sábado, 2 de junho de 2012

Ferrovia Norte-Sul atrai novas empresas

28/05/2012 - Economia (DM.com.br) 
 
Com 12 trechos em desenvolvimento, ferrovia gera 16,6 mil empregos diretos e 50 mil indiretos na construção civil

Por Thamyris Fernandes 

Iniciada durante o governo de Sarney, em 1987, a Ferrovia Norte-Sul foi planejada para facilitar o escoamento da produção de mercadorias brasileiras e facilitar a logística do País. Mais de duas décadas depois, as obras continuam atravessando os Estados com 12 trechos em construção, no total de 855 Km. Informações da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias – empresa pública responsável pelas etapas finais das obras – os pátios ao longo da Ferrovia começam a ser ocupados por grandes empresas.

Segundo a assessoria de Comunicação da Valec, as empresas que se deslocam para os trechos da Ferrovia estão pensando nos ganhos futuros, interessadas nas facilidades e na possibilidade de poupar com o transporte sobre trilhos. Ainda segundo a construtora, os benefícios econômicos da Norte-Sul vão além: hoje, "as empresas envolvidas no esquema de construção representam um total de 16,6 mil empregos diretos e 50 mil indiretos".

Finalizados

Na primeira etapa da Norte-Sul – que se estendeu até 1989 – foram construídos 95km de estrada. Os trilhos começaram a cortar o Brasil pelo Maranhão (MA), ligando as cidades de Açailândia a Imperatriz. A segunda etapa só deve início seis anos mais tarde, em 1995 – durante a administração de Fernando Henrique Cardoso –, quando mais 120km abriram caminho entre os municípios de Imperatriz e Aguiarnópolis, já em Tocantins (TO).

No entanto, o grande avanço das obras ocorreram durante a gestão de Lula, entre os anos de 2003 e 2010. Nesse período foram construídos 504km da ferrovia, ligando Aguiarnópolis ao Pátio de Palmas (Porto Nacional), no Estado do Tocantins. Outros 855km – com conclusão prevista para o meio de 2012 – passaram a interligar Palmas e Anápolis, já em Goiás (GO).

Em dezembro de 2010, por exemplo, foram entregues as obras que ligam o Córrego do Chicote (TO) ao Rio Canabrava (GO), correspondentes a mais de 65 km de ferrovia concluída. Do Canabrava à GO 244 – na cidade de Porangatu (GO) –, foram entregues mais 52 km.

Novos trechos

Com término previsto para agosto deste ano, estão os trechos em Tocantins, como o Pátio Nacional de Palmas até o Córrego Jaboti – com 100km ao sul do pátio – representando 97% das obras já realizadas, em um total de R$ 400 milhões em investimentos. Para a mesma época, as obras do Córrego Jaboti até o Córrego do Chicote somam mais 211km de estrada em andamento, 87% do total dos trechos prontos e R$ 4.620 milhões em recursos.

Em Goiás, a continuação das obras da GO 244 até a GO 239 – em Mara Rosa –, correspondem a aproximadamente 76km de estrada e 85% da construção no Estado, com conclusão estimada para abril de 2013. Deste ponto até o Pátio de Uruaçu – já para meados de 2012 –, serão mais 96% concluídos, num trecho de 71km.

Também para este ano, estão previstos os trechos do Pátio de Uruaçu ao Pátio de Santa Isabel (105km), do Pátio de Santa Isabel ao Pátio de Jaraguá (71km), do Pátio de Jaraguá a Ouro Verde (53km), de Ouro Verde a Anápolis (39km). De Anápolis ao Porto Seco – onde a Norte-Sul será unificada com com a Ferrovia Centro-Atlântica – os 12km das obras estão praticamente concluídos e devem ser entregues até o segundo semestre de 2013, com o rebaixamento do lençol freático no túnel.

Conforme a Valec, de Aguiarnópolis (TO) a Anápolis (GO) o trecho total corresponde a 1.359km da Ferrovia e R$ 4,587 bilhões investidos. Para o novo trecho entre Ouro Verde (GO) e Estrela do Oeste (SP), de 680km – cujas obras foram iniciadas em janeiro de 2011 –, a previsão de investimento é de R$ 2,7 bilhões, com conclusão até agosto de 2014.

De acordo com a construtora, outras quatro etapas deverão ser construídas, ligando Estrela do Oeste a Panorama (SP) e de lá a Porto Murtinho (MS). O município de Panorama também será ligado a Rio Grande (RS), de Açailândia (MA) a Belém (PA). Embora ainda não existam estimativas do valor total dos investimentos necessários ou sobre o início das obras, a Valec afirma que estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental das regiões estão em andamento para "definição do traçado e elaboração do projeto básico".

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