quinta-feira, 22 de abril de 2010

Deu vazio nas licitações da Norte-Sul



22/04/2010 - Revista Ferroviária

Nenhuma empresa compareceu às sessões públicas promovidas pela Valec, na semana passada, para receber propostas para licitações, do tipo concorrência pública e menor preço, em dois trechos da Ferrovia Norte-Sul: EF Carajás-Anápolis e Araguaina-Guarai.
Considerando que não houve nenhum candidato às concorrências, a Valec está avaliando com seu corpo jurídico se novas licitações serão abertas ou se poderão fazer contratações diretas (sem licitação).
As licitações eram para obras e serviços de adequação (como instalação do canteiro, terraplenagem, drenagem, entre outros) nos trechos da Norte-Sul para atender os termos de entrega e recebimento antes que os trechos fossem entregues para operação pela Vale.
Um dos editais era para o trecho EF Carajás-Anápolis, especificamente no subtrecho entre Porto Franco (MA) e Araguaína (TO). E o outro para o trecho entre Araguaína (TO) e Guaraí (TO) e acesso ao pátio de Guaraí (TO).

terça-feira, 20 de abril de 2010

Transcontinental começa ser definida



19/04/2010 - Só Notícias

O processo para construção da ferrovia Transcontinental começa a ser colocado em prática pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) que lançou alguns avisos de licitações, no Diário Oficial. Conforme a publicação, no dia 14 de junho, às 10h, as empresas interessadas em prestar serviços de levantamento, resgate e monitoramento arqueológico durante as obras da ferrovia para o trecho de Campinorte (GO) a Lucas do Rio Verde deverão entregar as propostas até às 10h, no Núcleo dos Transportes, em Brasíllia. O edital da concorrência estará disponível a partir do dia 23 de abril.
Para a contratação da empresa de engenharia que fará a elaboração do projeto de desapropriação e apoio nos trabalhos de desapropriação - as propostas deverão ser entregues no dia 15 de junho, às 10h, também no núcleo de transportes em Brasília. Para este, o edital completo também estará disponível a partir do dia 23 deste mês.
Já o dia 16 de junho será voltado para o envio das propostas para a concorrência que determinará a empresa de engenharia que irá elaborar o projeto básico de implantação da ferrovia no trecho Água Boa - Lucas do Rio Verde. A entrega também deverá ser feita às 10h no núcleo dos transportes.
Conforme Só Notícias informou, a ferrovia ligará o Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país. Audiências têm sido realizadas para debater a implantação da ferrovia. A primeira foi em Lucas do Rio Verde, mês passado. No final de semana, foi em Água Boa. O plano do governo é investir R$ 6 bilhões na ferrovia que pode ficar pronta até 2014 e escoará parte da safra agrícola de Mato Grosso proporcionando maior economia, no frete, aos produtores.

Edital do TAV pode ser votado dia 28



20/04/2010

O processo do edital do Trem de Alta Velocidade São Paulo-Rio-Campinas está no gabinete do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, que deve elaborar um parecer para submeter o processo a votação em plenário.
Os processos são votados nas quartas-feiras, mas nesta semana não será possível devido ao feriado de Tiradentes, 21 de abril. Não existe uma data prevista para a votação do processo do TAV. A expectativa é que ele faça parte da pauta da próxima semana, 28 de abril.
Desde março o processo está no TCU, aguardando liberação para a publicação do edital.  O prazo regimental de liberação por parte do TCU é 19 de maio.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pronto estudo dos trens de Sorocaba e Santos



19/04/2010 - Revista Ferroviária


Na próxima segunda-feira (26), a secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) entrega ao governo de São Paulo o relatório preliminar sobre a viabilidade dos trens regionais da capital paulista para Santos e Sorocaba.
A via que será utilizada pelos trens ainda não está definida, mas a secretaria está conversando com a ALL para utilizar as mesmas linhas que a operadora. Segundo o secretário adjunto dos Transportes Metropolitanos e coordenador do estudo de vialibidade, João Paulo de Jesus Lopes, as linhas estão dentro da faixa da CPTM e não teria problema o uso, já que a ALL também utiliza trechos pertencentes à CPTM.
A ideia inicial é que os trens sejam operados pela CPTM, mas isso será definido em estudos posteriores. Assim como o tipo de trem e bitola. Uma das definições apresentadas por Lopes é que os trens devem circular com velocidade média entre 120 e 130 km/h.
“Os técnicos da secretaria e da CPTM estão fazendo diversas consultas no Brasil, Europa, Estados Unidos e Canadá sobre o material rodante e as novas tecnologias que permitam velocidades maiores”.
Em relação aos custos de implantação, João Paulo explica que devem variar de acordo com o trajeto definido. “Os valores podem ser correspondentes à implantação de uma linha de metrô ou até metade, vai depender do percurso adotado”.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Odebrecht aponta indefinições no TAV



15/04/2010 - Folha de São Paulo

O responsável pela gestão corporativa da Odebrecht Infraestrutura, Carlos Hermanny, disse hoje, no 1º Encontro Empresarial Bric-Ibas, no Rio, que ainda há muitas indefinições em torno do projeto do trem de alta velocidade que ligará as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.
O projeto, que ainda não tem previsão de licitação, faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
"O maior pleito do ponto de vista dos investidores é que é preciso ter um pouco mais de segurança em alguns parâmetros. Qual vai ser o volume de passageiros do trem de alta velocidade? Não sei dizer. E qual é a tarifa ideal para nós trabalharmos? Também não sei", afirmou Carlos Hermanny, que apontou ainda o alto risco geológico e ambiental do trem-bala.
Ele defendeu a proposta de que o governo assuma parte do risco envolvido no projeto. "Isso é absolutamente normal. Dentro de determinadas faixas de tráfego, o risco fica conosco. Se extrapolar [fica com o governo]", disse à imprensa.
Mais cedo, em palestra no evento, Hermanny tinha citado a modelagem das concessões como um dos obstáculos aos investimentos no Brasil. Para ele, é preciso dar mais garantias de receitas aos investidores. Ele criticou ainda a alta taxa de juros, a demora no licenciamento ambiental, a dificuldade de se apresentar garantias e a falta de regras claras para as parcerias público-privadas.
O executivo não quis comentar, porém, se esses fatores pesaram na decisão da Odebrecht de não participar do leilão da usina de Belo Monte, no rio Xingu, que deve ter apenas dois consórcios participantes.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Empresas ganham tempo para analisar trem-bala



13/4/2010
O Globo

BRASÍLIA. O governo federal está disposto a ampliar o prazo para entrega das propostas para construção do trem de alta velocidade (TAV), entre São Paulo e Rio. Com isso, o julgamento da concorrência ficará para o segundo semestre, representando mais um atraso na obra. O modelo de edital do trem-bala prevê um prazo de 60 dias para apresentação das propostas, mas as empresas interessadas na obra consideram pouco tempo para formatar toda a documentação.
   
Segundo um ministro que participa das negociações, o governo vai levar em conta a complexidade da obra: - Não é um choro individualizado.
   
É uma avaliação geral das empresas interessadas.
   
A expectativa do governo é que até o fim deste mês o Tribunal de Contas da União (TCU) conclua a avaliação técnica do edital e do projeto básico do TAV.
O processo está no TCU desde dezembro do ano passado. Se esse prazo for cumprido, o Palácio do Planalto deverá lançar o edital no mês de maio - mês para o qual o leilão estava marcado na última previsão oficial.
   
Em sua primeira citação no PAC, o leilão estava previsto para fevereiro de 2009.
   
Com 511 quilômetros de extensão, o trem-bala é a obra mais cara em planejamento no Brasil atualmente: está orçada em R$ 34,6 bilhões. O empurrão estatal será essencial para pôr de pé o empreendimento, cuja conclusão de todos os trechos está estimada para 2015. O BNDES deverá financiar até 80% da obra, com juros mais baixos.
   
Investidores asiáticos são os principais interessados Para reduzir custos, a União deverá ainda aportar recursos no consórcio vencedor de forma indireta - por intermédio de subsídios a máquinas, equipamentos e facilitação de desapropriação de terrenos, por exemplo - e direta, com a possível compra de participação.
   
Esta se daria pela Empresa de Pesquisa Ferroviária (EPF), a ser criada para gerir a transferência de tecnologia.
   
Os detalhes da modelagem ainda passam por ajustes.
   
O projeto prevê, atualmente, nove estações: no Aeroporto de Viracopos; no Centro de Campinas; no Aeroporto de Guarulhos; em São Paulo (provavelmente no Campo de Marte); em Aparecida; em duas cidades escolhidas pelo empreendedor na parte paulista e na parte fluminense do Vale do Paraíba; no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão); e no Centro do Rio.
   
Por envolver a construção de um túnel sob o mar, investidores solicitaram à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que o Galeão fosse retirado da lista de estações obrigatórias. Uma ligação alternativa entre o trembala e o aeroporto, porém, terá que constar do projeto, caso o pedido seja acatado.
   
Investidores asiáticos - japoneses e coreanos - são considerados os principais interessados no projeto, mas também se apresentam como candidatos grupos franceses e alemães.
 

Trens regionais devem estar prontos até a Copa



13/04/2010 - Jornal Cruzeiro do Sul

A Secretária de Transportes Metropolitanos de São Paulo termina no próximo dia 26 o estudo preliminar sobre as linhas de trens de passageiros interligando a capital paulista à Baixada Santista e a Sorocaba. A idéia é que o projeto esteja implementado até a Copa de 2014. De acordo com o Presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP), João Paulo de Jesus Lopes, que coordena o grupo que desenvolve o estudo, os trens que farão as viagens deverão atingir velocidades médias de 120 a 130 km por hora.
"Queremos competitividade com as linhas rodoviárias. A viagem para a Baixada não poderá demorar mais que 40 minutos e as tarifas também serão próximas às praticadas pelos ônibus", disse nesta segunda-feira (12). A ferrovia para o litoral deverá ter cerca de 80 km e a entre a capital e Sorocaba, 100 km. Na Baixada Santista, o grupo avalia a possibilidade de adaptar a antiga ferrovia sorocabana para o recebimento de trens modernos. Nesse caso, a linha interligaria a antiga estação Samaritá, em São Vicente, à estação Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.
Para Lopes, os trens serão um grande atrativo para os usuários de fretados, que diariamente sobem a serra para trabalhar em São Paulo. "Nossas estradas são as melhores do País, mas já viraram grandes avenidas de tão movimentadas. Trem não congestiona, não polui. Queremos oferecer um transporte com dignidade, com conforto, ar-condicionado", explicou. Segundo ele, as obras de implementação demorariam entre dois e três anos. Mas antes disso, o governo do Estado precisa decidir o modelo de investimento, se haverá uma Pareceria Público Privada (PPP) ou não.
"Os estudos ainda são muito precoces para dizermos isso", disse Lopes, que tampouco quis dar uma estimativa de custo. "Só posso dizer que é caro, bem caro. O preço é compatível ao de uma linha de metrô." Nesta segunda-feira (12), Lopes participou de uma Audiência Pública em Santos para discutir a implementação do SIM (Sistema Integrado Municipal) e do primeiro trecho do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que terá 11 quilômetros entre Barreiros, em São Vicente e o Porto de Santos. Segundo ele, o edital do projeto deverá ser publicado até "meados de junho".

Licitação para trem-bala será aberta em maio



12/04/2010 - Agência Estado

O governo pretende abrir no começo de maio o processo de licitação para o trem-bala, que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.
O prazo, no entanto, para as empresas apresentarem propostas deverá ir além dos 60 dias previstos anteriormente. Isto porque, segundo fonte do governo, as empresas pediram mais tempo para formalizar propostas mais concretas.
Até o final de abril técnicos do governo deverão responder às questões apresentadas pelo Tribunal de Contas da União sobre o trem-bala. Somente depois de atender o TCU o governo lançará a licitação.

Licitação para obras do TAV deve ter início em maio



13/04/2010
O governo federal espera que o Tribunal de Contas da União (TCU) conclua até o final do mês a análise das especificações técnicas necessárias para que seja iniciada a licitação destinada à construção do trem de alta velocidade (TAV), que vai ligar os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. O processo está em tramitação no TCU desde dezembro do ano passado. A expectativa do governo é que a licitação seja aberta no início de maio.
Segundo uma alta autoridade da Casa Civil, que falou nesta segunda-feira a veículos de comunicação, depois da entrega do relatório do TCU, está sendo estudada a possibilidade de se estender o prazo para os interessados em participar da licitação apresentarem as propostas. Inicialmente, esse limite é 60 dias. Devido à complexidade da obra, os consórcios querem um prazo maior para elaboração das propostas.
Orçado em R$ 34,6 bilhões, o trem de alta velocidade terá 511 quilômetros de trilhos e vai interligar as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, fazendo a conexão entre os aeroportos do Galeão (RJ), de Guarulhos e Viracopos (SP).
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Saí o edital do trecho sul da Norte-Sul



09/04/2010 - Revista Ferroviária

A Valec publicou nesta sexta-feira (9) os editais para seleção e contratação das empresas que irão executar as obras da extensão sul da Ferrovia Norte-Sul, entre Ouro Verde (GO) e Estrela do Oeste (SP). O trecho de 670 km será dividido em cinco lotes.
As obras devem iniciar em 28 de maio, com conclusão no final de 2012.
O IBAMA concedeu no dia 06 de abril a Licença Prévia do projeto e com isso foi possível publicar os editais.
A Ferrovia Norte-Sul foi projetada para promover a integração nacional, minimizando custos de transporte de longa distância e interligando as regiões Norte e Nordeste às Sul e Sudeste, através das suas conexões com 5 mil quilômetros de ferrovias privadas.
Devido à sua importância, a ferrovia foi definida como a “espinha dorsal” do desenvolvimento brasileira.

Confira o edital
Veja o mapa do trecho Ouro Verde (GO) a Estrela do Oeste (SP)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Trens regionais devem usar linhas da ALL



06/04/2010 - Revista Ferroviária

A secretaria dos Transportes Metropolitanos estuda a utilização das linhas da ALL para os trens regionais entre São Paulo e as cidades de Santos e Sorocaba.
No trem para Santos, a ideia é conectar o sistema de transportes metropolitanos da capital com o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Baixada Santista, que contempla o VLT, através da linha da ALL.  A secretaria estuda o uso parcial da linha ou mesmo uma linha paralela ao traçado.
“Primeiro vamos analisar se é possível ir por esse percurso ou se a gente tem que fazer outro no mesmo traçado”, explicou o secretário adjunto dos Transportes Metropolitanos e coordenador dos estudos de vialibidade das novas linhas, João Paulo de Jesus Lopes.
Para Sorocaba, deve ser usada a linha da antiga Sorocabana, também operada pela ALL. “É uma faixa que é boa e tem possibilidade de colocar mais uma linha, sem atrapalhar em nada a concessão de carga. Mas tem um trecho que preocupa que é o trecho inicial, que é mais estreito. Nos preocupa no sentido que vai exigir maiores estudos, mas não que inviabilize a linha”, destacou Lopes.
A secretaria está desenvolvendo os estudos preliminares e conversará com a ALL, concessionária das linhas, e com o Governo Federal, que fez a concessão.
Os estudos sobre os trens regionais estão sendo feitos pela secretaria dos Transportes Metropolitanos e a CPTM será a operadora das linhas.
Outras Linhas
Lopes explica que as linhas para Campinas e São José dos Campos são consideradas prioritárias, mas ficam invializadas com a implantação do Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo-Campinas. O Estado pretendia fazer uma linha até Campinas, o Expresso Bandeirantes, e chegou a fazer estudos, que forem entregues ao Governo Federal.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Trens para a Baixada Santista e Sorocaba


 

Um grupo especializado em transporte ferroviário foi criado para estudar a viabilidade de se ter trens de passageiros partindo da capital paulista para a Baixada Santista e também para Sorocaba.

 A pesquisa está sendo elaborada por técnicos da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM) e da CPTM. O resultado deve sair em menos de um mês.

A criação desse grupo foi possível graças ao decreto que ampliou geograficamente a área de atuação da STM para todo o Estado de São Paulo no que se refere a transporte sobre trilhos. Antes, ela atuava somente nas regiões metropolitanas (São Paulo, Campinas e Baixada Santista).

O objetivo é levar o transporte sobre trilhos às diversas aglomerações urbanas do Estado. No médio prazo, poderão ser desenvolvidos estudos que viabilizarão a implantação de linhas interligando outros grandes centros como Campinas e São José dos Campos.

Publicado em 05/03/2010 - Expansão SP - STM/SP

Gurupi recebe os trilhos da Ferrovia Norte e Sul


5/4/2010
Jornal do Tocantins (TO)

Na última quarta-feira, a Valec Engenharia S/A descarregou em Gurupi, no Sul do Estado, três toneladas de trilhos da Ferrovia Norte-Sul, para a implantação da estrada de ferro até a cidade de Brejinho de Nazaré, também no Sul do Estado, totalizando 212 quilômetros de extensão e somando um investimento de R$ 370 milhões com a geração de mais de 1200 empregos.

A solenidade de entrega dos trilhos, contou com a presença dos engenheiros da Valec, Stênio Marques e Marcos Antônio, do prefeito de Gurupi, Alexandre Abdalla (PR) e autoridades do município. O material foi descarregado no canteiro de obras que fica localizado às margens da BR-242, próximo a Gurupi. O trecho de Gurupi a Brejinho de Nazaré, que corresponde aos lotes 13 e 14 da Ferrovia, contará com 12 pontes e 5 passagens inferiores sob a rodovia.
   
Além de Gurupi, a Valec, já descarregou trilhos em outras cidades da região Sul, como Alvorada, que recebeu no mês de fevereiro os trilhos dando início a montagem da linha até a cidade de Porangatu, no Norte goiano. O prefeito de Gurupi, falou sobre a importância da instalação da grade dos trilhos, em Gurupi. "Estamos acompanhando o andamento desta obra no intuito de que a Valec aproveite a nossa mão de obra local que, hoje ocupa aproximadamente 800 pessoas somente de Gurupi, mas defendemos que no pico da obra pelo menos duas mil pessoas da cidade estejam trabalhando. Esperamos também que com a conclusão da obra estas pessoas sejam aproveitadas pelas empresas que se instalarão no Pátio Multimodal", disse.
   
No trecho de Gurupi, a obra está em fase de terraplanagem e em seguida será colocado os dormentes e os trilhos.

Brasileiros terão participação no TAV


5/4/2010
Correio Popular (SP)

O governo vai atender à reivindicação da indústria ferroviária local e definir um índice de nacionalização na produção dos trens de alta velocidade (TAV) previstos para circular entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, empossado no cargo na quarta-feira, informou que os ministérios dos Transportes e do Desenvolvimento, Comércio e Indústria discutem o percentual de nacionalização que constará do edital de concessão. A indústria ferroviária quer que o governo exija que o índice seja de 60%.
   
"Temos capacidade industrial, de engenharia, e temos fábricas para que os trens possam ser produzidos no Brasil", afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate. Ele disse que existem seis empresas em São Paulo e uma no Rio com capacidade para fabricar o trem. Três delas, a Amsted-Maxion, fabricante de vagões, a espanhola Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF), fabricante de trens e carros de passageiros e a Bombardier, fornecedora de sistemas, estão em Hortolândia. Ambas ocupam a fábrica da antiga Cobrasma. As outras são a Alstom, em São Paulo, a Iesa Projetos Equipamentos e Montagens S.A, de Araraquara, e a Siemens, que está construindo a primeira fábrica para material rodante em Cabreúva, próximo a Jundiaí, e a T'Trans, no Rio.

Abate acredita que o governo não sairá com nacionalização de 60%, mas poderá escalonar o percentual para que chegue a 60% ao longo dos anos. "Os críticos dizem que, por uma questão de escala, não justificaria a produção local dos trens. Mas eu acho que justifica sim. A primeira fase vai produzir 336 carros de passageiros e uma produção assim não é de escala. Mas temos que lembrar que a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) incluiu novos projetos do TAV, de Campinas para Belo Horizonte e Uberlândia e de São Paulo a Curitiba. Então teremos uma grande escala de produção, sem contar que poderemos competir, no futuro, no mercado internacional, exportando os trens", afirmou.
   
Segundo ele, hoje existem no País 60 indústrias diretamente ligadas ao setor ferroviário, que, somadas aos fornecedores, chegam a 300 empresas, com oportunidades, conforme Abate, de participar da implantação do TAV. "Teremos condições de montar, fabricar componentes e absorver tecnologia. Mas, por uma questão de escala, haverá componentes que serão fabricados fora do País", disse.
   
O Ministério da Ciência e Tecnologia fez uma prospecção junto ao setor industrial para identificar empresas com capacidade para receber transferência de tecnologia do trem de alta velocidade e identificou as empresas Hewitt Equipamentos Ltda (que produz aparelhos de mudança de via e componentes ferroviários) e a Amsted-Maxion, ambas com fábrica em Hortolândia, além da Adantech, de Itupeva, com potencial produtivo e disposição de absorver tecnologia associada ao TAV. A Adantech manufatura sapatas de composição não metálica para freios ferroviários, além de pastilhas de freio a disco
   
Segundo ele, a capacidade atual de produção da indústria ferroviária por ano é de 12 mil vagões, 400 carros de passageiros e 100 locomotivas. O ano passado, por causa da crise econômica, as encomendas caíram, especialmente em vagões. De 5.118 produzidos em 2008, a indústria fabricou apenas 1.022 em 2009. Em carros de passageiros, embora com queda de produção em 2009, ela não chegou a ser tão significativa (foram 447 em 2008 e 438 no ano passado). A participação ferroviária na matriz de transporte de cargas está em 25%, com previsão de chegar a 29% em 2015 e a 32% em 2025. O Abifer projetou um crescimento para 2010, estimando que serão produzidos 2,5 mil vagões, além de um volume entre 500 e 550 carros e cerca de 70 locomotivas.


SAIBA MAIS
   
O governo estima em R$ 34,6 bilhões o custo da implantação do trem de alta velocidade ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. De acordo com a minuta de edital que foi discutida nas audiências públicas encerradas no final de janeiro, o governo vai financiar R$ 20,8 bilhões com carência de 5 anos e prazo de pagamento de 30 anos, com taxa de juros de longo prazo (TJLP) mais 1% e índice de cobertura do serviço da dívida (ICSD) de 1,2%.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Troca de ministros pode atrasar edital do TAV



31/03/2010 - Brasil Econômico

Ao contrário do que queria o governo, o mês de março terminou hoje (31) sem o lançamento do edital do trem de alta velocidade (TAV) brasileiro. E a troca de ministros pode dificultar o andamento dos trabalhos.
"Sempre que acontece uma mudança radical como essa, com a saída de dez ministros, há a possibilidade de descontinuidade", avalia o consultor Carlos de Faro Passos, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ex-diretor do Metrô de São Paulo.
Com o agravante, em sua avaliação, de que o governo ainda não indicou com clareza o quanto de risco está disposto a tomar para viabilizar a parceria da iniciativa privada.
O que pode atenuar o processo de transição é o fato de que o sucessor de Alfredo Pereira do Nascimento no Ministro dos Transportes é Paulo Sérgio Passos, que ocupava até ontem o cargo de secretário executivo.
Independente dos contratempos que a troca de ministros possa causar, o projeto do TAV vem se mostrando complexo o suficiente para demandar mais tempo para ser colocado na praça sem a ajuda.
Não à toa, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que começou a semana passada com expectativa de que o Tribunal de Contas da União (TCU) pudesse apresentar um parecer sobre os estudos de viabilidade até a sexta-feira, dia 26, já não faz estimativas.
O lançamento do edital depende da avaliação do órgão, que alega ter recebido da ANTT os últimos documentos necessários à avaliação no dia 19 de março.
De acordo com a Instrução Normativa nº 27, que trata sobre a fiscalização de processos de desestatização, o TCU já teria normalmente 30 dias úteis, a partir da data, para dar um parecer inicial. Mas, por causa da magnitude e complexidade do processo, recebeu do relator do processo 60 dias corridos para a avaliação.
Depois de lançado o edital, os consórcios terão pelo menos dois meses para apresentar propostas técnicas e financeiras.
A extensão deste prazo, porém, é uma das demandas da grande maioria dos interessados em participar da licitação, que afirmam que um prazo bem mais razoável seria de seis a doze meses.
"Em dois meses, só de fosse uma obra puramente estatal", disse Geraldo Villin Prado, presidente da Odebrecht Transport, em entrevista recente ao Brasil Econômico.
"As maiores linhas de crédito dos grandes bancos para um único projeto são de R$ 200 milhões a R$ 500 milhões. Mesmo com o governo financiando 60% do total, quantos outros bancos não precisarão ser incluídos? Não é uma tarefa simples".
Mesmo consultores mais otimistas em relação ao futuro do projeto, como Olivier Girard, da Macrologística, consideram a hipótese de que ele venha a sair apenas no próximo governo. "Acredito que o projeto sairá, mesmo que o PSDB eventualmente vença as eleições", afirma.