quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Chineses devem construir 4 trechos da Ferronorte



28/09/2010 - Mídia News

As relações econômicas entre Mato Grosso e China podem se estreitar nos próximos anos e trazer benefícios ao transporte ferroviário no Estado, se depender da carta de intenção entregue ao governador Silval Barbosa, nesta terça-feira (28), por um grupo de empresários do país asiático.

A carta prevê uma futura parceria entre o Governo do Estado e a empresa chinesa China Rail Construction Company (CRCC) para a construção de quatro trechos da Ferrovia Norte Brasil (Ferronorte). A ligação entre os governos de Mato Grosso e da China foi feita pela empresa de consultoria Asian Trade Link (ATL).

De acordo com presidente da ATL, Marco Polo Moreira, a reunião ocorrida na manhã desta terça, no gabinete do governador Silval Barbosa, no Palácio Paiaguás, é o ponto de partida para futuras decisões. Estamos analisando como será essa relação. Por isso, ainda não foram divulgados valores e nem de que forma será a participação de cada um nesse processo, afirmou.

O presidente também informou que Mato Grosso foi escolhido pela empresa chinesa para futuras negociações por ser uma das economias mais interessantes e emergentes do Brasil. O agronegócio, que capacita o Estado para expandir suas ferrovias, foi lembrado por Marco Polo.
Além de Mato Grosso, a CRCC, que é responsável por quatro mil quilômetros de trem-bala na China e até 2013 terá feito mais 12 mil quilômetros, segundo o presidente da ATL, também será a empresa responsável pelo trem-bala ligando o Rio de Janeiro a Campinas (SP).

Para o secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, Mato Grosso recebeu a provável parceria com bons olhos.

O Governo recebe a empresa chinesa de braços abertos, será importante para melhorar a tecnologia que será utilizada na ferrovia e também para, futuramente, ampliar o transporte de cargas para o de passageiros também, completou.

Os quatro trechos da ferrovia que poderão ser beneficiados com a parceria entre China e Mato Grosso são: Rondonópolis - Cuiabá; Rondonópolis - Porto Velho (RO); Cuiabá - Santarém (AM); Alto Araguaia - Araguari (MG).

A ferrovia
Ferronorte, ou Ferrovia Norte Brasil, é uma empresa ferroviária criada pelo empresário Olacyr Francisco de Moraes, com o propósito de ligar Porto Velho (RO) e Santarém (PA), passando por Cuiabá, e interligando-se a Fepasa em Santa Fé do Sul (SP) e, a partir desta, atingindo o Porto de Santos.

A ferrovia é uma concessão federal, por 90 anos, inicialmente concedida para a empresa privada Ferronorte S.A..
A ideia da construção de uma ferrovia interligando o Centro-Oeste ao Sudeste do País foi proposta por Euclides da Cunha, em 1901.

Em 1975, Vicente Vuolo, pai de Francisco Vuolo e então deputado federal por Mato Grosso, apresentou projeto de lei para inclusão no Plano Nacional de Viação de ligação entre São Paulo e Cuiabá.

O traçado da nova ferrovia partiria de Rubinéia (SP), passando por Aparecida do Taboado (MS), Rondonópolis e atingiria Cuiabá, conforme a Lei 6.346 de 6 de julho de 1976.

Em 19 de maio de 1989, foi assinado o contrato de concessão da ferrovia, e após inúmeros adiamentos, foram iniciadas as obras do trecho Santa Fé do Sul (SP) - Alto Araguaia, em 1991. Estas foram concluídas em 1998, quando o trecho passou a entrar em operação.

Foi criada em julho de 1998, a holding Ferropasa, empresa que controlava as ferrovias Ferronorte e Novoeste. Em novembro de 1998, a Ferropasa fez parte do grupo vendedor do leilão da Malha Paulista (ex-Fepasa), que passou a ser denominada Ferroban.


Posteriormente, foi criada a holding Brasil Ferrovias, que congregava a operação da Novoeste, Ferronorte e Ferroban.

Em 2006, o controle do Grupo Brasil Ferrovias foi assumido pela América Latina Logística e a Ferronorte passa a ser nomeada como América Latina Logística Malha Norte S.A., após aprovação em 6 de agosto de 2008 pela ANTT (Deliberação 289/08). Ela é responsável por parte do escoamento de parte da soja produzida no Oeste do País.

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