segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Chineses iniciam estudos em ferrovia do Mato Grosso

11/12/2011 - RDNews

Uma equipe de especialistas em ferrovia da China já está em Cuiabá para iniciar o trabalho de estudo de implantação dos trilhos que vão ligar Cuiabá a Santarém (PA). O secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo (PR), antecipa que haverá uma comissão mista do Estado para acompanhar o estudo do traçado.

Vuolo explica que a equipe do governador Silval Barbosa (PMDB) recebeu recentemente representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico da China, que equivale ao BNDES no Brasil. O grupo entregou ao peemedebista uma minuta de cooperação que garante os recursos para efetiva construção da ferrovia. O trajeto tem quase 1,8 mil Km e vai custar R$ 10 bilhões, montante que deve ser custeado pelos chineses.

Indagado sobre o retorno financeiro da obra, o secretário frisa que, diferente do sistema exclusivamente capitalista, em que se investe em determinado setor para obter retorno direto, o modelo previsto pelos técnicos da China é diferenciado. "Eles estão investindo na logística no Brasil, pelo que nós produzimos. Não estão preocupados diretamente com a ferrovia, mas com os produtos transportados que devem chegar à China com custo menor", aponta.

Vuolo ressalta que os chineses são os principais importadores de soja do Brasil. "Nossos produtores terão custo mais barato com a queda no valor do frete proporcionado pela ferrovia. Ao avaliar o retorno, o governo chinês avalia todo este contexto. Eles pensam a China daqui a 30 anos e avaliam que o país precisa de centro de produçao e expansão de suas fronteiras".

O secretário comemora a abertura de novas frentes de escoamento da produção. "Mato Grosso vai ter várias alternativas. Com esta ferrovia, a produção pode sair da baixada cuiabana, por exemplo, subir para Santarém, para chegar até o Pacífico. Só em termos de grãos, Mato Grosso produz o que o Brasil inteiro tem capacidade para produzir hoje. Basta que tenhamos tecnologia cada vez mais aprimorada e uma logística que permita mais oportunidade de concorrência para melhorarmos os índices econômicos", avalia.

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