terça-feira, 13 de abril de 2010

Empresas ganham tempo para analisar trem-bala



13/4/2010
O Globo

BRASÍLIA. O governo federal está disposto a ampliar o prazo para entrega das propostas para construção do trem de alta velocidade (TAV), entre São Paulo e Rio. Com isso, o julgamento da concorrência ficará para o segundo semestre, representando mais um atraso na obra. O modelo de edital do trem-bala prevê um prazo de 60 dias para apresentação das propostas, mas as empresas interessadas na obra consideram pouco tempo para formatar toda a documentação.
   
Segundo um ministro que participa das negociações, o governo vai levar em conta a complexidade da obra: - Não é um choro individualizado.
   
É uma avaliação geral das empresas interessadas.
   
A expectativa do governo é que até o fim deste mês o Tribunal de Contas da União (TCU) conclua a avaliação técnica do edital e do projeto básico do TAV.
O processo está no TCU desde dezembro do ano passado. Se esse prazo for cumprido, o Palácio do Planalto deverá lançar o edital no mês de maio - mês para o qual o leilão estava marcado na última previsão oficial.
   
Em sua primeira citação no PAC, o leilão estava previsto para fevereiro de 2009.
   
Com 511 quilômetros de extensão, o trem-bala é a obra mais cara em planejamento no Brasil atualmente: está orçada em R$ 34,6 bilhões. O empurrão estatal será essencial para pôr de pé o empreendimento, cuja conclusão de todos os trechos está estimada para 2015. O BNDES deverá financiar até 80% da obra, com juros mais baixos.
   
Investidores asiáticos são os principais interessados Para reduzir custos, a União deverá ainda aportar recursos no consórcio vencedor de forma indireta - por intermédio de subsídios a máquinas, equipamentos e facilitação de desapropriação de terrenos, por exemplo - e direta, com a possível compra de participação.
   
Esta se daria pela Empresa de Pesquisa Ferroviária (EPF), a ser criada para gerir a transferência de tecnologia.
   
Os detalhes da modelagem ainda passam por ajustes.
   
O projeto prevê, atualmente, nove estações: no Aeroporto de Viracopos; no Centro de Campinas; no Aeroporto de Guarulhos; em São Paulo (provavelmente no Campo de Marte); em Aparecida; em duas cidades escolhidas pelo empreendedor na parte paulista e na parte fluminense do Vale do Paraíba; no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão); e no Centro do Rio.
   
Por envolver a construção de um túnel sob o mar, investidores solicitaram à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que o Galeão fosse retirado da lista de estações obrigatórias. Uma ligação alternativa entre o trembala e o aeroporto, porém, terá que constar do projeto, caso o pedido seja acatado.
   
Investidores asiáticos - japoneses e coreanos - são considerados os principais interessados no projeto, mas também se apresentam como candidatos grupos franceses e alemães.
 

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