domingo, 17 de março de 2013

Governador propõe ampliação da Norte-Sul no Pará

14/03/2013 - Agência Pará de Notícias

O governador do Pará em exercício, Helenilson Pontes, participou, na tarde desta quinta-feira (14), no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, da primeira reunião sobre a construção do trecho da ferrovia Norte-Sul que vai ligar o município de Açailândia, no Maranhão, ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena, na Região de Integração do Tocantins. A próxima reunião acontecerá em 26 de março, em Brasília (DF).

Durante o encontro, promovido pelo governo federal, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o governador em exercício parabenizou a Agência pela iniciativa de trazer o debate para o Estado diretamente afetado pela obra – o Pará. De acordo com o projeto inicial, 11 municípios paraenses serão cortados pela ligação ferroviária.

Helenilson Pontes, no entanto, alertou para a importância de os anseios da população local serem levados em consideração, desde a fase inicial da obra. "A iniciativa da audiência pública em Belém é positiva, no sentido de fazer o governo federal entender que uma obra dessa natureza exige a participação dos atores locais, do governo do Estado, das prefeituras e de toda a sociedade paraense. Queremos sair da condição de agente passivo para agente ativo no processo de decisão dos destinos das obras de infraestrutura nacional, que acontecem no território do Pará, destacou.

Licenciamento

O governador em exercício manifestou preocupação especial com o processo de licenciamento ambiental do projeto, que, segundo ele, não pode acontecer apenas "dentro das salas fechadas em Brasília", mas precisa contar com a contribuição da sociedade paraense, e com o traçado da ferrovia, que em princípio cruzará os municípios de Açailândia e Itinga, no Maranhão, e Dom Eliseu, Ulianópolis, Paragominas, Ipixuna do Pará, Tomé-Açu, Acará, Abaetetuba, Moju e Barcarena, no Pará.

Não queremos ser um corredor de logística. Queremos que a ferrovia sirva ao desenvolvimento do Pará. Portanto, a discussão sobre o traçado é fundamental. Queremos que essa ferrovia sirva, sobretudo, à produção que acontece na banda leste do Estado, que precisa de uma via de escoamento importante", ressaltou.

Nesse sentido, o governador em exercício solicitou a inclusão no projeto de uma nova "perna" da estrada de ferro, que vá até o futuro Porto de Espadarte, localizado no município de Curuçá, no nordeste do Estado. "O Espadarte é um sonho antigo de todos os paraenses. Por isso, não desejo apenas que o Pará seja ouvido nesse processo, mas que seja atendido. É por isso que estamos aqui, lutando", concluiu.

O posicionamento de Helenilson Pontes foi apoiado por representantes da sociedade civil presentes à reunião. O diretor-presidente do Conselho de Jovens Empresários de Marabá, Marcelo Araújo, disse que a discussão em torno do projeto precisa ser ampliada. "Pelo que está sendo apresentado aqui, a malha ferroviária vai passar muito longe de Marabá e da região de Carajás, que concentra uma das maiores cargas de minério do mundo. Então, o escoamento dessa produção fica comprometido", frisou.

Integração

De acordo com o diretor da ANTT, Carlos Nascimento, o trecho ferroviário entre Açailândia e o Porto de Vila do Conde é o único que, neste momento, está sendo estudado pelo governo federal para a Amazônia. Segundo ele, a obra integra a ferrovia Norte-Sul, que integrará a região ao restante do país.

O diretor da ANTT explicou que a intenção da reunião é coletar o maior número possível de informações a respeito do trecho, para que sejam identificadas novas demandas. "A licitação e a assinatura do contrato com a concessionária devem acontecer ainda neste ano, com previsão de início das obras para final de 2014, e conclusão em três anos", informou.

A reunião também foi acompanhada pelos secretários Especial de Produção, Sidney Rosa, e de Estado de Indústria, Comércio e Mineração, David Leal; pelo senador Fernando Flexa Ribeiro e por prefeitos dos municípios envolvidos na obra.

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