quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ferronorte vai receber aporte finaceiro e sairá do papel

22/02/2012 - O Documento

A Ferronorte sempre foi vista como a redenção para a economia de Mato Grosso e do Brasil, ainda mais agora quando o Estado é responsável por mais de 40% dos resultados positivos da balança comercial brasileira

Uma das maiores empresas do mundo na exploração de álcool e açúcar, a brasileira Cosan pode dar o tão sonhado "empurrão" para que a Ferronorte ou Ferrovia Vicente Vuolo saia em definitivo do papel e conclua importantes partes de sua interligação com o que é hoje o maior produtor de grãos do país, ou seja, o médio norte de Mato Grosso. As obras da Ferronorte que passam muito mais tempo paradas do que andando estão entre Alto Araguaia e Rondonópolis com previsão de chegar até 2014.

Recentemente, por pressão política de Mato Grosso, a ALL abriu mão do trecho entre Rondonópolis e Cuiabá, por se tratar de um trecho acidentado e de duvidosa capacidade econômica por se tratar de uma região de pouca produção agrícola a não ser pelo paredão na região entre Primavera do Leste e Campo Verde que por estaremo mais próximas de Rondonópolis (212 km de Cuiabá) tem naturalmente seu caminho para a exportações distanciado da capital e rumo ao sul de Mato Grosso e da região Sudeste do Brasil.

A Valec Logística, empresa estatal ddo Governo Federal juntamente com o Governo de Mato Grosso se prepara para licitar o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá para que parceiros possam assumir a execução das obras importantes para a integração com as obras que chegam nos próximos anos ao município mais importante da região Sul do Estado e onde se concentram hoje as maiores tradings do agronegócio do mundo.

A passos de cagado, a Ferronorte sempre foi vista como a redenção para a economia de Mato Grosso e do Brasil, ainda mais agora quando o Estado é responsável por mais de 40% dos resultados positivos da balança comercial brasileira, ou seja, pelas exportações que mantém aquecida a economia nacional, fazendo frente a crise econômica mundial graças ao agronegócio e suas vendas que potencializam o país e Mato Grosso como fronteiras do desenvolvimento na atualidade.

Os valores dos produtos do agronegócio só não se tornaram a vedete do momento econômico mundial, graças a um fato, o preço do frete do transporte rodoviário que encarece os valores negociados, sem contar o volume de perdas que seria suficiente para alimentar muitas bocas famintas pelo mundo afora.

Segundo estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica - IBGE, o modal mais utilizado para o transporte de grãos é o rodoviário, graças a vantagens que outros não oferecem, sendo a maior vantagem do transporte rodoviário em relação aos outros é que ele pode carregar suas cargas de ponto a ponto, sem a necessidade de transbordo, fato este que acarretaria possíveis perdas dos produtos.

Além disso, a malha rodoviária abrange quase toda região Brasileira, enquanto os restantes dos modais são escassos em algumas regiões do país.

Apesar de tantas vantagens encontram-se muitos problemas estruturais no transporte rodoviário de grãos. A perda do Brasil chega a R$ 2,7 bilhões a cada safra com o derrame de grãos durante o transporte rodoviário, e a armazenagem representa uma perda de 20% da produção.

A má conservação das estradas e a inadequação do transporte utilizado contribuem para o aumento dessa perda. O problema principal a ser trabalhado é como resolver a perda de grãos mediante as más condições do transporte rodoviário, e a escassez de armazéns para o mesmo, tendo como objetivo demonstrar através de adaptações logísticas (tanto nas estradas brasileiras e no próprio caminhão utilizado no transporte dos grãos quanto nos armazéns) que é possível reduzirem as atuais perdas no transporte de grãos.

A solução mais econômica e que permitiria uma atuação conjunta em parte rodoviária e a maior parte seria a ferroviária e a hidroviária. "Teríamos um up grade no comércio de nossas produtividade que potencializaria ainda mais o nosso agronegócio", disse o governador Silval Barbosa (PMDB) que disse desconhecer a negociação entre a Cosan e a ALL, mas "se é para somar que seja bem vinda e possa nos ajudar a tirar essa ferrovia do papel", explicou o chefe do Executivo estadual.

Maior produtora de açúcar e álcool do mundo, a Cosan tem feito pesados investimentos para se tornar uma empresa focada em infraestrutura. por meio da Rumo, seu braço logístico, atua no escoamento de commodities agrícolas, Em parceria com a petrobrás na Logum, investe na construção de um alcoolduto, que seria outra grande solução para se receber gasolina e óleo diesel e remeter para o Sul e Sudeste, álcool anidrido, barateando custos e melhorando toda a logística de transporte como um todo.

Em 2010, a Cosan anunciou joint venture com a Shell para a criação da Raízen, tornando-se uma das maiores distribuídoras de combustível no país. A Cosan já havia tentato, há três anos, entrar no blovo de controle da ALL.

A grande notícia, no entanto, foi o fato da Cosan ter divulgado fato relevante na terça-feira passada informando ter celebrado contrato de compra de 38.980.117 ações da ALL, o que representa 5,67% do capital social da empresa de logística. deste total, 34 milhões de ações são "vinculadas a acordo de acionistas firmados pelos vendedores e outros", pelo preço total de R$ 896,5 milhões.

Diz ainda o fato relevante, inserido na Bolsa de Valores que a aquisição somente será implementada mediante obtenção de todas as autorizações governamentais que sejam previamente necessárias para a efetivação da compra e venda das ações e a obtenção de autorização dos demais signatários do acordo de acionadas da ALL para que a compra e venda seja efetuada não obstante a vedação à transferência das ações constantes do Acordo de Acionistas, não seja exercido direito de preferência por parte dos demais signatários do acordo de acionistas, permitidno que o comprador compre todas as ações e o comprador seja admitido no Acordo de Acionistas, em termos e condições aceitáveis tanto para o comprados como para os vendedores.

Uma teleconferência será realizada pela Cosan para apresentar os resultados das negociações.

"É uma notícia mais do que alviçareira, pois estaremos dando um passo efetivo e determinado para que essas obras tão importantes para Mato Grosso e para a economia do Brasil saiam do papel e se tornem realidade, pois o custo do frete permitirá a abertura de novas frentes agrícolas em todo o Estado e um desempenho econômico ainda maior que o já obtida nos dias de hoje", comemorou o governador Silval Barbosa, que pediu ao secretário de Indústria, Comércio e Mineração, Pedro Nadaf que acompanhe todo o desenrolar das notícias que são importantes e fundamentais para Mato Grosso.

O modal ferroviário e hidroviário podem representar a longo prazo, o fim dos problemas de rodovias no Estado que necessitariam de apenas poucos trechos para o deslocamento da produção agrícola das propriedades até os terminais de embarque, o que mudaria completamente o cenário econômico.

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