domingo, 24 de julho de 2016

Conclusão de estudo para Ferrovia do Frango é adiado

19/07/2016 - Diário Catarinense

A conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) do Corredor Ferroviário Catarinense, também conhecido como Ferrovia do Frango, foi adiada para dezembro. O prazo anterior era abril. 

Em outubro de 2014 a então ministra do Planejamento, Miriam Belchior, esteve em Chapecó para a assinatura de contrato com o consórcio Prosul/Setepla/Urbaniza/Hansa, vencedor da licitação no valor de R$ 68 milhões. O contrato previa o EVTEA, levantamento aerofotogramétrico e o projeto básico. Tudo deveria estar concluído em 22 meses, cujo prazo venceria no mês que vem. Mas até agora nem o EVTEA foi concluído. 

De acordo com a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., empresa estatal que cuida dos projetos nos setor, houve uma demora na definição de estudo de mercado. 

A Ferrovia do Frango tem 862 quilômetros previstos, com trajeto inicial saíndo de Dionísio Cerqueira, passando por São Miguel do Oeste, Chapecó, Heval D¿Oeste e Santa Cecília, até o porto de Itajaí. 

Ferrovia Norte-Sul está parada 

Em relação à Ferrovia Norte-Sul, que teve seu estudo concluído no final do ano passado, a Valec informou que agora falta a elaboração dos projetos básico e executivo da obra. O Ministério dos Transportes está discutindo com a Secretaria Especial de Programas Prioritários de Investimento a melhor forma de viabilizar os investimentos.Mas, em tempos de corte nos investimentos federais e instabilidade na economia nacional, o cenário não é otimista. 

A Ferrovia Norte-Sul ficou conhecida também como Ferrovia do Milho, pois ligaria Panorama-SP a Chapecó e Rio Grande, servindo para escoamento do cereal no Centro Oeste. Isso beneficiaria Santa Catarina que precisa trazer de fora metade do consumo anual de milho, que é de seis milhões de toneladas. 

Concessão de rodovias também não anda 

Outro projeto que tinha previsão de assinatura de contrato no ano passado e ainda não tem previsão para isso é o de concessão das BRs 480-282-153 e 476 para a iniciativa privada. O prazo de 120 dias que o Tribunal de Contas da União deu para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) fazer algumas mudanças no projeto, venceu no início deste mês. A Agência pediu uma prorrogação de 15 dias para finalizar as alterações.


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