segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Governo federal avança na licitação da Ferrovia do Centro Oeste

22/08/2014 - Cenário MT

A ampliação da malha ferroviária no Estado sempre foi uma luta de Wellington, que já fomentou diversos debates para tratar de alternativas na logística de Mato Grosso.

Uma semana após o deputado federal Wellington Fagundes ter ido ao Palácio do Planalto reivindicar celeridade nos projetos de logística de transporte em Mato Grosso, o ministro da pasta, Paulo Sérgio Passos, anunciou nesta quinta-feira (21) que o edital para a concessão da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), ligando Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), já está "em fase de sintonia fina" para ser publicado.

Com 883 quilômetros, o trecho tem uma previsão de R$ 5,4 bilhões em investimentos e, de acordo com o ministro, a implantação do trecho será de grande relevância para o escoamento da produção de grãos na região Centro-Oeste. Essa será a primeira licitação de trecho ferroviário do Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançado em agosto de 2012. O programa prevê concessão para a construção de 11 mil quilômetros de ferrovias no país.

No dia 13 de agosto, Wellington Fagundes, na condição de presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transporte e Armazenagem (Frenlog), foi recebido em audiência pelo ministro da Articulação Institucional, Ricardo Berzoini, ao qual solicitou atuação conjunta dos órgãos do governo para que os projetos que ainda dependem de liberação de verbas, estudos e licitações tivessem esses trâmites agilizados. Wellington recebeu de Berzoini a promessa de que levaria o problema para as esferas competentes, o Ministério dos Transportes, a agências reguladoras dos setores afins, o Dnit e a Valec, estatal responsável pelas ferrovias.

De acordo com Passos, o edital será publicado "tão logo consigamos ajustar e aplainar todos os aspectos que são reivindicados ou que possam significar algum tipo de dúvida no setor privado". O objetivo, segundo explicou, é garantir segurança para a licitação. Ele falou sobre o edital após participar do seminário Brasil nos Trilhos, organizado pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) e a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).
Atuação

A ampliação da malha ferroviária no Estado sempre foi uma luta de Wellington, que já fomentou diversos debates para tratar de alternativas na logística de Mato Grosso, como é o caso da Ferrovia Vicente Vuolo (Ferronorte) no trecho entre Rondonópolis - Cuiabá - Santarém (PA), a Ferrovia de Integração do Centro Oeste (Fico) em Lucas do Rio Verde e a Ferrovia do Grão (Ferrogrão).

O prolongamento dos trilhos da Ferronorte até Cuiabá já está em fase de conclusão dos estudos de viabilidade técnica e ambiental. O trabalho foi realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Já o novo projeto de logística para o Nortão de Mato Grosso é a Ferrovia do Grão (Ferrogrão), que tem seu traçado entre Sinop e o porto de Miritituba, no Rio Tapajós, no Pará, numa distância de cerca de 1.000 km. A Ferrogrão será o canal de saída para metade da produção de soja, milho e farelo de Mato Grosso, que deverá atingir 50 milhões de toneladas em 2020. Hoje, a produção é de 23 milhões de toneladas. Por causa da posição estratégica, Itaituba, da qual Miritituba é um distrito, já conta com praticamente todas as grandes empresas do agronegócio.

Para a construção desta linha férrea, foram apresentadas 16 propostas. Diante disso, o Governo Federal deu prazo de seis meses para elaboração de estudo de viabilidade técnica e a apresentação dele. "Isto demonstra a atratividade de Mato Grosso para os investidores. Todos reconhecem a riqueza deste Estado que vem despontando em todo o mundo", destacou Edeon Vaz Ferreira, diretor executivo do Movimento Pró-logística de Mato Grosso.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Transporte de carga na Ferrovia Norte-Sul atrai apenas uma empresa

20/08/2014 - O Estado de SP

Só uma empresa se candidatou, e ainda sob condições, a operar trens no trecho de 855 km da Ferrovia Norte-Sul, entre Anápolis (GO) e Palmas (TO), inaugurado em maio pela presidente Dilma Rousseff. Seguindo o novo modelo ferroviário, a estatal Valec ofereceu ao mercado a possibilidade de empresas colocarem seus vagões e locomotivas no trecho para transportar carga própria ou de terceiros. Mas, embora a rota seja importante ao escoamento de grãos, farelo e combustíveis, a resposta foi perto de zero. 

"Houve uma proposta formal, mas condicionada", disse ao Estado o diretor de Operações da Valec, Bento José de Lima. A empresa, cujo nome é mantido em sigilo, informou estar interessada em transportar carga na ferrovia, desde que lhe seja garantido acesso até o porto de Itaqui (MA). 

Isso não é simples de assegurar, já que a linha entre Palmas e Itaqui é uma concessão da Vale. E essa concessão, no modelo "antigo", não obriga a empresa a permitir a passagem de composições de terceiros, a menos que haja capacidade ociosa na linha. 

"A carga vai de Anápolis até Palmas, e depois a ferrovia é da Vale", diz o vice-presidente da Associação Brasileira de Logística (Abralog), Rodrigo Vilaça. "Há aí uma complexidade que a Valec terá de negociar." Se as linhas da Vale comportarão ou não a carga do novo operador, é algo que ainda será respondido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A agência leva em consideração que a mineradora está fazendo investimentos para duplicar a ferrovia, o que gradualmente aumentará sua capacidade. 

"As regras do jogo não estão dadas. Por isso, o mercado se retrai e diz: 'é um tiro no escuro, não vou entrar nessa aventura'", avalia o presidente da Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (Anut), Luis Henrique Teixeira Baldez, para explicar o pouco interesse do setor privado. As normas sobre o funcionamento do transporte independente de carga ferroviária só saíram um mês após o governo abrir a concorrência pelo uso da Norte-Sul. E continuam sendo corrigidas. 

"Tem sido um processo atabalhoado", reconheceu o diretor da Valec. "É o preço que pagamos por querer acelerar as coisas." Além da regulação incompleta, a própria ferrovia carece de complementos, disse Baldez. O Estado revelou, na semana passada, que um trecho de 220 km da Norte-Sul liberado pela ANTT, entre Palmas e Gurupi (TO), não tem condições de tráfego. Trilhos foram roubados, dormentes apodreceram. A agência reguladora condicionou o uso da linha à conclusão dos reparos. E está vistoriando o restante da linha, para só então liberá-la. 

Segurança. Mas a ferrovia carece de melhorias para além desses consertos, segundo o presidente da Anut. Faltam sinalização, desvios e sistemas de controle que são colocados na própria linha, mas não estão lá. "Não é só jogar o trilho", diz. O correto, segundo o executivo, seria concluir a instalação desses equipamentos, fazer um teste pré-operacional e, então, liberar a linha para o mercado. 

O diretor da Valec diz que os sistemas a que Baldez se refere são usados em linha de tráfego intenso, o que não seria o caso desse trecho da Norte-Sul. No início, a expectativa é que passe um par de trens por dia. Por isso, esses equipamentos não serão implantados, informou Bento Lima. Os testes operacionais, por sua vez, estão em curso. No início, explica o diretor, os trens não trafegarão a velocidades acima de 30 km ou 40 km por hora. À medida em que houver segurança quanto ao tráfego da linha, os trens serão autorizados a acelerar. A velocidade média será de 60 km por hora.

Fonte: O Estado de S. Paulo
Publicada em:: 20/08/2014

Ferrovia faz teste para o transporte de estudantes universitários

22/08/2014 - Assessoria de Comunicação Prefeitura de Içara

O projeto de condução de estudantes às universidades em Criciúma por meio do transporte ferroviário teve seu primeiro teste realizado no fim da tarde desta quinta-feira. Neste primeiro momento, o percurso de dez quilômetros foi feito com a participação dos prefeitos de Içara e de Criciúma, Murialdo Canto Gastaldon e Márcio Búrigo, respectivamente, técnicos da Ferrovia Tereza Cristina, das prefeitura e convidados. 

A proposta foca a mobilidade urbana nas duas cidades. Para o transporte de passageiros, a FTC realiza algumas adaptações de segurança e estudos, como custo operacional e o número de passageiros. "O número de passageiros vai ser de 200 pessoas. São disponibilizados cinco vagões com capacidade para 40 passageiros cada um. Já o custo operacional e das passagens ainda estão sob análise", explicou Abel Passagnelo Sergio, gerente de Manutenção da FTC. 

O percurso entre os municípios, que de ônibus leva aproximadamente uma hora, foi feito em 25 minutos, reduzindo significativamente o tempo da viagem. Para a acadêmica de Comércio Exterior da UNESC Bruna Borguezan Budny, o tempo reduzido implica em não perder o início das aulas. "Sempre chego em sala de aula alguns minutos atrasada. Isso acontece por causa do congestionamento na SC-445. Esta proposta, além de uma novidade interessante, vai nos permitir acompanhar as aulas desde o seu início. Acredito que todos vão gostar muito", avaliou. 

A ideia neste primeiro momento é oferecer o transporte às 18h30min, com saída da linha férrea em frente à estação rodoviária de Içara e parada próxima à Satc. A volta é entre 22 e 22h30min, horário de encerramento das aulas. A proposta, que tem alguns detalhes para a segurança dos passageiros efetivados ou em andamento, deve ter o primeiro teste com os alunos interessados na segunda quinzena de setembro, mas o transporte deve iniciar efetivamente no primeiro semestre de 2015, pois de acordo com técnicos da FTC os trâmites burocráticos, que envolvem todo o processo, dependem do Governo Federal.

Fonte: Assessoria de Comunicação Prefeitura de Içara
Publicada em:: 22/08/2014

Alckmin diz que estuda trem entre cidades no interior paulista

22/08/2014 - G1

O governador e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), falou nesta sexta-feira (22) de seus projetos na área de transporte coletivo sobre trilhos para a regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, assim como para a Baixada Santista. 

Alckmin disse ainda que estuda a implantação do "trem intercidades" para transporte de passageiros entre cidades do interior. "É a volta do trem para o interior", declarou. No litoral, Alckmin pretende expandir até Praia Grande o trecho a ser percorrido pelo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). 

Até o momento, o projeto está previsto para ligar Santos a São Vicente. "Nossa prioridade é transporte metropolitano. Na Baixada Santista, o VLT, que já está em obras ligando São Vicente a Santos, nós vamos expandi-lo até Praia Grande. O Corredor Noroeste, na região metropolitana de Campinas [irá] desde Santa Barbara d´Oeste até Campinas. E também a linha 4 do Metrô ir até Taboão da Serra", afirmou. 

Em dezembro do ano passado, o governador havia divulgado a abertura em 2014 de um edital para a ligação por trem entre as cidades do interior. Na época, ele citou que a primeira etapa de obras com 430 quilômetros de extensão teria início por Campinas e passaria ainda por Americana, Nova Odessa, Sumaré, Hortolândia, Valinhos e Vinhedo, além de Jundiaí e capital. 

Questionado se a resistência da candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) em dividir palanque com ele no estado de São Paulo poderia prejudicar a campanha tucana, Alckmin desconversou. "Eu sempre tenho reiterado meu apreço, meu respeito, a minha admiração pela Marina. Eu reitero aqui esse apreço", declarou. 

Monotrilho até o ABC 

Nesta sexta-feira, o governador assinou no Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul de São Paulo, na presença da ministra do Planejamento Mirian Belchior o contrato de concessão da Parceria Público-Privada (PPP) que irá construir a Linha 18-Bronze. O monotrilho vai interligar a capital paulista a Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano, no ABC. As obras devem começar imediatamente. 

O consórcio ABC Integrado terá quatro anos para concluir a construção de 13 estações em um trajeto de 14,9 km. A obra prevê um investimento de R$ 4,2 bilhões, sendo que R$ 3,8 bilhões serão financiados pelo governo do estado e pela iniciativa privada. Cerca de R$ 400 milhões vêm do Orçamento Geral da União-PAC 2, a fundo perdido. As Prefeituras doaram os terrenos necessários para a implantação do monotrilho.

Fonte: G1
Publicada em:: 22/08/2014

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Com 100 anos, Ferrovia Noroeste ainda é orgulho de tripulação

18/08/2014 - Jornal Campo Grande News 

A Noroeste chegou a Campo Grande em maio de 1914, mas somente se tornou ferrovia após se unir com a estrada de ferro de Bauru, em outubro.

Por Filipe Prado 

Há 100 anos Campo Grande comemorava a chegada da modernização, apenas 15 anos depois de se tornar município. Em outubro de 1914 a estrada de ferro, que começou em Corumbá, uniu-se com os trilhos de Bauru (SP) formando a Ferrovia Noroeste do Brasil (NOB). Mesmo com as mudanças na ferrovia, entre elas o fim do transporte de passageiros, ainda na década de 1990, os ex-tripulantes ainda se orgulham do trabalho realizado.

A Noroeste chegou a Campo Grande em maio de 1914, mas somente se tornou ferrovia após se unir com a estrada de ferro de Bauru, em outubro. O presidente da Afapedi (Associação dos Ferroviários, Aposentados, Pensionistas, Demitidos e Idosos), Valdemir Vieira, contou que a ferrovia chegou a fazer 70% do transporte do país.

"A ferrovia trouxe um grande desenvolvimento para Campo Grande. Havia cerca de 1800 habitantes no município, 10 anos depois da ferrovia, o número aumentou para 50 mil", garantiu Vieira.

De Minas Gerais, o pai de Joaquim Nazareth do Carmo, 67 anos, chegou a Capital para ser um dos tripulantes da ferrovia. Ele contou que o pai sempre o incentivou a trabalhar na Noroeste. "Era uma honra começar a trabalhar na ferrovia e ir crescendo no trabalho", enalteceu Joaquim.

Ele trabalhou no trecho entre Campo Grande e Corumbá por 34 anos, oito meses e 16 dias muito bem contados. "Não tenho dúvida, tenho muito orgulho", revelou Joaquim.

Outro ex-tripulante que "nasceu" na ferrovia foi Nelson Araújo, 54. O sonho de trabalhar na Noroeste foi herdado do pai, que saiu da Bahia e veio morar em Campo Grande.

Com satisfação ele lembra dos momentos vividos no ferrovia, mas o que mais marcou foi a chegada do "trem pagador". "Ele trazia o pagamento dos ferroviários. Era uma festa na cidade. Também o vagão do Papai Noel, que transportava os presentes para as crianças".

A ferrovia percorreu seus 22 mil quilômetros por mais de 80 anos. Em 1996 ela foi privatizada. Vendida para uma empresa americana por R$ 62.5 mil divididos em 112 parcelas. A partir disso, de acordo com Vieira, a ferrovia perder a força. "Foi triste. Foi um choque para todos nós".

Mas a história ainda é viva entre os ferroviários e trabalhadores da Noroeste. O índio terena Gildo Sobrinho, 57, fez parte da manutenção dos trilhos por quatro anos, de 1970 a 1974. Também ajudou na construção da ponte em Corumbá.

"É uma satisfação, um orgulho passar por ali e ver que eu ajudei a levantar tudo isso", confessou Gildo.

Fonte: Jornal Campo Grande News 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Fiol avança pouco, mas recebe R$ 600 milhões em aditivos

18/08/2014 - O Estado de SP

A viabilidade da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) não se encerra na instalação dos trilhos.

Nos últimos 12 meses, pouco se viu de avanço físico nas obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), empreendimento da estatal Valec, em construção na Bahia. Nas planilhas de custos, porém, a multiplicação dos gastos desconhece paralisações. De agosto de 2013 para cá, a ferrovia baiana viu seu orçamento explodir em quase R$ 600 milhões, segundo dados oficiais obtidos pelo 'Estado'.

Os oito lotes da obra, que um ano atrás tinham investimento total previsto em R$ 4,335 bilhões, já chegam a R$ 4,904 milhões e, certamente, não devem parar por aí, dada a etapa inicial em que está o empreendimento. Na lista das revisões de orçamento dos 1.022 km de extensão da Fiol, chama a atenção a situação de três lotes. Trata-se do trecho de 320 km que liga o município de Luís Eduardo Magalhães a São Félix do Coribe, além de uma ponte de 3 km de extensão prevista para cruzar o Rio São Francisco. Há um ano, o índice de execução de obras nesses lotes era zero. E no zero os trechos continuam até hoje. Seus custos, no entanto, cresceram R$ 130 milhões nos últimos 12 meses e, agora, já chegam a R$ 1,376 bilhão.

O aumento de gastos estaria relacionado a uma série de fatores: constantes revisões técnicas dos trechos, mudanças de traçado, repactuação de alguns contratos e, finalmente, a saída de empreiteiras de determinados lotes, situação que, se não exigiu a realização de outra licitação, levou a negociações com outras construtoras que tinham participado das concorrências.

A ferrovia baiana vive hoje duas situações distintas. Nos primeiros 500 km que ligam o município de Caetité até Ilhéus, no litoral do Estado, o avanço das obras era de 47% até julho, de acordo com o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Numa segunda parte de 500 km, porém, que avança até o sertão baiano e chega ao cerrado, na região de Barreiras, não foi feito praticamente nada até hoje - a execução é de apenas 2,81% nas obras.

Desconfiança. As obras da Fiol foram iniciadas pela Valec em 2010 e tinham previsão de conclusão em julho de 2013. Hoje, a estimativa do governo é entregar todo o trecho até abril de 2016, um cronograma que as próprias empreiteiras veem com desconfiança.

No início deste mês, a estatal conseguiu vencer uma etapa que parecia intransponível: a compra de trilhos. Depois de três anos de licitações canceladas e revisadas, finalmente chegou ao porto de Ilhéus uma primeira remessa de 3 mil peças de trilhos fornecidas pela filial espanhola da Arcelor Mittal.

Atualmente, informa a Valec, há cerca de 5 mil trabalhadores espalhados por todos os lotes da ferrovia. Os trechos que até hoje não tiveram obras iniciadas, diz a estatal, estão em fase de mobilização e instalação de canteiros. No lote 7, na região de Barreiras, a primeira ordem de serviço deve ser emitida em uma semana, segundo a Valec.

Ferrovia depende da conclusão de um porto

A viabilidade da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) não se encerra na instalação dos trilhos. A operação da ferrovia depende, fundamentalmente, da conclusão de um porto em Ilhéus, já que seu traçado não foi desenhado para avançar até as instalações portuárias atuais da cidade.

O complexo portuário, que tem orçamento total de R$ 5,6 bilhões, passou os últimos três anos travado em discussões ambientais. Em março deste ano, o empreendimento obteve a licença prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o que atesta a sua viabilidade. Há duas semanas, o governo baiano pediu a licença de instalação das obras. A previsão é de que a autorização seja concedida até o início de 2015.

Com área de 1.865 hectares, a implantação do complexo Porto Sul está prevista para a Praia de Aritaguá, em Ilhéus (BA). O governo da Bahia diz que o projeto colocará o Estado em "outro patamar de desenvolvimento", integrado à ferrovia, e induzirá o crescimento regional.

O complexo será formado pelo Terminal de Utilização Privada (TUP) da Bahia e pelo TUP da Bahia Mineração (Bamin). Está prevista a movimentação de cargas de todos os tipos, de granel a outras mercadorias em várias formas de acondicionamento. Estima-se, no 25.º ano de funcionamento, operar 100 milhões de toneladas anuais.

Poucas obras de infraestrutura enfrentam tantos embates ambientais quanto o porto baiano. Em novembro de 2012, o projeto obteve a licença prévia. Desde então, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MPE) passaram a contestar a obra. Com a licença prévia nas mãos, o governo baiano corre para implementar os programas básicos ambientais (PBA), divididos em 38 etapas. Trata-se das compensações atreladas aos impactos das obras. Só depois de analisar o cumprimento dos PBAs é que o Ibama decide se concederá ou não a licença da obra.

Os custos socioambientais do Porto Sul ainda não foram detalhados, mas as estimativas preliminares indicam que a conta rondaria R$ 150 milhões. O cronograma já está comprometido. A expectativa do governo baiano era ter iniciado a obras em meados de junho de 2013. Hoje, na melhor da hipóteses, os trabalhos nos canteiros de obras devem começar em 2015.

Muitos lotes da ferrovia passaram anos paralisados por pendências ambientais apontadas pelo Ibama e irregularidades encontradas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Somente em abril deste ano a Valec conseguiu autorização para tocar as obras em todo o traçado. Os atrasos também foram causados por questionamentos de empresas e do TCU sobre as licitações dos trilhos, sob alegação de que elas restringiam a competitividade de interessados.

Em 2013, auditores do TCU chamaram a atenção para outro problema grave: o descolamento entre os cronogramas da ferrovia e do Porto Sul. Há riscos de que os dois empreendimentos fiquem prontos com diferença de até três anos. Ou seja, não haveria por onde escoar a carga transportada. Essa lacuna, segundo o tribunal, pode gerar perdas de até R$ 1,996 bilhão aos cofres públicos.

Fonte: O Estado de S. Paulo/Revista Ferroviária 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Ferrovia de Integração Oeste-Leste começa a receber os primeiros trilhos

17/08/2014 - Agência CNT

São mais de 3 mil barras de trilhos num total de mais de 2 mil toneladas.

O primeiro carregamento, composto de 3.031 barras de trilhos de origem espanhola que foram comprados pela Valec para utilização na Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), começou a ser entregue na terça-feira (12) na obra da ferrovia.

As barras pesam ao todo 2.185 toneladas (cerca de 720 quilos cada uma). Do total, 500 toneladas estão sendo descarregadas ao lado do eixo da ferrovia em Jequié (lote 2) e outras 1.685 toneladas em Brumado (lote 4). O trabalho de descarregamento deve durar toda a semana.

Os trilhos chegaram na semana passada ao Porto de Ilhéus, no sul da Bahia. São esperados mais 11 navios do mesmo fornecedor desse carregamento e, a partir de setembro, uma fabricante chinesa também passará a entregar trilhos no Brasil.

No trecho de 1022 quilômetros entre Ilhéus e Caetité, a Fiol atinge o nível de 50,06% de obras realizadas até o momento. A chegada dos trilhos garante a continuidade do ritmo normal da construção que deve ser concluída nesse trecho até dezembro de 2015.

Projeto total

Devido à importância econômica para a região, o primeiro trecho da Fiol (Ilhéus-Caetité) foi incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. A capacidade inicial da ferrovia é transportar aproximadamente 40 milhões de toneladas ao ano por sentido, entre grãos, minérios, combustíveis e carga geral, destinadas aos mercados interno e externo.

No âmbito do Sistema Ferroviário Nacional, o qual tem a Ferrovia Norte-Sul (FNS) como estruturadora, posteriormente, ocorrerá a interligação dessa com a Fiol, o que ampliará as possibilidades de escoamento da produção agrícola e de mineração e incentivará novos investimentos e aumento da produção.

Com informações da Valec

Ana Rita Gondim

Fonte: Agência CNT de Notícias 

domingo, 17 de agosto de 2014

Obra de ferrovia na Bahia avança pouco, mas recebe R$ 600 milhões em aditivos

17/08/2014 - O Estado de SP

Nos últimos 12 meses, pouco se viu de avanço físico nas obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), empreendimento da estatal Valec, em construção na Bahia. Nas planilhas de custos, porém, a multiplicação dos gastos desconhece paralisações. De agosto de 2013 para cá, a ferrovia baiana viu seu orçamento explodir em quase R$ 600 milhões, segundo dados oficiais obtidos pelo 'Estado'.

Os oito lotes da obra, que um ano atrás tinham investimento total previsto em R$ 4,335 bilhões, já chegam a R$ 4,904 milhões e, certamente, não devem parar por aí, dada a etapa inicial em que está o empreendimento. Na lista das revisões de orçamento dos 1.022 km de extensão da Fiol, chama a atenção a situação de três lotes. Trata-se do trecho de 320 km que liga o município de Luís Eduardo Magalhães a São Félix do Coribe, além de uma ponte de 3 km de extensão prevista para cruzar o Rio São Francisco. Há um ano, o índice de execução de obras nesses lotes era zero. E no zero os trechos continuam até hoje. Seus custos, no entanto, cresceram R$ 130 milhões nos últimos 12 meses e, agora, já chegam a R$ 1,376 bilhão.

O aumento de gastos estaria relacionado a uma série de fatores: constantes revisões técnicas dos trechos, mudanças de traçado, repactuação de alguns contratos e, finalmente, a saída de empreiteiras de determinados lotes, situação que, se não exigiu a realização de outra licitação, levou a negociações com outras construtoras que tinham participado das concorrências.

A ferrovia baiana vive hoje duas situações distintas. Nos primeiros 500 km que ligam o município de Caetité até Ilhéus, no litoral do Estado, o avanço das obras era de 47% até julho, de acordo com o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Numa segunda parte de 500 km, porém, que avança até o sertão baiano e chega ao cerrado, na região de Barreiras, não foi feito praticamente nada até hoje - a execução é de apenas 2,81% nas obras.

Desconfiança. As obras da Fiol foram iniciadas pela Valec em 2010 e tinham previsão de conclusão em julho de 2013. Hoje, a estimativa do governo é entregar todo o trecho até abril de 2016, um cronograma que as próprias empreiteiras veem com desconfiança.

No início deste mês, a estatal conseguiu vencer uma etapa que parecia intransponível: a compra de trilhos. Depois de três anos de licitações canceladas e revisadas, finalmente chegou ao porto de Ilhéus uma primeira remessa de 3 mil peças de trilhos fornecidas pela filial espanhola da Arcelor Mittal.

Atualmente, informa a Valec, há cerca de 5 mil trabalhadores espalhados por todos os lotes da ferrovia. Os trechos que até hoje não tiveram obras iniciadas, diz a estatal, estão em fase de mobilização e instalação de canteiros. No lote 7, na região de Barreiras, a primeira ordem de serviço deve ser emitida em uma semana, segundo a Valec.

Ferrovia depende da conclusão de um porto

A viabilidade da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) não se encerra na instalação dos trilhos. A operação da ferrovia depende, fundamentalmente, da conclusão de um porto em Ilhéus, já que seu traçado não foi desenhado para avançar até as instalações portuárias atuais da cidade.

O complexo portuário, que tem orçamento total de R$ 5,6 bilhões, passou os últimos três anos travado em discussões ambientais. Em março deste ano, o empreendimento obteve a licença prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o que atesta a sua viabilidade. Há duas semanas, o governo baiano pediu a licença de instalação das obras. A previsão é de que a autorização seja concedida até o início de 2015.

Com área de 1.865 hectares, a implantação do complexo Porto Sul está prevista para a Praia de Aritaguá, em Ilhéus (BA). O governo da Bahia diz que o projeto colocará o Estado em "outro patamar de desenvolvimento", integrado à ferrovia, e induzirá o crescimento regional.

O complexo será formado pelo Terminal de Utilização Privada (TUP) da Bahia e pelo TUP da Bahia Mineração (Bamin). Está prevista a movimentação de cargas de todos os tipos, de granel a outras mercadorias em várias formas de acondicionamento. Estima-se, no 25.º ano de funcionamento, operar 100 milhões de toneladas anuais.

Poucas obras de infraestrutura enfrentam tantos embates ambientais quanto o porto baiano. Em novembro de 2012, o projeto obteve a licença prévia. Desde então, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MPE) passaram a contestar a obra. Com a licença prévia nas mãos, o governo baiano corre para implementar os programas básicos ambientais (PBA), divididos em 38 etapas. Trata-se das compensações atreladas aos impactos das obras. Só depois de analisar o cumprimento dos PBAs é que o Ibama decide se concederá ou não a licença da obra.

Os custos socioambientais do Porto Sul ainda não foram detalhados, mas as estimativas preliminares indicam que a conta rondaria R$ 150 milhões. O cronograma já está comprometido. A expectativa do governo baiano era ter iniciado a obras em meados de junho de 2013. Hoje, na melhor das hipóteses, os trabalhos nos canteiros de obras devem começar em 2015.

Muitos lotes da ferrovia passaram anos paralisados por pendências ambientais apontadas pelo Ibama e irregularidades encontradas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Somente em abril deste ano a Valec conseguiu autorização para tocar as obras em todo o traçado. Os atrasos também foram causados por questionamentos de empresas e do TCU sobre as licitações dos trilhos, sob alegação de que elas restringiam a competitividade de interessados.

Em 2013, auditores do TCU chamaram a atenção para outro problema grave: o descolamento entre os cronogramas da ferrovia e do Porto Sul. Há riscos de que os dois empreendimentos fiquem prontos com diferença de até três anos. Ou seja, não haveria por onde escoar a carga transportada. Essa lacuna, segundo o tribunal, pode gerar perdas de até R$ 1,996 bilhão aos cofres públicos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Dilma minimiza problemas na Ferrovia Norte-Sul

13/08/2014 - O Estado de SP


A presidente Dilma Rousseff admitiu ontem os problemas apontados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em um trecho de 220 km da Ferrovia Norte-Sul que terá de ser reparado antes de ser liberado ao tráfego de cargas, como revelou ontem o Estado.

"Sempre, numa rodovia ou em qualquer projeto, numa rede de transmissão, por exemplo, você faz comissionamento para ver onde vai dar problema, porque algum (problema) vai dar antes de iniciar a operação", disse, ao visitar um pátio de cargas da ferrovia em Anápolis (GO). Dilma já havia ido ao mesmo local em 22 de maio deste ano, para inaugurar um trecho de 855 quilômetros.

Em rápida declaração, Dilma afirmou que a ANTT emitiu uma licença de funcionamento (entre Porto Nacional e Gurupi), mas determinou que a Valec cumpra uma série de medidas. "Aqui, a ANTT emitiu uma licença, determinou para a Valec que ela tem de cumprir uma série de medidas, ela tem de fazer uma série de medidas para que ela esteja em condições de fazer os testes finais", disse. "Vai ter de substituir dormentes de madeira, mas é que esses que estavam lá a ANTT achou que não estão bons."

E tentou minimizar a determinação da agência: "Tem de ver aquilo que foi objeto de roubo, de vandalismo. Tem de fazer todas essas medidas e, a partir daí, começar a fazer teste. Teste significa que não vai poder andar na mesma velocidade. Vai começar devagar."

Ao chegar ao porto seco de Anápolis, Dilma cumprimentou trabalhadores e percorreu um trecho de 4 quilômetros em uma locomotiva, sempre acompanhada por uma equipe de filmagem. "Acredito que a Norte- Sul será uma das grandes realizações", declarou.

A vistoria da ANTT encontrou dormentes de madeira" inservíveis" em Tocantins. Embora tenha sido instalado em 2010, o material estragou por falta de manutenção de rotina durante uma fase da obra. Uma das condições para a operação da linha é a substituição dos dormentes.

O estado de semiabandono facilitou também a ação de vândalos, que roubaram material de fixação, como pregos que prendiam os trilhos, e até mesmo os próprios trilhos. Houve até a tentativa de roubo de um guarda- corpo de uma ponte. Os ladrões conseguiram soltar um lado, mas não repetiram o feito do outro lado. A estrutura ficou pendurada, segundo os relatos.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Dilma visita trecho da Ferrovia Norte-Sul

08/08/2014 - O Globo

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, vistoriou nesta sexta-feira à tarde em Iturama, na divisa de Minas Gerais com São Paulo, obras da Ferrovia Norte-Sul, que tem um trecho embargado pela Justiça Federal. A ferrovia passa no meio de um assentamento a 10 quilômetros do local em que a presidente esteve, com 97 famílias.

A Valec, responsável pelas obras, já decidiu que irá indenizar os assentados, mas ainda não fez o pagamento. Por causa disso, as famílias ingressaram na Justiça Federal. A juíza Cláudia Aparecida Salgue, de Uberaba, determinou a suspensão da obra até o pagamento da indenização. Segundo Mário Rodrigues, diretor de engenharia da Valec, a estatal já está com o dinheiro para cumprir a determinação.

Apesar de cumprir agenda de presidente, imagens da visita foram gravadas pela equipe de campanha para serem exibidas no horário eleitoral gratuito, que começa no dia 19. Dilma chegou a bordo de uma composição moto-niveladora e, ao descer, foi recepcionada por centenas de operários vestidos com macacões. Ela abraçou alguns mais efusivamente e posou para fotos.

Dilma destacou que a Ferrovia Norte-Sul começou a ser construída há 27 anos e que a obra ficou parada por muito tempo. Ela acrescentou ainda que o projeto agora é fazer com que os trilhos cheguem até o Rio Grande do Sul.

— O que fica claro é que o Brasil durante muitos anos, duas décadas e meia, não fez o dever de casa, que era construir ferrovias para transportar toda nossa produção agrícola, minerais, que tinham que escoar. Isso provocava grande congestionamento de caminhões nos portos — afirmou.

A presidente vistoriou o trecho 5 da ferrovia, que tem 146 quilômetros de extensão entre União de Minas (MG) e Estrela do Oeste (SP), com obras orçadas em R$ 550 milhões. O prazo de entrega é abril de 2015. No total, de Açailândia, no Maranhão, a Rio Grande, a Norte-Sul, quando estiver completa, deve ter 3.674 quilômetros.

— Será a coluna vertebral do Brasil. A Europa resolveu seu problema ferroviário no final do século 19 e nós estamos resolvendo agora —disse Dilma.

Empresas privadas são autorizadas a desenvolverem estudos sobre ferrovias

11/08/2014 - Ministério dos Transportes/Portal Brasil 

Diversas atividades serão abrangidas,como estudos básicos, projeto, estudo ambiental, orçamento e cronograma físico

O Ministério dos Transportes publicou nessa sexta-feira (8), no Diário Oficial da União, seis portarias assinadas pelo ministro Paulo Sérgio Passos, que autorizam empresas privadas a elaborar a complementação dos Estudos de Viabilidade Técnica para  subsidiar a implantação da infraestrutura em seis trechos ferroviários previstos no Programa de Investimentos em Logística (PIL). Os trechos ferroviários somam 4.676 quilômetros e o MT recebeu 71 Propostas de Manifestação de Interesse (PMI) por parte de 20 grupos empresariais.

Algumas empresas autorizadas irão desenvolver os estudos de forma associada. Os estudos abrangem, de uma maneira geral, diversas atividades tais como: estudos básicos, projeto, estudo ambiental, orçamento e cronograma físico. O prazo final para a elaboração e apresentação dos estudos será de 180 dias corridos para quatro trechos que terão complementação dos estudos iniciais e de 240 dias corridos para  dois outros trechos - Sinop-Miritituba e Sapezal-Porto Velho, que não tem os estudos iniciais. Esse prazo começa a contar a partir de 8 de agosto, data de publicação das portarias.

Com o objetivo de subsidiar a decisão do Ministro dos Transportes quanto  aos estudos técnicos a serem selecionados e aos respectivos valores devidos a título de ressarcimento, o ministro Paulo Sérgio Passos instituiu uma Comissão de Seleção, que é  formada por membros do Ministério dos Transportes, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. e Empresa de Planejamento e Logística (EPL). A Comissão terá um prazo de 30 dias, após a entrega dos produtos, para selecionar os estudos indicando aqueles  passíveis de serem utilizados em eventual licitação.

A adequada realização dos estudos garantirá o sucesso do processo licitatório, na medida em que disponibilizará aos interessados em participar do leilão bases sólidas para o desenvolvimento de suas propostas, ao mesmo tempo em que atrai, já nesta fase dos trabalhos, potenciais candidatos à participação nas futuras concessões.

Fonte: Fonte: Ministério dos Transportes/Portal Brasil 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Primeiros trilhos da Fiol chegam ao Porto de Ilhéus (BA)

05/08/2014 - Revista Ferroviária

O primeiro lote de trilhos que farão parte da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) desembarcou no Porto de Ilhéus (BA) nesta segunda-feira (04/08). Os trilhos estão sendo armazenados na Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).

São 3.027 peças de origem espanhola, pesando cerca de 750 quilos cada uma, totalizando 2.185 toneladas de trilhos destinados ao Lote 4 da Fiol, em Caetité. A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) terá aproximadamente 1.500 quilômetros e ligará Figueirópolis, no Tocantins, a Ilhéus, na Bahia.

De acordo com o diretor de engenharia da Valec, Mário Rodrigues Júnior, a próxima remessa de trilhos da Fiol está prevista para acontecer em meados de setembro. Serão aproximadamente 6 mil  toneladas destinadas aos lotes 2, 3 e 4 da ferrovia.

Segundo o presidente da Valec, José Lúcio Lima Machado, todos os contratos para o fornecimento de trilhos estão assinados.  "Entre agosto de 2014 e agosto de 2015, teremos recebido um total de 234.790 toneladas de trilhos destinados à Fiol e à Ferrovia Norte-Sul".

Extensão Sul da FNS

Segundo o diretor de engenharia da Valec, Mário Rodrigues Júnior, a Extensão Sul da FNS também deverá receber, neste mês de agosto, o primeiro lote de trilhos fornecidos por uma fabricante chinesa. "Nossa expectativa é de que 10,6 mil toneladas de trilhos destinados à Extensão Sul cheguem ao Porto de Santos no dia 20 deste mês".

Novo trem de passageiros da EFVM entra em operação

06/08/2014 - Revista Ferroviária

A Vale iniciou ontem (05/08) a operação do novo trem de passageiros na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). A empresa havia anunciado no início do ano investimento na ordem de US$ 135 milhões na renovação da frota de carros de passageiros. Destes, US$ 80,2 milhões foram utilizados para comprar novos carros, da empresa romena Astra Vagoane, para a EFVM.

Na ferrovia entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo são 56 novos carros - 10 executivos e 30 econômicos. A Vale opera ainda o trem de passageiros na Estrada de Ferro Carajás (EFC).

Para a EFC, que liga o Maranhão ao Pará, a Vale adquiriu 39 carros - seis serão executivos e 21 econômicos - da mesma fabricante romena. Ainda como parte do investimento, foram comprados novos carros restaurante, lanchonete, gerador e cadeirante (destinado a pessoas com dificuldade de locomoção) para ambas as ferrovias.

EFVM e EFC transportam em média, juntas, 1,3 milhão de passageiros por ano. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), até abril deste ano as ferrovias já haviam transportado mais de 350 mil passageiros. Atualmente, estas duas ferrovias são as únicas a oferecerem diariamente o serviço de transporte de passageiros de longa distância no País.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Viagens em trem de luxo entre MG e ES começam nesta terça-feira

04/08/2014 - Estado de Minas

Mineradora Vale investiu US$ 80,2 milhões para aquisição da nova frota. Vagões são climatizados e obedecem a padrões europeus de qualidade

João Henrique do Vale 


As charmosas viagens de trem entre Minas Gerais e o Espirito Santo vão ficar mais prazerosas. A partir desta terça-feira entram em circulação as novas composições do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Elas são mais confortáveis, climatizados e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas para possibilitar o carregamento de notebooks e celulares. Os preços das passagens seguem inalterados, assim como o horário das viagens.

O investimento para a aquisição da nova frota foi de US$ 80,2 milhões. Os vagões, que foram fabricados na Romênia, seguem os padrões europeus. De acordo a Vale, serão 56 novos carros, sendo 10 executivos e 30 econômicos.

Cada vagão executivo tem capacidade para transportar 57 passageiros e os econômicos vão poder trafegar com 75 pessoas. Porém, em ambas as classes os carros são climatizados e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas para possibilitar o carregamento de notebooks e celulares. A área executiva custa R$ 91 para todo o percurso e terá sistema de som e iluminação individualizado para dar maior conforto e comodidade aos viajantes. Os carros-restaurante terão 72 lugares, aumento de 56% em relação às composições que operam atualmente. O setor econômico custa R$ 58.

O novo Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas ainda oferece banheiros modernos, com layout e tecnologias voltadas a priorizar o uso sustentável dos recursos naturais, como a substituição de papel-toalha por ar quente para a secagem das mãos. Toda a composição ainda vai contar com detector de fumaça, para aumentar a segurança dos usuários. Os passageiros vão ter displays externos e internos, que exibem informações gerais sobre a viagem.

Fonte: O Estado de Minas 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Primeiro lote dos trilhos da Ferrovia Oeste-Leste desembarca na Bahia

04/08/2014 - G1

Material pesa duas mil toneladas; ainda são esperados mais 11 navios. Lote que será construído na Bahia vai possui 159 quilômetros.

O primeiro lote dos trilhos que serão utilizados na construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) chegaram nesta segunda-feira (4) ao Porto de Ilhéus, no sul da Bahia, e estão sendo armazenados na Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).

A ferrovia vai desde a cidade de Figueirópolis, no estado de Tocantins, à cidade de Ilhéus, no sul da Bahia. Quando estiver integrada ao Porto Sul, a ferrovia permitirá o escoamento da produção baiana, principalmente de grãos e minérios. O investimento previsto para as obras no estado é de cerca de R$ 6 bilhões.

O material que chegou à Bahia nesta segunda-feira pesa 2.185 toneladas. De acordo coordenador da Fiol e do Porto Sul na Casa Civil, Eracy Lafuente, são esperados mais 11 navios do mesmo fornecedor neste primeiro lote e, a partir de outubro, outro lote deverá ser fornecido por uma empresa chinesa.

Ainda segundo Lafuente, as duas remessas de trilhos representam um investimento de R$ 559 milhões para toda a extensão da Fiol, que terá cerca de 1,5 mil quilômetros de extensão.

O coordenador também explica que os primeiros trilhos do lote 4 da Fiol serão utilizados em Caetité. Na sequência, a instalação das peças segue em direção a Ilhéus.

Para a entrega desse material pelo do Porto de Ilhéus, foi necessário realizar uma dragagem de manutenção do canal de acesso ao porto. A obras de dragagem foram concluídas no início do mês de julho, para alcançar a profundidade de dez metros. Com isso, além da melhora do acesso, o porto também pode receber navios maiores com mais segurança à navegação.

Aliberação da obra, por parte doTribunal de Contas da União (TCU), ocorreu no último mês de abril, após obter a Licença de Instalação concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O lote que será construído na Bahia vai possui 159 quilômetros e vai passar pelos municípios de Serra do Ramalho, Santa Maria da Vitória, São Félix do Coribe, Jaborandi e Correntina.

O valor aprovado em licitação para a execução da obra é de R$ 575 milhões. Outro lote  também no estado, atravessa a cidade de Correntina, avançando por Barreiras e São Desidério.

Fonte: Do G1 BA 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Dezenove empresas pedem para realizar estudos de ferrovias

30/07/2014 - Folha de São Paulo

Dezenove empresas pediram ao governo para realizar os estudos de viabilidade para a construção de seis trechos de ferrovias no país, que somam 4,6 mil quilômetros. 

Essas ferrovias fazem parte do programa de concessões de ferrovias que o governo lançou em 2012, mas que até agora não teve nenhum dos 12 trechos propostos concedido. 

No modelo anterior, o governo estava escolhendo uma empresa para fazer os estudos de viabilidade de todas as ferrovias. Mas, como a proposta não teve muita aceitação, o modelo foi modificado. 

Agora, o governo abre a possiblidade de qualquer companhia apresentar os estudos e faz um concurso para escolher a melhor proposta. Dessa melhor proposta é feito o projeto e a concorrência. A empresa vencedora do estudo é remunerada por quem ganhar a disputa para construir a ferrovia. 

De acordo com nota do Ministério dos Transportes, a maioria dos grupos pediu para fazer os estudos de mais de uma ferrovia. A ideia é que os estudos sejam entregues entre seis e oito meses após a liberação que ocorrerá na próxima semana. 

Só em 2015 o governo escolher os vencedores e iniciar o processo de concessão. Como as obras devem demorar 5 anos, as novas ferrovias só estarão concluídas em 2020. 

O trecho que atraiu maior interesse das empresas foi a ligação de 990 quilômetros entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), com 16 propostas. A chamada ferrovia da Soja não estava inicialmente no programa de concessões do governo e foi incluído por um pedido de um grupo de empresas do setor de alimentação (Amaggi, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus) com a empresa de projetos EDLP, que já havia chegado à conclusão que esse é o melhor caminho para o escoamento da soja do Centro-oeste para a Ásia e a Europa. 

Veja a quantidade de propostas para os outros trechos: 

Açailândia/MA - Barcarena/PA (457 quilômetros): 14 propostas 
Anápolis/GO - Corinto/MG (775 quilômetros): 11 propostas 
Belo Horizonte/MG - Guanambi/BA (845 quilômetros): 10 propostas 
Estrela D'Oeste/SP - Dourados/MS (659 quilômetros): 15 propostas 
Sapezal/MT - Porto Velho/RO (950 quilômetros): 15 propostas

Fonte: Folha de S. Paulo
Publicada em:: 30/07/2014