quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Empresa chinesa pretende trazer trem bala para Guarulhos

13/11/2012 - Revista Ferroviária

Entusiasmados com a possibilidade de fornecer as composições e equipamentos, dois fabricantes chineses, a CNR e a CSR, participaram da feira e seminário Negócios nos Trilhos

Com a reformulação na modelagem do projeto por parte do governo federal, está mais próxima a possibilidade de que Guarulhos seja uma das beneficiárias da linha do Trem de Alta Velocidade que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

Entusiasmados com a possibilidade de fornecer as composições e equipamentos, dois fabricantes chineses, a CNR e a CSR, participaram da feira e seminário Negócios nos Trilhos, encerrados ontem no Expo Center Norte, em São Paulo.

Ambas operam na linha Pequim-Xangai, inaugurada no ano passado, com trens que atingem 300 km/h percorrendo a distância de 1.318km, quase três vezes a extensão total prevista para o TAV. "Estamos aguardando o edital com mais detalhes, mas é certo que vamos disputar o leilão", disse ao DG o diretor de Projetos da CSR, QU Haitao, referindo-se ao anúncio do edital prometido pela Empresa Brasileira de Logística para o próximo dia 26.

A CNR já fornece carros para o metrô do Rio de Janeiro e seu principal executivo em visita ao Brasil, Yang Xiongjing, acha que "leva também" o trem-bala. A linha entre Pequim e Xangai demorou três anos para ser construída, um tempo recorde.

No Brasil, especialistas calculam que dificuldades envolvendo a legislação ambiental, desapropriações e outras poderão também fazer com que o trem-bala brasileiro só comece a operar em uma década, ou mais.

Na China, uma passagem entre a capital e a metrópole financeira custa cerca de US$ 200. O investimento chinês foi de R$ 33,9 bilhões de dólares, o dobro do projeto brasileiro, que, no entanto, prevê um trajeto bem menor. Foram US$ 26 milhões por quilômetro na China e serão US$ 32 milhões previstos no Brasil. O cálculo do governo brasileiro, entretanto, é contestado por grandes empreiteiras.

O evento serviu de termômetro sobre o setor ferroviário brasileiro. E a temperatura está elevada. Mesmo sem os apelos do Salão do Automóvel ao consumidor final, a feira no Center Norte ocupou uma área de 15 mil metros quadrados com 180 expositores de 17 países. "Agora vai", declarou o presidente da ABIFER (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), referindo-se ao trem bala brasileiro que ganhou maiores chances de êxito com a mitigação de riscos dos investidores. Segundo estudos preliminares, o traçado terá 200 pontes e 103 túneis, num total de 500 km de extensão (Campinas-Rio). Em matéria de trilhos, além do TAV, Guarulhos será beneficiada com uma linha da CPTM até o aeroporto. Também existem estudos sobre metrô e um VLT, este de iniciativa da Prefeitura.



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