão. O ministro dos Transportes, César Borges, disse está mantida. Questionado sobre a possibilidade de adiamento, ele afirmou que "não faz ideia" de onde podem ter partido os comentários. "Mas o que está havendo em relação ao projeto é mera especulação", disse.

De acordo com o ministro, a viabilização do trem-bala tem sofrido por "desinformação" de setores contrários ao projeto, cujo custo é estimado pelo governo em R$ 38 bilhões, conforme números atualizados. Ele destacou que a maior parte dos recursos partirá da iniciativa privada.

O vencedor da concorrência pagará à União, ao longo dos 40 anos de contrato, ao menos R$ 30 bilhões como valor de outorga. Esse dinheiro ajudará no pagamento das obras de construção da infraestrutura.

Caixa, BB, Funcef e Petros também serão sócios do trem-bala

SÃO PAULO - Além do BNDES e dos Correios, o consórcio vencedor do projeto do trem de alta velocidade (TAV) contará com a parceria societária de Caixa Econômica Federal, BB Banco de Investimentos e os fundos de pensão Funcef e Petros.

Os quatro são signatários de uma carta enviada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em que dizem que poderão ter até 49% do capital social da concessionária.

O retorno alvo aceito é de 8,5% ao ano, mais o IPCA. As instituições pedem, ainda, que haja regras de governança condizentes com a do Novo Mercado, nível mais alto da BM&FBovespa.

Os investidores declaram que têm interesse em participar da concessão "através de associação com os vencedores das licitações, conforme as condições listadas e respeitadas as respectivas instâncias decisórias de cada Investidor Signatário", diz carta enviada ao governo.

A participação de empresas brasileiras com poder de investimento era esperada pelos consórcios internacionais para a efetiva participação no projeto.

Na segunda-feira, a ANTT divulgou carta de intenções de participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos Correios na estruturação de capital empreendimento. A carta de participação do banco define que a BNDESPar, braço de participação financeira da instituição, terá até 20% do capital social da futura concessionária do trem-bala ou 30% do equity da sociedade de propósito específico (SPE) u2014 "dos dois valores, o que for menor".

Gazeta do Povo

BNDES e Correios querem ser sócios do trem-bala

Após rumores surgidos no alto escalão do governo, ministro dos Transportes e EPL dizem que cronograma está mantido

O governo federal formalizou ontem a intenção do BNDES e dos Correios de atuarem como sócios no consórcio vencedor da licitação do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre Campinas e Rio de Janeiro. O leilão está marcado para 19 de setembro. O ministro dos Transportes, César Borges e o presidente da Empresa Pública de Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, reiteraram publicamente o cronograma, após rumores surgidos no alto escalão do governo sobre um novo adiamento – o quarto em seis anos.

Também ontem, a diretora de Regulação e Concorrência da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Martha Seillier, afirmou, em evento no Rio, que o edital de concessão do aeroporto do Galeão, no Rio, deve incluir cláusulas relacionadas à integração do terminal com a futura estação do trem-bala. O leilão do aeroporto está previsto para outubro e a publicação do edital, setembro.

A participação do BNDES no projeto do TAV seria uma resposta à queixa de empreendedores sobre a ausência de um parceiro brasileiro no negócio. O custo estimado do projeto ultrapassa os R$ 30 bilhões. Em carta enviada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o banco informou que poderá eventualmente participar com até 20% do capital social da beneficiária ou 30% da parcela de capital próprio (equity) da concessão, o que for menor. O valor mínimo da participação é R$ 100 milhões. Os Correios não deram detalhes sobre sua participação.

Integração

Entre os aspectos que podem constar nos editais de concessão do aeroporto Tom Jobim está a localização da estação do trem-bala e a gestão da renda de exploração da estação intermodal. "O TAV é importante para os aeroportos e vice-versa. Na época do primeiro leilão, não havia estudos suficientes e hoje a EPL tem discutido com as concessionárias de Viracopos e Guarulhos", afirmou Martha Seillier.

Os aeroportos também integravam o trajeto apresentado para o trem-bala no projeto anunciado em 2007 pelo ex-presidente Lula. A previsão, na época, era de inauguração em 2016, para aproveitar o fluxo de passageiros da Olimpíada. Desde então, o projeto já foi adiado duas vezes e na terceira tentativa o edital não atraiu empresas interessadas.

O projeto ainda enfrenta resistências da oposição, de especialistas e até no governo – a avaliação de alguns de seus integrantes é de que o alto custo seria questionado na campanha presidencial do próximo ano. Para evitar o desgaste, a solução seria adiar o leilão para 2016.

Licitação

Leilão passa por "avaliação política", diz Figueiredo (Folhapress)

O presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, disse ontem que a realização do leilão do trem-bala está passando por uma "avaliação política", mas, que, por enquanto, o certame está mantido.

"O governo tem de avaliar politicamente diversos fatores, como o acidente na Espanha e a denúncia sobre cartel [em licitações públicas do metrô em São Paulo]. Mas a orientação [sobre cancelamento ou não] deve vir do Ministério dos Transportes e, por enquanto, para nós está valendo o que está escrito", disse ele em São Paulo, após participar do Congresso Brasileiro do Agronegócio.

O acidente de trem na Espanha, no mês passado, pode dificultar a participação da empresa espanhola Renfe na concorrência. Isso porque um item do edital do trem-bala no Brasil diz que a operadora precisa declarar que "não participou da operação de qualquer sistema de TAV [Trem de Alta Velocidade] onde tenha ocorrido acidente fatal, no período de comprovação indicado [cinco anos], por causas imputáveis à operação do sistema".

A Ferrovia sem trilhos

04/08/2013 - Surgiu

A obra que prometia mudar a cara da logística no Nordeste se transformou em um poço de complicações. A obra que prometia mudar a cara da logística no Nordeste se transformou em um poço de complicações.

"Incluída entre as prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ferrovia de integração Oeste-Leste envolverá investimentos estimados em R$ 6 bilhões até 2012″, informa a voz que narra o vídeo institucional sobre a construção da ferrovia que promete ligar a cidade de Ilhéus, na Bahia, a Figueirópolis, no Tocantins. "A obra será executada em duas etapas: a primeira terá início em Ilhéus e vai até o município de Barreiras, no oeste da Bahia, num total de oito lotes. O lote 1F parte do Terminal de Ilhéus, onde ficará o terminal de descarga geral, que terá uma capacidade estimada entre 5 a 68 milhões de toneladas ao ano".

Depois de descrever a chuva de deslumbramentos sobre a região, que inclui três pólos industriais, uma ponte de 2,9 quilômetros sobre o Rio São Francisco (a maior ponte ferroviária do Brasil) e dois terminais multimodais, o locutor avisa que a obra "vai abrir uma nova alternativa logística para os portos no nordeste brasileiro, fazendo ainda a integração com outros pólos do país". Uma música encerra a profecia: "Na imensidão do cerrado, nas distâncias do agreste, é o progresso acelerado com a ferrovia oeste-leste".

Afinado com o tom do vídeo, o então presidente Lula avisou, em 10 de dezembro de 2010, durante o palavrório na cerimônia de assinatura das ordens de serviço dos quatro lotes do primeiro trecho da ferrovia, que seu governo "ensinou ao país que é possível trabalhar com dois objetivos ao mesmo tempo": "O Brasil ora decidia se queria fazer ferrovia, ora decidia se queria fazer rodovia. Nunca se pensou que era mais interessante pro Brasil a gente tê a ferrovia, a gente tê a rodovia e a gente tê a hidrovia (sic)" (a discurseira começa aos 0:45 do vídeo abaixo).

Segundo Lula, a Oeste-Leste estaria pronta em 30 de julho de 2013.

Neste 2 de agosto, três dias depois da inauguração prometida pelo ex-presidente, a Oeste-Leste não tem sequer um metro de trilho instalado. Uma reportagem publicada pelo Valor Econômico nesta quinta-feira, revela que "nos primeiros 500 quilômetros do traçado, que ligam Barreiras a Caetité, a ferrovia praticamente não existe". Segundo a reportagem, embora todos os lotes do primeiro trecho tenham empreiteiras contratadas desde 2010, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a paralisação das obras depois de constatar "estudos ambientais capengas e projetos de engenharia que não paravam de pé". No trecho entre Caetité e Ilhéus, embora as empreiteiras tenham retomando os trabalho, só 21,5 % do total previsto foi concluído.

Diante do fiasco, o governo postergou a entrega do trecho Caetité-Ilhéus para dezembro de 2014 e, entre Barreiras e Caetité, para o fim de 2015. A reportagem informa, entretanto, que tanto engenheiros quanto o governo baiano não acreditam no novo cronograma. "Sabemos das dificuldades", confessou ao Valor Eracy Lafuente, coordenador de acompanhamento de políticas de infraestrutura do governo da Bahia. "A promessa de entregar o trecho de Ilhéus até o fim de 2014 está muito apertada. Do jeito que a obra está, só sai mesmo em meados de 2015″.

Caso a previsão se concretize, Dilma Rousseff conseguirá a façanha de terminar o seu governo sem inaugurar nenhum trecho de ferrovia. E o Brasil real, ao contrário do Brasil Maravilha, continuará com uma malha rodoviária em frangalhos, sem hidrovias e sem ferrovias.

Fonte: Surgiu

Ferrovia em Cuiabá: o sonho não acabou

12/08/2013 - Mídia News

Projeto inicia sem concluir os 200 km que faltam para chegar a Cuiabá

Opinião: Rodrigo Rodrigues

A ferrovia idealizada pelo engenheiro Domingos Iglesias, e abraçada politicamente pelo senador Vicente Vuolo, começa finalmente a operar em Rondonópolis.

Vários acontecimentos marcaram esta saga de homens abnegados e sonhadores. Cada um, em dado momento, foi crucial para realização deste "sonho quase impossível".

Da ideia original de Iglesias, que prontamente o senador Vuolo transformou em sua bandeira política, já se passaram mais de três décadas. Foram anos e anos de lutas e embates políticos, que contaminaram as gerações seguintes.

Um dos maiores entraves para chegada da ferrovia em Mato Grosso era a ponte rodoferroviária em Aparecida do Taboado, divisa de Mato Grosso do Sul com São Paulo. Outro obstáculo foi o lobby dos políticos do estado de Goiás, que pressionava pela mudança do traçado, fazendo um giro no Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul, para cidade de Rio Verde, Goiás.

Se os políticos goianos tivessem tido êxito, o trem não estaria apitando em Rondonópolis. Poderia até chegar a Mato Grosso, mas não no tempo que chegou.

O ex-deputado Pedro Lima, tendo esta visão de que se o traçado fosse alterado para Rio Verde, teríamos que esperar mais dez anos, organizou um movimento juntamente com os políticos de Mato Grosso do Sul, na cidade de Costa Rica.

Participaram deste manifesto cinco deputados federais e dezoito deputados estaduais de Mato Grosso do Sul, além é claro do prefeito da cidade anfitriã. Do nosso estado estiveram presentes os prefeitos de Guiratinga, Joaquim Doido; de Alto Garças, Sossó; de Alto Araguaia, Edson Brandão; de Alto Taquari, Lairton Sperandio; de Rondonopolís, o hoje deputado estadual Jota Barreto; o ex-deputado Hermes de Abreu; e na condição de presidente do sindicato rural de Alto Araguaia, o deputado federal Homero Pereira; e é claro, o idealizador do encontro, Pedro Lima.

O movimento ganhou força e musculatura com a presença do vice-governador de Mato Grosso, Edison de Freitas (PMDB). Fundador do MDB, e ex-prefeito da cidade de Jales, São Paulo, Dr. Edison tinha um ótimo transito entre os políticos paulistas, e emprestou todo seu prestigio ao evento, mobilizando parte da bancada paulista, inclusive o ex-governador Mario Covas, de quem era amigo e companheiro do velho MDB de São Paulo.

Deste movimento saiu a "carta de Costa Rica", e a garantia da manutenção do traçado original.

O outro encontro que foi de suma importância para a consolidação da vinda da ferrovia para Mato Grosso, se deu em Alto Araguaia, com a presença do governador de São Paulo, Mario Covas (PSDB) e de Mato Grosso, Dante de Oliveira (PDT). Neste encontro Covas se comprometeu com a nossa causa, viabilizando a construção da ponte rodoferroviária em Aparecida.

Havia naquele momento um interesse muito grande por parte dos tucanos em cooptar Dante, o que mais tarde acabou acontecendo.

É importante lembrarmos, a cada apito do trem, da importância de homens como Domingos Iglesias, Vicente Vuolo, Edison de Freitas, Pedro Lima, Mario Covas e Dante de Oliveira.

Faço esse relato para tentar motivar os jovens e as novas lideranças políticas, a comprarem essa briga e não deixar que sonho da ferrovia em Cuiabá morra nos barrancos do rio vermelho.

Ao contrario de que alguns dizem, a ferrovia em Cuiabá é viável sim. Em todo mundo a estrada de ferro foi ponta de desenvolvimento, levando o progresso, aqui tentam inverter esta lógica.

Parte de nossas lideranças, principalmente do médio norte e norte do estado, lutam para trazer a ferrovia do centro oeste, a FICO, com 1.065 km de distancia, a um custo de mais 6 bilhões. Esta ferrovia
vem de Goiás, e passará distante de Cuiabá indo para o município de Lucas do Rio Verde. Mas ninguém, nenhuma liderança da região de Cuiabá se apresenta para defender esta cidade hospitaleira e acolhedora. "Neste momento, o vale do rio Cuiabá não tem representantes de peso. Estamos órfãos de lideranças. O sonho da ferrovia em Cuiabá esta escorrendo por entre nossos dedos, perdendo de goleada para a realidade capitalista que irá atender a meia dúzia de fazendeiros de soja"

É um tremendo contrassenso iniciar um projeto de mais de mil quilômetros, sem antes concluir os 200 da Ferronorte que faltam para chegar a Cuiabá. Mais que contrassenso: é um absurdo sem tamanho, é uma afronta aos cuiabanos.

Isto deixa claro que neste momento o vale do rio Cuiabá não tem representantes de peso. Estamos órfãos de lideranças. O sonho da ferrovia em Cuiabá esta escorrendo por entre nossos dedos, perdendo de goleada para a realidade capitalista que irá atender a meia dúzia de fazendeiros de soja. Até entendo o empenho do senador Blairo Maggi em prol da FICO, pois o mesmo tem negócios na cidade de Lucas, mas os parlamentares cuiabanos, ou que tem base eleitoral aqui, não podem ser omissos, e devem urgentemente encampar esta luta.

O vale do rio Cuiabá é composto pelos municípios de Chapada dos Guimarães; Rosário Oeste; Poconé; Nossa Senhora do Livramento; Barão de Melgaço; Santo Antonio do Leverger; Nobres; Acorizal; Jangada; Planalto da Serra; Nova Brasilândia; nossa capital e sua irmã gêmea Várzea Grande. Estas cidades representam quase 40% do eleitorado mato-grossense, ou seja, disparado o maior colégio eleitoral, com uma população de quase um milhão de pessoas, e um PIB de mais de dez bilhões.

A chegada da ferrovia no vale do rio Cuiabá irá atender também a região Oeste, a grande Cáceres, que por uma "maldade" de determinados agentes públicos, a serviço dos empresários do ramo de combustíveis, inviabilizaram a hidrovia do rio Paraguai. A dificuldade de logística e falta de políticas de incentivos, estagnaram a economia naquela região. Portanto os benefícios não serão só para Cuiabá e região, fomentará o desenvolvimento também na fronteira.

Os cuiabanos são um povo simples, do bem, receptivo e de boa índole, mas é chegada a hora de exigir o que é nosso por direito, convocar nossos irmãos da grande Cáceres, para caminharmos juntos nesta luta, que poderá ser nossa redenção econômica, e o fim da miséria, que cresce ano a ano.

Este é momento de deflagrarmos este movimento "pró vale do rio Cuiabá", dando forte indicativo que só iremos votar em quem tiver o compromisso com esta causa, afinal somando os eleitores das duas regiões, Cuiabá e Cáceres, somos mais de 60 %, ou seja, a maioria absoluta, e não podemos ficar à mercê da vontade de uma minoria, que visa apenas interesses pessoais. Como diz o ditado: estamos com a faca e o queijo na mão. E a hora é agora!

Rodrigo Rodrigues é jornalista e analista político.

Fonte: Midia News

domingo, 4 de agosto de 2013

Nova ferrovia passará em 25 cidades do Paraná

12/07/2013 - Paranashop

O traçado escolhido para a ferrovia possui extensão de aproximadamente 989 km, e atravessa 33 municípios, dos quais 25 estão localizados no Paraná e 08 em Mato Grosso do Sul

Para debater a questão da concessão à iniciativa privada dos trechos ferroviários que liga os municípios de Maracajú (MS), à Lapa (PR), será realizada em Curitiba nesta sexta-feira (12), uma reunião pública por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Os trechos ferroviários integram o Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançado pelo governo federal em agosto de 2012. A reunião servirá de base para a discussão e o recebimento de contribuições da sociedade.

O traçado escolhido para a ferrovia possui extensão de aproximadamente 989 km, e atravessa 33 municípios, dos quais 25 estão localizados no Paraná e 08 em Mato Grosso do Sul. Ao longo da obra será necessário transpor diversos cursos d'água, e em sua maior parte, essas transposições deverão ocorrer por obras e dispositivos de drenagem. O tempo estimado de implementação da obra é de 60 meses e o investimento total previsto de R$ 7,3 bilhões.

Recentemente o prefeito de Guaíra, Fabian Vendruscolo (PT), esteve em Brasília, para apresentar à ANTT uma proposta de adequação ao projeto original. "Guaíra é a porta de entrada do estado do Paraná e há a necessidade de fazer uma pequena adequação dentro do traçado da ferrovia no perímetro urbano da cidade", explicou. De acordo com Fabian, a medida se torna necessária, pois, a partir do traçado, o município pode contar com estrutura de regulação do fluxo de cargas do Paraguai e Mato Grosso do Sul aos portos do Paraná e São Paulo. O prefeito apresentou o conceito de plataforma logística de forma a tornar o porto intermodal, com a construção da linha férrea no perímetro urbano e ponte ferroviária.

Para o primeiro-vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), que participará da reunião, o modal ferroviário busca expandir a capacidade de transporte da malha ferroviária nacional, "é preciso resgatar a ferrovia como alternativa logística e reduzir o custo do transporte", completou.

Vargas apoia o projeto do prefeito de Guaíra, sustentando que a alteração no traçado ao perímetro urbano, possibilitará maior controle das cargas, sendo que o município é um ponto de importante acesso ao porto de Paranaguá.

De acordo com a ANTT, a participação social é importante por assegurar aos cidadãos sua manifestação democrática em políticas públicas e no processo de tomada de decisões que possam impactar suas vidas, bem como objetivam estreitar o relacionamento entre as instituições públicas e a sociedade.

No Paraná, a ferrovia interceptará os municípios de Guaíra, Terra Roxa, Nova Santa Rosa, Maripá, Toledo, Cascavel, Tupãssi, Catanduvas, Ibema, Guaraniaçu, Nova Laranjeiras, Campo Bonito, Laranjeiras do Sul, Cantagalo, Marquinho, Candói, Goioxim, Irati, Guarapuava, Fernandes Pinheiro, Inácio Martins, Palmeira, Porto Amazonas, Balsa Nova e Lapa.

A reunião acontece no Hotel Promenade (Rua Mariano Torres 976 - Centro de Curitiba), no salão Aureum. às 9h.

No período da tarde, Vargas estará em Campo Largo para a entrega de máquinas retroescavadeiras a 23 cidades do Paraná e depois em Jaguariaíva para o lançamento da pedra fundamental do novo campus do Instituto Federal do Paraná – IFPR.

Fonte: Paranashop

Traçado de nova ferrovia no Pará é definido

06/07/2013 - Agência Brasil

Primeiro leilão de ferrovias do programa de investimentos do governo está previsto para outubro

Esta é a primeira ferrovia que será concedida pelo Programa de Investimentos em Logística, que prevê a construção de 11 mil quilômetros de ferrovias. O governo anunciou ontem (5) a conclusão das consultas públicas sobre o trecho. Os estudos técnicos, a minuta do edital e dos contratos devem ser enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU) até o dia 15 deste mês e no dia 19 de agosto o edital deve ser publicado.

O edital do trecho entre Açailândia e Barcarena servirá de modelo para os demais trechos que serão licitados. A expectativa do governo é que todos os editais sejam lançados neste ano e, até o fim do primeiro bimestre do ano que vem, os 13 trechos ferroviários previstos no Programa de Investimentos em Logística sejam concedidos à iniciativa privada. Os próximos trechos deverão ser licitados em outubro: entre Lucas do Rio Verde (MT) e Uruaçu (GO) e entre Estrela d'Oeste (SP) e Maracaju (MS).

"Isso é importante para nós porque retoma algo que consideramos fundamental para o país, que é a reestruturação da malha ferroviária. Reiniciamos isso com o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], mas o Estado não tem condições de fazer isso sozinho, tanto por questões econômicas quanto por questões de gestão. Achamos que a iniciativa privada é fundamental nesse processo para nos ajudar nos investimentos, na gestão e na celeridade dessas obras", disse a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

A ferrovia vai passar por 11 municípios nos estados do Maranhão e do Pará. Segundo o ministro dos Transportes, César Borges, o trecho é importante porque complementa a Ferrovia Norte-Sul, permitindo a saída de grãos pelo Norte do país, o que economizará cerca de seis dias de viagem e aliviará os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). A Ferrovia Norte-Sul deverá estar concluída no final de 2015.

"A Norte-Sul será uma grande coluna vertebral brasileira para levar as cargas do Centro-Oeste, em especial os grãos da safra de soja, para que possam ser escoados por meio do Porto de Vila do Conde, já próximo do Equador, portanto, com a vantagem competitiva muito grande para chegar aos mercados da Europa, ao mercado asiático, porque estará próximo ao Canal do Panamá e também ao mercado americano", disse.

O modelo de licitação que será adotado nos próximos leilões de ferrovias prevê que o concessionário do trecho será dissociado do responsável pelos transportes. A Valec (estatal criada para administrar as ferrovias federais) vai comprar a capacidade integral do transporte das ferrovias e fazer a oferta pública dessa capacidade para os usuários que quiserem transportar carga própria a operadores ferroviários independentes e a concessionários de transporte ferroviário que podem adquirir parte da capacidade das ferrovias.

O concessionário será responsável pela construção, manutenção e gestão da infraestrutura pelo prazo de 35 anos. A empresa que vencer a concessão deverá garantir uma determinada capacidade durante o período contratual, atingindo 34,5 milhões de toneladas por ano ao final da concessão. A taxa interna de retorno (TIR) do projeto foi fixada em 8,5%.

O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse que não houve diminuição no interesse de investidores em projetos de infraestrutura no Brasil por causa da conjuntura econômica. "Os investidores que têm interesse nesse programa não são os investidores da Bolsa [de valores], são investidores de longo prazo. Não se percebeu nenhuma mudança nem de ânimo nem de requisitos de condições extras para atrair, pelo contrário"

O Programa de Investimentos em Logística foi lançado em agosto do ano passado, com previsão de investimentos de R$ 91 bilhões em ferrovias via parceria público-privada. O governo acrescentou mais um trecho aos 12 que tinham sido divulgados: entre Feira de Santana (BA) e Parnamirim (PE), chegando até a Ferrovia Transnordestina, com cerca de 1,1 mil quilômetros, totalizando 11 mil quilômetros.

Fonte: Agência Brasil

Governo libera R$ 600 milhões para a ferrovia

10/07/2013 - Valor Econômico

Após muitas negociações, o governo federal liberou no mês passado R$ 600 milhões referentes ao contrato de construção da Transnordestina, ferrovia de 1.728 quilômetros que passará pelos Estados de Pernambuco, Piauí e Ceará e atingirá dois portos - Suape (PE) e Pecém (CE).

O repasse, oriundo do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), principal fonte financiadora do projeto, possibilitou a retomada das obras em alguns trechos da ferrovia, de propriedade da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Conforme informação do Valor, governo e CSN chegaram em fevereiro a um acordo para a revisão dos valores previstos, mas o contrato ainda não foi assinado. Segundo fontes a par das negociações, a formalização depende de alguns poucos detalhes.

Pelo novo acordo, o valor do projeto passa de R$ 5,4 bilhões para R$ 7,5 bilhões, um reajuste de 38%. A primeira cifra anunciada para a ferrovia, em 2005, previa R$ 4,5 bilhões.

Antes da revisão, o contrato previa que 49,3% dos R$ 5,4 bilhões seriam financiados com recursos do FDNE. Outros 15,2% viriam do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor). Ambos são fundos federais.

A CSN entraria com 25%, sendo metade do próprio caixa e metade via financiamento do BNDES. A Transnordestina Logística, empresa controlada pela CSN, contrataria outros 41,5% com o BNDES e pouco mais de 3% com o Banco do Nordeste. O restante viria de uma participação da estatal Valec.

A expectativa da CSN, companhia do empresário Benjamin Steinbruch, era de que o novo contrato alterasse a composição acionária do projeto, porém a informação não foi confirmada.

Além dos valores, foram alterados os prazos para a conclusão das obras, que estão sendo tocadas pela Odebrecht. A nova previsão para o trecho entre Eliseu Martins (PI) e Suape ficou para 2015. Já a ligação entre Salgueiro (PE) e Pecém foi fixada para 2016.

Procurada, a CSN não se manifestou sobre o assunto.

Fonte: Valor Econômico
Publicada em:: 10/07/2013