quinta-feira, 26 de junho de 2014

Autorizado o projeto executivo para criar Trem Pé-Vermelho

25/06/2014 - Gazeta do Povo

A elaboração do projeto executivo do Trem Pé- -Vermelho, para ligar as cidades de Ibiporã e Paiçandu, passando por 13 municípios do Norte e Noroeste paranaenses, foi autorizado pelo Ministério das Cidades na segunda-feira, em publicação no Diário Oficial da União. Estimado em R$ 10 milhões, o prazo para a finalização do projeto de execução não foi definido no documento oficial. "Isso tudo será analisado e determinado pelo governo estadual e federal a partir da determinação do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]", informou o diretor-executivo da Agência de Desenvolvimento Terra Roxa Investimentos (TRI), Alexandre Farina.

Ele explicou que a autorização do projeto executivo é uma parte importante para a viabilização da obra. Segundo ele, a verba do projeto foi pleiteada no ano passado e a autorização chega dentro do prazo considerado normal. "Essa publicação significa uma sinalização do governo de que há verba para o Pé-Vermelho. É a etapa seguinte ao projeto de viabilidade, que já foi concluído", lembrou.

A obra está estimada em R$ 700 milhões, mas o valor poderá sofrer revisão, segundo Farina. A forma como as empresas serão contratadas para realizarem o projeto executivo ou a própria obra não foram discriminadas pela portaria do ministério.

Questionado sobre como o PAC permitiria parcerias público-privadas nesse caso, Farina disse que essas questões contratuais devem ser analisadas e definidas entre os governos. A Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística foi procurada pela reportagem para comentar sobre a autorização do Ministério das Cidades, mas nenhum representante foi localizado.

O Trem Pé-Vermelho deve percorrer um trecho de 152 quilômetros. A região concentra uma população de aproximadamente 2 milhões de habitantes. "A determinação desta segunda-feira é um passo importante para que a nossa região viabilize de forma pioneira um trem de mobilidade de passageiros no Brasil", ressaltou o diretor-executivo da Agência de Desenvolvimento Terra Roxa Investimentos (TRI).

A previsão é de que o Trem Pé-Vermelho transporte pelo menos 13,2 milhões de passageiros no primeiro ano de operação. Há ainda a possibilidade de que o trem a ser implantado seja do tipo Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que trafega entre 80 e 100 quilômetros por hora.

Mobilidade

Ideia surgiu em 2000, a partir de pesquisas universitárias

A história do trem Londrina-Maringá começou em 2000, quando o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), avaliou 64 rotas ferroviárias abandonadas que poderiam ser reativadas. Após uma "peneira", as atenções se voltaram para as interligações Bento Gonçalves-Caxias do Sul (RS), com apenas 65 quilômetros de percurso, e Londrina-Maringá, com 152,2 quilômetros, consideradas as mais viáveis do ponto de vista econômico e de movimentação das populações.

A partir de então, o Labtrans coordenou os primeiros estudos com a parceria da UEL e UEM e colocou 250 universitários dentro de ônibus de linha, rodoviárias, estradas e postos da polícia rodoviária local, onde puderam questionar e saber os desejos do provável público do Trem Pé-Vermelho.

Pelos esboços do Labtrans, o percurso Londrina-Maringá seria dividido em três áreas, o que permitiria às composições viabilizar rotas regionais independentes entre 13 cidades. O trecho Leste conectaria Londrina, Cambé e Rolândia; o percurso Oeste ligaria Paiçandu, Maringá, Sarandi, Marialva e Mandaguari, na Região Metropolitana de Maringá; e um terceiro trecho iria de uma ponta a outra – 152,2 quilômetros, conectando Londrina a Maringá com paradas em estações em Ibiporã, Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Cambira, Jandaia do Sul, Mandaguari e Sarandi.

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