segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os caminhos que levam ao Sul

19/06/2011 - Diário Popular - RS - Pelotas/RS

Foram três notícias para serem comemoradas pela Zona Sul do Estado, todas ligadas ao setor de transportes. Foi assim a semana que se encerrou para a região. A mais importante delas diz respeito à liberação do Tribunal de Contas da União (TCU) do processo licitatório para duplicar a BR-116, entre Guaíba e Pelotas. A previsão do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) é que a obra orçada em R$ 1 bilhão comece ainda este ano e possa ser concluída num prazo de 36 meses.

Considerada necessária e estratégica ao desenvolvimento da Metade Sul gaúcha, a duplicação da rodovia que liga Porto Alegre ao Porto do Rio Grande não comporta mais o volume de caminhões e outros veículos, justamente pelos investimentos feitos no setor marítimo e o advento do Polo Naval. O prefeito de Pelotas, Fetter Júnior (PP), acredita que o atraso na obra já chegue a dez anos. Ele ressaltou ainda o isolamento da região toda vez que a BR-116 é interrompida por acidentes ou destruições de pontes em enxurradas.

A segunda notícia relevante foi divulgada na quinta-feira. O governo federal lançou o edital de viabilidade técnica e econômica da ferrovia Norte-Sul. O passo seguinte, agora, será definir com os governos gaúcho e catarinense qual o melhor traçado. A malha terá como ponto final o Porto rio-grandino, estratégico em negócios para o Brasil e que finalmente terá ligação por trilhos com o restante dos estados. A Norte-Sul já está implantada de Belém, no Pará, a Panorama, no interior de São Paulo, e para chegar à nossa região falta ainda a construção de 1,6 mil quilômetros.

Já o terceiro assunto também é ligado ao setor ferroviário. A União anunciou que o projeto de instalação do trem regional, destinado ao transporte de passageiros entre os municípios de Capão do Leão, Pelotas, Rio Grande e o balneário Cassino, ganhará ritmo nos próximos meses. 

O sul do Estado vive um novo momento econômico e dotá-lo com a infraestrutura ao rápido crescimento que se observa é estratégico aos governos. Precisa ser assim, sob pena de atrasar e até mesmo prejudicar o salto que a região está pronta para dar. Paralelamente às notícias que chegam, segue a duplicação da BR-392, entre Pelotas e Rio Grande.

Dentro de quatro anos, se todos os cronogramas de trabalho forem mantidos e não houver qualquer tipo de interrupção, a Zona Sul poderá ter o seguinte cenário estabelecido: as rodovias Pelotas-Porto Alegre e Pelotas-Rio Grande duplicadas, o trajeto Pelotas-Rio Grande feito por ferrovia, o escoamento de produtos até Porto rio-grandino realizado por trem para todo o Brasil e a travessia entre Jaguarão e Rio Branco (Uruguai) feita pela segunda ponte internacional (anunciada mês passado). É torcer que seja assim.

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