quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O único trem de luxo do Brasil

05/10/2011 - Isto é / Big Viagem

Para quem sonhava com uma viagem Paris-Veneza no Orient Express, agora já pode ter uma experiência similar no Brasil.

Sempre ouvimos falar dos mais diversos trens (ou comboios) de luxo espalhados pela Europa, o que muitos  não sabem é que o Brasil agora também tem um, é o Great Brazil Express, operado e administrado pela empresa Serra Verde Express no Paraná. O Great Brazil Express tem capacidade para apenas 22 passageiros por vagão. Inaugurado há poucos anos, o  único trem de luxo do Brasil, o Great Brazil Express, foi criado com inspiração no lendário Orient Express,  linha inaugurada em 1883 ligando a Europa à Ásia.

Pelo que sei o pacote turístico se limita a regiões turísticas do Paraná, percorrendo mais de 450 km de percurso, os preços mais baratos por pessoa está por volta de R$ 5.800,00, um luxo para poucos. O trem (comboio) de luxo Great Brazil Express é todo decorado em estilo colonial, com madeira nobre, sofás adquiridos em antiquários e reproduções de Debret e Rugendas.

O Great Brazil Express tem guias poliglotas e comissários de bordo para assegurar toda a comodidade aos turistas. Quem quiser apreciar os requintes do trem de luxo brasileiro terá de adquirir um pacote com, no mínimo, seis dias de viagem, com bebidas, refeições, passeios e hospedagens incluídos. O roteiro do Great Brazil Express foi montado com viagens por ônibus e avião. Os pontos de partida são Rio de Janeiro ou Foz do Iguaçu, dois fortes atrativos para os estrangeiros; ou Curitiba, largada do passeio de seis dias.

Então? Gostaram da novidade? Para quem sonhava com uma viagem Paris-Veneza no Orient Express,  agora já pode ter uma experiência similar no Brasil! Aproveitem!



Conheça o site oficial: www.greatbrazilexpress.com

Um comentário:

  1. Planejar trens de alta velocidade -TAV antes de trem regional de passageiros é colocar a carroça na frente dos bois, e se governar é definir prioridades, entendo ser as prioridades no Brasil para o sistema ferroviário pela ordem;
    1º Trens suburbanos e metrôs domésticos;
    2º Ferroanel com rodoanel integrados com ligação Parelheiros Itanhaém, para o caso de São Paulo;
    3º Trens de passageiros regionais;
    4º TAV.
    E com relação ao cenário mundial seria;
    1º Integração Nacional;
    2º Integração Sul Americana;
    3º Integração com o Hemisfério Norte.
    Trens de passageiros regionais são complementares ao futuro TAV, e não concorrentes, pois servem a cidades não contempladas, inclusive Campinas com mais de 1,2 milhões de habitantes e potencial maior do que alguns estados, e muitas capitais do Brasil, portanto comporta as duas opções.
    Pelo proposto as mesmas composições atenderiam de imediato aos trens regionais planejados nas maiores cidades brasileiras ~150 km/h utilizando alimentação elétrica existente em 3,0 kVcc, a curto prazo, já dando a diretriz do Plano Diretor quando fossem utilizadas no TAV, aí utilizando a tensão e corrente elétrica de 25 kVca, com velocidade max. de 250 km/h, uma vez que já foi determinado pela “Halcrow” velocidade média de 209km/h para o percurso Campinas Rio previsto para após o ano de 2020, se não atrasar como a maioria das obras do PAC, ou seja longo prazo, este modelo é inédito no Brasil.
    Para esclarecer; Não se deve confundir os trens regionais de até 160 km/h com os que existiam antigamente no Brasil, que chegavam a no máximo aos 90 km/h por varias razões operacionais, e o fato de trens regionais e TAV serem de operações distintas não justifica que não tenham que se integrar, sendo que para a estação em SP o local sairá em locais paralelo a CPTM entre Mooca e Barra Funda, podendo ser criada a estação Nova Luz, no lado oposto em que se encontra a Júlio Prestes.

    No mínimo três das montadoras instaladas no Brasil além da Embraer tem tecnologia para fornecimento nesta configuração, inclusive os pendulares Acela e Pendolino que possuem uma tecnologia de compensação de suspenção que permite trafegar em curvas mais fechadas com altíssima porcentagem de nacionalização.


    Fala-se de integração ferroviária Sul Americana, e as principais economias após o Brasil são a Argentina, e Chile, e ambos, possuem a bitola de 1,67 m, (Indiana),sendo que só a Argentina possui mais de 23 mil km, o que corresponde, a ~4 vezes mais km que a correspondente brasileira, e km praticamente igual a métrica, e em consulta a técnicos argentinos e chilenos, os mesmos informaram serem infundadas as informações de que circulam no Brasil de que está sendo substituída por 1,43m, e se um dia esta integração ocorrer, ela será feita com a métrica, que já são existentes em outros países, como Bolívia e Colômbia, além dos mencionados, tratando-se portanto de premissas equivocadas plantadas.

    Mas, quanto ao TAV (Trem de alta velocidade), hum, este não sei não, teve um ex ministro de nome Bernardo, que no início do ano de 2011, deu a seguinte declaração à mídia; ”Trens regionais de passageiros poderão trafegar nas futuras linhas exclusivas do TAV”. Ufa, até que enfim! Esta era uma noticia que sempre esperava ouvir, e desde a década de 70 se fala dele e agora a previsão é para após 2020, e poucas coisas estão definidas, como estações, trajeto etc, e o modelo proposto é independente, e bitola divergente dos trens regionais existentes 1,6m e não compatível para uso como trem regional, com vantagem que não necessitar de duplo rodeiro (Standard e Ibérico) necessário para quando adentra a Espanha rumo a Portugal, e que trafega tanto como trem regional, ou como TAV, portanto pode se afirmar que embora a intenção seja louvável, existe uma contradição do que se falou, e o que esta sendo planejado, além disto aqui, e as obras deste porte tem até data para começar, mas a sua conclusão, nem a futurologa mãe Dinah consegue prever!

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