segunda-feira, 18 de março de 2013

SC define prioridades no setor ferroviário

17/03/2013 - Portal Fiesc Net

Presidente do Sistema FIESC, Glauco José Côrte, entregou estudo defendendo traçado original para ferrovia entre MS e S. Francisco (foto: Fernando Willadino)

Florianópolis - Santa Catarina deu a largada à mobilização pela construção de ferrovias no Estado. Durante reunião com a presença de empresários, do Fórum Parlamentar Catarinense, do governador Raimundo Colombo e de autoridades federais do setor foi definida a elaboração de um documento que norteará a mobilização do Estado para aumentar a participação das ferrovias na matriz de transporte. O encontro foi realizado na última sexta-feira (15), na sede do Sistema FIESC, em Florianópolis.

Foram definidas quatro prioridades para Santa Catarina: a ferrovia Litorânea entre Imbituba (SC) e Paranaguá (PR); a Norte-Sul ligando Panorama (SP) ao Porto de Rio Grande (RS) passando por Chapecó (SC); Ferrovia Maracaju (MS) a Mafra (SC), com corredor ferroviário até os Portos de São Francisco (SC) e Itapoá (SC), além de Paranaguá (PR) via binário ferroviário; e a ferrovia da Integração, também conhecida como ferrovia do Frango, ligando o Oeste de Santa Catarina ao Porto de Itajaí (SC).

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, entregou ao presidente da EPL estudo em que defende que a construção da ferrovia entre Mato Grosso do Sul e São Francisco do Sul tome por base o traçado previsto originalmente no Programa de Investimentos em Logística (PIL), do governo federal. O Estado do Paraná reivindica a alteração do traçado original para implantar um ramal ferroviário ligando o terminal ferroviário Engenheiro Bley, na Lapa, até o Porto de Paranaguá, com um novo traçado na transposição da Serra do Mar, descartando a passagem por Santa Catarina. O governo federal contratou a elaboração dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) dos dois traçados.

"Um sistema logístico eficiente é um diferencial competitivo importante. Estudo da Fundação Dom Cabral indica que as empresas brasileiras comprometem, em média, 13,1% de sua receita bruta com custos logísticos. O Brasil apresenta um custo logístico de aproximadamente 12% do PIB, enquanto nos EUA este custo é de 8%", diz o presidente da FIESC, Glauco José Côrte. "Comparando-se os custos logísticos e o PIB destes dois países, a pesquisa conclui que o Brasil, ao não ter o mesmo desempenho dos Estados Unidos, perde US$ 83,2 bilhões por ano", completa.

Segundo dados apresentados no encontro, 58% da carga que circula pelo Brasil vai de transporte rodoviário e 25% por meio das ferrovias. Em Santa Catarina, 76% das cargas são feitas por meio de caminhão.

Compromissos - O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, durante palestra no encontro disse o governo trabalha para começar a obra da Ferrovia da Integração no próximo ano. "Queremos que o projeto da ligação Oeste ao Porto de Itajaí seja licitado até o final de 2013 para começar a obra em 2014. Para ter essa agilidade, a presidenta (Dilma) trouxe para o programa ferroviário um modelo de concessão, que é a aberto. Vamos acabar com o monopólio. Estamos construindo um sistema novo. A gente tem um trabalho intenso pela frente. Contem com a determinação do governo federal para começar a construir o mais rápido possível", declarou Figueiredo.

Conforme o presidente da EPL, com base em levantamentos entregues ao governo federal por entidades empresariais, o país precisa de R$ 400 bilhões (pode chegar a R$ 500 bi) de investimentos para suprir a falta de investimentos em infraestrutura. "Esse é nosso passivo. Passamos muitos anos sem fazer investimentos de relevância. Vamos sair da fase do diagnóstico e da constatação para uma ação efetiva de superação dos problemas. Teremos R$ 200 bilhões de investimento nos próximos cinco anos. É uma mudança fundamental no ritmo de investimentos, mas ainda é a metade do que precisamos", disse ele.

Além do diretor de infraestrutura ferroviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Mário Diran, e do diretor de operações da Valec, Bento José de Lima, estiveram presentes o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo; o presidente da Assembleia Legislativa, Joares Ponticelli; os deputados estaduais Ana Paula Lima, Dirceu Dresch, Jailson Lima, Reno Caramori e Volnei Morastoni; o coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, Décio Lima; os deputados federais Pedro Uczai, Edinho Bez e Esperidião Amin; os senadores Casildo Maldaner e Paulo Bauer.

Elmar Meurer e Dâmi Cristina Radin
Assessoria de Imprensa do Sistema FIESC

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