quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Produtores querem que ferrovia Senador Vuolo chegue até Lucas do Rio Verde

29/11/2016 - Cenário MT

Após a sinalização positiva para a expansão da Ferrovia Senador Vicente Vuolo (antiga Ferronorte), para ligar Rondonópolis a Cuiabá, produtores integrantes da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja) afirmaram que a expansão da ferrovia só até Cuiabá não irá resolver nada.

Edeon Vaz Ferreira, diretor executivo de movimento Pró-Logística da associação, em entrevista ao site Circuito MT, disse que quanto mais ferrovia tiver no Estado, melhor, porém o modal precisa se estender até Lucas do Rio Verde, a 282 km de Cuiabá.

“Teria que se estender até Lucas do Rio Verde, porque lá teríamos um grande entroncamento ferroviário. Lá viabilizamos a Ferrovia Centro-Oeste, que vai de Campi Norte (norte/sul) até Lucas do Rio Verde, tem a Ferrogrão que vai ligar na primeira etapa Lucas do Rio Verde a Miritituba e a segunda etapa até Sinop. No futuro, haverá um grande entroncamento ferroviário que permitiria você levar a carga para o Norte, para Santos, para o Maranhão e Nordeste”, pontuou.

Com essa expansão, a ferrovia traria emprego, trabalhadores e os municípios próximos, como Nova Mutum, Sorriso, Ipiranga seriam beneficiados pela proximidade da linha ferroviária.

“Os anéis ferroviários não são dentro da cidade, são fora da cidade, como é o caso de Rondonópolis. Somente levar a ferrovia até a capital eu não vejo grandes vantagens”, afirmou Edeon.

Atualmente, a malha ferroviária brasileira, transporta cerca de 30 milhões toneladas de produção, 14 milhões só em Mato Grosso. Com o projeto de modernização e expansão da malha, a meta é chegar a 75 milhões de toneladas transportadas, sendo que o Estado seria responsável por 25 milhões.

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) Blairo Maggi, em uma visita a Cuiabá disse que desconhece a nova sinalização (até Lucas do Rio Verde), pois segundo ele, ainda não teve acesso aos estudos.

“Eu não tive acesso ainda aos estudos, mas quanto mais você interiorizar as ferrovias, melhor. Quem que vai querer ser contra isso? ”, analisou.

O terminal intermodal de cargas de Rondonópolis foi inaugurado em setembro de 2013. Existem outros três terminais: Alto Taquari, Alto Araguaia e Itiquira. Esta é a única ferrovia de Mato Grosso.

Segundo o Fórum Pró-Ferrovia, pelo primeiro estudo realizado, financiado pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e Governo Federal, realizado pela Universidade de Santa Catarina, o investimento para a expansão do modal gira em torno de R$ 2,5 bilhões para trazer 280 km de ferrovia de Rondonópolis a Capital.

sábado, 5 de novembro de 2016

Novo traçado da Ferrovia Litorânea é apresentado

01/11/2016 - DN Sul

O projeto de interligação ferroviária, complementando a rede logística que atende o sul do Brasil, a chamada Ferrovia Litorânea, pode ter uma quarta proposta de projeto, além das três que hoje estão em análise pelo Dnit. Estas propostas foram apresentadas pelo coordenador geral de obras ferroviárias do Dnit, Marcelo Almeida Pinheiro Chagas nesta segunda-feira no Fórum de presidentes das regionais Sul e Extremo Sul da Facisc. No encontro, realizado na Acic, em Criciúma, além do setor empresarial, atraiu políticos, como os deputados federais Edson Bez de Oliveira, Ronaldo Benedet, e os deputados estaduais Ricardo Guidi e Vicente Caropreso. Para analisar essa quarta proposta será marcada uma nova reunião, com a Valec e Dnit para novamente discutir o traçado ideal para a Ferrovia Litotânea. A ideia é que a reunião seja feita ainda em novembro. 

Na reunião desta segunda-feira o representante do Dnit apresentou os três projetos que hoje já estão sendo analisados para a execução dos dois lotes da ferrovia que ligará Imbituba a Itajaí, margeando as cidades do litoral catarinense. O projeto foi dividido em Lote 1 Imbituba/Tijucas e o Lote 2 Tijucas/Araraquari, ambos totalizando 247 quilômetros. A realização da obra, que já custou R$ 17 milhões, tem enfrentado as dificuldades pela passagem na área indígena do Morro dos Cavalos. 

Considerando esta situação, o Dnit tem analisado três alternativas, uma margeando a rodovia, passando pelo Morro dos Cavalos, outra com túnel também pelo Morro dos Cavalos e uma terceira, que sairia completamente da área da Funai, avaliada em R$ 16 bilhões, desviando dessa área, com 55 km de túneis. A estas três opções, pode somar-se uma quarta proposta, onde a ferrovia se uniria à região oeste e dali seguindo para Itajaí. Inicialmente estima-se que deve reduzir em aproximadamente R$ 4 bilhões o custo da obra. 

Na reunião desta segunda-feira o representante do Dnit apresentou os três projetos que hoje já estão sendo analisados para a execução dos dois lotes da ferrovia que ligará Imbituba a Itajaí, margeando as cidades do litoral catarinense. O projeto foi dividido em Lote 1 Imbituba/Tijucas e o Lote 2 Tijucas/Araraquari, ambos totalizando 247 quilômetros. A realização da obra, que já custou R$ 17 milhões, tem enfrentado as dificuldades pela passagem na área indígena do Morro dos Cavalos. 

Considerando esta situação, o Dnit tem analisado três alternativas, uma margeando a rodovia, passando pelo Morro dos Cavalos, outra com túnel também pelo Morro dos Cavalos e uma terceira, que sairia completamente da área da Funai, avaliada em R$ 16 bilhões, desviando dessa área, com 55 km de túneis. A estas três opções, pode somar-se uma quarta proposta, onde a ferrovia se uniria à região oeste e dali seguindo para Itajaí. Inicialmente estima-se que deve reduzir em aproximadamente R$ 4 bilhões o custo da obra.