segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ferronorte traz crescimento econômico ao MT

10/05/2012 - O Documento

Realidade em Mato Grosso, a ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte), cujo terminal intermodal de cargas no município de Itiquira (325 Km ao Sul de Cuiabá) será inaugurado ainda neste mês de maio pelo governador Silval Barbosa, transformou a vida da população da cidade com pouco mais de 11 mil habitantes.

O crescimento pelo qual o município vem passando é fruto do trabalho em conjunto entre os governos do Estado e Federal e as empresas América Latina Logística (ALL), concessionária responsável pelas obras do trecho e a Seara Indústria de Alimentos, investidora do trecho da ferrovia em Itiquira e responsável pela construção do terminal de cargas.

O início das operações do Terminal de Itiquira representa uma conquista importante para a região. A Ferrovia Vicente Vuolo faz parte do Plano de Governo do governador Silval Barbosa, que sempre destacou a importância do modal para o escoamento da produção de Mato Grosso. Um ganho para todo Estado, que terá um novo impulso socioeconômico.

Para o governador Silval Barbosa a concretização da ferrovia e a extensão até o município de Rondonópolis dará condições de competitividade, promovendo o desenvolvimento em todos os setores da economia mato-grossense. “Estamos comemorando índices de crescimento fantásticos, gerando mais oportunidades a quem vive no Estado”.

Um marco na história da logística de Mato Grosso, a Ferrovia Senador Vicente Vuolo e o terminal de cargas colocam a região como polo de desenvolvimento, gera emprego, renda, progresso, qualifica mão-de-obra e melhora o escoamento da produção do Estado. Dentre tantos outros fatores se destacam ainda a diminuição do preço do frete e aumenta o poder de competitividade com outros Estados. Centralizado no Brasil, Mato Grosso é um dos três corredores inseridos na logística de onde seguem para quaisquer rotas utilizadas. Com capacidade de 13 mil toneladas a Ferronorte, como também é conhecida, já está consolidada como a saída pelo corredor centro-sul.

Com uma área de 70 hectares o terminal de Itiquira tem cerca de seis quilômetros de extensão. O empreendimento irá gerar 210 empregos diretos e irá atender aos produtores da região. O terminal terá capacidade de 100 mil toneladas/dia e a movimentação estimada é de 2,5 milhões de toneladas/ano. Em Mato Grosso são três os terminais de cargas, nos municípios de Alto Taquari, Alto Araguaia e Itiquira, que fazem parte do projeto de expansão da Malha Norte da ALL e que compreendem 260 quilômetros de extensão da malha ferroviária no Estado. Os investimentos chegam a R$ 700 milhões.

A continuidade dos trilhos, por meio da concessão da ALL, que segue até o município de Rondonópolis, compreende 80 Km de trilhos, cujas obras já iniciaram, de acordo com o gerente de Operações da empresa, Thiago Fiori. “A ALL opera os terminais de Alto Taquari e Alto Araguaia e Itiquira (este último desde o fim de abril de 2012) sendo que os trilhos chegarão até o município de Rondonópolis, até onde vai a concessão da ALL. A previsão de finalização das obras até Rondonópolis é em dezembro deste ano. A parte de infraestrutura já foi concluída, agora já foi iniciada a terraplanagem”.

Ao longo do trecho entre os terminais de Alto Araguaia e Itiquira foram construídas 24 passagens semelhantes. As obras permitem o acesso do trem sem obstruir a rodovia. Em março de 2012 foi concluída a obra da ponte sobre o Rio Itiquira com 205 metros e com sete vãos de 29 metros cada.

Sonho realizado

O produtor rural Marcelo Borges, 37 anos, descarrega soja no terminal de embarque em Itiquira e ressaltou que a vantagem é o preço do frete, que é mais barato, além da melhor logística. “Você tem um potencial muito grande com a ferrovia. É um sonho que está se tornando realidade. Estive aqui no lançamento da obra e ver esse terminal, dois anos depois, funcionando é muito gratificante”, disse Marcelo.

Segundo Marcelo a tendência agora é melhorar o preço direto ao produtor. Tirar o caminhão da estrada, conforme ele relata, para a logística e para a cadeia toda de produtores é uma melhora muito grande. “Fiquei surpreso com o curto espaço de tempo em que o terminal levou para ser construído, já que as obras estavam paradas há mais de 10 anos. Para quem ficou muitos anos escutando e agora ver a ferrovia funcionando é um sonho”.

O gerente de operações da Seara, Victor Goltz, informou que no terminal são 40 colaboradores e a curto e médio prazo serão 65. Em relação aos números do intermodal, são 38 mil toneladas por dia e uma tonelada por hora. “A carga vem do norte de Mato Grosso do Sul e de cidades de um raio de 200 quilômetros daqui. São realizados comboios a cada dois dias. A capacidade de armazenamento é de 100 mil toneladas e o foco é embarcar para o porto de Santos. Por dia, são descarregados 60 caminhões de soja.

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