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Linha-11 da CPTM possui atualmente 40 km e pouca demanda
Publicado: sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Região de César de Souza poderá ser beneficiada futuramente com a expansão da malha ferroviária até São José dos Campos

Por Júlia Guimarães

O secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou ontem que o atual número de potenciais passageiros para o transporte público ferroviário em César de Souza não justifica os investimentos necessários para extensão dos trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em direção à região leste de Mogi. Ele argumentou que os usuários do Distrito significariam apenas 1% de toda a demanda da Linha 11-Coral, enquanto que a eventual expansão exigiria aumento de 25% da malha ferroviária. Fernandes não chegou a descartar totalmente o projeto e, em consolação, alegou que dentro de 10 anos César deverá ser beneficiado pelo projeto de implantação dos chamados trens regionais para fazer a ligação da Capital ao Interior do Estado.

Recentemente, o secretário vinha adotando uma postura bastante cautelosa ao responder aos questionamentos sobre a possível expansão dos trens até César, que é uma das maiores reivindicações da população mogiana na área dos Transportes. Ontem, porém, ele adotou postura bem mais austera e, após vistorias a obras de Suzano e Ferraz de Vasconcelos, deu declarações claras de que considera o projeto inviável. O secretário afirmou que a Linha-11 possui, atualmente, 40 quilômetros e uma demanda de 400 mil passageiros por dia.

Segundo ele, a projeção é de que os usuários cheguem a 600 mil a partir da implantação integral do Expresso Leste até Suzano, prevista para o final de 2012. Fernandes afirmou que para levar os trens até César seriam necessários mais 12 km de malha, contando os percursos de ida e volta, que representariam aumento de 25% em trilhos. Para o secretário, portanto, mesmo que se confirme a demanda de 12 mil passageiros por dia em César de Souza, o número não seria suficiente para justificar os investimentos.

"Justifica-se 25% a mais de comprimento para 12 mil pessoas? Eu acho que não, é lógico que não! Se eu tenho 600 mil passageiros para 40 km, e se para mais 12 km eu tiver 10 mil pessoas; eu vou dar 25% a mais de linha para 1% a mais de passageiros. Espera um pouco! Nós temos de pensar, temos de refletir! É por isso que eu não gosto de falar não, mas tem de ser uma luta contínua. É uma luta, eu respeito e nós temos de atentar para isso. Só estou ponderando o seguinte: eu quero que alguém dê uma justificativa; 25% de 600 mil são 150 mil. Então eu vou fazer algo para 150 mil que apenas 10 mil vão usar. É esta conta que vocês tem de aprender a fazer. É isso que eu quero que vocês pensem", disse o secretário à Imprensa, durante entrevista coletiva.

Fernandes também apontou uma série de outros entraves técnicos para a expansão dos trens até César de Souza. O secretário voltou a afirmar que o Estado não tem autorização da União para compartilhamento da linha, que a partir da estação Estudantes é explorada exclusivamente pela MRS Logística para transporte de cargas. Ele afirmou, ainda, que os investimentos para viabilização do projeto não se restringiriam apenas à adaptação dos trilhos. "É como colocar mais chuveiros em casa. Não basta instalar. Para chegar até lá, vamos precisar também de mais subestações, mais energia, mais trens. É uma série de investimentos", disse.

Depois de ter dado as declarações desfavoráveis à extensão da Linha 11, no final da visita a Suzano, Jurandir Fernandes afirmou que a região de César de Souza poderá ser beneficiada futuramente com a expansão da malha ferroviária até São José dos Campos, por meio da implantação do trem regional sentido Vale do Paraíba.

Fonte: Diário de Mogi das Cruzes
 

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