quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Senador garante que Transnordestina promoverá sustentabilidade na Paraíba

17/11/2011 - Porto Gente

Após garantir o projeto da Transnordestina no PPA, o senador passou a defender a realização de audiências públicas em todo o Estado para discutir o assunto.

Informações da Assessoria de comunicação do senador Vital do Rêgo
  
O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) garantiu nesta quarta-feira (16), que a inclusão da Paraíba no projeto de construção da ferrovia Transnordestina impulsionará de vez, o processo de desenvolvimento econômico do Estado. Vital que já apresentou uma Emenda no Plano Plurianual (PPA 2012/215) solicitando a viabilização da construção de um ramal da obra para a Paraíba, ligando toda a malha ferroviária do Estado, de Cabedelo a Cajazeiras, enfatizou que o empreendimento irá gerar emprego, e promover a sustentabilidade paraibana. “Será um megaempreendimento que promoverá a sustentabilidade na região”, disse.

Vital disse ainda que o projeto vai potencializar a malha ferroviária na Paraíba, dando novo formato as companhias ferroviárias do Estado.  Voltando no tempo, ele lembrou que no passado a chegada do trem a Campina Grande em 1907, por iniciativa do então prefeito Cristiano Lauritzen, deu grande impulso no processo de desenvolvimento da cidade que progrediu em face da estrada de ferro. Na época, a cidade experimentou uma revolução econômica e se tornou um importante centro nordestino e segundo maior centro exportador de algodão perdendo apenas para Liverpool na Inglaterra.

O parlamentar que desde que assumiu o mandato de senador passou a defender o Ramal da Ferrovia na Paraíba, enfatizou que o empreendimento permitirá a interligação do Porto de Cabedelo, aos Portos de Pacém no Estado Ceará, de Itaqui no Estado do Maranhão e ainda ao de Suape no Estado de Pernambuco, favorecendo assim, o desenvolvimento da região. “É uma obra que vai gerar empregos, mudando completamente a economia e permitir que o Nordeste e de forma particular a Paraíba tenha um grande surto de desenvolvimento”, afirmou.

Vital do Rêgo não tem dúvida de que a integração do Porto de Cabedelo aos de Pacém, do Ceará, Itaqui, do Maranhão e Suape, de Pernambuco, elevará a capacidade de escoamento da produção nessas localidades e beneficiará toda a Região Nordeste. “Nós estamos defendendo a modernização e a reestruturação do Porto para que ele recupere a sua capacidade operacional”, disse.

Para o senador que é titular da Subcomissão Permanente de Desenvolvimento do Nordeste, a Transnordestina marcará o surgimento de um novo tempo na região e alavancará de vez a economia dos estados da região contemplados com o empreendimento.

Vital que é vice-líder do governo no Senado disse que já conversou pessoalmente com a Presidente Dilma Rousseff sobre o assunto, de quem ouviu a garantia que a Paraíba seria contemplado com a obra. “Eu pedi a presidente que olhasse com carinho para esse pleito, e ela demonstrou ser muito sensível” disse. A Transnordestina terá 1.728 km de extensão e vai ligar a cidade de Eliseu Martins (PI) a vários portos do Nordeste, capazes de operar navios de grande porte. Os trabalhos da ferrovia estão avançados e com  mais de 50% do total em execução.

Para o parlamentar, trata-se de um megaempreendimento que vai contribuir para a redução das nossas desigualdades regionais e sociais, voltada especialmente para o transporte de produtos agrícolas e de minério do semiárido. “Esse projeto vai dá um grande impulso ao desenvolvimento econômico e à geração de empregos no Nordeste”, afirmou o senador.

Após garantir o projeto da Transnordestina no PPA, o senador passou a defender a realização de audiências públicas em todo o Estado para discutir o assunto. Ele quer o envolvimento de toda a classe política e da sociedade civil organizada. O senador citou o exemplo o vizinho estado do Piauí onde as obras avançam e já foram realizadas audiências públicas para debater o empreendimento.  Em Pernambuco também a já foram realizadas audiências públicas com o mesmo propósito.

A implantação da Ferrovia Transnordestina, como parte da Malha Ferroviária do Nordeste, além de se constituir como um elemento catalisador do desenvolvimento regional pelo porte dos investimentos e pela sua função de proporcionar redução de custos na cadeia produtiva inter-regional, é estratégica para a interligação com os sistemas ferroviários centro e norte do país, viabilizando assim, o estabelecimento de um fluxo contínuo de cargas e a operação dos transportes através de Corredores Multimodais.

Sem a implantação da Ferrovia Transnordestina, a Malha Ferroviária do Nordeste permanecerá isolada, sem condições adequadas de integração ao Sistema Nacional de Transporte, com dificuldades de se viabilizar, operacional e financeiramente.

No Piauí por exemplo, a ferrovia já se transformou na maior obra em execução com investimento de mais de R$ 1,5 bilhão. Serão cerca de 400 quilômetros de trilhos, de Elizeu Martins à cidade pernambucana de Trindade, passando por 20 municípios piauienses.

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