quinta-feira, 26 de maio de 2011

Santa Catarina pode ganhar corredor ferroviário

26/05/2011 - Frota e Cia.


Projeto de linha férrea de 622 quilômetros entre Itajaí e Chapecó deverá receber R$ 31 milhões em investimentos do Governo Federal ainda neste ano

O Estado de Santa Catarina ganhará 622 quilômetros de trilhos. A ideia é ligar Itajaí a Chapecó, fazendo assim um corredor que facilitará o escoamento da produção agropecuária e industrial de outras cidades como Xaxim, Xanxerê, Concórdia, Seara, Joaçaba, Rio do Sul, Indaial e Blumenau, até o Porto de Itajaí.

Para a elaboração do projeto básico de engenharia da chamada EF-487, o Governo Federal deverá investir R$ 31 milhões ainda neste ano. A ferrovia contribuirá para redução do fluxo de cargas em toda a BR-470 e trechos das rodovias BR-153 e BR-282.

Estima-se que, com o novo corredor, será possível retirar das rodovias cerca de 90 mil toneladas por mês, sendo a grande maioria frangos e aves, que são exportadas para a União Europeia e Extremo Oriente. A mercadoria representa cerca de 35% da movimentação global do Complexo Portuário de Itajaí.

Crescimento do modal

O anúncio de mais um empreendimento ferroviário solidifica a afirmação do balanço da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários), realizado recentemente, que confirma crescimento nos investimentos, na movimentação de cargas e na criação de empregos nas ferrovias.

Para Rodrigo Vilaça, Diretor Executivo da ANTF, esse crescimento é uma tendência. “Nós já temos uma projeção média estimada de 9% ao ano, entre 2011 e 2020. Isso é baseado em uma linha de projetos que remetem aos principais desafios do setor, que são a eliminação dos gargalos e ampliação da malha, dentro de um marco regulatório estabelecido”.

“Temos três ferrovias de classe mundial e de altíssima competência. Atualmente, nossas ferrovias transportam 25% de todas as cargas movimentadas no território nacional, o que significa mais de 500 milhões de toneladas. Muitos confundem que a ferrovia brasileira não tem destaque em cargas conteinerizadas e de maior valor agregado. O Brasil é um país que necessita implantar uma nova cultura a respeito do sistema ferroviário”, conclui o executivo.

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