sexta-feira, 18 de julho de 2014

Brasil e China assinam acordos para transporte, infraestrutura e outras áreas

17/07/2014 - Agência CNT de Notícias

Atos de cooperação incluem projetos do sistema ferroviário, venda de aeronaves e diversificação dos canais de financiamento ao desenvolvimento.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Os governos do Brasil e da China assinaram 32 acordos na manhã de hoje (17), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), em uma cerimônia com a presença da presidente Dilma Rousseff; do presidente da China, Xi Jinping, entre outros representantes dos dois países. Os acordos incluem os setores de transporte, energia, comércio, infraestrutura e educação.

Na área de transporte sobre trilhos, foi assinado um memorando de entendimento sobre cooperação ferroviária entre o Ministério dos Transportes do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) da China. A proposta é que haja uma ajuda mútua para a elaboração de projetos ferroviários e capacitação de recursos humanos.

Os chineses têm grande expertise na implantação de sistemas ferroviários de alta tecnologia e poderão contribuir para melhorar a infraestrutura de transporte do Brasil, tanto na área de cargas como na de passageiros.

Em relação à aviação, a fabricante brasileira Embraer venderá 40 aeronaves (20 E-190 e 20 E-190E-2) à Tianjin Airlines, companhia aérea da Hainan Airlines. Também serão comercializados 20 jatos E-190, da Embraer, em um negócio feito com o ICBC (sigla em inglês do Banco Industrial e Comercial da China).

A SAC (Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República) do Brasil e a CAAC (Administração Nacional de Aviação Civil) chinesa assinaram uma cooperação nas áreas de infraestrutura aeroviária, transporte aéreo, navegação aérea, combustíveis ambientais e sustentáveis, indústria aeronáutica e capacitação de recursos humanos.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o CDB (sigla em inglês para o Banco de Desenvolvimento da China) também firmaram uma cooperação na área de infraestrutura, com foco em projetos no Brasil e na América Latina. A proposta é diversificar e ampliar os canais de financiamento ao desenvolvimento.

Os outros acordos entre os dois países incluem, por exemplo, a promoção de investimento industrial, a facilitação de vistos de negócios, o incentivo à tecnologia da informação e telecomunicação e também o aprendizado em mandarim no Brasil.

A presidente Dilma Rousseff destacou a importância da proximidade das relações comerciais entre os dois países e do incentivo aos investimentos. Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil. A visita de Xi Jinping marca os 40 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

"China e Brasil são as maiores economias em desenvolvimento nos respectivos hemisférios. E estão cada vez mais integradas. Partimos de uma corrente de comércio de US$ 3 bilhões para a cifra recorde de quase US$ 90 bilhões, em 2013", destacou Dilma Rousseff.

Antes da assinatura dos atos, Dilma Rousseff se reuniu com Xi Jinping no Palácio do Planalto. Ela disse que apresentou ao presidente da China as oportunidades que se abrem no Brasil em licitações nos setores ferroviário, portuário, aeroviário e rodoviário. "Aqui, as empresas chinesas encontrarão segurança jurídica e marco regulatório estável, e também serão muito bem-vindas", garantiu Dilma Rousseff.

Xi Jinping enfatizou que a visita dele ao Brasil "constitui uma viagem para intensificar a cooperação e para consolidar a confiança". Segundo ele, a China irá estreitar ainda mais o intercâmbio com o Brasil, em todos os níveis, para que ocorra maior aprofundamento do conhecimento mútuo.

"A China está disposta a conduzir com o Brasil uma cooperação estratégica na construção de ferrovias e outras infraestruturas", disse Xi Jinping, que participou no Brasil da sexta Cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O presidente da China afirmou também que serão estimuladas as parcerias com o Brasil nas áreas de petróleo, energia elétrica, minério de ferro, agricultura e outras.

Cynthia Castro

Agência CNT de Notícias

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