sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Secretários da região Sul apresentam pleitos sobre a Ferrovia em Brasília

30/08/2012 - Jornal Agora

Ferrovia tem o propósito de ampliar e integrar o sistema ferroviário brasileiro

O secretário de Infraestrutura e Logística do RS, Beto Albuquerque, acompanhado pelos titulares das respectivas pastas dos Estados de Santa Catarina, Valdir Cobalchini, e do Paraná, José Richa Filho, retomaram o debate sobre o traçado da Ferrovia Norte-Sul, em reunião realizada na terça-feira, 28, em Brasília. Os representantes estaduais encaminharam ao presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, solicitação para que a Ferrovia Norte-Sul seja incluída no mesmo pacote de investimentos em ferrovias no Brasil anunciado, na última semana, pela presidente Dilma Rousseff.

"É fundamental retomarmos o traçado anterior, no qual priorizamos a interiorização da ferrovia. Não podemos deixar os centros produtivos longe dos trilhos", disse Beto ao destacar que o trajeto inicial, que partiria de Panorama (SP), passaria por Chapecó (SC) e chegaria a Rio Grande (RS), reduz em R$ 500 milhões os custos logísticos. Figueiredo assegurou à comitiva que a Ferrovia Norte-Sul não foi descartada pelo Governo Federal e que, no dia 5 de setembro, serão abertas as propostas das empresas que participam da licitação para realizar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental da Ferrovia. "Volto mais tranquilo porque a União afirma não ter desistido da Norte-Sul e que dará prioridade ao estudo", afirmou o titular da Seinfra.

Na avaliação de Beto Albuquerque, o projeto apresentado recentemente demonstra a preocupação do Governo Federal com a retomada de investimentos no modal ferroviário brasileiro, tão necessário ao País e que preencherá um vazio ferroviário de 250 quilômetros até o Porto do Rio Grande, mas prioriza o traçado litorâneo, o qual não contempla regiões produtivas. "Este projeto irá revitalizar as ferrovias, o que é muito bom, mas não podemos ficar presos às ferrovias litorâneas e longe dos nossos centros produtivos. Além disso, este traçado pode levar cargas para outros portos", afirmou

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